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O vazio que separa o tempo entre os lançamentos não se compara com o abismo que se nos deparamos a cada novo trabalho da banda americana. O abismo que cada um de nós tem dentro de si e que não é fácil encarar, apresenta-se como um murro na cara e "Honor Found In Decay" não é excepção. Tal como todos os discos da banda, demora a que se entranhe no corpo, na mente e no espírito e os menos pacientes podem dizer que foi uma desilusão, mas o menos pacientes também sabem (se não sabem, deveriam saber) que se passarmos pela superfície de forma rápida, não apanharemos nada, ou pelo menos, não apanharemos o que é importante apanhar. Devemos descer às profundezas.

Desçamos então.

"We All Rage In Gold"  e " At The Well" revelam uns Neurosis a prosseguir onde tinham parado com "Given To The Rising", as duas faces aparentemente distintas da banda, a face ambiental (onde Noah Landis, a cargo das teclas, efeitos sonoros e samples, tem um papel fundamental) em oposição à face mais forte, corrosiva, mais metal. Na verdade, não há tanto oposição destas duas, mas uma união que torna sem dúvida as músicas mais fortes. "My Heart For Deliverance" é um óptimo exemplo em como a música flui, de uma forma harmoniosa, com os arranjos de teclados nos momentos em que as guitarras gritam e como as guitarras soltam sons suaves, com a bateria e o baixo a acompanhar e os teclados no fundo. Momentos de beleza insuperável que continuam mesmo quando a distorção aperta. Um dos grandes momentos do álbum. 

Para quem analisa, é um exercício inútil. Como é que se pode descrever algo tão simples como uma tempestade, como relâmpagos no céu, um vulcão em erupção. A beleza da destruição, de algo que é natural, algo que não é provocado pelo homem, algo que não é controlado pelo homem. Algo que ele próprio tem dentro de si, algo desconhecido, algo belo, algo tenebroso. Algo como "Bleeding The Pigs" e o seu ambiente futurista, um futuro negro, o abismo e o espelho do abismo, a sociedade que o perpetua. Ou então algo como "Casting Of The Ages", que demonstrar um pouco mais de esperança do que seria expectável num tema dos Neurosis e esta mudança reflecte bem o espírito do álbum. Se antes, o que tínhamos era a banda sonora para o fim do mundo (literalmente ou de uma forma pessoal), o que temos aqui é o retrato do que sobrou depois dessa devastação, as questões, a quietude, o recomeçar a partir da decadência ou, mais correcto talvez, o continuar após a decadência. No fundo, "All is Found... In Time", o sentido das coisas, o sentido da continuação que por vezes nos escapa.

É um álbum que após algumas audições, a desilusão inicial se dissolve. Pode até nem se saber o porquê de insistir mas... há algo que impele a voltar e a cada retorno, leva-se mais. Mais um pouco do álbum, mais um pouco das músicas, mais um pouco do estado de espírito da banda, mas também mais um pouco de nós próprios. O espelho do abismo que nos faz aperceber que ele olha para nós, tal como nós olhamos para ele. "Raise The Dawn" finaliza o álbum e espelha bem este sentimento e sobretudo o sentimento que descrevi no início da crítica, o sentimento de vazio, o sentimento de que temos que esperar quatro, cinco ou seis anos de silêncio - porque tudo o resto é silêncio comparado com isto - até voltarmos finalmente a ouvir. Ou então começamos a viagem de novo e carregamos no play.
 

Nota: 9.5/10

Review por Fernando Ferreira