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Entrevista aos Alcoholocaust


Falámos com o Possessus sobre o mais recente trabalho de Alcoholocaust, "Necro Apocalipse Bestial". A conversa foi breve e bastante conclusiva como é apanágio do interveniente em questão. 

M.I. - Três demos depois, e passados sete anos, os Alcoholocaust lançaram o já mais que aclamado, mesmo que ainda  recente, "Necro Apocalipse Bestial". Como tem sido digerir este "Assalto Metálico" ao underground português ? 

Escoa bem, desde que acompanhado por um croft.


M.I. - A formação em comparação ao passado, mudou.(O Necrus por exemplo, já não está na banda). Porquê estas mudanças de line-up ? Vocês nunca tiveram uma formação sólida, para estarem tantos anos sem gravar ? 

Eh pá, o Necrus já não toca connosco há uns 8 ou 9 anos... As mudanças de line-up devem-se sobretudo aos feitios fodidos dos membros fundadores, Blaspher e a sua pança alcóolica e o Possessus e a sua puta da mania. Depois nem todos os fígados aguentam a pedalada exigente dum ensaio de Alcoholocaust. É a vida. Estivemos muitos anos sem gravar porque estávamos ocupados a esgotar a cerveja pelos bares por onde passávamos as noites a ouvir Venom. 

A banda claro...pois sei que o Blaspher tem uma produtora, e gravar ele não deixou de certeza (risos). 


M.I. - Tiveram agora recentemente, o concerto de lançamento do álbum no Porto e em Lisboa. Como correu ? 

A eterna glorificação do degredo! O do Porto foi um caos alcoólico à moda antiga e o de Lisboa foi quase à profissional. A cerveja batia menos no dia a seguir...


M.I. - Qual a sensação por exemplo, de terem aberto o espetáculo, aqui no Porto, dos lendários Possessed ? 

Possivelmente quem teve a melhor sensação foi o baterista de Possessed que trocou uns petardos com o Thrashminator.


M.I. - Este negrume já bem evidenciado pelos Alcoholocaust nas suas malhas, serve para atingir novas massas? Falo sobretudo a nível de produção, pois o disco está mais coeso do que as anteriores demos.  Como foi todo o processo ? 

Não fazemos, nem nunca fizemos, nada para agradar a nada nem a ninguém a não ser a nós próprios. Se o pessoal curte ouvir o álbum enquanto bebe umas cervejas, tudo bem. Caso contrário, não é nada que nos importe. O processo foi longo e prazeroso, como uma extensa noite perdida a deambular pelas ruas da cidade à procura do bulldozer infernal perdido. 


M.I. - Como surge o processo de composição das malhas? 

O processo de composição das cantigas é muito simples: 2 horas prévias de alcoolismo, 1 hora de improviso seguida de horas a fio de alcoolismo até alguém perder os sentidos. Depois escreve-se uma letra sobre essa noite.

Entrevista por Lisandro Jesus