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Entrevista aos Toxikull


"Cursed and Punishment" foi um dos álbuns que mais surpreendeu a crítica, no ano de 2019. Para a banda falar-nos acerca deste trabalho, estivemos à conversa com o vocalista/guitarrista "Lex Thunder", que nos contou mais sobre a evolução da banda, desde o "Black Sheep" de 2016. O grupo não quer ficar por aqui, sendo que o entrevistado garantiu à Metal Imperium, que no presente ano irão surgir novidades. 

M.I. - Há 3 anos atrás, lembro-me que a minha primeira review, foi ao vosso EP de estreia, “Black Sheep”, sendo que a evolução tem sido notória. Fala-nos um pouco do crescimento da banda, até aos dias de hoje. 

Boas Lisandro, obrigado pela entrevista. É verdade, foi a tua primeira review do nosso primeiro álbum, o tempo passa rápido.A banda tem crescido imenso em termos musicais, em termos de marca e imagem, e identidade também. O "Black Sheep" foi o nosso álbum de estreia, embora nós consideremos que o nosso grande passo a sério consiste no EP “The Nightraiser”. Acho que o Black Sheep poderia não ter sido álbum, pois hoje em dia não nos identificamos muito com o que tocávamos naquela altura, faria mais sentido o “Cursed and Punished” ser agora o nosso primeiro álbum, porque é isso que sentimos em relação ao disco. Mas aí está, faz parte do crescimento da banda, até porque nós tocamos o que mais gostamos e compomos dessa maneira, e naquela altura era aquele género mais Hard Rock/Thrash que nos influenciava e quisemos lançar algo que nos permitisse ir para a estrada. E a verdade é que serviu de impulso e balanço para o que veio a seguir, graças a esse álbum conseguimos dar concertos por todo o país e alguns em Espanha. Mas creio que a grande evolução começou quando o meu irmão Michael Blade entrou para a banda, pois aí começámos a ver a banda de maneira diferente. Começámos a pensar em estratégias, a compor de maneira mais ponderada e a trabalhar uma boa imagem de marca, isso fez toda a diferença. E tem sido uma aprendizagem constante que se traduz nessa tal evolução que está a vista de todos. Ficamos felizes porque sentimos que essa evolução é sempre bom indicador. Há aquelas bandas que decrescem com o passar dos anos e connosco tem sido o oposto. Cada lançamento fazemos melhor.


M.I. - O "Cursed and Punished" está aí e foi um dos lançamentos mais esperados dentro do que se faz por cá. Como tem sido "o digerir" deste novo trabalho ? O feedback da malta tem sido positivo?

Tem sido espetacular, não só a nível do que se faz por cá, mas em todo o mundo, o nosso maior número de ouvintes no Spotify é nos E.U.A inclusive. Muitas entrevistas, muitas vendas para todas as partes do globo, a review mais baixa foi um 7, basicamente tem sido tudo positivo, mas queremos muito mais que isto. 


M.I. - Foi fácil conciliar as sonoridades do puro Heavy Metal, com o ritmo do Thrash Metal tradicional? Ou trouxeste alguma bagagem e ideias do que fizeste e fazes nos Midnight Priest ? 

Ser fácil é, porque é bastante natural. Nós compomos e tocamos o que queremos, basicamente sem pensar em muitos conceitos. Obviamente que existem pormenores pensados, mas a essência é pouco pensada. As nossas influências variam entre o Thrash/Speed e o Heavy portanto é natural que a composição se traduza na maneira que depois tocamos. E sim, obviamente que trago sempre alguma bagagem de Midnight Priest. É uma banda que foi e é uma escola, foi a banda que me trouxe para o verdadeiro terreno e me fez crescer e moldar a minha personalidade musical em muitos aspetos (não em todos) e automaticamente vais ficando influenciado musicalmente pelo ambiente que te rodeia, porque afinal de contas é a tua vida. Embora neste álbum creio que é bastante nítida a separação entre os géneros e influências das duas bandas. 


M.I. - É este o produto final que tanto ansiavam ? Ou esperam "apalpar" outras sonoridades? 

O álbum foi composto um pouco à pressa, na verdade não tivemos muito tempo para alternativas. Devido a problemas pessoais da minha parte, o álbum teve de ser composto em 2/3 meses e de uma maneira um pouco ortodoxa. Sabíamos que queríamos um álbum agressivo, rápido e impressionante. E a sonoridade saiu assim. Portanto creio que para o objetivo deste álbum, o produto final vai ao encontro do que queríamos. No futuro temos de explorar outras coisas, sem dúvida. 


M.I. - Vocês trabalharam com a italiana Metal on Metal Records, curiosamente a mesma com que trabalhaste para Midnight Priest. Como foi todo o processo de gravação ? 

Sim, a Metal on Metal também ficou interessada em lançar Toxikull, depois de ter assinado Midnight Priest, então aproveitámos obviamente. O processo de gravação foi brutal, trabalhámos com o Miguel Tereso do Demigod Recordings e foi a melhor escolha que poderíamos ter feito. Desde a hospitalidade, à gestão individual, a conseguir sacar o melhor de cada um, foi muito bom e possivelmente iremos repetir a experiência num próximo trabalho. 


M.I. - O que esperas deste novo ano  e quais os desejos para Toxikull ? 

Bem, vai ser um ano de colheita, pois o ano passado lançámos as sementes à terra. Já temos algumas novidades confirmadas mas só as anunciaremos brevemente, fiquem atentos. Posso apenas garantir que 2020 vai ser um ano para os duros!

Entrevista por Lisandro Jesus