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Noveria - "Aequilibrium" Review


Equilibrium também é o termo correto para caracterizar este novo álbum dos italianos Noveria. E se a febre "Power Metal", nos finais dos anos 90, teve os seus dias áureos, os Noveria tentam não cair em tentação no melódico, mas num registo progressivo, com claras influências em Symphony X.

O Power Metal deixa de ser uma piada para quem ouvir este conceptual terceiro longa-duração, onde o centro das atenções vai para o virtuosismo destes senhores, catapultado pela voz mais que senhorial de Francesco Corigliano.

O álbum abre com "Waves", uma das melhores malhas do disco, onde se sobressai, não só nesta mas nas restantes, o belga Julien Spreutels, que é produtor e também teclista da Banda Ethernity. 

Segue-se "The Awakening", com uma abertura orquestral a fazer lembrar uns tais Rhapsody, não fossem eles do mesmo país de Noveria. Só que a descarga seguinte de guitarras deixam o ouvinte com um sorriso nos lábios, para quem gosta de um bom despejo melódico e bem pesado de riffs, sem serem os tradicionais orelhudos, de outras vanguardas e décadas.

"New Born" tem traços Evergrey, onde a já mencionada versatilidade dos executantes é mais que evidente. "Blind" demonstra solos melódicos e uma voz de Francesco mais sentida, num refrão com arranjos orquestrais, muito bons. A viagem continua com o pesadelo romano, onde o teclado simplista vai orquestrando um fefrão bem melancólico, não desvirtuando os horizontes e o talento dos músicos. "Broken" tem direito a videoclip e é, na minha opinião, a melhor cantiga do álbum. É ouvir vezes sem conta...VICIANTE. 

"Aequilibrium" vai fazendo o seu rumo, em registos semelhantes aos que já foram mencionados e refrões contagiantes, como acontece em "Collide". “Stronger Than Before” tem riffs esmagadores, em outra demonstração de peso e melodia. O álbum só pára na power ballad, "Darkest Days", sem antes ouvir  "Losing You" e "A Long Journey". 

Se os Novéria continuarem nesta trajetória ascendente, com composições ainda mais variadas e dinâmicas podem transformar-se num dos melhores praticantes de prog do power metal moderno.

Nota: 8/10

Review por Lisandro Jesus