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Depois de comer uma bela francesinha, segui para o Hard Club, passava pouco das 21h. Para minha admiração, já se encontrava bastante gente às portas do Ferreira Borges, a maioria de cerveja na mão a lançar expectativas sobre os concertos ou a amaldiçoar o calor que se fazia sentir na cidade do Porto.

Poucos minutos transpunham as 21h30, quando os Saade subiram ao palco. O dueto, oriundo da República Checa, provou que se pode fazer muito barulho com apenas uma bateria e uma guitarra (mais voz). Assisti a Saade sem ter feito o trabalho de casa, apenas com a informação de que seria um concerto de Stoner. Bem, não querendo discutir o sexo dos anjos, interpretei Saade como Sludge devido, principalmente, à distorção enrolada da guitarra. Nos dias que correm tem-se tornado difícil diferenciar Stoner de Sludge, sobretudo no underground, por isso, penso que qualquer das definições pode ser utilizada consoante o ouvido de cada um. A música não é para ser rotulada, é para ser ouvida.
Quanto ao concerto em si, achei uma banda simpática e humilde na forma de tocar. Apesar do pouco tempo disponível para tocar, o duo não acusou pressão e deu um enérgico concerto cheio de riffs característicos do Sludge/Stoner. Por outro lado, o baterista mostrou-se um músico coeso que sabe que não é preciso complicar. Vinte minutos bem passados que, se o futuro lhes sorrir, se podem transformar em algo mais. Para quem não chegou a tempo de ver a actuação de Saade, aproveitem na próxima!

A discórdia começou no intervalo entre Saade e Russian Circles quando algumas escolhas foram ouvidas; diria que 50% das pessoas estavam por Russian Circles e os restantes 50% estavam por Boris. De qualquer forma, aquele seria o momento da banda de Chicago.
A sala já estava composta (praticamente cheia) quando a "Harper Lewis" se fez ouvir, seguindo-se a "Geneva". Contudo, os primeiros aplausos efusivos ouviram-se quando começou o hipnótico «tapping» da "Youngblood". Ainda houve tempo para os Russian Circles apresentarem uma música nova, de nome "309" (não esquecer que o novo álbum, "Empros", sai em Outubro). Ao olhar para o relógio percebia-se que o concerto não duraria muito mais tempo e assim surgiu "Malko", mas foi com a "Station" que o público ergueu as vozes em excitação. "Death Rides A Horse" foi o tema que finalizou o concerto, como já se calculava.
Turncrantz é um baterista fora de série! E mesmo quando perdeu as baquetas, mexeu-se rapidamente para puxar das respectivas suplentes e quem não viu este percalço, provavelmente, também não notou o «prego». O baixista também teve algo interessante a "dizer" quando se tocaram as músicas do álbum "Geneva". Ao contrário do que pensava, o guitarrista Mike Sullivan não é tão preponderante como achava que seria, apesar de se sobressair com as gravações de "loops" e mesmo com o pequeno erro no início da "Death Rides A Horse", a sua prestação não ficou manchada. Um ponto negativo terá sido o tempo de paragem demasiado longo entre as músicas, tempo esse que se transformou em descanso e no constante, diria obcecado, afinar de cordas - no entanto, deu-me a entender que as cordas seriam novas, uma vez que Sullivan utilizou vários métodos/exercícios para que as cordas se habituassem à guitarra. A título pessoal, foi com pena minha que não tocaram a "Carpe".

E tinha chegado, então, a vez dos japoneses Boris. Penso que não foi mais do que se esperava de uma banda tão versátil que lança três a quatro álbuns por ano e já tem trabalhos com nomes sonantes da música, como Ian Astbury (The Cult) ou Sunn O))).
O concerto arrancou com temas orientados ao Rock e à movimentação, como por exemplo, "Riot Sugar" ou a conhecida "Statement". Com "Attention Please", cantada pela guitarrista Wata, fez-se sentir a doçura feminina vinda directamente da Ásia; esta música foi fortemente pautada por um ritmado «groove» no qual o baterista Atsuo não se deu muito bem em dois ou três momentos. Do Rock às baladas, das baladas à sonoridade Pop ("Party Boy"), voltamos outra vez ao Rock com o tema "1970". Contudo, para aqueles que acham que o concerto terminou com o mesmo tipo de som que tinha sido mostrado até ao momento, não se deixem enganar, pois os Boris deliciaram o público com uma finalização bem próxima de Doom (não Metal, apenas Doom) com, por exemplo, a belíssima "Missing Pieces" que, infelizmente, não tem tanto impacto em estúdio como teve no concerto. "Aileron" foi a última música a ser interpretada pelo quarteto nipónico, tema este também direccionado a uma vertente lenta e negra. Numa perspectiva mais individual em relação aos músicos, penso que Atsuo (bateria) não chega ao excêntrico e fica-se apenas, na minha opinião, pelo show-off; show-off esse que lhe valeu alguns «pregos».

Antes de finalizar, quero salientar que a ventilação de ar foi o que me manteve dentro daquela pequena sala que estava praticamente lotada. Não há crise que resista a bons concertos!

Reportagem por Diogo Ferreira