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No último dia do mês de Julho, e antes da sala lisboeta do RCA encerrar para merecidas férias, Lisboa recebeu os australianos Northlane para o início de três concertos no nosso país, tendo a banda passado também por Loulé e Porto.

A abertura ficou a cargo dos VOID, de Lisboa, que apresentaram o seu EP "Navigate". A banda de metalcore arrancou com "Fifth Empire", logo seguido de "Adamastor". 

Apesar de ainda estar pouco público na sala, ninguém fica indiferente ao talento do quarteto. "Solitude", "Saudade" e "Gods" guiaram a banda até ao final da sua prestação, com "Paradoxal" a mostrar que temos aqui algo para seguir com atenção.


Depois de uma rápida troca de instrumentos, tempo de receber na capital os albicastrenses Thirdsphere. 
É raro poder assistir em Lisboa a um concerto do quarteto de Castelo Branco, pelo que foi com muita expectativa que o RCA os recebeu. 
A banda apoiou a sua actuação no recente "SYZYGY", e arrancou com  "IR Interference", raidamente seguido por "Pathos" e "Broken Bones".

Com constante interação com o público, a quem foram sempre agradecendo o apoio numa terça feira, mostraram a versão que fizeram do tema dos EMF "unbelievable", para percorrer todo o alinhamento restante do disco de estreia, excepção feita a "Gravitation". Prestação cinco estrelas e um grande aquecimento para os cabeças de cartaz. Pouco passava das 22 horas quando se inicia o intro que antecede "Vultures", e eis que entra em palco a banda australiana, estandarte do movimento metalcore downunder.
O mar de gente que quase enchia a sala de Lisboa saltou repleto de vontade, e os ozzies fizeram-lhes a vontade, tocando os melhores temas de sua já extensa discografia. "Masquerade" foi seguido por um excelente "Rot", com o vocalista Marcus Bridge a não parar um segundo. Apesar do último disco, "Analog Future" ser uma colectânea de registos ao vivo, e não haver propriamente nenhuma novidade, ninguém estava particularmente triste. "Colour Wave", "Worldeater" e "Citizen" levaram ao delírio os presentes, enquanto se guardavam algumas energias para a recta final. E que final!! "Obelisk", "Paragon" e "Quantum Flux" marcaram o final do concerto, com a banda a prometer novidades em breve.


Texto por Vasco Rodrigues
Fotografias por Ana Júlia Sanches
Agradecimentos: Ample Talent & Out Of Sight Booking


A terceira edição do festival Laurus Nobilis Música de Famalicão arrancou no passado dia 26 de Julho. Este evento de cariz solidário – cujo o objectivo é  a recolha de fundos para a construção da Casa do Artista Amador -  trouxe-nos um cartaz dedicado exclusivamente às sonoridades mais pesadas (rock e metal), contrariando o estilo mais generalista de edições anteriores. 

Os galegos Atreides deram inicio às festividades deste ano com um concerto consideravelmente morno. Este grupo de heavy metal melódico, que veio apresentar o seu mais recente álbum “Neopangea”, passou um tanto despercebido aos poucos festivaleiros que já marcavam presença no evento. Um concerto que cumpriu o que era esperado, apesar da sua falha em deixar uma grande impressão nos presentes.

Donos de uma carreira de cerca de 25 anos e de uma energia em palco admirável, os “nossos” Booby Trap foram o acto que se seguiu. 
Um concerto mais notável e animado que o anterior, onde a banda mostrou que o local onde se sente mais confortável é em cima de um palco. A setlist contou com alguns temas mais marcantes da banda como “O Bom, o mau e o filho da puta”, “Survive” ou “Shut The Fuck Up”. A fechar, uma cover do clássico de Motörhead “Ace Of Spades”, tocada em jeito de homenagem aquela que é uma das bandas mais influentes   no som de Booby Trap.

As lições de história de Portugal em formato de power metal dos Cruz de Ferro provocaram alguns momentos de headbang por entre o público. 
Uma banda que certamente não é para todos, estes cumpriram o que seria de esperar e trouxeram um bocadinho de cenário épico a esta noite que se começava a sentir fria. 
A setlist percorreu toda a discografia da banda, com temas como “Portugal Vingança”, “Morremos de Pé” e a nova música “Soldado Desconhecido” que homenageia os soldados portugueses que perderam as suas vidas há cem anos na primeira guerra mundial.

A fechar a noite, os Infraktor apresentaram-nos “Exhaust”, o seu álbum de estreia, lançado recentemente. Com uma sonoridade mais próxima do death/thrash metal, o quinteto conseguiu provocar algumas movimentações na plateia, dando aos presentes a oportunidade de libertarem alguma energia. Temas como “Unleash the Pigs”, “Confront” ou “Ferocious Intent” foram bons exemplos daquilo que a banda tem para oferecer musicalmente – que de certa forma justificam a sua crescente  popularidade. A terminar - e em grande estilo - uma cover da música “Strenght Beyond Strenght” de Pantera que inflamou ainda mais os ânimos dos presentes.

Terminou assim este dia de aquecimento do Laurus, para nos preparar para o que viria a seguir. Foi um dia de entrada livre que deu para aguçar a curiosidade de muitos fãs de música mais pesada, mas também para mostrar à população local o que significa ter um festival deste estilo de música, e qual o ambiente (sempre positivo e de camaradagem)  que se faz sentir.


Texto e Fotografia por Rita Limede
Agradecimentos: Laurus Nobilis 


Depois de uma noite de aquecimento, o festival Laurus Nobilis voltou na sexta-feira para nos trazer um dia repleto de boa música e convívio.

A tarde/noite de boa música teve o seu começo com o concerto de Sotz’. A banda de death metal do Porto mostrou muita energia e dedicação em palco, tendo convencido os  poucos presentes da sua qualidade. Ao promoverem o seu EP de estreia “Tzak’ Sotz’”, apresentaram-nos uma setlist maioritariamente focada no mesmo.

Seguiu-se a actuação da banda de death/groove In Vein. Com a plateia um pouco mais composta, este jovem grupo do Porto deu mostras da sua garra e talento, causando inclusive os primeiros momentos de mosh, circle pits - e até mesmo a primeira wall of death - do dia. Por sua vez, a setlist girou maioritariamente em volta dos temas de “Resurrect”, o seu primeiro – e único – álbum lançado o ano passado.

Os Nine O Nine podem ser um nome ainda relativamente desconhecido do público nacional, no entanto os seus integrantes de certo não o são. 
Este grupo -  que na sua formação conta com Tó Pica (ex- RAMP) e Sérgio Duarte (RCA), entre outros –, veio a Famalicão apresentar o seu mais recente trabalho, “The Time Is Now”. 
Foi um concerto interessante, que ainda arrancou algumas reações calorosas por parte do público, tendo cumprido o que era esperado. 

A banda portuguesa de hardcore Hills Have Eyes  estrearam  o palco principal Um grupo que dispensa grandes apresentações, dada a sua popularidade e qualidade musical, particularmente dentro do género. Um actuação explosiva e repleta de energia que não deixou ninguém indiferente. Os Hills Have Eyes demonstraram uma vez mais porque são uma aposta inegavelmente segura para qualquer festival, sendoem cima de um palco que se sentem mais confortáveis. Temas como “Antebellum”, “All at Once” ou até mesmo “Strangers” arrancaram momentos de êxtase, onde o público foi igualmente a estrela da festa,  culminando em  alguns  refrões cantados em uníssono. Um concerto memorável, do mais alto nível.

Equaleft é uma daquelas bandas que nunca desilude. Com músicos de qualidade, conseguiram a proeza de deixar, uma vez mais, o público ao rubro com uma performance de excelência.
A movimentação na plateia – desde circle pits, mosh, crowd surfing e até mesmo uma wall of death – fez-se sentir desde cedo, e a sinergia entre a banda – muito comunicativa – e a energia do público  público era palpável, criando um ambiente incrível.
A setlist intercalou alguns temas novos, como “Once Upon A Failure”, “Strive” ou “Overcoming” – que seguramente irão fazer parte do próximo álbum da banda, ainda sem data de lançamento definida – com alguns temas mais antigos, tais como “New False Horizons”, “Invigorate” ou “Maniac”, que escolheram para fechar o concerto, tendo sido cantada pelo vocalista Miguel Inglês enquanto este estava a fazer crowdsurfing. 

O momento mais aguardado desta noite começou em tom solene. Antes de os Septicflesh subirem ao palco, a organização pediu aos presentes que se juntassem para homenagear as vítimas dos recentes incêndios na Grécia, país de origem da banda. Ao soarem os primeiros acordes de “Portrait Of A Headless Man”, fez-se sentir uma reação calorosa à banda. Estava criado o ambiente perfeito para um concerto com grande qualidade e entrega por parte de todos os elementos de Septicflesh, com especial destaque para o vocalista e baixista Spiros Antoniou, que é acima de tudo um frontman e entretainer carismático. Apesar da sua  extensa carreira de mais de 25 anos, os temas escolhidos para esta noite, focaram-se nos álbuns mais recentes do grupo, com especial destaque para os de “Codex Omega”, álbum lançado no ano passado. Há também que destacar a dedicatória aos seus compatriotas feita antes de “Dante’s Inferno” em jeito de homenagem.  Foi um concerto que decerto foi ao encontro das expectativas de todos os presentes, que durou pouco mais de 1h30, com direito a encore onde nos presentearam com os temas “Anubis” e “Dark Arts”.

A irreverência dos Mata Ratos não deixou os ânimos esfriarem. Embora o concerto de Septicflesh seja algo dificil de igualar, estes não desapontaram e proporcionaram os momentos de festa brava do festival. Com alguns dos temas mais clássicos cantados em uníssono com o público, tais como “CCM”, “Armando é um comando” ou a já icónica “A Minha Sogra é um Boi”, causaram grandes movimentações na plateia – tal como seria de esperar. Mata Ratos fecharam assim o palco principal na sexta-feira, em toda a sua glória.

Os mais resistentes reuniram-se em frente ao palco cá fora para presenciarem a grande actuação dos Web. Apesar da noite se fazer sentir tardia e o cansaço a começar a atacar, isso não influenciou de forma alguma a actuação desta já mui experiente banda, que conta com mais de 30 anos de carreira. Ainda houve espaço no público para algumas movimentações, ao som de alguns dos temas mais emblemáticos de Web como “Mortal Soul” ou “Vendetta” – que encerrou a noite.
Estava assim terminado mais um dia do festival Laurus Nobilis Música, que contou com muito mais público do que na noite anterior, com concertos de qualidade e o já habitual convívio entre o pessoal presente. 


Texto e Fotografia por Rita Limede
Agradecimentos: Laurus Nobilis 



Com uma vibe dançável e um som apelativo – embora um tanto fora do vulgar – os nacionais Legacy of Cynthia deram o pontapé de partida para este último dia.
A banda conseguiu reunir um respeitavel aglomerado de público para os ver, apesar do calor que se fazia sentir naquela tarde, tendo brindado os presentes com um concerto de qualidade. A setlist focou-se maioritariamente nos temas de “Danse Macabre”, o seu mais recente registo de originais lançado em 2016.
Ainda houve também tempo para nos apresentarem duas músicas novas, que irão fazer parte de um novo álbum da banda.

Com o seu rock n roll vibrante os Low Torque foram o acto que se seguiu.
A banda demonstrou uma vez mais, que além da qualidade musical, que são verdadeiros entretainers e que vivem para o palco. A receção que tiveram foi boa, no entanto ficou já marcada a ideia que estão destinados para palcos “maiores”.
Ainda andam a  apresentar o seu mais recente álbum, “Chapter III – Songs From the Vault” lançado o ano passado, as músicas “Supafreak” e “Dust Mojo” ficaram no ouvido.

Um nome que dispensa qualquer apresentação, os Revolution Within vieram agitar os ânimos e criar movimentações na plateia do inicio ao fim – mosh, circle pits foram uma constante. 
Conseguiram a primeira enchente do dia, e tal como seria de esperar preencheram bem as medidas de todos os que se reunirem para os ver. 
A setlist apesar de ter percorrido um pouco todos os seus lançamentos, focou-se maioritariamente em “Annihilation”, o mais recente. Houve ainda tempo para uma sentida homenagem a Vinnie Paul Abbot, o baterista de Pantera falecido recentemente e uma grande influência musical dos Revolution Within.

Os The Temple são uma daquelas bandas que à partida já se sabe que vão dar um bom espétaculo, e até à data ainda não desiludiram. Carismáticos como sempre, fizeram do palco a sua casa e foram recebidos em grande.  Cá em baixo na plateia houve muita movimentação e estava tudo em grandes espíritos, a divertirem-se imenso ao som de músicas como “Nation on Fire” ou “War Dance” – esta última com um toque de tribalismos, e com especial destaque para a bateria, tendo os elementos da banda dado “uns toques” na bateria. 

Os espanhóis Crisix são mais uma banda de thrash como muitas outras. No entanto, a sua simpatia e à vontade em cima do palco mais que compensam a mediocridade musical, tornando a sua actuação como algo muito interessante de se ver. Prova disso foi a sinergia electrizante que se fez sentir entre a banda e o público que soube aproveitar da melhor forma o concerto dos espanhóis para dar tudo – mosh, circle pits e crowd surfing – tendo inclusive um dos guitarristas do grupo juntado a essa festa enquanto tocava. No meio dos temas originais como “Agents of M.O.S.H.” ou “Get Out Of My Head” houve também espaço para um medley com covers de músicas como “Hit the Lights”,”Walk” e “Killing In The Name Of”.

Os Tarântula são um dos grandes clássicos do heavy metal nacional, e um nome que acarreta respeito no nosso underground. 
No entanto, estatuto não é tudo, e apesar de terem dado um concerto irrepreensível, ficou a faltar algum feeling pelo meio. 
Apesar dessa falha, isso não desanimou os amantes dos clássicos, que cantaram em uníssono os refrões das músicas “Face The Mirror” e “End of the Rainbow”. 

A banda sueca regressou a Portugal após um concerto no passado mês de Abril e nem por isso teve menos  seguidores à espera para os. Para muitos o concerto de Dark Tranquility foi decerto um dos pontos mais altos desta edição do Laurus Nobilis. Sempre com muita classe e estilo, a banda demonstrou o porquê de ser uma das favoritas do público nacional, que ajudou a aquecer uma noite que já se fazia sentir fria com a sua receção ao grupo. A sinergia foi incrivel, e os momentos mágicos foram-se sucedendo com a maioria dos refrões dos temas incluidos nesta setlist – que foram desde os mais antigos até aos mais recentes, retirados de “Atoma” o álbum lançado em 2016 e que a banda ainda se encontra a promover. Destaque para a faixa “Lost to Apathy” que de acordo com o vocalista é o oposto do público português e para “Misery Crown”, que fechou esta hora e meia de concerto em toda a sua glória.

O tão aguardado regresso dos The Godiva fechou esta edição do festival. Após quase uma década afastados do palco, a mítica banda portuense de gothic/death metal brindou-nos com um concerto ao mais elevado nível. Em melhor forma do que aquilo que poderiamos esperar, encantaram-nos com os temas do seu EP “Spiral” lançado no já longínquo ano de 2007 e com o seu novo tema “Empty Coil”, que marcou oficialmente o regresso ao activo. Foi uma excelente forma de terminar o festival, tendo fechado com chave de ouro três dias de grande qualidade musical.

Após duas edições anteriores em que as sonoridades de maior peso apenas constituíam um dos dias da programação do Laurus Nobilis, o salto dado pela organização para o transformar num festival de metal teve claramente um balanço positivo. Foi um evento de grande qualidade e profissionalismo, cujo potencial de crescimento é enorme. Creio termos assistido aqui ao nascer de mais um festival de música extrema de qualidade no nosso país. Felizmente para o ano há mais.

(ver mais fotografias do evento aqui)

Texto e Fotografia por Rita Limede
Agradecimentos: Laurus Nobilis 


Depois de uma festa inaugural que deixou bons sentimentos e muita expectativa, Stone Sour e Ghost pelas mãos de Corey Taylor e Tobias Forge, respectivamente, foram os principais atrativos do primeiro dia forte do Resurrection Fest 2018, que abriu suas portas ao público em todas as suas valências.

Às 15 horas em ponto sobe ao Palco Ritual os Bloodhunter. A jogar em casa, e comandados pela carismática Diva Satânica, os galegos apresentam "The End Of Faith", o seu mais recente trabalho. Excelente aperitivo para um dia onde o calor imperou. Em simultâneo arranca também o Palco Desert, mas com poucos interessados em assistir à banda galega de alt metal Vortex, que apresentam o disco de 2017 “Architects of Disfortune”. Bons apontamentos em alguns dos temas, repletos de alta distorção mas nada que seja memorável.

O mesmo não se pode dizer do que acontece na abertura do Palco Principal. Pela quarta vez no Resurrection, os Dawn of the Maya já conhecem os cantos à casa e às 16.30 é ver uma correria na direcção do palco para assistir à sua actuação. A banda deixa em palco a pele e percebe-se porquê: a banda de metalcore de Pamplona diz adeus aos palcos depois de mais de uma década.

No Desert Stage mais uma banda galega, Agorafobia, que arranca perante dezenas de corajosos que ousam desafiar o sol escaldante que reinou no local poucos minutos depois das cinco da tarde. A banda maioritariamente feminina toca uma boa dose de rock com atitude, ao estilo sueco, coisa rara de ver por estas paragens. Uma boa prestação da vocalista Susana, e uma banda a deitar o olho num futuro próximo.

O Palco Ritual, onde na noite anterior tudo tinha acontecido, arranca com os britânicos The Raven Age, que trazem o metal melódico do disco de estreia “Darkness Will Rise” até Viveiro. Com um palco principal bastante concorrido para ver Dawn of the Maya, seria de pensar que esse público facilmente faria o curto trajecto até ao palco secundário, mas a verdade é que foram poucos que o fizeram, deixando a banda de Londres com algumas centenas de ouvidos atentos. Destaque para “Angel in Disgrace” e “Promised Land”, que arrancou bastantes palmas de um público que vai deixando estas paragens para se posicionar junto ao Palco Principal, onde está prestes a arrancar uma das melhores actuações do primeiro dia de festival.

A frente do palco principal recebe a sua primeira enchente do festival e não é para menos. Os Jinjer estão na lista de bandas favoritas de muita gente, e pela quantidade de t-shirts que se viam pelo recinto, a banda de Tatiana Shmailyuk tinha muitos seguidores. A vocalista tem uma versatilidade única, oscilando a sua técnica vocal entre estilos guturais e vozes limpas, linhas vocais que se encaixam até na alma. A personalidade hiperativa de Tatiana conectou perfeitamente com o público, que não parou de pular com as faixas dos seus discos "Cloud Factory" e "King of Everything". A fila de várias centenas de pessoas para a sua posterior sessão de autógrafos mostra bem o que o público do Resurrection achou da prestação da banda...

Falar de Overkill é relembrar uma das principais bandas do speed thrash dos anos 80 e pelo público falava-se que já era altura da banda de Bobby Blitz estar no Resurrection, depois de grandes concertos no Legends of Rock ou no Rock Fest. Na bagagem, o disco de 2017, 
“The Grinding Wheel", mas apesar de ser este tema que abriu o concerto, foi o único da setlist que não era clássico da banda americana. "Rotten to the Core", seguido por “Electric Rattlesnake", mostrou uma banda em grande forma, apesar de um som muito baixo e pouco equilibrado, especialmente para o baixista D.D Verni. "Hello from the Gutter" transforma a frente de palco num enorme mosh-pit e a segurança não tem mãos a medir para ajudar quem anda no crowd surfing... e anda muita gente!! "In Union We Stand" é recebido com muitos punhos no ar, após o que vem "Elimination". 
A mítica "Fuck You" encerra uma prestação rapidíssima, mas que causou imenso furor no público.

Corrida rápida pelo espaço do festival para ver uma das mais esperadas presenças no Palco Chaos, os Crystal Lake. A banda japonesa de metalcore vem apresentar o seu quarto álbum de originais, “True North” de 2016 e um palco que nem secundário é está pejado de gente para os ver. A sua brutalidade em palco reflete-se na plateia, que salta e grita ao longo dos 40 minutos de actuação.

Nova corrida até ao Palco Principal, para assistir ao regresso a Viveiro dos norte-americanos Anti-Flag. Desde 2012 sem aparecer pela Galiza, a banda de punk rock de Pittsburgh vem promover “American Fall”, o seu décimo segundo disco. Mas também de clássicos se fez a festa, com “The Press Corpse”, “This Machine Kills Fascists” ou “Broken Bones”, com muito mosh e crowd surfing. Mesmo em momentos mais calmos e melódicos, como “One Trillion Dollars” ou “This Is The End”, o coro da plateia ecoa por todo o recinto. Não podia faltar a mensagem anti-fascista, como também não poderia ter ficado de fora a habitual versão dos The Clash, “Should I Stay Or Should I Go”, desta feita com o palco “invadido” pelas crianças integradas no espaço lúdico Resu Kids, e que adoraram a atenção de largos milhares de pessoas. “The American Attraction” provocou o delírio, com Justin e Chris a tocar junto à primeira fila. Que show!!

No pequeno Palco Desert, mesmo junto à porta de entrada do festival, a plateia acotovelava-se para ver uma das boas bandas a passar por aquele sítio, os Rolo Tomassi. A presença de Eva Spence não deixa ninguém indiferente, mas desengane-se quem pense que aquele aspecto frágil tem algo a ver com a música da banda de Sheffield, onde Eva e o irmão James dividem o protagonismo entre rimas calmas e melódicas de voz limpa com gritos guturais, apoiados na complexidade dos acordes do guitarrista Chris Cayford. Enquanto os britânicos dominavam o Palco Desert, no Palco Chaos os norte-americanos Stick To Your Guns animavam a plateia replete com a sua energia. A banda de hardcore/metal vem promover o seu novo disco, “True View”, e provam que o hardcore tem cada vez mais fiéis
apaixonados, e lugar cativo no Resurrection.

Para muita gente, a presença dos Stone Sour no cartaz do Resurrection Fest 2018 era aliciante suficiente para rumar ao norte da Galiza, embora pairasse no ar a ideia que Corey Taylor devia estar ali mas com os Slipknot. Felizmente, o projecto paralelo de Taylor é um dos grupos mais em forma do panorama mundial, e deram show em Viveiro. Com a faixa de fundo “I Can’t Turn You Loose”, onde os Blues Brothers homenageiam Otis Reading, os Stone Sour sobem ao Palco Principal e arrancam com “Whiplash Pants”, um dos temas mais frenéticos de “Hydrograd”, o disco de 2017. “Absolute Zero”, segue a festa, com Corey Taylor a disparam tiros de confettis para o público. Depois de pedir desculpa pelos 11 anos distante de Espanha, tocam “Knievel Has Landed”, também do novo álbum. Já sem casaco, e depois de um pequeno solo de baixo e bateria, rebenta “Say You’ll Haunt Me”, seguido da potente “30/30-150”. Este foi o último concerto da tour europeia e Corey avança sozinho de guitarra em punho e interpreta um intimista “Bother” e “Tired”, altura em que a banda regressa a palco. Regresso ao passado com “Cold Reader” e “Get Inside”. “Through Glass” e “RU486” anunciam o final do concerto, que termina em apoteóse com “Fabuless”, de “Hydrograd”.

Antes de testemunhar a única data na Península Ibérica dos Ghost, tempo para rumar ao Palco Chaos para ver os canadianos Cancer Bats, em mais uma granmde performance de hardcore punk. Com álbum deste ano, “The Spark That Moves”, estreiam-se no Resurrection com uma frente de palco a abarrotar por quem os Stone Sour pouco ou nada interessa.

Mas a noite era de Tobias Forge e dos seus Ghost. A banda sueca está a tomar de assalto o mundo inteiro com a sua estética anarko-religiosa e ninguém lhes fica indiferente. “Prequelle”, o lançamento deste ano, foi extremamente bem recebido pela crítica e pelo público, aumentando a popularidade de uma banda com apenas uma década de estrada. Pelo cenário em palco adivinhava-se um grande espectáculo, até porque esta era a única data na Península Ibérica onde seria possível testemunhar como se comportaria Cardinal Copia, a nova personagem líder dos Ghost.

Com pontualidade britânica, a banda entra em palco e ataca imediatamente “Rats”, o single de apresentação de “Prequelle”. “Absolution” segue-se de imediato, mostrando uma mestria por parte de todos os executantes. Ao terceiro tema, “Ritual”, Viveiro está conquistado. “From The Pinnacle To The Pit” leva ao delírio a plateia, entre explosões pirotécnicas e solos brutais de guitarra. O som está perfeito, e “Faith” parece retirado do CD. O intro de “Cirice” é acompanhado com palmas por milhares de espectadores, sendo a melhor faixa de todo o concerto. “Miasma” mostra a qualidade da banda numa impecável interpretação da faixa instrumental, que inclui a presença em palco de um velhinho Papa Emeritus de saxofone em punho. “Year Zero” não deixa ninguém descansar, e entre explosões e fumo branco arranca “He Is”, cantado em coro pela plateia. Aproximamo-nos do final de um grande concerto dos Ghost, e “Mummy Dust” antecede “Dance Macabre”, com todo o público aos saltos, antes de acabar com um tremendo “Square Hammer”. Pouco falador, Cardinal Copia/Tobias Forge agradece a presença de todos na celebração, e despede-se com “Monstrance Clock”. Que maneira espectacular de encerrar o Palco Principal do primeiro dia a sério do Resurrection Fest!

Mal os suecos abandonam o palco principal, outros suecos preparam para encerram o Palco Ritual, mas não há a mínima semelhança entre as duas. Os At The Gates trazem na mala “To Drink From The Night Itself”, editado em Maio último, e é com o tema homónimo que arrancam a contenda. “Slaughter of Souls”, faixa que dá título ao álbum mais conhecido da banda mostra o verdadeiro som de Gotemburgo, aquilo que hoje designamos por death metal melódico. Destaque para “Suicide Nation”, “The Book of Sand” ou “Under a Serpent Sun”. Tipicamente  uma banda de sala, os At The Gates de Tomas Lindberg perde algum do seu gás em festivais de verão, mas mesmo assim é algo muito digno de se ver.

A lua já ia bem alta quando toma posição em palco a banda que encerra o primeiro dia de todo o festival. No Palco Chaos estão os lisboetas Abaixo Cu Sistema, a banda tributo de System of a Down, e diante deles milhares de pessoas que teimam em não arredar pé do recinto. Fabulosa prestação da banda lusitana, que percorreu clássicos da banda arménio-americana. Uma hora de clássicos extremamente bem recebidos pelo público presente, que vibrou com a potente actuação de Pina e companhia.

Texto e fotografias por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Resurrection 


O segundo dia do Resurrection Fest era, a priori, o mais calmo do festival. Os Scorpions eram os grandes protagonistas, mas os Megadeth acabaram por ficar nas bocas do mundo pois os seus pedidos de alteração de horário trocaram as voltas a muitos dos que iam assistir à noite de quinta-feira.

A dita mudança de horários faz logo a sua primeira vítima com os Santo Rostro. Em palco uma hora antes do previsto, poucos foram os que se aperceberam e deram um pouco de calor humano aos espanhóis. Com apenas cinco anos de estrada, mesmo com pouca gente à frente, nem por isso deixaram de mostrar profissionalismo. O Palco Ritual arranca mal os Santo Rostro terminam, com a banda da Cantabria Pandemia a trazer o seu thrash metal a um público ainda morno e escasso.
No palco principal a banda norte-americana de metal progressivo The Contortionist deu um excelente show apesar de serem mais adequados ao Palco Desert. Combinando canções mais progressivas e melódicas com outras mais aceleradas, proporcionaram um ritmo que captou a atenção do público.

Os bascos Rise to Fall tinham uma enorme falange de apoio quando entraram em cena no Palco Ritual. Com 12 anos de actividade, combinam voz melódica com gutural, típico som de death metal melódico. Na sua segunda visita ao festival, a banda de Bilbau não parou um segundo, notando-se que os géneros mais extremos são sempre bem recebidos em Viveiro.  

No mesmo palco, foram também muito bem recebidos os portugueses The Voynich Code, que apesar de desconhecidos do público presente, deu uma excelente performance. Mas os atrasos e alterações nos horários prejudicou igualmente os franceses Rise of the Northstar, que chegam ao Palco Principal mais de uma hora antes do previsto. Os samurais que habitualmente habitam pelo palco estão lá, mas a actuação perde fulgor com pouca gente a ver. Além disso, elevado vento e o som da guitarra baixo de Fabulous Fab extremamente alta fez desta actuação uma verdadeira desgraça. Temas como “What The Fuck”, “Again and Again” e “Demostrating My Saiya Style” podiam e deviam ter sido mais bem recebidos, apesar do elevado crowd surfing que ia acontecendo. “Dressed all un Black” foi o ponto mais alto, com o vocalista Vithia, a pedir aos presentes para se sentarem para depois saltar energicamente ao primeiro riff.

Para quem vinha exclusivamente ver Megadeth, antecipar a hora de entrada em palco mais de uma hora foi um pesadelo. Felizmente a organização foi 5 estrelas na passagem insistente da informação, fazendo com que a plateia estivesse repleta quando Dave Mustaine entrou em cena. Já é bem sabido que a voz de Dave Mustaine já não é o que era e o espectáculo em Viveiro não foi excepção. O que já não é muito normal é ver graves falhas na performance de talentos como o guitarrista Kiko Loureiro e o baterista Dirk Verbeuren. Um palco grande demais para quatro executantes muito estáticos acaba por não ser compensada pelos efeitos visuais de fundo, com uma história de banda desenhada com a banda como protagonista a desenrolar-se ao longo de todo o concerto. Somente ao fim de quatro faixas tivemos um agradecimento de Mustaine, que preferiu sempre debitar thrash metal do que falar com o público presente. Este também tardou a aquecer. “Take No Prisoners”, “She Wolf” ou o clássico “Tornado Of Souls” (numa prestação desastrosa) antecederam dois pontos altos, com “Dystopia” e o grande hino “Symphony Of Destruction”, mesmo com alguns erros na guitarra. “Peace Sells” antecede “Holy Wars… The Punishment Due”, e a banda despede-se 15 minutos antes do previsto com uma actuação pobre e insonsa. Tal foi o fiasco que Mustaine regressou sozinho ao palco e dirigiu-se longamente ao público, explicando que este era o último concerto de uma tour que já leva quatro anos e que é tempo de voltar para casa, descansar e pensar em novo disco. Mas será que ainda alguém se interessa?

Mal os Megadeth desligam o equipamento, os Suffocation iniciam a sua segunda visita ao Resurrection. Conseguindo estancar a debandada geral na direcção da zona de refeições, a banda de Nova Iorque arranca com “Thrones of Blood” e apesar de não ser o género mais bem recebido deste dia, a energia que vem da plateia é brutal. Destaque para “Return to the Abyss” e “Entrails of You”, antes do encerramento com “Infecting the Crypts”.

No Palco Chaos, os Wolfbrigade mostram porque são uma das melhores bandas da nova geração de crust punk europeu. Os suecos trazem na mala o recente “Run With the Hunted” e não há descanso dentro da tenda! Destaque para “War on Rules” e o brilhante “No Reward”, sempre acompanhado pelo mosh na frente de palco. A quantidade de público com t-shirts da banda após o concerto mostra que ficaram na retina de muita gente.

Com as trocas de cenário no palco principal muito lentas devido ao eantecipamento dos Megadeth, assume atenção Leprous. A banda de Oslo mostra "Malina" em data única em Espanha e inicia a prestação com "Bonneville", que também começa o disco. Desde que a banda lançou "The Congregation" que conseguiu um lugar entre os maiores do rock progressivo. Sendo uma música mais contemplativa, há muitas pessoas que aproveitam para jantar, repousar ou conversar.

Os Scorpions são a banda que amamos ou detestamos. Desde que os alemães anunciaram a sua despedida em 2014 que parecem estar mais activos que nunca. Com um enorme pano com o símbolo da banda a tapar o palco, é à sua queda que a banda entra em palco, apoiado por uma tela gigante que vai mostrando um helicóptero em pleno voo. “Going Out With A Band” dá o tiro de partida, e com a bandeira espanhola de fundo para gáudio do enorme mar de gente presente tocam o clássico “Make It Real”. E de clássicos seguiram os Scorpions, com “The Zoo” e “Coast to Coast” a preceder um medley que agrupa “Top Of The Bill”, “Steamrock Fever”, “Speedy’s Coming” e “Catch Your Train”. A mais recente “We Built This House” passa despercebida, especialmente quando Klaus Meine agarra na guitarra e canta as baladas “Send Me An Angel” e “Winds of Change”, esta cantada em uníssono por milhares. Rapidamente o comboio volta a arrancar a grande velocidade, com as guitarras de Rudolf Schencker e Matthias Jabs a degladiar-se com “Please Me, Tease Me”. Tempo para uma homenagem a Lemmy dos Motorhead, com a interpretação de “Overkill”, que deixou muitos estupefactos com tal decisão. Mas isso foi explica do rapidamente, quando verificamos que o baterista dos Scorpions é nada menos do que Mickey Dee (ex baterista dos Motörhead), e que se eleva no ar com a bateria para um excelente solo. “Blackout” e “Big City Nights” encerra a parte dita normal do concerto, mas um concerto de Scorpions sem “Still Loving You” nunca estaria completo. “Rock You Like A Hurricaine” é a cereja no topo do bolo e finaliza a actuação.

Uma vez finalizado o hard rock dos Scorpions era hora de mudar de estilo. No Palco Ritual apagam-se as luzes para receber os Paradise Lost, que apresentam “Medusa”. Os percursores do doom metal presentearam a plateia com faixas de todos os seus álbuns, com uma prestação imaculada mas que foi algo prejudicada por todos os fãs de Scorpions que abandonavam o recinto do festival e que impossibilitou que mais do que um punhado de gente junto ao palco pudesse ver bem a actuação de Holmes e MacIntosh. “No Hope in Sight” abriu o concerto, logo seguido de “Blood and Chaos”, “From the Gallows” e um “Forever Failure” recebido em êxtase pelo público. “Mouth”, “The Longest Winter”, “Erased”, “The Enemy” e “Shadowkings” mostraram um alinhamento ecléctico e diversificado, magistralmente tocado pela banda. Mas o melhor ficou para o fim, com brilhantes interpretações de “As I Die” e “Embers Fire”.

Corrida até ao Palco Chaos para ver o vencedor da noite. Primeiro cabeça de cartaz da história do Resurrection Fest, e a tocar pela quarta vez, os nova-iorquinos Sick Of It All tratam Viveiro por tu e o público recompensa-os com casa apinhada. Muitos optam por ver de longe pois é impossível caber mais alguém na tenda desde a primeira música. E que música! “Injustice System” leva a tenda ao rubro, ainda para mais quando surgem os primeiros acordes de “Clobberin’ Time”. Lou Koller agradece o convite e a presença de todos, anuncia que deverá haver disco novo, mas que a noite é de clássicos. Com o seu irmão Pete completamente endiabrado na guitarra, sucedem-se “Rat Pack”, “Us vs Them”, “Machete”, “Scratch the Surface” e um mega final com “Step Down”. Que delírio!

Para final de festa, o palco principal recebe o thrash metal dos Angelus Apatrida. A banda de Albacete apresenta o novíssimo “Cabaret de la Guillotine”, del que destacan por citar un ejemplo “Sharpen The Guillotine”. Alternando temas mais recentes como “Immortals” de “Hidden Evolution” (2015) e antigos como “Of Men and Tyrants” de “Clockwork”(2010) sucediam-se enormes circle pits pelo recinto. Agradecendo a presença de tantos espectadores apesar das altas horas (passava das duas da manhã), apresentam a nova faixa “Downfall of the Nation”. Como é habitual, “Give ‘Em War” e “You Are Next” encerram o palco principal e mais um dia de festival.

Texto e fotografias por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Resurrection 


O último dia do Ressurrection Fest 2018 foi o que se adaptava melhor ao público, levando em conta a variedade de bandas de estilos diferentes nos diferentes palcos.

Os Somas Cure estrearam o palco principal no último dia do festival, apresentando o seu último álbum, 'Ether'. Apesar da hora complicada, no início da tarde, não foi problema para a banda local, que teve muita gente a ouvir o seu metal em espanhol. Mas apesar de animados, foi com os britânicos Oceans Ate Alaska que o público iniciou o mosh. A banda de metalcore promove “Hikari” e os músicos não param um segundo em cima do palco, apesar de alguns problemas de som na voz, em especial nas transições mais melódicas.

Altura para verificar como é ao vivo o projecto paralelo do guitarrista vocalista Tremonti, famoso pelo seu trabalho nos Alter Bridge. Com três quartos de hora à sua disposição, o virtuoso seleccionou um alinhamento que passava em revista os seus grandes êxitos, com um ou outro tema do recente “A Dying Machine”, publicado à um mês. O quarteto arrancou com “Radical Change”, seguido de “So You’re Afraid”. Temas como “Catching Fire”, “Flying Monkeys” ou “My Last Mistake” continuaram o show de Tremonti, que não perdeu muito tempo com conversa e focaram no essencial, dar música à plateia. O novo material mostra que a continuidade está garantida, com “You Waste Your Time” e “Wish You Well” e encerrar uma boa prestação na Galiza.

Enquanto Tremonti animava o Palco Principal, o Palco Chaos era inundado pelo rock de Sugus. A banda madrilenha chegava ao norte do país com o seu último trabalho de estúdio, “1995”, e perante poucas dezenas de curiosos tentou contrariar a inércia da plateia. Destaque para “Actitud”, “Alambrada” e “Fire”, que mostrou uma banda versátil, que canta bem tanto em castelhano como em inglês, mas que ficou algo perdida no cartaz.

Para os amantes das sonoridades mais pesadas, a banda de grindcore finlandesa Rotten Sound não é nome estranho. No Palco Ritual o mosh tomou conta da plateia, que respondia ao som ultra agressivo que vinha do palco com enorme energia e intensidade.

E se nos dois dias anteriores, os grandes vencedores tinham sido nomes fora do estatuto de cabeças de cartaz, também no dia de encerramento do Resurrection Fest 2018 isso veio a acontecer. Mal soaram as sirenes no Palco Principal, uma multidão enorme fez corrida rápida até à frente. Estava na hora de receber Frank Carter & The Rattlesnakes. O britânico, conhecido pelo seu antigo projecto Gallows, é uma bomba de energia, e Viveiro deliciou-se com a sua prestação.  Em três anos de projecto, dois discos de originais muito bem recebidos pela crítica (“Blossom” de 2015 e “Modern Ruin” de 2017), e um show ao vivo de fazer corar de inveja os mais experientes. Desde caminhar sobre os ombros do público, até fazer o pino no meio da plateia, saltos enormes e incitamento ao público non stop, Carter é um showman de mão cheia. Mas é também um homem atento à actualidade, dedicando “Wild Flower” às mulheres presentes, exigindo respeito e segurança, e pedindo que todos os homens na plateia as ajudassem a fazer crowd surfing. O final apoteótico com “I Hate You”, que pediu que todos dedicassem ao pior inimigo, deixou água na boca e vontade de mais.

Depois de prestações energéticas de Oceans Ate Alaska e Frank Carter, os Stray From The Path fizeram questão que essa energia não se apagasse. 
A banda de hardcore tocou para um Palco Chaos repleto mas não cheio, com uma plateia manifestamente jovem, o público que cada vez mais vibra com as diversas subvariantes do hardcore tradicional. Com uma importante mensagem de união das comunidades metalica, punk e hardcore, foi pena os escassos trinta minutos que estiveram em cima de palco. O francês Gautier Serre, sob pseudónimo Igorrr, tentou agarrar o público junto ao Palco Ritual mas todos queriam ocupar lugar para assistir ao espectáculos dos Prophets of Rage. 


O supergrupo que reúne Tom Morello, Brad Wilk e Tim Commerford dos Rage Against The Machine, Chuck D e DJ Lord dos Public Enemy e B-Real dos Cypress Hill estão em plena forma, fazendo desta actuação mais um manifesto político anti-Trump. Entram em palco vestidos de vermelho e negro, de punho cerrado e levantado, ao estilo dos atletas olímpicos norte-americanos nos Jogos de Munique, e arrancam com “Prophets Of Rage”, gerando uma movimentação na plateia esgotada que nunca mais terminou até final da hora de concerto. Tom Morello deliciou a plateia tocando com os dentes, com os dedos ou sem nada, enquanto em palco desfilavam exitos da banda mas também de todas as bandas de onde são originários. “Fight The Power” dos Public Enemy faz com que milhares de pessoas saltem ao mesmo tempo, dando início a uma parte do concerto dominada pelo rap, com “Hold The Fire”, “Insane In The Brain”, “Bring The noise”, “I Ain’t Goin’ Out Like That” e “Welcome to the Terrordome”. “Living on the 110” faz regressar o rock, que com “Bullet In The Head” dos RATM deixa doido o público. “Jump Around” (dos House Of Pain), “Sleep Now In The Fire” e “Bulls On Parade” incendeiam o Resurrection Fest. Obviamente que faltava uma música, a mais famosa de todas, e escolhida para encerrar o concerto. “Killing In The Name” rebenta no PA e aparece um louco Frank Carter a fazer de Zack dela Rocha, a encerrar a faixa com um enorme mergulho para o público. Que brutalidade! Que performance!

Enquanto os Prophets of Rage desfilavam clássico atrás de clássico, no Palco Chaos actuavam os Authority Zero. O punk-reggae da banda de Arizona fez muitos dançar ao redor da tenda, com a banda a desfilar temas com apenas alguns segundos de intervalo. Com vinte anos de estrada, os norte-americanos trazem na bagagem sete discos, sendo o mais recente “Broadcasting to the Nations”, que teve maior impacto no alinhamento.

Imediatamente antes da actuação mais esperada da noite, a dos Kiss, e enquanto o palco era apetrechado de diversas valências, o Palco Ritual recebia o deathcore dos Thy Art Is Murder. Uma das bandas mais relevantes do género, estavam de regresso a Viveiro, desta vez com CJ McMahon nas vozes. Entre o grindcore e o death metal, ainda tempo para uma versão de “Du Hast” dos Rammstein, com a presença de dezenas de crianças do espaço Resu Kids aos saltos em palco.

Dezenas de milhares de pessoas foram enchendo a plateia frente ao Palco Principal para receber o grande nome do Resurrection Fest, os norte-americanos Kiss. Goste-se ou não do som da banda, discuta-se ou não a sua fraca capacidade musical, o facto é que a banda de Paul Stanley e Gene Simmons são um espectáculo. Espectáculo que começou com um pano gigante com o logo da banda a cair em frente ao palco e a banda a descer de elevador até ao palco, atacando de imediato “Deuce” e “Shout it Out Loud”. Com um alinhamento em tudo semelhante a todos os concertos desta tournée europeia, Lisboa incluído, foram desfiando os seus êxitos perante uma plateia que misturava pessoas de meia idade (ou mais) com crianças ao colo de seus pais. “Rock and Roll all Nite”, “Love Gun”, “Lick It Up” ou ”I Was Made For Lovin’ You”, foram recebidos a plenos pulmões. A voz de Paul Stanley denotava cinco concertos em apenas uma semana, mas nunca se poderá apontar falta de energia, nem a ele nem a Simmons, Eric Singer ou Tommy Thayer. Explosões, fogo, fumo, papelinhos, tudo junto num concerto que é um Greatest Hits e uma celebração do franchise Kiss. E no final, “Detroit Rock City” e Rock and Roll All Nite”, para fechar em apoteose o Resurrection Fest 2018.


Só que não! Realmente, após o final do concerto dos Kiss, a debandada foi quase geral, mas junto ao palco secundário ficaram ainda cerca de 5 mil pessoas, que apesar da hora tardia (já passava das duas da manhã), quiseram testemunhar a passagem por Viveiro dos Exodus. Antes porém, ainda estavam os Alestorm, que traziam até Viveiro o seu galeão de piratas e as suas músicas alegres. Começam forte com “Keelhauled”, seguida de “No Grave But The Sea”, tema do último disco de originais, e “Mexico”. Com a sua ironia habitual brincam constantemente com a plateia, perguntando se gostam de baladas antes de tocarem “Nancy The TabeKarsiyaka Resultados em Directo, Live Score, Agendados, Sanliurfaspor - Karsiyaka em direto | Futebol, Turquiarn Whench”. Do alinhamento fez ainda parte “Drink”, “The Sunk’n Norwegian” ou “Captain Morgan’s Revenge”, durante a qual um pato insuflável gigante navega pela plateia. A versão de “Hangover” de Taio Cruz é sempre ponto alto e o final foi com “Fucked With an Anchor”.

O encerramento do Palco Ritual foi ao som dos Exodus, que chegam ao festival depois de uma digressão de 31 datas. A banda da Bay Area de San Francisco escolheu os clássicos para a última data antes de regressar a casa, focando a sua actuação em “Bounded By Blood”, do já distante ano de 1985. Gary Holt é um gigante na guitarra e Steve ‘Zetro’ Souza soube demolir o que ainda estava em pé no recinto do Resurrection Fest, com temas como “Parasite” ou “Blood In, Blood Out”, que encerrou o Palco Ritual até para o ano.

A honra de encerrar a edição de 2018 do Resurrection Fest coube a um colectivo português, a banda de tributo aos Linkin Park, Hybrid Park, que animou os resistentes até às quatro da manhã com todos os clássicos da banda de Mike Shinoda e do falecido Chester Bennington.


Texto e fotografias por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Resurrection 


Teve lugar entre 11 e 14 de Julho a décima terceira edição do Ressurection Fest, um dos mega festivais dedicados à música mais pesada, que acontece em Espanha. Para a edição deste ano, a localidade de Viveiro, no extremo mais norte da Galiza, recebeu os cabeças de cartaz Kiss, Scorpions e Ghost, numa maratona de mais de 100 bandas repartidas por quatro palcos.

A festa começou logo na tarde de 11 de Julho, o já tradicional Dia Zero do Resurrection. Para quem decidiu deslocar-se no dia anterior ao início oficial do festival, as recompensas eram de grande valor. Pelas 17h30, perante um público ainda escasso mas com vontade de se divertir, a banda de hardcore galega Golpe Radikal entra no palco Ritual. A mensagem de protesto das suas letras é bem recebida, especialmente as que fazem parte do seu segundo disco, “Sombras” (2017). O mosh foi constante e a actuação terminou com uma wall of death em grande estilo.

Os asturianos Teksuo foram os senhores seguintes, com uma prestação que teve problemas técnicos nos primeiros dois temas mas que foi sempre em crescendo a partir de "The Swarm". Destaque para faixas como "The Negative Breed", do novo EP "The Road of Life" ou "The Hands of War". Outro destaque para o vocalista Diego, que não parou de animar o público por um minuto, mantendo-o nas imediações do Palco Ritual.

Já com uma plateia muito razoável para um dia de recepção ao campista, os britânicos The Qemists trazem até Viveiro o rock electrónico apresentado no seu último disco de originais, “Warrior Sound” de 2016. Excelente reacção do público à performance do duo de vocalistas apoiado em guitarra, bateria e DJ, que criam um clima muito divertido e descontraído. Impossível não bater o pé, mesmo quando se aventuram pelos terrenos do drum’n’bass. Excelente a prestação ao vivo da faixa “Take it Back”, que a banda gravou em parceria com os Enter Shikari, e que foi sem dúvida a favorita do público.

Quando os relógios batiam as 21:00s, já os Riot Propaganda criavam o caos na plateia, com o público maioritariamente espanhol a entoar todas as faixas do supergrupo resultante da união de integrantes dos Habeas Corpus e Chikos del Maiz, com ajuda de DJ Plan B. De camisa e calças vermelhas e gravata preta, a banda de rap/metalcore trazia o seu último disco “Agenda Oculta”, e muitos dos presentes estavam ali por eles. O seu rap metal com atitude punk deixou todos a saltar e a pedir por mais. Os três MCs - Toni, Nega e M.A.R.S – foram intercalando as suas músicas com denúncias sobre situações do mundo nos campos político e social. Destaque para “Bienvenido al Paraíso”, “El Miedo Va a Cambiar de Bando” e “A La Huelga”, mas o toque final foi mesmo com a música que dá título à banda, “Riot Propaganda”, cantada por centenas de gargantas em uníssono.

Entretanto, caía já a noite sobre o recinto quando Jello Biafra iniciou a sua actuação. Vestido com um casaco comprido turquesa, que rapidamente despiu para revelar uma t-shirt com o slogan “Trump hates me”, Biafra brindou a plateia com um desfilar de êxitos dos Dead Kennedys, intercalados com várias declarações políticas contra o Presidente dos EUA. Os clássicos estavam todos lá, de “Too Drunk To Fuck” a “California Uber Alles”, passando por um especial “Nazi Trump Fuck Off” e terminando com um apoteótico “Holiday in Cambodia”. 50 minutos intensos, onde o mosh e crowd surfing nunca parou.

Mal terminou a actuação de Jello Biafra, o recinto foi brindado por um ligeiro aguaceiro, que serviu para refrescar o corpo e em palco tudo estava pronto para a actuação dos Ministry. 
Um enorme galo insuflável com a cara de Donald Trump e o símbolo anti fascista no peito surge do lado esquerdo do palco, e a banda de Al Jourgensen entra ao som da intro “I Know Words”, para imediatamente atacar “Twilight Zone” e “Victims of a Clown”, ambas do mais recente “AmeriKKKant”, sempre com Trump em imagem de fundo. A banda de metal industrial continuou com "We Are Tired of It", "Wargasm" e "Antifa", durante o qual bandeiras anarco-comunistas são agitadas por dois membros da entourage da banda. Ao mesmo tempo, a letra da música é mostrada nos ecrãs de fundo. Crítica do quadro político-social mundial e, especialmente, o americano, a banda concentrou grande parte da sua raiva em Trump, obviamente, massacrando repetidamente o já mencionado galo insuflável. O público esse parece dividido entre quem acompanha a vertente mais industrial do metal e quem não é particular fã dela, mas aos primeiros acordes de "Just One Fix", "N.W.O." e "So What", a tripla escolhida para encerrar a sua actuação, parece que as divergências se esbatem e a banda de Chicago recebe uma enorme ovação.

O supergrupo de RAP metal Powerflo foi o escolhido para encerrar o Dia Zero do Resurrection Fest e não deixou os créditos por mãos alheias. 
O público, já na casa dos milhares, estava deslumbrado por ver diante de si estrelas como Sen Dog (Cypress Hill), Billy Graziadei  (Biohazard), Roy Lozano (Downset), Christian Olde Wolbers (Fear Factory) e Fernando Schaefer (Worst). E a banda não se fez rogada, cativando todos com os temas do disco de streia “Powerflo”, com destaque para “The Grind”, “Victim of Circumstance” ou “Where I Stay”. Mesmo com o show encurtado em 15 minutos para poder terminar à hora prevista pela organização, tivemos uma actuação de luxo, encerrando esta apresentação ao festival da melhor maneira. 
Bom prenúncio para os dias seguintes...



Texto e fotografias por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Resurrection 



Depois de "The One You Know" e "So Far Under" a banda americana revela agora mais um novo tema intitulado "Never Fade", disponivel para audição no vídeo apresentado acima.

O tão esperado novo álbum "Rainier Fog" chega às lojas a 24 de agosto e é o primeiro álbum a ser gravado em Seattle, a terra natal do grupo, em mais de 20 anos.

Capa do novo trabalho dos Alice In Chains, "Rainier Fog":


Por: David Ferreira - 13 Agosto 18


Os Pig Destroyer acaba de lançar o videoclipe da música "The Torture Fields" (para ver abaixo) que pertence ao álbum, Head Cage.

O guitarrista da banda, Scott Hull, comentou: 
"Quando comecei a escrever o álbum, eu disse que queria escrever algo que fosse absolutamente diferente. É por isso que o disco não soa inconsistente como o resto da nossa discografia. É um pouco mais esquisito do que costumamos fazer."


Por: Marta Pinheiro - 13 Agosto 18