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Por: Miguel Lourenço - 04 Março 15


Esta banda poderá não ser das mais conhecidas nos meandros do black metal pagão, tendo lançado o primeiro álbum apenas em 2010 e o segundo em 2012. Essa questão tem tudo para se alterar agora com o este terceiro trabalho, que é de uma qualidade esmagadora. Um duplo cd que abrange mais de oitenta minutos e que eleva para um nível totalmente diferente o género de black metal atmosférico e com tiques folk. Começando com um épico "Kastar heljar brenna fjarri ofan Ǫnundarfirðinum", que o é, não só na duração mas também no nome, fica-se logo apresentado. Metal épico da mais alta qualidade.

Bathory, Enslaved, Moonsorrow, Primordial, são tudo nomes em que se pensa a ouvir este álbum, mas a sua identidade está bem vincada. Certamente não é dos trabalhos mais propícios a ter um grande comercial, afinal com oito músicas em nove a ter mais de seis minutos, não é algo que cative imediatamente às pessoas, ainda para mais com letras totalmente em islandês. Por outro lado, para quem gosta que a sua música seja imortal, que tenha sentido profundo - mesmo que o sentido a nível lírico não lhe seja imediato, mas que em termos sonoros seja evidente - então está aqui um álbum que será uma das maiores e melhores viagens algumas feita.

Destacar uma faixa destas nove é tarefa inútil porque todas fazem parte de um conjunto que deve ser ouvido por inteiro. Apenas os que apreciam a mistura de metal extremo com folk conseguirão apreciar esta obra, porque dificilmente quem aprecia apenas uma das vertentes conseguirá gostar a fundo do que se pode ouvir aqui, o que é pena, mas perfeitamente compreensível. Progressivo, épico, pagão, extremo, melódico. Poderíamos estar aqui a noite toda, o dia todo, mas não haveriam adjectivos suficientes para categorizar a grandeza deste trabalho. Só mesmo ouvindo. E isso é obrigatório, pelo menos para aqueles que dizem gostar de música. Este ano já viu muita boa música a ser lançada, mas com isto... as votações para o melhor do ano podem já parar e este pode ficar já decidido como disco de 2015.


Nota: 9.8/10

Review por Fernando Ferreira



Música desafiante é algo que, felizmente, se encontra bastante no espectro da música pesada, mas música desafiante que se consiga ouvir já é algo que é bastante raro. Curiosamente, França é um dos países que mais munição fornece para o canhão da música estranha e com os Pryapisme não foi excepção. A questão que fica - e que não é mesmo nada fácil de responder - é se "Futurologie" é desafiante e audível e nas primeiras audições, tal resposta não é nada fácil de responder.

Para haver termo de comparação, a única coisa que ocorre é a música que era feita a partir de trackers na década de noventa, ou seja, tendo por base instrumentos samplados, fazer música em casa, que na maior parte das vezes poderia parecer como um primo distante da banda sonora do Super Mario. Então o que temos é algo que mistura esse feeling, com alguns apontamentos orquestrais que surgem do nenhures, tal como batidas fortes que surgem da mesma forma. Pode-se dizer que o trabalho está dividido em dois. A primeira metade é composta por onze faixas, que não chegam aos três minutos. A segunda metade é a versão orquestral do que se ouviu para trás mas condensadas numa só faixa que faz com que soe ainda mais estranho mas definitivamente, mais agradável.

Este EP é estranho, sem dúvida, e é de tal forma que mesmo após múltiplas audições, é quase impossível ter-se uma opinião formada. A sua estranheza ora tem resultados ou não tem, e obriga a que a mente esteja bem aberta, mas além disso, que esteja com atenção às inúmeras variações. Mesmo nessa indefinição, uma coisa é certa, isto soaria bem melhor se não soasse tão artificial. Talvez um dia a música seja toda assim, talvez isto seja futurologia, como o título sugere... mas... esperemos que não.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira



Será que ainda temos espaço/paciência para mais uma super banda? A resposta é simples, se a qualidade for boa, temos espaço/paciência para tudo e aqui no caso dos Motor Sister, até que se consegue arranjar as duas. Para quem não sabe, os Motor Sister surgiram graças a uma festa de aniversário de Scott Ian (membro fundador e guitarrista dos Anthrax) em que lhe foi feita a surpresa de ter a tocar para si uma banda que consistia de membros dos Mother Superior. A surpresa foi tão bem recebida que Ian propôs-se logo a regravar uma colecção das suas músicas favoritas dos Mother Superior, com uma formação de seus amigos, entre eles, Jim Wilson (ex-vocalista e guitarrista dos próprios Mother Superior), Pearl Aday (esposa de Ian e que trabalhou como cantora de apoio de várias bandas/artistas incluindo o próprio Jim Wilson), Joey Vera (Armored Saint e Fates Warning), John Tempesta (ex-Testament, Exodus, White Zombie entre muitos outros) e, claro, o próprio Scot Ian.

A ideia chegou aos ouvidos da Metal Blade que se mostrou interessada em lançar esta nova aventura, pelo que a banda se juntou por apenas dois dias em estúdio, gravando todo este trabalho ao vivo. Não conhecendo muito bem o trabalho originalmente lançado pelos Mother Superior, é complicado avaliar se estas interpretações são superiores ou não aos temas originais, mas aquilo que é por demais evidente é que se trata de um trabalho onde a energia é uma constante e o feeling rockeiro está ao mais alto nível. Caminhando entre os meandros do rock e do metal com muito bom gosto da década de setenta, este é um trabalho que não é necessário se apreciador de metal para gostar, mas que qualquer um que tenha bom gosto de certeza que não ficará indiferente a esta energia contagiante. Bem longe da pressão dos seus projectos principais, este é um trabalho que sabe mesmo bem ouvir, onde é bem perceptível o gozo que os músicos estão a ter ao tocar estas malhas. Para quem acha, pensa, sente ou diz que o rock está morto, basta ouvir “Ride”.


Nota: 8.4/10

Review por Fernando Ferreira


Os suecos Europe estão próximo de lançar o seu próximo álbum, "War Of Kings", o que acontecerá no dia 10 de Março na América, porém, antes desse lançamento, a banda em parceria com o Yahoo Music, disponibilizou online este novo álbum na sua totalidade, aqui

"War Of Kings" será lançado através da Hell & Back Recordings e foi produzido Dave Cobb, nos estúdios suecos "PanGaia Studios".

Tracklist:

01 - War of Kings
02 - Hole in My Pocket
03 - Second Day
04 - Praise You
05 - Nothin' to Ya
06 - California 405
07 - Days of Rock n Roll
08 - Children of the Mind
09 - Rainbow Bridge
10 - Angels (With Broken Hearts)
11 - Light It Up

Por: Carlos Ribeiro - 04 Março 15


O antigo guitarrista de Carcass, Carlo Regadas, anunciou um novo projecto musical, intitulado Monstrance. Este conta também com a participação de Ian Treacy (ex- Benediction) na bateria e Tony Glover (ex- Devoid) na voz. O grupo planeia começar a gravar o seu álbum de estreia, ainda este ano. Mais novidades em breve.

Por: Rita Limede - 04 Março 15


Os Suicide Silence são a banda de abertura do concerto de Cannibal Corpse, que decorre a 15 de Julho no Paradise Garage, em Lisboa. Após o acidente rodoviário que levou ao falecimento do vocalista Mitch Lucker, o grupo californiano regressa finalmente aos palcos. 

"You Can't Stop Me" (disponível abaixo) apresenta o novo vocalista Eddie Hermida, ex-vocalista de All Shall Perish.

O concerto tem início às 21:00h mas as portas abrem às 20:00h. Os bilhetes têm um custo de 23 euros e estão à venda nos locais habituais. Para reservas acedam a Ticketline.


Por: Patrícia Garrido - 04 Março 15



Após um hiato de nove anos e consequente reunião em 2011, os Coal Chamber preparam-se agora para lançar o aguardado álbum "Rivals". 

O mais recente álbum da banda americana, em 13 anos, tem como data oficial de lançamento o dia 19 de Maio, através da Napalm Records. Foi parcialmente gravado nos estúdios Audiohammer em Sanford, na Califórnia com o produtor Mark Lewis (Devildriver, Cannibal Corpse). O alinhamento será:

01. I.O.U. Nothing
02. Bad Blood Between Us
03. Light in the Shadows
04. Suffer in Silence
05. The Bridges You Burn
06. Orion
07. Another Nail in the Coffin
08. Rivals
09. Wait
10. Dumpster Dive
11. Over My Head
12. Fade Away (Karma Never Forgets)
13. Empty Handed


Como comenta o vocalista Dez Fafara: "Este álbum esteve 13 anos a ser preparado e irá fazer valer a espera! É um álbum sólido com uma evidente evolução e maturidade, mas mantendo simultaneamente o verdadeiro som dos Coal Chamber. Divertimo-nos muito a trabalhar neste álbum."

Após o lançamento de "Rivals", os Coal Chamber irão iniciar uma digressão norte-americana a decorrer durante a Primavera de 2015.

Pode ser ouvida abaixo a primeira música do álbum: "I.O.U. Nothing".


Por: Mariana Crespo - 04 Março 15


As bandas The Adicts e The Exploited vão tocar juntas em Portugal, no dia 27 de Maio, num concerto que irá ocorrer em Lisboa. Com espaço e preços ainda por revelar, a organizadora do concerto, Hell Xis, promete novidades para breve sobre aquele que será o primeiro concerto dos The Adicts no nosso país e o regresso dos The Exploited, após o concerto de Fevereiro de 2014. Recorde-se que foi neste concerto que o vocalista não se sentiu bem, tendo de terminar a actuação antes do previsto.

Por: Miguel Lourenço - 03 Março 15


Dia I - 07/02/2015


Olhando de repente para o alinhamento desta primeira edição do Burning Light Fest, a primeira coisa a notar é que a grande maioria das bandas presentes nunca antes tinha tocado no nosso país, destacando este festival entre outros tantos que insistem em repetir a mesma fórmula "garantida". Correndo o risco de dar um passo maior que a perna, este festival contou com dois dias com mais de uma dezena de bandas cada um, com nomes de todo o mundo a figurar no cartaz, com sonoridades menos recorrentes em palcos nacionais, que variavam desde o Black Metal cru até ao Shoegaze mais ambiental. 

A abrir o festival, e a darem o seu primeiro concerto, os nacionais Wells Valley vieram mostrar o seu álbum de estreia editado no presente ano de 2015, com um concerto frio e por vezes desinteressante, ficando um bocado áquem das expectativas de quem já viu membros daquele trio noutras andanças. 
De seguida, ainda com aquele Sol de inverno a entrar por entre as telhas do RCA Club, os Redemptus, outro trio nacional, despertaram um pouco mais de interesse, que mesmo assim se perdeu por vezes entre algumas passagens conceptuais, que acabaram por retirar um pouco a dinâmica da actuação.

Entre britânicos e um português, os Old Skin de Manchester despejaram o seu híbrido de crust, metal e hardcore, mostrando uma coesão de notar enquanto massacravam os ouvidos dos presentes, que se começavam a juntar em maior número para presenciar esta primeira edição do Burning Light, que teve também direito aos cancelamentos de última-hora, daí seguirem-se os germânicos Implore, saltando os ausentes Mother Abyss, com uma sonoridade entre o Death Metal e o Grind, que mostraram alguma falta de coesão e dinâmica entre os membros.

E a colmatar a falha dos Plebeian Grandstand, os noruegueses Tombstones vieram surpreender com uma actuação especial, a preceder a que já estava agendada para o 2º dia do festival. Com um alinhamento maioritariamente focado no último lançamento da banda, Red Skies and Dead Eyes, foram 45 minutos de stoner, doom e trips, para contrastar com o nome que se seguia: Besta. 

Com o recente John Carpenter na bagagem, deram um dos melhores concertos deste festival, com uma actuação venenosa e demolidora comandada pelo novo vocalista da banda, também já conhecido doutras andanças, e que já antes tinha pisado o palco com os Redemptus. E a preceder esta descarga de veneno, tivemos direito ao metal progressivo com doses de sludge dos espanhóis Adrift que, apesar de toda a competência e coesão, não conseguiram impressionar.

E de Itália, agora em formato trio, e cerca de ano e meio depois da estreia no nosso país num cartaz em que não se inseriam da melhor forma, os Hierophant espalharam "Peste" e não deixaram ninguém de fora daquela violência sonora, também este um dos melhores alinhamentos do festival. Seguidos pelos companheiros de tour, os norte-americanos Mutilation Rites também não deram descanso aos presentes, com cerca de 40 minutos do seu híbrido de death/black metal com uma veia punk bem assente. Com o mais recente Harbringer na bagagem, este trio protagonizou também outro momento alto do festival, com um concerto demolidor, sem rodeios e com a duração certa.

Outro dos nomes mais esperados neste cartaz eram sem dúvida os belgas Oathbreaker, algo que foi visível mesmo antes da banda dar início ao alinhamento, com um maior aglomerado de pessoas junto às grades do RCA. Houve tempo para visitar ambos os álbuns do historial desta jovem banda, Mælstrøm e Eros|Anteros, mas deixando ainda vontade de mais, mesmo que nem um ano tenha passado desda a última visita da banda ao nosso país. E se Oathbreaker não era já suficiente para encabeçar este cartaz, seguiram-se os italianos The Secret. Com o genial Solve et Coagula na discografia, antecedido por um álbum como o Agnus Dei, este é de longe um dos maiores nomes da música pesada da Europa, ora não fizessem parte do cartel da aclamada Southern Lord Records. Com cerca de 40 minutos, algo prejudicados pelo som do PA, acabou por saber a pouco.


E para fechar a noite, também em jeito de surpresa, compensando a já referida falta de comparência dos franceses Plebeian Grandstand, os nacionais Black Bombaim vieram mostrar que, com a qualidade que possuem, não há rótulos que os limitem. Longas jams e inúmeras influências compõem o alinhamente deste trio português que veio fechar com chave de ouro esta primeira noite de Burning Light.

Dia II - 08/02/2015

Segunda ronda desta primeira edição do novo festival lisboeta Burning Light Fest, organizado pela Goodlife HQ, que reuniu mais de 20 bandas num fim-de-semana dedicado a sonoridades extremas menos exploradas e divulgadas em palcos nacionais.

A dar arranque à segunda e última parte desta maratona de mais de 10h de concertos, os portugueses Infra que, com caras conhecidas no movimento de música pesada portuguesa, vieram apresentar o seu EP de estreia, frente a um já composto RCA Club, ainda a dar sinais de um sol tardio de Fevereiro. De seguida, os britânicos Oblivionized vieram despejar o seu híbrido de death/grind com passagens a remeter para um hardcore cheio de groove, impressionando os presentes com um dos melhores concertos do festival, mesmo sendo um trio sem baixista, com energia para dar e vender. Com ainda mais peso e ainda menos um elemento (o primeiro de vários duos a pisar o palco neste segundo dia), os noruegueses Hymn fizeram estremecer Alvalade com o seu Doom arrastado e viciante, com o baterista de Tombstones mais uma vez atrás do kit.

Com uma sonoridade mais leve, os holandeses Acid Deathtrip hipnotizaram com o seu Stoner Rock carregado de heavy metal e riffs orelhudos, havendo ainda direito a uma muito aplaudida cover de Iron Monkey. E a contrastar completamente a atitude descontraída e o ambiente animado do concerto dos stoners holandeses, vieram os franceses Cowards, carregados de arrogância e ódio e a cuspir (literalmente) o seu Hardcore injectado de Black Metal, Groove e Sludge. A apresentar o novo Rise To Infamy, os Cowards possuem uma coesão de notar e um vocalista de impôr respeito, mas pecaram com a sua postura e atitude.

De volta aos nomes nacionais, os Morte Incandescente não são desconhecidos para a grande maioria e contam com alguns dos nomes mais míticos da cena Black Metal portuguesa. Com mais de uma década de carreira, mostram que não são preciso pinturas faciais e grande teatralidade para dar um bom concerto de black metal, como já é habitual deste grupo lisboeta, que mais uma vez não desapontou com o seu Black'n'Roll. E, pela segunda vez no mesmo fim-de-semana, os noruegueses Tombstones serviram mais uma dose do seu Doom carregado de Stoner, com uma postura exímia e uma performance de notar. 

E a competir com o derby lisboeta, os eborenses Process of Guilt vieram continuar com outra dose de Doom, ainda mais pesado e arrastado que os seus precessores, com o tão aclamado Faemin na calha. Uma sonoridade que não é para todos, e que também pareceu não agradar aos técnicos de som e palco que fizeram a gentileza de interromper a actuação dos "doomsters" alentejanos, cortando o pio aos guitarristas mesmo na recta final da performance, terminando assim abruptamente o alinhamento desta banda de Évora.

A elevar consideravelmente a parada, o par alemão denominado de Mantar, que o ano passado visitara o nosso país pela mão também do Bruno Boavida e da sua equipa, veio pôr em risco a integridade da estrutura do RCA Club, com o seu Doom/Sludge com toques Hardcore e por vezes a passear por campos mais Rock n' Roll, recorrendo a uma parede de som massiva composta apenas por um guitarrista/vocalista e um baterista, cheios de boa disposição, energia e carinho pelo nosso país. E mantendo a formação em duo, os suíços Bölzer despejaram o seu Black Metal caótico mas trabalhado, com riffs complexos acompanhados de um vozeirão de notar, dando um dos mais sólidos concertos deste segundo dia do Burning Light, que entrava agora na recta final.

Com uma sonoridade completamente díspar dos anteriores, os belgas The Black Heart Rebellion e os italianos Schonwald, não impressionaram os presentes, tendo estes optado por começar a abandonar o recinto, ao som de ambiências e detalhes que já se mostravam pouco interessantes para quem passou cerca de 24h dentro desta sala de Alvalade, ao longo do fim-de-semana que marcou a primeira edição deste novo festival português, que chegou ao fim com uma promessa de segunda ronda, desta feita de três dias, para 2016. 


Texto por Afonso Veiga
Fotografias por Ana Júlia Sanches
Agradecimentos: Goodlife HQ 


A quinta edição do Pax Julia Metal Fest realiza-se a 7 de Novembro, na Casa da Cultura de Beja. Os espanhóis Avulsed, que celebram 24 anos de carreira, são os cabeça de cartaz do festival.  A banda de death metal conta já com seis álbuns de originais e o último foi lançado em 2013. "Ritual Zumbi" é composto por 13 faixas e recebeu críticas bastante positivas que reforçaram o estatuto da banda no death metal europeu.

Mais confirmações anunciadas brevemente.


Por: Patrícia Garrido - 03 Março 15


Dois anos depois do último lançamento, "Symphonies Of The Night", os Leaves' Eyes estão de volta ao estúdio para gravar um novo álbum. A banda encontra-se no Mastersound Studio a preparar o novo disco, que será editado no segundo semestre deste ano. Mais novidades em breve.

Por: Bruno Correia - 03 Março 15


Peso, peso e mais Peso. É o que estes Suecos nos oferecem com o primeiro álbum intitulado “Eternal Sleepwalker”. Formados em 2014 e com uma série de demos, ep’s e  uma compilação lançadas, os Heavydeath atingem a idade maior e esmagam-nos com esta primeira oferenda de Doom Death misturado com uma aura de Black Metal e Stoner.

Invocações Sabbathianas por todo lado acompanhadas por uma voz mais que mórbida e arranhada (mas não só) traçam o rumo para este trabalho. É um disco destrutivo cuja distorção parece convencer-nos de algum groove iluminado quando ao invés recebemos lentidão apocalíptica pelo caminho, sempre a esmigalhar, sempre a criar desespero é o que podemos esperar nas primeiros 5 temas deste “Eternal Sleepwalker”, mas ao sexto uma alteração de registo significativo acontece, a voz que até então nos aterrorizava o espírito aparece-nos limpa e clara tal qual uma aparição divina. Trará ela a dita esperança tão almejada? Não, não de todo, “Heavy as Death” é só mais um motivo para nos despistar da vida, com tom lúgubre e viciante, este falso doce é nos oferecido como uma tentação, já meio adormecidos pelo feitiço musical injectado, a capacidade de resistência é capaz de se quebrar aqui e levar-nos ao poço da perdição por esta altura. Daqui até ao final é só aguentar mais um tema, não façam cerimónia pois é mesmo para cumprir o ritual.

No final fica a sensação de termos sido enganados, pois a estética musical inicialmente apresentada revelou-se uma fraude. Quando aguardava por mais uma sessão de Stoner, sou atropelado por ambiente mórbido de Doom Death Black. Agora, digo-vos o seguinte, é bom ser ludibriado desta forma, pois a surpresa é algo que amplifica o apetite e eleva a vontade de comer. É a grande lição deste “Eternal Sleepwalker”, não se deixem levar pelas aparências e atrevam-se a ouvir os Heavydeath!

Nota: 8/10

Review por Pedro Pedra


Viajamos até ao ano de 1986 para visitarmos uma pérola do Thrash/Speed Metal Americanos. Guiados pela inconfundível voz de Dawn Crosby, “Recognize No Authority” é o primeiro disco de originais dos Détente e representa todo um típico universo metaleiro em crescimento na década de 80. Seguindo uma linha de uns Holy Moses, Great Kat, Znöwhite, este primeiro opus convence pela estrutura simples dos temas, pelos solos rasgados que tornam o todo mais caótico e agressivo e pela prestação de Dawn Crosby que, como referido anteriormente, é um poço de pujança vocal.

O disco ouve-se bastante bem, não complica, há uma sensação, óbvia, de deja-vu durante a sua audição, dado este ser perfeitamente fiel ao estilo de música feito na época. Não temos 1001 variações de ritmo, nem a imposição de velocidades vertiginosas, estavamos na época das palhetadas vincadas e dos riffs orelhudos e isso é muito bem representado nas canções deste “Recognize No Authority”. Por isso, para todos aqueles que gostam de revivalismo e para os não tiveram oportunidade de apanhar esta obra na altura, fica a sugestão de aproveitarem esta reedição, que também contém todas as demos da banda e de Catalepsy (pre Détente), a fim de matarem saudades. Acima de tudo, ao desenterrar este tesouro apetece-me dizer Heavy Metal is law!

Nota: 7.4/10

Review por Pedro Pedra


Segundo longa duração para aquilo que se poderia denominar por Akercocke 2.0, e que reúne alguns elementos deste grupo e dá um passo em frente na evolução natural do grupo. O projecto, deambula num campo balizado pelo death, black e algum prog, embora também se possam fazer referências ao gótico - A melodia acústica de “Suicide Note”… - e a explosão de “Music for the Recently Bereaved” atirar o ouvinte para um caos sonoro algures entre o math core e o prog death.

Chegados a este ponto, poder-se-á questionar porque a referência estigmatizante de Akercocke, ela justifica-se não apenas na voz de Peter Benjamin, mas por duas características que caracterizaram o grupo britânico: a procura de novos campos sonoros e a incapacidade de serem efectivamente inovadores, que muitas vezes resultava na frustração do “quase”, particularmente quando a inovação passava a monotonia e repetição de uma fórmula. Isso verifica-se aos três minutos de “Music…” em que já se antevê a imaginação musical a ultrapassar a capacidade de produção e composição.

Tal como em Akercocke alguma esquizofrenia e bipolaridade estão omnipresentes, e quando o ouvinte chega a “Vicarious Lover” já o organismo assimilou as ideias de Voices e sua atmosfera anacrónica: Linhas melódicas, vocais limpos e/ou guturais, passagens narradas, sons death, math e por vezes prog metal. Caótico, por vezes muito bem executado (aquela bateria de David Gray), outras questionável, particularmente nas letras, como quando Peter Benjamin canta “Did you spread your legs for him/do way you do for me”, em voz semi-operática, como se pode escutar em “Last Train Victoria Line”. É fácil ver que não resulta muito bem, mesmo que o disco pretenda ser conceptual.

É claro, desde o início, que os ambientes criados pretendem ir para lá da paisagem sonora e interagir com o ouvinte, fazendo-o reagir às mudanças de ritmo e provocando diferentes estados de humor. Nesse ponto o disco funciona bem, roçando quase o experimentalismo como no final de “Imaginary Sketches of a Poisoned Man”, uma daquelas faixas que permite perceber o ambiente esquizofrénico criado em “London”. Não conhecendo as letras todas, reconhece-se perfeitamente que o disco pretende retratar não só a esquizofrenia de uma relação conflituosa, como também a desorientação natural de quem passeia em Londres, por isso nos títulos das músicas e nas letras há tantas referências geográficas a pontos da cidade ou características suas como o nevoeiro, por exemplo. Este é um daqueles pontos em que o disco resulta bem e se louva o experimentalismo do quarteto.

Ambicioso seria a melhor forma de descrever este trabalho. Se o quarteto britânico consegue ser bem-sucedido já é outra história. “London” não é de audição fácil e não pode ser abordado num momento qualquer…

Nota: 8/10

Review por Emanuel Ferreira


Disco de estreia para antigos elementos dos norte-americanos Trouble – Ron Holzner e Eric Wagner – e dos Pentagram – Matt Goldsborough e Sean Saley – que, depois de algum tempo na estrada a executarem o catálogo dos Trouble – o nome do grupo tem origem no segundo longa duração da banda – resolveram partir para estúdio e gravar alguns originais.

Num momento em que o hype à volta do stoner e doom é (ainda) grande, e em que os nomes do passado, aparecem idolatrados, este é um bom exemplo da razão porque quase todos eles se apagaram ou terminaram as carreiras com pouco reconhecimento: falhavam sempre em capturar o hipnotismo de uns Black Sabbath, ou Black Widow, e aproximavam-se excessivamente do Hard Rock que se desenvolvia noutros campos. Um bom exemplo, neste disco, é o final de “A New Generation” com solos de guitarra e um final de bateria datado. Nos anos 80 eram grupos europeus como Candlemass, Count Raven ou, My Dying Bride, noutra linha musical, que conseguiam voltar a transmitir o hipnotismo de temas como “Black Sabbath”, por exemplo. Ao contrário do imaginário hoje construído, os Trouble tinham uma expressão quase nula na Europa, ao ponto de mal se conhecer a sua componente cristã.

Os vocais de Eric Wagner são, claramente imbatíveis e hoje pode perceber-se como a sua voz influenciou a vaga grunge, através de nomes como Mark Lanegan ou Chris Cornell. Para compreender isso é escutar “Sick Of It All”, e apreciar a qualidade vocal do tema e a forma de entoação tão característica de Wagner. “The Door” é outro exemplo da “marca” Wagner, com um tema mais declamado que cantado, em que a guitarra vai brilhando entre o clima hipnótico criado. Já “Till The Suns Turn Black” é o protótipo de tema doom, em versão Hard Rock, e é um dos melhores temas deste disco.

Apesar de em “Till The Suns Turn Black” se encontrar um tema interessante, no  entanto percorre-se todo o disco e sente-se a falta de “canções”, de momentos memoráveis, de um solo que marque a diferença e justifique o disco. Provavelmente, face ao leque de músicos presentes, pede-se aqui o que não se reclamaria a um disco de estreia, para uma banda de garagem. Este é o óbice destes supergrupos em que à partida se reclama desde logo um nível de superioridade que a outros não se pede. Também por isso a escuta de um disco destes, deixa, quase sempre, a sensação de faltar algo, de poder ser melhor. “For Those Which Are Asleep” sofre desse problema e apenas resulta para adeptos incondicionais dos nomes em questão.

Nota: 6/10

Review por Emanuel Ferreira


Criado em 1999 e mantendo um registo de produtividade assinalável – 10 discos em 15 anos – este projecto sueco assenta essencialmente na criatividade musical de Lord K. Philipson que, a par do vocalista Jörgen Sandström, mantém o projecto vivo, enquanto os restantes elementos vão entrando e saindo. Neste momento a restante formação consiste em Dirk Verbeuren na bateria e Ellinor Asp na voz feminina. Ambos estão no projecto desde 2014, sendo que a Ellinor substituiu a “nossa” Ruby Roque, que ocupou a posição durante 4 anos.

É exactamente na componente da voz feminina que se percebe uma maior mudança para o disco anterior, com uma maior versatilidade vocal que permite atingir outros níveis de musicalidade, como por exemplo ao minuto quatro de “You I Smite, Servant of the Light” ou em “Defy Those Words of Who Was, Who Is, and Who Is to Come”.

No restante, este trabalho mantém o nível acima da média de discos anteriores, com grande qualidade de execução técnica, temas longos e de estrutura complexa, sempre no campo do death técnico, ocasionalmente com alguma electrónica – o minuto 8 de “Behold As I Become the Great Cold Betrayer” – muita versatilidade e um conjugar de sons que por vez aproxima os temas de uma montanha russa sonora. Um excelente exemplo disso é “You I Smite, Servant of the Light”, com dois níveis de vocais guturais masculinos, voz feminina, diversos solos de guitarra, orquestrações a roçar o clássico, etc.

Também o outro lado da moeda se repete aqui, ou seja o lado menos bom deste projecto: temas excessivamente longos – neste disco variam entre 10 e 15 minutos – por vezes quase parecendo incorporar 2 ou 3 temas e assumindo uma dinâmica que torna a audição do trabalho exaustiva. A escuta atenta do disco também traduz a sensação de muito trabalho de produção, com um não acabar de pistas coladas, que deixa sempre a impressão que se trata de um trabalho mais produzido “in vitro” que o resultado de um trabalho de composição em que o tema resulta da execução completa da peça e não da colagem de gravações.

Se aqueles que escutam death técnico, procuram um grupo versátil com uma grande dinâmica musical e não se importam da sensação de colagem, então este é um disco excelente.

Nota: 8/10

Review por Emanuel Ferreira


Ora aí está algo original, uma banda de black metal com consciência social e ambiental. Já se sabia que os Signs Of Darkness eram anti-fascistas e anti-racistas, o que é igualmente estranho para uma banda de black metal, no entanto, estranho é diferente de impossível. Assim sendo este quarto trabalho por parte da banda belga que surge de rompante para quem já se esquecia que eles existiam (o último álbum foi lançado em 2008 e o seu último lançamento foi o EP "Apostate" em 2001), foca-se num único conceito, a acusação e condenação da humanidade pelos problemas ambientais do planeta Terra.

Dito desta forma até promete e de certa forma até cumpre, mas tendo em cotna que continuamos a falar de black metal, não se consegue discernir muito bem o que J. (baixista e vocalista) vocifera, mas ao consultar as letras podemos constatar realmente que o conceito é bem tratado. O que se salienta mais é, obviamente a música e a intro "The Rise Of Serpents", até parece sugerir algo mais refinado mas conforme o tema título explode, fica-se com a certeza de que se trata de um som cru e sem grandes floreados, no que diz respeito pelo menos à produção, já que em termos de composição, existe bastante variações, dinâmicas e alguma complexidade na estrutura das músicas, sem falar no excelente trabalho da guitarra solo.

Todas as músicas conseguem cativar, mas o som acaba por fazer com que seja difícil distingui-las umas das outras. Lembrando a abordagem típica das bandas do final do século passado, há uma certa ingenuidade (que quase parece propositada) que cativa e faz com que este álbum seja bastante agradável de se ouvir (sim, continuamos a falar de black metal, mas também só será agradável para quem aprecia música extrema). "The Age Of Decay" apresenta uma banda que usa as suas convicções com o seu gosto pela música extrema tendo como resultado um álbum que a cada audição que se ouve, vai crescendo dentro do seu ouvinte.

 
Nota: 7.5/10

Review por Fernando Ferreira


Não se sabendo bem porquê, Unrest é um daqueles nomes que logo à partida sugere porrada bruta e grossa. Com um título como "Grindcore", o nosso preconceito não deve andar muito longe da verdade. Apesar da banda existir desde 2006, apenas agora chegam ao álbum de estreia e mesmo tendo a duração de um mero EP, "Grindcore" é uma bomba do início ao fim. Existem aqueles que lutam para trazer algo de novo, tentando cruzar as fronteiras do que já feito, reinventar as coisas. Não é o caso dos Unrest, que nos entregam exactamente aquilo que esperávamos, grindcore puro e duro, na vertente de protesto social como reza a tradição criada por Napalm Death.

A banda não inventa, mas cumpre na perfeição, sendo um misto entre os já citados Napalm Death e os saudosos Nasum. A banda consegue intercalar na perfeição os blastbeats com outros mais compassados que funcionam muito bem, dando a dinâmica necessária a este trabalho ("Quit" e "Faith Is A Hearse" são dois excelentes exemplos, com esta última a roçar o doom), acrescentando ainda alguns elementos de crust típicamente inglês. Não será um álbum que converterá todos aqueles que têm resistência ao estilo, mas sem dúvida que fará todos os aficionados fazer headbang como se não houvesse amanhã.

Claro que o problema é mesmo a duração. Correndo o risco de estar a bater sempre na mesma tecla, é difícil chamar a um longa duração de apenas vinte e seis minutos de... longa duração e esse facto, por si só, costuma contar como uns pontos a descontar na avaliação final, mas o que é certo é que no final dos vinte e seis minutos, a tendência é para colocar outra vez a rodar e tendo em consideração que estamos a falar de grindcore, isso por si só é uma vitória. A riqueza deste trabalho que nem chega a meia hora é superior a muitas discografias inteiras que por aí andam. Um vício do início ao fim.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Ok, isto pode soar estranho. “Armageddon: The Soundtrack” é uma banda sonora não de um filme mas de um livro, escrito por Robert Rankin, com o título “Armageddon” (claro). Este livro é o primeiro de uma trilogia que deverá ter provocado um impacto considerável em Ivan Babilonský, pelo menos o suficiente para meter a sua criatividade a mexer e nos trazer dezasseis faixas instrumentais que são claramente fruto de uma produção caseira, informação confirmada pelo próprio Ivan, que afirma que todo o material foi composto e gravado em 2006.

O facto de ser instrumental, segundo Ivan, foi devido a ter procurado por um vocalista durante dois anos mas o facto de não ter conseguido encontrar, fez com que este projecto fosse colocado de parte até que tenha sido reactivado novamente em 2014, com a intenção que ficasse mesmo instrumental. Curiosamente, um dos sentimentos que é mais predominante é o de sentir-se de que não existe aqui espaço para uma voz. Por outro lado, todo o trabalho tem um forte sabor a algo inacabado. Parecem esqueletos de músicas e ideias que não aparecem aqui na sua versão final.

Há também uma forte sensação de enfadamento, principalmente pela falta de dinâmica. O som da guitarra é fortíssimo (algo reminiscente de nu metal ou djent, ou os dois) que através de riffs atrás de riffs mais ou menos parecidos, esgota por completo o interesse do ouvinte. Quando se pensa em banda sonora, pensa-se em música que nos leve a visitar vários estados de espírito dentro de um conceito ou história. Vários momentos, vários acontecimentos. O que temos aqui é música que parece retratar um único momento de uma história – isto sem conhecer o livro no qual se baseia. É uma ideia ambiciosa mas que não apresenta os argumentos que a sustente.


Nota: 4/10

Review por Fernando Ferreira


Os PKN, banda punk finlandesa composta por músicos que sofrem de Síndrome de Down e autismo, vão representar o seu país no próximo Festival Eurovisão da Canção, em Viena.

O baixista Sami Helle já comentou o seguinte:

"Revoltamo-nos contra a sociedade de maneiras diferentes, mas não somos políticos. Estamos, de alguma forma, a mudar as atitudes - muitas pessoas vêm aos nossos espectáculos e temos muitos fãs.

"Não queremos que as pessoas votem em nós por pena, não somos tão diferentes das outras pessoas - Apenas tipos normais com uma deficiência mental".

Abaixo pode ser ouvido o tema escolhido pela banda para apresentar no Festival.  


Por: Bruno Porta Nova - 03 Março 15


Os Enslaved disponibilizaram em streaming, na íntegra, o seu novo álbum de originais, "In Times", que poderá ser ouvido em cima. Este tem data de lançamento oficial para o dia 6 de Março, pela editora Nuclear Blast.

Por: Rita Limede - 03 Março 15


Depois da campa do malogrado Dimebag Darrell ter sido vandalizada na passada semana, e da banda Nuclear Hellfrost ter sido acusada indiscriminadamente, rejeitando contudo qualquer relação com esses actos de vandalismo, o antigo vocalista desta banda de Fort Wayne, em Indiana, veio agora provar que foi o culpado.

Reece Eber emitiu um pedido de desculpas nas redes sociais, lamentando o transtorno que causou a ambas as partes.

Por: Bruno Porta Nova - 03 Março 15


O novo EP "Meanwhile in Burbank...", dos Stone Sour, será lançado em formato vinil no próximo dia 18 de Abril, em exclusivo nalgumas lojas seleccionadas.

Este álbum contém cinco músicas ao vivo, gravadas no "Room 237" em Burbank, Califórnia. São covers das bandas: Black Sabbath, Metallica, Kiss, Judas Priest e Alice In Chains.

Tracklist de "Meanwhile in Burbank,..":

01. We Die Young (ALICE IN CHAINS cover)
02. Heading Out To The Highway (JUDAS PRIEST cover)
03. Love Gun (KISS cover)
04. Creeping Death (METALLICA cover)
05. Children Of The Grave (BLACK SABBATH cover)

Por: Carlos Ribeiro - 03 Março 15


O vocalista dos Foo Fighters, Dave Grohl, interrompeu o concerto da passada quarta-feira, dia 25, no ANZ Stadium, para entregar uma baqueta a um fã cego. Tudo aconteceu porque na plateia havia um cartaz escrito com o seguinte: "Por favor, dê uma baqueta para o meu amigo cego", mensagem à qual Grohl respondeu com a declaração: "Temos um fã na fila da frente com um cartaz a pedir uma baqueta para o amigo cego ao seu lado". Vejam a situação no vídeo em baixo:



Por: Miguel Lourenço - 02 Março 15