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Depois das bem-sucedidas passagens recentes dos Master pelo nosso país, em  festivais como o Mangualde Hardmetalfest, Moshfest e Butcher At Christmas Time, impunha-se o regresso da banda. Tal foi possível graças à Notredame Productions , que os trouxe à capital, para mais um espectáculo em solo nacional.

Os Karbonsoul ficaram encarregues de dar o ponto de partida na noite de concertos. Estes não seriam, à partida, o nome mais óbvio para a abertura do concerto dos mestres do death metal, não que não tenham na sua sonoridade elementos death metal, mas porque a sua música mescla vários sub-géneros dentro do metal. A banda esteve à  altura dos acontecimentos, com uma actuação claramente positiva e que arrancou aplausos a muitos dos que estavam presentes, na conhecida sala de espectáculos. A vocalista Muffy revelou que o baixista Mário Pinheiro esteve internado e não pôde actuar e, por isso, a banda lhe dedicou este concerto. No lugar do músico, tocou o seu sobrinho.

O trio holandês de puro death metal, Entrapment, fez companhia aos Master nesta curta digressão europeia de dez datas - intitulada "The Death Shall Rise Again Tour 2014" - com direito a passagem por Portugal. Apesar de não trazer nada de novo, esta banda foi competentíssima ao vivo e mostrou ser uma escolha acertada para o aquecimento dos concertos de Paul Speckman e companhia. Até o carismático líder dos Master mostrou a sua aprovação, perante o poderio sonoro dos Entrapment, ao ter aparecido a meio do concerto, perto do palco, e feito headbang ao som destes death metalers. O público correspondeu da mesma forma, reconhecendo a valia desta jovem banda, que conta apenas com cinco anos de percurso. O power-trio trouxe somente dois álbuns na bagagem, um deles lançado este ano, do qual saíram dois dos temas em maior evidência neste concerto, a faixa-título "Lamentations of the Flesh" e "Proclamation". 

A lendária banda de Paul Speckman, Master, merecia mais público do que aquele que compareceu no RCA Club, cujo número não chegou à centena. Aparente pouco importados com a adesão abaixo das expectativas, Speckman e os dois músicos que o acompanham há mais de uma década, o guitarrista Alex Nejezchleba e o baterista Zdeněk Pradlovský, deram um concerto digno do seu legado. Paul Speckman, uma personalidade do mundo do metal, tem cara de poucos amigos mas mostrou, mais uma vez, ser um músico dedicado à sua causa:  o death metal. Os Master continuam vivos e de boa saúde, o que poderá ser comprovado não só escutando o óptimo novo álbum, "The Witchhunt", como ficou bem vincado neste belo concerto de verdadeiro death metal, que não olha a modas ou adornos. Os Master são sinónimo de perseverança, por isso esperamos que continuem por muito tempo entre nós, a dar-nos bons discos e concertos como este.

Texto por Mário Santos Rodrigues
Agradecimentos: Notredame Productions


“Under The Sign Of The Alliance”, “Vendetta”, com a voz de Jean-Robert Letarte a lembrar o mítico fundador dos Helloween e dos Gamma Ray. Este é o segundo álbum da banda canadiana depois de estarem cinco anos afastados dos lançamentos discográficos e o seu som é na onda das bandas atrás citada, sem conter, no entanto, todo aquele lado happy das duas. Para a comparação ser mais eficaz, digamos que esta banda soa ao que os Helloween soariam caso tivessem continuado no caminho do “The Walls Of Jericho”.

Começar uma crítica com “esta banda soa aquela e à outra” pode ser um pouco mau, mas neste caso, acaba por não ter atenuante já que o som que a banda evoca não existe actualmente e até traz uma certa nostalgia a todos os saudosos dos primórdios do que se entende por power metal. É impossível não sentir essa nostalgia ao ouvir faixas como “Lost” e “Warrior Of Hell”. Talvez a banda falhe um pouco no capítulo da originalidade e da identidade mas o resultado é realmente bom pelo que consegue escapar-se bem dessa questão, embora obviamente a longo prazo vá pesar, inevitavelmente.

Mesmo assim, o momento em que consegue-se ter um vislumbre da sua identidade é na instrumental fabulosamente tradicional, “Tormented Mind” e se seguirem esse caminho no futuro, definitivamente conseguiram evoluir para além das sombras das suas próprias influências, mesmo que, repito, essa sombra não seja desagradável de todo – tomara muitos soarem tão bem como a banda canadiana soa. Uma banda a precisar de crescer e evoluir, mas que entretanto é muito agradável de se ouvir. Esta será uma opinião partilhada por muitos dos amantes do som da velha guarda.


Nota: 7.4/10

Review por Fernando Ferreira


Álbum de estreia desta banda alemã que parece que chegou alguns anos atrasada e é sempre aborrecido quando isso acontece. Analisa-se de forma imparcial e o mais desapaixonada possível mas a conclusão que se chega é que o trabalho teria tudo para triunfar se fosse feito anos atrás. No entanto, isso não quer dizer agora não tenha valor. A sua qualidade é inequívoca. Death metal melódico como seria de esperar de uns In Flames vitaminados é o que nos surge logo com o tema título que inicia o álbum (sem contar com a desnecessária intro da praxe, "Open The Gates").

A forma como Erik Sollmann canta faz lembrar em muito Anders Fridén, sem contar a já mencionada aproximação instrumental, o que se pode ser um contra no departamento da originalidade e identidade, por outro lado pode captar alguns fãs dissedentes e desiludidos com o rumo que a banda sueca tem tido nos últimos anos. E se a originalidade e identidade são questões que a nível criativo podem julgar e condenar uma banda, aqui, essa questão acaba por se tornar secundária ou, pelo menos, quase, o que levanta um problema interessante, o que é mais importante? Qualidade ou originalidade?

Este álbum passa num repente e é impossível destacar uma faixa porque são todas realmente boas, mesmo quando parece que caminham os mesmos "caminhos da perdição" que In Flames caminhou, com os pormenores electrónicos de "Outburst In Ashes" que a tornam ainda mais deliciosas. Infelizmente não se tem aqui aqueles primeiros tempos da banda sueca, em que misturavam aquele feeling progressivo, folk e melódico muito próprio da música sueca - mal por mal, poderia ser uma cópia em grande.

Resumindo, este trabalho poderá ser criticado por não mostrar uma identidade de uma banda e por fazer com que os In Sanity pareçam-se perigosamente como uma simples copy cat, no entanto, a qualidade das músicas é tão gritante que isso terá de ser reconhecido. De futuro, espera-se mais identidade própria, mas ficamos com a sensação de que se apresentarem algo parecido (principalmente a nível de qualidade) se vão safar na mesma, como aquelas meninas bonitas que mostram sempre o sorriso e o decote ao polícia para se safarem à multa. Por vezes resulta...


Nota: 7.9/10


Review por Fernando Ferreira



Houvessem coisas tão simples como o death/thrash metal festivo dos The Prophecy23. O mundo seria bem mais simples se todos os tomassem como exemplo. Mais simples e divertido. Ao terceiro álbum, com um ritmo de edição a cada dois anos, a banda alemã não apresenta grandes novidades mas estabelece definitivamente o seu estilo. Misturando elementos distintos como a simplicidade do punk, a energia do hardcore, os ocasionais guturais do death metal ou os ritmos thrash, tem-se uma fórmula vencedora mas que também não se espera que faça milagres, afinal este som está mais batido que o raio do vodka martini do James Bond.

É um estilo de música tipicamente americano, afinal com temas como wrestling, videogames e pizzas são todas aquelas típicas coisas que associariamos a filmes para adolescentes norte-americanos e às suas consequentes banda sonoras. No entanto, a banda ainda consegue surpreender de vez em quando aqui (como as melodias quase folk/power metal de "The Greatest Wrestling Fan") e ali (em, "Video Games Ain't No Shame" depois de umas boas harmonias de guitarras, um grande momento acústico, com o título a ser entoado como se fosse a coisa mais profunda do mundo, ou o refrão da música de amor mais lamechas do mundo).

Há um espírito punk rock norte-americano (daquele que os críticos da vaga de punk da década de noventa chama de punkeka) que acaba por cativar imediatamente. É certo que ao final de uns tempos, começa-se a ganhar uma certa imunidade aos consecutivos breakdowns, no entanto, é inegável que há um efeito imediato de satisfação para quem aprecia os estilos que mistura. Não será música que demorará a digerir, mas é daquelas que se gosta imediatamente, principalmente devido ao bom humor que é uma constante ao longo de todo o álbum embora nem sempre resulte na perfeição: "Bass Player" é surreal mas acaba por ser uma música desiquilibrada; "The Ballad Of SOD" é algo que já devia ter sido feito há muito tempo; "Fuck The Dub" é irritante e a "Arriba Abajo", faixa bónus, é hilariante.

Um álbum que cumpre a sua função com sucesso e que só deixa a dúvida de como irá envelhecer. Ainda não passou tempo suficiente para analisar a obra da banda pelo que talvez o seu prazo de validade seja curto, mas como também não sabemos se vamos cá estar amanhã, para já interessa saber que hoje, este trabalho é acima da média.

 
Nota: 7.7/10
 
Review por Fernando Ferreira


Os Exoto são praticamente desconhecidos mas estão na base do underground belga tendo lançado dois álbuns de rajada, em 1994 e 1995, depois algumas demos lançadas anos antes. Este “Beyond The Depths Of Hate” é uma compilação que celebra a vida e obra da banda e que também marca o seu regresso, já que a banda dissolveu-se pouco depois do lançamento do segundo álbum. Agora, a Vic Records pegou na banda e no seu regresso, estando aqui reunidos temas dos dois álbuns, temas das demos regravados e ainda novas músicas.

Sendo que o nome é desconhecido, provavelmente, até para os fãs de death metal, é uma forma rápida de se ficar um dos nomes underground da cena belga e também de relançar o nome para o futuro. Na prática, o som aqui praticado não acrescenta em nada para quem já anda nisto do death metal há alguns anos embora exista qualidade evidente. Num tempo em que já se teve tantas variações e tantas inovações, misturas com outros géneros, este lançamento coloca-nos perante um dilema. Por um lado estamos frente a uma abordagem bem mais simples (quase básica) do género, por outro lado, não se pode dizer que seja uma versão primitiva de death metal.

Fica a dúvida em relação ao que foi regravado ou não, já que estão todas as faixas com o mesmo som, sendo praticamente impossível distinguir regravações com os novos temas, com os temas lançados nos dois álbuns, mas a sua uniformidade acaba por ser a sua maior força oferecendo coerência e provavelmente uma boa imagem daquilo que que a banda fará no futuro. Resta saber se terão ouvintes interessados em ouvir uma proposta que não tem muitas características que a faça saltar à vista (ou ouvido) nos dias de hoje. Para quem sofre de nostalgite aguda na variante extrema, poderá apreciar estas dezassete músicas sem problemas.


Nota: 6.3/10

Review por Fernando Ferreira


Acabam de ser anunciadas mais sete confirmações para a edição de 2015 do SWR Barroselas Metalfest: os Enthroned (Bélgica), Skull Fist (Canadá), Skyforger (Letónia), Nightbringer (E.U.A.), Lvcifyre (Inglaterra), Claustrofobia (Brasil) e Emptiness (Bélgica). Recorde-se que a 18ª edição do festival vai ocorrer entre os dias 30 de Abril e 2 de Maio. Abaixo disponibilizamos os nomes anunciados até ao momento; faltam 11 confirmações para que o cartaz fique encerrado.

Confirmações até ao momento: 

Entombed A.D.
Shining
Impaled Nazarene
Enthroned
Skull Fist
Ahab
Skyforger
Minsk
Internal Suffering
Zatokrev
Nightbringer
Incinerate
Lvcifyre
Claustrofobia
Midnight Priest
Emptiness
Killimanjaro
Neuroma
Equaleft

Por: Sara Delgado - 24 Novembro 14



A produtividade até pode não ser o forte dos noruegueses 1349, mas este “Massive Cauldron Of Chaos”, que é o sexto álbum, até compensa os quatro anos de ausência desde o anterior “Demonoir”.  Seguindo a mesma veia mais ortodoxa desse disco, aqui temos oito descargas de black metal impiedoso onde o destaque vai mesmo para os riffs que são bastante catchy. No entanto, o trabalho de guitarra não se limita a tremolo picking até à exaustão até porque existem aqui umas cavalgadas thrash dignas de respeito e ocasionalmente fugazes solos que dão um colorido ainda mais abrangente a uma palete que se mantém negra.

As duas primeiras músicas capturam obrigatoriamente a atenção daqueles que gostam do seu black metal cru, agressivo e com melodias macabras e marcam o tom para o resto do trabalho, sendo o uptempo a principal requisição de todas as faixas, não dispensando a dinâmica ocasional aqui e ali de forma a tornar as coisas mais interessantes – se pegarmos numa faixa como “Postmortem”, temos um desses momentos em que há um certo groove a roçar o rip off de um pedaço da “Hell Awaits” dos Slayer, fazendo com que pensemos de que o título da música em si vai além da simples coincidência.

Essas dinâmicas servem para manterem as músicas vivas, mas quando todas usam praticamente a mesma fórmula, não há como evitar um certo cansaço que se instala ao ouvir este álbum de rajada. É neste ponto que a inteligência faz toda a diferença e o álbum acaba no momento em que tem de acabar, evitando chegar a um ponto de saturação indesejável. Assim sendo, acaba por ficar para a posteridade um álbum de black metal intenso, imaculado no departamento instrumental e com capacidade para atingir todos os pontos a que um álbum do estilo deve atingir. E chega.


Nota: 7.4/10

Review por Fernando Ferreira


Sinners Burn. Death metal sueco.

Apetece deixar ficar a crítica apenas assim. Para muitas pessoas bastaria isto para procurarem sobre a banda e talvez ficassem surpreendidos ao descobrir que este “Disturbing Creatures” é já o quarto petardo dos suecos. Para todos os outros, não apreciadores do género, também não haveria mais nada que pudesse ser dito e ouvido que os fizesse mudar de ideias. É esta simplicidade no mundo do metal que o torna tão apaixonadamente previsível e ao mesmo tempo cativante por essa previsibilidade. No entanto não será o simples facto de tocarem death metal tipicamente sueco que faz com que este trabalho seja automaticamente uma obra-prima.

Cumpre todos os requisitos necessários para cumpra os seus parâmetros e fá-lo com segurança, revelando a sua experiência na arte de brutalizar sonicamente, apoiando-se quase unicamente numa abordagem uptempo. Não existem grandes brilharetes técnicos, sendo que o maior ponto de destaque é a bateria, impiedosa  na brutalidade mas também não indo muito mais além da competência que se espera numa proposta de death metal bruto, sem grandes concessões melódicas – apesar de um riff ou outro mais catchy como é o caso daquele presente na  “Sweet Stench Of Death”.

Assim sendo, a principal questão aqui a reter é que este trabalho cumpre todos os pontos que é suposto um álbum de death metal ter. Não o faz, todavia, da forma que os permitem tornarem-se salientes perante todas as outras propostas que por aí andam actualmente. As duas últimas faixas dão ideia de terem sido registadas anteriormente, já que têm uma diferença no som, mas também não mudam muito o que ficou para trás – nem mesmo os minutos de silêncio na última faixa que antecedem um momento acústico algo repetitivo (ainda escapa à razão porque é que as bandas insistem nestas coisas de faixas escondidas, quando o que está escondido nem é assim um tesouro tão precioso como isso. Tinha graça nos anos noventa mas hoje em dia… era dispensável).

Para fanáticos do género.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira


Os Napalm Death lançaram uma nova música intitulada "Cesspits", retirada no próximo álbum de estúdio, "Apex Predator - Easy Meat", a ser lançado no dia 27 de Janeiro de 2015. A nova faixa pode ser ouvida acima.

Por: João Braga - 23 Novembro 14


Dez anos. Dez anos é demasiado tempo. Em dez anos, pessoas nascem, pessoas morrem, bandas começam, bandas acabam e no caso dos Neoplasmah, é o espaço entre os seus dois álbuns. Embora “Sidereal Passage” seja uma interessante estreia no panorama do death metal nacional, falhou em conseguir conciliar o factor técnico com o criar músicas memoráveis. É tendo presente esse facto e o primeiro trabalho na sua generalidade que este segundo álbum cai que nem uma bomba. Com a mesma formação de há dez anos atrás, formação essa bastante experiente onde pontificam Rolando Barros (The Firstborn, Grog, entre muitos outros) e Alexandre Ribeiro (também nos Grog).

A voz de Sofia está mesmo no ponto, ainda mais que no álbum anterior, e existe aqui um elemento que faz toda a diferença: melodia. A melodia faz com que “Auguring The Dusk Of A New Era” vá a todos os sítios que “Sidereal Passage” não foi e ainda mais além. Logo na primeira malha temos um bom exemplo. Pouco antes de chegar a metade temos umas melodias de voz limpa (que se estiverem a cargo de Sofia… BRAVO pela versatilidade) e a acompanhar uns solos de guitarra de extremo bom gosto, resultando numa impressionante abertura de álbum. O início “Ravishing Theatre Of Chaos” tira logo todas as dúvidas caso se pensasse que o tema anterior teria sido apenas um golpe de sorte e caso não se ficasse convencido, bastavam aquelas melodias neoclássicas em tremolo picking.

Conjugando uma maior maturidade na composição com pormenores de extremo bom gosto, não há um único momento fraco por aqui. São oito temas que dificilmente cansam, mesmo quando ouvidos em constante repetição (o que é uma consequência natural à primeira audição deste trabalho) e demonstram bem a evolução brutal que a banda soube abraçar. Se não é um dos grandes álbuns de death metal deste ano… nem sequer se coloca essa hipótese. É definitivamente um dos grandes álbuns de death metal deste ano e sem dúvida um daqueles que vai ficar na história do metal nacional.


Nota: 9.4/10

Review por Fernando Ferreira


Os Fear Factory revelaram que a tour europeia anunciada para o início de 2015, a par com os Intronaut e os Chabtan, foi cancelada. O motivo prende-se com o facto da banda pretender terminar o seu novo álbum: "Este é um álbum importante para nós, por isso pretendemos terminá-lo devidamente, de forma a lançar um grande álbum para os nossos fãs. Vemo-nos em breve!"

 Assim, indicam que a tour será adiada pelo menos até ao Verão do próximo ano. 

Por: Sara Delgado - 23 Novembro 14


Quando nos surge um álbum da Grécia pensa-se em black metal estranho ou então outro tipo de música extrema pouco usual. Os Lighfold estão aqui para provar que nem só de extremo se vive para os lados de Atenas. Este trabalho estreia a banda grega no que diz respeito aos longa durações e aquilo que apresenta é metal progressivo como aquele que se fazia no início da década de noventa, sendo algo possível a comparação com o primeiro álbum dos Dream Theater, "When Dream And Day Unite", aquele que contou com Charlie Dominici na voz. A única coisa próxima do black metal são mesmo os samples do filme "O Advogado do Diabo" na música "My Worried Mind", que até encaixam bem.

Tal como esse álbum, aqui também se pode verificar alguma ingenuidade de ideias, a precisar de algum amadurecimento, antes da banda se ter tornado aquilo que é hoje. Metal progressivo não é bem o estilo ao qual se decide tocar levianamente e assim que é tomada essa decisão, é bom que existam argumentos para a sustentar, nomeadamente, argumentos técnicos e de composição. No caso da primeira, sem dúvida que a banda tem talento para tal, principalmente o guitarrista Thanasis Labrakis. No entanto é na parte da composição que a coisa fica mais tremida já que além do já citado trabalho de guitarra, não existe mais pontos de destaque. Há três formas de encarar o metal progressivo. Ou o mesmo é uma forma de mostrar o talento da banda em tocarem, ou é uma forma de criarem músicas desafiantes ou os dois juntos. Aqui as músicas soam algo banais e os melhores momentos das mesmas são os solos de guitarra. A produção também soa pouco polida para algo que se quer imaculado.

Isto não quer dizer que este "Time To Believe" é tempo perdido para quem gosta de metal progressivo. A voz de Theodor Martinis tem um timbre clássico que lembra Dominici embora por vezes nos tons mais agudos pareça um pouco frágil. Quanto à composição, existem aqui boas ideias e boas indicações de que no futuro, se houve uma evolução mais acentuada, teremos uma grande banda, mas será para isso ser-se mais arrojado e encontrar inspiração ao mesmo sítio onde vão buscar emoção, já que emotividade é mesmo o ponto forte da banda (ouvir "You And Me" para ter uma ideia do que se está a dizer"). Aguardemos por essa evolução e por um segundo trabalho mais sólido e maduro. Por agora dá-se o benefício da dúvida.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira


Boas notícias para os fãs de Rob Zombie. O músico encontra-se neste momento em estúdio a finalizar o seu novo álbum, cujo lançamento está previsto para 2015. Poucas informações são ainda conhecidas sobre o sucessor de "Venomous Rat Regeneration Vendor", lançado o ano passado, esperando-se para breve mais novidades.

Por: Bruno Correia - 21 Novembro 14


Em jeito de celebração do seu 15º aniversário, os finlandeses Sonata Arctica lançaram uma re-edição do seu álbum de estreia, "Ecliptica". O lançamento dá pelo nome de "Ecliptica - Revisited: 15th Anniversary Edition" e conta com o selo Nuclear Blast Records.

Do álbum faz parte uma versão de "I Can't Dance", o clássico dos britânicos Genesis cujo videoclip foi agora divulgado pela banda.

Por: Bruno Correia - 21 Novembro 14

Inovadores para uns, fracasso para outros. Hype para uns, genial para outros. É assim que os Falloch têm sido confrontados no mundo do metal, mas a evolução, persistência e gosto pelo que fazem tem estado do lado da banda. Com todas essas positividades, os Falloch lançaram o segundo álbum “This Island, Our Funeral” e as próximas linhas são o resultado da conversa que tivemos com eles, recaindo principalmente neste novo trabalho.


M.I. - Achas que o novo álbum “This Island, Our Funeral” é mais negro e complexo do que o primeiro disco que lançaram? Pelo menos senti isso…

Definitivamente é mais negro, mas quanto ao ser mais complexo já depende do que queres dizer com isso. No que toca a todas as camadas instrumentais é muito mais simples do que o álbum de estreia, já que o foco para este disco foi criar um som como uma banda real. Sobre a estrutura, os temas são talvez mais complexos desta vez, mas ao mesmo tempo “For Life” é o tema mais directo que temos. Se é mais ou menos complexo, isso não é o mais importante. Penso que alguma música simples soa brilhantemente, mas ao mesmo tempo algo mais complexo e abstracto pode soar igualmente brilhante; depende daquilo que gostas e do teu estado de espírito.


M.I. - Contudo, este álbum mantém a direcção post-rock/metal sem esquecer o shoegaze. Pensas que, actualmente, esses dois géneros andam de mão dada?

Não tenho a certeza, não presto muita atenção a géneros. Geralmente, se a música for facilmente definida é provável que se torne bem entediante. Não descreveria este álbum como tendo algo de shoegaze, e a direcção post-rock não surge de nenhum desejo para fazer o dito post-rock; é mais uma consequência de se gostar de música atmosférica e tentar incorporar atmosfera na música que eu crio. No geral, apenas faço música que quero ouvir e criar, e qualquer que seja o género que surja cabe às pessoas decidir.


M.I. - Quão importante é a terra no vosso conceito? E quão importante é o facto de escolherem a vossa terra para ser o local do vosso funeral?

Este álbum é sobre o nosso lar, as nossas vidas e é uma reflexão directa do sítio onde estávamos quando a banda estava a escrever e a gravar o álbum. Penso que as pessoas deviam olhar para este disco mais como a morte da banda em relação àquilo que éramos no início. Claro que há alguns vestígios daquilo que éramos quando começámos, mas isso está a desaparecer e estamos a mudar; as coisas estão a acontecer, há um mundo para ser visto.


M.I. - Pode dizer-se que o uso de instrumentos acústicos é a ligação necessária para expressar o facto de cantarem sobre a vossa terra? Para além das letras, claro…

Instrumentos acústicos soam mais quentes e mais naturais do que instrumentos eléctricos. Criam um som mais terreno, mas não foi um processo pensado quando estávamos a trabalhar nos arranjos dos temas, nem se pensou onde se iriam colocar os instrumentos acústicos ou eléctricos. Quando trabalhamos com música, uma vez que se começa, é a própria música que dita a direcção e não é um conceito primordial de como a música deve ser. Às vezes começa-se um tema e acaba por soar completamente diferente daquilo que inicialmente se imaginou. A maior parte das letras não são sobre a terra; sinto que se se há algo liricamente importante, tem a ver com a Terra como um todo, mais do que uma ‘terra’ individual, embora nos tenhamos inspirado no país onde crescemos, mas há muitas coisas interessantes a acontecer por todo o mundo para nos influenciarmos apenas no que está a acontecer num pequeno canto.


M.I. - Com o novo álbum, encontramos passagens nostálgicas e tristes como nos temas “For Ùir” ou “Sanctuary”. Pensas que é o sentimento correcto para tocar e cantar sobre assuntos terrenos?

Não sinto que o álbum seja muito nostálgico, mas não quero dizer que não o devas sentir assim quando o ouves. Penso que é difícil falar sobre sentimentos com a música, porque é tão pessoal e todos ouvem as coisas de forma diferente, e aquilo que sentes relaciona-se muito com aquilo que está a acontecer na tua vida.


M.I. - Não pude deixar de notar que os Falloch são alvo de reviews muito boas, mas também de más… O que não é o meu caso, já que gostei muito do álbum. Tens alguma explicação para isso? Se é que te importas…

Sim, apanhamos com uma grande variedade de reviews. As pessoas gostam de coisas diferentes e nós não nos enquadramos num género particular. Somos revistos por pessoas que talvez tenham ouvido dizer que tocamos folk metal ou black metal – e são elementos tão pequenos no nosso som – que é quase irrelevante mencionar esses géneros quando se fala de nós. Por isso, talvez as pessoas pensem que somos algo que afinal não somos, mas eu não sei mesmo o que é que outras pessoas estão a pensar! Continuaremos a fazer a música que nos faz feliz e se as pessoas gostam, fantástico.


M.I. - O nome da banda vem das Cataratas de Falloch, na Escócia. Podes descrever essa paisagem? E por que razão escolheram esse nome para a banda?

São umas quedas de água isoladas que ficam a norte de Loch Lomond. Encontrar um nome para uma banda é irritante como tudo. Escolhemos Falloch, porque se relaciona com a música que queríamos criar naquela altura.


M.I. - Começaram como uma banda de dois elementos em 2010. Por que é que evoluíram para uma banda de quatro elementos?

Queríamos começar a dar concertos já que eu sinto que uma boa banda ao vivo é provavelmente o aspecto mais importante de se estar numa banda. Gravar um álbum é um desafio e dá muito trabalho, mas dar concertos com um alto nível de intensidade e emoção é o maior desafio que encontro, e sempre quis sair da zona de conforto com a música. Não me quero sentar e fazer apenas algo porque é simples, quero sentir algo daquilo que faço e a única forma de fazer isso é ter constantemente novas experiências e colocar-me em situações em que não sei qual vai ser o resultado.


M.I. - De acordo com o vosso histórico das digressões, apenas saíram do Reino Unido por umas duas vezes entre 2011 e 2013. Não gostavas de mudar isso? Há alguma razão particular para tocarem apenas dentro do Reino Unido?

Por acaso, concluímos uma digressão Europeia de três semanas, vamos tocar num festival na Noruega, em Fevereiro, e vamos dar mais concertos fora do Reino Unido. Podíamos ter tocado mais vezes fora de fronteiras entre 2011 e 2013, mas nessa altura que íamos começar com concertos tivemos uma mudança de formação e, por isso, estivemos seis meses sem tocar. Depois de a formação da banda ter ficado completa, a prioridade principal era acabar o segundo álbum e apenas demos alguns concertos só para ver como é que as novas músicas funcionavam.


M.I. - O mundo do metal colocou os olhos na Escócia especialmente quando os power metaleiros Alestorm lançaram o primeiro álbum em 2008. Depois disso, temos tido grandes projectos como Saor e Falloch vindo do vosso país e estão a ter mais atenção. Achas que a Escócia é um país a ser promovido e descoberto no que toca ao metal?

Penso que não há muito metal a sair da Escócia, porque não há muito metal a acontecer por cá. Claro que que há uma pequena cena aqui e ali, mas não é assim tão popular e não é algo que esteja em primeiro plano nas mentes das pessoas quando pensamos sobre a Escócia e a música.


Entrevista por Diogo Ferreira


A editora Frontiers Music Srl irá lançar um novo álbum conceptual, composto e interpretado por dois músicos noruegueses, o vocalista Jørn Lande e o guitarrista Trond Holter (Jorn). 

Intitulado" Dracula: Swing Of Death", tem como data oficial de lançamento o próximo dia 23 de Janeiro, na Europa, e dia 27 de Janeiro na América do Norte. No vídeo acima poderá ouvir alguns trechos das músicas do álbum.

Este álbum épico demorou cerca de 4 anos a completar e pretende ser, ao invés da típica ópera-rock, um álbum de rock melódico e obscuro com uma história de amor romântica e demoníaca que reflete os tormentos interiores do homem e do mito, inspirado no livro "Drácula" de Bram Stoker. 

Jorn Lande, que interpreta Drácula, é a personagem principal do álbum e os papéis femininos estão a cargo da vocalista norueguesa Lena Fløitmoen, que interpreta simultaneamente as personagens de Mina e de Lucy.

O alinhamento será:

01. Hands Of Your God
02. Walking On Water
03. Swing Of Death
04. Masquerade Ball
05. Save Me
06. River Of Tears
07. Queen Of The Dead
08. Into The Dark
09. True Love Through Blood (instrumental)
10. Under The Gun


Contando com as participações especiais de:
  
Jorn Lande: Voz
Trond Holter: Guitarra, Piano
Bernt Jansen: Baixo
Per Morten Bergseth: Bateria
Lena Fløitmoen: Voz nas faixas "Save Me"; "River Of Tears", "Into The Dark", "Under The Gun" e "Swing Of Death"

Por: Mariana Crespo – 21 Novembro 14


Wino, vocalista dos norte-americanos Saint Vitus, lançou recentemente um comunicado, dando conta do infeliz episódio sobre a detenção na Noruega, supostamente por posse de metanfetaminas, e a deportação para os Estados Unidos. No comunicado que se segue, o vocalista explica o que aconteceu na Noruega e reconhece que tem desenvolvido uma dependência, mas salienta que tem procurado ajuda:

"Neste momento, sinto que é necessário lançar um comunicado oficial sobre os factos, em relação à minha recente deportação da Noruega. Primeiro, quero pedir desculpas a todos os fãs dos Saint Vitus, e aos membros da minha banda e equipa pelo meu lapso em julgamento, que culminou na minha ausência nos últimos seis espectáculos da nossa digressão europeia comemorativa dos 35 anos do "Born Too Late". No dia 9 de Novembro, antes do meio-dia, perto da fronteira norueguesa, fui detido por posse de uma substância ilegal. Assumo a total responsabilidade pelas consequências das minhas acções. Os outros membros e equipa não tinham conhecimento do meu uso de substâncias. Fui verdadeiro com as autoridades, e inicialmente condenado a 16 dias de prisão, com excepção dos três primeiros dias imediatamente a seguir à minha detenção. Nesses dias, fiquei em regime de solitária, sem material de leitura ou escrita, e alimentei-me exclusivamente de água e pão. Apesar destas condições, fui tratado com respeito e cordialidade por todas as autoridades norueguesas. Inicialmente, julguei que seria multado, autorizado a prosseguir com a digressão e, no seu final, concordaria em voltar à Noruega para cumprir a minha sentença. Fiquei desanimado por perceber que seria deportado imediatamente para os EUA, e não teria permissão para terminar a digressão. Lamento sinceramente pelos inconvenientes e prejuízos sofridos por todos os envolvidos nesses concertos, os inspiradores Orange Goblin, o nosso agente, os promotores e espaços, e, claro, os fãs e detentores de bilhetes. Quero saudar os membros dos Saint Vitus por prosseguirem com esses espectáculos sem mim, provando admiravelmente que são uns verdadeiros guerreiros da estrada. Mais uma vez, as minhas desculpas a todos. Depois de vários anos produtivos de sobriedade, os rigores das digressões quase imparáveis e as circunstâncias da vida levaram-me a desenvolver uma dependência que se tornou prejudicial para a minha saúde, e agora, para a minha liberdade. A partir de agora, estou fora da estrada, e activamente envolvido no tratamento.

"E a luta continua... Vou continuar com o meu percurso de criação de música e arte. No início do próximo ano, será lançado o novo disco dos Wino and Conny Ochs', "Freedom Conspiracy", através da Exile On Mainstream Records. Também num horizonte próximo: um disco acústico do Wino a solo, o lançamento da minha arte e loja de música virtual, e a minha biografia sem reservas. Obrigado a todos que acreditam!"

Por: Bruno Porta Nova - 21 Novembro 14


Em cima podemos ver o novo vídeo de At The Gates, para a faixa "Heroes and Tombs". Esta faz parte do álbum de regresso do grupo, "At War With Reality", lançado recentemente pela editora Century Media.

Por: Rita Limede - 21 Novembro 14


O músico britânico Steven Wilson anunciou o seu quarto álbum a solo e uma tour europeia para o próximo ano. O álbum, intitulado "Hand. Cannot. Erase.", deverá ser lançado em Março do próximo ano pela editora Kscope. A tour europeia, que não conta com nenhuma data em Portugal, irá ter lugar durante os meses de Março e Abril. Mais informações acerca do álbum e da tour deverão ser reveladas em breve.

Por: Rita Limede - 21 Novembro 14


A primeira música nova lançada pelos Faith No More, desde 1997 no álbum "Album Of The Year", de seu nome "Motherfucker" está já disponível em streaming através do widget Soundcloud e pode ser ouvida abaixo (cortesia da RollingStone.com).


Por: Carlos Ribeiro - 21  Novembro 14


E já está aí o segundo trabalho, tão aguardado, dos Soen, super banda que foi criada pelo baterista Martin Lopez (ex-Opeth e Amon Amarth) e contava ainda com o baixista Steve DiGiorgio (de uma quantidade absurda de bandas), vocalista Joel EKelöf (dos praticamente desconhecidos Willowtree) e o guitarrista Kim Platbarzdis. O primeiro álbum foi bem recebido pela crítica e fãs de metal progressivo e as comparações a Tool foram sempre uma constante, comparações essas que Lopez não refutou, pelo contrário, referindo-os commo uma inspiração. Dois anos depois, DiGiorgio sai e entra Stefan Stenberg entra, mas o som não foge muito ao anterior trabalho, o que à partida, é um grande ponto positivo.

Com a bateria complexa como já se conhece de Lopez (em "Pluton" parece que temos uma música que poderia ter sido lançada num álbum dos Opeth, ali por alturas do "Ghost Reveries" sem destoar), riffs intrincados mas sem deixar para segundo plano a melodia, com o baixo a seguir a complexidade da bateria, tem-se a base instrumental para um álbum quase perfeito, no entanto, e considerando de que não estamos a falar de música instrumental, a voz tem uma parte fundamental no julgamento final deste trabalho. Mesmo com uma base de qualidade estratosférica, é na voz de Ekelöf que está o segredo do sucesso desta banda. A emotividade com que cada música ataca no ouvinte é impressionante.

Não importa que não é o som mais original do mundo, não interessa que sejamos empurrados para e entre nomes como Opeth, Tool e Katatonia, para citar apenas alguns. Interessa sim, a forma como este álbum apaixona à primeira audição, como posteriormente obriga a que essa paixão seja consumada vezes sem conta é o principal factor que nos indica a qualidade deste trabalho. Desde o início com a sequência com "Komenco/Tabula Rasa", passando por malhas como "The Words" e "Koniskas" até às autênticas viagens emocionais como "Void" e "the Other's Fall", este trabalho vai sem dúvida custar a sair das nossas cabeças e das nossas aparelhagens - não exactamente por esta ordem.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Há sempre algo positivo em tudo negativo. Neste caso, as modas, esse ditador que arrasta multidões (sejam elas grandes ou pequenas) e editoras cegas por seguir aquilo que está in e/ou rende mais uns cobres. Com toda a febre retro que por aí anda, é inevitável não sentir que algumas propostas só têm audiência por encaixar perfeitamente em certos pressupostos estabelecidos por casos de surpreendente sucesso, mas depois temos aqueles casos em que mesmo fazendo parte da moda, a sua qualidade é tão gritante que abafa tudo o resto. Podemos inserir nessa categoria este "Shake Electric".

Assim que a voz de Ann-Sofie se faz ouvir em "Mad Dog", fica-se logo apaixonado. Longe da típica voz da metaleira mezzo-soprano operática sinfónica, o seu timbre tipicamente rockeira faz com que nos saltem à memória tempos que não vivemos, a transição entre a década de sessenta para a setenta, com as músicas a terem uma base forte de hard rock como manda a tradição setentista e um feeling quase impossível de descrever. Aquele feeling que mistura Bad Company, Thin Lizzy, Joan Jett, AC-DC, Free tudo no mesmo saco. Cada riff tem um groove hipnótico diferente e todos eles nos brindam com pequenos solos cheios de feeling.

São dez músicas em menos de trinta e cinco minutos, como mandam as regras vintage em que se tinha que ter em consideração o alinhamento e a duração dos trabalhos para o formato disponível, o vinil. O que lembra, este trabalho ouvido num vinil ainda deve aumentar mais o prazer da sua audição. Talvez todos aqueles que têm saudades de tempos mais simples da música não consigam encontrar gozo num disco como "Shake Electric" mas é impossível dizer que este álbum soa a clássico do início ao fim.


Nota: 8.6/10

Review por Fernando Ferreira



A banda que conta com membros de Ramesses e Satan’s Wrath, chega com este “Stealing Fire From Heaven” ao segundo álbum, depois da  estreia em Março passado e de um bem sucedido EP lançado em 2013. O jogo é doom metal, mas não se pode dizer que seja tradicional, nem se pode dizer que seja primo do sludge, embora tenham muitos elementos de ambas as vertentes. Até existe um certo psicadelismo viajante, mas reduzir este trabalho a qualquer um destes estereótipos será tornar redundante algo que é tudo menos redundante.

Começando bem com “The Great Somnabulist“, com uma grande vibe ritualista e psicadélica, como se fosse uma versão obscura da “Set The Controls To The Heart Of The Sun” dos Pink Floyd. Em “Paranoiditude (Beyond The Grave)” temos doom metal arrastado que nos embala durante quase dez minutos, enquanto a “Surrealise” junta os dois mundos, mergulhando o ouvinte num estado profundo de hipnotismo do qual, além de ser difícil de se sair, não se tem muita vontade de tal. Os teclados têm um papel preponderante neste efeito.

Há um grande feeling de jam que circula ao longo da duração deste trabalho, que faz com que o mesmo seja muito mais orgânico do que o que se esperaria. Além de que a sua fluidez também é um dos seus pontos impressionantes, mesmo considerando que se tratam de sete músicas de doom experimental cuja duração individual está acima dos seis minutos. Há aqui um enorme sentido vintage que transcende o estilo e que nos traz tanto de Hawkwind como de Electric Wizard e esta mistura que se revela vencedora e que coloca os 11Paranoias como uma das bandas a acompanhar no futuro. Grande álbum.


Nota: 8.8/10

Review por Fernando Ferreira


Os Morningside são uma banda russa que, apesar de já existir desde 1993, começou a lançar álbuns apenas em 2007. Apesar da demora, os moscovitas vêm demonstrando uma qualidade interessante em praticamente tudo o que lançaram. O último desses lançamentos chama-se “Letters from the Empty Towns” e é a prova (se é que ela faltava) de que é possível criar bons álbuns sem qualquer tipo de inovação.

A primeira coisa que salta à vista ainda nos primeiros segundos de “Immersion” é exactamente isso: “isto é bom, mas soa a muitas outras coisas que já ouvi por aí e isso… não é necessariamente mau”. Com o decorrer do álbum, a conclusão inicial mantêm-se, mas há tempo e espaço para algumas surpresas. Desde logo, “Deadlock Drive” que com um riff sombrio e proeminente nos cativa e seduz ao longo de cinco minutos em que tudo faz sentido. Aliás, esta é uma faixa que demonstra a característica mais notável dos The Morningside, a competência. Se não existe um membro que se destaque verdadeiramente – talvez apenas o vocalista, Igor Nikitin – também é verdade que todos os músicos dividem as luzes do protagonismo equitativamente. “Letters from the Empty Towns” é um álbum onde tudo soa como devia soar num bom álbum de death metal melódico. Apesar dos traços doom da banda russa se perderem um pouco neste último trabalho, é de notar que a personalidade da banda não sai beliscada por isso, ao invés, a nuvem sombria dos The Morningside parece estar num estado avançado de condensação, sem que se prevejam aguaceiros depressivos jacentes às canções. À excepção da já enunciada “faixa três”, o álbum vai um pouco naquela senda futebolística de que “o que importa é o colectivo”. Com efeito, não temos aqui grandes discrepâncias de ritmos, criatividade ou de estilo, mas a qualidade e o interesse estão lá sempre. Sem serem iguais, todas as músicas mostram o mesmo – bom death metal melódico – de maneiras distintas. 

Os The Morningside são uma sugestão para verdadeiros fãs de death metal melódico, que não acham que todas as bandas soam a Children of Bodom. Este é um projecto que dificilmente ganhará grande notoriedade, mas que oferece aquilo a que se predispõe. Muitos não saberão valorizar isso, o que é uma pena, mas todos aqueles que consigam entrar nesta esfera de “satisfação de necessidades” não se irão arrepender por certo. “Letters from the Empty Towns” é para ouvir várias vezes, em sítios diferentes, com humores e pessoas diferentes, chegando sempre à mesma conclusão de que obter apenas e só o que se pretendia é um dos melhores prazeres, tanto na música como noutra coisa qualquer. 

Nota: 8.2/10

Review por Pedro Bento


Seria de esperar que após tantos anos de berrarias entre concertos e gravações, que Angela Gossow chegasse finalmente ao seu limite, o algo insípido Khaos Legions acabou por ser o maior testemunho disso. Como tal este ano os fãs de metal viram uma das mais carismáticas vocalistas sair de cena, mas que felizmente o fez a bem, ficando inclusive responsável pelo management da banda. Mas as más notícias para os Arch Enemy não se ficaram por aqui, e mais uma vez Cristopher Amott abandona também o barco igualmente por razões de saturação, neste caso de música extrema.

Entram em cena então Nick Cordle, ex guitarrista de Arsis e Alissa White-Gluz, ex-vocalista dos The Agonist, e em boa hora o fizeram, porque tendo em conta o que ouvimos em War Eternal os Arch Enemy acertaram na mouche. O primeiro mostra ter destreza de dedos mais que suficiente para complementar o virtuosismo de Michael Amott, já quanto a Alissa…bom se este disco por acaso se revelar um fracasso, não será por ela certamente. Esta Alissa que ouvimos aqui nem em The Agonist soa tão brutal, e ao contrário do que se pudesse vir a pensar, apenas ouvimos o seu registo extremo, sem qualquer uso de vocalizações mais melódicas.

Pela primeira vez vemos os Arch Enemy fazer um maior uso de algumas faixas orquestrais, não como base das composições, mas sim usadas com moderação de modo a abrilhantar as mesmas, sendo Time is Black o expoente máximo disso, uma composição de uma qualidade que arrisco dizer, não se ouve desde Anthems of Rebellion. Por culpa ou não dos novos integrantes, War Eternal será porventura o melhor disco dos Arch Enemy desde o acima mencionado disco de 2003. Se não for o melhor, será sem dúvida o mais interessante.

Poder-se-á argumentar que Amott e cia persistem em não conseguir sair do beco criativo em que se encontram, e que War Eternal mais não é do que mais do mesmo que a banda nos tem vindo a dar desde Black Earth, contudo os riffs, solos e linhas vocais aqui contidas parecem bem mais frescas e interessantes do que nos últimos anos. As the Pages Burn, faixa titulo e Never Forgive Never Forget logo a abrir (quase que a fazer lembrar o inicio do ultimo disco de Soilwork) são temas de death metal de enorme qualidade, onde a raiva e o peso são a temática dominante, enquanto No More Regrets e You Will Know my Name por exemplo, mostram-se mais compassados e melódicos. O excelente On and On por seu lado parece ser uma mistura entre estas ambas as vertentes, comportando um solo de inegável qualidade.

Mas infelizmente os Arch Enemy continuam com muitos anticorpos no metal, como tal se calhar War Eternal não será suficiente para granjear um maior consenso no seio, como foi por alturas de Wages of Sin quando Angela Gossow fez a sua primeira aparição, tendo apanhado despercebida muito boa gente…o que é pena porque é um grande disco. 

P.S: Soube-se entretanto que o supramencionado Nick Cordle foi substituído por nem mais nem menos que Jeff Loomis (ex-Nevermore). Independente das (ainda pouco claras) razões que levaram a tal mudança, a expectativa de ouvir um disco com estes gigantes das 6 cordas juntos é quase tão grande como o ego do americano.  

Nota: 8.5/10

Review por António Salazar Antunes