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A exemplo de “First Daze Here (The Vintage Collection)”, temos aqui também uma reedição da compilação lançada originalmente dez anos atrás e que reunia mais uma colecção de temas raros da banda onde temos ensaios e uma série de passagens pelos mais diversos estúdios nos quais resultaram demos que acabaram por não ir a lado nenhum. Agora a pergunta que se impõe é… será que esta colecção de música vintage, na sua maior parte, com som precário vale o investimento? Pela segunda vez?

Bem, a resposta não é fácil de dar. Se no primeiro volume ficámos sem qualquer dúvida, aqui já nem tanto. Para já temos dois CDs quando tudo cabia perfeitamente num só. Eu sei, eu sei, é mania das poupanças mas a verdade é que o facto de termos dois CDs leva a que o produto seja encarecido sem necessidade – porque não havia mesmo a necessidade, em termos de duração, de repartir o material em dois. No entanto, por outro lado temos o facto histórico. São os Pentagram, uma das bandas mais importantes no que ao heavy e doom metal tradicional diz respeito.

Ou seja… para os colecionadores, que não chegaram a apanhar da primeira vez, esta poderá ser uma boa oportunidade (não dizemos que será a última porque se uma compilação é reeditada uma vez também o poderá ser duas ou três) para ficar com um pedaço nas mãos e na áudioteca. Para os restantes, talvez o timbre clássico de temas como “Target” e o seu longo solo de guitarra não impressionem, mas o problema é que temos depois coisas como a “Under My Thumb” que é dolorosamente próxima do original dos Rolling Stones. Se o primeiro até nos conseguimos convencer facilmente, aqui nem por isso.


Nota: 6.3/10

Review por Fernando Ferreira


Os Pentagram são para o underground do doom, aquilo que os Black Sabbath são para o mainstream do heavy metal. É uma comparação um pouco parva, sabemos, até porque os Black Sabbath são um enorme referência para o metal como um todo (e particularmente para o doom metal), mas os Pentagram são um daqueles nomes incontornáveis do que se entende por heavy/doom metal tradicional. “First Daze Here (The Vintage Collection)” foi uma compilação de raridades e temas remasterizados registados na década de setenta levado a cabo pela Relapse Records catorze anos atrás. Se temos alguma desconfiança com reedições, o que dizer de reedições de compilações?

Poderá parecer um conceito absurdo, é certo e é compreensível a desconfiança por parte do ouvinte e potencial consumidor, mas neste caso, talvez único até agora (também é algo que não nos recordamos que tenha acontecido muitas vezes no passado), parece-nos que é um em que a reedição até se justifica. Para já tem um artwork mais completo (não que tenhamos acesso a ele, mas pelo que nos é apresentado na versão promocional, temos essa indicação) com notas extensivas por parte de Geof O’Keefe, o baterista da banda.

Todas as faixas encaixam-se mais no espectro do heavy/rock do que propriamente no do heavy/doom, embora a base esteja aqui presente. É um documento histórico que teve ainda a benesse de ter sido mais uma vez remasterizada e de algumas faixas terem sido substituídas por melhores versões ou correctas. Ainda traz o single raro “The Real Macabre” retirado dos master originais e que estão disponíveis em CD, em todo o seu esplendor pela primeira vez. Um documento histórico obrigatório para todos os coleccionadores.


Nota: 8/10


Review por Fernando Ferreira


Quando se tem uma banda só de mulheres, inevitavelmente esse mesmo factor torna-se o ponto de marketing mais forte. Principalmente quando o género é o metal puro e duro (neste caso o thrash metal). Raramente temos uma ocasião onde não existe valor nessas propostas mas é sempre um assunto sensível. Se por um lado vivemos (ou queremos viver e fazemos por isso) num mundo de igualdade entre géneros, por outro lado, a música pesada continua ainda a ser dominada pelo género masculino, pelo que tudo o que surge fora dessa norma acaba por chamar a atenção. No que nos diz respeito, o nosso maior interesse é fazer analisar a música pela música, independentemente se temos uma banda composta por homens, mulheres, vegetais ou animais.

E tendo isso em consideração, podemos dizer, de uma forma completamente imparcial, que as Nervosa são uma banda do caraças! A banda tem neste “Agony”, o seu segundo trabalho, uma potente bujarda de thrash metal agressivo que vai beber aqui e ali ao black metal  mais thrashado (sobretudo pela abordagem vocal) e ao death metal (pela brutalidade de temas como “Arrogance” e “Hostages” que nos fazem lembrar uns Death na fase “The Sound Of Perseverance” caso quisessem recuar até ao “Leprosy”, só para o gozo da coisa). Sem ser muito técnico, sem ser muito simplista, este equilíbrio é perfeito e o resultado é um álbum extremamente coeso.

É o típico caso em que não se tem nada de novo – e não poderemos dizer que todos os elementos serem do sexo feminino seja algo de novo, já que temos muitos outros casos de sucesso e especificamente em relação aos Nervosa, trata-se do seu segundo álbum – mas que o resultado é de um entusiamos contagiante que é impossível ficar-se indiferente. O álbum poderá não ser clássico, pode até ser considerado com uma curiosidade, mas a nós, que já vimos alguma coisa, soa-nos a percussor de algo muito maior que virá no futuro. Se as sementes já estavam lançadas anteriormente, agora estão a começar a dar frutos. Resta saber que frutos vão dar. Chamamos a atenção, sem estar muito relacionado (ou talvez sim) para a intrigante última música do álbum, a “Wayfarer”. Bom álbum.


Nota: 8.1/10

Review por Fernando Ferreira


Segundo dos três lançamentos reeditados pela Pelagic Records em vinil. Lançado originalmente em 2011, este EP que continha 3 temas apenas sendo eles a primeira e segunda parte de “The Eye Of Needle”, o tema título, completado pela “Monster”, que, tal como dissemos na apreciação do anterior álbum de originais, “Black Days”, estava apenas disponível na edição especial do mesmo álbum. Esta reedição traz essas mesmas três faixas acrescentando ainda as duas parte do tema título registadas ao vivo.

Das três reedições, esta será provavelmente a menos interessante, ainda assim, os dois temas em questão são de uma qualidade esmagadora e por si só valem a aquisição do trabalho. Intensos e claustrofóbicos, é uma espécie de fusão entre Opeth, Tool, Porcupine Tree e Katatonia que resulta de forma perfeita. Não faria prever imediatamente a mutação que a banda se viria a submeter no próximo trabalho, mas ainda assim, é de qualidade apreciável. Mesmo que seja indicado para coleccionadores, devido à extrema sensação de faltar algo no final, esta reedição vale a pena ser conferida.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira


Terceirotrabalho reeditado pela Pelagic Records e o quarto da conta pessoal/colectiva dos Klone, que os vê a aprimorar ainda mais a sua sensibilidade progressiva, alternativa e até metálica. “The Dreamer’s Hideaway” é um passo em frente em todos os sentidos e que se sente logo na abertura com “Rocket Smoke” que nos apresenta logo uma série de tonalidades bem mais progressivas sem sacrificar muito do peso e da intensidade de anteriormente. Na verdade, acaba por estar ainda mais intenso, embora aceitemos as opiniões das pessoas que digam o contrário.

Mas mais do que do que dotar as suas composições com mais elementos de complexidade quer nas estruturas quer nas melodias, este é um trabalho onde as músicas em si saem a ganhar. Por outro lado a voz de Yann Ligner está cada vez incrível, dando uma vida única a estas músicas. Vida e sensibilidade. A voz e o trabalho de guitarras. Este é um álbum que urge descobrir e é de aproveitar esta oportunidade dada pela Pelagic Records, que reedita este trabalho com mais dois temas extra.

Os temas em questão são versões  acústicas da já mencionada “Rocket Smoke” e “Into The Void”. Há muitos destaques a levar em consideração e “Siren’s Song” é sem dúvida um desses. Uma música que funciona bem como resumo ao que podemos encontrar aqui. Temos peso, intensidade emocional, algum sentido de atmosfera e ambiência e ainda um sentido de melodia que torna as músicas mais imediatas, mas não propriamente descartáveis. São todas características necessárias para envolver o ouvinte, que depois disso acontecer, já não há volta a dar.


Nota: 8.8/10

Review por Fernando Ferreira


Os Klone são um dos nomes mais subvalorizados na cena da música pesada, talvez pela sua mistura entre o peso do metal, a progressividade do rock (ou até pós-rock) e a energia contagiante do som mais alternativo (preguiçosamente chamado de grunge) acabe por disparar em demasiadas direcções, algumas se calhar contraditórias. Com uma carreira já longa e aclamada pela crítica, a banda vê agora três dos seus trabalhos reeditados pela Pelagic Records, que foi a responsável pelo lançamento de “Here Comes The Sun”, o último trabalho de originais editado no ano passado. “Black Days” é o primeiro dos três.

“Black Days” foi o terceiro álbum da banda e foi uma autêntica bomba que conseguia juntar no mesmo tacho nomes como Tool, Soundgarden, Mastodon, Godsmack (ouvir a “The Spell Is Cast”), Meshuggah, Porcupine Tree ou Steven Wilson. Conseguia e ainda consegue porque a sua efectividade não se perdeu, nem um pouco, ao longo destes seis anos. Apesar de poder apelar aos mais nostálgicos, apreciadores de sonoridades alternativas, esse é o grande ponto deste “Black Days” que fica completamente a descoberto com esta reedição: é um trabalho que está a envelhecer muito bem.

Além do trabalho em si, temos aqui quatro faixas bónus que consistem em versões ao vivo dos temas “Spiral Down”, “Rain Bird” e “Give Up The Rest” que têm um som bem catita. A quarta faixa bónus é o tema “Monster” que antes só estava disponível na edição especial do trabalho, originalmente lançado pela Season Of Mist. Esta é uma excelente oportunidade para (re)apresentar um álbum que é mais do que apenas um bom trabalho. “Black Days” é um álbum que para quem aprecia o rock/metal alternativo e rock/metal progressivo será obrigatório conhecer.


Nota: 8.5/10

Review por Fernando Ferreira


Após a reedição dos trabalhos anteriores, pelas mesmas mãos que apresentam agora este “The Bones Of A Dying World”, é chegada a vez de pensar em coisas presentes. Não é que este álbum difira muito dos anteriores e que foram reeditados pela Metal Blade. A questão com os If These Trees Could Talk é que eles têm o seu género muito bem definido, pós-rock, e como tal não é expectável que agora desatassem a tocar grindcore matemático com saxofones amestrados. Não há espaço para surpresa e por nós tudo bem.

É exactamente o que esperamos  e é exactamente o que queremos.

São nove temas que nos apresentam as paisagens que já tínhamos saudades de visitar. Tal como um local, tal como uma viagem que se faz regularmente e que serve para nos desintoxicarmos do stress diário. Não temos qualquer dúvida do papel terapêutico da música – tanto para os ouvintes como para os executantes e compositores. Nem toda a música instrumental tem este dom e nem todo o pós-rock também, pelo que há algo aqui, nestes senhores, que conseguem tocar nos botões correctos. Sempre.

Poderíamos ser maldosos e dizer que os botões são sempre os mesmos. Até poderemos admitir que sim, que não há muita variação na fórmula que a banda apresenta, de disco para disco, mas como ficar indiferente a temas como “Solstice”, “Earth Crawler”, “Iron Glacer” e “One Sky Above Us”? Impossível. A viagem continua tão eficaz e tão viciante como antes. As músicas continuam tão brutais como antes. Para quem gosta de música instrumental e de viajar na maionese, está aqui (mais) um excelente trabalho.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


A maneira como esta estreia discográfica dos norte-americanos Worship Of Keres começa inspira e convida ao abano do carolo. O que temos é doom. Nem é bem à antiga (retro ou tradicional) nem é propriamente moderno, mas é um pouco dos dois. Com um riff carregado de groove, "Book 1" hipnotiza imediatamente, isto antes de entrar a voz carregada de reverb Elise Tarens, que dá um tom fantasmagórico à coisa e que resulta perfeitamente. E não se trata de sorte de principiante, porque o que temos nas duas seguintes faixas é exactamente isso.

"Book 2" e "Book 3" remontam tanto às origens do género como têm algo que nos remete para as propostas underground que misturam o stoner com o doom, com mestria, com a última a estar mais próxima do heavy metal tradicional do que propriamente do doom. São três temas em menos de vinte minutos mas que nos deixam completamente rendidos. Somos bombardeados com lançamentos diariamente, é impossível fixar todos os nomes e todos os detalhes (o nosso cérebro não tem espaço para tanta coisa) mas estes Worship Of Keres vão-nos ficar gravados nos próximos tempos, por isso é favor de lançar um álbum o quanto antes, não vá o efeito passar. Excelente surpresa.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Os Blood são um dos nomes clássicos do death/grind alemão, atingindo este ano trinta anos de carreira, embora a sua actividade nos seus últimos anos seja praticamente inexistente desde o lançamento do último álbum de originai, "Dysangelium" que já foi lançado treze anos atrás. No entanto, e a provar de que o seu nome não está esquecido, aqui está a reedição de "O Agios Pethane", o terceiro álbum de originais lançado em 1993.

Em vinte músicas (contando com a "Intro" e "Outro") que todas passam dos trinta e três minutos, o que temos aqui é death metal ao bom e estilo clássico dos Napalm Death; Impetigo e Benediction, com o incremento de brutalidade grind clássico. Temos bons riffs ("Cannibal Ritual", "Sodomize The Weak", "Dread", "By The Way Of Grace" e "Divine Seed"), uma voz gutural à la primórdios de Barney Greeneay e um sentido bastante clássico no que à música extrema diz respeito.

Sendo os Blood um nome de culto, esta é uma boa forma das gerações mais novas ficarem a conhecer como a porrada era dada duas décadas atrás e não é preciso ouvir este álbum muitas vezes para nos apercebermos que o mesmo envelheceu de forma graciosa. Não terá hoje em dia o mesmo impacto que teve quando foi lançado mas definitivamente tem o seu lugar garantido entre as obras da música extrema que vale a pena (ou é obrigatório) conhecer. Simples, curto mas bruto. Para quando um álbum, malta?


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira


Já provámos mais que uma vez que somos bastante ecléticos apesar do nosso nome poder indicar que não. O mundo do metal é enorme e mesmo que pareça que tenha umas fronteiras estanques, os seus apreciadores e músicos têm horizontes escancarados o suficiente para que possa caber tudo e mais qualquer coisa. E é por esse motivo que não recuamos perante o desafio de analisar este álbum auto-intitulado da colectividade experimental conhecida como Inwolves, que é também a sua estreia no que aos longa-duração diz respeito.

O trio aprofunda ainda mais a sua reverência à música electrónica da década de oitenta e que nos faz pensar numa série de nomes que fazem parte da história da música moderna, quer se goste dos mesmos ou não. Nomes como John Carpenter (que sempre dotou os seus filmes com histórias únicas com bandas sonoras simples, na maior parte escritas e tocadas pelo mesmos, mas altamente memoráveis), Kraftwerk e Tangerine Dream. Mas a banda não se limita às sonoridades electrónicas, sendo que as guitarras também têm algo a dizer, mais que não seja na criação de alguns drones.

É curto (pouco mais de trinta minutos) mas deixa claro que o tempo, como diria Einstein, é relativo. É uma viagem por vezes doce, por vezes incómoda, por vezes viciante, por vezes claustrofóbica e intensa. Não são os horizontes escancarados, os nossos e os do leitor/ouvinte, que garantem com que "Involves" seja bem recebido, logo à primeira, sem antes uma rotina desagradável que vai-se moldando (ou não) de acordo com as intenções pré-estabelecidas dos Inwolves. No entanto, são esses mesmos horizontes que nos deixam apreciar o que a banda apresenta e o valor do seu trabalho. O resultado é um álbum que não é fácil de ouvir mas que de sensação de intriga em sensação de intriga acaba por cativar e agarrar o ouvinte.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira


Ainda há pouco tempo falámos dos Tarchon Fist e surgem-nos os Rain. Para quem não está a perceber a ligação entre os dois nomes, nós passamos a explicar. Os Rain são uma das bandas clássicas do metal italiano com mais de trinta anos de carreira e que viu a sua carreira brevemente interrompida quando o guitarrista/vocalista Luciano Tattini saiu para se concentrar no seu mais recente projecto, os Tarchon Fist. Curiosidades aparte, vamos focar-nos neste "Spacepirates" que não deve nada a ninguém e é já o oitavo álbum de orignais da banda transalpina.

O que temos aqui é um heavy metal musculado que roça o power metal mas este power metal tem mais dos Estados Unidos do que propriamente da Itália, o que constitui uma agradável surpresa, embora tenhamos aqui um cheirinho ou outro de melodias mais alegres como é o caso da "Billion Dollar Song" que até fica a destoar neste conjunto de temas. Apesar de não haver um tema que se destaque verdadeiramente, exceptuando talvez pela "86" que é energia contagiante do início ao final. E é essa a principal razão pela qual este "Spacepirates" se ressente no balanço final.

Não só por esse motivo mas também pela duração do trabalho, demasiado curta (pouco mais da meia hora), este é um álbum que sabe muito a pouco e que demora até que consiga cativar verdadeiramente, ou seja, demora algumas audições. O problema é que no final da primeira audição pode-se não encontrar muitos motivos para voltar a repetir a dose. Competente, não tem nenhum momento que se chame de mau, mas também não consegue descolar da mediania.


Nota: 5.9/10

Review por Fernando Ferreira


Segundo álbum dos norte-americanos Gracepoint que quebra com "Echoes" um longo silêncio de dezasseis anos. O nome do álbum faz lembrar o épico tema de Pink Floyd e acaba por fazer sentido já que a banda também apresenta afinidades com essa sonoridade embora a base seja o heavy/power tradicional e isso é algo que fica logo bastante claro com o primeiro tema "Animal" que nos remete para os momentos mais pesados e directos dos Dream Theater e tem o seu quê de Nevermore, ou seja, tudo bons indicadores para  quase uma hora de boa música, que é o que realmente temos.

Para quem gosta do seu som progressivo mas com peso a acompanhar, então esta é uma boa proposta ainda que longe da perfeição. Acaba por ser um pouco inconsistente por um lado (a inclusão de temas como o instrumental "Secrets", uma música de puro shredder, faz com que fique um pouco a boiar no meio do resto, ainda por cima logo na terceira posição) e a jogar demasiado pelo seguro por outro (com a maior parte dos temas a apostar na mesma fórmula fazendo com que seja difícil destacar um deles de todo o conjunto). Ficam os valores individuais como a voz de Matt Tennessen, que tem tanto de metal (em algumas ocasiões chega a lembrar o nosso Rui Duarte) como de grunge, uma mistura vencedora e o trabalho de guitarras, bem acima da média, não ficando a secção rítmica esquecida.

Dezasseis anos é muito tempo de intervalo entre discos e talvez a apreciação deste trabalho sofra um pouco com isso, porque dá ideia de que se tivesse sido lançado dois ou três anos após a sua estreia, que este "Echoes" poderia ser mais bem recebido do que aquilo que será hoje em dia, onde este tipo de proposta já é um pouco banal. Para os menos exigentes, está aqui uma boa surpresa. Temas como a power ballad "Somber" ajudam a que se pense dessa forma. Interessante, veremos onde esta banda vai ou se fica por aqui. Há talento para mostrar mais.

Nota: 6.5/10

Review por Fernando Ferreira


Sabem como é que se chega a um ponto em que já se detectam os lugares comuns à légua? Quando recebemos uma promo de uma banda chamada Projekt F, da qual não conhecemos nada, nunca ouvimos falar e pensamos cá para connosco próprios que deverá tratar-se de qualquer coisa industrial - e não, não foi pelo nome do trabalho que remonta ao algo mal-amado/incompreendido quarto álbum dos Moonspeel, que também tem sonoridade mais industrial e "k"s em títulos de músicas. Dito e feito. Os Projekt F são uma entidade canadiana de música industrial que já têm às costas dois EPs (três a contar com este) e um álbum de originais e a sua música é também cheia de lugares comuns.

Com o apoio na electrónica e nos ritmos por vezes marciais, noutras bem simples, os lugares comuns que a banda evoca são aqueles que já vimos (e estabelecidos, não exactamente por esta ordem) por entidades como Rob Zombie e outras coisas mais próximos do nu-metal, como Coal Chamber e Static-X. Ou seja, ao ouvir, temos uma sensação de déjà vú nostálgico carinhoso, sempre acompanhado com a certeza de que este tipo de fórmula já deu o que tinha a dar - se é que deu alguma vez alguma coisa, mas será sempre uma questão de gosto pessoa. Forte e intenso, mas passageiro.


Nota: 5.9/10


Review por Fernando Ferreira


Como é que uma banda passa de heavy metal tradicional a um death/black melódico? Não, a sério, estamos a perguntar. NBão se trata de uma pergunta de retórica. Talvez a distância de dez anos entre o álbum de estreia e este "Black Heart" possa ser uma explicação, afinal dez anos é realmente muito tempo. No entanto, mais que saber como é que a metamorfose foi feita, interessa saber se a música tem valor e a primeira impressão é que sim. Sem querer ou conseguir reinventar a roda, a sonoridade tem bastantes elementos tradicionais que conseguirá até cativar os fãs da sua primeira fase.

A fórmula é bastante simples e faz-nos pensar naquela que seria a união entre os Rotting Christ e os Children Of Bodom, sem ter o brilho técnico e a arte de escrever músicas imortais de ambos. A banda brasileira consegue transmitir a agressividade própria da música extrema mas tendo quase sempre uma base tradicional de heavy/thrash e por vezes até ligeiramente power metal que faz com que temas como "Voice Of Darkness", "Black Heart" e "Vultures Of War" se destaquem do resto, embora não se possa dizer também de que se trata de um álbum desequilibrado.

No entanto, a impressão geral depois de algumas audições é que se chega ao final quase indiferente. "Black Heart" prende o ouvinte mas essa captura da atenão não consegue fazer com que perdure durante muito tempo. A mistura entre heavy e black metal não é nova e apesar de ser bem conseguida, não impressiona já que este tipo de fórmula já estamos carecas de ouvir (ainda antes dos Doomsday Ceremony lançarem o primeiro álbum): um bom álbum para o underground e um regresso interessante após dez anos de ausência mas para subir mais uns degraus na difícil escada para fora do underground, precisam de fazer muito mais.


Nota: 6.3/10

Review por Fernando Ferreira


Ted Poley é mais conhecido como o vocalista dos primeiros álbuns dos Danger Danger, e para muitos O vocalista da banda de hard rock norte-americana. Depois de um muito bem sucedido “Screw It” e de já terem um álbum pronto, “Cockroach”, a banda despediu o vocalista e gerou-se um desentendimento que ainda meteu processos pelo meio. A coisa não durou muito tempo e as duas partes acabaram por fazer as pazes no novo milénio, tendo o vocalista voltado em 2004, onde se mantem até hoje. Ainda há pouco tempo falámos dos Danger Danger e dos seus ex-membros, a propósito do projecto The Defiants (que reune Bruno Ravel, Rob Marcello e o vocalista que substituiu Poley, Paul Laine) e surge Ted Poley a solo a completar o pacote.

A primeira coisa que nos surge, a primeira dúvida inquietante é… sendo Danger Danger um dos nomes grandes do hard rock mais melódico, será que se justifica um lançamento a solo do seu actual vocalista. De certa forma sim, mas vai depender sempre dos gostos dos ouvintes, já que “Beyond The Fade” é bem mais melódico e acessível, ou por outras palavras, é puro AOR. Conta com a colaboração dos habitués da Frontiers, como Alessandro Del Vecchio, na produção e na composição, onde também brilham os irmãos Martin (também já falámos deles recentemente aquando a review do novo álbum dos Veja).

AOR clássico é a melhor forma de definir este trabalho, onde temos sempre as guitarras bem melódicas e melosas principalmente nas baladas como na “Perfect Crime”, onde Poley faz um dueto Issa, que é a escolha comum para duetos por parte da Frontiers. E é neste ponto que nós esbarramos um pouco. Se louvamos a gestão da Frontiers em usar músicos para criar novos projectos, a questão é que invariavelmente as soluções são sempre as mesmas e acabamos por ter a sensação que estamos sempre a ouvir a mesma coisa. Isto é AOR clássico, que não existam dúvidas em relação a isso, bem produzido e bem interpretado. Não surpreende mas cativará quem procura isto mesmo. Os outros que procuram algo mais, é melhor irem a outro sítio.

Nota: 6.5/10

Review por Fernando Ferreira

 

Os Manowar anunciaram que vão acabar com a banda. 

O grupo metaleiro publicou na página social: "The Gods And Kings Tour" foi um momento inovador na nossa carreira. O palco, som, vídeo e vocês, nossos fãs, foram magníficos! Vindo de uma tournée tão incrível ficou claro que da próxima vez vamos mais além de tudo o que já fizemos. Esse será o último momento para agradecer e dizer adeus. "The Final Battle" começar na Alemanha e leva-nos a todo o mundo para dizer adeus a todos vocês".

Por: Patrícia Garrido - 28 Maio 16


Os Hellyeah vão lançar o seu novo álbum no próximo dia 3 de Junho, pela Eleven Seven Music. O álbum chama-se “Unden!able” e não só conta com uma cover da “I Don’t Care Anymore”, como esta cover ainda conta com a participação de Dimebag Darrell Abbott.

Os elementos da banda encontraram esta versão de “I Don’t Care Anymore” de Vinnie e Dimebag entre algumas gravações antigas e ficaram logo entusiasmados por poderem ter “um pouco do Dime no nosso álbum”.

A banda é constituída por Chad Gray (vocalista), Tom Maxwell e Christian Brady (guitarristas), Kyle Sanders (baixista) e o próprio Vinnie Paul (bateria). 

Foi um regresso às gravações com o line-up completo e segundo uma entrevista de Tom Maxwell: “Há muita coisa nova a aparecer, que nós nunca tínhamos feito… muita coisa pesada. Vai ser emocionante, vai ser escuro, vai ser esmagador… vai ser tudo! Vai mesmo ser um álbum selvagem e nós queremos muito que os fãs o ouçam.”

O vídeo da faixa “STARTARIOT”, que integra este novo álbum, já está disponível e pode ser ouvida abaixo.



Por: Andreia Teixeira - 28 Maio 16


Primeiro de três de rajada. Poderá parecer algo estranho mas serve para nos orientarmos um pouco. A Pelagic Records decidiu reeditar os três últimos álbuns da entidade israelita conhecida como Tiny Fingers em vinil e este é o primeiro dos três álbuns, que, curiosamente, corresponde ao terceiro trabalho da banda, originalmente editado em 2012. Para quem não os conhece, a banda são um dos pioneiros de música alternativa e experimental em Israel, que tanto vai buscar o melhor da tradição da música psicadélica da década de setenta como também o conciliação com música electrónica e mais moderna.

“Megafauna”, como já dissemos, foi lançado em 2012, tendo sido gravado em estúdio, sem qualquer tipo de overdubs ou qualquer outro trabalho de estúdio, apesar de ter um som bem limpo e cristalino, dentro dos padrões do género. É uma boa oportunidade para se ficar a conhecer uma das entidades mais aventureiras do médio oriente. Tendo sido gravado, como já dissemos, de rajada e ao vivo, no estúdio, este trabalho flui como uma só peça dividida em nove partes.

Um nome que nos ocorre é o de Goblin, talvez pela forma como os teclados são usados, embora existam por aqui muitas mais referências, no entanto, o que importa salientar é que a música convida à viagem e já lendária a nossa apetência para sair do corpo e viajar e de louvar as músicas que convidam a isso mesmo. “Megafauna” não tem nenhuma faixa que se destaque porque é uma obra que deve ser apreciada como um todo e ouvida da mesma forma. Para quem não conhece, está aqui um excelente ponto de entrada.

Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira


Segundo álbum a ser reeditado em vinil pela Pelagic Records que corresponde ao quarto da discografia. Após um muito bem sucedido e pensado “Megafauna”, onde apesar de ter sido gravado ao vivo, a banda delineou muito bem o que queria fazer antes de começar a registar, este “Dispatcher” é precisamente o oposto. Sem grandes planos, sem grandes conceitos (nem grandes nem pequenos, sem conceito nenhum mesmo), a banda apenas se reuniu aproveitando uns dias de folga da digressão norte-americana e gravou e gravou, sem qualquer tipo de cuidado.

Depois pegaram nessas gravações, reuniram, cortaram, editaram e o resultado é o que se pode ouvir. Apesar de se poder chamar de um trabalho próprio dos Tiny Fingers, falta-lhe consistência, falta-lhe algo que permita uma viagem directa sem interrupções. Dissemos a propósito de “Megafauna” que era um trabalho que era impossível de destacar uma das suas partes e que fazia sentido no seu conjunto. Pois aqui temos a representação clássica daquilo que seria uma compilação dos Tiny Fingers, sem termos realmente uma. Não chegando a ter meia hora, serve mais como curiosidade do que propriamente representação da música da banda.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira


Terceiro e último álbum das reedições pela Pelagic Records dos álbuns do colectivo israelita experimental conhecido como Tiny Fingers, que corresponde ao quinto trabalho da discografia da banda. Sendo o mais recente, é a representação mais fiel de onde a banda se encontra, criativamente, no actual momento, embora essa presunção valha o que vale, já que  tudo se pode esperar da banda. Ao contrário daquilo que ouvimos no anterior “We Are Being Held By The Dispatcher”, a banda surge novamente focada e com um conceito, mesmo que não se consiga identificar muito bem qual é.

E não interessa.

Existem discos que ficam livres de certas coisas, certos pressupostos e este é um deles. Podemos continuar a encaixá-los no mesmo sítio de antes, do pós-rock, das influências (ou semelhanças) dos Goblin ou Zumbi, mas há por aqui mais, muito mais do que simplesmente a soma das suas influências ou a soma daquilo que já fizeram no passado. Há um sentimento de atmosfera quase palpável, que faz com que este seja um álbum ideal para ouvir em contacto com a natureza – mas se tal não for feito, músicas como “Drops” e “Dispatcher” tratam de criar esse mesmo ambiente à volta do ouvinte.

Dos três trabalhos em questão, este é o que provoca maior vício e o que revela sem dificuldades as capacidades que a banda tem para nos fazer flutuar e navegar na maionese. Combina um pouco a espontaneidade do anterior trabalho com o foco de “Megafauna” para nos trazer um excelente trabalho que tem mais de pós-rock que de rock psicadélico, mas lá está, não interessa a forma, interessa sim o conteúdo. Boa iniciativa de Pelagic de chamar a atenção para esta banda mais uma vez, com estas reedições em vinil.


Nota: 8.5/10

Review por Fernando Ferreira

 
É já amanhã, 27 de Maio, que arranca mais uma edição do Bulldozer Fest 2016, onde vai ser possível apreciar bandas como Revolution Within, Skinning, Ashes Reborn, In Vein e Sotz. No dia seguinte, 28 de Maio, actuarão os Web, Wrath Sins, BurnDamage, Burned Blood e Godark. O preço diário é de apenas 5€ enquanto o passe para os dois dias é de 8€. As reservas deverão ser feitas para bulldozeronstage@gmail.com

Este é um evento que conta com o apoio da Metal Imperium.

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Por: Fernando Ferreira - 26 de Maio 16 


É possível termos uma banda a existir durante quase vinte anos, lançar oito álbuns e praticamente passar-nos despercebida? Claro, não conseguimos chegar a todo o lado e basta a proposta ser um pouco mais comum para que não se saliente o suficiente no meio de todas as outras coisas que vão saindo para que nos passe ao lado. É o caso dos Highlord, banda italiana de power metal que tem um estilo de som que encaixa que nem numa luva dentro do que se podia ouvir dezasseis, dezassete anos atrás, quando houve um boom considerável do género. Passaram tantos anos e a proposta da banda mantém-se fiel. Uns consideram isso persistência, outros loucura.

Nós…? Preferimos ouvir antes de falar.

Temos power metal com teclados em profusão mas sem ser particularmente sinfónico, e que de vez em quando tem a aparição de uns guturais que não acrescentam nada, rigorosamente nada, à equação. Para quem não procura mais que power metal , sem grandes surpresas, tem aqui uma boa proposta. Um bom termo de comparação é de pensarmos nuns Royal Hunt (da fase inicial com D.C. Cooper) mas mais pesados, comparação essa que surge devido ao uso generoso dos teclados.

A própria voz de Andrea Marchisio convida a essa comparação e a sonoridade a pender para o progressivo também, no entanto, é o peso que acaba por marcar a diferença. No final da equação, não faz diferença o suficiente para que seja agora que se destacam da multidão, ainda assim, este “Hic Sunt Leones” entretém enquanto dura. Para quem gosta de melodia e não se importa de peso a o nível das guitarras e dos ritmos de bateria, está aqui uma banda que não perdem nada em conhecer. Destaca-se o tema título nesse sentido.


Nota: 6.4/10

Review por Fernando Ferreira


Álbum de estreia da entidade (instituição!) crossover que começou por estar com os pés bem fincados num dos lados que compõem o género: o hardcore. A banda viria a passar para o lado do thrash embora a herança hardcore estivesse lá sempre presente. Seja como for, este é o início de uma das bandas mais perseverantes da música pesada norte-americana, muitas vezes subestimada – numas ocasiões com razão, noutras, nem por isso. Mas deixemos dessas coisas e vamos focar-nos no ano de 1992, aproveitando a viagem no tempo que esta reedição por parte da SPV nos proporciona.

1992 era um ano onde o metal mainstream estava moribundo. O grunge estava à espreita, o glam estava com o óbito declarado e no que diz respeito à música pesada, Metallica era o caso de sucesso mais óbvio enquanto outras bandas preparavam-se para lançar, a exemplo dos Metallica, propostas mais acessíveis, que acabaram por conduzir que o género voltasse ao underground – facto importante para o desenvolvimento da música extrema tal como a conhecemos hoje em dia. É nesse contexto em que a música pesada estava em transformação que surgiram várias propostas quase que a remar contra a maré. “Foul Taste Of Freedom” é uma delas.

É certo que hoje em dia certas coisas aqui presentes não fazem muito sentido, tal como a espécie de música mariachi em alguns momentos de “Every Good Boy Does Fine” mas que faz parte daquilo que conhecemos da banda: fazer sempre a mesma coisa mas apresentando sempre uma surpresa ou outra. Originalmente o álbum tinha treze músicas, e aqui surge com duas faixas bónus que não acrescentam muito ao conjunto sendo que uma delas torna-se particularmente dispensável (“Pound For Pound”). Por motivos históricos é uma reedição que interessará aos colecionadores que ainda não o têm na colecção e também é uma boa forma de introduzir o som da banda (que já não corresponde à actualidade daquilo que fazem hoje em dia) a novas gerações.


Nota: 6.8/10

Review por Fernando Ferreira


Anos noventa, o domínio de um senhor sueco Dan Swäno foi lendário. Domínio não só a nível de produção mas sobretudo a nível criativo com o multi-instrumentista a desdobrar-se por infindáveis projectos e bandas que brindaram algumas das obras primas inesquecíveis do underground sueco e da música extrema mundial. Ends Of Sanity, Bloodbath, Nightingale… é uma listagem infindável. Conforme a década foi chegando ao final, o amigo Dan foi-se desfazendo dos projectos, deixando para trás um atrás de outro, um nítido sinal da mudança dos tempos.

Infestdead marcou o final desses tempos, embora não se possa dizer que tenha havido um término. Os seus dois álbuns surgiram nesse período, numa altura em que a música extrema já estava a ficar mais acessível ou, pelo menos, mais popular – não de uma forma massiva mas pelo menos de uma forma mais alargada que no início da década. O duo composto por Dan Swanö, que cuidou de toda a parte instrumental, e Dread, dos Tormented, que ficou a cargo da voz, lançou dois álbuns e são esses dois álbuns que encontramos aqui reeditados com alguns extras.

O objectivo da banda era criar death metal tipicamente norte-americano e blasfemo à semelhança de uns Deicide e os Deicide são precisamente o nome que nos surge mais vezes, embora a qualidade não se possa comparar. Não é que o amigo Dan não estivesse inspirado quando compôs estas quase quarenta músicas. É uma questão mais de forma do que de conteúdo. A produção é estranha e a bateria programada não ajuda. Para quem deixou passar isto ao lado, tem aqui uma boa forma de uma só cajadada ficar com a discografia da banda. No primeiro CD temos o álbum “JesuSatan” editado originalmente em 1999 com a demo editada em 1993 e no segundo, o álbum “Hellfuck” editado originalmente em 1997 em conjunto com o MCD “Killing Christ” editado em 1996. Peça de colecção, nada mais que isso.


Nota: 6.7/10

Review por Fernando Ferreira


Ozzy Osbourne terá, a partir de hoje, um elétrico com o seu nome. Esta homenagem decorrerá em Birmingham, cidade natal do lendário vocalista, assinalando-se também o regresso deste tipo de transporte ao centro da cidade, após uma ausência de mais de 60 anos. 

O líder dos Black Sabbath comentou o seguinte: "É uma grande honra ter um novo eléctrico com o meu nome. Orgulho-me de ser um Brummie e isto tem um grande significado."

Por: Bruno Porta Nova - 26 Maio 16