• Facebook
  • Myspace
  • Twitter
  • Google+

Reviews Mais Recentes


Vita Imana - El M4l


Overkill - The Grinding Wheel


Time Lurker - Time Lurker


Warbringer - Woe to the Vanquished



Akercocke - Renaissance in Extremis


Neige et Noirceur - Verglapolis


Process Of Guilt - Black Earth


Dephosphorus - Impossible Orbits


Samsara Blues Experiment - One With the Universe


Æther Realm - Tarot


Psygnosis - Neptune


Schammasch - The Maldoror Chants: Hermaphrodite


Altar of Betelgeuze - Among The Ruins


Nargaroth - Era of Threnody


Condor - Unstoppable Power


Holy Blood - Glory to the Heroes


The Flight of Sleipnir - Skadi


The Obsessed - Sacred


Necroblood - Collapse of the Human Race


Full of Hell - Trumpeting Ecstasy


Funeralium - Of Throes And Blight


Nightbringer - Terra Damnata


The Sarcophagus - Beyond This World's Illusion


Chaos Synopsis - Gods of Chaos


Farsot - Fail.Lure


Unearthly Trance - Stalking the Ghost


Daemon Forest - Dissonant Walk


The Ruins of Beverast - Exuvia


Novembers Doom - Hamartia


Funeral Tears - Beyond The Horizon



Summoner - Beyond the Realm of Light

Metal Imperium - Merchandise

.
Para encomendar, enviar email para: metalimperium@gmail.com

Concertos em Destaque

Tradutor

Entrevistas Mais Recentes



































Queens of the Stone Age confirmados no NOS Alive'18

Os Queens of the Stone Age foram confirmados para a próxima edição do NOS Alive, que vai ocorrer entre os dias 12 e 14 de Julho de 2018(...)

Under The Doom V anuncia um cancelamento e respetiva substituição

O cartaz do Under The Doom V, que vai ocorrer entre os dias 30 de Novembro e 2 de Novembro, acaba de sofrer uma ligeira alteração. Os franceses Funeraliumoi (...)

Corrosion Of Conformity lançam novo álbum em Janeiro

Os americanos Corrosion Of Conformity estão a preparar-se para lançar, a 12 de Janeiro, o seu novo álbum “No Cross No Crown”, pela Nuclear Blast Entertainment. (...)

SWR Barroselas Metalfest revela primeiras confirmações

O festival SWR Barroselas Metalfest anunciou hoje as primeiras confirmações para a edição do próximo ano. O evento, que vai ter lugar de 27 a 29 de Abril(...)

Graveyard em Portugal - Revelada banda de abertura

Como é sabido, os suecos Graveyard vão atuar na sala Lisboa Ao Vivo, já no próximo dia 25 de Novembro. Os portugueses(...)


Eram aproximadamente 22h30 e She Pleasures Herself começaram a aquecer o público numa noite tão fria. A banda portuguesa deslumbrou um RCA repleto de gente com os seus tons synth e goth típicos dos anos 90. 

O espectáculo começou com um desfile instrumental de sintetizadores e baterias que, lentamente foram entrando na cabeça do público. Só no segundo tema tocado pela banda oriunda de Lisboa é que somos transportados para um concerto de Bauhaus ou até mesmo The Cure. "Go pretty baby, go", são comandos dados pelo vocalista num RCA bem cheio que prontamente dançou ao ritmo gótico da banda. SPH durante o espectáculo mantiveram-se silenciosos, somente com meia dúzia de interações com o público. Interações essas que se intensificaram a partir do meio do espetáculo com a entrada do tema "Use You in Pogo", que rapidamente envolveu o RCA numa cacofonia de sons sintéticos e vozes ecoadas. Pouco passava das 11h da noite e a banda lisboeta prendava o público com mais um leque de temas com qualidade nacional - "Can't Live in a Living World" e "Dance wih Her", respetivamente - que cunharam definitivamente o interesse da sala de espectáculos. Tudo apontava para uma uma boa noite iniciada pelos She Pleasures Herself que, no meio de tanto bailarico, provou que o gótico não está morto - antes pelo contrário, está vivo e de muito boa saúde - e proporcionou ao público mais dois temas do álbum lançado em 2016, nomeadamente "The End" e "Toque", temas aos quais o RCA completamente cheio não passou indiferente. A sonoridade gótica, repleta de sintetizadores ainda viria a agradar um pouco mais ao público com um tema que será lançado juntamente com o próximo álbum da banda proveniente de Lisboa. Vestimentas estranhas, sons vindos do vazio, batidas marcantes... Sim, falámos de She Pleasures Herself ao vivo no RCA. 
Mas a noite ainda não tinha terminado. Aliás, estava bastante longe de terminar. Os Bizarra Locomotiva ainda tinham de dar ao público aquilo a que a multidão está habituada: um espetáculo marcante. Os primeiros sinais da locomotiva a começar a mover-se são dados através de pequenas demonstrações instrumentais, e o público agradece, aplaudindo. A banda, que se apresentou também numa indumentária um pouco estranha para quem não esteja habituado à presença da banda, desde sacos de plástico a pinturas faciais. A banda, que veio ao RCA apresentar uma peça muito conhecida pela maioria das pessoas, "Álbum Negro", obra que já conta com quase uma década de vida. Ao longo de mais de uma hora e meia foi possível testemunhar o estado de saúde desta Bizarra Locomotiva que sempre nos proporcionou grandes momentos e grandes obras no panorama do metal industrial. O verdadeiro cair do pano neste espetáculo deu-se com "O Anjo Exilado", tema que contou a presença de Fernando Ribeiro, vocalista dos Moonspell. A dupla de Fernando Ribeiro e Rui Sidónio conseguiu ao longo deste tema fazer com que o RCA soltasse toda a energia acumulada e, claro... Dois diabos para combater o mesmo Anjo foram mais do que suficiente para aguentar o ambiente sentido no recinto. Não só nessa faixa, como também em "Ergástulo", obra clássica no arquivo da banda oriunda de Lisboa. Bizarra Locomotiva ainda tinham muito para oferecer, e a setlist que ofereceram ao público que o comprove: Desde temas marcantes, como o caso de "Angústia", "O Grito", "Prótese", "Mortuário" (entre outras, numa noite marcada por um concerto comemorativo de "Álbum Negro", lançado em 2009) bem como outras músicas, nas quais se pôde observar a ligação familiar que Bizarra (e também Fernando Ribeiro) têm com as pessoas.

O concerto estava longe de terminar. A viagem na Locomotiva ainda tinha algumas paragens, nomeadamente “Grifos de Deus", tema composto pela banda e incluído no álbum Bestiário de 1998. Durante este momento, ecoaram pela sala cânticos como "Sacerdotes carismáticos em nome de Deus... Falsos profetas." Sidónio quis, de certo modo, apelar à consciência e ao pensamento livre. Missão cumprida, Sidónio. A sala saltou e rasgou o peito, com o alvoroço do momento. Seguidamente com "Na Ferida Um Verme", o ambiente de festa proporcionado pelos Bizarra, foi sem dúvida um dos momentos a ter em conta numa noite em que, apesar de todas as ameaças de mau tempo, a sala de espetáculos estava repleta. Deu-se espaço também a uma homenagem sentida a uma das figuras do rock nacional mais importantes: Zé Pedro dos Xutos e Pontapés. Sidónio e Fernando Ribeiro ecoaram pelos quatro cantos do mundo "Se me Amas". No final, aplausos foram a coisa que mais se ouviu. Bizarra despediram-se com "Escaravelho", tema incluído no álbum de 1998, "Bestiário". Vozes rasgadas. Riffs pesados. Sonoridades industriais. Bizarra ofereceu isto e muito mais num concerto que se prolongou quase até às 2h da manhã. Se há noite memorável, 9 de Dezembro é sem dúvida uma potencial candidata. Aos She Pleasures Herself, obrigada pela companhia e ambiente. Aos Bizarra... Um grande “obrigada”, por mais uma vez marcarem quem os viu e vê. 


Texto por Carolina Lisboa Pereira
Fotografias por Igor Ferreira
Agradecimentos: Rastilho


Shawn "Clown" Crahan participou no podcast The Jasta Show, onde falou sobre a composição para o sexto álbum da banda, que ainda não tem data de lançamento prevista. O fundador da banda esclareceu que passou quatro meses, a refletir sobre a vida para poder admitir o que não quer ser.

"Honestamente, a música que estamos a compor agora é a prova de que estamos dispostos a fazer algo por nós próprios e escrever. Então, estamos a compor e a música está a fluir... eu sinto coisas estranhas a aproximarem-se, mas é sempre assim para homens como nós, envolvemo-nos nos registos e de repente, tudo muda. Acho que pode ser o fim para mim. Estamos todos a ficar velhos.", explicou.

"Não me arrependo do que fui ou do que sou... acho que já fiz péssimas escolhas e não pretendo voltar a fazê-las. E como este novo álbum será o sexto e como somos uma banda de hard rock, o tipo de trabalho que fazemos, as letras que Corey (Taylor) escreve, o mundo em que vivemos...digo, estamos a ficar velhos, as pessoas morrem. Somos todos velhos, com problemas de saúde e a passar por cirurgias.", acrescentou.

Por: Marta Pinheiro - 12 Dezembro 17



Os Anthrax verão "Kings Among Scotland", o tão aguardado DVD ao vivo, chegar às lojas e online, a 27 de Abril de 2018. O concerto filmado foi o que a banda deu em Glasgow, na Barrowland Ballroom.

"Kings Among Scotland" contém o concerto inteiro da banda, entrevistas, filmagens nos bastidores e outras gravações no autocarro da banda e nos hotéis. No concerto constam temas como "Madhouse", "Be all, End all", "Breathing Lightning" e "A.I.R.".

Frank Bello diz sobre o concerto: "Tocar para os nossos amigos no Barrowlands sempre foi muito especial. Todos sabíamos que nos íamos juntar e passar bons momentos e pensamos que essa interação e energia incríveis transparecem no vídeo."

O guitarrista Scott Ian acrescenta: "Foi um espetáculo intenso, especialmente quando o público ficava louco, o chão até começou a mover-se para cima e para baixo."

A arte que envolve o DVD foi criada por Steve Thompson (Slayer, Motörhead e Iron Maiden). "Kings Among Scotland" foi produzido, realizado, editado e filmado pela Film24Productions, por Paul M. Green (Opeth, The Damned, The Levellers) e o som foi misturado por Jay Ruston.


Por: Paulo Vaz - 12 Dezembro 17


Após o lançamento online do álbum de estreia dos Impera, intitulado "Weightless", a banda irá apresentar este trabalho ao vivo.

A banda vai tocar integralmente o álbum, no dia 16 de dezembro, no Le Baron Rouge, em Barcarena (Oeiras).

As bandas de suporte deste espetáculo serão os Paranoid e Monolith Moon.

Hora de entrada: 21h00
Hora de começo: 22h00
Entradas: 5 euros

Por: Mário Santos Rodrigues - 12 Dezembro 17


A banda nacional Rasgo, formada por Paulo Gonçalves (Ignite the Black Sun, ex-Shadowsphere), Rui Costa (Tara Perdida), Pedro Ataíde (ex-Trinta e Um),  Filipe Sousa (ex-Shadowsphere) e Ricardo Rações (ex-Sacred Sin e ex-Trinta e Um), lançou o seu álbum de estreia no final de Outubro deste ano. 

"Ecos da Selva Urbana" proporciona-nos sentimentos e emoções que evocam ao nosso lado primitivo (nesse aspecto, os membros da banda já têm uma certa experiência na canalização de emoções fortes ao ouvinte, com referências de renome, como Shadowsphere, Ignite the Black Sun e Witchbreed).  

O álbum de longa-duração dá-nos cerca de 40 minutos de adrenalina e todo um leque de vibração no corpo, juntamente com certos calafrios. A abertura da obra musical, de seu nome "Ecos da Selva Urbana", repleta de riffs bem ao estilo do Thrash Metal nacional, prenda-nos também com a voz inigualável e inconfundível de Paulo Gonçalves, que nos tira do sono e desperta os sentidos.

A faixa "Homens ao Mar" - assim como todo o álbum em geral - faz uma referência às questões do ser humano e toda a história que este viveu até aos dias de hoje. Será este álbum uma tentativa de apelar a consciência social da população? Quererá a banda dizer que somos meros habitantes de uma selva onde manda a lei da sobrevivência? São questões que só os Rasgo nos poderão explicar (ficaremos a aguardar!...) Durante aproximadamente 40 minutos somos enfeitiçados pelos ensinamentos de como sobreviver no mundo actual, na companhia de uma composição tecnicamente infalível, ao abrigo de passagens vindas do inferno, e letras que nos atiram aos lobos. Mesmo quem não aprecie este género musical, dará claramente um passinho de dança.

Para além de "Ecos da Selva Urbana" e “Homens ao Mar”, podemos destacar faixas como "Propaganda Suicida" (terceiro tema do álbum), que nos envolve em riffs rasgados e vozes soltas na forma de de growls demoníacos. "Vulgo Vulto" é também das músicas a destacar - e o ouvinte que o comprove! O álbum termina com "Cão da Morte" (cover de Mão Morta) e despedimo-nos em grande.
Se a selva onde vivemos tivesse uma banda sonora, Rasgo seriam fortes candidatos para a criarem. Dito isto, aguardamos ansiosamente por novas inspirações rasgadas.

Nota: 8.4/10

Review por Carolina Lisboa Pereira


Coimbra é tunas, é trajes académicos, é serenadas ao luar, certo? Errado. Coimbra é underground, é Battle Jackets, é correntes, é Punk, é Metal, é Thrash. Os Terror Empire, mais uma vez, relembram-nos disso, com uma chapada na cara, de seu título “Obscurity Rising”.

Pouco mais de dois anos após o seu segundo lançamento (primeiro full-length) “The Empie Strikes Black”, o quinteto conimbricense presenteia-nos com mais um disco de originais, com selo da Mosher Records  e com gravação nos Golden Jack Studios. Nesta recopilação de 11 (duas são introduções) novas composições da banda, a fórmula mantém-se em relação aos trabalhos anteriores, equipa que ganha não mexe, não é? Thrash agressivo, direto, grave, rápido, com um cheirinho de Death Metal, onde não faltam guturais, blast beats, e tremolos. O nível, esse é que não pára de subir.

Neste álbum, conseguimos sentir a versatilidade e o à vontade dos músicos em trabalhar em diferentes dinâmicas e tempos. Não sendo necessário (nem suposto) reinventar a roda para fazer um bom álbum do género, não deixa de ser prazeroso e uma lufada de ar fresco quando no mesmo trabalho podemos ouvir desde Thrash mid-tempo (180-200 bpm’s), a faixas com velocidades mais extremas (225-250 bpm’s) e quando por ventura nos surge uma time signature que não o clássico 4/4.
Falando em clássico, quão intemporal é começar um álbum com uma intro lenta e melodiosa, com acústicos e breakdowns, para depois rebentar num 1º tema carregado de “tum-pa tum-pa” de início ao fim? Exato. E eles fizeram-no, outra vez.

Depois de duas músicas a todo o gás, somos surpreendidos com uma das composições mais lentas e mais progressivas deste LP. “Times of War” conta com o riff mais ritmicamente complexo deste trabalho e, só no solo final, é que somos recompensados com a jarda que se vinha acumulando desde o início do tema. Com “Holy Greed”, é recuperado o ritmo frenético que caracteriza a banda e que nos acompanhará até ao final do álbum. E porque um bom álbum acarreta a pressão de um bom finale, os Terror Empire escolheram “New Dictators” para a viagem final. A Música mais extensa do álbum, onde podemos ouvir um pouco de todos os elementos estilísticos que definem este lançamento e que conta ainda com um solo do guitarrista Gus Drax (ex-Biomechanical, Sunburst, Black Fate, etc.).

Não subvalorizando qualquer faixa e, tendo como referência assumida gosto pessoal, não podia deixar de enaltecer malhas como “Burn the Flags” (single do álbum, com videoclip), “Lust” ou “Soldiers of Nothing”. Importantíssimo também realçar, não só a composição do álbum, como a sua excelente execução a nível técnico e de produção/masterização. 

Os riffs, quer na guitarra quer no baixo, não são nada de fácil execução àquelas velocidades sem qualquer tipo de desencontro ou sloppiness. A bateria, desde os D-beats, aos blasts, aos fills, está a um nível elevadíssimo, do melhor que se faz a nível nacional e a voz apresenta um equilíbrio notável daquele limbo entre o rasgado grave e o gutural, sem descuidar secções mais limpas e melodiosas.

A produção, por sua vez, permite que se percebam todas as tecnicalidades das músicas com nitidez e com presença, mas sem perder demasiada sujidade ou toque humano, não caindo no overproducing como tem acontecido a muitas bandas do panorama nacional e internacional. Existe também evolução na produção e isso beneficia largamente o trabalho dos Terror Empire.

Aproveito também para destacar a coesão do álbum que, com cerca de 42 minutos, não desperdiça tempo com fillers e mediocridades. Sendo eu defensor de que as bandas, de modo a preservar um nível elevado nos seus lançamentos, deveriam optar mais pelo formato do EP com 5/6 músicas, neste “Obscurity Rising” todas as faixas têm razão de ser e isso não é fácil de conseguir em 42 min de Thrash. (Nunca me canso de lembrar que o “Reign in Blood” tem 29 min)

Numa altura em que o Thrash Metal nacional tem sido bem tratado com álbuns recentes de bandas como Switchtense, Prayers of Sanity, Revolution Within ou Wrath Sins, não há dúvida nenhuma que os Terror Empire estão aqui para subir a parada.

Nota: 9/10

Review por Jordi Lopes


Os portugueses Painted Black decidiram irradiar-nos com sentimentos de raiva. "Raging Light", álbum lançado em Outubro deste ano, é a mais recente criação da banda. Este marco na carreira de Painted Black é sem dúvida importante para o panorama do metal nacional.

O testemunho deixado pelo grupo português é composto por 8 faixas num total de uma hora aproximadamente - repleta de harmonia e paz - na qual o ouvinte pode encontrar passagens interessantes. Começamos com "The Raging Light" no qual é possível ouvir a essência pintada de preto da banda e, no sexto minuto da música, somos prendados com um solo pequeno, que serve de passagem para um dos temas mais marcantes do álbum: "Dead Time" - peça musical de 6 minutos.

Somos rapidamente engolidos por uma maré de riffs contagiantes e vozes capazes de mover montanhas. Seguidamente a luz enraivecida oferece-nos uma faixa de igual importância, nomeadamente "The Living Receiver" em que é possível reparar na qualidade desta banda que aos poucos vem demonstrando que por vezes, "o que é nacional é bom, não é mera brincadeira. A banda composta por Luís Fazendeiro, Daniel Lucas, Miguel Matos, Rui Matos, Bruno Aleixo e António Durães ajuda-nos a comprovar a teoria.

Não menos importante, destacam-se ainda as faixas "Absolution Denied", "Chamber", "In the Heart of the Sun" e "I am Providence", que servem de ponte para uma das inúmeras obras-primas criadas em solo nacional: "Almagest", tema com 17 minutos de duração, composto por momentos de arrepiar com traços instrumentais e vozes que nos indicam a direção da luz. Este tema marca a despedida num álbum que ficará claramente na memória do ouvinte.

O caminho até à luz é por vezes desafiante, e Painted Black ajudam-nos a percorrer o trilho. Esperamos ansiosamente por mais luzes!

Nota: 8.1/10

Review por Carolina Lisboa Pereira


Fundada pelos irmãos Weaver, Wolves in the Throne Room tem-se mantido no topo de referências do Black Metal Atmosférico desde os anos 2000 e em particular desde o lançamento de "Diadem of 12 Stars" em 2006. WITTR incorporam o som das guitarras distorcidas e dos blast beats habituais do género com texturas atmosféricas e vocais femininos, que penetram cada música e fazem do som da banda algo mais que Black Metal. Após Celestite de 2004, um álbum ambiente, os fãs temiam que WITTR tomassem esse rumo com a sua música e nunca mais se ouvisse álbuns como "Two Hunters".

Com o primeiro avanço do álbum, um videoclip (encurtado) para a primeira faixa "Born From the Serpent's Eye", uma luz ao fundo do túnel se deixou ver e esperou-se pelo regresso à forma.

"Thrice Woven" começa com, nada mais, nada menos, a faixa anteriormente avançada. Com quase 10 minutos, "Born From the Serpent's Eye", é sem dúvida a melhor do álbum. Um riff típico da banda, envolto em sintetizadores atmosféricos, inicia a faixa com a garra que faltou no álbum anterior. Após algumas mudanças de tempo para um riff mais arrastado e sujo, os sintetizadores e vocais femininos fazem aquilo que deviam ter feito em "Celestite", antes das guitarras entrarem em jogo novamente com um riff mesmerizante.

A produção em "Thrice Woven" é espessa como nos álbuns anteriores, mas não obstante, detalhada o suficiente para se ouvirem todos os instrumentos na perfeição e para se conseguir apontar nuances em todas as faixas. WITTR também voltam às raízes Folk com faixas como "The Old Ones Are with Us", com falas por cima de sintetizadores atmosféricos, antes dos riffs se esbarrarem novamente com o ouvinte. "Angrboda" faz mais do mesmo (não querendo dizer que é mau), mas acaba por pecar por não ser tão texturada quanto as duas últimas. O momento mais interessante da faixa acaba por ser o interlúdio a meio, com guitarras e teclados a ecoar na atmosfera.

Finalizando a obra, "Fires Roar in the Palace of the Moon" serve quase como que uma síntese do resto do álbum: riffs em tremolo, um ambiente virado para a natureza, interlúdios dissonantes entre secções da música e riffs monstruosos, como o presente a meio da faixa.

"Thrice Woven" é decididamente um retorno de WITTR à boa forma, incorporando os sons pelos quais já são conhecidos. Mais texturas em faixas como "Angrboda" e mais uso dos vocais femininos como usados na primeira faixa seriam bem vindos, mas não deixa de ser um óptimo regresso. Não ficando ao lado de álbuns como "Two Hunters", é um regresso muito aguardado após o desaire que foi "Celestite", e Wolves in the Throne Room continuam a ter um lugar à mesa quando se tem de discutir o género.

Nota: 8.2/10

Review por Sérgio Rosado


Vindos de França, existem os Celeste, mais conhecidos como “aqueles das luzinhas vermelhas na cabeça”. Para quem não está familiarizado com a banda, o som de Celeste é como que uma mistura de Black Metal, Sludge e Hardcore e parece-se algo como uma disputa agressiva entre todos esses géneros.

Com o seu quinto álbum, Celeste não muda de registo. O som da banda em faixas como “Cette chute brutale” é penetrante e hipnotizante. É intenso e arrebatador, sendo por vezes lento e outras violentamente rápido. Contudo, Infidèle(s) não é um álbum unidimensional, pois para acompanhar cada faixa como “À la gloire du néant” existem outras como “Sombres sont tes déboires”inclinando-se mais para o Sludgecore caótico. Assim como esta, temos “Sotte, sans devenir”, a instrumental “(I)” e a última faixa que são energizantes e melódicas.

Em faixas como “Comme des amants en reflet”, Celeste brinca com os riffs repetitivos e hipnotizantes e com o caos que se segue. Pode ser uma fórmula já conhecida da anda, mas não deixa de surpreender. Cada faixa é um tornado, com estilhaços a sobrevoarem e a nos atingirem na cabeça, para depois nos fazer andar à roda, e à roda, e aos trambolhões.

Depois do inspirado Animale(s), Celeste volta a desenterrar o seu som e faz mais do mesmo. Todos os álbuns serão bem vindos, pois mais do mesmo, se for bom, nunca é demais.

Nota: 9.5/10

Review por Sérgio Rosado


Os Dream Theater anunciaram oficialmente a assinatura de um contrato com a Sony Music Entertainment, através da editora alemã Inside Out Music (que pertence à Sony), para o lançamento do próximo álbum. Quer a banda quer Thomas Waber, fundador da editora e responsável pelo recrutamento, manifestaram o seu entusiasmo pela possibilidade de finalmente trabalhar em conjunto.
  
O anúncio oficial da banda, e as declarações de Thomas Waber, podem ser vistas aqui.

Por: Pedro Rodrigues - 12 Dezembro 17




No passado dia 9 de Dezembro, aquando de um concerto dos Queens of the Stone Age, na Califórnia, Josh Homme pontapeou a câmera da fotógrafa Chelsea Lauren. Esta ação levou a que a fotógrafa ficasse ferida e tivesse de ser hospitalizada. Este momento foi filmado e está disponível na página de Instragram da própria fotógrafa, que pode ser visto aqui

Perante esta situação, Josh Homme emitiu dois comunicados. O primeiro, por escrito, pode ser visto nesta ligação. Posteriormente, o músico gravou dois vídeos, pedindo desculpa pelo sucedido, que podem ser vistos aqui e aqui

Homme referiu não existir qualquer desculpa ou motivo que justifique a sua ação. "Já cometi muitos erros na vida e ontem à noite foi esse o caso", disse. Dirigiu-se a Lauren, referindo: "Percebo que tenhas de fazer o que tens a fazer". A fotógrafa mencionou que tenciona apresentar queixa do músico. 

Porém, este não foi o único momento tenso naquela noite. Homme cortou a sua testa com um objeto, gozou com os cabeças-de-cartaz daquela noite, os Muse, e chamou o público de "retardado". Os agentes de Homme mencionaram que o músico não estava sob efeito de qualquer tipo de droga.

Por: Sara Delgado - 11 Dezembro 17


A banda israelita já disponibilizou o vídeo de "Like Orpheus", tema do seu novo álbum "Unsung Prophets & Dead Messiahs", que sairá no dia 26 de Janeiro pela Century Media. Este tema conta com a participação do vocalista Hansi Kürsch (Blind Guardian).

Hansi Kürsch comentou: "Esta é uma canção maravilhosa. Apaixonei-me imediatamente quando a ouvi. O que me deixa tão emocionado é esta mistura perfeita de diferentes culturas musicais e a constante onda de emoções que eles têm tecida num golpe de génio. Esta música, como todas as suas obras, é uma declaração forte pela a humanidade. Estou realmente orgulhoso por fazer parte de uma família tão fantástica.”

Kobi Farhi explicou: "É um pouco difícil para nós, às vezes, lançar apenas uma música, especialmente quando há um álbum conceptual inteiro para ouvir. Mas se tivermos que escolher uma música para começar, será "Like Orpheus". Na mitologia grega, conta-se que o canto de Orpheus era tão lindo, que mesmo as pedras e a terra se apaixonaram pela sua voz, até um ponto em que a terra se abriu e ele acabou por cair direto para o inferno. Na cronologia do conceito da nossa história, esta é a história em que o herói deixa a caverna de Platão pela primeira vez e se expõe à luz, à nova verdade de todas as sombras que considerou ser verdade antes. Sendo dominado por esta revelação, ele descreve o mundo e o que sente a cantar, e seu canto é tão bonito que de certo modo ele é como o próprio Orpheus. Estamos muito felizes por tocar com um dos cavalheiros mais humildes do planeta, uma verdadeira estrela do rock e uma alma linda e simples - Hansi Kürsch dos Blind Guardian. Hansi é um cantor incrível, ele e a sua voz são literalmente como Orpheus.”

"A história da caverna de Platão e o uso de Orpheus são apenas alegorias. Neste vídeo, escolhemos contar a verdadeira história de alguns fãs de metal do Médio Oriente. A vida deles é uma espécie de caverna. A sua cultura, a forma como eles se vestem e os seus costumes podem dar a impressão de que eles são totalmente diferentes, mas a verdade é que eles escapam para o mesmo mundo, o mundo do metal. No entanto eles nunca se encontraram e não podem imaginar o quão semelhantes são.”

"Nos dias de hoje o metal ainda é considerado satânico em muitas sociedades e países, especialmente no Médio Oriente, e ainda está proibido em muitos países da nossa região. O metal é uma das melhores comunidades coexistentes que conhecemos, por isso, para todos os metalheads - pensem nos metalheads do Médio Oriente, porque estão aqui para ficar!"

Acima é possível visualizar o vídeo do primeiro tema deste álbum a ser disponibilizado pela banda. O mesmo está disponível como single digital em várias plataformas de download e streaming digitais.


Por: Ana Antunes - 11 Dezembro 17


A banda sueca Ghost surpreendeu ao anunciar o lançamento de um novo álbum. "Ceremony and Devotion" apresenta 17 faixas gravadas ao vivo, sendo uma delas a música "Absolution" (com vídeo abaixo), que faz parte do álbum "Meliora". Para os colecionadores, está disponível a partir de hoje o Vinil colorido de edição limitada e um 8-track. Quanto ao CD, só estará disponível a partir de 19 de janeiro.

Tracklist:

01. Year Zero
02. Square Hammer
03. From The Pinnacle To The Pit
04. Spoksonat
05. Con Clavi Con Dio
06. He Is
07. Mummy Dust
08. Per Aspera Ad Inferi
09. Secular Haze
10. Elizabeth
11. Body And Blood
12. Absolution
13. Devil Church
14. Ritual
15. Cirice
16. Monstrance Clock
17. Ghuleh / Zombie Queen


Por: Marta Pinheiro - 11 Dezembro 17


Os grupos dinamarqueses de death metal Undergang e Phrenelith vão passar por Portugal, este sábado próximo, dia 16 de Dezembro, para uma data no espaço Metalpoint, na cidade do Porto. O concerto contará ainda com as bandas nacionais Happy Farm e Derrame. 

Os bilhetes têm o valor de 12 euros em pré-venda e de 15 euros à porta no dia do evento, e podem ser adquiridos nas lojas Bunker Store, Piranha - Loja de Música, Louie Louie Porto (Porto) e Glamorama Rockshop (Lisboa), bem como na página da Nightfear Productions

Por: Rita Limede - 11 Dezembro 17


Sean Reinert saiu oficialmente dos Cynic, depois de um acordo com Paul Masvidal, relativamente aos direitos do nome da banda.

A última decisão chega dois anos depois de ter anunciado no Facebook que os inovadores do rock progressivo tinham "chegado ao fim", devido ao facto da sua relação com Masvidal se ter tornado "tóxica".

Recentemente, utilizou a sua página do Facebook para revelar que chegara a um "acordo" com Masvidal, que permitiria a Paul "continuar com os Cynic", enquanto Sean seguiria com os seus projetos pessoais.

Reinert postou: "Hoje escrevo com o coração pesado, mas com o espírito mais leve. Houve um acordo com o Paul, relativamente aos Cynic. Não me é possível revelar nenhum detalhe, mas estou em paz com o acordo. Vou retirar-me dos Cynic e continuar com os meus projetos pessoais - o Paul continuará nos Cynic e com os dele."

Por: Paulo Vaz - 11 Dezembro 17


A próxima edição do Xxxapada na Tromba - Freak n' Grind Fest está agendada para os dias 19 e 20 de Janeiro de 2018 e a festa faz-se, tal como edições anteriores, no RCA Club, em Lisboa.

Os horários da próxima edição do festival foram revelados e podem ser visualizados nesta ligação. De referir que os The Voynich Code cancelaram a sua atuação no evento por motivos pessoais.

Por: Mário Santos Rodrigues - 11 Dezembro 17


O trio canadiano Metz está de regresso a Portugal, após passagens pelo Plano B (2013), Amplifest (2015), e Rock in Rio (2016). Desta feita a banda tem datas marcadas para o Musicbox (Lisboa), a 17 de abril, e para o Hard Club (Porto), no dia seguinte.

Já se encontram à venda os bilhetes para o concerto no Musicbox, a 20€.

Por: Mário Santos Rodrigues - 11 Dezembro 17


Depois de terminar a tour com Paradise Lost e Pallbearer, a banda portuguesa ainda não parou de nos surpreender e tem vindo a aguçar a curiosidade para aquele que será o seu quarto álbum de estúdio.

“Sangue Cássia” vai ser lançado pela Season of Mist, com data marcada para o próximo dia 5 de janeiro de 2018, e concerto de lançamento agendado para dia 13 de janeiro, no MusicBox, em Lisboa.

Depois de disponibilizarem os temas “Pétalas” e “Lotus”, chegou então a vez de nos mostrarem o vídeo para aquele que é o terceiro tema antecipado deste seu último trabalho, com o título de “Abismo” e que poderá ser visto aqui.


Por: Andreia Teixeira - 11 Dezembro 17


Os Stone Sour, grupo liderado por Corey Taylor dos Slipknot, está de volta a Portugal. A banda vem apresentar o seu mais recente álbum, intitulado “Hydrograd”, no dia 11 de julho, no Coliseu de Lisboa.

Os bilhetes para este espetáculo custam 28€ e estão disponíveis a partir de sexta-feira, dia 15 de Dezembro, nos locais habituais.

Por: Mário Santos Rodrigues - 11 Dezembro 17


Os Heavenwood vão dar um concerto para celebrarem o seu 25º aniversário como banda, no próximo dia 29 de Dezembro, sexta-feira, na Sala 1 do Hard Club,) no Porto. 

Nesta comemoração, a banda irá tocar um alinhamento de temas que irá abranger alguns pontos altos da sua carreira passando pelos álbuns, "Diva" (1996), "Swallow" (1998), "Redemption" (2008), "Abyss Masterpiece" (2011), "The Tarot Of The Bohemians, Part 1" (2016). A banda vai estrear também uma nova música, intitulada de "The Lightning-Stuckt Tower". Esta música será o single de avanço do próximo álbum do coletivo portuense, "The Tarot Of The Bohemians, Part 2", o qual será gravado em 2018.

Os Equaleft, Shadowsphere e In Vein serão as bandas de abertura deste espetáculo, que terá início às 21:00. Os bilhetes terão o custo de 10,00 €.

Por: Mário Santos Rodrigues - 11 Dezembro 17


Continuam a suceder-se as confirmações para a próxima edição do NOS Alive. Desta feita o nome revelado para o famoso festival nacional é At The Drive In.

A conhecida banda de “post-hardcore” sobe ao Palco Sagres, no dia 14 de julho, no mesmo dia em que os Pearl Jam atuam no Palco NOS.


Por: Mário Santos Rodrigues - 11 Dezembro 17


Lenny kravitz acaba de anunciar as datas da tour de 2018 que terá passagem por Portugal. O espetáculo está marcado para o 1 de julho, na Altice Arena. Os bilhetes estarão à venda na próxima sexta-feira, no dia 15 de dezembro. O conhecido músico, que incorpora elementos de funk e soul ao seu rock, encontra-se a preparar novos temas que serão revelados ao público na primavera do próximo ano.

Preços dos bilhetes:

Golden Circle * 59€
Plateia em Pé * 39€
Balcão 1 * 49€
Balcão 2 * 35€
Mob. condicionada * 35€

Por: Mário Santos Rodrigues - 11 Dezembro 17


Em Outubro de 1998 a Relapse Records editava o disco de estreia dos Exhumed, “Gore Metal”, um título que definiria um sub-género dentro do Death Metal e um álbum que iria inspirar a criação de milhares de bandas que tocariam o mesmo tipo de música. Depois de um percurso cheio de altos e baixos, e que incluíram um período de inactividade da banda e a criação de diversos projectos paralelos, a Metal Imperium perguntou a Matt Harvey, entre outras coisas, se ainda ouve o seu primeiro disco e qual a relevância de Death Revenge, o novo álbum dos Exhumed.

M.I. - Estamos praticamente a contar os dias para o lançamento de “Death Revenge”. Podes explicar um pouco do que podemos esperar?

Bem, é um disco dos Exhumed, logo será rápido, pesado, com muitas explosões e tal, haha!
Mas também é um álbum conceptual que apresenta alguns interlúdios tipo banda sonora de filmes, um instrumental de mais de seis minutos e algumas outras coisas que nunca fizemos antes. É basicamente um som familiar, mas com algumas diferenças também. Eu acho que é o nosso melhor álbum de sempre.


M.I. - Este álbum foi produzido por Jarret Pritchard, com quem trabalhaste anteriormente, em outros projectos. Porque achaste que ele era bom para o som dos Exhumed?

Ele é alguém que conhecemos e respeitamos, e queríamos ir para um estúdio diferente desta vez, apenas para evitar ser repetitivo. O Jarrett estava a trabalhar para os Suffocation quando fizemos uma digressão com ele e demo-nos muito bem, mas também sentimos que ele era alguém que poderia dar um certo empurrão. Falei com ele sobre o que tínhamos em mente, em termos sonoros, e ele mostrou-se muito interessado. Usámos um monte de material diferente e coisas que não tínhamos usado antes, e estou muito feliz com a forma como saiu. Queríamos algo que fosse bastante crú e que soasse real, mas ainda assim de alta qualidade. Sinto que conseguimos o que estávamos à procura.


M.I. - Ainda continuas a encontrar o refrão primeiro e a construir a canção em torno dele?

Depende da música. Normalmente, quando tenho uma ou duas partes que eu sinto que são muito boas, o resto da música junta-se muito rapidamente. O refrão será sempre o elemento mais importante da música para mim, como escritor. Ele determina quanto tempo vais gastar no desenvolvimento do resto, por forma a manter o refrão como o foco principal. Sou partidário da maneira da técnica de escrever músicas "pop" e procuro tornar as minhas músicas tão memoráveis ​​quanto possível.


M.I. - A América mudou politicamente desde o “Necrocracy”, que foi um pouco o teu manifesto político. O que pensas da América de Trump e como é que isso afecta/influencia as tuas letras para este LP?

Eu odiava Trump quando ele era um desonesto promotor imobiliário, desprezava-o quando se tornou estrela de reality-shows, e continuo a encontrar maneiras de detestá-lo cada vez mais desde que ele se tornou presidente. Honestamente, tinha muitas preocupações sobre o crescimento desregulado do sector financeiro da economia, o desaparecimento do trabalho organizado, o aumento do estado de vigilância sobre os cidadãos e os efeitos devastadores do empréstimo predatório/capitalismo durante os anos de Obama. Todas essas coisas pioraram ou tornaram-se mais perigosas desde que Trump assumiu o cargo. Fiquei verdadeiramente desmotivado após a eleição, e honestamente, deprimido por algumas semanas. Este álbum, no entanto, é uma espécie de salva-vidas, porque está completamente alheado dos eventos actuais. É um álbum conceptual sobre uma série de assassinatos ocorridos no final de 1820 em Edimburgo, na Escócia. É uma óptima maneira de desligar o meu cérebro da pressão constante de catástrofes políticas que hoje se manifestam diariamente por aqui.


M.I. - Os 5 anos em que os Exhumed estiveram parados permitiram que começasses projectos paralelos que se tornaram bastante grandes. Podia facilmente ter decidido continuar com alguns deles mas em vez disso decidiste retirar o filho primogénito do seu túmulo. Estava a chamar pela tua atenção?

Acabei por perder o interesse no Death Metal durante um tempo, porque quem gravou o “Anatomy is Destiny” desistiram todos num intervalo de dois anos, e não parecia haver muita coisa que restasse da banda nem do tipo de Death Metal que sempre gostei. Parecia que só existia a vertente técnica, e nunca nos encaixámos com esse tipo de bandas. Com o passar do tempo, eu continuava a criar riffs brutais, e ao afastar-me do Death Metal e do Grindcore por um tempo, fez tudo parecer bastante novo para os meus ouvidos. Também gostei de tocar com diferentes músicos e aprender com eles (algo que ainda faço) e isso ajudou-me a ter confiança para tentar meter os Exhumed no activo novamente.


M.I. - Voltas alguma vez vinte anos atrás e ouves o "Gore Metal" e as suas sessões de gravação loucas, cheias de histórias rocambolescas? Que sentimentos te traz a velha discografia?

Eu sempre pensei que o “Gore Metal” resultou muito mal, o que é uma opinião nada popular, mas estava a milhas do que queríamos que fosse na época. Acabei por aceitá-lo um pouco mais agora e ocasionalmente gosto de ouvir uma faixa ou outra. Gosto das faixas do disco e adoro tocá-las ao vivo. Muitas das músicas antigas gosto mesmo muito. Acho que “Slaughtercult” é provavelmente o meu favorito dos primeiros três discos. Estou orgulhoso do que realizámos com o line-up que tinhamos na altura, definitivamente excedeu tudo o que tinhamos pensado e estou grato por isso. Tivemos imenso gozo em tocar em todo o lado e encontrar muitas pessoas incríveis, que ainda são amigos íntimos até hoje, por isso há muito boas memórias desse período.


M.I. - Eras um adolescente quando criaste os Exhumed, na década de 90. Como foi isso em termos de influências?

Quando começámos em 90/91, ouvimos principalmente coisas que eram actuais no momento como Death, Pestilence, Autopsy, Repulsion, Carcass, Terrorizer, Napalm Death, Extreme Noise Terror, Prophecy of Doom, Master, Sadus, Hexx, Entombed, Carnage, Incantation, Immolation, Atrocity (Alemanha), Dismember, Grave, Goreaphobia, Blood, Impetigo, Mortician, Obituary, Convulse, Crypt of Kerebos, Abhorrence, Immortal Fate, Blasphemy, (LA) Nausea, Godflesh e coisas assim. Além disso ainda ouvíamos material mais antigo, como Kreator, Coroner, Celtic Frost, Sodom ou Voivod. Alguns anos depois, por volta de 94/95, começámos a ouvir muito mais o thrash obscuro dos anos 80, bandas como Razor, Assassin, Protector e Infernal Majesty e fomos redescobrir os Metallica e os Slayer, bem como muita da powerviolence que estava a ser editado nessa altura, como os Crossed Out, Neanderthal, Assuck ou Spazz. Se pegares nisso tudo e colocares num liquidificador, deitares uma pitada de Iron Maiden, Venom, Mercyful Fate e Hellhammer, aparecemos nós.


M.I. - Quais os planos para a Europa na promoção de “Death Revenge”?

Estamos a trabalhar nisso para o início de 2018. Fiquem atentos!


M.I. - Uma mensagem final para os nossos leitores da Metal Imperium!

Obrigado por lerem e apoiarem os Exhumed! Isso significa muito para nós e esperamos voltar e tocar para vocês em breve! Hail and Kill - e como sempre STAY DEAD!

For English version, click here

Entrevista por Vasco Rodrigues


A cumprir com a tradição de surpreender os fãs, os Moonspell lançaram um álbum que nos enche o coração e estremece a alma. 1755, obra lançada a 3 de Novembro de 2017, faz ecoar no espaço nacional todas as vozes que não foram ouvidas no trágico terramoto de 1 de Novembro de 1755. A banda nacional - composta por Fernando Ribeiro, Miguel Gaspar, Ricardo Amorim, Pedro Paixão e Aires Pereira – dispensa apresentações em território lusitano. “1755” conta o relato do terramoto de Lisboa de uma forma nunca antes pensada. Se achávamos que a versão ensinada nos livros de História tinha impacto, este álbum vem revolucionar o nosso pensamento.

Dá-se o cair do pano e na “Em Nome do Medo”, primeira faixa do álbum, a voz de Fernando Ribeiro faz-se sentir no conforto dos ouvidos. “Em nome do medo, do medo sem fim, na ira dos deuses, caímos enfim.” reporta-nos a forma infeliz de como Lisboa sofreu o terramoto, no qual milhares de pessoas foram sugadas nos escombros. Ao longo de 5 minutos e meio somos embalados pelo lado orquestral de Moonspell. Logo a seguir, “1755”, a musica-titulo, começa com riffs bem conhecidos dentro do estilo da banda. A voz, num tom meio rasgado, proporciona-nos uma visão heroica no que toca à nossa História (destaca-se a passagem dos 2 minutos e 40 segundos, prendada com um solo de guitarra fenomenal). Ainda nem a meio do álbum vamos - e o ouvinte que o comprove - e ficamos completamente rendidos a estes Moonspell na sua língua original.

“In Tremor Dei” acaba por consolidar qualquer dúvida em relação à essência do álbum, através de sons que nem os deuses pensaram. Desde vozes limpas que nos arrepiam, a riffs que nos arrancam o coração… é de tremer de emoção. As restantes faixas, nomeadamente “Desastre” e “Abanão”, são referências de igual importância para este álbum. A essência de Moonspell não está morta, mesmo após criações únicas – tais como “Wolfheart” de 1995, “The Antidote” de 2003, ou “Alpha Noir” (2012) por exemplo – ao longo de uma carreira com mais de duas décadas. Após temas como “Evento” e “1 de Novembro” aproximamo-nos de, se não a faixa mais marcante, das mais icónicas do álbum: “Todos os Santos”, na qual somos engolidos nas derrocadas de riffs de guitarra com qualidade e selo nacional, marcados por Pedro Paixão e Ricardo Amorim e a voz inconfundível de Fernando Ribeiro.

É caso para dizer que “todos os santos não chegaram” para salvar Lisboa, mas a alma lusa – que é tudo menos pequena – e coragem fizeram com que renascêssemos do pó. Aos Moonspell, os meus parabéns. A Portugal, os meus parabéns, somos nação valente e imortal!

Nota: 9.3/10

Review por Carolina Lisboa Pereira


Os Soulfly revelaram recentemente que o sucessor do álbum de 2015, “Archangel”, sairá durante o próximo verão pela Nuclear Blast.

Abaixo é possível escutar a entrevista.

Max Cavalera comentou: "Estou a compor precisamente neste momento. Estou a juntar os riffs e a organizar as ideias. Já estamos reservados para janeiro com Josh Wilbur, o produtor de Lamb Of God, Gojira e Killer Be Killed. Acho que ele será óptimo para o álbum dos Soulfly, porque é um grande produtor. Estou entusiasmado porque penso que o álbum terá um pouco de retorno, à sonoridade tribal que eu não faço desde “Prophecy.”

"Será bom para voltar a isso. O resto do álbum será uma continuação de “Archangel”. Penso que será também de alguma forma, influenciado pelo novo álbum de Cavalera Conspiracy, “Psychosis. Será um disco muito bom para trabalhar".


Por: Ana Antunes - 10 Dezembro 17