• Facebook
  • Myspace
  • Twitter
  • Google+

Reviews Mais Recentes

Ghost Brigade - Iv - One With The Storm



Alkoholizer - Free Beer Surf's Up



Obsidian Key - Loud!



1000 Bombs - Peace Is Dead



Bleeding Utopia - Darkest Petency




DeadlyForce - From This Hell EP


Assumption - Three Appeareances EP


Helevorn - Compassion For Lorn


Pain Of Salvation - Falling Home


Sonic Syndicate - Sonic Syndicate


Vanish - Come To Wither


Moonshade - Dream/Oblivion


Madball - Hardcore Lives


In Aevum Agere - Limbus Animae


Idol Of Fear - All Sights Affixed, Ablaze


Hellbastard / Perpetratör - Split 7


Blind Race - Come And Get It


Obtruncation - Abode Of The Departed Souls


Tankard - R.I.B


Stereotypical Working Class - Every Could Has A Silver Lining


Revel In Flesh - Death Kult Legions


Noctiferia - Slovenska Morbida


Insanity Reigns Supreme - Unorthodox


Dysangelium - Thanatos Askesis


Cropsy Maniac - Shear Terror


Violent Hammer - More Victims

Publicidade

.
Para encomendar, enviar email para: metalimperium@gmail.com

Visitantes

Tradutor

Entrevistas Mais Recentes
























Moita Metal Fest 2016 - Primeiras confirmações

Muito embora a edição de 2015 do Moita Metal Fest ainda se encontre a decorrer, já são conhecidas as primeiras confirmações para a edição do próximo ano(...)

Devin Townsend revela que próximo projecto será uma sinfonia

Devin Townsend anunciou recentemente numa entrevista que está prestes a partir para mais uma aventura musical, numa que ainda nunca (...)

Satanic Warmaster confirmados para data no Porto

Depois da confirmação de Satanic Warmaster para o festival Sardinha de Ferro, que vai ter lugar a 27 de Junho no Side B, em Benavente, foi revelado que a banda(...)

Jeff Waters dos Annihilator diz que a cena metal precisa de uns novos Metallica

Jeff Waters concedeu há dias uma entrevista a uma rádio canadiana, onde foi também questionado sobre o estado actual da cena metal. O líder dos Annihilator respondeu (...)

Shining revelam nova música

A banda sueca Shining revelou a terceira música em stream do seu novo álbum, “IX – Everyone, Everything, Everywhere, Ends”. (...)


Os Feared, banda de death metal sueca liderada por Ola Englund, guitarrista dos The Haunted, preparam-se para lançar o seu 5º álbum intitulado "Synder" ("pecados" em sueco), no próximo dia 25 de Maio. O alinhamento será:

01. Synder
02. Your Demise
03. Of Iron And Ashes
04. Caligula
05. My Grief, My Sorrow
06. Dygder
07. By Silent Screaming
08. Wolf At The End Of The World
09. My Own Redemption
10. Dying Day
11. War Feeding War
12. The Narcissist
13. Godless Devotion

Entretanto, pode ser visualizado abaixo o primeiro vídeo do álbum para a música "My Grief, My Sorrow". 

Ola Englund comenta acerca do vídeo: "My Grief, My Sorrow é acerca de uma pessoa com problemas psicológicos que comete suicídio apenas para voltar a acordar e reviver o mesmo dia consecutivamente. Este ciclo infindável leva-o cada vez mais à loucura e a história nunca tem fim."


Por: Mariana Crespo - 30 Março 15


A visita dos Moonspell ao nosso país - e isso até pode soar estranho já que se trata de uma banda portuguesa - é sempre um acontecimento e a prova maior disso verificou-se nesta noite de 27 de Março, num Coliseu dos Recreios praticamente cheio. Embora não tenha havido uma festa de lançamento de "Extinct" com a grandiosidade que os seus fãs tão habituados - lembramos do impacto que teve a festa de lançamento de "Alpha Noir/Omega White" no Campo Pequeno - esta noite serviu como uma celebração do novo álbum e não apenas como mais uma data na digressão da banda que já tinha às costas uma sucessão de 16 espectáculos non-stop.

Para provar que o ambiente era mesmo de festa, logo às 21 horas o público do Coliseu, ainda longe da sua moldura final, teve a oportunidade de provar os Bizarra Locomotiva em plena celebração também da sua mais recente obra-prima, "Mortuário". Na intro de "Na Febre De Ícaro", e com a entrada da banda em palco, foi o suficiente para levar o público ao rubro e caso existissem dúvidas acerca da forma como o álbum é recebido pelo público, bastaria o tema título para as desfazer, ou a "Na Ferida Um Verme". Claro que numa ocasião destas, era mais que esperado a "Anjo Exilado" com a presença de Fernando Ribeiro, como prova maior da amizade e espírito de colaboração que existe entre as duas bandas, algo que se voltaria a ver novamente mais à frente. Ainda houve tempo para mais uma música nova e a inevitável "Escaravelho". Uma curta actuação mas bem intensa como é apanágio da banda portuguesa que se mostra cada vez mais cativante, até para um público que não é seu. Em trinta minutos, a banda veio, viu e venceu.

Seguiu-se uma breve pausa para montar o palco dos Septicflesh e durante algum tempo se fez soar música orquestral como que a funcionar como uma intro da intro e assim que a banda grega se começou a posicionar, as hostes no público começaram logo a se movimentar, já com uma moldura humana bastante completa a encher o Coliseu, mesmo que a não esgotar. "War In Heaven" foi o tema de abertura para o alinhamento dos gregos e logo aí a banda gozou de uma excelente recepção por parte do público, embora o mesmo não se possa dizer do seu som, demasiado alto e a fazer como grande parte dos pormenores orquestrais da sua música se perdessem um pouco, algo que em parte também aconteceu com os Bizarra Locomotiva. No entanto isso não deteve os gregos, nem o nosso público de os apreciar. A banda baseou o seu alinhamento nos últimos três trabalhos, ou seja, nos álbuns lançados na sua segunda vida, o que foi uma pena, já que para os fãs mais antigos seria uma boa prenda ouvir temas que nunca tiveram oportunidade de ouvir ao vivo antes.

Tudo isto não belisca a qualidade da entrega das músicas retiradas de "Titan", "The Great Mass" e "Communion", como a "Order Of Dracul", "A Great Mass Of Death", num grande espectáculo de death metal sinfónico que merecia ser ouvido em todo o seu esplendor. O público mostrou-se satisfeito e a banda também pela forma como foi recebida. E quanto mais tempo passava, mais se sentia a ansiedade pelos cabeças de cartaz, a viver um excelente momento de criatividade como prova o seu mais recente trabalho de estúdio e que dá o nome à digressão que tem em Portugal como pontos de passagem o Coliseu dos Recreios quase esgotado e um Hard Club já há muito esgotado.


Com uma versão da "La Baphomette" a servir de introdução e com a banda a entrar em palco, ficou bastante claro que nas primeiras notas de "Breathe (Until We Are No More)", a banda tinha o público na mão, com Fernando Ribeiro a referir que finalmente estavam em casa e notou-se, sentiu-se isso perfeitamente, os Moonspell estavam em casa, recebidos com honras de Estado por aqueles que lhes interessam mais, os fãs do seu próprio país. Também ficou bem claro que o som estava de uma qualidade que as duas bandas anteriores não tiveram, visivelmente mais baixo, mas perfeito para se perceberem todos os pormenores das músicas. Seguiu-se o tema título do último álbum que também foi recebido como se um clássico da banda se tratasse, uma característica de muitos dos temas novos, provocam um sentido de identificação imediato, algo que a banda se valeu para apostar em bastantes temas do trabalho para transpor para o palco, prova de que, como Fernando Ribeiro referiu, reflecte a forma como a banda acredita na qualidade de "Extinct".

Numa das raras excursões ao passado mais recente, seguiu-se "Night Eternal" recebido em êxtase, assim como a sequência "Opium/Awake!", sempre infalível onde quer que seja, mas muito mais na sua própria "casa". Seguiram-se mais dois destaques do último trabalho, a hiper-melódica "The Last Of Us" e a viciante "Medusalem", dois temas que demonstraram ser bastante fortes ao vivo. Ribeiro referiu por diversas noites que esta noite era bastante aguardada pela banda e que mais que ser um concerto, seria uma celebração da banda e dos seus fãs e que como tal teriam várias surpresas, sendo uma delas a presença de Mariangela Demurtas, vocalista italiana dos Tristania (mas que até se safou bem com o português) que colaborou com os Moonspell ao vivo em 2013, tendo também feito o mesmo com os Orphaned Land e Dark Tranquility). A música escolhida foi outra retirada do passado mais longínquo, "Raven Claws", que de certeza trouxe muita nostalgia a muitos fãs.


Como era a noite de "Extinct", "Funeral Bloom", "Dominia", "Malignia" e "The Future Is Dark" surgiram de rajada e mostraram a força com que este trabalho resulta ao vivo, totalizando oito temas que fizeram parte da setlist, um número que não deixa de ser impressionante. Noutra das incursões ao passado mais recente, foi a vez da "Em Nome Do Medo", onde Fernando contou com a ajuda de Rui Sidónio, quase transformando o tema num dos Bizarra Locomotiva, sem dúvida um dos (muitos) pontos altos da noite. Para finalizar a actuação antes do encore, seguiu-se uma visita a "Wolfheart" que, como Fernando disse, celebra os vinte anos em 2015. Poderia ser uma desculpa, mas será que são necessárias algumas para que se ouça mais uma vez "Vampiria", "Ataegina" (é impressionante a forma como este tema resulta sempre e meteu o Coliseu a mexer como se numa festa medieval estivessem) e a incontornável "Alma Mater".


Um curto intervalo deu-se antes de mais uma visita a "Wolfheart" com um assombroso "Wolfshade (A Werewolf Masquerade)", um também saudoso "Mephisto" e o ponto final oficial dos concertos da banda, "Full Moon Madness", a música máxima no que diz respeito à ligação que a banda tem com os seus fãs, principalmente os portugueses. Aquele solo de Ricardo Amorim, é uma coisa assombrosa, ele que cada vez se assume como um shredder nos mais variados temas. A banda esteve no seu melhor, com um Mike Gaspar certo como um relógio suíço, um Aires Gaspar inabalável, Ricardo Paixão entregue exclusivamente às teclas sem passar pela guitarra (algo que até não se sentiu assim muito falta) e um Fernando Ribeiro visivelmente feliz por estar de volta ao seu país. Uma daquelas noites que ficam imortais no coração da banda e sobretudo no dos fãs, as centenas e centenas que estiveram presentes no Coliseu dos Recreios.


Texto por Fernando Ferreira
Fotografia por Paulo Tavares
Agradecimentos: Everyting Is New


A banda norueguesa Arcturus disponibilizou uma faixa do seu novo álbum, "Arcturian", em streaming. A música, intitulada "The Arcturian Sign", pode ser ouvida em cima. O novo álbum do grupo tem data de lançamento prevista para o próximo dia 8 de Maio, através da editora Prophecy Productions.

Por: Rita Limede - 29 Março 15


Foi em estúdio que Tom Araya, o vocalista dos míticos Slayer, respondeu a algumas perguntas colocadas pela Revolver Magazine e publicadas na edição de Abril/Maio da revista. "Estamos nas etapas iniciais das etapas finais, se é que isso faz sentido", disse o músico. "Estamos a fazer a mistura e a masterização neste momento, mas ainda precisamos de nos sentar e decidir o nome do álbum, a capa e o nome e lista das músicas. Gravámos 13 temas para o disco, provavelmente iremos utilizar 10 deles, mas quem sabe? Talvez tenham sorte e metemos todos os 13 no álbum!", acrescentou ainda o vocalista.

O 11º disco dos Slayer, ainda sem nome definido, foi produzido por Terry Date nos Henson Studios, em Hollywood. Mais novidades são esperadas em breve.

Por: Bruno Correia - 29 Março 15


O vocalista de Judas Priest, Rob Halford, vai lançar um trabalho a solo.

Intitulado “The Essencial Rob Halford”, este disco conta com 30 faixas e sai a 31 de Março. Após a saída do álbum, é esperado o lançamento de alguns vídeos.

Halford partilhou que “Demorou um pouco para que tudo batesse certo legalmente e para sair do inferno em que estava. Mas o meu álbum a solo está a ser colocado lá fora. E, se a oportunidade surgir, eu adoraria fazer isto outra vez. ”

O cantor afirmou que está a considerar começar a trabalhar no seguimento do álbum “Redeemer Of Souls” lançado em 2014, de Priest, a partir de Novembro.

Por: Ana Costa - 29 Março 15


Em entrevista com Andrew Haug, da Rock-Metal Radio Show, Austrália, o baterista Pete Sandoval (Terrorizer, ex-Morbid Angel) afirmou que a religião mudou drasticamente a sua vida.

Apesar da razão da sua saída de Morbid Angel não ter sido uma questão religiosa, facto é que, se tivesse conhecido Deus nessa altura, não teria ficado com eles pois Morbid Angel é “definitivamente uma banda satânica e não é compatível com o seu salvador Jesus Cristo”.

A conversão ao cristianismo deu-se em 2012, logo após gravar 'Hordes Of Zombies' dos Terrorizer, instigado pela mãe e irmã. Acabou por ler partes da bíblia que o fizeram ver a luz nas trevas e tomar consciência do lado obscuro do sucesso: “Estilos de vida que contribuem para o processo de destruição lenta das nossas vidas.”

Lembrou, a Andrew Haug, o caso do seu amigo e guitarrista, Jesse Pintado (Terrorizer, Napalm Death), que se deixou arruinar pelo álcool e morreu precocemente aos 37 anos.

Sandoval está, agora, no caminho da vitória: o seu bem-estar físico, a maneira como toca, fá-lo acreditar que Deus o salvou pois “Deus é poder e é vida em abundância” – disse Sandoval, que se sente melhor agora que há vinte anos atrás, quer como pessoa, quer como baterista.

Fica aqui a entrevista na íntegra:


Por: Ângela Fontão Teixeira - 29 Março 2015



"The Devil Inside" é o segundo trabalho dos polacos Embrional que nos trazem death/black metal na melhor tradição Hate/Behemoth, salvo as respectivas distâncias. Para se ser sincero, não se pode dizer que o seu som seja propriamente um rip off das bandas mencionadas, apenas se aproxima estilisticamente. Claro que tudo depende dos ouvidos que os ouvem. Nomes como Morbid Angel podem surgir na mente, como um equilíbrio entre a blasfémia e o elemento técnico na sua música extrema. De qualquer forma, a sua música deve ser analisada sem ter ninguém em mente - por muito que os nomes surjam sem ser convidados - de forma a se ter uma opinião mais justa.

Embora seja claro que o estilo de eleição seja o death metal, também é possível ouvir aqui e ali um toque daquele black metal mais experimental e dissonante (e agora é o momento em que nos contemos para pensar nos mestres do black metal dissonante), que causa uma espécie de faca de dois gumes. Por um lado, dá uma tonalidade mais enegrecida ao seu som, por outro, faz com que caminhem por águas mais turvas e que por vezes caiam em buracos profundos demais para as suas capacidades. "The Abyss" é o exemplo onde se safam com distinção, com o início a sugerir mais do mesmo mas depois a música a conseguir dar uma volta e a tornar-se surpreendentemente boa.

É um trabalho que tem muitas reviravoltas e que por isso deve ser ouvido com atenção e algumas vezes, já que demora um pouco a entrar na cabeça. A seu favor tem algum groove estranho - daquele que se torce o nariz ao mesmo tempo que se está a bater o pé e a fazer um suave headbang involuntariamente - contra si, têm alguns lugares comuns que utilizam e os quais já conhecemos de gingeira. Ainda assim, é uma proposta muito válida dentro do death/black metal europeu e uma proposta a seguir com curiosidade no futuro.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira


Para muitos dos nossos leitores, os Kings Destroy poderá ser um nome desconhecido, mas bastará uma audição mesmo que desatenta a este trabalho auto-intitulado dos norte-americanos Kings Destroy para ficarem logo apresentados à sua boa música, uma mistura vencedora entre rock sujo e o doom/stoner metal que nos levam a nomes tão díspares como Kyuss, Fu Manchu e Black Sabbath. Este último trabalho da banda norte-amerciana é o seu terceiro, aquele que supostamente define o futuro de qualquer entidade musical e se assim for, então é certo que o que podemos esperar daqui para a frente da banda é doom metal clássico e de qualidade.

Quando falamos em clássico não quer dizer que é retro. Uma faixa como "Mr. O" soa actual mas mesmo assim tem todos aqueles elementos da música pesada que muitos de nós continua a amar, como a simplicidade do groove hipnótico e do feeling rockeiro presente tanto nos riffs como nos leads e solos de guitarra. Apenas com trinta e quatro minutos, este álbum demora muito tempo a esgotar-se em repeats, com uma qualidade assombrosa. Mesmo aqueles que não gostam de doom de certeza que ficarão agarrados do início ao fim a este trabalho. Se assim não for, será certamente um trabalho que vai crescer gradualmente.

Com um encanto próprio de bandas e álbuns que já não são deste tempo, o que temos aqui é um trabalho de música imortal que apetece em ouvir em vinil só para soar ainda mais quente e orgânico. A sua única falha, aliás, o seu único crime é mesmo a sua curta duração - mais uma musiquinha da qualidade das restantes sete não fariam mal a ninguém, mas lá está, nestas coisas da arte, quanto mais natural melhor e "Kings Destroy" é o exemplo máximo disso mesmo. Grande álbum e grande banda, que é urgente descobrir.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Os Revenge são um dos grandes nomes do thrash/power metal colombiano e contam já com uma carreira que apesar de não ser extraordinariamente longa (começaram em 2002) já é bastante vasta, com vários EPs, splits, singles e claro, álbuns de originais como este "Harder Than Steel" que é já o sexto da banda. Como não podia deixar de ser, o que temos aqui é aquilo que muitos chamam como true heavy metal, na sua faceta power/thrash (normalmente apelidado de speed metal) mas é de uma qualidade que é impossível ficar farto de ouvir continuamente, partindo do princípio de que o estilo é do agrado, claro

"Headbangers Brigade", o tema título e "Witching Possession" é o que basta para deixar o ouvinte logo desorientado com uma sequência de uma dose intensa de metal que nos remete para os momentos aúreos da década de oitenta, sem se ter aquela sensação pouco natural que algumas propostas deixam nos ouvidos. Desde a voz ríspida de Esteban "Hellfire" e os riffs que saiem da sua guitarra, até aos solos de Esteban "Nightcrawler", sem esquecer o baixo tipicamente heavy metal de Jorge "Seth" e a batida segura e sóbria de Daniel "Hell Avenger", não há nenhum ponto menos positivo no que diz respeito à prestação dos músicos ou à sua entrega.

É um grande álbum do início ao fim que fará que todos aqueles que procuram pelo som da velha guarda fiquem imediatamente hipnotizados e se por um acaso do destino não conhecerem a banda de antes, definitivamente vão querer ficar a conhecer tudo o que já lançaram. O heavy metal não se explica, nem tem uma fórmula certa, parte tudo daquilo que cada um tem para oferecer de acordo com a sua própria paixão pelo estilo e no caso dos columbianos Revenge, a sua paixão deve ser enorme, porque a qualidade deste "Harder Than Steel" é assombrosa.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Depois de "Odin" ao qual passámos revista recentemente, chega a vez de "Magic Circle" ser reeditado pela Limb Music, lançado dois anos após, em 2005. Se "Odin" foi/é um grande álbum de power metal, já este trabalho que se lhe seguiu deixa um pouco a desejar. Apesar de "Call Of The Wild" iniciar as hostilidades com aparente energia, cedo se repara que essa energia não é muito eficaz, assim como a "Death Is My Life" - um dos melhores temas do trabalho. A falta de eficácia não está relacionada com falta de energia mas simplesmente porque a inspiração não parece ter abonado os alemães quando chegou a hora de escrever músicas para "Magic Circle".

Em certos momentos chega a ser embaraçoso, como na "On Your Knees", onde as coisas vão contra as expectativas e desejos do ouvinte: quanto mais deseja que a música se torne interessante, mais ela piora. Outra coisa que joga contra, e a remasterização do material não mudou em nada, é a produção algo digital. O som de bateria soa demasiado artificial assim como o som de guitarra não é quente o suficiente para que perdure no tempo e tornem estas músicas ainda mais cativantes. Sabemos que a forma não é tudo, mas por vezes pode fazer uma grande diferença, que aqui não o faz realmente.

Não é um mau álbum, apenas uma desilusão em relação ao que está para trás. É preferível um "Magic Circle" do que qualquer coisa que os Manowar tenham feito a partir de 1996. Os lugares comuns são os mesmos, a bateria soa tão falsa e forçada e podemos não ter refrões repetidos até à exaustão mas definitivamente continuamos a ter refrões cativantes, assim como riffs e solos. Não é dos momentos mais inspirados mas mesmo assim servirá para entreter qualquer fã menos exigente de power metal. Pessoalmente, não seria um álbum que interessaria reeditar, mas fazendo parte de um pacote dos três álbuns editados originalmente pela Limb Music antes da banda se mudar para Massacre onde se mantem até hoje, faz sentido que tivessem os três o mesmo tratamento.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira


Ainda recentemente falámos dos belgas Thurisaz a propósito do seu álbum ao vivo, “Live And Acoustic” e de como estávamos curiosos para ver como ficaria o novo álbum, previamente anunciado para Março. Aqui está ele e vem ao encontro das nossas melhores expectativas. Apesar de ser um trabalho onde o seu lado mais extremo é evidenciado – algo que não aconteceu no atrás referido trabalho ao vivo, a mesma melodia e bom gosto nos arranjos continua presente e assim as duas primeiras faixas são como uma só dividida em dois, algo que até o próprio título reflecte (“Longing…” e “…For A Change”) são um excelente exemplo da qualidade aqui contida.

“Patterns Of Life” é então a primeira faixa que nos surge como tal e é possível ver que a banda está bem mais próxima do death metal melódico do que propriamente dos terrenos black metal que em tempos pisaram mais, no entanto, ao quarto álbum e com um nível de qualidade bem altíssimo, a banda belga já praticamente não tem de se preocupar de encaixar neste ou noutra prateleira, porque as suas músicas são de uma qualidade ímpar. É impossível não se ficar completamente rendido pela totalidade da duração desde “Pulse Of Mourning”, embora existam momentos que se destacam, como a lindíssima “One Final Step”.

Se a banda passou despercebida nos últimos anos, agora isso tem tudo para acabar, já que existe aqui matéria suficiente para que se tenha um clássico intemporal de metal extremo, mesmo que até nem seja tão extremo como isso. Para ouvir incontáveis vezes não conseguindo sequer começar a enjoar. Progressivo, atmosférico e com uma sensibilidade de beleza incomum, “The Pulse Of Mourning” é sem dúvida um dos grandes trabalhos de 2015.


Nota: 9/10


Review por Fernando Ferreira


É inevitável mas quando se pensa actualmente em música instrumental onde as guitarras sejam preponderantes, pensa-se sempre em pós-rock por isso é refrescante esta proposta dos Emerged em que a guitarra assume um posto de destaque mas à moda antiga, com o elemento rock e metal em destaque, mesmo que em doses suaves – mas mesmo assim temos excelentes solos, excelentes riffs e cinco músicas em meia hora que são do mais viciante que poderia haver. O elemento metal está bem presente numa faixa como “Don’t Speak” e “Get A Life” enquanto a rockalhada até com um certo toque blues domina em “Dark Corner Of My Mind”.

É o primeiro trabalho desta jovem banda holandesa e embora seja complicado para nós considerarmos como álbum, já que tem apenas cinco músicas e meia hora, tem certamente mais qualidade que muitos álbuns que por aí andam. Se não é um dos lançamentos instrumentais do ano, ou até dos últimos anos, anda mesmo lá perto. Temos talento e do bruto. Diamante mesmo.


Nota: 9.5/10

Review por Fernando Ferreira


A polémica que envolvia o nome e o logo dos Immortal acabou sem entendimento. Abbath resolveu parar os Immortal, pelo menos para já, e seguir a solo.

Segundo o comunicado oficial: “O líder e fundador dos Immortal tem escrito e ensaiado fervorosamente, com uma panóplia de material novo pronto a ser gravado. Incapaz de chegar a um acordo de modo a seguir em frente com os restantes membros da banda, criou uma nova formação. Embora agradecido e respeitador das contribuições de Demonaz, Horgh e Apollyon, agora é o momento certo para Abbath apresentar a sua arte ao mundo e continuar a evoluir o legado.”

Os próximos 2 anos serão marcados pelo lançamento de um novo álbum e concertos ao vivo, o primiro no The Forum em Londres, a 18 de Setembro. Em Fevereira, Abbath será cabeça de cartaz do Blastfest, em Bergen, Noruega.


Apesar de seguir com o seu nome apenas, Abbath apresentará, juntamente com o novo material, clássicos dos Immortal, incluindo prcisosidades escondidas numa carreira de mais de duas décadas.
Após 25 anos de Immortal, este nome entra num período de descanso, mas não a música, a essência, isso continua com Abbath.

Por: João Pedro Freitas - 28 Março 2015


Os Sevendust já terminaram a gravação do décimo álbum de estúdio. O CD foi gravado no Architekt Music, em Butler, Nova Jersey.

Numa entrevista recente à Loudwire, o guitarrista da banda, John Connolly, referiu acerca do novo material da banda: "É engraçado, tu sais do mundo acústico e imediatamente pensas tipo 'ok, vamos pegar no metal novamente. Pesado".

O último álbum acústico da banda, "Time Travelers & Bonfires", vendeu cerca de 15 mil cópias nos Estados Unidos, na primeira semana de lançamento. O disco foi disponibilizado a 15 de Abril de 2014, via 7Bros. Records, em conjunto com ADA Label Services. Ainda não é conhecida a data de lançamento do novo álbum.

Por: Patrícia Garrido - 28 Março 15


Max Cavalera, frontman dos brasileiros Soulfly, revelou numa recente entrevista à Front Row Report que já se encontra a trabalhar no próximo álbum da banda: "Estive em casa a trabalhar no novo álbum dos Soulfly. Aliás, amanhã vou viajar para Los Angeles para gravar alguns vocais. Estive a trabalhar isto nos últimos finais de semana, porque Matt Hyde, que está a produzir o disco dos Soulfly, ele também está a fazer o novo álbum dos Deftones agora, então ele tem os finais de semana de folga e estamos, por isso, a aproveitar os finais de semana para a parte vocal e está a sair muito bem". 

Cavalera acrescentou ainda que, por este ser o décimo álbum da banda, tem algumas surpresas pensadas para os fãs: "Esperamos nos encontrar com a Nuclear Blast e planear algumas coisas especiais para o novo disco. Talvez alguns pacotes especiais. Eu gosto de fazer coisas assim e eu sei que as pessoas gostam desse tipo de coisas também. Não é todos os dias que lanças o teu décimo disco, é uma conquista especial". 

Por: Miguel Lourenço - 28 Março 15


Doug Goldstein, empresário que foi acusado por Slash de ser o responsável pela separação dos antigos membros de Guns N' Roses, deu uma entrevista à Rolling Stone Brasil em que afirma ter sido Michael Jackson a principal razão para a saída de Slash da banda. 

Goldstein diz que tudo aconteceu porque a altura em que Slash aceitou tocar com Michael Jackson ao vivo, em troca de apenas uma televisão de ecrã gigante, coincidiu com a mesma fase em que Jackson estava a ser acusado de pedofilia. Visto que Axl sofreu de abuso sexual por parte do seu pai quando tinha apenas dois anos de idade, tal colaboração com Michael Jackson não foi bem aceite, gerando assim o conflito que viria a culminar com a saída de Slash. 

Por: Miguel Lourenço - 28 Março 15


Muito embora a edição de 2015 do Moita Metal Fest ainda se encontre a decorrer, já são conhecidas as primeiras confirmações para a edição do próximo ano, que irá realizar-se nos dias 1 e 2 de Abril. Os lendários alemães Tankard, bem como os Web e For The Glory, são os primeiros nomes conhecidos.  

Por: Sara Delgado - 28 Março 15


Devin Townsend anunciou recentemente numa entrevista que está prestes a partir para mais uma aventura musical, numa que ainda nunca se tinha aventurado: encontra-se neste momento a escrever uma sinfonia.

"Encontro-me a escrever uma sinfonia neste momento e irei gravá-la na Bélgica, num estúdio com «surround sound» e efeitos visuais. Irá ter muitos instrumentos que não são tipicamente vistos numa sinfonia, vai ser uma combinação de tudo", disse.

"Eu quero fazer uma coisa que vá das extremidades mais profundas do «bonito» até ao caos total, como um Apocalipse infernal. Quero ter uma linha que não tenha muito a ver com uma história, mas mais com coisas humanas, como emoções com as quais eu tenho dificuldades em lidar todos os dias, porque não me considero emocionalmente muito inteligente", explicou ainda.

Abaixo pode ser visto o vídeo da entrevista completa: 



Por: Carlos Ribeiro - 28 Março 15


A banda metal norueguesa Leprous prepara-se para lançar o seu novo álbum, "The Congregation", no próximo dia 25 de Maio, na Europa, e dia 2 de Junho na América do Norte, através da InsideOut Music. 

O álbum foi gravado nos estúdios Fascination Street e Ghostward Studios na Suécia com David Castillo, enquanto os vocais, a cargo de Heidi Solberg Tveitan e Vegard Tveitan, foram gravados nos Mnemosine Studios, na Noruega. À semelhança dos seus álbuns anteriores, a masterização esteve a cargo de Jens Bogren. O alinhamento de "The Congregation" será:

01. The Price
02. Third Law
03. Rewind
04. The Flood
05. Triumphant
06. Within My Fence
07. Red
08. Slave
09. Moon
10. Down
11. Lower

Pode ser visualizada abaixo a capa do novo álbum dos Leprous, criada pelo artista Nihil.


Conforme referem os Leprous: "A capa representa muito bem o tema negro do álbum ao mostrar a deformação e perturbação."

Einar Solberg, vocalista e teclista, comentou: "Este foi, sem dúvida, o álbum mais difícil de compor até agora, se contarmos a quantidade de horas, sangue, suor e lágrimas que estiveram por detrás. Sinto-me muito orgulhoso por ter terminado aquele que considero ser o álbum mais ousado, técnico, inovador e maduro que já fizemos. Liricamente, o álbum reporta para os perigos e consequências de seguir cegamente a corrente daí que o título fale por si". 

Por: Mariana Crespo - 28 Março 15


A banda sueca Shining revelou a terceira música em stream do seu novo álbum, “IX – Everyone, Everything, Everywhere, Ends”.

“Framtidsutsikter”, parte do álbum que sai a 20 de Abril, através da Season of Mist, pode ser ouvida abaixo.



Por: Ana Costa - 28 Março 15


Mais de sete mil pessoas reagiram ao comunicado online da morte de Scott Clendenin (Death, Control Denied), feito por Eric Greif, ex-empresário de Death e presidente da Perseverance Holdings, que administra o legado do mentor de ambas as bandas - Chuck Schuldiner.

Greif manifestou publicamente a sua consternação pela morte de Scott Clendenin, aos 47 anos, na passada terça-feira, dando conta dos problemas de saúde que o baixista enfrentava, com optimismo, já há uns anos.

Os milhares de fãs que se solidarizaram com a publicação de Greif, na página oficial dos Death, deixaram também centenas de comentários emotivos, de pesar e de reconhecimento ao baixista.

De relembrar que Scott participou, em 2012 e 2013, em duas tournées dos Death to All, projecto de tributo a Chuck Schuldiner, já que era apologista de que se deveria manter vivo o seu legado.

Facto é que, com a sua morte, o baixista acabou por contribuir para que as bandas que ambos partilharam - Death e Control Denied – andassem assim na "boca do mundo", ainda que pelo pior dos motivos.

Por Ângela Fontão Teixeira - 27 Março 15


Depois da confirmação de Satanic Warmaster para o festival Sardinha de Ferro, que vai ter lugar a 27 de Junho no Side B, em Benavente, foi revelado que a banda irá dar um segundo concerto, desta feita no Porto, no Hard Club. A banda finlandesa irá actuar no dia 26 de Junho, e os grupos convidados para essa data são os nacionais InThyFlesh, Dolentia e Nevoa. Os primeiros 25 bilhetes vão ter o preço de 15 euros. Depois os restantes irão custar 18 euros em compra antecipada e 20 no próprio dia.

Por: Rita Limede - 27 Março 15


Os alemães Wizard são uma daquelas bandas de power metal que muita gente já ouviu alguma vez falar (ou pelo menos conhece o lettering do logo ou alguma capa) mas poucos de deram ao trabalho de a ouvir, que é outra forma de dizer que é uma daquelas bandas que pertence À segunda divisão do estilo, algo que até poderá ser algo injusto, avaliando a qualidade da sua música. Como testemunho dessa qualidade temos uma série de reedições por parte da Limb Music, onde se insere este "Odin" lançado inicialmente 2003 e que surge agora remasterizado, com um som bem pujante.

Se um qualquer fã de power metal pegasse na banda por este álbum, definitivamente seria amor à primeira audição, já que a banda consegue soar clássica sem ser propriamente um rip-off. Ok, existem momentos aqui que fazem lembrar tanto Manowar como Blind Guardian mais antigo, outros que parece Edguy e, claro, os Helloween não são esquecidos, mas a identidade da banda continua intacta. Na altura, este era já o quinto trabalho da banda e isso nota-se na medida em que as músicas revelam uma confiança que transparece, não só por ser uma espécie de álbum conceptual sobre o deus dos deuses nórdicos, mas também pela qualidade que é evidente.

Os melhores momentos são atingidos em faixas como "The Prophecy", "The Betrayer" e "The Powergod", ou seja, as músicas mais rápidas. Por outro lado,  embora"Dark God", "Loki's Punishment"e "Thor's Hammer" e não sejam tão rápidas como as atrás mencionadas, continuam a ser grandes faixas, onde o foco nos refrões são totalmente justificados. É um álbum completo que aguentou bem o teste do tempo e merece ser redescoberto, sem dúvida, por muitos fãs de heavy/power metal tradicional. Quando as coisas são boas, mais cedo ou mais tarde, vêm ao de cimo.


Nota: 8/10


Review por Fernando Ferreira


Dificilmente encontraremos banda nacional mais embebida do espírito underground que os Decayed. É certo que nem sempre o interesse andou de mãos dadas com o número de demos, Ep, splits e até álbuns de originais, havendo fases em que um certo marasmo se instalou (ali por alturas do “The Book Of Darkness” e “Nockthurnaal”), mas de falta de dedicação ninguém pode acusar a banda, principalmente quando a sorte nunca foi algo que tenha bafejado muito a banda durante toda a sua existência, mas perante todos os azares e entrada e saída de músicos, a determinação de J.A. foi e continua a ser a força motriz para que os Decayed continuem a sua caminhada.

“Into The Depths Of Hell” é já o décimo álbum da banda e conta com uma das suas melhores formações de sempre, com J.A. como sempre a cargo das composições e guitarras, Tormentor (dos Asphyx e Desaster) na bateria e Vulturius (dos Irae e Morte Incandescente) no baixo e voz. As músicas têm aquele estilo inconfundível da banda pelo que até se justifica ser este álbum que sirva como celebração dos vinte e cinco anos de actividade. Não por trazer algo de diferente dos outros todos, mas por ter bem presente esse tal espírito próprio dos Decayed que está presente desde os seus primórdios nos inícios da década de noventa, onde até nem falha a cover de Bathory da praxe, aqui com “The Rite Of Darkness”.

Ao contrário daquilo que aconteceu pontualmente no passado, este álbum faz bom uso das dinâmicas com uma música como “Omens Of Doom” ou a épica faixa “Ravenous Spectres”, por exemplo, a fazerem bom uso tanto da melodia (macabra, claro) e do groove (cuidado com esta palavra, para ser utilizada apenas no seu sentido mais estritamente mais metálico). Apesar disto, para todos os que já estão cansados desta forma de fazer black metal, não será agora que se vão converter, porque a banda portuguesa não desvia um milímetro daquilo que são, mas são vinte e cinco anos. Estranho seria se mudassem agora. Goste-se ou não, os Decayed são uma instituição da música extrema nacional e este “Into The Depths Of Hell” é testemunho disso mesmo.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira



O thrash metal melódico dos Dying Gorgeous Lies está de volta após quatro anos de ausência, pelas mãos da Massacre Records. A banda não foge muito aos lugares comuns que a secção teutónica nos está habituada a apresentar, mas isso não faz com que o trabalho não seja de qualidade. Nem sempre clichés são sinónimos de preguiça ou falta de identidade. Embora músicas como “Rise Again” e “Supressing Fire” não representem novidade nenhuma nem sejam a reinvenção da roda, mas de certeza de que essas também não será a intenção.

Basta ter boas músicas, energia e atitude para que se tenha um bom trabalho e é o que temos durante estes quarenta minutos. Em algumas ocasiões nota-se o cansaço desta proposta, talvez como se sente quando ouvimos um álbum dos Tankard – não havendo propriamente semelhanças entre as duas bandas, mas são duas representações válidas do thrash metal alemão – em que a uma certa altura do álbum se começa a sentir que se está a tornar imune aos encantos das malhas.  É o típico caso que a banda tem potencial e promete entusiasmo no início do álbum mas depois acaba por cair numa certa monotonia que não chegando a tornar-se perigosa, é incomodativa.

Agradável mas para ouvir sem expectativas muito altas. Os menos exigentes gostarão de músicas como “Join My Hate”, “Riot Call” ou o ambiente festivo de “No. 759”. Aguenta bem umas audições mas nada mais que isso. Veremos como a sua carreira progride a partir daqui e se a estrutura da Massacre Records consegue fazer com que se entusiasmem e apliquem mais. Por enquanto é algo um pouco acima do “meio-gás”.


Nota: 6/10


Review por Fernando Ferreira