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Os ucranianos Stoned Jesus estão prestes a lançar um novo álbum. Intitulado "Pilgrims", será editado a 7 de Setembro. Nesse sentido, surge a "The Pilgrimage Tour" e o nosso país não podia ficar de fora. A banda atua no dia 31 de Outubro, na Sala 2 do Hard Club (Porto), e, no dia seguinte, 1 de Novembro, no RCA Club (Lisboa). 

A primeira parte do evento estará a cargo dos (também) ucranianos Somali Yacht Club. 

Bilhetes:
Pré-venda - 15€
No próprio dia - 20€ 

Os bilhetes ficarão disponíveis em breve. 

Por: Sara Delgado - 17 Agosto 18



"T.C.B.T." é o título do novo álbum dos Black Tusk, que foi lançado hoje através da Season Of Mist. Já é possível ouvir o álbum na íntegra na plataforma Spotify. Acima pode ser ouvido um dos novos temas da banda, "Closed Eye". 

Track list de "T.C.B.T.": 

01. A Perfect View Of Absolutely Nothing 
02. Closed Eye 
03. Agali 
04. Lab Rat 
05. Scalped 
06. Ghosts Roam 
07. Ill At Ease 
08. Rest With the Dead 
09. Never Ending Daymare 
10. Orange Red Dead 
11. Whispers 
12. Burn The Stars


Por: Sara Delgado - 17 Agosto 18


A banda sueca Opeth lançará "Garden Of The Titans: Live At Red Rocks Amphitheatre" no dia 2 de novembro, através da Moderbolaget Records/Nuclear Blast Entertainment. Este evento histórico foi gravado para os formatos DVD, Blu-Ray e Vinyl, durante a sua apresentação no dia 11 de maio de 2017, no Red Rocks Amphitheatre, em Denver, CO. Tanto o formato DVD como o formato Blu-ray incluem CD's, que contêm a parte áudio. Acima pode ser visualizado um excerto deste lançamento.

As imagens de vídeo foram supervisionadas pelos The Deka Brothers (Carpenter Brut, The Prodigy), sendo que a mistura ficou a cargo de David Castillo (Katatonia, Bloodbath). Todas as versões apresentam a arte magistral do referenciado artista Travis Smith (Nevermore, Katatonia, Testament).

Por: Carla Amaral - 17 Agosto 18


"Non Serviam: The Official Story Of Rotting Christ" é o título do novo livro de Sakis Tolis e Dayal Patterson (autor de "Black Metal: Evolution Of The Cult", "The Cult Never Dies Vol. One" e "Into The Abyss"). O livro explora as três décadas de história da banda grega. Este livro será lançado pela editora britânica Cult Never Dies em novembro deste ano.

Contém entrevistas extensas com Themis Tolis, Jim Mutilator, Morbid, George Emmanuel e membros de bandas como Watain, Mayhem, Enslaved, Moonspell, Blasphemy, Mystifier, Septicflesh, Behemoth, Macabre Omen, Immolation, entre outras. 

O livro está praticamente terminado, contudo, num comunicado do Facebook, a banda refere que ainda está à procura de flyers, imagens e fotos dos anos 80, 90 e da primeira década de 2000. Nesse comunicado pode ler-se ainda: "Imagens da loja Metal Era e do Storm Studio são de particular interesse. Se achas que tens imagens que possam ser do nosso interesse envia para order@cultneverdies.com, com o assunto "Rotting Christ pictures", para que possa ser discutido."


Por: Paulo Vaz - 17 Agosto 18



O guitarrista Slash, em conjunto com Miles Kennedy e os "The Conspirators", lançaram um novo single, "Mind Your Manners", que pode ser ouvido acima.

Slash featuring Miles Kennedy & The Conspirators, o nome pela qual se designa esta banda, lançará o seu novo álbum, "Living The Dream", no dia 21 de Setembro, através da Snakepit Records.

Por: Carlos Ribeiro - 17 Agosto 18


Os noruegueses Sirenia vão regressar a Portugal no próximo dia 10 de Novembro, no RCA Club, em Lisboa. Trarão consigo o seu novo álbum, "Arcane Astral Aeons", com lançamento marcado para o fim de Outubro. 

Os seus conterrâneos Triosphere vão acompanhar a banda nesta tour e farão parte do evento em Lisboa. Ainda serão anunciados os nomes que farão a abertura da noite. 

Abertura de portas: 20h00
Início: 20h30 

Bilhetes: 22€ 
Disponíveis na Ticketline, na Unkind.pt e nos seguintes locais: Lojas Abreu, Worten, Fnac, MediaMarkt, Note!, C.C. Mundicenter, C.C. Dolce Vita, SuperCor, UTicketline, Ask Me Lisboa, El Corte Inglês, A.B.E.P., Casino Lisboa, Centro Cultural de Belém, Forum Aveiro, Galeria Comercial Campo Pequeno, Shopping Cidade do Porto, Time Out Mercado da Ribeira

Por: Sara Delgado - 17 Agosto 18


A ex-vocalista dos Nightwish confirmou à Kaaos TV que está a trabalhar no seu primeiro álbum desde "The Shadow Self" de 2016.
A artista comentou:"Espero entrar em estúdio, para começar a produção, no principio do próximo ano. Por isso podem esperar o lançamento do álbum, mais ou menos, para Setembro ou Outubro de 2019".

Tarja lançou recentemente "Act II", um DVD em directo que foi filmado durante a tour mundial "The Shadow Shows", que inclui um set de 75 minutos gravado entre o Metropolis Studio em Londres e um dos seus concertos em Milão, incluido ainda fotos e entrevistas exclusivas.

Por: Ana Antunes - 17 Agosto 18



A vocalista dos Huntress, Jill Janus, faleceu no passado dia 14 de Agosto, após ter cometido suicídio em Portland, EUA. Sem que ainda tenham sido revelados muitos pormenores, a banda já emitiu um comunicado à webzine "Blabbermouth", onde confirmaram as piores notícias.

A artista, de 43 anos, tinha um longo e antigo historial de doenças do foro mental, incluindo esquizofrenia, transtorno bipolar e transtorno dissociativo de personalidade, ao qual se juntavam ainda problemas com o abuso de álcool. 

Por: Carlos Ribeiro - 16 Agosto 18


Randall Desmond Archibald, mais conhecido no mundo do metal como "Randy Rampage", faleceu no dia 14 de Agosto, aos 58 anos.

Era mais reconhecido pelo tempo em que foi vocalista dos Annihilator. A causa da morte, embora ainda não confirmada oficialmente, terá sido um ataque cardíaco fulminante, de acordo com algumas fontes próximas.

Por: Carlos Ribeiro - 16 Agosto 18


A banda constituída por ex-membros dos Slipknot e Dragonforce, Sinsaenum, lançou hoje uma nova faixa online, que pode ser ouvida acima.

"I Stand Alone" é retirada do segundo álbum do grupo, intitulado "Repulsion For Humanity", lançado no dia 10 de Agosto.

Esta banda conta nas suas fileiras com Joey Jordison, ex-baterista dos Slipknot e Frédéric LeClercq, ex-baixista dos Dragonforce.

Por: Carlos Ribeiro - 16 Agosto 18



Grande novidades para os fãs de Disturbed! A banda norte-americana lançou hoje uma nova música - com videoclip oficial - intitulada "Are You Ready", que pode ser ouvida/vista acima.

Para além disto, já sabíamos que o novo álbum também estava na calha para ser anunciado, então os Disturbed decidiram fazer já anúncio. "Evolution", do qual faz parte a faixa que mostrámos acima, será lançado no dia 19 de Outubro.

Tracklist de "Evolution":

01. Are You Ready 
02. No More 
03. A Reason To Fight 
04. In Another Time 
05. Stronger On Your Own 
06. Hold On To Memories 
07. Savior of Nothing 
08. Watch You Burn 
09. Best Ones Lie 
10. Already Gone

Faixas bónus:

11. The Sound Of Silence [live] (featuring Myles Kennedy) 
12. This Venom 
13. Are You Ready (Sam de Jong Remix) 
14. Uninvited Guest


Por: Carlos Ribeiro - 16 Agosto 18


Depois de terem cancelado a sua actuação na edição deste ano do Moita Metal Fest, os Decapitated são mais uma vez um dos escolhidos da organização para actuarem no festival que decorre em Abril.

Como se sabe, a banda polaca esteve alguns meses afastada do mundo musical por razões de força maior, tendo mesmo alguns dos seus membros em prisão preventiva, acusados de rapto e violação. Já inocentados pela justiça norte-americana, a banda está de volta ao activo e aos concertos.

(Actualização) Para além destes, a organização do festival que se realiza no distrito de Setúbal anunciou ainda mais dois nomes: os Extreme Noise Terror e os Dream Pawn Shop.

O Moita Metal Fest 2019 irá realizar-se nos dias 5 e 6 de Abril desse ano.



Por: Carlos Ribeiro - 16 Agosto 18


O guitarrista de Dimmu Borgir, Silenoz, falou com "Rawstatica", como pode ser visto acima, sobre a diferença de oito anos entre o álbum "Abrahadabra", de 2010, e o seu último lançamento, "Eonian", de 2018: "O tempo é importante, sim, claro, e geralmente perdemos a noção do tempo (...) Então, para nós, não parece que já passaram oito anos desde o álbum anterior."

Silenoz referiu que está convencido de que a espera pelo próximo álbum de Dimmu Borgir será mais curta: "Tenho a certeza de que não demorará tanto tempo da próxima vez, mas é o que é. Para nos sentirmos 100% confiantes, precisamos de estar prontos para entregar o álbum à editora (...) A partir daí, ele está fora de nossas mãos, fora de nosso controlo".

Acrescentou ainda: "Temos, deliberadamente, mantido um perfil discreto nos últimos anos para nos concentrarmos apenas na tarefa em mãos, que foi o novo álbum. É por isso que não tocamos muito ao vivo". 

Lançado a 4 de maio pela Nuclear Blast, "Eonian" contém 10 novas faixas, produzidas pela própria banda e projetadas por Jens Bogren.

Por: Carla Amaral - 16 Agosto 18



A icónica banda de Death metal acaba de revelar mais um single que será incluído no seu novo álbum "Overtures Of Blasphemy".

 Após "Excommunicated", a nova faixa "Seal The Tomb Below" vem desvendar mais um pouco do novo trabalho do grupo, que tem data prevista de lançamento para o dia 14 de setembro, através da Century Media.

 A faixa "Seal The Tomb Below" encontra-se disponivel para audição no video acima.

 Capa do novo trabalho "Overtures Of Blasphemy":


Por: David Ferreira - 16 Agosto 18


Os Aeternus terminaram o seu tão aguardado álbum "Heathen". O oitavo álbum da banda foi gravado nos estúdios Bergen´s Conclave & Earshot, produzido por Herbrand Larsen (ex-Enslaved) e sairá a 12 de outubro, pela Dark Essence Records. Deste trabalho, a banda já disponibilizou o primeiro single "The Sword of Retribution", que se encontra neste link

A sequência das faixas e a capa podem ser vistos em baixo:

01 Hedning
02 The Sword Of Retribution
03 Conjuring Of The Gentiles
04 The Significance Of Iblis
05 How Opaque The Disguise Of The Adversary
06 Boudica
07 ´Illa Mayyit


Por: Paulo Vaz - 16 Agosto 18


Durante uma recente entrevista concedida à Guitar World, Dave Mustaine afirmou que os Megadeth estão a trabalhar no sucessor de "Dystopia" já há umas semanas" e que tem "95% de certezas" que a banda norte-americana vai lançar um novo álbum em 2019. 

"Para um álbum inteiro, 95% de certezas. Absolutamente. Para um novo single? 100% de certezas, sem dúvidas".

Relembrar ainda que este será o primeiro álbum dos Megadeth com o seu novo baterista Dirk Verbeuren.

Por: Carlos Ribeiro - 16 Agosto 18


No último dia do mês de Julho, e antes da sala lisboeta do RCA encerrar para merecidas férias, Lisboa recebeu os australianos Northlane para o início de três concertos no nosso país, tendo a banda passado também por Loulé e Porto.

A abertura ficou a cargo dos VOID, de Lisboa, que apresentaram o seu EP "Navigate". A banda de metalcore arrancou com "Fifth Empire", logo seguido de "Adamastor". 

Apesar de ainda estar pouco público na sala, ninguém fica indiferente ao talento do quarteto. "Solitude", "Saudade" e "Gods" guiaram a banda até ao final da sua prestação, com "Paradoxal" a mostrar que temos aqui algo para seguir com atenção.


Depois de uma rápida troca de instrumentos, tempo de receber na capital os albicastrenses Thirdsphere. 
É raro poder assistir em Lisboa a um concerto do quarteto de Castelo Branco, pelo que foi com muita expectativa que o RCA os recebeu. 
A banda apoiou a sua actuação no recente "SYZYGY", e arrancou com  "IR Interference", raidamente seguido por "Pathos" e "Broken Bones".

Com constante interação com o público, a quem foram sempre agradecendo o apoio numa terça feira, mostraram a versão que fizeram do tema dos EMF "unbelievable", para percorrer todo o alinhamento restante do disco de estreia, excepção feita a "Gravitation". Prestação cinco estrelas e um grande aquecimento para os cabeças de cartaz. Pouco passava das 22 horas quando se inicia o intro que antecede "Vultures", e eis que entra em palco a banda australiana, estandarte do movimento metalcore downunder.
O mar de gente que quase enchia a sala de Lisboa saltou repleto de vontade, e os ozzies fizeram-lhes a vontade, tocando os melhores temas de sua já extensa discografia. "Masquerade" foi seguido por um excelente "Rot", com o vocalista Marcus Bridge a não parar um segundo. Apesar do último disco, "Analog Future" ser uma colectânea de registos ao vivo, e não haver propriamente nenhuma novidade, ninguém estava particularmente triste. "Colour Wave", "Worldeater" e "Citizen" levaram ao delírio os presentes, enquanto se guardavam algumas energias para a recta final. E que final!! "Obelisk", "Paragon" e "Quantum Flux" marcaram o final do concerto, com a banda a prometer novidades em breve.


Texto por Vasco Rodrigues
Fotografias por Ana Júlia Sanches
Agradecimentos: Ample Talent & Out Of Sight Booking


A terceira edição do festival Laurus Nobilis Música de Famalicão arrancou no passado dia 26 de Julho. Este evento de cariz solidário – cujo o objectivo é  a recolha de fundos para a construção da Casa do Artista Amador -  trouxe-nos um cartaz dedicado exclusivamente às sonoridades mais pesadas (rock e metal), contrariando o estilo mais generalista de edições anteriores. 

Os galegos Atreides deram inicio às festividades deste ano com um concerto consideravelmente morno. Este grupo de heavy metal melódico, que veio apresentar o seu mais recente álbum “Neopangea”, passou um tanto despercebido aos poucos festivaleiros que já marcavam presença no evento. Um concerto que cumpriu o que era esperado, apesar da sua falha em deixar uma grande impressão nos presentes.

Donos de uma carreira de cerca de 25 anos e de uma energia em palco admirável, os “nossos” Booby Trap foram o acto que se seguiu. 
Um concerto mais notável e animado que o anterior, onde a banda mostrou que o local onde se sente mais confortável é em cima de um palco. A setlist contou com alguns temas mais marcantes da banda como “O Bom, o mau e o filho da puta”, “Survive” ou “Shut The Fuck Up”. A fechar, uma cover do clássico de Motörhead “Ace Of Spades”, tocada em jeito de homenagem aquela que é uma das bandas mais influentes   no som de Booby Trap.

As lições de história de Portugal em formato de power metal dos Cruz de Ferro provocaram alguns momentos de headbang por entre o público. 
Uma banda que certamente não é para todos, estes cumpriram o que seria de esperar e trouxeram um bocadinho de cenário épico a esta noite que se começava a sentir fria. 
A setlist percorreu toda a discografia da banda, com temas como “Portugal Vingança”, “Morremos de Pé” e a nova música “Soldado Desconhecido” que homenageia os soldados portugueses que perderam as suas vidas há cem anos na primeira guerra mundial.

A fechar a noite, os Infraktor apresentaram-nos “Exhaust”, o seu álbum de estreia, lançado recentemente. Com uma sonoridade mais próxima do death/thrash metal, o quinteto conseguiu provocar algumas movimentações na plateia, dando aos presentes a oportunidade de libertarem alguma energia. Temas como “Unleash the Pigs”, “Confront” ou “Ferocious Intent” foram bons exemplos daquilo que a banda tem para oferecer musicalmente – que de certa forma justificam a sua crescente  popularidade. A terminar - e em grande estilo - uma cover da música “Strenght Beyond Strenght” de Pantera que inflamou ainda mais os ânimos dos presentes.

Terminou assim este dia de aquecimento do Laurus, para nos preparar para o que viria a seguir. Foi um dia de entrada livre que deu para aguçar a curiosidade de muitos fãs de música mais pesada, mas também para mostrar à população local o que significa ter um festival deste estilo de música, e qual o ambiente (sempre positivo e de camaradagem)  que se faz sentir.


Texto e Fotografia por Rita Limede
Agradecimentos: Laurus Nobilis 


Depois de uma noite de aquecimento, o festival Laurus Nobilis voltou na sexta-feira para nos trazer um dia repleto de boa música e convívio.

A tarde/noite de boa música teve o seu começo com o concerto de Sotz’. A banda de death metal do Porto mostrou muita energia e dedicação em palco, tendo convencido os  poucos presentes da sua qualidade. Ao promoverem o seu EP de estreia “Tzak’ Sotz’”, apresentaram-nos uma setlist maioritariamente focada no mesmo.

Seguiu-se a actuação da banda de death/groove In Vein. Com a plateia um pouco mais composta, este jovem grupo do Porto deu mostras da sua garra e talento, causando inclusive os primeiros momentos de mosh, circle pits - e até mesmo a primeira wall of death - do dia. Por sua vez, a setlist girou maioritariamente em volta dos temas de “Resurrect”, o seu primeiro – e único – álbum lançado o ano passado.

Os Nine O Nine podem ser um nome ainda relativamente desconhecido do público nacional, no entanto os seus integrantes de certo não o são. 
Este grupo -  que na sua formação conta com Tó Pica (ex- RAMP) e Sérgio Duarte (RCA), entre outros –, veio a Famalicão apresentar o seu mais recente trabalho, “The Time Is Now”. 
Foi um concerto interessante, que ainda arrancou algumas reações calorosas por parte do público, tendo cumprido o que era esperado. 

A banda portuguesa de hardcore Hills Have Eyes  estrearam  o palco principal Um grupo que dispensa grandes apresentações, dada a sua popularidade e qualidade musical, particularmente dentro do género. Um actuação explosiva e repleta de energia que não deixou ninguém indiferente. Os Hills Have Eyes demonstraram uma vez mais porque são uma aposta inegavelmente segura para qualquer festival, sendoem cima de um palco que se sentem mais confortáveis. Temas como “Antebellum”, “All at Once” ou até mesmo “Strangers” arrancaram momentos de êxtase, onde o público foi igualmente a estrela da festa,  culminando em  alguns  refrões cantados em uníssono. Um concerto memorável, do mais alto nível.

Equaleft é uma daquelas bandas que nunca desilude. Com músicos de qualidade, conseguiram a proeza de deixar, uma vez mais, o público ao rubro com uma performance de excelência.
A movimentação na plateia – desde circle pits, mosh, crowd surfing e até mesmo uma wall of death – fez-se sentir desde cedo, e a sinergia entre a banda – muito comunicativa – e a energia do público  público era palpável, criando um ambiente incrível.
A setlist intercalou alguns temas novos, como “Once Upon A Failure”, “Strive” ou “Overcoming” – que seguramente irão fazer parte do próximo álbum da banda, ainda sem data de lançamento definida – com alguns temas mais antigos, tais como “New False Horizons”, “Invigorate” ou “Maniac”, que escolheram para fechar o concerto, tendo sido cantada pelo vocalista Miguel Inglês enquanto este estava a fazer crowdsurfing. 

O momento mais aguardado desta noite começou em tom solene. Antes de os Septicflesh subirem ao palco, a organização pediu aos presentes que se juntassem para homenagear as vítimas dos recentes incêndios na Grécia, país de origem da banda. Ao soarem os primeiros acordes de “Portrait Of A Headless Man”, fez-se sentir uma reação calorosa à banda. Estava criado o ambiente perfeito para um concerto com grande qualidade e entrega por parte de todos os elementos de Septicflesh, com especial destaque para o vocalista e baixista Spiros Antoniou, que é acima de tudo um frontman e entretainer carismático. Apesar da sua  extensa carreira de mais de 25 anos, os temas escolhidos para esta noite, focaram-se nos álbuns mais recentes do grupo, com especial destaque para os de “Codex Omega”, álbum lançado no ano passado. Há também que destacar a dedicatória aos seus compatriotas feita antes de “Dante’s Inferno” em jeito de homenagem.  Foi um concerto que decerto foi ao encontro das expectativas de todos os presentes, que durou pouco mais de 1h30, com direito a encore onde nos presentearam com os temas “Anubis” e “Dark Arts”.

A irreverência dos Mata Ratos não deixou os ânimos esfriarem. Embora o concerto de Septicflesh seja algo dificil de igualar, estes não desapontaram e proporcionaram os momentos de festa brava do festival. Com alguns dos temas mais clássicos cantados em uníssono com o público, tais como “CCM”, “Armando é um comando” ou a já icónica “A Minha Sogra é um Boi”, causaram grandes movimentações na plateia – tal como seria de esperar. Mata Ratos fecharam assim o palco principal na sexta-feira, em toda a sua glória.

Os mais resistentes reuniram-se em frente ao palco cá fora para presenciarem a grande actuação dos Web. Apesar da noite se fazer sentir tardia e o cansaço a começar a atacar, isso não influenciou de forma alguma a actuação desta já mui experiente banda, que conta com mais de 30 anos de carreira. Ainda houve espaço no público para algumas movimentações, ao som de alguns dos temas mais emblemáticos de Web como “Mortal Soul” ou “Vendetta” – que encerrou a noite.
Estava assim terminado mais um dia do festival Laurus Nobilis Música, que contou com muito mais público do que na noite anterior, com concertos de qualidade e o já habitual convívio entre o pessoal presente. 


Texto e Fotografia por Rita Limede
Agradecimentos: Laurus Nobilis 



Com uma vibe dançável e um som apelativo – embora um tanto fora do vulgar – os nacionais Legacy of Cynthia deram o pontapé de partida para este último dia.
A banda conseguiu reunir um respeitavel aglomerado de público para os ver, apesar do calor que se fazia sentir naquela tarde, tendo brindado os presentes com um concerto de qualidade. A setlist focou-se maioritariamente nos temas de “Danse Macabre”, o seu mais recente registo de originais lançado em 2016.
Ainda houve também tempo para nos apresentarem duas músicas novas, que irão fazer parte de um novo álbum da banda.

Com o seu rock n roll vibrante os Low Torque foram o acto que se seguiu.
A banda demonstrou uma vez mais, que além da qualidade musical, que são verdadeiros entretainers e que vivem para o palco. A receção que tiveram foi boa, no entanto ficou já marcada a ideia que estão destinados para palcos “maiores”.
Ainda andam a  apresentar o seu mais recente álbum, “Chapter III – Songs From the Vault” lançado o ano passado, as músicas “Supafreak” e “Dust Mojo” ficaram no ouvido.

Um nome que dispensa qualquer apresentação, os Revolution Within vieram agitar os ânimos e criar movimentações na plateia do inicio ao fim – mosh, circle pits foram uma constante. 
Conseguiram a primeira enchente do dia, e tal como seria de esperar preencheram bem as medidas de todos os que se reunirem para os ver. 
A setlist apesar de ter percorrido um pouco todos os seus lançamentos, focou-se maioritariamente em “Annihilation”, o mais recente. Houve ainda tempo para uma sentida homenagem a Vinnie Paul Abbot, o baterista de Pantera falecido recentemente e uma grande influência musical dos Revolution Within.

Os The Temple são uma daquelas bandas que à partida já se sabe que vão dar um bom espétaculo, e até à data ainda não desiludiram. Carismáticos como sempre, fizeram do palco a sua casa e foram recebidos em grande.  Cá em baixo na plateia houve muita movimentação e estava tudo em grandes espíritos, a divertirem-se imenso ao som de músicas como “Nation on Fire” ou “War Dance” – esta última com um toque de tribalismos, e com especial destaque para a bateria, tendo os elementos da banda dado “uns toques” na bateria. 

Os espanhóis Crisix são mais uma banda de thrash como muitas outras. No entanto, a sua simpatia e à vontade em cima do palco mais que compensam a mediocridade musical, tornando a sua actuação como algo muito interessante de se ver. Prova disso foi a sinergia electrizante que se fez sentir entre a banda e o público que soube aproveitar da melhor forma o concerto dos espanhóis para dar tudo – mosh, circle pits e crowd surfing – tendo inclusive um dos guitarristas do grupo juntado a essa festa enquanto tocava. No meio dos temas originais como “Agents of M.O.S.H.” ou “Get Out Of My Head” houve também espaço para um medley com covers de músicas como “Hit the Lights”,”Walk” e “Killing In The Name Of”.

Os Tarântula são um dos grandes clássicos do heavy metal nacional, e um nome que acarreta respeito no nosso underground. 
No entanto, estatuto não é tudo, e apesar de terem dado um concerto irrepreensível, ficou a faltar algum feeling pelo meio. 
Apesar dessa falha, isso não desanimou os amantes dos clássicos, que cantaram em uníssono os refrões das músicas “Face The Mirror” e “End of the Rainbow”. 

A banda sueca regressou a Portugal após um concerto no passado mês de Abril e nem por isso teve menos  seguidores à espera para os. Para muitos o concerto de Dark Tranquility foi decerto um dos pontos mais altos desta edição do Laurus Nobilis. Sempre com muita classe e estilo, a banda demonstrou o porquê de ser uma das favoritas do público nacional, que ajudou a aquecer uma noite que já se fazia sentir fria com a sua receção ao grupo. A sinergia foi incrivel, e os momentos mágicos foram-se sucedendo com a maioria dos refrões dos temas incluidos nesta setlist – que foram desde os mais antigos até aos mais recentes, retirados de “Atoma” o álbum lançado em 2016 e que a banda ainda se encontra a promover. Destaque para a faixa “Lost to Apathy” que de acordo com o vocalista é o oposto do público português e para “Misery Crown”, que fechou esta hora e meia de concerto em toda a sua glória.

O tão aguardado regresso dos The Godiva fechou esta edição do festival. Após quase uma década afastados do palco, a mítica banda portuense de gothic/death metal brindou-nos com um concerto ao mais elevado nível. Em melhor forma do que aquilo que poderiamos esperar, encantaram-nos com os temas do seu EP “Spiral” lançado no já longínquo ano de 2007 e com o seu novo tema “Empty Coil”, que marcou oficialmente o regresso ao activo. Foi uma excelente forma de terminar o festival, tendo fechado com chave de ouro três dias de grande qualidade musical.

Após duas edições anteriores em que as sonoridades de maior peso apenas constituíam um dos dias da programação do Laurus Nobilis, o salto dado pela organização para o transformar num festival de metal teve claramente um balanço positivo. Foi um evento de grande qualidade e profissionalismo, cujo potencial de crescimento é enorme. Creio termos assistido aqui ao nascer de mais um festival de música extrema de qualidade no nosso país. Felizmente para o ano há mais.

(ver mais fotografias do evento aqui)

Texto e Fotografia por Rita Limede
Agradecimentos: Laurus Nobilis 


Depois de uma festa inaugural que deixou bons sentimentos e muita expectativa, Stone Sour e Ghost pelas mãos de Corey Taylor e Tobias Forge, respectivamente, foram os principais atrativos do primeiro dia forte do Resurrection Fest 2018, que abriu suas portas ao público em todas as suas valências.

Às 15 horas em ponto sobe ao Palco Ritual os Bloodhunter. A jogar em casa, e comandados pela carismática Diva Satânica, os galegos apresentam "The End Of Faith", o seu mais recente trabalho. Excelente aperitivo para um dia onde o calor imperou. Em simultâneo arranca também o Palco Desert, mas com poucos interessados em assistir à banda galega de alt metal Vortex, que apresentam o disco de 2017 “Architects of Disfortune”. Bons apontamentos em alguns dos temas, repletos de alta distorção mas nada que seja memorável.

O mesmo não se pode dizer do que acontece na abertura do Palco Principal. Pela quarta vez no Resurrection, os Dawn of the Maya já conhecem os cantos à casa e às 16.30 é ver uma correria na direcção do palco para assistir à sua actuação. A banda deixa em palco a pele e percebe-se porquê: a banda de metalcore de Pamplona diz adeus aos palcos depois de mais de uma década.

No Desert Stage mais uma banda galega, Agorafobia, que arranca perante dezenas de corajosos que ousam desafiar o sol escaldante que reinou no local poucos minutos depois das cinco da tarde. A banda maioritariamente feminina toca uma boa dose de rock com atitude, ao estilo sueco, coisa rara de ver por estas paragens. Uma boa prestação da vocalista Susana, e uma banda a deitar o olho num futuro próximo.

O Palco Ritual, onde na noite anterior tudo tinha acontecido, arranca com os britânicos The Raven Age, que trazem o metal melódico do disco de estreia “Darkness Will Rise” até Viveiro. Com um palco principal bastante concorrido para ver Dawn of the Maya, seria de pensar que esse público facilmente faria o curto trajecto até ao palco secundário, mas a verdade é que foram poucos que o fizeram, deixando a banda de Londres com algumas centenas de ouvidos atentos. Destaque para “Angel in Disgrace” e “Promised Land”, que arrancou bastantes palmas de um público que vai deixando estas paragens para se posicionar junto ao Palco Principal, onde está prestes a arrancar uma das melhores actuações do primeiro dia de festival.

A frente do palco principal recebe a sua primeira enchente do festival e não é para menos. Os Jinjer estão na lista de bandas favoritas de muita gente, e pela quantidade de t-shirts que se viam pelo recinto, a banda de Tatiana Shmailyuk tinha muitos seguidores. A vocalista tem uma versatilidade única, oscilando a sua técnica vocal entre estilos guturais e vozes limpas, linhas vocais que se encaixam até na alma. A personalidade hiperativa de Tatiana conectou perfeitamente com o público, que não parou de pular com as faixas dos seus discos "Cloud Factory" e "King of Everything". A fila de várias centenas de pessoas para a sua posterior sessão de autógrafos mostra bem o que o público do Resurrection achou da prestação da banda...

Falar de Overkill é relembrar uma das principais bandas do speed thrash dos anos 80 e pelo público falava-se que já era altura da banda de Bobby Blitz estar no Resurrection, depois de grandes concertos no Legends of Rock ou no Rock Fest. Na bagagem, o disco de 2017, 
“The Grinding Wheel", mas apesar de ser este tema que abriu o concerto, foi o único da setlist que não era clássico da banda americana. "Rotten to the Core", seguido por “Electric Rattlesnake", mostrou uma banda em grande forma, apesar de um som muito baixo e pouco equilibrado, especialmente para o baixista D.D Verni. "Hello from the Gutter" transforma a frente de palco num enorme mosh-pit e a segurança não tem mãos a medir para ajudar quem anda no crowd surfing... e anda muita gente!! "In Union We Stand" é recebido com muitos punhos no ar, após o que vem "Elimination". 
A mítica "Fuck You" encerra uma prestação rapidíssima, mas que causou imenso furor no público.

Corrida rápida pelo espaço do festival para ver uma das mais esperadas presenças no Palco Chaos, os Crystal Lake. A banda japonesa de metalcore vem apresentar o seu quarto álbum de originais, “True North” de 2016 e um palco que nem secundário é está pejado de gente para os ver. A sua brutalidade em palco reflete-se na plateia, que salta e grita ao longo dos 40 minutos de actuação.

Nova corrida até ao Palco Principal, para assistir ao regresso a Viveiro dos norte-americanos Anti-Flag. Desde 2012 sem aparecer pela Galiza, a banda de punk rock de Pittsburgh vem promover “American Fall”, o seu décimo segundo disco. Mas também de clássicos se fez a festa, com “The Press Corpse”, “This Machine Kills Fascists” ou “Broken Bones”, com muito mosh e crowd surfing. Mesmo em momentos mais calmos e melódicos, como “One Trillion Dollars” ou “This Is The End”, o coro da plateia ecoa por todo o recinto. Não podia faltar a mensagem anti-fascista, como também não poderia ter ficado de fora a habitual versão dos The Clash, “Should I Stay Or Should I Go”, desta feita com o palco “invadido” pelas crianças integradas no espaço lúdico Resu Kids, e que adoraram a atenção de largos milhares de pessoas. “The American Attraction” provocou o delírio, com Justin e Chris a tocar junto à primeira fila. Que show!!

No pequeno Palco Desert, mesmo junto à porta de entrada do festival, a plateia acotovelava-se para ver uma das boas bandas a passar por aquele sítio, os Rolo Tomassi. A presença de Eva Spence não deixa ninguém indiferente, mas desengane-se quem pense que aquele aspecto frágil tem algo a ver com a música da banda de Sheffield, onde Eva e o irmão James dividem o protagonismo entre rimas calmas e melódicas de voz limpa com gritos guturais, apoiados na complexidade dos acordes do guitarrista Chris Cayford. Enquanto os britânicos dominavam o Palco Desert, no Palco Chaos os norte-americanos Stick To Your Guns animavam a plateia replete com a sua energia. A banda de hardcore/metal vem promover o seu novo disco, “True View”, e provam que o hardcore tem cada vez mais fiéis
apaixonados, e lugar cativo no Resurrection.

Para muita gente, a presença dos Stone Sour no cartaz do Resurrection Fest 2018 era aliciante suficiente para rumar ao norte da Galiza, embora pairasse no ar a ideia que Corey Taylor devia estar ali mas com os Slipknot. Felizmente, o projecto paralelo de Taylor é um dos grupos mais em forma do panorama mundial, e deram show em Viveiro. Com a faixa de fundo “I Can’t Turn You Loose”, onde os Blues Brothers homenageiam Otis Reading, os Stone Sour sobem ao Palco Principal e arrancam com “Whiplash Pants”, um dos temas mais frenéticos de “Hydrograd”, o disco de 2017. “Absolute Zero”, segue a festa, com Corey Taylor a disparam tiros de confettis para o público. Depois de pedir desculpa pelos 11 anos distante de Espanha, tocam “Knievel Has Landed”, também do novo álbum. Já sem casaco, e depois de um pequeno solo de baixo e bateria, rebenta “Say You’ll Haunt Me”, seguido da potente “30/30-150”. Este foi o último concerto da tour europeia e Corey avança sozinho de guitarra em punho e interpreta um intimista “Bother” e “Tired”, altura em que a banda regressa a palco. Regresso ao passado com “Cold Reader” e “Get Inside”. “Through Glass” e “RU486” anunciam o final do concerto, que termina em apoteóse com “Fabuless”, de “Hydrograd”.

Antes de testemunhar a única data na Península Ibérica dos Ghost, tempo para rumar ao Palco Chaos para ver os canadianos Cancer Bats, em mais uma granmde performance de hardcore punk. Com álbum deste ano, “The Spark That Moves”, estreiam-se no Resurrection com uma frente de palco a abarrotar por quem os Stone Sour pouco ou nada interessa.

Mas a noite era de Tobias Forge e dos seus Ghost. A banda sueca está a tomar de assalto o mundo inteiro com a sua estética anarko-religiosa e ninguém lhes fica indiferente. “Prequelle”, o lançamento deste ano, foi extremamente bem recebido pela crítica e pelo público, aumentando a popularidade de uma banda com apenas uma década de estrada. Pelo cenário em palco adivinhava-se um grande espectáculo, até porque esta era a única data na Península Ibérica onde seria possível testemunhar como se comportaria Cardinal Copia, a nova personagem líder dos Ghost.

Com pontualidade britânica, a banda entra em palco e ataca imediatamente “Rats”, o single de apresentação de “Prequelle”. “Absolution” segue-se de imediato, mostrando uma mestria por parte de todos os executantes. Ao terceiro tema, “Ritual”, Viveiro está conquistado. “From The Pinnacle To The Pit” leva ao delírio a plateia, entre explosões pirotécnicas e solos brutais de guitarra. O som está perfeito, e “Faith” parece retirado do CD. O intro de “Cirice” é acompanhado com palmas por milhares de espectadores, sendo a melhor faixa de todo o concerto. “Miasma” mostra a qualidade da banda numa impecável interpretação da faixa instrumental, que inclui a presença em palco de um velhinho Papa Emeritus de saxofone em punho. “Year Zero” não deixa ninguém descansar, e entre explosões e fumo branco arranca “He Is”, cantado em coro pela plateia. Aproximamo-nos do final de um grande concerto dos Ghost, e “Mummy Dust” antecede “Dance Macabre”, com todo o público aos saltos, antes de acabar com um tremendo “Square Hammer”. Pouco falador, Cardinal Copia/Tobias Forge agradece a presença de todos na celebração, e despede-se com “Monstrance Clock”. Que maneira espectacular de encerrar o Palco Principal do primeiro dia a sério do Resurrection Fest!

Mal os suecos abandonam o palco principal, outros suecos preparam para encerram o Palco Ritual, mas não há a mínima semelhança entre as duas. Os At The Gates trazem na mala “To Drink From The Night Itself”, editado em Maio último, e é com o tema homónimo que arrancam a contenda. “Slaughter of Souls”, faixa que dá título ao álbum mais conhecido da banda mostra o verdadeiro som de Gotemburgo, aquilo que hoje designamos por death metal melódico. Destaque para “Suicide Nation”, “The Book of Sand” ou “Under a Serpent Sun”. Tipicamente  uma banda de sala, os At The Gates de Tomas Lindberg perde algum do seu gás em festivais de verão, mas mesmo assim é algo muito digno de se ver.

A lua já ia bem alta quando toma posição em palco a banda que encerra o primeiro dia de todo o festival. No Palco Chaos estão os lisboetas Abaixo Cu Sistema, a banda tributo de System of a Down, e diante deles milhares de pessoas que teimam em não arredar pé do recinto. Fabulosa prestação da banda lusitana, que percorreu clássicos da banda arménio-americana. Uma hora de clássicos extremamente bem recebidos pelo público presente, que vibrou com a potente actuação de Pina e companhia.

Texto e fotografias por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Resurrection 


O segundo dia do Resurrection Fest era, a priori, o mais calmo do festival. Os Scorpions eram os grandes protagonistas, mas os Megadeth acabaram por ficar nas bocas do mundo pois os seus pedidos de alteração de horário trocaram as voltas a muitos dos que iam assistir à noite de quinta-feira.

A dita mudança de horários faz logo a sua primeira vítima com os Santo Rostro. Em palco uma hora antes do previsto, poucos foram os que se aperceberam e deram um pouco de calor humano aos espanhóis. Com apenas cinco anos de estrada, mesmo com pouca gente à frente, nem por isso deixaram de mostrar profissionalismo. O Palco Ritual arranca mal os Santo Rostro terminam, com a banda da Cantabria Pandemia a trazer o seu thrash metal a um público ainda morno e escasso.
No palco principal a banda norte-americana de metal progressivo The Contortionist deu um excelente show apesar de serem mais adequados ao Palco Desert. Combinando canções mais progressivas e melódicas com outras mais aceleradas, proporcionaram um ritmo que captou a atenção do público.

Os bascos Rise to Fall tinham uma enorme falange de apoio quando entraram em cena no Palco Ritual. Com 12 anos de actividade, combinam voz melódica com gutural, típico som de death metal melódico. Na sua segunda visita ao festival, a banda de Bilbau não parou um segundo, notando-se que os géneros mais extremos são sempre bem recebidos em Viveiro.  

No mesmo palco, foram também muito bem recebidos os portugueses The Voynich Code, que apesar de desconhecidos do público presente, deu uma excelente performance. Mas os atrasos e alterações nos horários prejudicou igualmente os franceses Rise of the Northstar, que chegam ao Palco Principal mais de uma hora antes do previsto. Os samurais que habitualmente habitam pelo palco estão lá, mas a actuação perde fulgor com pouca gente a ver. Além disso, elevado vento e o som da guitarra baixo de Fabulous Fab extremamente alta fez desta actuação uma verdadeira desgraça. Temas como “What The Fuck”, “Again and Again” e “Demostrating My Saiya Style” podiam e deviam ter sido mais bem recebidos, apesar do elevado crowd surfing que ia acontecendo. “Dressed all un Black” foi o ponto mais alto, com o vocalista Vithia, a pedir aos presentes para se sentarem para depois saltar energicamente ao primeiro riff.

Para quem vinha exclusivamente ver Megadeth, antecipar a hora de entrada em palco mais de uma hora foi um pesadelo. Felizmente a organização foi 5 estrelas na passagem insistente da informação, fazendo com que a plateia estivesse repleta quando Dave Mustaine entrou em cena. Já é bem sabido que a voz de Dave Mustaine já não é o que era e o espectáculo em Viveiro não foi excepção. O que já não é muito normal é ver graves falhas na performance de talentos como o guitarrista Kiko Loureiro e o baterista Dirk Verbeuren. Um palco grande demais para quatro executantes muito estáticos acaba por não ser compensada pelos efeitos visuais de fundo, com uma história de banda desenhada com a banda como protagonista a desenrolar-se ao longo de todo o concerto. Somente ao fim de quatro faixas tivemos um agradecimento de Mustaine, que preferiu sempre debitar thrash metal do que falar com o público presente. Este também tardou a aquecer. “Take No Prisoners”, “She Wolf” ou o clássico “Tornado Of Souls” (numa prestação desastrosa) antecederam dois pontos altos, com “Dystopia” e o grande hino “Symphony Of Destruction”, mesmo com alguns erros na guitarra. “Peace Sells” antecede “Holy Wars… The Punishment Due”, e a banda despede-se 15 minutos antes do previsto com uma actuação pobre e insonsa. Tal foi o fiasco que Mustaine regressou sozinho ao palco e dirigiu-se longamente ao público, explicando que este era o último concerto de uma tour que já leva quatro anos e que é tempo de voltar para casa, descansar e pensar em novo disco. Mas será que ainda alguém se interessa?

Mal os Megadeth desligam o equipamento, os Suffocation iniciam a sua segunda visita ao Resurrection. Conseguindo estancar a debandada geral na direcção da zona de refeições, a banda de Nova Iorque arranca com “Thrones of Blood” e apesar de não ser o género mais bem recebido deste dia, a energia que vem da plateia é brutal. Destaque para “Return to the Abyss” e “Entrails of You”, antes do encerramento com “Infecting the Crypts”.

No Palco Chaos, os Wolfbrigade mostram porque são uma das melhores bandas da nova geração de crust punk europeu. Os suecos trazem na mala o recente “Run With the Hunted” e não há descanso dentro da tenda! Destaque para “War on Rules” e o brilhante “No Reward”, sempre acompanhado pelo mosh na frente de palco. A quantidade de público com t-shirts da banda após o concerto mostra que ficaram na retina de muita gente.

Com as trocas de cenário no palco principal muito lentas devido ao eantecipamento dos Megadeth, assume atenção Leprous. A banda de Oslo mostra "Malina" em data única em Espanha e inicia a prestação com "Bonneville", que também começa o disco. Desde que a banda lançou "The Congregation" que conseguiu um lugar entre os maiores do rock progressivo. Sendo uma música mais contemplativa, há muitas pessoas que aproveitam para jantar, repousar ou conversar.

Os Scorpions são a banda que amamos ou detestamos. Desde que os alemães anunciaram a sua despedida em 2014 que parecem estar mais activos que nunca. Com um enorme pano com o símbolo da banda a tapar o palco, é à sua queda que a banda entra em palco, apoiado por uma tela gigante que vai mostrando um helicóptero em pleno voo. “Going Out With A Band” dá o tiro de partida, e com a bandeira espanhola de fundo para gáudio do enorme mar de gente presente tocam o clássico “Make It Real”. E de clássicos seguiram os Scorpions, com “The Zoo” e “Coast to Coast” a preceder um medley que agrupa “Top Of The Bill”, “Steamrock Fever”, “Speedy’s Coming” e “Catch Your Train”. A mais recente “We Built This House” passa despercebida, especialmente quando Klaus Meine agarra na guitarra e canta as baladas “Send Me An Angel” e “Winds of Change”, esta cantada em uníssono por milhares. Rapidamente o comboio volta a arrancar a grande velocidade, com as guitarras de Rudolf Schencker e Matthias Jabs a degladiar-se com “Please Me, Tease Me”. Tempo para uma homenagem a Lemmy dos Motorhead, com a interpretação de “Overkill”, que deixou muitos estupefactos com tal decisão. Mas isso foi explica do rapidamente, quando verificamos que o baterista dos Scorpions é nada menos do que Mickey Dee (ex baterista dos Motörhead), e que se eleva no ar com a bateria para um excelente solo. “Blackout” e “Big City Nights” encerra a parte dita normal do concerto, mas um concerto de Scorpions sem “Still Loving You” nunca estaria completo. “Rock You Like A Hurricaine” é a cereja no topo do bolo e finaliza a actuação.

Uma vez finalizado o hard rock dos Scorpions era hora de mudar de estilo. No Palco Ritual apagam-se as luzes para receber os Paradise Lost, que apresentam “Medusa”. Os percursores do doom metal presentearam a plateia com faixas de todos os seus álbuns, com uma prestação imaculada mas que foi algo prejudicada por todos os fãs de Scorpions que abandonavam o recinto do festival e que impossibilitou que mais do que um punhado de gente junto ao palco pudesse ver bem a actuação de Holmes e MacIntosh. “No Hope in Sight” abriu o concerto, logo seguido de “Blood and Chaos”, “From the Gallows” e um “Forever Failure” recebido em êxtase pelo público. “Mouth”, “The Longest Winter”, “Erased”, “The Enemy” e “Shadowkings” mostraram um alinhamento ecléctico e diversificado, magistralmente tocado pela banda. Mas o melhor ficou para o fim, com brilhantes interpretações de “As I Die” e “Embers Fire”.

Corrida até ao Palco Chaos para ver o vencedor da noite. Primeiro cabeça de cartaz da história do Resurrection Fest, e a tocar pela quarta vez, os nova-iorquinos Sick Of It All tratam Viveiro por tu e o público recompensa-os com casa apinhada. Muitos optam por ver de longe pois é impossível caber mais alguém na tenda desde a primeira música. E que música! “Injustice System” leva a tenda ao rubro, ainda para mais quando surgem os primeiros acordes de “Clobberin’ Time”. Lou Koller agradece o convite e a presença de todos, anuncia que deverá haver disco novo, mas que a noite é de clássicos. Com o seu irmão Pete completamente endiabrado na guitarra, sucedem-se “Rat Pack”, “Us vs Them”, “Machete”, “Scratch the Surface” e um mega final com “Step Down”. Que delírio!

Para final de festa, o palco principal recebe o thrash metal dos Angelus Apatrida. A banda de Albacete apresenta o novíssimo “Cabaret de la Guillotine”, del que destacan por citar un ejemplo “Sharpen The Guillotine”. Alternando temas mais recentes como “Immortals” de “Hidden Evolution” (2015) e antigos como “Of Men and Tyrants” de “Clockwork”(2010) sucediam-se enormes circle pits pelo recinto. Agradecendo a presença de tantos espectadores apesar das altas horas (passava das duas da manhã), apresentam a nova faixa “Downfall of the Nation”. Como é habitual, “Give ‘Em War” e “You Are Next” encerram o palco principal e mais um dia de festival.

Texto e fotografias por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Resurrection