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Mais uma banda a chegar ao mundo dos álbuns. Os Xenofanes são suecos mas não são propriamente novatos, com uma carreira quase a totalizar vinte e cinco anos. A banda está a viver neste momento a sua segunda encarnação, depois de uma série de demos lançadas entre 2011 e 2013. O estilo a que se propoem tocar é uma espécie de thrash metal bruto pegando em influências de black e death metal, algo à semelhança daquilo que os Toxic Holocaust fazem, mas sem o elemento punk. Na verdade, a melhor descrição comparativa que se poderia fazer era um cruzamento entre os Aura Noir e os Toxic Holocaust, ressalvando o facto que os Xenofanes não são propriamente cópias de nenhum dos nomes.

Esse poderá ser um factor que intrigue o ouvinte, já que não soando propriamente a cópia de alguém, músicas como a "Soulthirst" (o primeiro contacto que se tem com este "Pissing In The Holy Grail"), "Spitfire Inferno" e "Mentally Damaged" têm um forte aroma a algo que já provámos antes, embora não consigamos identificar exactamente onde. Outro do problema que esta estreia sofre é a duração de algumas das suas músicas. Temas como a já citada "Spitfire Inderno", a "Next Stop Purgatory", "Speed Dating Anticrist" e o tema título revelam-se demasiado longas para aquilo que apresentam. Aliás, não só nas citadas faixas como também um pouco por todas as restantes faixas.

Resumindo, este "Pissing In The Holy Grail" consegue apresentar argumentos que vão mais além da simples moda do thrash retro com black e death metal à mistura. O facto de algumas das suas músicas tentarem ir mais além do óbvio dos três minutos de duração, com foco nos riffs, é de saludar. O problema é que ter uma música de sete minutos, com recurso a demasiadas repetições para cumprir esse tempo, também não é solução. Esperaria-se mais de uma banda com tantos anos de carreira, mesmo que no seu álbum de estreia. Por outro lado, há aqui indicações que talvez a banda nos surpreenda num eventual segundo álbum, contando que não demorem mais de vinte anos para o lançarem.


Nota: 6.5/10

Review por Fernando Ferreira


Ao ouvir este álbum fica-se com a sensação de que os Beatles estão de volta. Não bem, mas é sempre bom começar uma missiva polémica, seja ela qual seja, para chamar atenção. Agora que já estão todos mais focados, vamos lá a explicar. Os The Cairo Goes Missing não se trata de uma cópia dos The Beatles, mas sem dúvida que nos fazem lembrar toda uma geração de músicos e toda uma época de música, principalmente na década de sessenta. As melodias que andam por aqui a pontapé apontam todas nessa direcção. Será isso mau?

Depende.

Para quem seja nostálgico e aprecie um pouco das origens do rock poderá facilmente apreciar o paralelismo entre o que se ouve aqui e aquilo que bandas como os já mencionados Beatles junto aos Beach Boys, The Mammas And The Pappas, Moody Blues, The Birds (se ouvirmos uma música como “An Angel, A Wizard” ou a “Be What You Are”, parece que estamos de volta à década de sessenta), e depois também temos uma piscadela de olho a coisas mais modernas, mais próximas do rock indie vindo das ilhas britânicas (“Some Other Time” e “The Open Sky”) ou até mesmo uma espécie de Tom Petty and The Heartbreakers sem pilhas (“Gangsters Holding Hands”).

Resumindo, para o comum metaleiro, será necessário ter a mente bem aberta e um gosto abrangente das raízes do nosso estilo amado. Não será o trabalho indicado mas para todos os que gostam dos estilos atrás mencionado, este será um álbum recomendadíssimo. Na hora de avaliar é fácil nos sentirmos divididos, entre aquilo que faz ferver o nosso sangue e aquilo que compreendemos e sabemos ser boa música e este “Goes Missing” é efectivamente um bom trabalho de rock. Nostálgico, melancólico, boa onda e daquele que dificilmente vai ganhar tempo de antena nessas rádios por aí, o que se calhar já quer dizer, por si só, que é bom.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira



Sempre achei este nome como indicador de música épica, violenta e… bruta. Assim, com espadas e legiões e catapultas e outras coisas que mais. No entanto, ao se ouvir a música realmente, não se podia estar mais longe. Entretanto, os anos passam e a banda já tem quatro álbuns e já são um dos nomes mais badalados e representantivos da mistura do metal com hardcore, não se furtando a usar os teclados na sua música. Ou seja, será uma daquelas bandas que a maioria dos metaleiros adora detestar.

Fora dos estereótipos e preconceitos, será que este quarto álbum auto-intitulado é assim tão mau? Depende mesmo dos gostos de cada um. Embora seja fácil dizer que não há aqui nada de novo em relação ao que já foi feito, também tem que se admitir que quando se tem este tipo de discurso e nunca se gostou da banda (ou do seu tipo de som) está-se a ser um pouco hipócrita, já que o estilo pós-hardcore ou metalcore é mesmo o resultado da mudança – embora curta e passageira como todas as modas. Não mergulhemos em debates filosóficos que em nada ajuda ao que estamos aqui a tratar. Este é um álbum que traz todas as características que são expectáveis: melodias infecciosas com refrões a condizer (“The World I Used To Know” poderia ser bem uma música pop a passar na Rádio Comercial), um riff pesado de vez em quando com uma voz a berrar a acompanhar.

E é só.

Ou seja, é manifestamente pouco. Não chega. Este álbum não é composto por dez temas, é composto por dez refrões, bonitinhos, que sem dúvida que cativam, mas que dificilmente perduram. Não é física quântica e já é algo do conhecimento de grande parte dos apreciadores de música. Para se ter melodia daquela que se agarra à cabeça como pastilha elástica, tem que se sacrificar de peso, complexidade e experimentalismo. Quando se tem as duas vertentes equilibradas, normalmente é onde encontramos as obras que ficam classificadas como clássicos. Neste caso, a balança está a pender demasiado para um lado que provavelmente lhes vai garantir bastantes vendas, popularidade, mas em termos de longevidade, não lhes traz absolutamente nada.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira


Os finlandeses To/Die/For disponibilizaram o áudio da música “Unknown III”. O tema faz parte do seu novo álbum, “Cult”, lançado em Junho pela Massacre Records.

“Unknown III” foi composta em memória do ex-baterista Tonmi Lillman, que faleceu em 2012, e fez parte da banda de 1999-2003 e de 2009-2010.

A música está disponível acima.

Por: Ana Costa - 07 Julho 15


"Coma Ecliptic", o novo álbum conceptual dos Between The Buried And Me, é lançado no próximo dia 10 de Julho pela Metal Blade Records. No entanto, já é possível ouvir o álbum na íntegra através da aplicação que disponibilizamos abaixo.



Por: Sara Delgado - 07 Julho 15


No passado dia 3 de Julho, os Iron Maiden foram  premiados com o O2 Silver Clef numa cerimónia de angariação de fundos para a Nordoff Robbins (www.nordoff-robbins.org.uk), uma associação sem fins lucrativos fundada no Reino Unido. O prémio foi atribuído tendo como base a extraordinária contribuição dos Iron Maiden para a música no Reino Unido, e considerando a longevidade da sua carreira que conta já com 90 milhões de álbuns vendidos em todo o mundo e mais de 2 mil concertos em 59 países. Presentes, para aceitar o  prémio, estiveram o vocalista Bruce Dickinson e os guitarristas Adrian Smith e Janick Ger.

A cerimónia dos Silver Clef Awards existe há 40 anos e desde então angariou mais de 8.5 milhões de libras para apoiar a Nordoff Robbins, associação que se dedica à promoção da terapia musical como forma de auxílio a crianças com necessidades especiais. Bruce Dickinson, em particular, tem uma relação especial com esta associação tendo participado em algumas iniciativas específicas com as crianças por ela apoiadas. 


Pode ser visualizado abaixo o vídeo de introdução dos Iron Maiden apresentado na cerimónia de prémios. 


 Por: Mariana Crespo - 07 Julho 15


Os Slayer apresentaram três músicas do novo álbum "Repentless" durante um concerto em Phoenix, AZ, no pavilhão da Ak-Chin, no passado dia 3 de Julho. Os temas em questão foram "Repentless", "When The Stillness Comes" e "Implode".

Um dos fãs presentes filmou a actuação durante as três músicas e os vídeos estão disponíveis abaixo.



Por: Patrícia Garrido - 07 Julho 15


Segundo o seu vocalista Chino Moreno, os Deftones terão terminado há poucos dias o processo de gravação do seu novo álbum de estúdio. Segundo o mesmo numa entrevista, apenas estaria a faltar a parte vocal, que era da sua responsabilidade, estando agora já terminada.

De seguida deverá acontecer a mistura e masterização do álbum. Ainda não há data estimada para o seu lançamento de uma forma oficial, mas deverão haver mais novidades para breve.

Por: Carlos Ribeiro - 07 Julho 15


O grupo norte americano de heavy metal lançou uma música nova, "Open Road", que está disponível para escuta em cima. Esta faixa faz parte do próximo álbum de originais do grupo, "To Your Death", que tem data de lançamento prevista para o dia 18 de Setembro, pela editora Relapse.

Por: Rita Limede - 07 Julho 15


A primeira memória dos Web remonta a um concerto no Verão de 87, em que uma cassete com gravações de ensaio foi apresentada a um pequeno grupo de amigos. Quase 30 anos depois, o grupo lança o terceiro longa-duração, sendo que apenas uma década separam este “Everything Ends” do primeiro disco.

A quem (ainda) desconheça o grupo, tudo isto poderá parecer estranho, mas os Web tiveram três diferentes períodos na sua existência: A fundação, a fase “Evil Tape”, por volta de 94/95 em que estiveram presentes de forma massiva em diversos eventos e, finalmente, a fase mais recente, iniciada já no presente século. “Everything Ends” é, desde já, o disco mais ambicioso do grupo, mais consistente e, sem dúvida, o primeiro em que consigo esquecer os Web da fase “Evil Tape”, importante para mim, por razões pessoais. Hoje, como já antes, o colectivo centra o seu som algures entre o thrash e o power, estando neste disco, próximo de uns Annihilator, como se percebe em temas como “Taking The World” ou “False Prophets”. Mas, nesse aspecto, os quatro de Valadares permanecem coerentes, nunca se assumindo como um nome inovador no estilo, mas antes um sólido nome de meio de tabela que nunca desilude ao vivo e em que a forma de abordar o som, sempre unida e directa, prevalece sobre a “moda musical”.

Logo de entrada, “Vendetta” não se revela apenas um tema de abertura, mas também um tema que pode perfeitamente acordar o público fora de uma sala, romper conversas e aproximar todos do palco. É complicado escutar um disco de Web sem separar o estúdio do palco, onde o grupo ganha uma dimensão superior. Pena que o tema se perca num mid-tempo que arrasta a composição para lá dos seis minutos. Com “False Prophets” recomeça a sedução, rapidamente se entrando numa cadência rápida que decai para um mid-tempo.

“All Turns Into Dust” é o exemplo da história do ovo ou da galinha: Nasceu este tema para os fãs terem a sua sessão de mosh ou resulta da inspiração depois de um violento circle pit? A resposta é difícil mas o tema simboliza aquilo que o grupo é e sempre foi: uma máquina de palco cujo valor está nas actuações. É a pensar no palco que se deve escutar este disco, mesmo quando o grupo aborda a linha mais conceptual em “Everything Ends”, um tema dividido em dois, mas que na realidade soa como uma só composição e permite abordar o disco como senão conceptual, pelo menos ligado à mesma temática. Nota ainda para “Leaving Scars”, que contém dueto com Miguel “vai a todas” Inglês, dos Equaleft, grupo que tem acompanhado os Web na digressão promocional ao álbum.

Bateria sólida, excelentes riffs de guitarra, vocais exigentes. No fundo um bom trabalho, por vezes com demasiados pormenores e pedindo uma segunda audição, por vezes menos directo do que deveria ser, mas sempre consistente e equilibrado.

Nota: 8/10

Review por Emanuel Ferreira


Os alemães Dew-Scented estarão presentes em Portugal, em Novembro, para duas datas. No dia 13 a banda será cabeça de cartaz do Warm Up do Moita Metal Fest e no dia 14 estará presente no Mosher Fest, como headliner. Importa referir que o Warm Up do Moita Metal Fest ainda não tem outras bandas confirmadas e que para o Mosher Fest já foram anunciados os Holocausto Canibal e For the Glory, faltando apenas serem conhecidos mais dois nomes para fechar o cartaz. 

Por: Mário Santos Rodrigues - 07 Julho 15


Os Leucrota são uma jovem banda americana formada no Outono do passado ano de 2014 oriundos da solarenga Califórnia, se bem que de luminoso e agradável a sua sonoridade nada possui e a própria banda não se cinge a explorar os sinónimos de “sujo” e “porco” para identificarem o som que produzem e, realmente, quando afirmam que o próprio é um contentor do lixo cheio de ratos entre outras coisas, ninguém que pegue nesta demo poderá discordar, seja para o melhor como para o pior.

O que temos em mãos é uma amálgama de punk/ sludge/ noise e black metal na forma mais violenta e visceral que estes estilos podem ser fabricados, sendo que os únicos momentos de calma nestas breves 5 músicas são os acordes mais limpos (possivelmente a única vez em que a palavra “limpo” pode ser usada neste lançamento) de guitarra que abrem “Never Again” antes de todo o caos ser vomitado para cima do ouvinte. Ao longo desta experiência captam-se guitarradas punk no meio do violento motim sonoro que é encompassado por uma gritaria que oscila entre o grindcore e o hardcore só para que tenhamos a certeza de que a beleza aqui não mora.

Também, seja o que for que more aqui não deixa muita vontade de voltar, mesmo para os melhores apreciadores de música extrema, pois dá muitas vezes a sensação de que a banda não consegue controlar a própria devastação que cria e os elementos já referidos usados para contrastar com a violência sonora perdem-se no meio do turbilhão, sendo que os melhores momentos que podemos daqui retirar serão o arrasto doom/sludge bem conseguido em “Concealed From The Sun” e logo o tema seguinte, que nada tem a ver com o anterior, “Swell” onde os todos os elementos que compõem a sonoridade dos Leucrota funcionam da melhor maneira.

Como banda que começou há tão pouco tempo e que escolheu praticar esta mistura de géneros, o resultado desta demo não sai do convencional para aquilo que é: o primeiro registo da banda, mas está em falta aquela forma de composição na música que faria com que este disco de apresentação não fosse tão dispensável.

Nota: 5.8/10

Review por Tiago Neves


Os norte-americanos Fear Factory estão de regresso a Portugal. A banda irá atuar no Paradise Garage, em Lisboa, no dia 15 de Novembro. Este concerto fará parte da tour comemorativa do 20º aniversário do álbum "Demanufacture", clássico que será interpretado na íntegra pelo grupo de Burton C. Bell e Dino Cazares. De referir que também serão tocadas faixas do próximo álbum do grupo, "Genexus", assim como outras músicas emblemáticas.

Por: Mário Santos Rodrigues - 07 Julho 15


Se alguém ainda pensa que o Canadá não é dos destinos mais comuns para bandas de metal, então essa pessoa precisa de se actualizar urgentemente. Fora os nomes grandes que já fazem parte da história do metal mundial (tais como Annihilator, Kataklysm, Voivöd, Anvil e Razor entre outras), todos os dias nos chegam nomes novos que têm valor para sobressair na cena internacional. Os Unleash The Archers não são propriamente um desses novos nomes, já que este “Time Stands Still” é já o seu terceiro trabalho, no entanto, os seus anteriores álbuns foram lançados de forma independente e agora têm por trás a influente Napalm Records que demonstra confiar na sua mistura de power metal com um ligeiro toque de death metal.

Apesar de terem uma vocalista (Brittney Slayes), não é o típico caso em que temos uma voz angelical a contrabalançar com a voz gutural, até porque essa voz gutural mal se faz ouvir ao longo destes nove temas (não contando com a intro “Northern Passage”) e na verdade, a voz de Brittney está mais próxima da de um vocalista de power metal que gosta de andar pelo registo mais agudo do que propriamente de uma vocalista melódica. Se não se soubesse de antemão que se tratava de uma vocalista, não era pela audição que se chegava lá – isto para aqueles que já têm alguma experiência no género. Se as vozes (ambas) passam no teste, o que dizer das músicas, que se formos a ver, é o que realmente interessa?

Bem, é power metal. Apesar dos guturais, é power metal, umas vezes mais épico (“Dreamcrusher”), outras mais tipicamente power metal moderno (“Frozen Steel” e “Hail Of The Tide”) e outras bem heavy metal (“Test Your Metal”), mas sempre power metal. Ora o problema que possas surgir daqui é que para quem não aprecia o estilo, não existe aqui nenhuma variação, nenhum atractivo extra que os faça mudar de ideia. É portanto o trabalho indicado a todos os amantes do género, que não encontrarão dificuldades em gostar deste álbum, embora possa encontrar alguma dificuldade em conseguir memorizar as músicas, já que nenhuma delas agarra ou ouvinte pelos ouvidos. Não sendo completamente banal, também não é propriamente especial. Este álbum é uma boa apresentação da banda ao público mas faltam clássicos.


Nota: 6.5/10

Review por Fernando Ferreira


Quem são estes Midnight de aspecto vintage? Mais uma banda retro que surge-nos do nenhures? Antes pelo contrário, na verdade os Midnight são vintage não por opção mas mesmo por não terem escolha. Oriundos dos Estados Unidos no final da década de setenta, este “Into The Night” é um dos casos em que um álbum é/foi editado e depois passa ao lado de toda a gente assim como a banda, que viria a dissolver-se no início da década de oitenta. De salientar que este álbum foi gravado pela própria banda em 77, sem qualquer apoio e sem editora – hoje algo comum, mas na altura, totalmente improvável.

Será que temos aqui uma pérola esquecida do rock/hard rock/proto heavy metal? Depende realmente dos padrões de exigência e daquilo que se procura. Não se pode dizer que o som dos Midnight seja propriamente algo revolucionário para altura, nem tão pouco essencial para o que se procura hoje em dia. E posto isto em cima da mesa e fora do caminho, é-nos mais fácil apreciar este trabalho sem qualquer tipo de expectativas enganosas. O som é primitivo e totalmente ingénuo, tal como os primeiros trabalhos de muitas bandas clássicas, no entanto, não nos podemos focar em exercícios de “o que aconteceria se” já que a única que temos disponível agora é mesmo este “Into The Night” que nos mostra tanto dos anos sessenta como dos anos setenta.

Pegando em faixas como “Crazy Little Momma” conseguimos ver muita dessa ingenuidade, que chega a ser enternecedora mas que não causa reacções mais fortes ou emocionais que essa, depois temos outras tais como a “Smoke My Cigarettes” que sem dúvida que são mais interessantes, com um travo rock’n’roll que faz com que se torne um dos pontos altos, junto com a espécie de power ballad “Time Will Tell”. Embora tenha um forte sabor a rock clássico, existe aqui umas guinadas no estilo que nem sempre correm bem. Não é por isso uma revelação do passado que tivesse urgência em ser partilhada nos dias de hoje ou que tenha impacto suficiente para alterar o quer que seja, embora, pelo factor de curiosidade e para os apreciadores vintage, garanta umas boas audições.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira


Não, não se trata de um novo álbum dos Elephant Riders com um título parecido (ou quase igual) com o do álbum lançado o ano passado, em Fevereiro. Trata-se precisamente desse álbum reeditado agora com o maxi-single “Challenger”. No entanto, como poderá ter passado despercebido a muitos dos nossos leitores, vamos analisar como se fosse um produto totalmente novo. Ora, este power trio espanhol, como poderão os mais atentos ter percebido logo, toca stoner rock/ metal, ou não tivessem eles escolhido para designação do seu projecto o mesmo título de uma música dos Clutch. No entanto, essa referência não surge muitas vezes ou de forma muito expressiva.

Mesmo assim, estas dez faixas apresentam-nos um stoner de qualidade mesmo que não seja especialmente efusivo. Ou seja, nenhuma destas faixas é capaz de despertar a atenção daqueles que não são particularmente fãs do estilo. Para quem o é, existem altos e baixos, mas em certos momentos mais inspirados como o tema título, as coisas correm muito bem, com um groove viciante e recomendável para quem gosta deste tipo de coisas. É um trabalho que se apresenta demasiado confinado ao género onde se insere, mas que preenche esse espaço de forma extremamente inteligente.

Em relação aos temas novos, não se distinguem ou destacam em nada do álbum em si, revelando que neste ano que passou, a banda continua mais ou menos na mesma, o que pode ser entendido como algo negativo, mas sendo realista, quem gosta de stoner não está propriamente interessado em ver grandes inovações. O que interessa mesmo é ter boas músicas e aqui efectivamente temos boas músicas, assim como as duas novas, “Challenger” e “Lone Wolf”, mesmo que não sejam propriamente a melhor coisa que o estilo já viu. Cumpre os requisitos de entretenimento e é o que interessa.


Nota: 7/10


Review por Fernando Ferreira


Os Foo Fighters voltaram este fim de semana aos concertos depois de Dave Grohl ter fracturado uma perna. O acidente, que obrigou ao cancelamento de alguns espetáculos na Europa, aconteceu durante um concerto que a banda estava a realizar na Suécia. Agora, passadas duas semanas, Dave Grohl voltou a atuar com o grupo, mas sentado numa espécie de "trono" especialmente montado para que o vocalista repouse a perna. 

O regresso da banda aos palcos deu-se a propósito do concerto de comemoração dos 20 anos do grupo e aconteceu em Washigton DC. Alguns vídeos dessa actuação podem ser visto em baixo:




Por: Miguel Lourenço - 06 Julho 15


No passado mês de Junho, Max Cavalera concedeu uma entrevista, onde falou sobre o próximo álbum dos Soulfly, "Archangel", mostrando-se entusiasmado com o seu lançamento. Segue o comentário do líder da banda:

"Bem, há 10 anos que não estava tão entusiasmado com um disco dos Soulfly, como com o "Archangel". Tem realmente uma sonoridade entusiasmante, e estou entusiasmado. Trabalhei com um grande produtor, Matt Hyde [Slayer, Children Of Bodom], e ele entendeu o que eu queria fazer: este tipo de disco exótico, místico e bíblico. E ele ajudou-me a atingir isso, e juntos fizemos muitas coisas fixes com os vocais; há muitos cânticos e coisas que eu nunca tinha feito com a minha voz. Ainda soa ao Max, mas transmite-nos uma sensação diferente. E nele existem algumas marcas registadas. Como o primeiro tema chamado "We Sold Our Souls To Metal", é um hino ao metal puro. É um grande tema - uma declaração de orgulho por fazer parte do metal, e viver o metal, viver a vida do metal. Portanto, é, para mim, a minha forma mais honesta de dizer aos fãs que tenho orgulho de fazer parte do metal, e eu vendi a minha alma ao metal, por isso tu também devias vender a tua alma ao metal. É um tema fixe... Eu gosto do artwork do álbum. Foi o Eliran [Kantor; Testament, Iced Earth, Sodom] que o fez. E gosto realmente das cores. Eu acho que vai ser um grande disco dos Soulfly. É o nosso décimo disco, de maneira que é especial por si só. Não são todos os dias que lanças um décimo disco. Só por isso, já é uma festa. É uma celebração à sobrevivência. Há um pouco de influência do Médio Oriente na guitarra. Há alguns riffs que são riffs muito ao estilo do Médio Oriente e da Babilónia. Portanto, é muito fixe. Isso deveu-se a eu ouvir Melechesh e Behemoth e coisas assim."

Por: Bruno Porta Nova - 06 Julho 15


O Morte Vermelha decorre no dia 25 de Julho na Sociedade Recreativa Estrelas do Feijó, em Feijó, Almada. As bandas que fazem parte do cartaz são Baktheria, Disthrone e Corman.

A entrada tem um custo de três euros e os concertos têm início às 21 horas.

Por: Patrícia Garrido - 06 Julho 15


Chris Adler, baterista dos Lamb of God e dos Megadeth, concedeu recentemente uma entrevista para o podcast "The Jasta Show" de Jamey Jasta (vocalista dos Hatebreed), e que pode ser ouvida aqui.

Falando acerca da sua colaboração com os Megadeth, Chris garantiu que nunca irá deixar os Lamb of God: "A primeira coisa que fiz depois da conversa inicial com o Dave Mustaine foi falar com os meus colegas de banda e perguntar-lhes a opinião. Não queria que tal decisão parecesse uma ameaça, como se fosse deixar os Lamb of God. Se alguma dia tivesse que escolher entre os dois, escolheria os Lamb of God. E todos os meus colegas dos Lamb of God ficaram muito felizes por mim pois sabem que sou dos maiores fãs de Megadeth."

Quanto ao trabalho com o novo álbum dos Megadeth, e mais especificamente com Dave Mustaine, Chris adiantou que recebeu as primeiras demos quando estava em digressão com os Lamb of God na Austrália. Não tendo gostado do trabalho inicial, seguiu diretamente para estúdio com Dave, onde ambos trabalharam durante dois meses entre 10 a 14 horas por dia a adaptar o material. Segundo Chris: "Quando trabalhamos com alguém como o Dave que tem uma carreira tão longa, ele sabe o que quer e é muito determinado. Ele tem uma visão muito clara do que são os Megadeth e ninguém lhe vai dizer o contrário. Mas o Dave foi muito aberto em relação às minhas sugestões."

Relativamente à possibilidade de partir em digressão com os Megadeth, Chris afirmou que também aqui Dave se mostrou bastante recetivo e aberto à possibilidade de existirem conflitos de agenda com os Lamb of God: "Disse ao Dave que estaria ocupado com os Lamb of God durante os próximos 12-18 meses, que faria tudo para participar no maior número possível de concertos com os Megadeth mas que poderia existir um ponto em que existisse um conflito de agenda. E novamente o Dave mostrou-se recetivo a isto e disse que esperaria por mim. Acho que ele gostou de trabalhar comigo e vamos ver onde isto nos leva."

Por: Mariana Crespo - 06 Julho 15


O festival Lagoa Rock vai ter lugar no próximo dia 1 de Agosto, na associação de moradores de Brescos, em Lagoa de Santo André. O cartaz do evento encontra-se fechado e conta com a participação de Trinta & Um, Switchtense, Primal Attack, Backflip, Animalesco O Método, Since Today e Suspeitos do Costume. Os restantes detalhes do evento ainda não são conhecidos, mas em breve deverão ser revelados.

Por: Rita Limede - 06 Julho 15


O líder dos Iron Maiden deu recentemente mais detalhes da sua luta contra o cancro e revelou que os médicos removeram dois tumores do seu pescoço: 

"Eu tinha dois - um tinha três centímetros e meio, o tamanho de uma bola de golfe - e o outro tinha dois centímetros e meio e estava a tornar-se maior. O único sintoma que tinha era um nó na garganta, o que se deveu ao segundo. Então, eu fui ao médico e eles fizeram um exame, deram uma olhadela, apalparam e disseram: "Você tem cancro no pescoço".

"Tenho passado por aquilo que muitas pessoas passam, todos os dias. Há milhares de pessoas no Reino Unido e em todo o mundo que têm tratamento para este tipo de coisa, portanto, a esse respeito, a única coisa especial sobre isto, é que eu sou uma pessoa bastante conhecida.

"Tenho tido muita sorte e tive realmente uma boa recuperação, e toda a gente diz que já passou, por isso agora estou a ficar melhor e a curar-me.

"Eu só acabei o tratamento há dois meses e o médico disse que vai levar um ano até ficar melhor. Até à data, temos sido vencedores há cerca de seis meses, mas não quero tentar forçar as coisas para provar alguma coisa. Temos muito tempo."

Por: Bruno Porta Nova - 05 Julho 15


Os tão aguardados Snot deslocaram-se ao nosso país, naquilo que fez parte da sua digressão europeia, para duas datas, no mínimo, memoráveis. À boleia, vieram os também californianos Sunflower Dead para uma noite de arromba no RCA Club.


Como se tivessem saído de um filme do Tim Burton, os membros sinistros dos Sunflower Dead foram  entrando um a um, debaixo de uma atmosfera fúnebre. Por último, entrou o vocalista Michael, munido do seu acordeão, pronto para detonar o palco com a sua performance, fazendo jus ao lema da banda: "It´s Time To Get Weird". A banda, composta por antigos membros dos DROID e Two Hit Creeper, e de membros de digressão dos Buckethead e In This Moment, entrou forte com o tema "Make Me Drown", que pertence ao seu álbum de estreia, lançado em 2012.  No entanto, a banda também serviu num prato sombrio alguns temas do seu novo álbum, a ser lançado  brevemente, como foi o caso de "You´re Dead To Me", o hino "Time To Get Weird", ou "I´ll Burn It". Até final, a banda deu a conhecer mais do seu repertório, voltando ao primeiro álbum e terminando a sua actuação com mais três temas, a saber "Every Breath You Take", cover dos The Police, o conhecido "Wasted" e "The Point Of Decision". Apesar de um público reticente, os aplausos foram surgindo gradualmente, pois tratava-se de uma banda ainda pouco conhecida do público português. Com um espectáculo visualmente bizarro, ao qual as terras do Tio Sam já nos habituaram, estivemos perante uma banda de metal alternativo para se ter certamente  em conta.

Como a espera era longa, e o público já estava bastante ansioso, eis que os Snot entraram de fininho, quando faltavam poucos minutos para as 23 horas. Depois do vocalista Carl Bensley ter pedido para que todos tivessem em mente o malogrado Lynn Strait a banda dava início ao concerto e consequentemente ao caos. Com a promessa de tocarem o seu famoso álbum "Get Some" na íntegra, os Snot avivavam a memória dos fãs, que se amontoavam na sua frente, ao som de temas tão conhecidos como "Snot", "Stoopid", "Snooze Button", entre tantos outros. Era grande o entusiasmo e, acima de tudo, reinava a boa disposição, já que a banda parava para brincar com o público ou beber shots, havendo até tempo para um membro da plateia (Johnny Coroa dos The Royal Blasphemy) dar uns acordes na guitarra de Mikey Doling, tudo como se de um mero ensaio se tratasse. Enquanto isso, Carl "Se Fecharmos os Olhos É o Lynn" Bensley incentivava o público e o mesmo respondia, vibrando a cada tema. Para um grande final, os Snot reservaram três temas, passo a expressão, com tomates, nomeadamente "My Balls", "Hit The Lights", cover dos Metallica, e "Absent", tema inserido no álbum de homenagem a Lynn Strait, intitulado "Strait Up". Numa grande noite de música, as duas gerações que assistiram ao concerto de uma banda tão singular como os Snot ficaram certamente satisfeitas, pois testemunharam uns dos melhores concertos dos últimos tempos no RCA Club, cujo cabeça de cartaz conseguiu provar que tomou a melhor decisão ao retomar o seu projecto e que afinal algo saiu de bom, aquando do boom do nu-metal, no final dos anos 90.


Texto por Bruno Porta Nova
Fotografia por Ana Carolina
Agradecimentos:  Rockline Tribe e Amazing Events 


A banda feminina brasileira, Nervosa, lançou um novo vídeo "Into Mosh Pit" (disponível acima). A música faz parte do álbum de estreia "Victim Of Yourself", que foi lançado em Março de 2014, na América do Norte através da Napalm Records. 

A produção, gravação e mistura foram feitas por Heros Trench e Pompeu, ambos membros de Korzus. As gravações tiveram lugar no estúdio Mr. Som, onde o grupo gravou também o primeiro EP "Time Of Death", em 2012.

Por: Patrícia Garrido - 05 Julho 15


Os Glowsun não são uma banda, em termos de sucesso, arrasadora. Até há um certo desconhecimento. E depois de ouvir este “Beyond The Wall Of Time”, isso é totalmente injusto. Ao terceiro álbum, a banda revela uma maturidade como se já andasse nisto à décadas. Tendo em consideração que o som que estes franceses tocam é stoner rock/metal instrumental com alguns toques (generosos) de rock psicadélicoespacial, a fasquia ainda se eleva mais um pouco. É certo que hoje em dia, com os sintetizadores, e todos os efeitos existentes, é mais fácil conseguir arrancar sons estranhos, mas a banda mantem uma aura vintage bastante saudável e apreciada para estas coisas do stoner.

O que pode surgir num álbum instrumental é um certo enfado, principalmente com algumas faixas a atingir a marca dos nove minutos, mas neste caso isso não se verifica. Podendo sofrer dos males de cada um dos estilos mencionados atrás (stoner, rock/metal instrumental, rock psicadélico/espacial) o que temos aqui é mesmo um equilíbrio de génio entre as suas melhores qualidades. “Arrow Of Time” começa o álbum de mansinho e revela-se um senhor épico de rock espacial que acaba por hipnotizar o ouvinte em pouco tempo – embora este só se aperceba quando a faixa já vai na sua segunda metade. Onde os Glowsun claramente capitalizam é na forma como usam o peso. Onde as coisas podem tender a cair num esoterismo que apesar de bom, não chega a ferver o sangue, aqui a banda ataca de forma bem sucedida o seu lado mais metal.

No final de tudo, o álbum encaixa bem no género de rock psicadélico, mas existem aqui muitas mais nuances do que aquelas que à partida se supunha. Pesado, místico e viajante, esta é uma daquelas viagens que apetece ter constantemente, mesmo que, como álbum sofra um pouco por alguma instabilidade no seu final, aparentando estar a perder um pouco o gás. De qualquer forma, o saldo é bastante positivo e há aqui matéria suficiente para que os franceses Glowsun subam mais uns degraus nos degraus do reconhecimento do underground. Sobem eles uns degraus e voamos nós em direcção ao espaço sideral.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira