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A banda de deathcore australiana, Thy Art Is Murder, anunciou recentemente o lançamento do seu quarto álbum de estúdio, intitulado "Dear Desolation", que será lançado pela editora Nuclear Blast ainda este ano.

 Por: Luís Valente - 22 Maio 17 


Os britânicos Black Peaks (na foto abaixo) vão ser a banda de suporte aos Mastodon, que atuam na Sala Tejo do MEO Arena, em Lisboa, no próximo dia 21 de Junho. A banda traz consigo o seu mais recente registo, "Statues", lançado em 2016.


Por: Sara Delgado - 22 Maio 17


Os ingleses Bush acabam de anunciar uma tour europeia, que irá terminar precisamente com uma data no nosso país. A banda, que vem apresentar o seu novo álbum, "Black and White Rainbows", atua no Coliseu de Lisboa no dia 11 de Outubro. 

Abertura de portas: 19h30
Início do espetáculo: 20h30

Bilhetes:
Plateia em pé / Balcão / Galeria de pé - 30€

Pré-venda exclusiva na FNAC, a 24 de Maio. 
Bilhetes disponíveis nos locais habituais a partir de 26 de Maio. 

Por: Sara Delgado - 22 Maio 17


Dia 0

À semelhança do que tem acontecido em anos anteriores, o dia 0 do festival é um aquecimento para os fortes, bem como a final nacional da W:O:A Metal Battle, cujos finalistas deste ano foram os Destroyers Of All, Toxikull, Analepsy e Deadlyforce. Quatro concertos repletos de emoção, onde as bandas deram o melhor de si, o que por sua vez dificultou  bastante a tarefa aos responsáveis pela decisão. Enquanto se aguardava pelo veredicto final, os brasileiros Test, donos de um grindcore irreverente e sedentos de palco, animaram as hostes e contribuíram para a destruição. No final, a fechar a noite de aquecimento, veio o momento da verdade entre agradecimentos -  os Analepsy foram os justos vencedores e irão representar o nosso país no mítico festival Wacken Open Air!

Dia 1

Com o dia 1, tudo começou em pleno: A multidão mais que duplicou e o espírito de misticidade, com um toque de degredo característico do festival, sentia-se no ar -  as comemorações dos 20 anos de SWR Barroselas Metalfest estavam oficialmente aqui!

Dando o mote para o início das festividades nos palcos interiores os riffs arrastados dos germânicos Valborg fizeram-se ouvir, envolvidos por um misto defumo e luzes baixas, ,. Com “Edstrand”na bagagem, lançado umas semanas antes do festival, a banda cativou os presentes, ainda que a sala estivesse “a meia chama”. O baixista e o guitarrista dividiram a tarefa de dar  voz aos temas que acabaram por hipnotizar os presentes. 
A festejar 20 anos de carreira e trajados a rigor, os nacionais Holocausto Canibal transformaram o palco num matadouro. Numa  cena que tinha tudo para ferir a susceptibilidades dos mais sensíveis, a banda mergulhou na sua extensa discografia, numa actuação que fez jus ao vicénio de brutalidade que têm em cima, apresentando-se cobertos de sangue dos pés à cabeça e usando  com entranhas e cabeças de porco como adereços,. Aqueles que se reuniram para festejar este marco importante com a banda foram brindados com  temas clássicos como “Violada Pela Motoserra” (que também contou com adereços a condizer) ou “Instintos Necrófilos”.

Brutos, porcos e violentos, mas com um toque de classe, tal como o grind deve ser - estas são, decerto, as palavras que melhor descrevem a actuação dos Besta. Com uma descarga de brutalidade de inicio ao fim, a banda encheu as medidas ao continuar a onda de destruição e caos na plateia, começada com o concerto anterior. Com uma mensagem política de carácter anti-sistema sempre presente, a banda aproveitou as pequenas pausas entre as suas músicas para sensibilizar o público para a importância de lutar contra a injustiça, ou não fossem estes uma banda de grind“à antiga”. 

Renascidos das cinzas daqueles  que foram, em tempos, os míticos e etéreos Agalloch, os Pillorian trouxeram-nos“Obsidian Arc”, o seu álbum de estreia. Com um ambiente  propício a uma  sonoridade mais tranquila e arrastada, o público que se reuniu em tom de curiosidade defronte ao palco ficou agradado com o que viu, deixando-se transportar pela música. Tudo isto culminou num espetáculo visual de headbang sincronizado  ao som dos acordes de “A Stygian Pyre”. Um concerto ao mais alto nível por parte de uma banda que fez jus às suas origens. 

Para agitar os ânimos e preparar para a descarga que viria a seguir, os Marginal entraram em palco a rasgar. Sempre com muito power e um toque de humor(repare-se na t-shirt do vocalista,dizendo “Death Metal” com um arco-íris) estes senhores deram o seu melhor, num concerto que primou pela entrega e feeling. O público, sedento de mosh e caos, respondeu da melhor forma - estava lançado o mote para o que se seguia.

Após um cancelamento quase de última hora na edição do ano passado, os Aborted regressaram finalmente ao nosso país, prontos a incendiar o palco. 
Com “Retrogore”na bagagem(o seu mais recente trabalho)mostraram-se bastante comunicativos e energéticos do início ao fim. Perante aquela que foi, muito provavelmente, a maior enchente do dia, os mestres belgas do death/grind levaram a plateia à loucura - stage dive e mosh foram uma constante. Houve ainda tempo para um incidente deveras caricato, quando uma fã decidiu que queria estar em palco a curtir junto da banda em vez de saltar de volta para a plateia, como muitos antes dela fizeram.Tendo sido convidada para saltar pelo segurança, com o qual se envolveu em ligeiros confrontos, causou uma onda de espanto e riso.

Por detrás de uma espessa cortina de fumo, os The Ruins Of Beverast foram a banda que se seguiu. Antecipando o lançamento de “Exuvia”, o seu mais recente trabalho, os alemães presentearam-nos com um som mais lento., falhando em convencer totalmente os poucos resistentes que não aproveitaram esta hora para uma pequena pausa. O som certamente não ajudou, considerando certos  momentos em que foi complicado discernir ao certo o que se estava a passar pelo meio de todos aqueles riffs embrulhados e arrastados. 

Para muitos, o momento mais aguardado desta primeira noite teve lugar quando Inquisition fizeram soar os primeiros acordes. Depois de “Bloodshed Across the Empyrean Altar Beyondthe Celestial Zenith”,um registo lançado no ano passado e aclamado tanto pela crítica como pelos fãs, a banda veio espalhar o seu encanto, nesta vigésima edição do festival,para delírio de muitos. Tecnicamente perfeitos, embora pouco comunicativos, o duo proporcionou-nos um autêntico ritual negro de musicalidade, que hipnotizou por completo o público presente, tendo-se manifestado em vários momentos de headbang em massa. No entanto, ocorreram algumas tentativas de começo de mosh que foram rapidamente abafadas, para bem do ambiente que se exige para apreciar devidamente uma banda desta dimensão. 

Aquando a tentativa de absorver a enormidade que foi o ritual negro de Inquisition, faziam-se soar os primeiros acordes de Antichrist no palco ao lado, trazendo-nos de volta para a realidade. Com um thrash de toques mais old school e muita irreverência em palco, os suecos conseguiram despertar a curiosidade de muitos, mostrando que se encontram em grande forma. Um concerto que foi de encontro às  expectativas de todos os fervorosos adeptos de thrash metal que ali se encontravam. 

Por fim, os Master fecharam a noite nos palcos principais com um concerto à boa maneira do death/ thrash. 
Com um concerto de uma qualidade inegável, foram revisitados temas de lançamentos mais antigos, diga-se clássicos, como “Master” ou “Judgment Of Will” sem esquecer alguns dos mais recentes, retirados de “Submerged in Sin”, o álbum lançado o ano passado. Deste lado, o público ignorou o cansaço e criou uma autentica batalha campal na plateia, , proporcionando outro ambiente ao concerto -um final perfeito para um primeiro dia em cheio.

Como vem sendo habitual nas edições anteriores, o palco SWR Arena de acesso grátis, que na noite anterior acolheu a final da W:O:A, serviu de montra a projectos musicais bastante ao longo do dia e pela noite dentro. . Este ano, a estreia do dia pertenceu aos Aneurose, um projecto brasileiro de thrash com uma sonoridade cativante para os amantes do estilo, seguidos dos seus compatriotas Chaos Synopsis, com um toque mais virado para o death metal, servindo de aquecimento para o que viria ao longo do final da tarde/noite. Mais ou menos à mesma hora em que Pillorian estava a tocar, os espanhois La Hija del Carroñero marcaram presença. 

A fechar a noite, os nacionais The Omnious Circle atraíram uma grande enchente de curiosos com o seu black/death metal e visual misterioso, os quais brindaram com um concerto altamente competente e com uns rasgos de brutalidade que comprovam a qualidade destes. Por fim, a aguardada estreia de Enlighten -  embora competentes, pecaram  pela hora tardia e falta de entusiastas a seguir, sendo que mereciam muito mais. 


Reportagem dos dias 2 e 3 aqui.

Texto e fotografias por Rita Limede
Agradecimentos: SWR Inc.


Dia 2

O ritual negro com que os italianos Fides Inversa nos brindaram foi o ponto de partida para este segundo dia. Pintados a rigor e com um baterista “a fazer a vez” de vocalista, o grupo apresentou-nos uma actuação deveras competente, com uma sonoridade coesa capaz de agradar aos fãs de black metal presentes. A fechar, Wraath - vocalista de Darvaza - veio dar um ar de sua graça e emprestou a sua voz ao último tema. 

Cobalt foi o acto que se seguiu.Donos de um som grave e pesado, contrastado com vários elementos mais groove e de rock n’ roll, complementados por uma voz gritante e uma postura mais teatral/dançante,a banda encantou os presentes que não são apenas mais uma banda de black metal. Com “Slow Forever”a servir de mote para o concerto -sendo este o mais recente trabalho da banda, datado do ano passado - Cobalt deram uma actuação respeitável  e simultaneamente um pouco peculiar,enchendo as medidas a muitos. 

Após um longo período de hiatus, os Goldenpyre (a banda da casa) reuniram-se para um concerto muito especial, em celebração dos 20 anos do festival! Com um ambiente mais descontraído e entre amigos, estes mostraram encontrar-se em boa forma, tendo inclusive convidado antigos elementos da banda para participarem no espectáculo. Embora tenham voltado a dar sinais de vida, inclusive com a edição do álbum “In Eminent Disgrace”, este concerto foi algo de exclusivo e único - um momento para mais tarde recordar. 

Dead Congregation entraram com força, mas depressa perderam o poderio. Uma banda que, apesar da sua extrema qualidade técnica, falhou em agarrar por completo os presentes. 
Pouco comunicativos e muito mecânicos, o concerto depressa perdeu o interesse. Destaque para o detalhe que complementou a cénica monótona em palco - uma bíblia a arder (posta lá por algum entusiasta) que acabou por ser foco de atenção e de alguns comentários humorísticos no seio do público,  especialmente após ter sido usada como lume  para os fumadores. 

Darvaza foi blasfémia, ódio e negrume. Embora jovem esta  banda já vem cravada de uma irreverência que encarna bastante bem o espírito saudosista do black metal dos anos 90. O vocalista - uma persona que encabeça claramente o espírito da música em si - mostrou o seu desagrado com bastante veemência quando um elemento no público lhe tentou oferecer uma cerveja. Com apenas dois EPs, a sonoridade da banda é já bem definida, reflectindo-se claramente na sua prestação ao vivo. Um excelente concerto de black metal vindo de uma banda a seguir com atenção. 

Depois de momentos musicalmente mais violentos e extremos, chegou o momento de voltarmos às origens com os Venom Inc. Com muita dinâmica e à-vontade em palco, estes grandes senhores brindaram-nos com algumas das músicas mais clássicas da banda – que por sua vez foram pioneiras de diversos géneros. O público estava ao rubro e a prestação da banda foi irrepreensível. Músicas como “Black Metal” (que foi entoada em uníssono), “Sons Of Satan” ou “Countess Bathory” (a fechar) fizeram as delícias dos presentes. Provavelmente um dos momentos musicais mais grandiosos da noite.

Nashgul, que tiveram a ingrata tarefa de suceder a Venom Inc., revelaram-se uma das grandes surpresas da noite. Com uma sonoridade dentro do grindcore mais old school, a banda espanhola deu ares de sua graça e brindou-nos com uma descarga de brutalidade que não deixou ninguém indiferente. O público agradeceu e abriu um dos maiores mosh pits do dia, aliado a momentos intensos de stage diving. A setlist, essa, incidiu maioritariamente em temas do mais recente álbum da banda - “Cárcava”. Um concerto refrescante e bruto que deu a conhecer mais uma excelente banda. 

Oranssi Pazuzu, proporcionaram-nos o momento psicadélico do dia, originando um concerto que veio arrefecer os ânimos, levando a alguma dispersão da plateia. Os temas de “Värähtelijä” , o registo lançado o ano passado, serviram de peça principal na setlist apresentada. Embora possuindo qualidade e momentos hipnotizantes, o concerto acabou por deixar um pouco a desejar, sendo que som não foi dos melhores, factor que acabou por interferir na forma como se assimilou e apreciou a actuação do grupo.

O concerto de Grog foi uma descarga de brutalidade por parte de um dos nomes mais sonantes e dignos de respeito do underground nacional. Com “Ablutionary Rituals” lançado de fresco, o quarteto mostrou que o palco é o seu habitat natural e que estão no topo da sua forma. A sinergia que se criou era contagiante, e o palco LOUD! Dungeon pareceu pequeno perante tamanho cenário, sendo que a plateia estava ao rubro, havendo stage diving e mosh do início ao fim, embora alguns membros da plateia já acusassem algum cansaço. No final, ficamos com a ideia de uma actuação irrepreensível e digna por parte destes músicos icónicos da cena nacional!

A encerrar as hostilidades da noite, os britânicos Extreme Noise Terror destilaram violência sonora, bem ao estilo punk/crust. Uma banda que enche as medidas a todos os adeptos de estilos mais extremos e violentos, tal como se reflectiu dada a recepção que tiveram por parte do público presente. Com uma setlist variada, que abrangeu uma boa parte dos seus lançamentos, contaram ainda com um convidado especial - Ricardo Silva (Holocausto Canibal), que se juntou à banda em palco para dar voz a “RapingTheEarth”,um dos seus temas mais conhecidos. Um concerto que cumpriu com as expectativas e ajudou a aquecer uma noite que se fazia sentir fria.

Cá fora, na SWR Arena, a tarde pertenceu aos Vircator e My Master The Sun, ambos sob a curadoria da Raging Planet. Dois projectos nacionais de valor, cuja sonoridade acaba por fugir um pouco ao que é habitual num meio mais extremo, embora tenha funcionado bem no contexto do festival. Os Legacy Of Brutality incendiaram a arena com o seu brutal death metal, enquanto lá dentro tocavam os Cobalt. A fechar, o punk sujinho e miserável dos sempre irreverentes Systemic Violence, cuja actuação pujada de ódio e a roçar o insultuoso não é recomendável a egos sensíveis. Por fim, Alcoholocaust a fazerem jus ao seu nome, dando um concerto digno do degredo alcoólico que se fazia sentir no ar àquelas horas da madrugada!

Dia 3

Neste último dia, a  abertura dos palcos principais ficou a cargo dos thrashers suecos Warfect. Com o recinto ainda a meia-chama, o grupo ainda tentou puxar pelo público, ainda que sem grande sucesso. Com “Scavengers” (o seu mais recente trabalho),a servir de mote para o concerto, a actuação, embora tenha cumprindo com o esperado, ficou longe de memorável- um começo morno. 

Foi necessário os veteranos Avulsed entrarem em cena para os ânimos aquecerem, sendo que  descarga de brutalidade deste concerto foi um dos muitos pontos altos do dia. Uma postura e técnica irrepreensíveis combinadas com um ambiente de destruição e energia na plateia foram os ingredientes para um espectáculo de alta qualidade. A terminar, o vocalista pediu uma wall of death ao som do tema “Gorespattered Suicide”, um pedido ao qual o público acedeu com muito gosto. 

O crust/hardcore de Gust veio em seguida -um concerto morno que não foi capaz de prender a atenção do público, apesar do esforço honesto da banda. Ainda chegou a haver algum movimento, no entanto, a interacção com o público foi fraca e o concerto acabou por não convencer. 

Nader Sadek, projecto do artista com o mesmo nome,  brindaram-nos com um death metal encorpado e com toques de misticismo. Debaixo de luzes quentes e uma névoa de fumo, com uma caracterização de palco que lembrava uma floresta, este colectivo de músicos de topo encantou por completo, sendo que, no final, o concerto acabou por parecer demasiado curto. Para quem não conhecia e viu o concerto, de certeza que encontrou aqui um excelente projecto a seguir. 

Os grandes senhores do black metal nacional Corpus Christii mostraram uma vez mais o porquê de serem “A” banda de referência no género em Portugal. Uma actuação ao mais alto nível, como só eles sabem, sob a luz das velas e fumo a completar o cenário. Uma presença monstruosa em palco, oferecendo-nos uma setlist completa com alguns temas clássicos tais como “Rape, Torture & Death” e “Jesus Cunt Lickers”, findando o concerto com a  incontornável “All Hail...(Master Satan)” ecoada entusiasticamente pelo público.

A regressarem pela quarta vez àquele que é um dos seus festivais de eleição, os britânicos Akercocke deram um espectáculo digno de ser apreciado. 
Dotados de uma imensa perfeição técnica, a sua habitual irreverência deixou o  público presente completamente rendido à sua sonoridade única, por sua vez composta por elementos de peso e brutalidade envoltos harmoniosamente em melodias e um certo groove quase dançável. A setlist percorreu um pouco de todos os álbuns da banda, com especial destaque para a música “Verdelet” - uma fan favourite - e “Disappear”, um tema recente que fará parte do novo álbum, a editar este Verão. Sem dúvida alguma um dos melhores – e memoráveis – concertos desta edição do festival!

Em seguida foi a vez dos suecos The Arson Project subirem ao palco. Com uma sonoridade mais virada para o grindcore, a banda trouxe-nos “Disgust”, o seu álbum de estreia, que ainda conseguiu criar alguma movimentação (ou destruição) entre o público que não aproveitou para ir jantar e/ou guardar um lugar em frente ao outro palco tendo o concerto de Mayhem em mente. Embora agradável, os The Arson Project não trouxeram nada de novo ou digno de recordar.

Após um período de antecipação que pareceu demasiado longo, os primeiros acordes de Mayhem fizeram-se ecoar, anunciando a sua entrada em palco. “Funeral Fog”, soando ainda mais negra e arrepiante que o habitual, envolveu-se bem no cenário de fundo. Trajado a rigor, com vestes compridas e um crucifixo, a poderosa voz de Atilla soou rasgante, perante uma plateia a rebentar pelas costuras, naquela que foi, certamente, uma das maiores enchentes do festival inteiro. Uma missa negra e blasfema, com uma qualidade exímia, cuja musicalidade completamente hipnotizante se entranhou e nos levou aos recônditos  mais escuros da nossa psique. Um concerto que perdurará  na memória dos presentes – bem como na história de grandes momentos deste festival.

Lich King deram-nos uma lição à boa maneira do thrash old school. Com o público ainda num estado de transe pós-Mayhem, os riffs furiosos deste quinteto norte americano foram uma fórmula para um despertar rápido. Estes trouxeram consigo o mais recente registo, “The Omniclasm”, tendo demonstrado uma excelente dinâmica em palco. Muito comunicativos,deram um concerto que encheu as medidas a todos os fãs de thrash presentes. O público reagiu da melhor forma e a sinergia entre ambos foi incrível, tendo havido movimentações na plateia,complementadas com mosh e stage diving, durante todo o concerto. A fechar, uma pequena invasão de palco -  incentivada pela banda.

Falando novamente em pontos altos: a fechar, e em clima de festa, chegaram os Steel Harmonics – a Banda Nova de Barroselas, que nos brindou com alguns dos maiores clássicos do metal, passando por Black Sabbath, Metallica, Slayer, Iron Maiden ou até mesmo os nacionais Moonspell, tocados por instrumentos de orquestra, que por sua vez fizeram as delícias dos presentes. A receção foi apoteótica, tendo o público acompanhado os hinos escolhidos pela banda com as suas vozes em uníssono. A banda estava claramente divertida e empenhada na tarefa, proporcionando final único e memorável, como apenas um festival como o SWR Barroselas Metalfest nos sabe oferecer. 


Cá fora, tal como nos dias anteriores, também houve muita animação. A tarde começou com os espanhóis Bulto e o seu rock n’roll mais catchy. Seguiram-se os nacionais Stone Dead com uma sonoridade mais virada para o stoner,detentores de um groove fantástico que nunca desilude. Na mesma hora que Nader Sadek tocavam num dos palcos principais, o black metal obscuro dos espanhóis Marthyrium reuniu uma respeitável legião de seguidores num concerto de grande qualidade. Os brasileiros Test, após o término do último concerto nos palcos principais, improvisaram um palco e deram um show de grind no espaço da entrada na tenda dos dois palcos. Seguidamente,  marcha do fogo, feita peregrinação, culminou com a queima da espada que se encontrava fora do recinto a decorar a entrada do mesmo, enquanto se cantava os parabéns ao festival pelo seu vigésimo aniversário. Já a noite ia alta quando os Vai-Te Foder entraram em cena na SWR Arena para um concerto de muito degredo e pancadaria, onde apresentaram “Poço”, o seu mais recente trabalho.

E como nem só de música se faz um festival, há que destacar o ambiente de festa e o espírito de camaradagem que se viveu durante estes três dias - um festival cujo ambiente único lhe tem garantido uma mística especial e uma legião de seguidores acérrimos todos os anos, tendo atingido já a impressionante marca das vinte edições! A festa já tem data marcada para o próximo ano, sendo que o festival regressa em força nos dias 27 a 29 de abril - até lá!


Texto e fotografias por Rita Limede
Agradecimentos: SWR Inc.



A banda alemã Nitrogods está prestes a lançar o seu terceiro álbum “Roadkill BBQ” através Steamhammer /SPV GmbH e a Metal Imperium teve uma conversa com o Henny para saber mais pormenores.


M.I. – Fala-nos sobre os Nitrogods e porque se formaram, sabendo que sempre estiveram em bandas… o que vos fez decidir que querias ter a vossa própria banda?

Formámos os Nitrogods, porque estávamos fartos das bandas em que tocávamos. Não queríamos estar numa banda tipo empresa. Foi uma questão de valores. Quando comecei a tocar guitarra aos 13 anos, queria uma banda de amigos que escreveriam música juntos nos ensaios e gostariam de estar juntos. Foi uma resposta à indústria rock/metal comercial de hoje em dia.


M.I. – A banda já lançou dois álbuns “Nitrogods” e “Rats and Rumours”… o novo álbum “Roadkill BBQ” será lançado daqui a alguns dias. O que se pode esperar?

É um álbum de old school Rock´n Roll na onda  de bandas como Motörhead, Status Quo, Rose Tattoo. Nada extravagante e nada de merdas.


M.I. – Todos os vossos álbuns têm uma caveira. Qual o seu significado?

É o nosso logótipo… a caveira do motard com as pistolas cruzadas.


M.I. – Considerando o título, pode assumir-se que esta é a banda sonora perfeita para um churrasco?

Eu aconselho-o vivamente! Pelo menos, para um churrasco de motards! 


M.I. - “Roadkill BBQ” inclui 12 temas e 2 temas extra. Qual o teu preferido e porquê?

É difícil de responder, porque gosto de praticamente todas. Usámos o sistema de voto para decidir os temas que iriam integrar o álbum. Gosto muito de blues. Talvez o meu preferido seja “The price of liberty”.


M.I. – De que tratam os vossos temas? Quem os escreve?

Escrevemos todos. As nossas letras são sobre as nossas experiências ou sobre o que achamos ser importante mencionar, que costuma ser algo que  nos aconteceu na estrada ou acontecimentos do mundo.


M.I. – A versão boxset inclui um “Tribute to Lemmy” com os temas “Overkill”, “Bomber”, Ace of Spades” and “Iron Fist”… porquê estes em particular? 

Ser fãs de Motörhead é algo que nos une. Apreciamos particularmente o Fast Eddie e a era do Filthy Taylor, por isso escolhemos estes temas.


M.I. – Prestas atenção ao que os media escrevem/dizem sobre os Nitrogods?

Sim. Nem sempre é simpático, especialmente aqui na Alemanha.


M.I. – Qual o lema de vida dos Nitrogods?

Nós não temos lema de vida, mas apreciamos a lealdade e pessoas de palavra.


M.I. – Dizeis que sois uma banda sem tretas. Achas que há muitos músicos que fingem ser algo que não são?

Sim e, nas últimas décadas, piorou muito. Penso que só uma minoria das pessoas neste negócio é verdadeira.


M.I. – Na página oficial diz que se deve saber sobre Nitrogods é que “Atitude foi uma das razões para a formação da banda e outra razão foi a pura luxúria ao tocar música e orgulho por manter as coisas reais." Porquê atitude, luxúria e orgulho?

Porque é preciso atitude para enfrentar a indústria da música. Eu poderia ter escolhido o caminho mais simples e ido com a maré se só estivesse interessado em ganhar dinheiro. Mas essa não é a nossa motivação. Somos um grupo de idealistas e temos orgulho de termos chegado até aqui com o nosso esforço.


M.I. – Vocês gostam de gravar à moda antiga. Também foi assim com a gravação do terceiro álbum “Roadkill BBQ”? 

Sim. Gravámos novamente numa mesa analógica com um conjunto de microfones e equipamentos vintage. Gostamos muito desse tipo de som. A única diferença para o último álbum é que este não foi gravado nem masterizado em cassete. 


M.I. – Os membros da banda já tocaram com grandes bandas e grandes músicos. O que aprendeste com eles?

Que não queríamos fazer mais parte disto.


M.I. – Os Motörhead são os vossos ídolos... que idade tinhas quando ouviste a sua música pela primeira vez? 

Crescemos com os Motörhead desde o primeiro álbum em 1977 até ao ultimo. Toquei com eles com a minha primeira banda Thunderhead numa tournée britânica em 1989. O Oimel e o Klaus tocaram com Fats Eddie numa banda chamada Bastards.


M.I. – Que impacto teve a vida e a morte do Lemmy em ti, como pessoa e como músico?

Foi uma das maiores influências na minha vida. Não foi por causa dele que comecei a tocar guitarra mas acho que foi uma das pessoas mais simpáticas e fixes da indústria musical. Acredito que foi um modelo para muita gente, tal como para mim. 


M.I. – Quais os planos futuros dos Nitrogods?

Esperamos que o novo álbum tenha boa aceitação. Se pudesse escolher um desejo, gostaria de tocar mais em países europeus. 


M.I. – Vós sois muito grandes, especialmente na Alemanha e os vossos concertos são quase todos nesse país. É por os fãs alemães serem os melhores ou por vocês serem alemães? 

Não sei. Gostaria de tocar mais na Europa. Talvez seja mais difícil repararem em nós fora da Alemanha.


M.I. – Na tua opinião, quais são as melhores coisas da vida?

A família e os amigos. Depois disso, vem a música.


M.I. – Quando é que os Nitrogods virão a Portugal tocar old school hard rock?

Espero que seja em breve, porque já estamos prontos! 


M.I. – Deixa uma mensagem aos leitores da Metal Imperium. Obrigada pelo teu tempo e continua a rockar! 

Apoiem as vossas bandas favoritas. Comprem CDs e vão a concertos para ajudarem a manter a cena viva!

For english version, click here.


Entrevista por Sónia Fonseca


Depois do álbum de estreia “Humans” que tão bem foi aceite pelo público e crítica, este coletivo apresenta agora novo trabalho que nos oferece algumas surpresas. A propósito do lançamento do novo álbum “Heartless Oppressor, a Metal Imperium propôs-se a espreitar por trás da cortina deste projeto, que segue caminho com passos firmes e assertivos.

M.I. – Se os Primal Attack tivessem que criar um slogan para promover o vosso novo álbum “Heartless Oppressor”, qual seria?


Miranda - Talvez “Nós gostamos, e tu?” (risos)


M.I. – Depois de ouvir este álbum, apesar de achar que continuam na linha do “thrash metal’’ que vos caracterizou no primeiro álbum, penso encontrar alguns laivos de outras “ disciplinas” do metal e mesmo de outros géneros musicais. Confirmam a exploração de estes outros caminhos sonoros? Foi consciente, propositado ou deixaram-se levar?


Miranda - Apesar da raiz da banda ser o thrash metal, penso que já no Humans havia muita coisa um pouco fora desse registo, no “Heartless Oppressor” havia a vontade de expandir ao máximo possível a nossa paleta musical pois, entre todos nós temos influências que vão desde Pink Floyd a Behemoth (risos).
Pica - Apesar de ser a base da banda, até acho que o thrash é o estilo menos ouvido por nós. O que torna a coisa divertida, pois não somos influenciados pelo estilo. Diria que é a nossa visão do thrash com todas as influências pessoais misturadas!
Miguel Tereso – Hoje em dias as pessoas sentem a necessidade de rotular tudo, especialmente neste meio. E isso condiciona imenso a criatividade das bandas, contribuindo também para o actual factor de “música-mais-do-mesmo”. Este álbum tinha como um dos objectivos ser difícil de rotular e fazermos simplesmente o que gostamos sem ligar às “regras” dos géneros.


M.I. - Estes novos caminhos percorridos, transparecem o vosso amadurecimento enquanto músicos e seres humanos?


Miranda – Sim, é notório que este álbum é muito mais complexo que o anterior em todos os aspectos e, neste caso, foi mesmo o álbum que quisemos fazer. A parte da exploração de novas sonoridades, para nós acaba por ser uma coisa natural, pois não estamos nem queremos estar “trancados” a determinado estilo musical só porque alguém acha que sim.
Miguel Tereso – Os anos passam, os gostos refinam, adquire-se mais experiência, seja nos palcos ou em casa a compor/gravar. Descobrem-se novas ideias e caminhos para explorar, o que resulta naturalmente num amadurecimento da sonoridade.


M.I. – O tema “Heart and Bones” é reflexo dessa ousadia de desbravar caminhos sonoros inexplorados?

Miranda – Sim, é um tema um pouco diferente, até a nível de estrutura da música em si.
Pica - É sem dúvida um tema que marca este disco, e que mais prazer deu a gravar!

M.I. – Ainda a propósito dos outros caminhos sonoros, quando iniciam uma nova composição, é a música que se vai construindo por si própria ou são os Primal Attack que tomam a dianteira da construção e destino da mesma?

Miranda – Depende, felizmente ainda não temos uma fórmula mágica para a composição de músicas, muitas podem vir de ideias faladas, outras pode ser um riff de guitarra ou uma batida e é a partir daí que vamos explorando por onde é que música nos leva e por onde é que podemos ir.


M.I. – As vossas telas musicais são desenhadas por consenso após cedências, experiências, tentativa e erro ou cada tela é o resultado final do contributo individual da vontade de cada um de vocês e daquilo que cada um de vocês entende entregar a cada tema?

Miranda – O nosso principal compositor é o Tereso, normalmente ele gosta de mostrar músicas já “finalizadas”, algumas vezes as coisas já estão bem e não temos necessidades de mexer, mas, sempre que tenho alguma ideia para determina parte não temos problema nenhum em começar a remexer na música até que, no final, já nada tem a ver com a primeira ideia. Basicamente as nossas músicas estão “fechadas” quando achamos que já não há ali mais nada para explorar.


M.I. – Quando compõem, surge primeiro a música ou a letra?

Miranda – Até agora foi sempre a música, não quer dizer que não possa acontecer no futuro termos determinada ideia a nível de letra e tentar a partir daí, mas, até agora, a música vem sempre primeiro.
Pica - Acho que será sempre assim, pode aparecer uma ideia de letra primeiro, mas só depois do instrumental conseguimos encaixar e escrever uma letra que resulte e nos deixe satisfeitos!


M.I – Sinto nas letras de Primal Attack uma consciência social. É uma preocupação da banda? Transparece o vosso olhar sobre o mundo?

Miranda – Sim, a nível lírico, neste álbum, o Pica aceitou deixar-me escrever algumas coisas e acho que conseguimos uma parceria muito boa, e este álbum fala mesmo sobre o nosso olhar sobre o mundo, todos os temas são sobre eventos que vivemos ou observamos.
Pica - São 3 anos que separam os dois discos, onde muita coisa aconteceu, muita coisa mudou nas nossas vidas e tudo está neste “Heartless Oppressor”. A ideia de ter o Miranda e, numa fase mais final, o Tereso, a participar nas letras foi óptimo, pois cada música ganhou muito com isso e não perdeu o sentido.


M.I. – É importante para os Primal Attacl a mensagem das vossas músicas?

Miranda - Tanto para mim como para o Pica as letras não são só gritos que estão na música, é importante dizer alguma coisa. Neste álbum, especialmente, tivemos um cuidado especial em não ser tão negativos em relação às coisas e de passar uma mensagem mais positiva sobre a vida.
Pica- Tivemos um cuidado acrescido no que toca à dicção, letra e mensagem, para aumentar o impacto sem perder peso.
Miguel Tereso – Para mim, a mensagem é muito menos importante do que a maneira como é transmitida. Interessa-me muito mais acertar a emoção, convicção e musicalidade da performance/interpretação, que propriamente o sentido e mensagem de quem a escreveu.


M.I. – Já agora, por mensagens, o nome da banda denota um ataque primitivo, instintivo, animal. A vossa música é um ataque como resultado da expressão crua do vosso eu, enquanto banda, ou é o ataque necessário ou propositado para sacudir mentes?

Miranda – Penso que o nome da banda vai ganhando mais significado conforme o tempo vai passando, quando escolhemos o nome para a banda nem pensámos muito na lógica ou significado do mesmo, mas penso que com o passar do tempo o nome faz cada vez mais sentido.


M.I. – Na sequência do significado do vosso nome, as faixas “Strike back” e “Truth and consequence” são tradução do vosso posicionamento no mundo e da vossa visão?

Pica – Sim, sem dúvida! A “Strike Back” é sobre mudar de vida, ir atrás de algo sem perder a noção de que vai ser duro, mas que no final tudo vale a pena! A “Truth and Consequence” é mais uma visão social, pura e dura.


M.I. – Qual o tema preferido do álbum de cada um de vocês, e porquê?

Pica- “Heart and Bones”! Fala do abandono animal e dos maus-tratos aos mesmos, e é algo que me diz muito. Não percebo como nos dias que correm, ainda temos um animal para ficar preso a uma corrente de 1 metro, sendo que este é um dos exemplos menos agressivos, mas que me custa muito ver!
Miranda – São todos!! (risos) Cada tema deu o seu trabalho especial até estar finalizado e como tal é impossível escolher, é como perguntar a um pai qual é o filho que gosta mais (risos).
Miguel Tereso – A resposta a essa pergunta varia de semana para semana!


M.I. – Já fizeram apresentação deste álbum ao vivo? Como foi a reação?

Miranda – Sim. Foi muita boa, já tínhamos o disco pronto há algum tempo e estávamos com curiosidade para saber como as pessoas iriam reagir às novas músicas, felizmente gostaram e o feedback que temos recebido tem sido extremamente positivo.


M.I. – Na vossa opinião quais os temas que funcionam melhor ao vivo?

Miranda – Normalmente numa banda como nós a malta que vai ver os concertos quer é fazer mosh e pits, logo por aí acho que as músicas mais bem recebidas acabam por ser as mais rápidas.
Miguel Tereso – Os temas mais simples funcionam sempre melhor ao vivo. Quando se tem muitos pormenores ou temas mais elaborados por vezes é difícil reproduzir isso ao vivo e pode soar “estranho” a quem não conhece. 


M.I. – A vossa música é uma opressora sem coração no sentido que invade os sentidos de quem a ouve, pela explosão de energia que transmite, sem pedir licença?

Miranda – A nossa música é muito basicamente aquilo que gostamos e nos identificamos, e a “energia” acho que acaba por ser uma das palavras-chave para nós, uma das principais “sensações” que queremos transmitir.

M.I. - Quem ou o quê, é o maior opressor dos dias de hoje?

Miranda - Sinceramente acho que acabamos por ser nós próprios os nossos maiores opressores, o facto de muitas vezes nos negarmos a fazer determinadas coisas só porque achamos que não vamos conseguir ou pelo simples medo de falhar pode ser a maior opressão de todas.


M.I. - Imaginem-se a entregar uma cópia do vosso álbum a um dos vossos ídolos: quem seriam, como os convenceriam a ouvir o vosso álbum e como seria o processo de persuasão?

Pica - Eddie Vedder e seria convencido com uma garrafa de Quinta Da Fata tinto, reserva ou touriga nacional. Um grande vinho convencia um grande músico a ouvir um grande disco!
Miranda – Qualquer método de persuasão que não envolva alguém atado a uma cadeira obrigado a ouvir o álbum não tem piada (risos). A partir do momento em que estivessem atados, tinha curiosidade em saber o que é que o David Gilmour ou o Roger Waters achavam.


M.I. – Um álbum dos Primal Attack é um filho que entregam para adoção, para mãos alheias, ou um filho mimado e cuidado que protegem?

Miranda – Por enquanto é um filho mimado, foi feito com muito amor e carinho (risos), possivelmente quando nascer o irmão mais novo terá de ir brincar sozinho para o seu quarto mas até lá não irá certamente sair dos nossos braços.

Entrevista por Cláudia Santos


Como é sabido, os Aerosmith atuam em Portugal no próximo dia 26 de Junho, no MEO Arena, em Lisboa. A primeira parte do evento estará a cargo dos britânicos RavenEye (na foto abaixo), sendo a estreia da banda no nosso país. 

Neste momento, apenas existem bilhetes disponíveis para o Golden Circle (89€) e a Mobilidade Condicionada (55€), estando as restantes modalidades esgotadas.


Por: Sara Delgado - 21 Maio 17


O supergrupo Soen regressa ao nosso país no próximo mês de Outubro, vindo promover o seu mais recente trabalho, "Lykaia". A banda atua a 20 de Outubro no Hard Club (Porto) e, no dia seguinte, no RCA Club (Lisboa), através da Free Music Events.

A primeira parte dos espetáculos estará a cargo dos noruegueses Madder Mortem.

Bilhetes:
Pré-venda: 18€, limitada às primeiras 100 entradas e com oferta de bilhete personalizado do concerto
Restantes entradas: 20€, brevemente em vários postos de venda

Por: Sara Delgado - 21 Maio 17


Se este fosse um álbum mau, o seu título dava para fazer tantos trocadilhos com a suposta qualidade do disco, que até dava para compor uma crítica inteira com base nisso. Mas lá está: “se fosse”, o que deixa logo esclarecido que não é um caso desses, até porque uma situação dessas seria pouco provável e quem já teve contacto com este coletivo germânico, sabe que o trabalho deles é de qualidade, sendo os seus dois álbuns anteriores a este – “IIII” e “Insects” – boas provas que os Farsot se esforçam para fazer um post-black metal que não desaponte os apreciadores do género.

“Fail.Lure” surge cerca de seis anos após “Insects”, o que já é algum tempo e quando há estes intervalos maiores, muitos ficam a pensar se existiram mudanças significativas na sonoridade da banda. O tema de abertura “Vitriolic” vem desde logo responder a essa questão expondo uma panóplia de texturas numa só faixa, com secções contemplativas e límpidas, tanto a nível vocal como instrumental que se transformam naturalmente em momentos negros, sujos e raivosos e tudo devidamente equilibrado. E a melhor parte é que estas qualidades se perpetuam ao longo do álbum onde figuram momentos como os ganchos fortes presentes em “With Obsidian Hands”, misturados com o black metal encorpado da faixa e alguns momentos em que a emoção forte é a angústia, muito bem expressa na voz, a qual, diga-se de passagem, consegue ser surpreendentemente percetível em todas as suas formas, inclusive a berrada. “Circular Stains” é em si também um tema circular, pois há um padrão que se repete na música, mas inteligentemente talhado para ter sempre o seu bocado de diferença que mantêm o ouvinte bem agarrado;uma técnica que os Farsot replicaram mais perto do final com “A Hundred To Nothing”, se bem que não tão bem conseguida como nesta aqui.

Outro destaque é o tema de encerramento do disco: “Watertower Conspiracy” é a faixa mais singular do álbum, deveras a mais singular! Trata-se de uma solene viagem de 20 minutos, onde a componente metal de guitarras, baixo e companhia são substituídas por elementos eletrónicos, mais típicos de dark e minimal wave que conseguem conceber uma atmosfera de imensidão e desolação. É um tema que vai dividir os ouvintes, especialmente por nem parecer ser da mesma banda, contudo a sua natureza encaixa-se perfeitamente na mesma do resto do álbum que, para melhor ou pior, encerra.

Os Farsot dão assim mais um salto qualitativo na sua sonoridade. Em seis anos não se pode dizer que a sua música melhorou, antes que terá evoluído neste sentido que consegue pintar com a mesma tinta perdição, loucura, êxtase e sobriedade. E a cor da tinta é preta.

Nota: 8.7/10 

Review por Tiago Neves


Algo espreita por detrás deste álbum. Parece que o título deste trabalho dá uma dica acerca de algo mais sinistro, como que um espectro ou espírito pudessem dar ares da sua graça.

Tem doom, toques de stoner, mas também algo mais. A primeira música tem andamento stoner/rock. Bom tema, agradável momento de headbang mas daquele que não entorna a cerveja. Mas eis que o contador digital do leitor muda para o número “2”. "Dream State Arsenal", começa com uma excelente passagem do baixo, que nos fez logo “levantar” as orelhas e pensar “é pah! isto promete!”. A música prossegue num andamento típico de stoner mas a meio caminho a voz torna-se progressivamente mais agressiva e o tempo marcado pela bateria também acompanha, parece que caminha para algo! Com uma curva inesperada a música termina com uma melodia de guitarra limpa! 

São estas curvas inesperadas que fazem álbuns lentos cativar o ouvinte. Mesmo em temas longos que massacram o mesmo riff durante minutos a fio, umas reviravoltas que sirvam bem a música elevam a experiência. Durante o álbum temos passagens pelo território de Neurosis, ainda que não a 100%, mas que encaixam bem na natureza negra deste trabalho. 

No geral temos um registo bem conseguido. Não é um futuro clássico mas faz-nos voltar a ele, o que significa algo de positivo. Fãs de Weedeater e Inter Arma ficarão agradados. 

Nota: 7/10

Review por Filipe Gomes


Os Daemon Forest são uma jovem banda de sangue lusitano que surge das trevas, apresentando este EP de 3 temas muito bem nomeado de “Dissonant Walk”, pois dissonância é o prato principal aqui servido. Isso e black metal primitivo e ritualista.

Em cerca de 10 minutos ouvimos uma torrente de riffs sujos e distorcidos, acompanhados de grunhidos ecoantes cujo ritmo flui bastante bem com os súbitos ataques de caos que tornam a audição muito mais interessante. “Satan’s Power” abre numa tenebrosa atmosfera criada por canto gregoriano que irá encapsular todo o EP, para lentamente se tornar numa rude faixa de black metal intercalada com os já referidos momentos de distorção, que é logo seguida por “Evil Spirit”: um tema muito mais corrosivo que o primeiro e terminando ao fustigar em velocidade com “Dissonant Walk In The Mist”.

A abordagem dos Daemon Forest é claramente retro, dando para reconhecer um black metal típico do início dos anos 80 e revelando os primeiros passos de uma banda que quer apostar numa sonoridade crua e atmosférica, com laivos de experimentalismo.

Nota: 7.4/10

Review por Tiago Neves


Os alemães Tankard lançaram o vídeo oficial para o tema que dá o título ao seu novo álbum, "One Foot In The Grave". O videoclip pode ser visualizado em cima.

Este será o décimo sétimo álbum da banda e sairá a 2 de Junho, pela Nuclear Blast.



Por: Paulo Vaz - 20 Maio 17


A banda de Metal Progressivo norueguesa, Leprous, irá lançar o seu quinto álbum de estúdio, "Malina". Este irá sair no dia 25 de Agosto, pela InsideOut Music. A capa pode ser vista em baixo.

Sobre este trabalho, Einar Solberg, teclista da banda, refere que: "Este álbum é o exemplo perfeito de como podes iniciar uma visão e terminar com um resultado que não tem nada a ver com a ideia original. A escrita deste álbum começou com a ideia de aperfeiçoar o som e o método de trabalho, que iniciámos com "The Congregation". Este último lançado em 2015.


Por: Paulo Vaz - 19 Maio 17


Cristina Scabbia e Andrea Ferro dos Lacuna Coil foram recentemente entrevistados pelo canal metal Impact. 

Nesta entrevista, quando questionados acerca de um possível sucessor para o seu último "Delirium" (2016), Andrea revelou que ainda não tinham planos: "No próximo ano vamos celebrar os 20 anos dos Lacuna Coil por isso estamos primeiro a preparar algumas surpresas, e só depois talvez comecemos a trabalhar num novo álbum. Não me parece que haja um novo álbum até, pelo menos, 2019." 

Cristina Scabbia comentou: "Normalmente quando estamos em digressão a tocar músicas de um determinado álbum, não escrevemos o próximo. Gostamos de parar para nos focarmos completamente em algo."

Acrescentou ainda relativamente à possibilidade de lançamento de um novo DVD: "Temos planos. Não sabemos se será um DVD, mas estamos a planear algo especial para o 20º aniversário da banda. Vai ser algo diferente."

A entrevista pode ser ouvida na íntegra abaixo.


Por: Mariana Crespo - 18 Maio 17



Os Alestorm continuam a divulgaram novas músicas e videoclips - no mínimo - curiosos. Desta feita foi "Mexico" o escolhido pela banda, na senda que já nos habituaram: bebidas alcoólicas e piratas "badasses". O vídeo pode ser visto acima.

"Mexico" faz parte do próximo álbum da banda escocesa, "No Grave But The Sea". que será lançado na próximo dia 26 de Maio, sexta-feira.

Por: Carlos Ribeiro - 18 Maio 17



Os Carach Angren revelaram o seu novo videoclip para uma das músicas do seu próximo álbum, "Blood Queen".

Os holandeses irão lançar "Dance And Laugh Among The Rotten", um álbum conceptual, a 16 de Junho, através da Season Of Mist.

Tracklist:

“Opening”
“Charlie”
“Blood Queen”
“Charles Francis Coghlan”
“Song For The Dead”
“In De Naam Van De Duivel”
“Pitch Black Box”
“The Possession Process”


Por: Carlos Ribeiro - 18 Maio 17