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Este álbum é muito importante na história dos Moonspell pois é o primeiro editado totalmente em português, com dez faixas - que podem ser vistas abaixo - que falam sobre o grande terramoto de 1755 em Lisboa.


Os Moonspell, uma das bandas portuguesas no género do metal com mais projecção a nível nacional e internacional está prestes a atingir um novo marco na sua história. A banda irá lançar o álbum "1755" a 3 de Novembro deste ano, através da Napalm Records (internacionalmente) e da sua própria Alma Mater Books & Records em Portugal. Acima pode ser vista a capa deste novo trabalho.
Tracklist de "1755":

1. Em Nome Do Medo
2. 1755
3. In Tremor Dei (com participação do fadista Paulo Bragança)
4. Desastre
5. Abanão
6. Evento
7. 1 De Novembro
8. Ruínas
9. Todos Santos
10. Lanterna Dos Afogados

"1755" será apresentado antes de ser lançado oficialmente, com dois concertos dos Moonspell em Lisboa (30 e 31 de Outubro) e um no Porto (1 de Novembro), nos espaços Lisboa Ao Vivo e Hard Club, respectivamente. Informação sobre a bilheteira pode ser consultada aqui.  

Ainda sobre o álbum, Fernando Ribeiro, vocalista, numa declaração reproduzida no Facebook oficial da banda, disse o seguinte:

"Desde que me lembro que sou completamente fascinado pela história de Portugal. Para mim, o ano de 1755 marcou o nascimento de um novo Portugal. O grande Terramoto de Lisboa, não pode ser reduzido a um número dramático de mortes ou limitado ao estudo dos desastres naturais. Este sismo seguido de um violento tsunami, marca também o nascimento de uma nova cidade, uma nova época. Da tragédia absoluta nasceu uma confiança maior em nós mesmos. Os Portugueses da altura tornaram-se mais independentes da cruz, da coroa e ainda hoje em dia desfrutamos de um país laico e de livre arbítrio. Este não é apenas outro álbum para os Moonspell. É um documento da nossa História musical e lírica, uma homenagem, segundo os Moonspell, que prestamos ao nosso legado e às incríveis habilidades e à força dos portugueses da época, quando foram jorrados por terra pelas forças violentas da Natureza e da Razão. Tudo está bem…mas terra treme."

Por: Carlos Ribeiro - 17 Agosto 17

https://2.bp.blogspot.com/-Y5QJwQr-DHs/WUV-tWCoRjI/AAAAAAAAxjM/GL4p8-xC3igmwOk7vQeIm3S0kuYF2b78wCEwYBhgL/s1600/thelurkingfear-deathmetal.jpg 

A banda sueca de death metal The Lurking Fear disponibilizou uma faixa do seu recentemente lançado álbum de estreia "Out Of The Voiceless Grave" (Century Media Records).

A escolhida foi "The Starving Gods Of Old" que foi apresentada através de um vídeo criado por Costin Chioreanu / Twilight 13 Media, tendo como base a iconografia do álbum criada por Stefan Thanneur.

O vocalista dos The Lurking Fear, Tomas Lindberg (At The Gates, The Great Deceiver), comentou: "Para o vídeo, tivemos a ideia de o deixar a cargo do nosso amigo Costin, mas usando a capa criada pelo Stefan. O Costin conseguiu captar perfeitamente a sensação da música. Parece que somos lançados a um vazio negro em que somos devorados por deuses famintos, ao mesmo tempo que os nossos ouvidos são invadidos por uma dose de loucura death metal. A música é como um hino ao que se esconde para lá deste mundo. Como ver um filme de terror antigo dos anos 70 numa velha cassete em VHS."

O vídeo pode ser visualizado abaixo.


Por: Mariana Crespo - 17 Agosto 17


"Illuminate" é um dos novos temas dos Leprous e pode ser ouvido no vídeo acima. Esta faixa faz parte do novo álbum da banda, "Malina", a lançar no próximo dia 25 de Agosto via Inside Out Music. 

Os temas anteriormente revelados foram "From The Flame" e "Stuck"

Por: Sara Delgado - 17 Agosto 17


O supergrupo Rasgo vai lançar o seu álbum de estreia, intitulado "Ecos da Selva Urbana", no dia 27 de Outubro via Rastilho Records. A banda fará o concerto de apresentação deste registo nessa mesma data, no RCA Club, em Lisboa. 

A entrada terá o valor de 10€, com oferta do CD. Brevemente, os bilhetes ficarão disponíveis online.

Recorde-se que os Rasgo estiveram presentes na abertura do concerto de Slayer e, mais recentemente, no VOA Fest, em Corroios

Por: Sara Delgado - 17 Agosto 17



A banda francesa Celeste estreou uma nova faixa intitulada "Cette Chute Brutale". Além disso, a banda adiantou ainda que este tema é o single do seu novo registo "Infidèle(s)". Este a ser lançado a 29 de Setembro pela Denovali Records e pela Tokyo Jupiter Records.

Segue-se a sequência das músicas que constarão no álbum:

01. Cette chute brutale
02. Comme des amants en reflet
03. Tes amours noirs illusoires
04. Sombres sont tes déboires
05. À la gloire du néant
06. Sotte, sans devenir
07. (I)
08. Entre deux vagues
09. De l'ivresse au dégoût
10. Sans coeur et sans corps

Os créditos do videoclip são de Gregóire dos As Human Pattern. O vídeo pode ser visualizado em cima.



Por: Paulo Vaz - 17 Agosto 17



Kerry King revelou numa recente entrevista que o próximo álbum dos Slayer contará com um tema acerca do "absurdo" Donald Trump, algo que de alguma forma deitará por terra uma certa celeuma que se levantou em Janeiro, aquando da publicação de uma fotografia com Photoshop por parte de Tom Araya no Instagram da banda, onde constavam os membros de Slayer e o presidente norte-americano.

Polémicas à parte, o guitarrista da banda californiana acha que "Trump é certamente uma ideologia individual. Sempre que abordamos músicas políticas, o que até fazemos, não posso dizer que não, baseamo-nos no governo dos EUA, porque é esse o governo que conhecemos. Mas nós tentamos torná-lo suficientemente vago para que qualquer pessoa em qualquer país possa relacioná-lo com isso. Eu odeio o meu chanceler, odeio o meu primeiro-ministro ou odeio o meu governo, tento fazê-lo para que alguém se possa identificar com isso, porque se fosse destacado na América, somente os americanos adorariam essa música - ou odiariam essa música de acordo com o que eu disse. Haverá um tema no próximo disco que é basicamente sobre o absurdo de Trump, mas será realmente sobre a mania dos republicanos foderem tudo."

Por: Bruno Porta Nova - 17 Agosto 17



Os Satyricon, banda liderada pelo norueguês Satyr, lançaram uma nova música, "Deep Calleth Upon Deep", que pode ser ouvida acima.

Esta faixa dá o nome ao álbum ao qual pertence, álbum esse que será lançado a 22 de Setembro, através da Napalm Records.

Por: Carlos Ribeiro - 17 Agosto 17


O Sunburst Stoner Fest 2017 vai ocorrer no dia 11 de Novembro, no Cine-Incrível, em Almada, e conta com os seguintes nomes: Iguana, Desert Mammooth, Füzz e Miss Lava. 

Bilhetes: 
Pré-venda, até 10 de Novembro - 4€ 
No próprio dia - 6€ com direito a 1 bebida

Bilhetes à venda nas quintas, sextas e sábados no Cine Incrível, a partir das 22h00, ou por transferência bancária para: Alma Danada 0033 0000 4542 9570 925 05, enviando comprovativo para

Para mais informações: 
sunburstsf@gmail.com ou Número 912719336

Por: Sara Delgado - 16 Agosto 17


No próximo mês de Outubro, os norte-americanos Our Last Night regressam a Portugal para duas datas. Mas não vêm sozinhos: os também norte-americanos Blessthefall e The Color Morale vêm estrear-se no nosso país. A abertura estará a cargo dos ingleses Your Life & Mine. 

As bandas vão atuar no dia 20 de Outubro no RCA Club (Lisboa) e, no dia seguinte, no Hard Club (Porto). 

As primeiras 100 entradas terão o valor de 15€ e podem ser adquiridas nos links que disponibilizamos abaixo. Após as 100 entradas, o valor será de 18€ (venda antecipada) e, no próprio dia, à porta, de 20€. 

Data de Lisboa: 

Data do Porto: 

Por: Sara Delgado - 16 Agosto 17


"The Evil Has Landed" é um dos novos temas dos Queens Of The Stone Age e pode ser ouvido no vídeo acima. Esta faixa faz parte do novo álbum da banda, "Villains", que será lançado no próximo dia 25 de Agosto pela Matador Records. 

Por: Sara Delgado - 16 Agosto 17


Como é sabido, o Reverence Festival Santarém 2017 vai ocorrer nos dias 8 e 9 de Setembro, no Parque da Ribeira de Santarém. Esta será a primeira edição do festival que conta com o apoio da Câmara Municipal de Santarém e das Águas de Santarém, "realizando-se num cenário natural fantástico, mantendo a atmosfera descontraída e de exaltação musical que caracterizou as três edições anteriores", refere a organização. 

Abaixo pode ser visto o alinhamento do festival, bem como as modalidades de bilhetes. 

8 de Setembro
Moonspell/ Amenra / Oathbreaker / Sinistro / BO Ningen / 10 000 Russos / Desert Mountain Tribe / Névoa / Wildnorthe / The Gluts / Dead Rabbits / Pretty Lightning / Zarco / Gossamers / Tren Go! Sound System / The Melancholic Youth Of Jesus (Official) / CUT / Two Pirates and a Dead Ship / Quentin Gas & Los Zíngaros / Iguana / Frrugem

9 de Setembro
Mono / Gang Of Four / Träd Gräs och Stenar, Träden. / The Underground Youth / Siena Root / Esben and the Witch / LÖBO / Hills / Throw Down Bones / Is Bliss / The Janitors / NONN / Pás De Problème / Asimov & THE HIDDEN CIRCUS / Conjunto!Evite / COWS CAOS / Chinaskee & Os Camponeses / Royal Bermuda / I Am the Ghost Of Mars / Doctor Space / GROAL


Bilhetes: 

Passe para os dois dias
€55 de 16.07.2017 até 31.08.2017
€65 de 01.09.2017 até 09.09.2017

Bilhete diário
€35 de 16.07.2017 até 31.08.2017
€40 de 01.09.2017 até 09.09.2017

Residentes nos concelhos de Santarém e no Cartaxo (nota: obrigatoriedade de apresentação na bilheteira do festival de cartão do cidadão e comprovativo de residência fiscal obtido no site das finanças)
€35 Passe de 2 dias
€25 Bilhete Diário

Entrada gratuita a todos os residentes na freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém

Crianças:
Crianças até 10 anos: Gratuito
Crianças dos 11 aos 14 anos inclusive: 50% desconto

Por: Sara Delgado - 16 Agosto 17



Os Arkona acabaram de lançar um novo videoclip, intitulado "Serbia", que pode ser visto acima.

Esta faixa é retirada do mais recente álbum da banda, "Yav", através da Napalm Records.

Por: Carlos Ribeiro - 16 Agosto 17


Terminada aquela que foi a segunda edição de um festival renovado no norte do País, a organização do Vagos Metal Fest anunciou que a edição de 2018 irá ter quatro dias, mais um que neste ano. Os dias serão 9, 10, 11 e 12 de Agosto.

Segundo comunicado no Facebook oficial, a organização disse que "nesta 3ª edição queremos voltar a inovar, a melhorar e a evoluir e por isso vamos ter 4 (!!) dias de concertos, 2 palcos (!!) ,voltaremos a ter o beer garden, e claro vamos melhorar muitos outros aspectos do recinto".

A edição deste ano contou com nomes como Soulfly, Arch Enemy ou Korpiklaani, entre outros. Durante o ano serão divulgadas todas as novidades.

Por: Carlos Ribeiro - 16 Agosto 17


"My Only God Is Dead" é o título do novo single dos Stonerust, que pode ser conhecido no vídeo acima. Ficaremos a aguardar por mais novidades acerca da banda de Cascais. 

Por: Sara Delgado - 15 Agosto 17


Os Therion vão regressar ao nosso país em 2018. A banda atua no dia 21 de Fevereiro, no Hard Club (Porto); no dia seguinte estarão na capital, no Lisboa Ao Vivo. A primeira parte estará a cargo dos russos Imperial Age e dos alemães Null Positiv. 

Bilhetes: 22€, à venda a partir de 21 de Agosto

De momento, decorre uma campanha promocional onde os primeiros 20 bilhetes para cada uma das datas terá o valor de 17€. Para adquirir bilhetes, basta enviar e-mail para notredame.promo@gmail.com

Por: Sara Delgado - 15 Agosto 17


Os Napalm Death vão regressar ao nosso país para dois concertos. Os britânicos atuam a 10 de Dezembro no Hard Club (Porto) e, no dia seguinte, no RCA Club (Lisboa). 

Ainda não foram reveladas as bandas convidadas para abrir os espetáculos. 

As primeiras 50 entradas para cada uma das datas terão o valor promocional de 15€, e podem ser adquiridas através dos seguintes links: 

Data do Porto:

Data de Lisboa:


Por: Sara Delgado - 15 Agosto 17


Os lisboetas Undersave revelaram um novo tema, "Press With Both Hands Hold Your Breath And Collapse", que pode ser ouvido no video acima. 

A banda encontra-se à procura de editora com intuito de lançar o seu próximo álbum. 

Por: Sara Delgado - 14 Agosto 17


No próximo dia 2 de Setembro vai ocorrer o Chaosphere Fest, no RCA Club, em Lisboa, realizado pelas Notredame Productions & Chaosphere Recordings. O evento conta com os seguintes nomes: Holocausto Canibal, Decayed, Sacred Sin, Disaffected e Systemik Violence. 

Abertura de portas: 20h30
Início: 21h00

Bilhete: 15€, com oferta de um CD ou desconto de 5€ num vinil 12" da editora, no local e à escolha.

Por: Sara Delgado - 14 Agosto 17



A banda britânica metal lançou o vídeo com letra do tema "You Will Know The Lion By His Claw", do seu 12º álbum "Cryptoriana - The Seductiveness Of Decay", podendo o mesmo ser visualizado acima. 

O vocalista Dani Filth comentou: "Esta faixa é uma das minhas favoritas do novo álbum “Cryptoriana” – para além de “Achingly Beautiful”, “Death And The Maiden” e a faixa-título, devido ao seu sabor único e à sua brutalidade. O golpe final é muito do tipo “Dusk… And Her Embrace”.”

Tendo comentado ainda sobre o projeto: "O álbum está profundamente infundido com horror gótico Vitoriano e, portanto, o título é um reflexo disso. “Cryptoriana” implica a enfatuação da época Vitoriana com o sobrenatural, o túmulo e o espiritismo. O subtítulo “The Seductiveness of Decay” cimenta ainda mais essa atração pela morte, o resplandecente e longo processo de auto-aniquilação ".

O álbum será lançado a 22 de Setembro pela Nuclear Blast.


Por: Ana Antunes - 13 Agosto 2017


O VOA Heavy Rock Fest é, sem dúvida, um dos eventos mais aguardados no ano pelos fãs de metal. A 2ª edição ocorrida na Quinta da Marialva, em Corroios, contou desta vez com três dias (o sol abrasador…esse esteve igual à edição do ano passado!), e com o acrescento do palco Loud!, apoiando o bom que se faz no nosso país.  

O arranque da edição de 2017 esteve a cargo dos Process Of Guilt. Uma tarefa algo ingrata, tratando-se de uma sexta-feira e estando ainda o recinto a meio-gás. Contudo, os portugueses superaram a prova e, pouco a pouco, foram conquistando o público que ia chegando. Cada tema tocado pelos eborenses representou uma descarga emocional intensa, própria da sonoridade que nos apresentam; aliada ao sol que se fazia sentir, pode-se dizer que grande parte da plateia chegou ao fim da atuação a escorrer suor. É de referir que a banda está prestes a lançar um novo álbum, “Black Earth”, no próximo mês de Setembro. 

Tendo existido uma alteração ao alinhamento previamente definido pela organização, seguiram-se os The Charm The Fury. Esta atuação marcou a estreia dos holandeses em solo nacional, e a vocalista Caroline Westendorp mencionou que foram bastante bem-recebidos. Pouco depois do início, em “Colorblind”, Caroline pediu ao público que mostrasse aquilo de que é capaz. Apesar de se ter apresentado sempre com uma grande energia em palco, é verdade que a banda não foi, de imediato, acolhida pelos portugueses; a vocalista insistiu e questionou, entre risos, se o público estava intimidado por uma mulher, comentário que fez surgir o primeiro circle pit da atuação, embora algo tímido, de facto. Seguiu-se “Echoes” e um novo pedido de circle pit, acedido pelo público. Após uns breves riffs de “Seek And Destroy”, dos Metallica, surgiu “The Future Needs Us Not” e à terceira foi de vez -  o público proativamente juntou-se num circle pit mais composto, para agrado da banda. Os holandeses terminaram com “Carte Blanche”; Caroline referiu que era a última oportunidade que o público tinha para brilhar, e assim aconteceu. Custou, mas foi. 

O palco Loud! foi estreado pelos Névoa e regressámos a uma sonoridade mais pesada. O duo portuense fez-se acompanhar de mais três músicos, garantindo que a apresentação ao vivo superava a gravação em estúdio. Foram bastante bem-sucedidos, com especial ênfase para a bateria. Conseguiram envolver o público mesmo sem qualquer comunicação (verbal; a restante esteve lá). Uma banda promissora que ficou a pedir por um regresso em sala fechada. 

Os Insomnium, um dos nomes mais sonantes deste primeiro dia, entraram em palco pelas 19h15. Embora ainda com alguns rasgos de sol, os finlandeses cativaram o público português desde o início com o seu death metal melódico. “Winter’s Gate”, álbum conceptual lançado em 2016, foi tocado – e bem – na íntegra. Uma vez que este trabalho vem contar-nos uma história, rica em diferentes melodias e capaz de despertar várias emoções, não faria sentido deixar parte dela para trás. O público reagiu bastante bem, o que só prova que um álbum conceptual, quando bem conseguido, funciona (e recomenda-se) até ao vivo, mostrando toda a sua força. Já no final da atuação, e do registo anterior, destacaram-se “The Promethean Song” e “While We Sleep”.

Os Earth Drive deram um salto do Montijo até ao palco Loud! – a banda apresenta uma energia tão “juvenil” (num claro bom sentido), que é difícil pensar que já contam com uma década de existência. Alternando entre o groove, stoner e psicadélico (quando tantos elementos se juntam, torna-se árduo colocar em palavras aquilo que nos é transmitido), proporcionaram um ambiente bastante cativante. É impossível deixar de referir a imparável Sara Antunes, vocalista do grupo. Comparativamente à edição do ano anterior, o VOA 2017 deixou aberta a possibilidade dos espectadores poderem desfrutar do espaço verde, que é excelente para poder repousar entre atuações. A atuação dos Earth Drive foi recebida, por muitos, neste mesmo espaço. Na verdade, e já que estávamos a apreciar rock psicadélico fora de quatro paredes, olhar para o céu estrelado teve um certo encanto.

De regresso ao grande palco, eis que os Epica voltam a apresentar-se em solo nacional. Desde a sua última vinda a Portugal, lançaram um novo álbum, “The Holographic Principle”, de 2016, e foi com ele que iniciaram a atuação, ao som de “Eidola”, “Edge Of The Blade” e “A Phantasmatic Parade”, com grande entusiasmo por parte do público. Aliás, todos os temas apresentados do novo registo (destaque também para “Beyond The Matrix”), foram bastante aplaudidos, o que prova que os holandeses continuam a dar cartas após década e meia de existência. A vocalista Simone Simons mostrou-se bastante comunicativa e mencionou adorar Portugal, tendo aproveitado para descansar nas nossas praias (e referindo, entre risos, que ainda tinha areia por todo o lado). Por entre os vários temas, o palco foi-se enchendo de labaredas que vieram aquecer uma noite fria, contrastante com o início do dia. Porém, não só de labaredas o público se aqueceu. Quando falamos de “Sensorium”, “The Essence Of Silence”, “Unchain Utopia”, “Cry For The Moon”, “Sancta Terra”…a terra move-se perante tamanhos aplausos. Mas não foram só os fãs a mexer-se. O teclista Coen Janssen mostrou-se bastante dinâmico com o seu “keyboard in motion” – um teclado curvado que permite maior liberdade de expressão – que o músico aproveitou na perfeição. Antes de terminarem a atuação, a vocalista deu-nos boas notícias: a banda irá regressar a Portugal no próximo mês de Novembro, em Lisboa e no Porto (pouco tempo depois, a organização veio confirmar as datas, noticiadas aqui). Terminaram com a emblemática “Consign To Oblivion”. Até Novembro!

A última atuação do palco Loud! nesta noite esteve a cargo dos The Black Wizards. Uma banda “fuzzadélica” (recordando o nome do primeiro EP da banda, “Fuzzadelic”, de 2015, e antecipando o próximo álbum “What The Fuzz!”, a lançar no início de Setembro). Palavras-chave desta atuação: groove, blues, energia. Muita, muita energia. Raras foram as vezes que vimos a cara da vocalista e guitarrista Joana Brito, pois o seu cabelo acompanhava o ritmo fervoroso com que atuava. Mais que competentes, são cativantes, e a prova disso é que não mexem apenas com os portugueses – no próximo mês, atuam na Áustria e na Alemanha. 

A noite fechou com os Carcass e um pano de fundo com o artwork do seu último álbum, “Surgical Steel”. A banda esteve em palco apenas uma hora, não tendo satisfeito totalmente o apetite para os fãs mais ávidos. Mas podemos dizer que foi uma hora arrebatadora e bem aproveitada pelos apreciadores. Crowd surf? Logo nos primeiros instantes. Circle pits? Do primeiro ao último acorde. A banda apresentou temas das várias fases da carreira, destacando-se “Reek Of Putrefaction”, “Exhume To Consume”, “Incarnated Solvent Abuse”, “Buried Dreams”, “Heartwork” e “Corporal Jigsore Quandary”. Ao longo da atuação, o vocalista e baixista Jeffrey Walker foi distribuindo água pelo público (certamente como compensação por muitos dos fãs circularem religiosamente, do início ao fim, por entre a poeira dos circle pits). A atuação dos Carcass foi sentida essencialmente com o corpo, como que materializando as temáticas apresentadas nas suas músicas. Sim, a atuação terminou inesperadamente. Mas enquanto existiu, foi claramente sentida. 

Concluído o primeiro dia do festival, o saldo foi, sem dúvida, positivo. Mas os próximos dias certamente não ficariam atrás. 



Texto por Sara Delgado
Fotografias por Hugo Rebelo
Agradecimentos: Prime Artists & PEV Entertainment


Segundo dia do VOA Fest – iniciamos com expectativa e temperatura altas, como de costume. 

Mal os Terror Empire entraram em palco, imediatamente conseguimos assinalar os fãs fervorosos da banda – que não eram poucos. A plateia já começou mais composta face ao dia anterior. O vocalista Ricardo Martins riu-se (literalmente) do sol: “calor, cerveja, Satan, seitan”, e a partir daqui tanto ele como os restantes membros foram explosivos em quase meia hora de atuação. A banda vai lançar um novo álbum, “Obscurity Rising”, no próximo mês de Setembro, e foi possível ter um cheirinho (bom) do que vem aí. Chegaram e conquistaram.


Foi a vez dos espanhóis Childrain, do País Basco, pisarem o palco, nesta que foi a sua primeira passagem por terras lusas. A banda não era propriamente conhecida dos portugueses, embora estejam a alcançar cada vez mais notoriedade no seu país de origem (na realidade, já contam com um EP e três álbuns lançados, destacando-se o último, “Matheria”, nomeado em várias categorias). Apresentando um estilo metalcore com laivos de death metal melódico, a banda conseguiu agarrar o público português desde o início, apresentando-se comunicativa sempre que possível. Certamente ganharam fãs por cá.

O palco Loud! do segundo dia arrancou com os Adamantine. É certo que os lisboetas experienciaram alguns problemas a nível de som; contudo, conseguiram arrancar bastantes aplausos da plateia. Trouxeram-nos maioritariamente temas do seu último registo, “Heroes & Villains”, lançado no início do ano, e que apresenta uma sonoridade bastante interessante, oscilando entre o death melódico e o thrash metal. Riffs muito apelativos, letras que se destacam. 
Ficou claramente o desejo de os ver noutro contexto, e de os ver “Reborn In Darkness”, como referem num dos seus temas. 

Sem tempo de respirar, é a vez dos Death Angel surgirem em cena, um nome que ainda é desconhecido por alguns (ou cujo trabalho não foi aprofundado). Estes veteranos do thrash metal podem não ter alcançado o sucesso merecido (fruto, talvez, de um largo interregno nos anos 90, onde os membros da banda acabaram por abraçar outros projetos), se compararmos com outros nomes sonantes do thrash que surgiram na mesma altura, e que hoje são, sem pestanejar, cabeças-de-cartaz nos maiores festivais. Mas ficou provado que são capazes de dar um concerto digno de veteranos e tirar muitos (mas muitos!) pés do chão. Sempre bastante comunicativos com o público, fizeram uma provocação ao público português digna de registo -  apontando para os seguranças de serviço, referiu que eles não estavam ali apenas para olhar: “they are being paid, make them fucking work!”. E assim o fizeram. Os crowd surfers apresentavam-se em número superior aos seguranças, e foram vários os que repetiram a proeza vezes sem conta. A poeira não assentou. Destaque para temas como “Ultra Violence” (embora não tocada na totalidade), “Kill As One” (demo produzida por Kirk Hammett, nos primórdios da banda), “Lost” e “The Moth”.

Voltamos ao palco “dos portugueses” e, desta vez, cantando-se heavy metal também na língua portuguesa, com os Cruz de Ferro. O vocalista e guitarrista Ricardo Pombo foi direto – o tempo era curto e a banda estava ali para tocar, não para falar; “mas podem cantar comigo!”, refere. Esta data marcou a reedição do seu EP de estreia, “Guerreiros do Metal” (recordamos que a banda tem também um longa-duração, “Morreremos de Pé”, de 2015). 
Patriotas, mas bárbaros. Crus, porém épicos. Os “Defensores” foram recebidos e aplaudidos com euforia. 


Os Venom, liderados por Cronos, o único membro original da banda, eram um dos nomes mais sonantes desta edição do VOA. E com motivos para isso. Nesse sentido, mesmo que a banda tenha iniciado com temas mais recentes, o público ficou eufórico e os circle pits não tardaram em aparecer (e permanecer). Embora satisfeitos com temas como "From The Very Depths" e "The Death Of Rock'n'Roll", foi com os clássicos que o público vibrou: “Buried Alive”, “Bloodlust”, “Welcome To Hell” ou “Countess Bathory”, por exemplo. Cronos questiona se existem “punks” na plateia e o público responde, ouvindo-se as primeiras filas a entoar “Long Haired Punks” (talvez, dos temas mais recentes, aquele onde os fãs se manifestaram mais). Não tendo sido uma atuação perfeita do ponto de vista técnico, certamente que convenceu os fãs. O melhor para o fim: “Black Metal” e "Witching Hour" fecharam a atuação. 

A última atuação do palco Loud! nesta noite esteve a cargo do supergrupo Rasgo, projeto recente composto por membros e ex-membros dos Shadowsphere, Ignite The Black Sun, Tara Perdida, Trinta e Um, Pé de Cabra, Sacred Sin e Witchbreed. Com lançamento do seu álbum de estreia em Outubro, “Ecos da Selva Urbana”, a banda já havia mostrado aquilo que valia aquando da abertura do concerto de Slayer, no passado mês de Junho. Era, portanto, um dos nomes mais esperados deste palco, e com razão. Apesar de o som ter estado bastante alto ao longo da atuação, o certo é que foi uma das prestações mais aplaudidas no palco Loud!. Cantando em português, o vocalista Paulo Gonçalves puxou pelo público do início ao fim da atuação e ainda espicaçou o público que assistia à atuação sentado no relvado. Foi possível ouvir o tema-título do álbum, “Homens ao Mar (Puxa!)”, entre outros. Como o próprio nome do grupo indica, foi sempre a rasgar, e o público conseguiu um circle pit respeitável, mesmo com um espaço mais diminuto face ao palco principal. Depois deste lançamento, ficaremos a aguardar por datas em nome próprio. 

A noite terminou com os finlandeses Apocalyptica, que vieram comemorar o 20º aniversário do lançamento do muito aplaudido “Plays Metallica On Four Cellos”. Eicca Toppinen, que comemorava também o seu aniversário naquele dia, referiu que há 20 anos atrás estavam longe de imaginar o percurso que os Apocalyptica viriam a percorrer. E apesar de interpretarem os temas da banda norte-americana de forma sublime, o certo é que o seu valor enquanto banda vai muito para além do álbum acima indicado (como o próprio Eicca recordou). Este é um facto provado pelos vários álbuns de originais que entretanto vieram a lançar, enchendo palcos como o Coliseu de Lisboa e do Porto. Mas sim, esta era uma noite dedicada aos temas dos Metallica, e que bela noite foi. Não tocaram apenas os clássicos como “Enter Sandman”, “Master Of Puppets”, “Sad But True” ou “Fade In Black” (esta última, marcada pela entrada da bateria na atuação, que veio complementar a bela sonoridade dos violoncelos; surpreenderam com “Escape”, um excerto da “Thunderstruck”, dos AC/DC, entre outros grandes momentos. Eicca referiu que há 20 anos não se atreveram a incluir “Battery” no álbum dedicado aos Metallica, devido à complexidade do tema (foi incluído numa reedição muito recente, em 2016). Nesta noite, foi tema que não faltou e concordamos - foi precisa muita rapidez - mas os finlandeses não vacilaram. Em “Welcome Home (Sanitarium)”, relembraram o regresso de Antero Manninen ao palco. Membro fundador da banda, Antero apresenta-se sempre com uma postura muito sóbria, o que contrasta com os restantes membros da banda, que se mostraram, como sempre, comunicativos com o público e entre si, fazendo proezas com os instrumentos e espicaçando os colegas de palco (até "praticaram" esgrima com os seus arcos). No encore, ouvimos as emblemáticas “Nothing Else Matters” e “One”, conseguindo ainda arrancar um circle pit inesperado ao público. Os finlandeses provaram, novamente, que os violoncelos têm lugar no mundo do metal, e que boa música não precisa de rótulos – basta senti-la. 

Chegámos ao fim do segundo dia do festival de sorriso aberto. Era hora de recuperar energias, dado que este ano tínhamos um terceiro dia à espera - e que dia!



Texto por Sara Delgado
Fotografias por Hugo Rebelo
Agradecimentos: Prime Artists & PEV Entertainment


No terceiro e último dia desta edição, voltámos a iniciar com um sol impiedoso. E embora não pareçam as condições ideais, o certo é que primeiro estranha-se, depois entranha-se. 

A primeira atuação esteve a cargo dos Colosso, que provaram isso mesmo. Debaixo de um calor abrasador (nos primeiros instantes, o vocalista André Macedo já limpava o suor à camisola), provaram que quando se é bom, as adversidades ultrapassam-se. Entraram, pediram um circle pit e o público acedeu. À medida que a atuação ia decorrendo, o público cada vez se manifestava mais. Certamente ganharam mais fãs, a julgar pela reação de alguns, quase “surpresos” perante a presença dos portuenses. Destaque para “Circle Of Defeat”. Colossais – o nome da banda assenta-lhes bem.

Seguiram-se os nuestros hermanos Killus, muito provavelmente a banda mais “deslocada” dos três dias de festival, no que ao estilo musical, à sua apresentação e às temáticas diz respeito. Donos de um metal industrial com influências de rock gótico/death rock, surgem em palco de cara pintada, muito teatrais, por vezes cambaleando que nem zombies. O palco estava decorado com túmulos. Sempre comunicativos com o público (quer por palavras, sempre na língua espanhola, quer por gestos), mostraram-se satisfeitos com o facto de tocarem em solo nacional pela primeira vez (algo praticamente indesculpável, dado que existem há quase 20 anos e estão mesmo aqui ao lado). A atuação do baixista Premuttox esteve em grande destaque, quer pelas suas expressões faciais, quer pelas suas atitudes (quase!) obscenas, como esfregar os genitais ou cuspir nos seus colegas (sempre num ambiente de riso, com o qual o público se foi divertindo e mostrou recetividade). Realçaram-se os temas “Satanachia”, “Ultrazombies” e “Feel The Monster”. Uma boa aposta da organização. 

O palco Loud! do terceiro dia foi inaugurado pelos Don’t Disturb My Circles, que puseram as primeiras filas completamente ao rubro. Foi um dos nomes que também mais se destacou no palco das bandas nacionais. Humildes nas suas palavras, são donos de uma sonoridade particular, que funde o metal e o hardcore, e iam deitando o palco abaixo com a sua agressividade, completamente correspondida pelo público. Uma descarga emocional intensa.  



Surge mais um dos grupos veteranos desta edição. Os norte-americanos Obituary entraram em palco e, de imediato, parte da plateia reuniu-se num circle pit que persistiu até ao fim da atuação. Desde a última aparição em terras lusas, lançaram um novo álbum, homónimo, que parece ter tido maior aceitação comparativamente ao anterior “Inked In Blood”. Contudo, continou a ser nos clássicos, como “Insane” ou “Chopped In Half”, que o público se manifestou com mais fervor. Notou-se algumas pausas entre temas, o que é compreensível se nos recordarmos que não só estávamos ainda a suportar as últimas réstias de calor, como também pelo facto dos músicos já contarem com mais de três décadas de existência. Facto aproveitado pela banda para brindarem com o público português vezes sem conta. Apesar disso, mostraram ainda estar em muito boa forma. 

Regressamos ao palco Loud! com os Grog, veteranos do grindcore. Os lisboetas lançaram recentemente o álbum “Ablutionary Rituals”. Independentemente de ser-se fã ou não do género, o certo é que os vocais de Pedro Pedra não deixaram ninguém indiferente, e qualquer pessoa que por ali passasse ter-se-á sentida esmagada pelo poderio do grupo. Os Grog são o caos na Terra, e as primeiras filas celebraram esse caos com mosh pits respeitáveis. 



Surge um dos momentos mais esperados da noite (principalmente, a julgar pelas muitas t-shirts envergadas na plateia com o nome da banda norte-americana). Os The Dillinger Escape Plan são matemática aplicada à música. Pode até demorar algum tempo, mas quando ela é absorvida pelo nosso sentido auditivo torna-se absolutamente viciante. Recebendo a notícia de que pretendem terminar o seu percurso e despedir-se dos palcos, quase que surge um sentimento de revolta (aquilo que é bom, devia ser eterno). Perante isto, falhar esta atuação seria uma facada. Quando o vocalista Greg Puciato e os restantes membros entram em palco, o caos instalou-se ao som de “Prancer”. É difícil saber por onde começar. A voz de Puciato é simplesmente alucinante, passando do som mais grave ao mais melódico num ápice (basta pensar em temas como “Black Bubblegum” ou “Surrogate”). Os maravilhosos riffs…sentimo-los de forma estonteante. São complexos, são agressivos, são extremamente emocionais. Em “One Of Us Is The Killer” e “Farewell, Mona Lisa”, a voz do público chegou a fundir-se com a de Puciato. Já falámos de caos, certo? Puciato deu cabeçadas nas colunas. Pontapeou a bateria. A atuação termina com 43% Burnt e uma sensação, no mínimo, agridoce. Foi bom, mesmo muito bom enquanto durou. De corações arrebatados, ficou uma certa leveza no ar depois de tamanha descarga de emoções; porém, uma profunda tristeza por saber que não irá repetir-se. 

O palco Loud! encerrou com a atuação (ou devemos dizer ritual?) dos The Ominous Circle. Chegaram de vestes longas e cara tapada, conforme esperado. Não comunicando propriamente com o público, criaram um ambiente misterioso com a ajuda de fornalhas a compor o palco. E no lugar de mosh ou circle pits, a plateia gozou de um efeito espelho perante a banda e, da mesma forma, sentiu a sonoridade de forma algo obscura. 




Aos Trivium coube a tarefa de fechar a edição do festival. É estranho pensar que uma banda tão (re)conhecida no mundo do metal pisou os palcos portugueses apenas pela segunda vez, tendo em vista que conta com quase duas décadas de existência. Depois de ouvirmos “Run To The Hills”, dos Iron Maiden (banda que o vocalista e guitarrista Matt Heafy comentou ser uma referência para si), eis que a banda surgiu em palco, iniciando com “Rain” e, depois, “Watch The World Burn”, no qual se ouve o público a cantar em uníssono. “Tudo bem?”, perguntou Heafy, que se mostrou bastante simpático e comunicativo ao longo da noite. Tocaram o seu recente single, “The Sin and the Sentence”, e Heafy elogiu a reação do público português, indicando que foi uma das melhores da presente tour (já sabemos que são muitas as bandas que gostam de massajar o ego dos seus fãs, mas vamos ignorar tal facto!). Foi nesta altura que começaram a surgir circle pits contínuos. Por vezes, pareceu existir alguma dissonância entre a voz de Heafy (nos momentos mais melódicos) e o instrumental, mas não é que tenha abalado a qualidade da atuação. Os últimos temas da noite, “Dying In Your Arms”, “Throes Of Perdition” e “Like Light To The Flies” foram bastante aplaudidos, mas ainda tivemos direito a encore com a poderosa “In Waves”. Esperamos que regressem em breve.

Assim terminou mais uma edição do VOA, que elevou a fasquia para as próximas edições. Vemo-nos em 2018. 


Texto por Sara Delgado
Fotografias por Hugo Rebelo
Agradecimentos: Prime Artists & PEV Entertainment


A data de lançamento do novo álbum de Septicflesh "Codex Omega" está próxima. Depois do lançamento dos vídeos de "Dante´s Inferno" e "3rd Testament (Codex Omega)", a banda disponibilizou agora um vídeo com letra para "Enemy of Truth". Este pode ser visto em cima.

"Codex Omega" sairá a 1 de Setembro pela Season of Mist.


Por: Paulo Vaz - 12 Agosto 17


O baixista dos Periphery, Adam "Nolly" Getgood, sem grandes surpresas, anunciou que vai deixar a banda. 

Nolly não integra as digressões da banda há mais de um ano e era apenas uma questão de tempo até deixar a banda definitivamente.

O mesmo explicou num comunicado oficial que, ao não fazer parte das digressões, nem contribuir na tomada de decisões e resolução de problemas relacionados com a banda, tinha deixado de se sentir integrado na mesma. Nolly vai continuar o seu trabalho enquanto produtor e a dedicar-se à sua empresa Getgood Drums.


Por: Luís Valente - 12 Agosto 17


Os 36 Crazyfists vão lançar um novo álbum, intitulado "Lanterns", a 29 de Setembro.

Este será o segundo disco da banda a ser editado pela Spinefarm Records, sendo o sucessor de "Time and trauma", lançado em 2015.

Abaixo podem ouvir o novo single "Death Eater", bem como ver a capa e lista de músicas de Lanterns.



Lista de músicas de "Lanterns":

01. Death Eater
02. Wars To Walk Away From
03. Better To Burn
04. Damaged Under Sun
05. Sea And Smoke
06. Where Revenge Ends
07. Sleepsick
08. Bandage For Promise
09. Laying Hands
10. Below The Graves
11. Old Gold
12. Dark Corners
Por: Luís Valente - 12 Agosto 17