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Quando se pensa em Black Metal, imediatamente vem a Noruega à mente... bem, os The Konsortium são de facto noruegueses cheios de experiência. O seu segundo álbum, “Rogaland”, recebeu críticas impressionantes e a Metal Imperium teve uma conversa com Fredrik para descobrir mais.

M.I. - Porquê o nome The Konsortium para a banda?
A banda começou como um projecto a solo em 2003, mas rapidamente evoluiu para algo mais. Amigos e músicos uniram-se, e nós funcionamos como um consórcio desde o início; As pessoas adicionaram os seus pontos fortes ao projecto, fazendo o que fazem de melhor, usando os seus conhecimentos como guitarristas, bateristas, etc. Então, para facilitar, chamamo-nos de The Konsortium.

M.I. - A fonte de The Konsortium usada no nome lembra-me os Enslaved e também usam o símbolo de uma fénix. Qual é o significado por trás disso tudo?
A fonte rune foi feita especificamente para este álbum por Trine + Kim, os designers. Queríamos algo que reflectisse as ideias por trás de "Rogaland", e eles manifestaram isso na fonte, com base na nossa tradição nórdica. Eles reflectem raízes, história e herança, todos os conceitos que estão presentes no novo álbum. A fénix é um símbolo desde o começo da banda, e é... bastante auto-explicativa, eu penso... ergue-se das cinzas, sabes?!

M.I. – O vosso novo álbum "Rogaland" foi lançado há algumas semanas. Quais eram as vossas expectativas em relação a isso? O álbum de estreia teve críticas tão impressionantes e as deste também estão a ser! Qual é o vosso segredo? Como conseguiram superar-se?
Bem, muito obrigado! O álbum saiu há mais ou menos um mês, e as críticas parecem ser boas. Eu nunca espero nada quando um novo álbum é lançado - o único critério é que temos que nos satisfazer. Se outras pessoas também entenderem e gostarem do álbum, isso é apenas um bónus. Eu acho que "Rogaland" é um álbum que ou entendes ou não entendes. O álbum de estreia era muito acessível, enquanto este exige mais esforço do ouvinte. Eu recebi um email de um tipo que me disse que ele tinha ouvido o álbum 200 vezes até agora, e ele ainda conseguia encontrar novos detalhes de cada vez que o ouvia. Isso é muito fixe! Nós não precisamos nem esperamos que todos gostem – lidamos bem com quem nos detesta! Mas se só ouvires o álbum uma vez e decidires que é uma porcaria, então... podes estar a perder alguma coisa. Muitas pessoas fazem isso hoje em dia... ouvem um novo álbum, dando-lhe 30% da sua atenção, e se não for algo em que neles entre instantaneamente, desistem. Tudo bem, porque nós nunca pretendemos ser uma banda fácil de ouvir.

M.I. - A banda lançou a primeira demo 5 anos depois de ter se formado, 3 anos depois, “The Konsortium” foi lançado e demoraram 7 anos para lançar o novo álbum. Porquê a longa espera? 
Sim, horários complicados. A vida meteu-se no nosso caminho: crianças, trabalho, lesões, cenas assim... eu ainda estou extremamente ocupado, o que é um desafio constante quando a música não é o que nos sustenta. Não há dinheiro nisto, por isso é puramente um projecto "idealista" - infelizmente o idealismo às vezes tem que sofrer por razões mais pragmáticas. Além disso, eu nunca quero fazer coisas meio idiotas. Escrever uma música com a qual estou satisfeito leva muito tempo e, de repente, os anos passaram.

M.I. - Tendo levado tantos anos a preparar um novo álbum… consideram-se perfeccionistas?
Sim, acho que teria que dizer que sou. Tenho toneladas de riffs e material no meu computador, que nunca serão usados, porque não estão bem o suficiente ou não têm o sentimento certo. Os outros membros da banda também são muito críticos e, se algo não soa bem o suficiente para eles, eles avisam-me imediatamente... Eu não tenho nenhuma fórmula para composição… às vezes os riffs que escrevo ficam o fim da música. Há coisas que encaixam quando trabalho nelas - ou não, e deito fora.

M.I. - De acordo com Dirge Rep, este é o álbum mais técnico e exigente dos seus 25 anos a tocar Black Metal. O que é que os fãs podem esperar de “Rogaland”?
Se derem ao álbum a atenção de que precisa antes da música “entrar”, devem - pelo menos na minha opinião - ter uma experiência auditiva que vale a pena. "Rogaland" estava a exigir ser criado, gravado e executado. Então, de muitas maneiras, como ouvinte, tens um álbum exigente nas tuas mãos. Mas depois de algumas audições, para conhecer o som, o estilo de vocais e riffs, deve levar-te numa jornada que esperamos que fique contigo por algum tempo.


M.I. - A capa retrata uma paisagem… é Rogaland? Porquê dar o nome de um condado norueguês ao álbum?
A capa é de Rogaland, sim. Mais especificamente, é de uma região chamada Jæren, cercada pelo Mar do Norte. Nós demos esse nome ao álbum por causa do nosso condado natal, porque esse é o conceito por trás de todo o álbum: a batalha intemporal entre o homem e a natureza, o anseio por algo perdido neste mundo moderno, vazio de espírito e magia. É uma homenagem ao nosso concelho, um vislumbre de como percebemos e interagimos com o nosso ambiente natural.



M.I. - Para o seu álbum de estreia, inspiraram-se na natureza... também é essa a principal inspiração para este álbum?
Sim, mais desta vez do que antes. Todos os membros apreciam a natureza, e temos a sorte de morar numa parte do país que possui alguns dos mais majestosos, brutais e inspiradores lugares que a Noruega tem para oferecer. Não é possível viver aqui e não ser afectado de uma forma ou de outra. Eu mesmo escolhi imergir-me completamente nela e sinto-me ligado a partir do mais íntimo do meu núcleo, na maioria dos aspectos da minha vida. Eu até caço e vivo para viver, e não poderia ser de outra maneira.

M.I. – Todos os temas deste álbum têm títulos com apenas uma palavra... algum significado especial por trás disso?
Sim, mas não são necessárias interpretações ocultas ou herméticas - eu queria mantê-lo curto, robusto e simples - e deixar o leitor / ouvinte interpretar o resto por si mesmo. Hermenêutica!

M.I. - Se não estou em erro, os títulos das músicas usam idiomas diferentes... é mesmo assim? 
Não, está tudo escrito em Norueguês ou numa versão do Norueguês baseada em dialectos mais antigos.

M.I. - Como correu o processo de gravação? Estão satisfeitos com o resultado final?
O processo de gravação levou muito tempo, passamos inúmeras horas no estúdio e com os nossos instrumentos. Foi cansativo às vezes, mas na verdade correu muito bem, apesar de levar mais de um ano para completar tudo. Houve momentos altos durante todo o processo, e ninguém estava realmente cansado de trabalhar. Sabíamos que ia ser difícil e temos idade suficiente para não nos enganarmos. Também aprendemos muito desde a última vez, e foi uma decisão comum que deveríamos estar no controle de todos os aspectos desta vez, e não "entregar" o projecto a outra pessoa. Isso dá muito mais trabalho, mas o resultado valeu a pena. O álbum tem um som distinto (Orgone Studios e Jaime Gomez, o tipo é mesmo habilidoso!), não parece plástico ou "moderno", mas ao mesmo tempo há clareza suficiente na produção. Sim, estamos muito satisfeitos com o resultado.

M.I. - Quem é responsável pelas letras? Como é que a escrita é feita… melodia e letra depois ou ao contrário?
Eu escrevi a música e as letras. Geralmente escrevo as letras depois da música, mas já tenho uma ideia básica sobre o tema / sentimento lírico quando escrevo os riffs.

M.I. - Por que escolheram “Arv” como a primeira faixa a ser lançada? É a melhor maneira de mostrar “Rogaland”?
"Arv" é a única faixa do álbum que é... mais acessível. A editora queria lançar uma das faixas como single, e acabamos por escolher "Arv".

M.I. - O videoclip de “Arv” foi filmado por Stein Erik Aulie… como foi a filmagem?
Acho que nenhum de nós tinha expectativas muito altas, porque já estávamos cansados quando foi filmado. Alguns membros ficaram acordados durante dois ou três dias, a festejar, e além disso, estávamos em Rogaland em pleno Inverno para tirar fotos da banda nesse mesmo dia. Mas o resultado foi exactamente o que nós queríamos: um vídeo prático que mostra a banda de uma forma simples, mas profissional. Para nós, ficou perfeito!

M.I. – Vocês postaram algumas fotos dos estúdios de gravação e todas elas parecem tão naturais, no meio da mata... quão complicado é gravar num ambiente natural?
Sim, em parte é por isso que as gravações demoraram tanto tempo. Quase todos as vozes são feitas dessa maneira; fora nas montanhas ou na floresta. Foi perfeito. Magia. E acho que foi necessário para tornar o álbum e o conceito credível. Tudo se encaixou, pareceu certo. Certamente uma experiência muito diferente do que fazer vozes numa pequena cabine de estúdio.

M.I. - Jaime Gomez Arellano... por que o escolheram para misturar o álbum?
Como já disse anteriormente: ele é o melhor! Tem habilidade, compreensão sobre o conceito da música e respeita os desejos dos artistas. É amante do som analógico - tudo é misturado em fita, como costumavam fazer no passado. Nenhuma porcaria de plástico.

M.I. - Em 25 de Maio, uma semana antes do lançamento, o álbum foi passado na íntegra no Kniven, em Oslo. É comum fazer esse tipo de "festa" para novos álbuns? Qual é o objectivo principal? Melhorar as vendas?
Não faço ideia! Eu nem estava lá!

MI. - Na página dos The Konsortium no Facebook, no dia 14 de Março, foi postado o título do novo álbum junto com a capa e muitas hashtags. Porquê pôr tantas hashtags: #thekonsortium #rogaland #blackmetal#thrashmetal #deathmetal #mayhem #orcustus#satyricon #ulver #enslaved #nidingr #auranoir#bathory #agoniarecords #dødheimsgard #teloch#dirgerep?
Mais uma vez, tenho que responder que não faço ideia! Isso não é postado por nós, mas pela editora. O meu palpite é que eles querem que a mensagem seja espalhada o máximo possível. Tanto quanto eu posso ver, a maioria, senão todas, as palavras estão relacionadas aos membros de uma forma ou de outra. Bathory? Talvez porque os fãs dos Bathory possam gostar do álbum?

M.I. - A banda não tem medo de experimentar e isso é mais bem aceite agora... os The Konsortium teriam "sobrevivido" há 30 anos atrás, quando a cena era muito fechada?
Eu acho que é um mal entendido. O Black Metal é sobre quebrar limites desde o início - é por isso que as bandas dantes soavam tão diferentes e interessantes, ao contrário de hoje em dia, em que há apenas clones intermináveis em todos os lugares. Por isso, a resposta é sim.

M.I. - Os membros da banda estão envolvidos em grandes projectos musicais... actualmente dedicam-se apenas aos The Konsortium ou tocam em outras bandas também?
Eu estive envolvido em vários projectos ao longo dos anos, em alguns até gravei álbuns, noutros não. Hoje em dia, só estou nos The Konsortium. Não porque não goste de fazer música, mas porque simplesmente não tenho tempo suficiente. Eu sei que o Benjamin e o Tommy têm coisas realmente boas a acontecer, para além dos The Konsortium. O Dirge Rep também tem os Orcustus e o Teloch... tem mais do que suficiente!

M.I. - Como músico há muitos anos, qual é a lição principal que aprendeste sobre a indústria da música até agora? Essas lições foram úteis em algum momento?
Não, acho que não tenho lições boas ou úteis para dar. Eu não gosto muito de música pelo dinheiro e já há mais de 10 anos que não a considero uma carreira. Quando era mais jovem com certeza, mas agora não. A maneira como as pessoas compram e consomem música hoje em dia... tem que se fazer música de sucesso cínica, calculada e formulada, ou passar a vida em tournée, aí uns 300 dias por ano, e mesmo assim só para te ires safando. Eu gosto de tocar ao vivo, mas não estou interessado em depender apenas disso. A não ser que queiras viver o cliché do "artista faminto", deves ter um plano de apoio ao qual podes recorrer. Por isso, jovens, estudem para conseguirem um bom trabalho!

M.I. - Nos primeiros concertos ao vivo, os membros da banda estavam mascarados. Agora já não as usam. Por que decidiram revelar as vossas identidades agora?
Nós não nos importamos com as máscaras, mas para simplificar: superamos as máscaras. Não parecia certo para este álbum, já que é um lançamento tão... honesto. Este é o álbum que nos representa, isto é quem nós somos e não adianta escondê-lo atrás de máscaras. Além disso, já há demasiadas bandas mascaradas, não achas?

M.I. - Agora que "Rogaland" já viu a luz do dia... os The Konsortium vão tocar ao vivo em festivais neste verão ou em tournée?
SIM. Estamos definitivamente interessados em tocar. Concertos em clubes, festivais, tournées - nós estamos prontos! Como referi anteriormente, a maioria de nós tem trabalhos diários além da música, mas todos já resolvemos isso e fizemos acordos com as nossas famílias e patrões. Se a oportunidade surgir, estamos prontos. Os últimos meses foram passados a ensaiar o novo material, a banda está coesa, toda animada e ansiosa para tocar. Prestem atenção, promotores!

M.I. - Estar tão ligado à Natureza... estás preocupado com o futuro do Planeta Terra e o que a humanidade lhe está a fazer? Tens feito algo para ajudar o nosso planeta? Para melhorar o nosso meio ambiente? Pensas sobre isso?
Sim, estou. Não sou niilista e, embora a humanidade seja o que é, não adianta apenas desistir e deixar para morrer. Isso é fraqueza total. Sou membro da Associação de Conservação da Natureza da Noruega e tento fazer a minha pequena parte. Neste momento, por exemplo, estou no Mar do Norte, onde passei as últimas duas semanas. Nesta primavera, os voluntários limparam 13,5 toneladas de plástico das praias e do oceano nesta área, e eu participei. Eu ensino os meus próprios filhos a deixar o menor rasto possível na natureza, e tento ensiná-los a viver da terra de maneira equilibrada. Eles sabem que carne é algo que não é cultivada no supermercado, e sabem como cortar um peixe e fazer uma fogueira. Uma parte importante do que faço no meu dia-a-dia é também fazer com que os jovens interajam com a natureza, interessando-se por actividades ao ar livre, na caça e pesca, e também conversando com eles, fazendo com que entendam a sua parte neste vasto ciclo de vida e morte no planeta Terra. Dito isto: há enormes desafios pela frente. Incomoda-me que não se fale do que cada um de nós pode fazer, isto não está a ser tratado correctamente, porque ninguém se atreve a falar sobre isso: a sobrepopulação é a maior ameaça deste planeta e da humanidade. Líderes políticos e especialmente religiosos são... bem, f*da-se, eu poderia passar o resto do dia a falar sobre isto. É melhor não dizer mais nada. De qualquer forma, como o grande Sir Richard Attenborough diz: "Nós somos uma praga na Terra. Não é apenas a mudança climática; é espaço puro, lugares para cultivar alimentos para esta enorme horda."

M.I. - Muito obrigado pela entrevista. Espero vê-los a tocar aqui em Portugal. Deixa algumas palavras aos nossos leitores!
Obrigado, Sónia. Estaríamos mais do que dispostos a ir a Portugal para alguns concertos. Óptimas pessoas, boa comida, óptima cultura - o que há para não gostar? Espalhem a palavra e esperamos ver-vos por aí.

For english version, click here

Entrevista por Sónia Fonseca


Marilyn Manson e Rob Zombie uniram-se para realizar uma nova tour conjunta, apelidada de “The Twins of Evil: The Second Coming Tour 2018”, que teve estreia no dia 11 deste mês.

Juntos, os músicos gravaram uma cover da icónica música “Helter Stelker” de The Beatles, cuja produção e mistura ficaram a cargo de Zeuss. A cover, que pode ser ouvida acima, foi gravada nos Goat Head Studios, NRG studios e 3 Chords, em Los Angeles.

Por: Carla Amaral - 22 Julho 18


Os Whiplash estão de volta. O grupo de thrash metal juntou forças com a editora Metal Blade Records e anunciou um novo álbum, sucessor de Unborn Again, com data de lançamento prevista para o início de 2019.

Acerca do novo contrato, Tony Portaro comentou: "O facto de a Metal Blade continuar a promover o thrash old school e acreditar em mim, dá-me inspiração para continuar a criar o meu estilo de East Coast Metal."

A banda atualmente é constituída pelo vocalista e guitarrista Tony Portaro, o baixista Dank Delong e o baterista Ron Lipnicki (ex-Overkill, ex-Hades), que passou a integrar o grupo, apenas este ano.

Miguel Matinho - 22 Julho 18


Rob Zombie tem vindo a desvendar alguns detalhes acerca do seu próximo álbum. Em Maio, confirmou o seu lançamento para o próximo ano.  No mês passado, comentou que o registo encontrava-se já em fase de mistura. Agora, sabe-se que o novo álbum será lançado mundialmente pela aclamada Nucler Blast Records. 

Zombie também aproveitou para referir que considera este álbum como o melhor que já fizeram até ao momento. Mencionou que algumas partes são mais pesadas, outras partes são mais "esquisitas", e que é o álbum mais complexo de todos, mas, ao mesmo tempo, cativante.

Por: Sara Delgado - 22 Julho 18


O novo álbum dos polacos Riverside já tem data de lançamento. Intitulado "Wasteland", será editado a 28 de Setembro pela Inside Out Music. 

Abaixo pode ser visualizado o artwork e alinhamento deste álbum. 

Track list de "Wasteland": 

01. The Day After
02. Acid Rain
03. Vale Of Tears
04. Guardian Angel
05. Lament
06. The Struggle For Survival
07. River Down Below
08. Wasteland
09. The Night Before


Recorde-se que a banda regressa ao nosso país no próximo mês de Novembro

Por: Sara Delgado - 22 Julho 18


Durante o Festival Internacional de Música e Arte de Kitee, que ocorreu no início deste mês na Finlândia, o teclista Tuomas Holopainen participou numa sessão de perguntas e respostas e, quando questionado sobre o ponto de situação em relação ao novo álbum dos Nightwish, o músico respondeu o seguinte:

"O próximo álbum está a caminho. Até agora, compus cerca de 80/ 90% do material. Todas as portas foram abertas em Outubro passado quando terminámos o projecto AURI, e estava a ouvir o álbum e algo surgiu na minha cabeça. E desde então tenho estado muito entusiasmado com a composição de músicas. E na noite passada terminei outra música. Portanto, serão provavelmente 10, 11 músicas. E vamos começar a gravar no próximo verão, em Julho, por isso, se tudo correr como planeado, estamos a apontar para um lançamento na primavera de 2020."

Por: Bruno Porta Nova - 20 Julho 18


O videoclip com a letra de "Demonic III" dos Krisiun está disponível em cima. Este é o segundo tema do novo trabalho da banda "Scourge Of The Enthroned", que será lançado a 7 de setembro, pela Century Media Records.

O disco foi gravado no Stage One Studio (Belphegor, Legion Of The Damned), na Alemanha, com o produtor Andy Classen. Já a capa do álbum foi criada por Eliran Kantor.

Sobre "Demonic III" a banda comenta: "É death metal puro e implacável, direto, sem tretas, não comercial, sem quantização computacional, somente o sentimento humano de death metal. Os "Demonic III" estão de volta!"


Por: Paulo Vaz - 22 Julho 18


Daron Malakian o guitarrista dos System Of A Down, lançou uma nova música com o seu projecto secundário, Scars On Broadway.

"Guns Are Loaded" é o nome do seu novo single que integra este novo álbum, intitulado "Dictator", lançado a 20 de julho.~

Abaixo podem ouvir "Guns Are Loaded":





Por: Luís Valente - 22 Julho 2018


Os alemães Destruction, banda com uma longa carreira na cena do thrash metal, anunciaram na quinta-feira que Andy Black (ex-Annihilator e Primal Fear) é o seu novo baterista, substituindo assim Wawrzyniec Dramowicz, mais conhecido por "Vaaver". Este último fazia parte da formação dos Destruction desde 2010.

A sua estreia oficial vai ser naquele que é um dos palcos principais para o metal em todo o mundo (talvez mesmo o mais emblemático): o Wacken Open Air, já no dia 3 de Agosto.

Por: Carlos Ribeiro - 22 Julho 18


Após criarem furor com o lançamento de duas demos em 2016 e o excelente álbum de estreia, "Primordial Malignity", em 2017, que lhes valeu um lugar em muitas listas de álbuns do ano de Death Metal, os canadianos trazem-nos uma nova doença este ano, o magnífico "Manor of Infinite Forms".

Contendo duas faixas apresentadas anteriormente numa demo lançado, também ela em 2017, após o álbum de estreia, quero começar por realçar a brilhante capa desta obra. É de denotar o espetacular detalhe desta capa, que consegue ao mesmo tempo evocar o som pútrido a que esta banda já nos acostumou e trazer algum sentimento de abstrato e esoterismo dada a sua "multicoloridade". E que bem que se adequa esta pintura ao som dos Tomb Mold.

Esta banda surge-nos mais uma vez sem qualquer tipo de problemas com uma obra que não inventa rigorosamente nada. Zero de experimentalismos e de tentativas de soar fora da caixa, e isto é na realidade muito bom. Assim o é pois os Tomb Mold estão na vanguarda do revivalismo do som "old-school" do Death Metal finlandês, sonoridade que infelizmente nunca saiu muito da obscuridade, tendo a maioria das bandas se ficado pelo lançamento de demos. Esta fase foi, não obstante, uma das mais entusiasmantes da história do Death Metal e os Tomb Mold estão a mostrar conseguir pô-la na boca de uma merecida audiência mais vasta. É então evidente as semelhanças com bandas de culto como Abhorrence, Purtenance ou Disgrace a partir da primeira audição.

Não fique, no entanto, a ideia que este projeto se limita a copiar este som, pois tal não é o caso, particularmente neste album. Os Tomb Mold apresentam-nos um som mais refinado, estruturado e complexo do que esse do início dos anos 90 pois, apesar de estar presente o mesmo som pantanoso e imundo que caracterizava essas bandas, estre projeto presenteia-nos com sequencias complexas e infindáveis de excelentes riffs, groovy e totalmente destruidores que saciam qualquer adepto do riff, algo mais técnicos também do que as bandas a que são reminescentes. Estes canadianos, no entanto, raramente tiram o pé do acelerador, sem ser na ultima faixa que relembra Death/Doom, todas as outras são rápidas e triturantes, note-se como abre o álbum, da melhor maneira possível, com um misterioso riff, algo melódico até, mas com o blast beat mais destruidor que vamos ouvir este ano.

É de realçar também o trabalho extraordinário na bateria neste album. Além de o baterista realizar também os vocais, nos quais também não deixa nada a desejar, é de louvar como este consegue realizar esta função e ao mesmo tempo ter um trabalho super variado na bateria, repleto de excelentes fills, ótimos blasts, beats que não soam nada redundantes e variar entre tudo isto com uma fluidez tremenda.

Apesar de tudo isto, este não um álbum perfeito. Mesmo com uma excelente produção, que consegue ser clara mas não demasiado opressiva, soando ao mesmo tempo crua e energética (pontos para a banda que consegue soar totalmente esmagadora sem ser "overproduced"), acho que esta ficou aquém do álbum anterior, ao dar menos espaço ao baixo, que mesmo que audível não tem o papel extraordinário que apresentou nos registos anteriores da banda. Também pelo facto de no geral ser uma produção e mixagem menos única do que a apresentada no álbum de estreia, que era de facto muito particular e realçava tudo o que devia na banda. Também o surgimento na tracklist de duas faixas que, mesmo que soberbas, já tinham sido apresentadas numa demo anterior, não favorece tanto a banda, mesmo que apresentem uma masterização diferente.

Não obstante, o "Manor of Infinte Forms" não deixa de ser um fortíssimo candidato a álbum de Death Metal do ano e mais um passo na direção certa desta banda, que cada vez mais solidifica a sua posição como um dos grandes grupos do revivalismo do Old School Death Metal. São um projeto a manter em vista, especialmente dada a elevada produtividade que apresentam, e a sua relação com qualidade, tendo anunciado nas redes sociais que começaram já a trabalhar num novo álbum.

Nota: 8,8/10

Review por Filipe Mendes


Após o lançamento de uma demo em 2016 e de um EP em 2017, os dinamarqueses trazem-nos o seu álbum de estreia este ano sob o estandarte da Blood Harvest.

Estes Taphos, pertencentes à mesma cena dinamarquesade Death Metal que Phrenelith e Undergang, dois projetos que lançaram no ano passado álbuns de alta  qualidade e bastante referenciados, mostram-nos neste disco uma clara progressão do som que vinham a conjurar desde a primeira demo. Inicialmente nessa demo denotava-se um som mais cru e thrashy remontando para bandas do Death Metal escandinavo dos inícios da década de 90, como Abhorrence ou até mesmo Necrophobic. No EP notou-se uma maior infusão de elementos de Black Metal, transformando o som em algo mais reminescente dos veteranos Sadistic Intent ou de Dead Congregation e a tentativa de alcançar um som mais épico que, de facto, foi concretizada em plenitude com o lançamento do “Come Ethereal Somberness”.

Com este álbum a banda conseguiu manter a agressividade que tinha já demonstrado nos lançamentos anteriores mas, ao mesmo tempo, construir faixas freneticamente épicas, repletas de ótimas leads de guitarra e riffs negros mas catchy, por vezes algo melodiosos, praticamente sem nunca baixar o ritmo mas nunca repetitivos. Taphos conseguiram construir uma fórmula perfeita para qualquer amante de Black e Death Metal ao não comprometer a destruição e velocidade dos seus riffs, sendo capazes de meticulosamente adicionar passagens mais épicas e tremendos solos de guitarra que dão dinamismo à música. O melhor exemplo disto será a faixa “Livores”, a última antes da interlude final, que começa com um riff pesadíssimo, que podia ser tirado de uma música de Immolation, mas que tem no meio a passagem mais épica de todo o disco, possuindo épicos e sinistros cantos, intercalados por melódicos mas bizarros solos de guitarra, relembrando os mexicanos The Chasm, mais grandiosos no seu som.

Os dinamarqueses conseguiram portanto o que será certamente um dos álbuns de referência do género para 2018, uma obra totalmente maníaca mas nunca atingindo a barbárie total, possuindo uma classe e um adorno raramente visto no Death Metal mais cavernoso.

Nota: 9/10

Review por Filipe Mendes


A banda norueguesa de black metal está de volta com "Lifehunger", o seu oitavo álbum de estúdio, que será lançado a 28 de Setembro pela Season Of Mist.

A banda comentou sobre este novo trabalho: "Este álbum é sobre uma fome primordial que nos faz avançar . É uma celebração do espirito criativo, e um grande "vai-te lixar" a todos os obstáculos no caminho"

Acima é possível ouvir o primeiro single deste álbum, o tema-título "Lifehunger".

Track list do álbum "Lifehunger":
1. Flowers & Blood
2. One Hundred Years
3. Lifehunger
4. The Dead White
5. Hello Darkness
6. Black Rites In The Black Nights
7. Sokrates Must Die
8. Heimatt


Por: Ana Antunes - 19 Julho 18



Os Anaal Nathrakh irão lançar o seu décimo álbum "A New Kind Of Horror" a 28 de setembro, pela Metal Blade Records.

"Forward!", o novo tema retirado deste novo trabalho pode ser ouvido em cima. A banda revelou ainda a sequência das faixas e a capa de "A New Kind Of Horror":

01 The Road To...
02 Obscene as Cancer
03 The Reek of Fear
04 Forward!
05 New Bethlehem/Mass Death Futures
06 The Apocalypse Is About You!
07 Vi Coactus
08 Mother of Satan
09 The Horrid Strife
10 Are We Fit for Glory Yet? (The War to End Nothing)




Por: Paulo Vaz 19 Julho 18



A preparar o lançamento de "Lock N' Loaded", os Guns N´ Roses divulgaram hoje mais uma versão acústica, nunca antes editada, para a faixa "Move To The City". O vídeo, acompanhado da letra, pode ser visto acima.

Esta compilação faz parte do relançamento do seu álbum clássico "Appetite For Destruction".

Por: Carlos Ribeiro - 19 Julho 18


Os polacos Decapitated divulgaram um novo vídeo para a faixa "Kill The Cult", que pode ser visualizado acima. Durante uma entrevista para a Moshville Times, em 2017, o guitarrista Vogg comentou: "O álbum "Anticult" surge no seguimento da obra anterior, mas, obviamente, com algumas diferenças. Na minha opinião, diria que este álbum é mais algo "nosso". Com "Blood Manthra", fomos muito influenciados pelos Meshuggah e bandas semelhantes. Sinto que com este álbum nós conseguimos encontrar um pouco melhor a nossa essência."

No mês de março, o guitarrista Waclaw "Vogg" Kiełtyka afirmou que a banda estava pronta para voltar, dois meses após as acusações de violação e rapto terem sido retiradas. Menos de duas semanas antes dos músicos irem a julgamento, por, alegadamente, terem raptado e violado uma mulher no autocarro da tour, a procuradora Kelly Fitzgerald apresentou uma moção, que referia "o bem estar da vítima" como motivo para retirar as acusações, o que significa que os membros da banda poderão ser processados no futuro.

Por: Miguel Matinho - 18 Julho 18




A edição de 2018 do festival Milhões de Festa vai ocorrer entre os dias 6 e 9 de Setembro, em Barcelos. 

Já são conhecidas as primeiras confirmações para o evento: 

Electric Wizard
Os Tubarões 
Gazelle Twin​ 
Circle
The Heliocentrics
700 Bliss
UKAEA
Warmduscher
Natalie Sharp apresenta BodyVice​ ​ 
The Mauskovic Dance Band
Pharaoh Overlord
Mirrored Lips
indignu 
Kink Gong​ 
Gonçalo 
Tajak​

Mais novidades serão anunciadas em breve. 

Por: Sara Delgado - 18 Julho 18



Os Asking Alexandria lançaram uma versão acústica da sua música "Alone In A Room", que integra o seu álbum self-titled, lançado em Dezembro de 2017 pela editora Sumerian Records.

Abaixo disponibilizamos tanto a versão acústica, como a versão original de "Alone In A Room". 



Por: Luís Valente - 18 Julho 18



Sotz’ são um colectivo portuense apenas com um EP, mas certamente um dos nomes que irá surpreender muitos na próxima edição do festival Laurus Nobilis. EM jeito de preparação para o festival, deixaram algumas palavras à Metal Imperium

Como é isso de uma banda nacional inspirar-se na civilização Maia para nome e EP?
Jisus – Bem, este projecto nasceu inicialmente sem o intuito de se tornar uma banda propriamente dita. Nasceu comigo, como projecto caseiro, devido ao meu fascínio pela cultura e toda a mitologia da civilização Maia. Com o passar dos anos, o Pedro convenceu-me a seguirmos com este trabalho para a frente, mas sempre com a intenção de continuar com a mesma temática. Felizmente, todos os nossos Sotz’ brothers apoiaram e acreditaram neste conceito e assim continuaremos. O nome do EP «Tzak’ Sotz’», que significa “evocar o espírito do morcego” na língua indígena, surge numa tentativa de nos aproximarmos daquilo que procuramos. Este é, talvez, o tema que mais nos identifica nesse aspecto, desde a parte lírica até à composição dos restantes instrumentos.

Entre formação e estreia ao vivo, demoraram um bocado, e depois disso, ainda dois anos para o EP. O que se passou?
Dan – Até conseguirmos uma formação estável tivemos que passar pela rotina do costume, de composição das músicas, estruturação das mesmas e, o mais importante, chegar a ter certeza absoluta que o projecto era aquilo que realmente procurávamos, de forma a termos a motivação necessária para seguir em frente e pisar os palcos. Entretanto o EP em si, tendo sido este o nosso primeiro contacto com um estúdio profissional, a Raising Legends Records, teve que levar umas valentes provas a fogo a nível de definição do som que pretendíamos. A meio da produção deste trabalho, perdemos um elemento, na bateria, o que obrigou a fazer uma pequena “pausa” de forma a encontrar alguém que o substituísse. Surgiu a ideia de convidarmos o nosso irmão Afonso Ribeiro para assumir a bateria em estúdio e nos ajudar a lançar este trabalho! Apesar de todo o tempo que se passou, felizmente podemos dizer que estamos muito satisfeitos com este EP, especialmente como a forma que todos têm reagido com o mesmo!
 
Este EP é conceptual? Expliquem um pouco o que está por trás dele.
Dan – Neste EP existe uma atmosfera enigmática do que conhecemos sobre a história de uma das mais avançadas civilizações até hoje conhecidas. Uma história que por muito violenta que fosse, tem muito em comum com a nossa história! As letras foram desenvolvidas com o estudo de textos sobre a criação do império, criação das religiões e crenças, da sua visão apocalíptica de um fim, que por mais incrível que pareça, eles previram mesmo.

Jisus – Sim, foi feita uma aproximação nesse contexto. Não só na parte lírica, mas também no seu artwork desenvolvido pelo nosso amigo Hugo “Saix” Barbieri. De forma a conseguirmos uma imagem coerente entre os temas e o lado visual, decidimos utilizar como base uma fotografia de um “Bloodletting Ritual”, uma peça arqueológica presente no Denver Museum of Nature & Science nos USA e que nos foi gentilmente fornecida por eles. Acho que fomos felizes neste aspecto e será algo que iremos desenvolver novamente nos trabalhos futuros.

O Laurus é mais uma etapa de uma digressão que tem tido bastantes datas nacionais. Como tem corrido? Podemos esperar algo de diferente no Laurus?
Dan – Não gosto de chamar isso de digressão, tendo em conta o facto que não somos músicos profissionais que recebem pagamentos fixos pela actuação e as mesmas datas tem grandes intervalos, mas como experiência para uma pequena banda é o mais próximo disso. Tem corrido relativamente bem, com seus altos e baixos, algumas datas tiveram que ser canceladas ou adiadas para outra altura, por várias razões. Mas as datas que temos tido, correram bem, com público que ficou impressionado pela actuação. Ficamos muito felizes por termos conquistado a consideração de vários admiradores de música extrema. O Laurus Nobilis Music Fest em Famalicão é uma data muito especial para nós, pois vamos partilhar o palco com vários amigos e bandas que nós admiramos e temos como exemplo. Todos os concertos têm sido diferentes e especiais de uma certa forma, faz parte da tradição da banda trazer algo diferente para cada concerto, seja na música ou no ambiente geral da actuação. Podem esperar por uma carga diferente de adrenalina nesta actuação, afinal este converto vai ter que ser especial não só para nós, mas também para as pessoas que nos vão ver.

Jisus – Realmente os concertos têm corrido bem e a forma como o público tem aderido e nos tem apoiado deixa-nos de coração cheio. E é sempre bom para nós revermos amigos que estão lá para nos apoiar. Em relação ao Laurus Nobilis pouco posso acrescentar ao que o Dan disse. É uma data muito especial porque será o nosso primeiro festival, tanto da banda como dos músicos. Estamos em pulgas e muito motivados para dia 27 de Julho!

Como está a situação da bateria? Ainda com baterista de sessão ou já possuem alguém definitivo?
Dan – Neste momento ainda não temos um baterista fixo. Temporariamente continuamos com baterista de sessão. Mas a procura continua, apenas estamos a ver se neste mundo existe uma pessoa suficientemente brava para assumir o cargo. Não é fácil ser baterista, exige-se uma grande paixão pela música, vontade, aptidão e disponibilidade para trabalhar connosco. Procuramos uma pessoa que possa trazer algo diferente e que possua “feeling”, que possa tornar a música especial de uma certa forma. Aviso para todos os bateristas que se consideram máquinas de guerra: O lugar ainda está vago!

Jisus – Não é uma situação fácil mas é a solução ideal nesta altura. Não queremos que este projecto pare, então temos de ser concretos e objectivos. Por um lado, tem sido uma experiência fantástica, eu acho. Estamos a trabalhar com músicos com visões diferentes! Estes inputs são importantes para nós, visto que a nossa intenção é sermos melhores e melhores e melhores! E para dia 27 de Julho será o grande Luís Moreira o responsável na bateria. E como todos nós sabemos, vai espalhar a sua magia e maestria na bateria!!!

A estrada está a dar a pica necessária para compor e rapidamente gravar o álbum? Já podem adiantar algo?
Jisus – Sim, sem dúvida que está a motivar-nos imenso! Mas em relação à composição, ela nunca pára! Nós estamos em constante processo de composição e a qualquer momento poderemos entrar novamente em estúdio. Esta é uma das filosofias de Sotz’. Esta é uma das fases que maior gosto nos dá na verdade. Temos imensos temas compostos, alguns deles até já os tocamos ao vivo, como a «Kinich Ahau, Baak’», «Architecture of Madness» e «A New Age». Mas datas do álbum... Datas do álbum não podemos adiantar porque ainda não definimos metas nesse aspecto, mas que temos de vontade de voltar a estúdio, sim temos! Muita!

Dan – Brevemente iremos mostrar o que se pode esperar do álbum e tenho a certeza absoluta que irá superar as expectativas de todos, até a nós, espero eu!


Entrevista por Emanuel Ferreira


A próxima edição do festival Sonic Blast Moledo, que irá ocorrer nos dias 10 e 11 de Agosto, no Centro Cultural de Moledo, já tem o seu cartaz encerrado. As últimas confimações, os Electric Octopus, The Wizards, Astrodome, Talea Jacta e Desert'smoke, vieram juntar-se aos nomes anteriormente anunciados. O cartaz completo pode ser visto na imagem acima.

Passe Geral: 
- 55€ até 31 de julho
- 60€ até ao Festival
Bilhete Diário: 35€

Os bilhetes estão à venda em toda a rede BOL e associados: Bilheteira Online, Lojas FNAC, Worten, CTT.

Informação sobre o recinto
Localizado no Centro Cultural de Moledo, o Sonic Blast Moledo tem dois palcos, uma piscina, bares e zona de restauração (comida tradicional e vegetariana/vegana).
O campismo situa-se no pinhal do Camarido, junto à praia, a 5 minutos a pé do recinto.

Como chegar: 
Carro: A partir do Porto através da A28; de Tui (Espanha)/Valença do Minho pela N13 - saída Moledo do Minho.  GPS: 41.848062 - 8.860192

Autocarros: Directos do Porto ou Lisboa até Caminha (vila que dista 3 km de Moledo do Minho)

Comboio (parceria com a CP): Desde o Porto, comboio em direcção a Valença/Vigo (Estação "Moledo do Minho"; estações próximas "Vila Praia de Âncora" e "Caminha"). 30% de desconto na oferta regular dos serviços Intercidades / Regional / InterRegional.

Por: Sara Delgado - 17 Julho 18


Listen To New CAULDRON Song 'Letting Go'

"Letting Go" é o novo tema do trio canadiano Cauldron e pode ser ouvido em baixo. Esta faixa é retirada do próximo álbum da banda, que estará disponível a 7 de setembro, através da The End Records, nos Estados Unidos e pela Dissonance Productions, na Europa.

O baixista e vocalista da banda, Jason Decay, diz sobre este tema:""Letting Go" foi uma das primeiras faixas a serem feitas para o novo registo. Não podíamos negar a melodia que encontrámos nesta música e penso que de alguma forma ainda soa muito a Cauldron."



Por: Paulo Vaz - 17 Julho 18


Os Revocation anunciaram que irão actuar em Portugal, ainda este ano, na sua página oficial de Facebook, um concerto integrado na "The Outer Ones Global Invasion Tour II". Este espectáculo vai acontecer dia 12 de Dezembro, no Hard Club, Porto.

Para além destes, sobem ainda o palco os convidados: Archspire, Soreption e Rivers Of Nihil.

Por: Carlos Ribeiro - 17 Julho 18


Os últimos dias em Lisboa têm sido terreno fértil para a passagem de diversos festivais e bandas de renome num verdadeiro carrossel de concertos. 

No passado dia 11 de julho, foi a vez dos Stone Sour marcarem mais uma vez presença no nosso país, após um hiato de 11 anos desde a sua participação no festival Super Bock Super Rock. Apesar de tão longa ausência, os seguidores da banda no nosso país nunca deixaram de crescer e, neste dia, rumaram em força até ao Coliseu de Lisboa.

Próximo da hora do concerto, a fila para entrar estendia-se ainda por vários metros desde a entrada do Coliseu até à praça do Teatro Nacional. A aposta era elevada, pois a banda apresentou-se em nome próprio e dispensando bandas de abertura.

Pontuais, abriram em grande com o poderosíssimo hard rock de Whiplash Pants. Liderados pelo carismático Corey Taylor, dominaram a audiência desde o início. 

Tecendo rasgados elogios ao público português pela sua energia inesgotável e dedicação, os Stone Sour prometeram um concerto com um alinhamento diferente daquele que têm vindo a fazer durante a sua atual digressão, para promoção do seu mais recente álbum "Hydrograd". O público agradeceu e correspondeu, entoando todas as músicas, gritando, e pateando o chão de madeira do Coliseu numa fascinante demonstração de união e força. Seguem-se numa rápida sucessão, sem permitir recuperar o fôlego, êxitos como “Absolute Zero” e “30/30-150”.

Apesar de se apresentar aqui num registo bastante diferente da sua outra conhecida banda, os Slipknot, vemos também aqui o grande líder que Corey é. Fala frequentemente com o público e pede sempre mais, envolvendo-o na sua inesgotável energia. 

A meio do concerto, surge o momento mais intimista com um Corey a solo a interpretar o primeiro grande sucesso da banda, o clássico “Bother”. O público respondeu, chegando em muitos momentos a sobrepor-se à voz de Corey, e com os telemóveis a iluminarem a sala. 

Foi apenas um breve momento de calma, pois logo de seguida os ânimos voltam a subir com algumas das músicas mais aguardadas, como “Get Inside” e “Made Of Scars”.


A grande surpresa da noite veio com a “Song #3”, pois eis que juntando-se a Corey em palco surgiu o seu filho de 15 anos, Griffin Taylor. Algo que, segundo Corey, só tinha acontecido uma vez antes, há precisamente um ano num concerto nos EUA e com a mesma música. Os mais atentos já tinham vislumbrado o energético adolescente nos bastidores seguindo entusiasmado o concerto, mas terão ficado boquiabertos quando Griffin se apresenta em palco. É caso para dizer que quem sai aos seus não degenera. Griffin, com um registo vocal impressionante, conseguiu pegar onde o pai tinha deixado, mostrando-se também ele um artista nato. Corey acompanhou o filho, de sorriso orgulhoso estampado na cara, e deixou-o brilhar.

Com uma piscadela de olho aos Kiss, que tinham atuado na noite anterior no Estádio Municipal de Oeiras, concerto no qual os Stone Sour marcaram presença, a banda atirou-se a uma cover de “Love Gun”. Não sem antes Corey ter apresentado a música no seu melhor sotaque à Paul Stanley e para risada geral da audiência. 

Após a homenagem aos Kiss, uma pequena pausa para, de seguida, nos presentearem com um encore de duas faixas, “RU486” e “Fabuless”, que concluiu o concerto de cerca de 100 minutos de duração. Corey ressurge em palco transportando a bandeira portuguesa para a devida despedida ao público que tão bem os acolheu. 

Esperemos que não passe mais uma década até os Stone Sour voltarem a Portugal, pois é de bandas com esta alma que o rock precisa!


Texto por Mariana Crespo
Fotografias por Ana Mendes
Agradecimentos: 


A Notredame Productions acaba de lançar uma campanha promocional, válida até 31 de Julho. Na compra online do passe de dois dias para o festival Under The Doom VI (a realizar-se no Lisboa Ao Vivo), a promotora oferece 20% de desconto na compra de um bilhete para o concerto de Primordial em Lisboa ou no Porto. Assim, com o valor promocional, o bilhete tem o valor de 18.50€. 

Para beneficiar da promoção, o passe deve ser adquirido nas plataformas Unkind.pt ou LetsGo.pt (não disponível, portanto, na aquisição de bilhetes físicos), e, de seguida, deve ser enviado um e-mail para notredame.promo@gmail.com com os seguinte dados:
- Foto ou pdf do passe electrónico adquirido para o festival
- Indicação do concerto a que pretendem aplicar o desconto (Lisboa ou Porto)

Será enviado de volta um vale de desconto 20% aplicável no bilhete de Primordial, bem como toda a informação para pagamento através de transferência bancária.

Por: Sara Delgado - 16 Julho 18


 

Portugal foi desta vez, e com toda a certeza, triplamente contemplado com a vinda dos norte-americanos Emmure que fizeram questão de dar a conhecer a sua sonoridade pesada um pouco por todo o país, com datas em Lisboa, no Porto e em Loulé. 
A Metal Imperium não podia faltar à primeira data da banda de deathcore, tendo ainda como excelente bónus as atuações das bandas nacionais The Year e Borderlands.

De Pombal vieram a voar os The Year para estarem à hora certa do primeiro aquecimento que teve como mote o mais recente EP "Beasts", lançado no princípio deste ano. 
Mas não só deste último trabalho se fez a bestial atuação desta banda de metalcore, já que pudemos escutar malhas mais conhecidas - e notoriamente conhecidas do público - como "Suck My Teeth" ou "Death By Media". 
Os The Year provaram com o seu desempenho e acima de tudo com o seu trabalho até à data que o metalcore português não foi uma moda dos meados dos anos 2000, estabelecendo-se como uma vertente musical bem alicerçada e que continua a dar cartas bem pesadas.

Num registo mais pesado, mais aproximado do cabeça de cartaz e com alguns laivos do que atualmente é denominado de djent, seguiram-se os Borderlands para darem continuidade a um aquecimento que não tardou em aumentar. Poderosos temas como "Release Yourself" ou "Children Of The Sun" fizeram parte de um concerto bem conseguido, onde uma considerável falange de seguidores engrandeceu a performance da banda de metal progressivo. A par dos The Year, os Borderlands provaram que são um excelente bastião daquilo que é a nova vaga de metal alternativo em Portugal, onde parece prevalecer um certo objetivo de fazer mais e melhor, sem olhar aos limites.

Uma das bandas mais importantes no atual panorama internacional do deathcore subiu ao palco do RCA Club para, mais uma vez, fazer jus ao nome da sua digressão. 
Os Emmure revelaram-se uns verdadeiros Natural Born Killers num concerto com muita agressividade e muito "bouncing" por parte dos fãs da banda, cuja liderança de Frankie Palmeri nunca ficou aquém das expectativas. Comunicativo quando baste, nunca deixou de revelar o apreço pelo público que esteve presente e que se mostrou bastante recetivo ao repertório da banda, onde não faltaram temas pujantes como "Children of Cybertron" e "Solar Flare Homicide", ou os mais recentes "Ice Man Confessions" ou "Flag of the Beast". Depois de um excelente concerto e de Lisboa ter sido arrasada pelos Emmure, as próximas vítimas foram Porto e Loulé que tiveram a oportunidade de testemunharem o culto dos Emmure.


Texto por Bruno Porta Nova
Fotografias por Ana Júlia Sanches
Agradecimentos: Ample Talent & Out Of Sight Booking


Os Scorpions continuam a ser um dos nomes que mais gerações faz mover. E muito embora já tenham mencionado algumas vezes que se iam despedir dos palcos, a verdade é que acabaram por não resistir e voltaram à estrada. E por cada vez que voltam à estrada, têm um recinto bem composto à sua espera. Esta vez não foi exceção. 


A primeira parte do evento esteve a cargo dos The Dead Daisies, acabados de lançar o seu quarto álbum, “Burn It Down”. Apesar de ser um grupo relativamente recente (foi formado em 2013, por David Lowy), conta com músicos experientes e reconhecidos de nomes como Thin Lizzy, Mötley Crüe, Journey, entre outros. Donos de um rock bastante orelhudo, a banda conseguiu motivar o público desde o início da atuação, pedindo várias vezes que cantassem consigo ou que batessem palmas. 


“Boa noite! Lisbon, how are you tonight? Are you ready to party? Are you ready to scream? Are you ready to…make some noise?”. Por exemplo, foi desta forma que o vocalista John Corabi apresentou o tema “Make Some Noise”, sendo que o público fez jus ao nome da faixa. Em “With You And I”, Corabi menciona que é um tema com uma letra muito especial, terminando a performance dizendo, em português, “Paz e Amor!”. Ainda houve lugar para ouvir uma cover dos The Rolling Stones, referente ao tema “Bitch”. Corabi referiu, orgulhoso, que é uma das bandas e temas preferidos do grupo. 

No fim da atuação, Corabi diz “muito obrigado” e o baixista Marco Mendoza conclui com um “até à próxima”, ambos falando na língua portuguesa. O grupo tinha toda a lição bem estudada e o público passou-os com distinção. 


Assim que os germânicos entram em palco, ao som de “Going Out With A Bang”, o público saúda-os com muitos aplausos. Em “Make It Real”, vemos a bandeira portuguesa nos ecrãs gigantes, por detrás da figura dos músicos. Neste tema, a voz de Klaus Meine (que, recorde-se, acabou de completar 70 anos) surgiu bastante estremecida e existia o receio de não aguentar nos temas que se avizinhavam. Felizmente, percebemos mais tarde que aqueles primeiros temas foram uma espécie de aquecimento e que Meine ainda consegue levar os temas a bom porto, provocando arrepios e sorrisos por toda a plateia. “Boa noite Lisboa, como estás?”, diz Meine. Parece que, nesta noite, a língua portuguesa é que estava a dar! 


Em “Is There Anybody There?”, o público vai entoando a melodia do tema e “The Zoo” culmina com baquetas a serem oferecidas à plateia. É de mencionar que, com tantos álbuns lançados ao longo de mais de 50 anos de carreira, a banda não deve ter a vida facilitada ao escolher quais as faixas a apresentar em cada atuação, optando por apresentar alguns medleys (e, mesmo assim, tanto fica por tocar!). Porém, ao fazer um apanhado geral de toda a plateia ali presente, fica a sensação de que muitas pessoas apenas conhecem os temas mais emblemáticos da banda. Basta dizer que mais de metade do público “acordou” assim que se ouviram os primeiros acordes de “Send Me An Angel” (e, ainda assim, houve quem gritasse “é a Wind Of Change” nesse momento – não fizeram o trabalho de casa!). Claro que “Send Me An Angel”, “Wind Of Change” (com a lágrimazita ao canto do olho), “Big City Nights”, “Still Loving You” e “Rock You Like A Hurricane” teriam de ser temas muito aplaudidos, e foi isso mesmo que aconteceu. Contudo, todos os restantes temas foram interpretados com muita emoção, continuando a provar que os Scorpions não são uma banda de meia dúzia de baladas (ainda que estas tenham sempre o seu encanto). Ainda para mais, não desfazendo do anterior baterista James Kottak, atualmente contam com o excelente Mikkey Dee, que fez parte da última formação dos Motörhead. Inclusivamente, a banda decidiu prestar um tributo à banda e, especialmente, a Lemmy Kilmister (cuja imagem apareceu nos grandes ecrãs), apresentando a sua versão do tema “Overkill”. Não podemos deixar de dizer que havia quem se questionasse quem era Lemmy, apostando que seria o ex-baterista dos Scorpions. Novamente questionamos: então, esse trabalho de casa? Bem, na realidade, os Scorpions movem massas até aos seus concertos e facilmente se percebe que o seu público é completamente heterogéneo, variando desde o fiel seguidor de rock e metal (que, obviamente, saberá quem era Lemmy) até ao fã que é mais eclético e que não segue propriamente todas as pisadas do rock. A boa notícia é que há sempre espaço para todos (desde que não gritem "Wind Of Change" quando começa a "Send Me An Angel", por favor!).

Nesta atuação, ainda pudemos contar com um solo de Mikkey Dee (que, divertido, parou a meio para perguntar ao público se estava a ser bom, voltando a pegar nas baquetas depois de a resposta ter sido positiva). No fim, vemos Meine a envergar carinhosamente a bandeira portuguesa. Foi uma atuação não só competente, como encantadora. Metaforicamente falando, sentimo-nos abraçados por todos os membros da banda, por toda a forma como interagiram ao longo da noite. Não queremos, de forma alguma, que esta tenha sido a última vez. 



Texto por Sara Delgado
Fotografias por João Moura
Agradecimentos: Everything Is New