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Os Septicflesh são a primeira confirmação para a edição de 2018 do festival Laurus Nobilis Music Famalicão. O festival irá ocorrer entre os dias 26 e 29 de Julho. 

A organização informa que esta edição vai contar com cerca de 20 bandas, espalhadas pelos dias do festival. Atualmente decorre uma campanha promocional através da qual é possível adquirir o passe geral por um valor de 18€. O passe pode ser adquirido nos locais habituais, bem como em http://laurusnobilis.pt/ e em http://www.bol.pt/

Bilhete diário: 20€
Passe geral: 30€

Por: Sara Delgado - 20 Outubro 17

Video Premiere: ARCH ENEMY's 'The Race'

Os Arch Enemy acabam de lançar mais um vídeo do seu novo álbum, "Will To Power", que foi lançado no dia 8 de setembro através da Century Media.

Michael Amott, guitarrista da banda, comentou: "Esta foi a última música escrita para o álbum 'Will To Power'. Ao revermos todo o material até aí produzido, concordámos que precisávamos de uma música rápida que servisse de contraponto para as nossas composições mais épicas. Enviámos a música à Alissa e ela criou um arranjo vocal intenso que complementava a música na perfeição."

Acrescentou ainda, em relação ao vídeo: "Temo-nos divertido imenso a tocar esta música em digressão e fizemos o nosso realizador, Patric Ullaeus, vir captar o nosso concerto em Helsínquia, Finlândia ... Aproveitem 'The Race'!"


Por: Mariana Crespo - 20 Outubro 17


Depois do videoclip de "Code of the Slashers", os Cannibal Corpse lançam agora o tema que dá nome ao novo álbum, "Red Before Black". Este trabalho estará disponível a 3 de Novembro, pela Metal Blade Records.

O áudio está disponível em cima.


Por: Paulo Vaz - 20 Outubro 17


A banda alemã informou através da sua página de Facebook que está de volta e já em estúdio a gravar o seu próximo trabalho. Depois de se terem separado em 2011, já não gravaram o prometido sucessor de “Of Human Bondage”, editado em 2002. A banda prepara-se agora para lançar o seu 7º álbum de estúdio. 


Por: Ana Antunes - 20 Outubro 17


Os Omnium Gatherum acabam de lançar um novo single. A banda finlandesa lança “Blade Reflections”, um single autónomo, com direito a vídeo lírico, disponível acima. 

A música já pode ser ouvida em todas as plataformas e é possível fazer o seu download. Também será apresentada numa edição limitada “Omnium Gatherum / Skálmöld split 7”, que poderá ser encontrada na próxima tour europeia da banda, “Arctic Circle Alliance”.

Por: Ana Costa - 20 Outubro 17


Os australianos Ne Obliviscaris revelaram uma música do seu próximo trabalho. Com lançamento a 27 de Outubro, “Urn” será editado através da Season Of Mist. 
 
Urn (Pt. ll) – As Embers Dance In Our Eyes” é a música mais sombria do álbum, segundo a banda, e pode ser ouvida acima.

Por: Ana Costa - 20 Outubro 17


Os Papa Roach regressaram a Portugal após 15 anos desde o seu último concerto por cá, também no Coliseu de Lisboa. Vieram sob pretexto de apresentação do novo álbum, “Crooked Teeth”, mas a noite foi muito para além disso. A primeira parte do evento esteve a cargo dos também norte-americanos Ho99o9.

Os Ho99o9 estrearam-se no nosso país no passado mês de Agosto, no festival Paredes de Coura, e trouxeram consigo o seu primeiro longa-duração, “United States Of Ho99o9”. Se tivermos de resumir a sua sonoridade numa única palavra, horrorcore será, muito possivelmente, a mais acertada. Juntam hip-hop, punk, hardcore e um pouco de industrial - a mistura é explosiva. Os músicos theOGM e Eaddy quase que competiam para ver quem se contorcia mais em palco. Destaque para o jogo de luzes em alguns momentos, que ajudou a compor um ambiente aterrador, complementado por um som comum a quase toda a atuação que se assemelhava ao de uma serra elétrica. Resumindo: a seguir a esta atuação, estávamos prontos para visitar o MOTELx. A julgar pela reação do público, o grupo norte-americano era desconhecido da grande maioria. A receção não foi propriamente calorosa – mas não é que os norte-americanos o tenham sido também…por razões óbvias!

Contrariamente à primeira atuação, mal os Papa Roach entram em palco, ao som de “Crooked Teeth”, tema-título do novo álbum, podemos dizer que o público ficou eufórico. Um público bastante heterogéneo, variando entre os adolescentes que descobriram a banda há pouco até aos mais velhos, que vieram ver ou rever a banda norte-americana e, talvez, recordar os seus próprios tempos de adolescência. Nesse sentido, seguiram-se “Getting Away With Murder” e “Between Angels and Insects”. Nesta última, a banda conseguiu arrancar o primeiro circle pit ao público e o vocalista Jacoby Shaddix já suava em bica. É de referir a excelente performance do músico, cuja voz parece não ter sofrido com o passar dos anos e mostrando-se bastante potente ao vivo, independentemente do registo em que cantava. Depois de “Face Everything and Rise”, bastante aplaudida pelo público, Shaddix referiu ser bom estarem de volta a Portugal, depois de tanto tempo desde o último concerto.  “Born For Greatness” foi, muito possivelmente, o tema mais aplaudido do novo registo: foram muitas palmas, bouncing (como Shaddix pediu algumas vezes), crowdsurf…uma verdadeira festa. Terminado este tema, o público gritou pelo nome da banda vezes sem conta até que regressassem ao palco, com a contagiante “She Loves Me Not”.

Chegou o “momento das baladas”: em “Scars”, o público acompanhou Shaddix nas letras e foi aprovado com distinção; “Periscope”, faixa do novo álbum e que conta com a participação de Skylar Grey, mostrou-se mais pesado ao vivo do que na versão de estúdio; por último, “Gravity”, onde muitos fãs criaram um ambiente envolvente com as luzes do telemóvel ou isqueiros a mover-se no ar. E de que forma íamos regressar à agitação do início do concerto? “Wooohooooo!”. Sim, com “Song 2”, cover dos Blur e que não deixou ninguém indiferente. Em “Traumatic” pareceu que, por momentos, estávamos num concerto de Slipknot, não só pelo instrumental do tema mas porque Shaddix pediu ao público para se baixar no recinto e, posteriormente, levantar-se em grande estilo, provocando um circle pit respeitoso. Em “Forever”, a banda mencionou o quão sentiam a falta de Chester Bennington, vocalista dos Linkin Park e “um bom homem”, referiu Shaddix, prestando homenagem com um excerto do tema “In The End”. Seguiram-se “Blood Brothers” e “American Dreams”, na qual Shaddix disse “Nós somos os Papa Roach e acreditamos na paz, na Humanidade e em vocês”. “Lifeline” fez regressar a parceria entre o público e Shaddix no que ao ecoar as letras diz respeito,  e “Help” surgiu mesmo antes do encore.

Os Papa Roach regressaram momentos depois com “None of The Above”, a poderosa “Dead Cell” (e mais um, também poderoso, circle pit – sim, houve muitos ao longo da noite), a mais que emblemática “Last Resort” (aqui o Coliseu já destilava, mas sem nunca perder a energia) e, por último, “…To Be Loved”, que veio encerrar uma atuação que passou sem que déssemos conta, e na qual ainda pudemos contemplar Shaddix com orelhas de coelho, mesmo na reta final.

Podemos concluir que os Papa Roach dão um espetáculo e tanto e que, certamente, os portugueses não querem esperar mais uma década e meia por um regresso.

(ver mais fotos de Ho99o9 e Papa Roach)

Texto por Sara Delgado
Fotografias por Hugo Rebelo

Agradecimentos: Everything Is New

Os Witherfall acabaram de lançar, a nível mundial, o seu álbum de estreia, “Nocturnes and Requiems”. Ainda não ouviste o álbum e não sabes muito sobre a banda? Aqui está tudo o que precisas de saber, em primeira mão, pelos membros Jake Dreyer and Joseph Michael:


M.I.: Olá, rapaziada! Antes de mais, muito obrigada por nos concederem esta entrevista. Quero muito que os nossos leitores fiquem a conhecer os Witherfall, portanto, apesar de vocês já por cá andarem desde Outubro de 2013, gostaria de perguntar-vos, precisamente: quem são os Witherfall?

 Jake- Obrigado nós, pela entrevista! Os Witherfall são uma banda de metal progressivo de Los Angeles – Califórnia. Sou eu na guitarra e o Joseph Michael na voz e nos teclados. O Adam Sagan tocou bateria/percussão no nosso último álbum “Nocturnes and Requiems”. Tragicamente, ele perdeu a sua batalha com o cancro, no final do ano passado. Quanto a quem eu sou…? Nem tenho resposta para isso.
Joseph- Somos uma legião. Não, a sério, somos uma banda de dark metal melódico. Vivemos e respiramos música.


 M.I.:  Como reagem os fãs a este novo projecto, uma vez que vocês já são conhecidos por tocarem em bandas de renome? Todos sabemos que os fãs de metal são muito leais às bandas de que gostam e é nesse sentido que eu pergunto se consideram que é difícil a ascensão dos Witherfall (talvez devido ao facto de os fãs vos encararem como alguma espécie de “concorrência” face aos vossos outros projectos) ou se sentem que os Witherfall são acarinhados pelos fãs, precisamente porque já vos conhecem e gostam das vossas outras bandas?

 Joseph- Bom, para ser franco, a maioria dos fãs de Witherfall detestam as últimas bandas em que o Jake e eu trabalhamos juntos…[risos] Mas, sim, temos imensos fãs que já vêm dos nossos projectos antecedentes e isso porque nós não fazemos nada que não seja autêntico!


M.I.: Quais as maiores influências deste novo projecto, quais os artistas e bandas que mais vos inspiram e contribuem para a música que vocês fazem enquanto Witherfall?

 Jake- Temos influências de todos os géneros, eu, na verdade, nem oiço muito metal. Gosto mais de bandas dos anos 70, como Queen e Pink Floyd. Em termos de metal, assim de cabeça, diria King Diamond, Nevermore, Death, Dream Theater, Type O Negative. A nível de guitarra, Yngwie J Malmsteen, Jason Becker, Marty Friedman, Al Di Meola, Paco De Lucia. Também oiço diferentes compositores de música clássica, como Chopin, Mozart, Liszt, etc.
Joseph- Mozart, vinho, as curvas da cintura de uma mulher… Quer dizer, Type O Negative, Nevermore, King Diamond and Savatage, no que ao metal diz respeito.


M.I.: Contem-nos tudo sobre o vosso álbum de estreia, “Nocturnes And Requiems”, que está a ser re-lançado, desta vez a nível mundial, neste mês de Outubro.

Jake- “Nocturnes and Requiems” é o álbum que o Joseph, o nosso falecido baterista Adam e eu, queríamos compor. Foi a nossa ideia de uma banda de metal sem fronteiras. Usando, como modelo, os Led Zeppelin... Queríamos contrastar secções, sejam passagens complexas, em interlúdios muito básicos, um rol de emoções. 
Joseph- “Nocturnes and Requiems” é o nosso primeiro álbum. Julgo que é um álbum que se suporta a ele mesmo, ao contrário de muitos lançamentos da actualidade, onde, se não és realmente fã da banda, não irás gostar do álbum.


M.I.: Agora, quanto a um assunto mais delicado, gostava de saber: qual é o significado do título do álbum e como é que o mesmo se relaciona com o vosso falecido baterista, Adam Sagan, que, lamentavelmente, faleceu no dia 7 de Dezembro do ano passado, na fase final da produção do álbum?

 Jake- Ironicamente, foi o próprio Adam quem deu o nome ao álbum, nove meses antes de ter descoberto que tinha cancro. Honestamente, é uma coincidência muito sinistra. Talvez o Adam viu a figura da morte atrás de mim, quando estávamos naquele restaurante tailandês, a comer e a falar sobre o artwork do álbum e ele, simplesmente, soube…
Joseph- Foi a última gravação do álbum, a sua despedida. Para o próximo álbum, tivemos mesmo que explorar o nosso sentimento de perda do Adam… Será o seu verdadeiro tributo.


M.I.:  Como é que conseguiram conciliar a vida na estrada, a promoção dos Witherfall e, ainda, a gravação de um álbum? Como é que combinaram todas estas tarefas?

 Jake- Com muita ansiedade, com muitas noites sem dormir, repletos de pesadelos de agendamentos. Até levou à morte de um membro da banda. Honestamente, não conseguir o que queríamos, não era uma opção, portanto fizemos o que era necessário.
Joseph- Eu voltei ao meu estúdio enquanto aguardávamos os mixes. Digamos que tivemos que despedir mais do que apenas “algumas” pessoas durante a criação deste álbum.


M.I.: “Nocturnes And Requiems” tem oito faixas: porque escolheram a “End of Time” como single promocional?

 Jake- “End of Time” é uma boa apresentação dos Witherfall, mostra o que é que nós somos. Passagens calmas, refrões que ficam no ouvido, solos de guitarra eléctrica e acústica. Tem uma estrutura muito comum, comparada com uma música como a “Sacrifice”.
Joseph- “End of Time” é o tema mais cativador, à primeira vez que se ouve. Ademais, tal como o Jake disse, mostra muito do que é o território dos Witherfall.


M.I.: Com quem/com que bandas gostariam de ir em digressão e porquê?

  Jake- O meu top 3: King Diamond, Dream Theater, Metallica. King Diamond, para que eu pudesse ver e ouvir o King Diamond e o Andy La Rouqe a tocarem ao vivo todas as noites. De preferência, temas dos álbuns “Them”, “The Eye” ou “Conspiracy”.  Dream Theater, porque temos muitas semelhanças com eles, a nível de som; bons temas, suportados por passagens instrumentais muito interessantes. Metallica, porque qualquer banda que abra para Metallica torna-se bem-sucedida.
Joseph- King Diamond, porque nunca seria enfadonho vê-los tocar. Savatage, porque eu quero que o Zachary Stevens volte a tocar com eles. Avenged Sevenfold, porque considero que o público mais jovem iria apreciar a concisão dos nossos temas.


 M.I.:  Por fim: agora que assinaram com a Century Media, quais os vossos principais planos para o futuro, a curto e longo prazo?

 Jake- Preparar o nosso concerto para irmos em digressão. Nós não nos conformamos com qualquer coisa, por isso temos feito alguns ensaios bem intensos, para fazer destacar o nosso álbum e darmos um bom espectáculo. O Joseph e eu já começamos a compor o álbum seguinte. Parte desse trabalho, já tem o título provisório de “The Sagan Suite” e, como se imagina, não tem um tom muito alegre.  
Joseph- O Jake e eu vamos concluir o segundo álbum. Temos estado a trabalhar diligentemente, para “limarmos as arestas” do que ficou por acabar e preparar-nos para deixar que a Century Media tome as rédeas por um pouco.

For english version, click here.

Entrevista por Evie


Foi recentemente anunciado que Philip H. Anselmo & The Illegals se preparam para lançar um novo álbum. 

O seu novo trabalho deverá ser lançado em Dezembro de 2017, tendo já sido revelado o título: "Choosing Mental Illness As A Virtue".

Anselmo declarou: "...podemos expressar diferentes influências musicais a partir de várias gerações de música. Posso fazer o que quiser com os The Illegals. É a minha banda."

Por: Mariana Crespo - 18 Outubro 17


Os Comeback Kid vão iniciar 2018 com uma tour europeia e o nosso país foi contemplado com duas datas: a 3 de Fevereiro atuam no Hard Club (Porto) e, no dia seguinte, no RCA Club (Lisboa). O evento também vai contar com a presença dos belgas Nasty e dos nacionais Backflip, que continuam a promover o álbum "The Brainstorm Vol2".

Os bilhetes já podem ser adquiridos online, através das ligações que disponibilizamos abaixo. Em breve também estarão disponíveis fisicamente.


Por: Sara Delgado - 18 Outubro 17



Uma versão demo, anterior à música "Master of Puppets", está agora disponível. O tema foi gravado na garagem em The Carlson House em El Cerrito, na Califórnia, nos finais de Junho de 1985. A faixa, que pode ser ouvida em cima, faz parte de uma reedição do terceiro álbum de Metallica, "Master of Puppets".

Esta reedição estará disponível a 10 de Novembro pela Blackened Recordings, a editora da banda. O LP foi remasterizado para uma qualidade de som mais avançada e sairá nas mais variadas configurações físicas e digitais.

Kirk Hammett diz sobre o álbum: "Realmente sinto que muita da música de "Master of Puppets", tirámo-la de um lugar profundo. Muita dela é muito emocional, das letras à música, dos solos aos arranjos. É muito dramático."


Por: Paulo Vaz - 18 Outubro 17


Os Wednesday 13 lançaram um novo vídeo para o tema "Cadaverous", que integra o recente álbum "Condolences", editado em Junho deste ano.

 O video pode ser visto abaixo:


Por: Luís Valente - 17 Outubro 17


Depois de termos aqui noticiado que os Decapitated tinham sido formalmente acusados de violação e rapto (aceda ao link para ter todas as informações do caso até agora, se ainda não está completamente dentro do assunto), a banda polaca emitiu agora um comunicado sobre esta situação. Em traços gerais, reafirmam a sua inocência e "negam todas as alegações e agora acusações que lhes têm sido feitas" e declaram que assim que "tudo esteja resolvido poderão voltar para casa".

"Vamos só enfatizar este dado: a polícia de Spokane avançou para as acusações apenas como uma formalidade. Sem elas, seriam forçados a libertar a banda. Isto não é uma condenação, uma assumpção de culpa ou inocência", reiteram.

Para além disto, lembram ainda que ambos os lados estão agora a "montar" os seus casos para que estes vão a tribunal, mas afirmam que o "polícia que ouviu a acusação da alegada vítima de violação", no dia do sucedido, disse e passo a citar o comunicado dos Decapitated: "Não há causa provável de que uma violação tenha acontecido".

Por: Carlos Ribeiro - 17 Outubro 17 



Não é o Apocalipse, mas é o fim do percurso do vocalista e guitarrista Tommaso Riccardi com os Fleshgod Apocalypse, que anunciaram oficialmente há dias - como podem ver em seguida -  a saída do músico italiano:

"Não existe uma forma fácil de dizer isto, por isso vamos diretos ao assunto: há uns meses, o nosso vocalista Tommaso deixou a banda por razões pessoais. A nossa separação foi dolorosa, mas todos pensaram que esta era a melhor solução. Portanto, sentámo-nos e tentámos imaginar todos os possíveis cenários para uma banda que de repente perde o seu líder. A vontade de prosseguir e continuar nesta viagem foi mais forte do que tudo.

"Uma vez que a mensagem dos Fleshgod Apocalypse vai além da própria música, não poderíamos deixar que alguém, que não esteve lá desde o início, fosse o seu porta-voz. Assim, a única maneira de continuar foi olhar para as nossas raízes: decidimos que o Francesco Paoli, o nosso baterista, compositor, fundador e primeiro líder da banda, era a escolha natural para esta posição delicada e desafiante. O nosso mentor recuperou finalmente o seu papel original como vocalista e guitarrista.

"A partir de agora, além da nossa querida soprano Veronica Bordacchini, teremos a honra de partilhar o palco com a lenda do metal italiano David Folchitto (Stormlord, Prophilax) na bateria, juntamente com o fenomenal Fabio Bartoletti (Deceptionist) na guitarra solo. Os Fleshgod Apocalypse estão mais focados e determinados do que nunca. Aguardem novas experiências épicas ao vivo e, provavelmente, o álbum mais sombrio e mais pesado que os Fleshgod Apocalypse alguma vez compuseram. Mal podemos esperar para dar início a este novo e emocionante capítulo da nossa carreira. Os nossos amigos da América do Sul serão os primeiros a testemunhar o novo rumo da banda, com o Francesco como nosso líder.

Por: Bruno Porta Nova - 17 Outubro 17



Depois de algum tempo parados, os A Perfect Circle, banda encabeçada pelo vocalista dos Tool. Maynard James Keenan, lançaram uma nova música, "The Doomed". A mesma pode ser ouvida acima.

Isto poderá querer dizer que há algum lançamento próximo para os norte-americanos, embora tudo o que possamos dizer até ao momento seja especulação. 

Até lá, aguardamos.

Por: Carlos Ribeiro - 17 Outubro 17


Os Morbid Angel vão lançar o seu nono álbum de estúdio a 1 de Dezembro, pela Silver Lining Music, e pela JVC no Japão. Intitulado "Kingdoms Disdained", o trabalho reúne o guitarrista fundador Trey Azagthoth com o baixista e vocalista Steve Tucker.

Tucker afirma sobre "Kingdoms Disdained": "O título do álbum diz tudo. Toda a gente anda chateada e ninguém consegue perceber como resolver isso. Todos temos estas guerras em miniatura nos bairros, nas cidades e nos países e temos várias pessoas, com opiniões divergentes, a causar o caos, ainda assim toda a gente faz o que acha correto. O que faz sentir que o mundo chegou a um ponto de loucura e confusão."

O álbum foi gravado nos Mana Studios, em S. Petersburgo, Flórida, e foi produzido por Morbid Angel e por Erik Rutan. As ilustrações são de Ken Coleman. As composições "Garden of Disdain", "Architect and Iconoclast" e "The Pillars Crumbling" ilustram a alquimia criativa de Azagthoth e Tucker.

Em baixo pode ver-se a sequência das faixas e a capa do álbum:

01. Piles Of Little Arms 
02. D.E.A.D.
03. Garden Of Disdain 
04. The Righteous Voice 
05. Architect And Iconoclast 
06. Paradigms Warped 
07. The Pillars Crumbling 
08. For No Master
09. Declaring New Law (Secret Hell) *
10. From The Hand Of Kings
11. The Fall Of Idols

* Não disponível em formato vinyl


Por: Paulo Vaz - 16 Outubro 17


Gavin Rossdale, conjuntamente com os Bush, assinaram uma parceria com a BMG. Este acordo inclui as composições de Rossdale ao longo da sua carreira, bem como a remasterização do mais recente álbum dos Bush, "Black And White Rainbows", incluindo dois temas bónus, que podem ser ouvidos abaixo. Um desses temas, "This Is War", foi tocado recentemente em Lisboa. O outro intitula-se "Alien Language". 

Recorde-se que "Black And White Rainbows" foi apenas lançado em formato digital até ao momento, através da Zuma Rock Records/BMG.



Por: Sara Delgado - 16 Outubro 17


Os americanos Red Fang, conhecidos pelos seus vídeos cómicos, acabam de criar mais um para a sua música "Not For You".

"Not For You" foi realizado por Balázs Gróf e pertence ao último álbum da banda "Only Ghosts", lançado no ano passado.

O vídeo pode ser visualizado abaixo.


Por: Mariana Crespo - 15 Outubro 17


Samael é uma daquelas bandas que marcaram uma geração. O “Ceremony of Opposites” foi considerado um marco na cena Black Metal dos anos 90 mas, depois, a experimentação levou-os para caminhos mais electrónicos e industriais que afastaram alguns fãs. Felizmente a banda suíça parece estar a regressar às sonoridades que marcaram o início da sua carreira e o 11.º álbum “Hegemony”, que acabou de ser lançado pela Napalm Records, é o exemplo disso. O vocalista Vorph esteve à conversa com a Metal Imperium.

M.I. – É um prazer poder falar contigo pois sou fã há imensos anos… também aproveito para dizer que tens a voz mais sexy da cena metal! 

[risos] Obrigado! É bom saber isso!


M.I. – Este ano marca o 30.º aniversário da banda. Vão fazer algo especial?

Não planeámos nada mas ter um novo álbum é um modo de celebração para mostrar que não estamos presos ao passado, que avançámos para o futuro.


M.I. – Qual a melhor memória da história dos Samael? 

Uau, há tantas! Talvez seja a primeira vez que fazes algo… o 1.º álbum, a 1.ª vez que seguras nele... essa é uma memória fantástica! Também a tournée que fizemos depois de lançarmos o “Blood Ritual” e poder tocar todas as noites para um público diferente, tocar em festivais. Lembro-me da 1.ª vez que tocamos em Portugal com os Cannibal Corpse, penso que foi no Porto, era um grande espaço e os Moonspell também iam tocar... foi muito fixe! A primeira vez que tocámos no Dynamo nos anos 90, antes de surgirem todos os grandes festivais… tocar lá era o sonho de todas as bandas de metal. Mas espero que a melhor memória ainda esteja para vir. 


M.I. – Já andas nisto há 30 anos… o que aprendeste sobre a indústria da música? 

Éramos muito inocentes e estávamos felizes por assinar um contrato mas, depois, surgiu a internet que mudou o modo como as pessoas consomem música. Tivemos de nos adaptar para ver do que somos capazes.


M.I. - 30 anos de evolução musical e, no entanto, só editaram 11 álbuns. O último saiu em 2011, há 6 anos, que é o maior tempo de espera entre álbuns da vossa carreira. Na Primavera de 2016, entraram em estúdio com Waldemar Sorychta e, em Julho, misturaram o novo álbum na Suécia com Sefan Glaumann. O que causou a demora? 

O tempo passa a correr e nem parece que passou tanto tempo, porque estivemos sempre activos.  Já tínhamos todos os temas preparados em 2013. O Xy foi convidado para compor um musical para a cidade de Sion, na Suiça. Foi bom para ele, porque trabalhou com uma orquestra completa pela primeira vez. Deu-lhe muito trabalho mas foi uma experiência inesquecível. Para além disso, tivemos alterações no line-up e tivemos os concertos para comemorar o 20.º aniversário de “Ceremony of Opposites”... depois decidimos que tínhamos de parar para terminar o álbum, assinámos com a Napalm Records... e com isto passaram 6 anos.


M.I. - "Hegemony" combina tudo que os Samael aprenderam ao longo destas décadas mas não é para os fracos. Porquê?

Não sei… quem disse isso?


M.I. - [risos] A Napalm, acho eu! 

Então teremos de lhes perguntar a eles! As pessoas que nos seguem sabem do que somos capazes e sabem que este álbum faz sentido. Com “Lux Mundi” estávamos a tentar marcar uma posição e, com este, tentámos juntar todas as ideias para criar a música que melhor nos representa. 


M.I. – Alguns temas deste álbum fazem-me lembrar os temas mais antigos de Passage e Ceremony. É como um regresso ao passado!

[risos] É bom ouvir isso, porque nós encontramos a nossa identidade entre o Ceremony, em que começámos a incluir teclados em todos os temas, e o Passage, quando começámos a programar a bateria e a ter um som mais industrial e electrónico. Estes dois álbuns definem-nos e tentamos desenvolver o nosso som a partir daí... se consegues detectar elementos antigos neste álbum significa que há uma linha que temos seguido e que tudo faz sentido. 


M.I. – O título do novo álbum significa liderança. Porquê este título? 

Primeiro era para ser “Samael” já que temos um tema com este título no álbum mas pensámos que tal poderia abafar os outros temas e pôr muita pressão neste. Como sabíamos que “Hegemony” seria o tema de abertura e também é um tema forte, optámos por esse… encaixa em tudo que fizemos até agora… pelo menos, na minha ideia, encaixa! 


M.I. – Sim, encaixa, tens razão! A banda não tem tido receio de experimentar... mudaram de Black Metal para Industrial Black Metal numa altura em que a cena tinha uma mente mais fechada. Foi muito complicado? 

Nós não pensamos assim. Antes de mais, nunca dissemos que éramos uma banda de Black Metal. Nunca liguei a títulos mas gostava de Black Metal e de bandas como Venom, Celtic Frost, e por isso começámos a tocar este tipo de música. Quando ouvíamos bandas como Godflesh e Ministry, pensávamos que tinham elementos parecidos com os nossos e que se calhar resultariam connosco também. Nem acho que seja muito metal preocuparmo-nos com o que as pessoas pensam! 


M.I. – Como é que os fãs têm reagido aos novos temas?

Tenho lido comentários porque andei a ver, também já tocámos 3 temas ao vivo e têm resultado muito bem e o álbum ainda agora acabou de sair.


M.I. – De acordo com a banda, o processo criativo de “Hegemony” demorou quatro anos e é um álbum sobre o mundo em que vivemos... é sobre a mudança e a evolução. Pensas que é vosso dever abrir os olhos da sociedade para os perigos de hoje em dia? 

Não! [risos] Não penso que temos o dever de fazer nada. Somos artistas e, se ao expressarmos o que sentimos, conseguimos conectar-nos com algumas pessoas a um nível mais profundo, isso é um bónus. Não estamos aqui a tentar pregar ou a apontar o dedo a nada. Isto é uma reflexão. 


M.I. – Quem ou que é que inspira os Samael?

Isso muda com o tempo. Quanto mais velhos ficamos, mais podemos falar das nossas experiências. Eu li muitos livros e fui adquirindo conhecimento e experimentando coisas na minha vida que abordo nas letras que escrevo. Não penso que a minha vida tenha mudado radicalmente para que a minha mente tenha mudado muito... por isso, este álbum é uma reação e uma reflexão sobre a vida que temos agora. 


M.I. – As tuas letras incluem frequentemente as palavras luz, força, terra… porquê a obsessão com estas palavras?

A sério? Nunca analisei isso mas, se tu dizes que sim, terei de concordar contigo.


M.I. – E então, porque as usas?

É tão estranho… nem sei bem. Penso que estão relacionadas com o lado obscuro da vida. Salto muito de um lado para o outro mas tento sempre encontrar um ponto de equilíbrio. 


M.I. – O video para “Black Supremacy” é bastante forte. Qual o conceito? 

Eu tinha algumas ideias mas depois ficou ligeiramente diferente. Foi um vídeo gravado numa noite, em poucas horas. O produtor também é metaleiro e fez sugestões que achamos interessantes e alinhamos nelas.


M.I. – Os lyric vídeos para “Red Planet” e “Angel of Wrath” foram escolhidos por vocês ou pela Napalm?

O 1.º foi o vídeo para “Angel of Wrath”. Foi feito por um russo que já fez coisas para nós no passado. O 2.º para “Red Planet” foi escolhido pela Napalm. Não nos importava o que escolhiam, qualquer um servia porque achamos que todos são bons temas. Acho que esse foi feito por alguém no Reino Unido. 


M.I. – Estão a planear novos vídeos? 

Gostaríamos de os fazer mas terá de ser mais tarde. Sei que o tema “Hegemony” foi lançado entretanto mas só como áudio, não como vídeo. 


M.I. – A capa do single “Angel of Wrath” lembra as capas de Samael há muitos anos e poderá assustar os fãs mais recentes… 

Penso que tens razão. É engraçado porque a nossa primeira capa foi desenhada por um tatuador… eu tinha uma tatuagem na mão e queria algo desse género e recorri a um tatuador para o fazer. A capa e t-shirt de “Angel of Wrath” foram também desenhados por um tatuador, mas não o mesmo!


M.I. – Por acaso, a letra de “Red Planet” alerta a humanidade para a destruição do planeta? 

É assim… cada ouvinte interpreta o tema à sua maneira e não há interpretações erradas. Quando escrevi a letra, estava a pensar em algo mais abstracto mas agrada-me a tua interpretação! 


M.I. – Problemas ambientais, poluição e população excessiva preocupam-te?

Eu não tenho filhos, por isso não contribui para a população excessiva e não penso que irei contribuir porque não é algo que quero. Todos vivem a vida como querem e eu não quero apregoar as minhas escolhas como se fossem melhores que as outras. Cada um sabe de si. Existem problemas ambientais e todos os conhecem mas cada um faz como quer. A próxima geração terá de pagar o preço.  


M.I. – O novo álbum contém 13 temas que foram lançados no dia 13 de Outubro. Alguns acreditam que é um dia mau e tu? A data foi escolhida propositadamente ou foi coincidência?

Foi coincidência. Não sou uma pessoa supersticiosa mas gosto desta ideia por ser divertida e acho que é uma boa data. 


M.I. – Em Janeiro de 2017, a banda assinou contrato com a Napalm Records… como estão a correr as coisas? 

Muito bem. Eles já estavam interessados na banda há algum tempo, mesmo antes de assinarmos com a Nuclear Blast, editora com quem lançámos 3 álbuns. Desta vez, decidimos assinar com uma editora que não tivesse milhares de bandas para se poder concentrar mais em nós. Visitámos as instalações da Napalm em Berlim e fizemos alguma promoção lá e sentimos uma vibração e energias especiais que nos fizeram sentir bem.  


M.I. – A banda já tem algumas datas de concertos marcadas mas haverá uma tournée para promover o novo álbum?

Não sabemos. Tocaremos em festivais e já temos mais alguns que ainda não anunciamos. Eu gostaria de andar em tournée mas teria de ser algo que fizesse sentido. Se começarmos a programar as coisas em Janeiro, nunca começaremos antes do Verão e eu gostaria de o fazer antes do Verão, senão ficará muito tarde. 


M.I. – O vosso catálogo é muito variado em termos sonoros. É muito complicado escolher o alinhamento para os concertos?

Não nos podemos queixar! [risos]! Há temas que costumamos tocar e até parece que o concerto não fica completo sem eles. Quando se lança um novo álbum, é normal incluir 2 ou 3 temas novos no alinhamento mas nós queremos incluir 6 ou 7, já que já estávamos a tocar 3 antes de o álbum sair. 


M.I. – Os Samael já vão no 3.º logo… usaram o 1.º até ao álbum “Ceremony of opposites”, o 2.º desde “Passage” até “Lux Mundi” e o o 3.º surgiu agora... porquê a mudança constante? 

Porque encaixam com a música e com o nosso estado mental. Também penso que já vamos no 3.º logo mas calculo de modo diferente. O 1.º usamos porque lembrava raízes e marca o nosso começo. O 2.º, nem considero logo, era mais um tipo de fonte limpo em que se percebia perfeitamente a palavra Samael. Neste 3.º logo usamos algo mais geométrico e minimalista.  


M.I. – Para celebrar o 20.º aniversário de “Ceremony of opposites”, tocaram o álbum na íntegra em alguns concertos. Como é que os fãs reagiram?

Reagiram muito bem. Também tocamos em Lisboa. 


M.I. – Estou no Porto e não fui ao concerto, infelizmente!

Então deveríamos ter feito dois concertos em Portugal! Foi bom tocar material antigo com o novo line-up e dar a oportunidade aos novos membros de o tocarem ao vivo. Nesta semana tocá-lo-emos na Califórnia mas também incluiremos temas novos já que somos os cabeças de cartaz e temos mais tempo. 


M.I. – Que fãs sortudos! Também têm o projecto W.A.R. (Worship And Ritual) sob o qual  tocam os dois primeiros álbuns de Samael “Worship him” e “Blood ritual”. Porque não usam o nome Samael? 

Porque, se nos vamos limitar aos dois primeiros álbuns, não é o que somos hoje em dia. A nossa identidade surgiu com o Ceremony e Passage e, para quem nos descobriu depois disso, seria confuso ir ao concerto e ver algo completamente diferente do que estavam à espera. Assim, o pessoal sabe ao que vai e ninguém se sentirá enganado. Para já, só fizemos 2 concertos aqui na Suiça mas já recebemos mais propostas, contudo não sei ao certo quantos concertos faremos. 


M.I. – Conheces bandas da cena portuguesa, para além dos Moonspell? 

Pois, não conheço… ouvi falar dos Sinistro por andarem em tournée com… 


M.I. - Paradise lost! 

Yeah! Recomendas alguma banda?


M.I. - Sim, Sacred Sin, Heavenwood, Holocausto Canibal…

Ok, vou ouvir então!


M.I. – Quando é que os portugueses poderão ver Samael ao vivo de novo? Em 1996, fui a um concerto no Porto em que tocaram com os Sentenced, Tiamat... nunca mais vos vi e tenho tantas saudades. Têm de voltar rápido! 

Nós queremos regressar, no próximo ano com certeza.


M.I. – Dizes que ouves todo o tipo de música… o que estás a ouvir de momento? 

De momento, não tenho muito tempo para ouvir música… nem para nada! 


M.I. – Escolheram Aline Fournier para fazer as fotos promocionais do novo álbum. Não sendo uma artista associada a bandas metal, como surgiu a ideia de a escolher?

Bem, ela mora perto de nós e já a conhecíamos. Gostamos do modo como trabalha, apreciamos a sua sensibilidade e estamos muito satisfeitos com o produto final. 


M.I. – Achas que devo comprar o vinho Merlot dos Samael? 

Não está à venda! Mandámos fazer algumas garrafas e bebemo-las quase todas com amigos e família. É complicado vender vinho na Europa por causa das taxas cobradas. Não compensa! Mas em Portugal também há vinhos muito bons! 


M.I. – Vorph, muito obrigada pelo teu tempo. Por favor deixa uma mensagem aos fãs e leitores da Metal Imperium

Epero que tenham oportunidade de ouvir o novo álbum e que gostem. Não posso dizer quando iremos a Portugal mas esperamos voltar o mais rápido possível e talvez nos possamos conhecer! 

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Entrevista por Sónia Fonseca


Os suecos Dead Lord editaram “In Ignorance We Trust” a 25 de Agosto ultimo, através da Century Media. Enquanto andavam em tour a promover o terceiro disco, a Metal Imperium teve oportunidade de falar sobre ele com o baixista Martin Nordin e com o baterista Adam Lindmark, e sobre a razão pela qual a Suécia anda a dominar a cena Hard Rock europeia!!

M.I. - Comecemos pelo mais óbvio: Como é que surgiram os Dead Lord?

Tudo começou com o Hakim Krim (vocalista/guitarrista). Era guitarrista de uma outra banda e quando abandonou mudou-se para Estocolmo e tinha imenso material que nunca tinha sido usado. Encontrámo-nos e ele perguntou se eu queria formar uma banda com ele. Eu respondi que já estava em cinco outras bandas, o que é uma atitude tipicamente sueca: se não estás em pelo menos três bandas então não tocas numa banda!! Estava relutante de início mas quando ele me mostrou as demos o material era mesmo muito bom, tanto assim que usámos a maioria nas gravações do primeiro LP, “Goodbye Repentance”. Tinhamos connosco o guitarista Olle Hedenstrom, e pedimos ao Tobias Lindkvist, que é do norte do país, para mudar para Estocolmo e ser o nosso baixista. O Tobias e o Olle conheceram-se no exacto dia em que iniciámos a gravação do nosso primeiro EP, “No Prayers Can Help You Now”, em 2012. Nem fizemos uma demo, juntámo-nos e gravámos tudo. Isso conseguiu um bom contrato para o primeiro LP, que foi feito ainda durante o primeiro ano de existência da banda. Começámos a tocar ao vivo mas em 2015 o Tobias saiu para se concentrar nos Enforcer e entrou o Martin. A partir daí gravámos um Segundo LP, tocámos em imenso lado e estamos agora a lançar o terceiro LP!


M.I. – Quando pensamos na cena musical escandinava, vem à memória imagens pré-concebidas de florestas frias e escuras, cenário de inúmeras bandas de death e black metal, mas esquecemo-nos que a Suécia tem uma excelente cena rock, com bandas como os Hellacopters, Spiders ou Graveyard, entre muitas outras. Como é que vês essa cena sueca e porque achas que é tão bem recebida mundo fora?

Como disseste, há inúmeras bandas suecas a sair for a de portas e a tocar pela Europa regularmente. Acho que podemos culpar os longos Invernos frios que temos, onde não há muito mais que fazer senão estar no estúdio de ensaio a tocar com os amigos. Se vivesse em Portugal estava sempre a surfar!! De facto, a Suécia é um país pequeno em população e toda a gente se conhece, pelo que somos inspirados uns pelos outros um pouco.


M.I. – Consegue-se conhecer toda a gente?

De um modo geral sim! A cena que as pessoas falam parece melhor quando olhada de fora! Em Estocolmo somos um punhado de amigos que frequenta os mesmos bares e que tem uma banda com algum sucesso, pelo que nos conhecemos todos.


M.I. – Estão a promover “In Ignorance We Trust”, o vosso terceiro LP. Este foi mais uma vez produzido por Ola Ersfjord, com quem têm trabalhado desde sempre. Já o consideram o quinto elemento da banda?

Para o processo criativo das letras e música fazemo-lo nós mesmos, mas adoramos trabalhar com o Ola porque tem sempre imensas ideias de como tornar as nossas musicas um pouco melhores. É um quinto elemento da banda no sentido que confiamos nele como confiamos em qualquer um de nós. Quando entramos em estúdio sabemos que ele sabe o que queremos e sabe como o conseguir. Há imensa confiança sem nos obrigar a fazer nada que não quisermos. Esta é uma das razões pela qual gravámos este disco em Madrid.


M.I. – Essa era exactamente a minha próxima questão! O disco anterior foi gravado em Estocolmo e agora usaram o Cuervo Recording Service em Madrid. É o mesmo produtor mas até que ponto mudar de local ou país influencia o produto final?

Acho que podemos ouvir essa mudança apesar de não conseguir dizer exactamente onde, mas o ambiente obviamente influencia. Estávamos a suar no estúdio e quase podemos provar o suór nas músicas. O primeiro LP foi gravado em Dublin, um sítio difícil, e isso refletiu-se no som. Onde estás influencia a tua criatividade, claro! Também o estares longe da rotina permite estares focado a 100% no que estás a fazer.


M.I. – Continuam a achar que gravar um disco enquanto o tocam ao vivo no estúdio é a melhor maneira de o fazer?

Sempre o fizemos e vamos continuar a fazer, principalmente porque é como soamos e não resultava gravado em bocados. Soa muito melhor; pode perceber-se que estamos todos a tocar ao mesmo tempo. Quando gravas ao vivo, os pequenos detalhes que só tu percebes deixam de importar. Fica uma boa onda!


M.I. – Gravado o disco têm de o tocar em palco. Existe espaço para improvisar?

Claro que sim! Fazes sempre algo diferente, pequenas alterações. Algumas das músicas têm enorme espaço para se poder improvisar. Outras nem por isso mas ao vivo não podemos querer ouvir tal e qual como está em disco. Um dos meus discos favoritos, “On Your Feet or on Your Knees” dos Blue Oyster Cult, não tem uma única música que consigas ter igual na sua discografia. Estamos muito habituados a tocar tudo ao vivo tantas vezes que é fácil alterar as coisas.


M.I. – Há uma faixa favorita neste disco?

Acho que todas se complementam, por isso não há uma forte candidata a favorita, mas temos tocado a “Reruns”, o nosso primeiro single, há mais de um ano e há sempre grande resposta, mesmo só estando gravada agora. “Darker Times” foi também um sucesso instantâneo. É uma música que soa muito bem apesar da letra pesada que tem. “Too Late” é também uma óptima faixa para tocar ao vivo.


M.I. – O título deste LP leva-me de volta ao vosso Segundo disco, especialmente nas letras. Parece uma mensagem sobre como o dinheiro controla o mundo e as pessoas tornam-se egoístas, e sobre acreditar-se em tudo o que lemos. Não são propriamente temas cliché do hard rock…

Acertaste em cheio!! As críticas dizem que estamos mais políticos mas não queremos influenciar ninguém politicamente. Preocupa-nos muito que as pessoas gostem de ser ignorantes, com a imensidão de notícias falsas e factos alternativos que abundam hoje. É o maior problema do mundo hoje em dia. Nunca tivemos tanta informação ao nosso dispor mas estamos a ver opinião ser tomada como factos. É um caminho muito perigoso.

M.I. – O disco saiu em Agosto. Como é que o têm estado a promover?

Tivemos um Verão cheio de concertos e agora em Novembro iremos estar pela Europa com os Imperial State Electric. Com um novo disco parece que estamos a começar do zero, porque podemos criar um alinhamento completamente diferente.


M.I. – Uma mensagem final para os nossos leitores!

Muito obrigado pelo apoio. O nosso disco saíu ainda melhor do que esperávamos, por isso oiçam. É muito bom!

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Entrevista por  Vasco Rodrigues


Os britânicos Bush regressaram a Portugal, para aquele que foi o último concerto da digressão europeia de apresentação do mais recente álbum da banda, “Black and White Rainbows”. A primeira parte da noite esteve a cargo dos também britânicos RavenEye. 

Os RavenEye estrearam-se no nosso país no passado mês de Maio, aquando da abertura do concerto de Aerosmith. À semelhança dessa data, a banda conquistou o público português e mostrou-se com uma energia bastante contagiante, mesmo tendo acabado de conduzir quase trinta horas desde o último concerto (em Munique) até Lisboa, como os próprios referiram. 

No primeiro tema, “Come With Me”, o público já batia palmas. Logo a seguir, em “Hate”, o vocalista e guitarrista Oli Brown já estava nas grades com o público. “Who are you to me?”, cantava Oli em “Hero”, um dos temas mais aplaudidos da noite, a par de “Hey Hey Yeah”. Neste último, o público foi convidado a cantar e, também como no concerto em Maio, Oli subiu às cavalitas do baixista Aaron Spiers e ali ficaram os dois a tocar. A atuação termina com Aaron a cumprimentar algumas pessoas na bancada e Oli novamente nas grades. Uma vez tratar-se do último concerto da digressão, relembraram, entre risos, que estavam em condições de ir tomar uns copos a seguir e convidaram o público a juntar-se a si no fim da noite. Ponto de encontro: banca de merchandising (o certo é que, no fim da noite, não tinham mãos a medir para os fãs!). É razão para dizer que à terceira é de vez: ficamos a esperar por um regresso em nome próprio. 

Cinco anos volvidos sobre a última aparição dos Bush em Portugal, é justo dizer que o tempo não parece passar por Gavin Rossdale e companhia. Vieram com um novo álbum na bagagem, “Black and White Rainbows”, mas a atuação dos britânicos concentrou-se essencialmente nos seus temas mais antigos e emblemáticos, mostrando que o espírito do grunge ainda move multidões. 

A atuação começou com “Everything Zen”, sendo também o primeiro tema do álbum de estreia da banda, “Sixteen Stone”. Este é um dos trabalhos mais acarinhados dos fãs e felizmente não foi esquecido, uma vez que foi possível desfrutar de seis temas deste registo ao longo da noite. O público ficou imediatamente ao rubro e mostrou que ainda tem as letras na ponta da língua. Seguiram-se “The Chemicals Between Us” e “Prizefighter”, do álbum “The Science Of Things”. 

Rossdale refere que é um prazer tocar para nós e que a banda é sempre bem recebida quando vem ao nosso país. “Nurse” surge como o primeiro tema apresentado do recente ”Black and White Rainbows”, álbum que, surpreendentemente, apenas esteve representado mais uma vez nesta noite, em “Peace-S”. “The Sound Of Winter” e “Greedy Fly” foram bastante aplaudidos e contavam-se pelos dedos das mãos as pessoas que ainda se encontravam sentadas nas bancadas. Aqui, Rossdale já fazia uma visita às grades, cumprimentando as pessoas na primeira fila. Em “This Is War”, tema recente da banda e que consta apenas na versão deluxe do novo álbum, o vocalista relembra os tempos de guerra que se vivem (“O mundo está tão louco neste momento, devemos permanecer unidos”). E se há algo que sentimos foi a união entre Rossdale e o público, principalmente naquele que foi o momento da noite…mas já lá vamos! 

Em “Let Yourself Go”, o músico canta junto das bancadas, estando perto dos fãs. Logo nos primeiros acordes da faixa “The People That We Love”, o Coliseu enche-se de braços no ar e em “Swallowed”, um dos mais emblemáticos da banda, não deve ter havido uma pessoa que não entoasse, por momentos, a respetiva letra. Em “Alien” e na já mencionada “Peace-S” o público ficou mais sereno, mas “Little Things” veio mudar drasticamente o ambiente, mesmo antes do encore (sim, é este o grande momento): Rossdale entra pela plateia adentro e percorre as bancadas do Coliseu de uma ponta à outra, cumprimentando e interagindo com os fãs. Antes de retomar o espetáculo, Rossdale aproveita o facto de estar no último concerto da digressão e convida todos os membros da equipa a juntarem-se ao palco, agradecendo por todo o apoio. 

A banda regressa com a aclamada “Machinehead”, a cover “The One I Love” (dos R.E.M.), o tema mais pedido da noite, “Glycerine” (que teve um momento a capella) e termina com “Comedown”. Rossdale despediu-se com a bandeira de Portugal às costas, onde se podia ler “Bush”, uma nome que esperamos (re)ver em breve nos palcos portugueses.

(ver mais fotos do evento aqui e aqui)

Texto por Sara Delgado
Fotografias por Hugo Rebelo

Agradecimentos: Everything Is New


No próximo dia 28 de Outubro vai ocorrer o Mortágua Riff Sessions - Halloween Edition, no Lagar da Roda, em Mortágua. Para este evento estão confirmados os seguintes nomes: Abaixo Cu Sistema, Dang!, Smoking Beer e o DJ Rijo. 

Bilhetes: 
Pré-venda - 3€
No próprio dia - 4€ 

Por: Sara Delgado - 14 Outubro 17