• Facebook
  • Myspace
  • Twitter
  • Google+

Reviews Mais Recentes


Iron Reagan - Crossover


Lich King - Omniclash


Demonic Resurrection - Dashavatar


Black Anvil - As Was


Benighted - Necrobreed


Mechina - As Embers Turn To Dust


Adamantine - Heroes & Villains


Barathrum - Fanatiko


Persefone - Aathma


Blame Zeus - Theory Of Perception


Kreator - Gods Of Violence


Lock Up - Demonization


Obituary - Obituary


H.O.S.T. - Bastard Of The Fallen Thrones


Antropomorphia - Sermon Ov Warth


Fall From Perfection - Metamorph


Pallbearer - Heartless


Mastodon - Emperor Of Sand


wolfheart - Tyhjyys


Sinister - Syncretism


Primal Attack - Heartless Oppressor


Grog - Ablutionary Rituals

Metal Imperium - Merchandise

.
Para encomendar, enviar email para: metalimperium@gmail.com

Concertos em Destaque

Visitantes

Tradutor

Entrevistas Mais Recentes



































Dying Fetus revelam detalhes do novo álbum

Os Dying Fetus vão lançar o seu novo álbum, "Wrong One To Fuck With", a 23 de Junho pela editora Relapse Records, e será o tão aguardado sucessor de "Reign Supreme", lançado em 2012.(...)

Novembers Doom - Novo álbum disponível para audição na íntegra

O novo álbum dos norte-americanos Novembers Doom, intitulado "Hamartia", é lançado hoje pela The End Records. Este trabalho pode ser ouvido na íntegra através desta ligação. (...)

SWR Barroselas Metalfest XX - Horários das atuações

Ampliando a imagem acima, é possível conhecer o horário de atuação de cada uma das bandas que irá compor o SWR Barroselas Metalfest XX. Recorde-se que o festival ocorre entre os dias 27 e 30 de Abril, em Barroselas. (...)

Tony Iommi está a trabalhar em novo material de Black Sabbath

O já conhecido guitarrista dos Black Sabbath, Tony Iommi confirmou em entrevista que está neste momento a juntar e trabalhar o som do último concerto que a banda deu, em Birmingham, e também há rumores(...)

Tankard lançam novo vídeo com letra

Os Tankard lançaram um novo video com letra para a música "Arena Of The True Lies", que fará parte do seu sétimo álbum de estúdio, "One Foot In The Grave"(...)


Mesmo antes do lançamento do seu novo álbum "Mutilated and Assimilated", esta sexta feira, os Broken Hope partilharam um vídeo de 360º. Depois do tema que dá título ao álbum e de "The Carrion Eaters", "The Meek Shall Inherit Shit" é agora revelado e pode ser visto em cima.

De acordo com a banda, as letras por detrás desta música "foram inspiradas pelos verdadeiros horrores observados no mundo real" e é "uma mensagem de premonição sobre o aumento irreversível da poluição global".

O guitarrista e letrista Jeremy Wagner explica que: ""The Mekk Shall Inherit Shit" é um som que eu queria escrever liricamente há algum tempo. Eu sou um ambientalista - uma pessoa que considera o ambiente, ao invés da hereditariedade, como principal influência no desenvolvimento dos seres humanos."


Por: Paulo Vaz - 23 Junho 17


Os Hatebreed lançaram um vídeo para a música "Seven Enemies", que integra o seu mais recente álbum de estúdio, intitulado "The Concrete Confessional", lançado em Maio de 2016.

O videoclip pode ser visto abaixo.


Por: Luís Valente - 23 junho 17


"Utopioid" será o novo álbum da banda americana e será lançado no final de Agosto. Este é o sexto álbum de estúdio do grupo e tal como os dois trabalhos anteriores, será lançado de forma independente. As gravações terão início já no próximo mês. 

Por: Ana Antunes - 22 Junho 17


Arch Enemy irão lançar novo álbum, intitulado “Will to Power”, a 8 de Setembro via Century Media. A capa do disco capta a atenção pelo trabalho artístico de Alex Reisfer, que rapidamente captou o conceito que a banda pretendia. 

Todos os símbolos que aparecem, desde a caveira à cobra, representam a determinação quase que predatória de Will to Power. É ainda de referir que a partir de 15 de setembro deste ano a banda inicia a sua tour internacional – Will to Power Tour 2017 -  que se prolongará até 11 de outubro. 

Por: Sofia Sousa - 22 Junho 17


A organização do Festival Reverence Santarém 2017 anunciou os últimos nomes que irão estar presentes na edição deste ano. São eles: Mono, Gang Of Four, Oathbreaker, Bo Ningen e Sinea Root.

O Reverence Santarém 2017 realiza-se no Parque da Ribeira de Santarém, nos dias 8 e 9 de Setembro.

Por: Carlos Ribeiro - 22 Junho 17


A banda de sludge Bison tem vindo a revelar alguns detalhes do seu novo álbum “You Are Not The Ocean You Are The Patient”, a ser lançado a 23 de Junho pela Pelagic Records e cuja capa pode ser vista abaixo.

Este será o quarto álbum de estúdio da banda canadiana e depois de terem revelado três dos temas que o integram, disponibilizam finalmente o streaming do álbum na íntegra, que pode ser ouvido aqui.


Por: Andreia Teixeira - 22 Junho 17


Foi para muitos uma falha quase imperdoável perder a atuação de Swans no NOS Primavera Sound, ainda no início deste mês. No entanto, a Amplificasom anunciou ontem que o coletivo Swans, ressuscitado por Michael Gira em 2010, estará de volta ao nosso país já no próximo mês de Outubro.

Embora regressem em modo de despedida, sendo este já um “segundo adeus anunciado” da banda, é com todo o prazer que os recebemos novamente, e desta vez com duas datas marcadas entre Porto e Lisboa. Como se isso não bastasse, fazem-se acompanhar ainda pela multi-instrumentista Baby Dee em ambas as datas.

Os americanos vão estar então no Hard Club no Porto a 8 de Outubro e passam pelo Lisboa Ao Vivo no dia seguinte, 9 de Outubro. Os bilhetes já se encontram disponíveis através da Amplistore e Ticketline, e têm o preço de 25€. Brevemente serão também disponibilizados bilhetes físicos em diversos postos de venda.

Por: Andreia Teixeira - 22 Junho 17


"Seizure And Desist" é o novo videoclip dos Dead Cross. Este tema pertence ao álbum de estreia que será lançado no dia 4 de Agosto, autointitulado de "Dead Cross". Este novo projeto conta com o baterista Dave Lombardo e do vocalista Mike Patton.

Dave Lombardo comentou sobre o álbum: "Este projecto tem muita raiva e frustração, é algo que se pode ouvir na minha bateria. Foi a criação perfeita de um álbum de hardcore. É um dos trabalhos mais brutais que alguma vez criei." 


Por: Ana Antunes - 22 Junho 17


Os Byzantine, banda de thrash progressivo, acabam de lançar um novo videoclip com a letra do seu mais recente single, Trapjaw. Esta música pertence ao novo álbum, intitulado The Cicada Tree,  a ser lançado a 28 de Julho de 2017 via Metal Blade Records.


Tracklist:

01. New Ways To Bear Witness
02. Vile Maxim
03. Map Of The Creator
04. Dead As Autumn Leaves
05. Trapjaw
06. The Subjugated
07. Incremental
08. The Cicada Tree
09. Verses Of Violence
10. Moving In Stereo
11. Servitude

Por: Sofia Sousa, 22 Junho - 17


Os The Devil Wears Prada lançaram recentemente o vídeo para a música "Worldwide", que integra o mais recente álbum da banda, intitulado "Transit Blues", lançado em Outubro do ano passado pela editora Rise Records.

O videoclip de "Worldwide" pode ser visto abaixo.

Por: Luís Valente - 22 junho 17


A banda de Death Metal polaca, Decapitated, divulgou o videoclip de "Earth Scar". Esta é outra faixa retirada do álbum "Anticult", que sairá a 7 de Julho, pela Nuclear Blast.

"Estamos realmente alegres por lançar o segundo tema do nosso próximo registo "Anticult" - Earth Scar" - disse o guitarrista e membro fundador de Decapitated, Waclaw "Vogg" Kieltyka. "Eu sempre retirei influências de todos os espectros do Metal e esta música e o nosso álbum refletem isso. Como "Never", este tema foi concebido para partir em palco e mal podemos esperar para adicioná-lo ao set. Rasta (vocalista) escreveu as letras com um conteúdo metafórico relativamente a andar em tour. Os estilos de vida normais, de estar em casa, em contraposição a andar na estrada e ver a nossa tribo interagir com a música e as qualidades restauradoras disso. " 


Por: Paulo Vaz - 21 Junho 17




Depois de uma última colaboração com Geoff Tate, antigo líder da Queensrÿche, e Blaze Bayley na digressão do "Trinity", Tim "Ripper" Owens volta à carga para desta vez colaborar com Chris Caffery dos Savatage, num novo projeto. 

O antigo vocalista de Judas Priest e Iced Earth e o guitarrista dos Savatage estão atualmente a preparar um álbum com o produtor Roy "Z" Ramirez, álbum esse que será lançado através da Frontiers Music Srl.

Por: Bruno Porta Nova - 21 Junho 17


A banda de Deathcore Thy Art Is Murder revelou recentemente mais um dos temas que fará parte do seu quarto álbum de estúdio, intitulado "Dear Desolation", que será lançado a 18 de Agosto pela editora Nuclear Blast.

Slaves Beyond Death é o nome do novo single que pode ser ouvido abaixo.


O álbum foi produzido por Will Putney, nos estúdios Graphic Nature Audio, em Bellville, na Nova Jersey. 

A capa foi efetuada por Eliran Kantor, que já trabalhou com bandas como Testament, Iced Earth e Sodom.


Por: Luís Valente - 21 junho 17



O Vimaranes Metallvm Fest XI ocorre já no próximo dia 1 de Julho, no São Mamede CAE, em Guimarães. O cartaz já se encontra completo, e conta com os seguintes nomes: Agónica, Demon Dagger, Toxik Attack, Aura, Anifernyen, Slavecrowd, Sadistic Overkill e The Beheaded. 

O evento também conta com a presença de Dico, Eduardo José Almeida, que vem apresentar as obras “A Portuguese Rock and Metal Route - The Underground Guide” e “Breve História do Metal Português”, bem como do DJ set: BabyHate, Lx, Submarino DJ Set.

Entrada: 10€ (oferta de 1 bebida e 4€ em merchandise)
Entrada após os espetáculos: 3€

Bilhetes à venda na Fnac do Guimarãeshopping, Bilheteiras do São Mamede e no El Rock.

Início: 21h30 

Por: Sara Delgado - 21 Junho 17


Os suíços Schammasch já não são estranhos nenhuns, no panorama do Black Metal atual.  Tendo ganho exposição especialmente o ano passado, com o monolítico triplo album, “Triangle”, os Schammasch têm sido uma constante referência para o Avant-Garde Black Metal moderno e, um ano depois apenas, estão de volta com uma obra que representa o início de um novo ciclo. 

Enquanto que o precedente, “Triangle”, marcou o final da trilogia numérica de álbuns e uma catarse conceptual da banda, este novo EP, “The Maldoror Chants: Hermaphrodite”, marca o início de uma nova era na carreira da banda, não apenas por constituir a primeira manifestação de uma nova série de lançamentos inspirados no romance poético, “Les Chants de Maldoror”, escrito por Isidore-Lucien Ducasse; como pelo facto de representar um marco importante na evolução sónica dos helénicos. 

Para quem ouviu o “Triangle”, este EP pode ser sucintamente descrito como um híbrido entre o 2º e 3º discos desse album. É um album Avant-Garde em toda a sua essência e uma experimentação com atmosferas e emoções que se vai tornando progressivamente mais intensa e envolvente à medida que o album progride, focado em narrar uma história e em mergulhar o ouvinte nas profundezas do seu próprio pensamento, desafiando-o a autoavaliar-se e a combater os repugnantes preconceitos da humanidade. 

Apesar de tudo isto, a característica mais única deste EP é o modo como a banda rejeita por completo a composição musical formulaica e estruturada e se foca na fluidez das músicas, na naturalidade com que a instrumentalização flui ao longo destas 7 faixas, sendo esta composta por riffs magnéticos, geralmente em tempos lentos, que funcionam como uma tela de Dark Ambient sobre a qual são pincelados os outros elementos, uma prestação memorável na bateria com uma execução absurda e um estilo totalmente distinto fundindo percussão tribal com blast beats e uma sólida execução vocal que varia entre solenes linhas de Spoken Word e belos coros ritualísticos. 

Este é o protótipo de obra que deve ser ouvida na íntegra, de início ao fim, pois nenhuma das suas faixas faz sentido isolada. 

Acho portanto de louvar a tentativa dos Schammasch de continuar a expandir os horizontes de Black Metal e, apesar desta obra não estar isenta de falhas nem de alguma excessiva repetição de ideias, é uma que não deve ser ignorada neste ano de 2017 e que desperta a curiosidade para o que os suíços irão conjeturar no futuro. 

Nota: 8.4/10

Review por Filipe Mendes


Não há nada como um álbum que comece em grande! O disco pode até nem ser grande coisa, mas quando um ouvinte fica imediatamente cativado com os primeiros acordes e aparece aquele sorriso de satisfação na cara que, nos casos em que se está a ouvir a dita música no meio da rua, faz com que os transeuntes pensem que somos alguma espécie de maluquinhos; nesses casos há sempre um sentimento transversal de felicidade e uma grande esperança para que o resto do disco seja igualmente aliciante. “The Offering” é uma dessas entradas de se lhe tirar o chapéu, com aquele riff forte e feio que marca o ritmo de boa parte do tema a entrar pelos ouvidos adentro e também o começo de um álbum que se afirma merecedor de atenção.

Estes finlandeses já surpreenderam anteriormente com a estreia de “Darkness Sustains The Silence”, há uns anos atrás, fundindo stoner, doom e death metal com uma naturalidade tal que faz parecer que estes três estilos existem para se completarem uns aos outros. Aqui essa fusão foi aprimorada, mantendo a hipnose que os ritmos arrastados e sujos criam e aumentando as vezes em que a voz limpa, muito mais heavy/doom, surge em alternância aos guturais de death metal. “Advocates of Deception”, “No Return” e “Absence of Light” mostram a banda no seu auge e a praticar a sonoridade em que se tornaram mestres, enquanto que em “Sledge of Stones” há um deslize ligeiro – uma coisa pequena que não foge da identidade dos AOB – para algo mais soft, quase radio-friendly.

O groove que faz com que cada tema seja altamente catchy é, e continua a ser, a arma de eleição dos Altar of Betelgeuze. O distintivo que faz deste “Among The Ruins” um álbum obrigatório para fãs de stoner e para quem quiser apreciar umas belas malhas não muito rápidas.

Nota: 8.8/10

Review por Tiago Neves 


Nargaroth presenteia-nos com esta obra-prima, com a qual podemos contar com uma imensidão de sentimentos, envoltos na melodia que deste álbum sai. Desde os primórdios desta one-man band, nos quais se notava ainda um cunho meio arranhado, semelhante àquele sentido nas bandas deste género. Nargaroth mostra-nos que à medida que o tempo passa, a qualidade consegue ser traçada e desenvolvida. Ash dá-nos esta prenda que os Deuses pensaram. Tal como Fernando Pessoa dizia - "Deus quer, o Homem sonha, a obra nasce" - Ash oferece-nos passagens melódicas que nos transportam para dimensões divinas. Se há provas que o Black Metal alemão é bom, está vivo e de boa saúde, Nargaroth é uma prova eterna disso.

Começando com "Dawn of Epiphany", na qual conseguimos ter um raio luminoso (ainda que breve) desta intervenção divina, dando provas duma aurora de epifania, revelando ao ouvinte que algo de muito bom está para vir. E que o ouvinte o comprove com a faixa seguinte. "Whither Goest Thou", um a música com cerca de 6 minutos, onde viajamos talvez no pensamento de Ash. "Conjuction Underneath the Alpha Wheel" mostra-nos uma grande influência do passado de Nargaroth, com sons rasgados e uma voz inigualável (quase como uma retrospetiva que Ash nos quer transmitir), com melodias não desconhecidas para os ouvintes da banda. O mesmo podemos testemunhar na faixa seguinte, onde Ash nos reforça a ideia de que "redefinição" não significa mudança, mas sim aperfeiçoamento.

Conseguimos testemunhar, só nas primeiras quatro músicas desta oferta dos Deuses, uma viagem cósmica nos sentimentos de Ash. "The Agony of a Dying Phoenix", a quinta faixa do álbum, parece ser tirada de um cenário apocalíptico no qual testemunhamos um solo - ainda que curto - brilhante e é impressionante como 7 minutos e meio passam a voar, como uma fénix. 7 minutos e meio que nos fazem transpirar de emoções e renascer das cinzas. "Epicedium to a Broken Dream" introduz-se de forma calma e vai abrindo caminho para riffs pesados e mais lentos. Ash quer-nos abrir o coração e mostrar-nos o lado penoso, quase que a transmitir-nos o luto prolongado da fénix. A ser verdade, são uns 5 minutos repletos de palpitações e calafrios pelo corpo abaixo. A sétima música, "Love is a Dog From Hell" dá-nos a conhecer um dos lados sombrios de Ash com a sonoridade crua do Black Metal dos anos 90. O que será que Ash quer dizer com "love is a dog from hell"? Na verdade, são 2 minutos de pura raiva. "Era of Threnody", a faixa que dá nome ao álbum, é uma epopeia de 9 minutos e meio na qual somos bombardeados pelo ritmo único, envolve-nos em momentos especiais. Pelo meio quase que nos imaginamos numa floresta acompanhados pela chuva e tempestade forte seguida de uma voz cristalina, como se estivéssemos a sair da tempestade e enfrentar um sol radiante por entre as nuvens ainda cinzentas. "TXFO", penúltima música do álbum, parece-nos dar vontade de prosseguir nesta viagem cósmica na Era de Nargaroth. Somos encorajados ao longo de quase 4 minutos a não desistir e eis que chegamos ao fim da viagem com "My Eternal Grief, Anguish Neverending", o tema que traça o fim do álbum e.. que viagem! A voz já cansada de Ash a revelar-nos um cansaço de tal mistura de sentimentos e histórias. Ainda assim, conseguimos sempre reparar no espírito guerreiro deste génio da música.

"Era of Threnody" é pouco para descrever esta viagem. Esperamos que as suas criações sejam iguais à angústia que nos transmite: intermináveis.

Nota: 9/10

Review por Carolina Lisboa Pereira


"Unstoppable Power" é o título deste álbum de Condor, segundo full lenght de estúdio da banda norueguesa que, ainda que extremamente jovem, conta ainda com mais uma Demo, um EP e um Split, o que demonstra, para além de uma precoce proficiência musical dos seus elementos, o quão longe o nosso país está das culturas nórdicas no tocante à produção de álbuns de Metal. Mas deixemo-nos de reflexões sobre a cultura metaleira, vamos ao Thrash!

O álbum começa com “Embraced by the Evil”, que conta com uma pequena introdução falada, um pouco ao estilo do lado B do clássico “The Number of the Beast” (se não sabes do que estou a falar nem devias estar a ler isto), que rapidamente dá lugar aos riffs frenéticos e batidas de Thrash infindáveis, que nos vão acompanhar ao longo de todo este disco.

As composições deste trabalho parecem saídas diretamente de 1983, com as guitarras a variar entre uns leads intrincados, dignos de um Dave Mustaine, e algumas secções mais simples, com recurso a power chords e a trémulos. Fazendo uma breve pesquisa online pela banda, por várias vezes é caracterizada como Thrash\Black ou Blackened Thrash, talvez pela voz ser algo mais rasgada e menos cantada que no Thrash Clássico mas, aqui entre nós, isto é do Thrash mais puro e Old school que a contemporaneidade nos tem trazido.

Entrando na segunda metade deste trabalho somos premiados com o tema que empresta o nome ao álbum. Começando a todo o gás com um andamento de pedal duplo, dos mais marcantes de todo o disco, culmina num dos refrões mais memoráveis, que, repetindo-se duas vezes, se prolonga por quase dois minutos, até ao inevitável retorno ao riff inicial, acabando a música com todo o (Unstoppable) Power com que começou. A lírica desta faixa centra-se num mal invisível, devastador, iminente, que nos levará a uma perdição inevitável, e aproveita para deixar um presente aos mais atentos e fãs de thrash referido que “He is the angel of death”.

Imediatamente a seguir surge a música “83 Days of Radiaton”, com uma vibe “Judas Priest meets Thrash Metal”, sendo a faixa que nos transmite a sensação mais Old School. Oiçam aquele refrão…Tão bom que ainda haja bandas a fazer isto!

Devo também destacar um dos elementos, a meu ver, mais importantes para este disco soar tão bem, a sua produção/masterização. Este trabalho claramente não soa a álbum moderno, aliás, quando o ouvi pela primeira vez foi tive que confirmar se a data de lançamento estava certa, de tão anos 80 que isto soa, desde a voz, às cordas, mas principalmente a bateria. Além dela ser tocada com influências claras dos primeiros anos do Thrash (muitos fills, mudanças de dinâmica, acelerações e atrasos, o uso incessante dos timbalões e o mais tímido pedal duplo), de nada serviria se esta soasse demasiado comprimida, demasiado moderna. O som deste “Unstoppable Power” é, sem dúvida, dos elementos que mais destaca este excelente trabalho.

Para terminar o álbum da melhor forma, é “Horrifier” a última música que ouvimos do trio norueguês. A faixa é boa até cerca do minuto 3.30, bons riffs, boas dinâmicas mas, depois de uma curta pausa a criar suspense, é o caos total, a bateria acelera para o Thrash mais rápido do disco, as cordas repetem um riff anterior mas mais rápido, as acentuações tornam-se ainda mais poderosas, enfim, THRASH!

Nota: 8.6/10

Review por Jordi Lopes


Os Holy Blood trazem-nos um álbum com um travo doce de História, através de um som folclórico. Conseguem misturar o folk e o metal de uma forma que só os eslavos conseguem. Podíamos dizer que esta banda é uma das razões pelas quais nos sentimos impelidos para outra época, quando o assunto é metal folclórico de Leste, bem como as restantes bandas desse espaço geográfico. Não deixa de ser delicioso o sabor destas sonoridades nos nossos ouvidos.  

Ao longo dos vinte e três minutos deste EP conseguimos ser projetados para um conto épico da Ucrânia, no qual conseguimos ter um sentido de nostalgia histórica, ou talvez mesmo um sentimento de pertença àquela região na altura. De salientar que um dos principais temas deste álbum, a música que dá nome ao mesmo, apresenta-se no final de forma a despedir-se de nós com um tom heróico. Outras faixas igualmente marcantes são por exemplo a segunda – “By Fire and Sword” – na qual os elementos conseguem cativar-nos quase para pegarmos em armas e entrarmos num campo de batalha, de forma a defendermos os nossos ideais.

Desde "The Wanderer", passando por “Shining Sun” – álbuns que marcam de forma positiva o histórico de Holy Blood - que esta banda nos quer mostrar que o metal de Leste está vivo e cheio de garra! Holy Blood são sem dúvida um tipo de sangue sagrado do metal. Esta peça de 23 minutos e meio talvez seja o prelúdio para mais uma prenda desta banda, à qual aguardamos com uma certa ansiedade.

Afinal, todos os heróis merecem glória.
Glory to the Heroes! 

Nota: 8/10

Review por Carolina Lisboa Pereira


Uma nova banda irá surgir no mundo do metal, conhecida por Exit Eden. A mesma irá fazer a sua estreia com um álbum e é composta apenas por mulheres, sendo elas Amanda Somerville, Clémentine Delauney, Marina La Torraca e ainda, Anna Brunner. 

O seu álbum Rhapsodies in Black será editado a 4 de Agosto pela editora Napalm Records.

Alinhamento de Rhapsodies in Black: 

01. Question Of Time
02. Unfaithful
03. Incomplete
04. Impossible
05. Frozen
06. Heaven
07. Firework
08. Skyfall
09. Total Eclipse
10. Paparazzi
11. Fade To Grey

Por: Sofia Sousa - 20, junho 17


A quinta edição do Mosher Fest teve lugar no passado sábado, 20 de Maio, no Cascata Club (Coimbra), com um cartaz que apresentou vários sub-géneros dentro do universo do metal.

A noite começou à hora marcada com a actuação dos Trepid Elucidation. Este jovem grupo lisboeta de tecnical death metal, lançou recentemente o seu álbum de estreia Upcoming Reality, pela Mosher Records. Ainda com a casa muito vazia, a banda entrou com o pé direito e mostrou o porquê de serem uma das maiores promessas do underground nacional. Na plateia, houve algum headbang - embora tímido -, despertado pelo poderio musical do quarteto. Um bom início de noite!

Com a casa já mais composta, os lisboetas Bleeding Display brindaram-nos com a sua sonoridade mais virada para o brutal death. Com Sérgio, o vocalista banhado em “sangue” e acompanhado do seu machado de estimação, a banda entrou a abrir e proporcionou os primeiros momentos de mosh da noite, tendo sido evidente uma maior adesão do público. Dedicaram, ainda, um medely de duas músicas de Kreator e Slayer ao organizador do evento e contaram com a participação especial de Marco Fresco (Tales For The Unspoken), que apareceu em palco ensaguentado a rigor, na música  Remains to be Seen.

Enérgicos como sempre, os  Grankapo – também de Lisboa - apresentaram o seu hardcore agressivo e in your face. Em completa sinergia com o público sedento de violência e emoção, não houve um único momento de pausa, de inicio ao fim do concerto. Muito mosh, crowdsurfing e stage diving, tudo isto incitado - e aceite, com máxima aprovação, pelo público - pelo vocalista do grupo. 

Nome de referência do heavy metal nacional, os Attick Demons depressa se fizeram sentir em casa, embora, segundo as palavras dos mesmos, um festival dedicado ao mosh não costume ser um palco habitual para o heavy género que praticam. Mas a receção que tiveram veio provar que há espaço para tudo. Um concerto com uma incrível presença em palco e muita dedicação por parte da banda, perante uma casa composta e interessada no que se estava a passar naquele palco. Houve ainda tempo para uma dedicatória especial do tema Thank You (da edição especial japonesa do álbum Let’s Raise Hell) ao público e à organização.

Donos de um thrash poderoso, os espanhóis Angelus Apatrida figuravam-se como a banda mais agurdada da noite, não tendo defraudado expectativas. Cerca de 90 minutos de riffs rápidos e a rasgar, que agitaram os ânimos e a vontade de mosh, ligeiramente adormecida pela actuação anterior. Com um setlist variado e a abranger a vasta discografia da banda, instalou-se uma autêntica batalha campal na plateia, do inicio ao fim da actuação, tal como manda a lei! O final perfeito para uma noite de boa música, muito convívio e animação. Em Novembro há mais!



Texto e fotografias por Rita Limede
Agradecimentos: Mosher


Os Moonspell estão de regresso aos originais! Cerca de dois anos depois de "Extinct", o seu último álbum, os Moonspell anunciaram agora que o seu novo trabalho, intitulado "1755" será lançado a 3 de Novembro deste ano, através da Napalm Records.

Ainda sem alinhamento disponível, o que podemos dizer sobre este é que será cantado em português e terá como tema principal o grande terramoto que assolou Lisboa em 1755, seguido de tsunami, que destruiu a grande parte da capital portuguesa e algumas zonas contíguas.

Na altura do lançamento, os Moonspell irão dar três concertos "especiais", dois no espaço "Lisboa ao Vivo" a 30 e 31 de Outubro e um no Porto, no Hard Club, a 1 de Novembro.

Por: Carlos Ribeiro - 20 Junho 17



Depois do anúncio de um novo álbum em sete anos e de um novo tema, a banda de Death Metal, Decrepit Birth, decidiu dar-nos uma segunda amostra deste novo trabalho. 

Esta nova música intitula-se "Hieroglyphic" e pode ser ouvida em cima.

O próximo álbum "Axis Mundi" sairá a 21 de Julho pela Agonia Records (na Europa e resto do mundo) e pela Nuclear Blast Records (na América do Norte).


Por: Paulo Vaz - 20 Junho 17


Hallatar, grupo finlandês composto por membros de Swallow The Sun, Amorphis e um antigo membro de HIM, lançou um vídeo para a faixa "Mirrors" que pode ser visto em cima. Esta faz parte do álbum de estreia da banda, "No Stars Upon The Bridge" que deverá sair este Outono, embora sem nenhuma data em concreto, pela editora Svart Records. O álbum, bem como a música "Mirrors", são baseados em poemas deixados pela falecida Aleah Starbridge, que era a companheira de Juha Raivio (Swallow The Sun), um dos mentores deste projecto.

Por: Rita Limede - 20 Junho 17


O norte-americano Rob Zombie vai começar a trabalhar no sucessor de "The Electric Warlock Acid Witch Satanic Orgy Celebration Dispenser", lançado em 2016, em Agosto deste ano.

Segundo declarações do próprio depois do seu concerto no Download Festival, "até final do ano vai ser só a música que vai importar", isto porque tem-se dividido numa outra vocação: a de director de filmes. "É acabar os espectáculos de Verão e entrar em estúdio", completou.

Por: Carlos Ribeiro - 20 Junho 17