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Mais focado na também sua banda “Down”, Keenan, vocalista e guitarrista, em conversa com o baterista Reed Mullin, percebeu que existiam “riffs” que, nem um, nem o outro haviam utilizado nas suas respetivas bandas. Posto isto, a banda de heavy metal terá disponível nostalgia para apresentar ao seu público, que só poderá estar satisfeito com este anúncio.

Por: Bruno Martins - 21 Dezembro 14


Adoraria dizer que este ressurgimento dos Sanctuary seria o substituto ideal para o vazio deixado pelos Nevermore agora que entraram em estado “unknown”, depois da crise que resultou na saída de dois dos seus principais integrantes. Mas infelizmente nada pode substituir a banda lendária de Seattle, nem mesmo a entidade que precedeu a formação da mesma.

Para quem não conhece os Sanctuary, estes tiveram o azar de surgir na altura errada, no pior dos sítios. Pelo menos para quem tem pretensões de granjear algum reconhecimento tocando uma mescla de power metal com thrash, estar no inicio dos anos 90 em plena capital do Grunge, é meio caminho para passar completamente despercebido, ainda que já tivessem dois discos interessantes em bagagem. Daí que Warrel Dane, Jim Sheppard e um tal roadie de nome Jeff Loomis, que se diz seria o futuro guitarrista dos Sanctuary, desmantelam a banda, e formam os Nevermore. E o resto é história.

Hoje em dia com os Nevermore a serem uma incógnita, Dane e Sheppard lá conseguem reunir (quase todo) o gang antigo, e pôr os Sanctuary de volta ao activo com este "The Year the Sun Died". Mas infelizmente trata-se de um disco que soa a Nevermore por todos os lados, mas sem o sal dos mesmos. Arrisco dizer que até mesmo "The Obsidian Conspiracy", mesmo sendo um disco que fica aquém do resto da discografia Nevermore, soa mais interessante que "The Year the Sun Died". Raios, até os discos a solo de Warrel Dane são mais apelativos.

Tudo muito bem tocadinho é verdade (afinal de contas há aqui talento que nunca mais acaba), um ou outro refrão engraçado ("Frozen", "Exitium"), e o vozeirão habitual de Warrel Dane, fora isso (que visto bem não é assim tão pouco) não há aqui muito por onde pegar. Mais parece que este ressurgimento foi um embuste criado por Dane e Sheppard para ver o que é que estes valem sem Loomis e Williams, sem com isso ameaçar o legado Nevermore. Se assim for não parece a melhor das atitudes, mesmo que o resultado ainda assim seja pouco mais que satisfatório.

Nota: 5.8/10

Review por António Salazar Antunes


O já lendário frontman Chris Cornell irá juntar-se ao concerto especial do grupo Mad Season, formado por Mike McCready, Duff McKagan com a orquestra sinfónica de Seattle para um concerto especial intitulado "Sonic Evolution", no dia 30 de Janeiro de 2015 no Seattle Benaroya Hall.

Por: João Braga - 20 Dezembro 14


Mas será que a Suécia é uma fonte inesgotável de boa música? O que raio se passa com a alimentação daquele país que a cada ano que passa, parece que ainda surgem mais prodígios? Ok, ok, talvez seja demasiado entusiasmo juvenil para aquilo que os Year Of The Goat apresentam com este seu terceiro EP, mas a verdade é que apenas pela apreciação da faixa título, este trabalho fica praticamente justificado. Com uma mescla entre o hard rock clássico da década de setenta com um certo espírito stoner e o épico/progressivo, estes dezasseis minutos passam num instante.

"Mystic Mountains" é uma daquelas coisas que merecem passar em repeat umas três vezes de seguida, que parece que são clássicos que estavam apenas a aguardar que fossem escritos enquanto "Non-Euclidean Calculus" é uma peça quase de ambient music, movido a sintetizadores vintage, que poderia estar na banda sonora de qualquer filme do início da década de oitenta do John Carpenter. Um tema estranho que mesmo assim, até consegue ser interessante e válido. Resumindo, este EP é uma óptima introdução para todos os que não os conhecem e que reforçam que dois anos de espera pelo segundo trabalho é demasiado tempo.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira



Há um encanto qualquer na música instrumental que é misterioso mas eficaz para aqueles que têm prazer em fechar os olhos e viajar em cima das ondas sonoras que vão recebendo. Os Broughton's Rules são aquilo que se convenciona chamar de super-grupo porque junta uma série de músicos de outras bandas onde se destacam os Don Caballero e Blunderbuss, e lançam este “Anechoic Horizon” uma espécie de mistura entre post-rock e stoner instrumental, sem falar de um certo psicadelismo muito próprio do final dos anos sessenta e de algo que até poderia figurar como banda sonora composta por Enio Morricone.

Classificá-los como apenas uma destas categorias seria extremamente redutor, mas na verdade nem todas elas juntas definem na perfeição o que se pode ouvir aqui, o que pode ser, desde já, um excelente indicativo para a sua qualidade. Tudo o que sai da norma (e que seja minimamente agradável de ouvir ou que pelo menos nos puxe para mais audições) deve ter interesse o suficiente para que seja apreciado. Com algumas músicas com uma longa duração, em especial o tema título, o álbum nunca cansa e tem bastante dinâmica, principalmente para quem for apreciador de bandas sonoras. Pegando na referida faixa-título, seria ideal para um momento de tensão, para a construção e acumular dessa tensão e depois o devido climax, para depois voltar novamente a acumular ainda mais tensão.

Apenas um pequeno exemplo de como este trabalho consegue captar a atenção, mesmo sendo instrumental. Como consegue falar com o ouvinte mesmo que não existam palavras nenhumas além daquelas que servem como designação para as diferentes faixas. Diferentes estados de espírito, diferentes cores, este é um trabalho que fugindo à fórmula típica do post-rock (que convenhamos, já enjoa hoje em dia) consegue agradar a todos os seus apreciadores, juntando melodia, o elemento épico, um certo factor atmosférico e mais coisas estranhas e aparente díspares mas que conjugadas, funcionam muito bem.

Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira


Banda thrash. Itália. Punishment 18 records. Para muita boa gente bastaria apenas isto para ficarem completamente elucidados daquilo que trata “Into The Slaughter”. Provavelmente não será a melhor forma de começar uma apreciação geral a um álbum, podendo despertar sem intenção o preconceito alheio, mas a verdade é que há aqui um padrão que os nosso leitores também já devem ter reparado. Felizmente que o padrão, até agora pelo menos (sempre céptico, sempre pessimista), é positivo.
Não é por esta estreia nos álbuns que a essa média é beliscada. Pelo contrário.

Com uma entrada fulgurante na figura de “Blood And Guts”, nem se colocam mais questões, nem se pensa na capa algo infantil que seria ideal para ilustrar a capa de um filme de anime ou de um livro de Manga ou até de um jogo de computador mas que nunca seria a escolha com cabeça, tronco e membros para uma capa de um álbum de thrash metal. Na verdade, não se pensa em muita coisa, apenas se tem reacções instintivas de mexer certas partes do corpo, sendo as mais proeminentes a cabeça e o pé – tudo consoante o sítio onde nos encontramos quando ouvimos o som. Esta é a condição do/a thrasher maníaco/a (não há exclusividade quanto ao género) que os Blindeath celembram.

Em caso de dúvida ouvir verdadeiras malhas como “Moshing Maniax” e “Welcome To Thrash Party”
que poderão parecer algo infantis e não trazer nada de novo, não se oferece oposição quanto a isso, mas a verdade é que resulta. Resulta em pleno. Transmite aquele feeling que os Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax já nos transmitiram em doses cavalares no passado e essa é a melhor forma de descrever este álbum, é um Big Four em um. Poderá não passar muito além do underground, mas para os verdadeiros (e nostálgicos) fãs do género, isso não importa, porque este é um lançamento que vai ser completamente ouvido até à exaustão, e depois disso, repetir o processo todo outra vez.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira



Já falámos aqui muitas vezes na quantidade de álbuns ao vivo que a Frontiers lança de bandas do passado. Ainda recentemente tivemos o exemplo dos Foreigner, de uma aposta ganha em relação a este tipo lançamento - que até foi atípico por não ter o suporte de imagem, como é o caso deste "Like It Is". Como é costume, não temos acesso ao dvd pelo que podemos apenas nos basear naquilo que ouvimos nos dois cds que compõe a parte áudio do lançamento. Para já, este álbum duplo ao vivo ganha logo motivo de interesse por ser o primeiro com o novo vocalista Jon Davison, que se estreou também na banda no último álbum de originais, "Heaven & Earth" lançado ainda este ano.

Não é no último álbum que a actuação se baseia e sim na representação quase na integra de dois dos seus álbuns clássicos. No primeiro cd temos uma representação irreprensível de "Going For One", lançado originalmente em 1977 enquanto no segundo cd, temos o seu terceiro álbum, "The Yes Album", tocado na integra. Agora isto deixa duas questões no ar, duas hipóteses, antagónicas. A primeira é que todos os fãs, os verdadeiros fãs não vão deixar passar este lançamento - independentemente se o dvd é bom ou mau. A segunda é... será que haveria um grande interesse em fazer isto a não ser, em pegar algo que já está feito, fazê-lo outra vez (de forma irreprensível e fiel, mais uma vez digo) sem apresentar mais nada? Ao menos alguns dos temas do último álbum, algo que pudesse completar e aumentar o interesse que este álbum ao vivo poderia ter.

Voltando a referir o que já foi dito, um fã dos Yes que se preze, nem vai pensar duas vezes antes de ter a oportunidade de ter esta rendição moderna fiel ao clássico, e segundo o novo teclista (novo na banda, embora já tenha lá estado por outras duas ocasiões e tenha andado quase uma vida inteira pelos Asia, onde também esteve Steve Howe) Geoff Downes, estes são dois conjuntos de músicas que os fãs da banda há muito tempo que querem ouvir por completo. Por muito discutível que esta afirmação seja, há aqui aquela qualidade típica Yes  que é difícil de resistir (ainda para mais com a voz de Jon Davison ser praticamente idêntica à de Jon Anderson), portanto, será uma luta interior para decidir se este trabalho merece o investimento ou não, mas independentemente disso, sabe a pouco.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira



O nome da banda remete para um death/doom, enquanto o nome do álbum poderia indicar que se trata de metal progressivo ou até black metal cósmico. Se por outro lado pegarmos na capa, aí já teríamos algo na onda do heavy/power metal tradicional. Na verdade, e como “N.I.F. (New Interstellar Force)” deixa bem claro, o que temos aqui é thrash metal empolgado e energético, com um certo sabor nostálgico, tal como Kreator do final da década de oitenta, tendo o equilíbrio necessário entre a técnica, velocidade e groove, colocando por cima uma temática de ficção cientifica.

Malhões como “Hyperspace”, “A Sea Of Stars” e o tema título são garantias da qualidade que se encontra aqui, mesmo numa altura em que o thrash é cada vez mais banalizado por constantes propostas, sendo que muitas delas não chegam sequer a ser medianas. A inclusão de alguma melodia, também é um dos pontos fortes a reter, obtendo um resultado final que chama muito pela nostalgia de tempos idos, mas aqui nota-se claramente que esta é a verdadeira paixão da banda e não uma forma de seguir uma moda que acabará mais cedo ou mais tarde – o que revelaria alguma pouco inteligência já que fazer thrash metal tendo em vista o sucesso, não será a táctica mais eficaz para ficar obscenamente rico.

Tudo soa a genuíno e tudo resulta na perfeição, fazendo com que este terceiro álbum (sempre o tal) seja a confirmação de que os italianos Ancient Dome (o que raio andam a pôr na massa lá para os lados de Itália, que a malta anda toda a dar-lhe no thrash?) são realmente uma banda, ou mais que isso, uma força a ter em conta no que ao thrash metal diz respeito. Maturidade, inteligência aliados a bons riffs e solos e um álbum que soa a clássico do início ao fim e a sensação que fica é que será assim sempre que o ouvirmos.


Nota: 8.5/10


Review por Fernando Ferreira



Mais uma nova banda de thrash metal. Nos tempos de hoje, elas surgem como cogumelos. O problema com os cogumelos é que por vezes alguns são venenosos. Os Mindwars são um power-trio que se divide entre Itália e os Estados Unidos e o facto de ser a sua estreia, poderá colocar-nos em dúvida sobre aquilo que vamos encontrar. Por outro lado, também é uma aposta da Punishment 18 Records, o que costuma ser um selo de qualidade. A introdução totalmente desnecessária, na forma de “Upside Down”, pode deixar em dúvida sobre aquilo que vamos ouvir, já que remete mais para um cenário de hard rock progressivo aborrecido do que propriamente thrash metal, mas com “Death Comes Twice”, as coisas começam logo a melhorar.

Com uma abordagem inesperada ao género, a banda consegue injectar tanto classe como tecnicismo, não se podendo dizer que se inspira em qualquer das grandes vertentes do thrash metal, seja o norte-americano, ou o alemão. Na verdade, o tal cheirinho a progressivo da intro é algo que se pode dizer como característico, já que ao longo do álbum há algo nas suas estruturas e nos arranjos que remete para esses lados, conservando, todavia a energia e irreverência que se espera num álbum thrash. Com malhas como “Final Battle” e “Chaos”, sem esquecer a fantástica “Chaos” e a compassada e intensa “Lost”, são garantidas algumas rodagens para este trabalho, que apesar de ser uma estreia modesta, lança boas perspectivas para o futuro.

A diversidade do seu material e a maturidade dos temas que abordam, fazem prever que este seja um trabalho embrionário para algo bem superior. Só existe um ponto em que se calhar a banda precisava de um boost: nos leads e solos. Apesar de terem qualidade, não são suficientemente demolidores, e convenhamos, os leads e solos são um dos principais pontos de interesse do thrash metal, sem esquecer o riff, claro. Assim sendo, “The Enemy Within” é um álbum que mais do que ser bom, é uma boa indicação para a possibilidade dos Mindwars se tornarem um dos grandes nomes do estilo.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira


O postal de Natal enviado este ano pelos Iron Maiden aos membros do clube de fãs da banda, deixou muitos eufóricos, tudo porque o postal apresenta uma imagem com Eddie, mascote oficial da banda, onde também se pode ver uma tabuleta que diz "UROTON 51", levando os fãs a querer que se trata de um indício de que os britânicos estão a planear um regresso aos discos. Alguns fãs interpretaram a mensagem "UROTON 51" como "On Tour 15", ou seja, novo álbum e respectiva digressão no próximo ano. A ver vamos!

Por: Bruno Porta Nova - 19 Dezembro 14


Depois de um interregno de três anos, os californianos Atreyu revelaram recentemente que se sentem preparados para gravar um novo álbum, mas que, ao mesmo tempo, não se querem sentir forçados a fazê-lo.

O baterista e vocalista Brandon Saller diz que os Atreyu têm abordado o estúdio de forma criteriosa e fala da situação actual da banda:

"Acho que é muito diferente voltar à mentalidade desta banda em particular. A vida de todos mudou drasticamente para melhor ao longo dos últimos quatro anos.

"Voltar à condição de estar nos Atreyu, algo que fez parte da nossa vida durante 12 ou 13 anos, é muito desafiante. Nós temos apenas de ter a certeza que cada passo que damos ao regressarmos à banda, é dado com calma, baseando todas as decisões no facto de ser o mais acertado, em vez de estarmos a forçá-lo.

"A nova música com que temos andado a brincar, é assumidamente abrasiva - não tem nada que ver com as rádios, não tem nada que ver com a pop.

"Estamos a tentar voltar a onde estávamos, quando fundámos a banda. Tudo o que queríamos fazer era destruir um espaço com capacidade para 300 pessoas. Queremos apenas voltar ao rápido e pesado."

Por: Bruno Porta Nova - 19 Dezembro 14


Numa noite dedicada ao punk, com os Ratos de Porão como cabeça de cartaz, foi grande a afluência de fãs que não quiseram perder a única data da banda paulista em Portugal. Num recinto que se encheu a conta-gotas, o final acabou por ser apoteótico num misto de boas memórias e grandes emoções. Para isso, contaram muito as bandas antecedentes, nomeadamente os Sarna, Nightshift, Trinta & Um e Simbiose, que ajudaram a erupcionar o apertado espaço da República da Música.

O evento musical começou por volta das 20 horas com os leirienses Sarna. A banda está de regresso aos palcos, depois de um interregno de 13 anos, e com ela o seu punk ou "trashcore" - termo inventado pela própria banda que caracteriza a sua sonoridade. Os Sarna entraram fortes com a malha "Amigos Verdadeiros", o que fez despertar a curiosidade dos poucos que transitavam pela sala. Seguiu-se o conhecido tema "Corja", dedicado aos governantes portugueses, que faz parte do demo CD lançado em 1998, intitulado "The Terror Of Trashcore". Entretanto, o vocalista Rogério Sabino aproveitou para puxar pelo público que respondeu de  imediato ao som de uma estreia, "O Futuro Que Desejas", malha que arrancou os primeiros moshpits. De volta aos clássicos, a banda tocou "Solidão", 3º tema do demo cd "The Terror Of Trashcore", e, como homenagem aos Ratos de Porão, uma das grandes influências dos Sarna, o tema "Morrer". Com o tempo limitado, a banda acabou a sua actuação com uma malha nova, intitulada "Solta A Raiva Que Há Em Ti". Embora tenham tocado pouco tempo, aproximadamente 20 minutos, os Sarna provaram com o seu desempenho que estão vivos e recomendam-se, e após um longa pausa, é bom tê-los de volta.


Pouco tempo depois, tivemos os lisboetas Nightshift que nos trouxeram uma sonoridade a fazer lembrar os primórdios do heavy metal, mas também com algum punk e rock à mistura. Neste momento, a banda está em fase de promoção do seu álbum de estreia lançado em Agosto, intitulado "Winter Within", justamente o nome da malha com que a banda abriu a sua actuação. Pelo menos, tentou.  O início foi de certa forma atribulado, já que uma das cordas da guitarra de Gustavo Morgado partiu-se, o que levou a uma breve interrupção. Corda reposta, os Nightshift voltaram ao ataque! Depois de "Winter Within", seguiu-se "Burning Metal" que fez o público finalmente mexer-se e até entoar o seu refrão. Até final, escutaram-se mais algumas malhas poderosas, entre elas, "Hunter´s Moon" e "First Dawn". Como não havia tempo para mais, a banda finalizou o concerto com o primeiro tema do seu disco, ou seja, "The Walk", arrancando fortes aplausos numa casa já mais composta. Apesar do início em falso, a banda tomou as rédeas daquilo que acabou por ser uma boa actuação, e revelaram-se uma boa surpresa.


Numa noite dedicada ao punk, não podiam faltar os Trinta & Um, dignos representantes do género em Portugal. Quando já passavam alguns minutos das 21 horas, a banda de Linda-a-Velha começou a destilar, através de um intro, o seu hardcore, para dar entrada, como já é habitual, ao seu vocalista Zé Goblin. Seguiu-se o tema "Ameaça Fantasma" que pôs o público ao rubro, em parte composto pela crew de Linda-a-Velha. Entre "Viver No Subúrbio" e "Não Há Regresso", Zé Goblin fez questão de agradecer ao Jonhie - vocalista dos Simbiose e uns dos membros da organização - pelo convite, para depois dedicar duas malhas aos políticos e ao Emanuel da Agência Hell Xis, respectivamente "Advogado Do Diabo" e "Merda De Polícia", havendo ainda tempo para um mergulho seu no mar de gente que vibrava com a sonoridade agressiva da banda. Seguiram-se mais três temas, nomeadamente "Devo Ódio ao Mundo", "Porque Eu Acredito", e "Sintra", esta com especial participação do público que substituiu a gaita de foles, entoando com afinco  esse trecho da música. Como já é da praxe, a banda não podia deixar de tocar o tema "L.V.H.C.", que prontamente dedicou à sua terra, mas também ao malogrado João Ribas. Para terminar, os Trinta & Um presentearam uma casa já cheia com "Será Assim Até Ao Fim", o último tema do seu primeiro disco, intitulado "O Cavalo Mata!". Com uma actuação bastante sólida, os Trinta & Um confirmaram mais uma vez que são uma forte presença no panorama musical, ou seja, a animação é sempre garantida. Além disso, a sua solidez deixa antever um próximo álbum, a ser lançado no Verão, que certamente superará as expectativas dos fãs da banda.

Antes dos Ratos de Porão, tivemos ainda os Simbiose e a brutalidade do seu crust! A banda mítica de Lisboa iniciou a sua actuação às 22 horas em ponto e não olhou a meios para destruir a sala com a sua sonoridade agressiva. Jonhie, vocalista da banda, convidou as pessoas para se chegarem à frente e participarem na festa ao som de "Reage À Tua Frustração", tema do último trabalho da banda, "Economical Terrorism". Em noite de dedicatórias e agradecimentos, Jonhie também não pôde deixar de agradecer às bandas e à organização da República da Música. De seguida, a banda tocou "Believe", também do último disco, e dedicou "Information Overload" aos Ratos de Porão, antes de criticar os políticos com "Fake Dimension". Agora, os stagedives sucediam-se à velocidade da luz e a banda massacrava com "Terrorismo de Estado". A meio da actuação, a banda brindou os presentes com duas malhas novas, nomeadamente "Intolerância Colectiva" e "Será Que Há Morte Depois Da Vida", esta dedicada a João Ribas. Até final, a banda tocou "I Deny" do álbum "Fake Dimension" de 2009, e "Parados Humilhados Calados" do último álbum, como também malhas antigas, proporcionando o aquecimento ideal para a banda seguinte. Posto isto, os Simbiose acabaram por realizar uma excelente actuação, e são, sem dúvida, uma das melhores bandas em Portugal a combinar os elementos crust, metal e punk.

De regresso a Portugal para um único concerto, os Ratos de Porão tinham como objectivo um concerto único. E sabem que mais? Objectivo cumprido! Já passavam das 23 horas, quando o público impaciente começou a chamar pela banda, ao qual respondeu após alguns minutos. A banda entrou a rasgar com "Conflito Violento", primeiro tema do último disco lançado este ano, "Século Sinistro", e, com isso, instalou-se o caos. Enquanto o público recuperava o fôlego, já a banda tocava os primeiros acordes da "Crucificados Pelo Sistema", não dando tréguas ao turbilhão de pessoas que se agitava em frente do palco e que entoava o refrão deste tema tão conhecido. Ao longo de toda a actuação, João Gordo mostrou-se sempre muito comunicativo, e chegou a falar, entre outros assuntos, sobre a primeira vinda dos brasileiros a Portugal, que recordou ter sido no longínquo ano de 1991. "Anarkophobia" e "Vida Animal", que acabou num coro, foram os temas seguintes, para depois se falar no futebol e nos milhões com uma malha mais recente, intitulada "Grande Bosta". A banda não parava e o público também não, num misto de suor, punk e boas memórias. Houve ainda tempo para João Gordo desejar a todos um Feliz "Natale", antes do público voltar à euforia com os clássicos "Beber Até Morrer" e "Aids, Pop, Repressão". Depois de uma hora e pouco de actuação, os brasileiros fizeram uma breve pausa, mas voltaram em força com a cover dos Aqui d'el-Rock, "Eu não sei", e mais um clássico, desta feita o tema "Sofrer" do álbum "Anarkophobia" de 1990. A banda terminou o seu desempenho por volta das 00:30, debaixo de uma grande ovação, com sentido de missão cumprida. A sua veterania e a sua presença em palco deram mais uma vez cartas, o que deu  origem a, provavelmente, um dos melhores concertos do ano. Os Ratos de Porão são sem dúvida um exemplo a seguir no que toca à dedicação e é sempre um prazer assistir a um concerto da banda, pois tal como diz João Gordo: "Ratos de Porão em Portugal é fixe!".







Texto por Bruno Porta Nova
Fotografia por Tiago Barbas
Agradecimentos: Anti Corpos



"The Human Contradiction" é um disco enganador. Leva-nos a pensar que é algo que realmente não é, mostrando a maior das contradições, um álbum de pop metal que de simplista não tem nada. Quando o ouvimos pelas primeiras vezes é difícil não mostrar o mínimo de descontentamento. Os Delain, uma das mais interessantes bandas de Female Fronted metal, saírem-se por exemplo com um refrão tão azeiteiro como o de "Starlight", ou um outro a fazer lembrar o pior do gótico dos anos 80 em "My Masquerade", a juntar a temas que parecem não ir a lado nenhum como "Lullaby", assente na repetição da mesma melodia over and over. Enfim algo parece estar errado. Quer dizer, a banda sempre teve uma forte tendência pop é verdade, mas sempre o fez com algum bom gosto e seriedade. No entanto há outros temas que se destacam desde logo pela positiva, a começar logo pelo riffalhão de "Your Body is a Battleground", que aliado às partes sinfónicas e à soberba produção do disco, fazem deste tema um opus de intensidade que pede para ser ouvido o mais alto possível. Ou então "Sing For Me", candidato a melhor musica do colectivo, uma sincera mas taciturna reflexão de vida de Charlotte Wessels, também assente numa forte base sinfónica, e abrilhantada pela voz de Marco Hietala (já um clássico de colaborações com Delain).

E pegando nesses dois exemplos temos o necessário para finalmente “entrar” no disco, e perceber muita coisa que passa despercebida às primeiras escutas. Desde logo a personalidade Charlotte Wessels, a vocalista, que mostra ter bem mais do que um palminho de cara. Não é uma vocalista tecnicamente perfeita é verdade, mas tomara muitas cantoras líricas treinadas desde género, conseguirem dar um terço da profundidade e emoção que ela dá às composições. O anterior mencionado "Lullaby" é o exemplo perfeito de que mesmo com maus ovos se pode fazer uma boa omeleta. E quando finalmente tomamos consciência das fantásticas linhas vocais que antecedem e procedem o tal refrão de "My Masquerade", até este começa a soar estranhamente agradável. Liricamente vai desde o mordaz, atirando-se impiedosamente contra às indústrias farmacêuticas e da moda, até a motivos mais introspectivos, neste ultimo caso sempre de uma forma subtil, quase abstracta, sem cair em lamechices ridículas. Mas conforme se ouve cada vez mais o disco na ânsia de linhas vocais, descobre-se que este é mais do que apenas o contributo da singela vocalista. E de repente "Army of Dolls", "Tell Me Mechanist" ou "Tragedy of the Commons" afiguram-se como do melhor que os Delain já escreveram, cheios de pequenos detalhes e pormenores que quando apreendidos, permitem finalmente perceber a beleza da escrita de Delain. Temas curtos e dinâmicos, mas onde muito acontece.

Só isso explica que mesmo após 8 meses e muitas audições, o material aqui contido continue fresco, como se acabado de ouvir pela primeira vez. E pasme-se, no final até em "Starlight" se consegue encontrar motivos de interesse, como uma linha etérea de sintetizador antecedida de uma guitarrada bem potente. E no fundo é isto, um disco breve (pouco mais que 40 minutos), mas bem incisivo e marcante. Um verdadeiro trabalho de banda, em que contraditoriamente, um dos membros se destaca. Se será o melhor disco de Delain, essa será outra discussão, pelo menos o mais interessante e intrigante é de certeza.  

Nota: 8.9/10

Review por António Salazar Antunes


Uma das últimas festas de 2014, ainda celebrando o espírito o natalício, será a "Infected X-Mas Fest", que se irá realizar no Popular Alvalade, em Lisboa. O evento, criado pela Infected Records DIY, pretende "oferecer um pequeno showcase de cada uma das bandas" da família da Infected Records.

Cada uma das bandas irá mostrar, em cerca de 20 minutos, o seu trabalho aos espectadores. As bandas presentes são as seguintes:

- Jackie D;
- Artigo 21;
- Groove Mood;
- Flaming Joseph;
- Daisy;
- Roadside;
- Rebels In Packages;
- Selfish.

A organização tem ainda "como grande objectivo, a confraternização e o convívio". "Apareçam, vamos beber um copo juntos e ganhar ânimo para o novo ano que ai vem, partilhar ideias, ouvir boa música e passar o «Natal em Família»", acrescentam. 

Esta festa de Natal irá decorrer entre as 16h e as 20h do dia 28 de Dezembro. A entrada custa três euros.

Por: Carlos Ribeiro - 19 Dezembro 14


A banda de black metal sueca lançou recentemente um novo single intitulado "Nail them to the cross", cujo vídeo pode ser visualizado abaixo.

Este single será lançado oficialmente no início de 2015 numa edição limitada que incluirá também uma música nova extra. “Nail them to the cross” foi gravada nos Dugout Studios em Uppsala, na Suécia, e masterizada por Daniel Bergstrand, enquanto o vídeo foi realizado por Owe Lingvall.

Os Dark Funeral anunciam assim também o seu novo baixista Natt e o vocalista Heljarmadr, que vem substituir oficialmente Nachtgarm após este ter deixado a banda em finais de 2012.




Por: Mariana Crespo – 18 Dezembro 14


O grupo russo de rock psicadélico, The Grand Astoria, regressa a Portugal no próximo ano. A banda tem uma data marcada, dia 25 de Abril, para mais um grande concerto, na Direito de Resposta - Associação Cultural, na Figueira da Foz. Mais informações acerca do concerto deverão ser reveladas em breve.

Por: Rita Limede - 19 Dezembro 14


Numa altura em que encontrar algo de realmente único na música em geral parece ser uma tarefa algo hercúlea, não será de estranhar que quando nos deparamos com um digno exemplo que quebre os cânones daquilo que estamos habituados, possamos extrapolar um pouco em demasia a sua qualidade intrínseca. No fundo é o que acontece com Ótta, o quinto registo dos islandeses Solstafir.

Ótta, sendo único na sua génese, não se pode dizer que seja totalmente inesperado, tendo em conta aquilo que é a carreira dos Solstafir. Alias bem se pode dizer que este será o pináculo dessa mesma carreira, como se tudo o que banda tivesse vindo a fazer até então tivesse como propósito a edição deste disco.  Pondo as coisas em termos simples, e apenas como ponto de partida, encarem Ótta como uma versão musculada de Sigur Ros. Ou seja, imaginem aquelas magnânimas viagens etéreas musicais, mas ao invés de assentes apenas na delicadeza da banda alternativa, um misto entre essa mesma brandura com alguns resquícios do metal que caracterizou Köld. Resquícios sim, porque um dos preços a pagar pelos Solstafir para conseguirem este opus, foi o de terem abandonado praticamente os sons extremos. E de certa forma nem sequer fazem muita falta, afinal de contas não é que a distorção ou as vozes ríspidas estejam completamente ausentes, apenas usadas com mais moderação.

Inspirados num conceito algo abstracto sobre um sistema antigo islandês de medição de tempo, Ótta é cantado totalmente na língua nativa do colectivo. Algo que mais do que uma desvantagem, acaba por funcionar antes como um incentivo ao ouvinte criar os seus próprios cenários mentais, isto porque a musica aqui contida a isso propicia. Este é um daqueles discos que funciona como um todo, e se é verdade que até se pode isolar um ou outro tema como destaque (Lagnaetti e Dagmal vêm logo à cabeça), é inegável que estes funcionam melhor quando ouvidos na sequencia original do álbum. No fundo o melhor é encarar Ótta como uma banda sonora abstracta, pegar nessa informação e molda-la à vossa vontade adoptando como cenário as belas, mas gélidas selvagens paisagens islandesas. E claro, não ousem desistir de tentar entender este disco à primeira, e muito menos faze-lo sem estarem totalmente focados na audição do mesmo, caso contrário é meio caminho para vos passar ao lado.´

Praticamente irreproduzível, este é uma daquelas géneses prefeitas entre sentimento, origens e uma capacidade inata para fazer boas melodias. Um dos discos do ano.

Nota: 9.5/10

Review por António Salazar Antunes


Atualmente em tour pelos Estados Unidos, os finlandeses HIM irão entrar em estúdio pouco depois do término dos concertos para preparar o sucessor de "Tears On Tape", lançado em 2013. Não são ainda conhecidas mais informações sobre o novo álbum, mas prevê-se que o lançamento aconteça já no próximo ano.

Por: Bruno Correia - 18 Dezembro 14


Quem vir o título e for mais distraído, poderá pensar que se trata de uma reedição ou regravação de álbum lançado trinta anos atrás e que por motivos desse aniversário, vem de novo à superfície. Não é bem isso mas é quase. Não é "Raise Your Fist" que faz trinta anos (até porque se trata do último álbum de originais da cantora, lançado em 2012) mas sim a Doro enquanto artista que completa essa impressionante marca. Como tal decidiu-se reeditar o último álbum tendo como bónus, um segundo CD, um colecções de versões e temas raros - que mais tarde foi lançado em separado com o título de "Powerful Passionate Favorites".

É sobre esse segundo CD que nos vamos debruçar, onde se incluem das músicas preferidas pela cantora alemã, que acabam por ser o grande ponto de interesse. A começar temos duas versões diferentes do álbum original onde se incluem a remistura por Jacob Hansen da "It Still Hurts", que não aparenta ser muito diferente da original, tendo como principal atractivo o dueto com o Lemmy (uma música um pouco estranha para o Lemmy aparecer e que não resulta exactamente... bem) e uma versão em francês para o tema título, aqui chamada "'Léve Ton Poing Vers Le Ciel". Depois quando as coisas ficam realmente interessantes é com a versão de Led Zeppelin, "Babe I'm Gonna Leave You", que é uma música onde a sua voz rouca e sexy acenta na perfeição.

Depois seguem-se "Nutbush City Limits" (da Tina Turner, a passear entre o dispensável e o interessante), "Only You" (dos Kiss, um pouco desinteressante), "Egypt (The Chains Are On" (excelente, mas já disponível há bastante tempo) e "Nothing Else Matters" (obviamente dos Metallica, que até resulta bem não estivessemos todos fartos da música). As duas últimas músicas são novas, a primeira, "Warfare" é hard'n'heavy puro, que só peca por ter uma bateria que tem uma tarola com um som estupidamente gigante e que não ajuda em nada. A segunda, "NYC Blues" é uma demo de uma música nova, com uma base de sintetizadores manhosos, com bateria electrónica horrível, cuja única coisa boa é mesmo a própria voz de Doro.

Para quem não tem o álbum, é uma edição que até vale a pena adquirir com este bónus, embora adquirir separadamente, com o tal título "Powerful Passionate Favorites" não seja muito recomendado. No entanto, quem já tiver o álbum, não vale a pena adquiri-lo apenas pelo segundo Cd.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira


Já vimos este filme antes. Banda lendária (mais que não seja por ter vendido muitos discos na década de setenta/oitenta) de AOR ou hard rock que se transformou em rock/pop lança um álbum ao vivo sob o selo da Frontiers com os seus maiores êxitos. Apesar da forma irónica como esta frase é proferida, não quer dizer que seja propriamente uma coisa má. Algumas vezes, é certo, vai se repescar coisas que deveriam ter ficado enterradas décadas atrás, mas outras valem a penas ser relembradas e a Frontiers acaba por fazer algum serviço público, não permitindo ou assegurando-se que as mesmas continuem vivas e sejam conhecidas por novas gerações, além de apelar, obviamente, à nostalgia dos mais velhos. A questão que interessa saber é... a que grupo pertence este "The Best Of 4 And More" dos Foreigner?

Os Foreigner ficaram eternamente conhecidos pelo mega êxito "I Want To Know What Love Is" (que, claro, não podia faltar aqui) mas para muito dos seus primeiros fãs, essa música é uma abominação, bastante açucarada em relação aos seus primeiros tempos. Para esses, ficarão agradavelmente surpreendidos com a inclusão de clássicos como "Feel Like The First Time", "Cold As Ice" (ambos do primeiro álbum auto-intitulado de 77) e "Hot Blooded" (do segundo, "Double Vision"), mas como o próprio indica, o que se tem aqui são os melhores temas do seu quarto álbum, intitulado precisamente... "4" (e a capa até é uma variação da capa original do álbum), onde se incluem "Night Life", "Jukebox Hero" (numa versão para lá de gigantesca), a inevitável "Urgent" (também em versão longa, com grandes solos de saxofone),"Waiting For A Girl Like You", "Break It Up", "Woman In Black" e "Girl On The Moon".

O trabalho em questão foi o álbum da editora Atlantic que mais tempo teve no lugar cimeiro do top da Billboard e que vendeu mais de nove milhões em todo mundo, o que de certa forma legitima esta decisão - num tempo em que qualquer banda regrava álbuns e fazem tours a tocar álbuns na íntegra seja porque motivos forem, porque raio estes senhores que até venderam uns milhõezitos de discos não poderiam gravar e lançar um espectáculo como estes? Seja como for, apenas pelas versões longas e pelos clássicos aqui contidos, este é um trabalho que merece que seja ouvido. Louvada seja a Frontiers pelo serviço público - se não forem aqueles que têm paixão pelas coisas a lutarem pela sua divulgação e preservação, quem mais é que o poderá fazer?


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira



Os zombies (ainda) estão na ordem do dia, um fenómeno da cultura moderna que sempre teve alguma expressividade no universo sangrento das bandas goregrind. No caso dos italianos Warmblood, é o principal tema desde a sua estreia em 2008. “God Of Zombies” é o terceiro trabalho e é aquele mostra uma banda madura de death metal viciante, capaz de passar por todas as armadilhas que o tema pode lançar – mais que não seja por fazer aquilo que já foi feito repetidas vezes no passado mais ou menos longínquo. A forma como o fazem é admiravelmente simples.

Death metal old school, sem, no entanto, cheirar a ranço, com bons riffs e, a parte mesmo boa, bons solos. A banda é um power trio forçado (depois do abandono do baixista, optaram não o substituir por outro, mesmo que o instrumento seja bem audível neste trabalho) e bate naquela tecla que sabe tão bem ouvir que é a da simplicidade e eficiência. Não se confunda simplicidade por composições básicos. Aqui a simplicidade vai para a forma como as músicas fluem. Apesar do elemento técnico estar presente, aquilo que está em primeiro lugar é cada faixa como canção e não como veículo para demonstrar as capacidades técnicas. Como resultado temos
nove temas que qualquer fã de death metal gostará, mas que ainda os thrashers não conseguirão resistir.

Peguemos no tema título, cujo início (os primeiros dois minutos) são de um vício metaleiro impossível de resistir. Mesmo quando depois dos guturais entrarem em acção, esse vício continua, com riffs a thrashar e harmonias que se colam logo ao cérebro. Para quem possa ter preconceitos contra o tema zombies na música, por aquilo que representou em propostas passadas, aqui pode ficar descansado. Na verdade, poderia até ser um álbum sobre churrascos e sardinhadas ou receitas vegetarianas. A soar assim, é bom em todo o lado. Excelente surpresa.


Nota: 8.4/10

Review por Fernando Ferreira


Onze é o total de datas desta Rampage Fest, tour encabeçada pelos nacionais R.A.M.P. Apesar de ter sido uma noite fria a meio da semana, houve ainda algum pessoal de Coimbra a atender à chamada dos RAMP e juntou-se no Salão Brazil para uma grande noite de concertos e camaradagem.

Debunker abriram a noite, tendo sido uma das bandas especialmente convidadas para esta data em Coimbra. Este grupo com a sua sonoridade mais heavy metal tocaram para uma sala fria e quase vazia, no entanto isso não os desmoralizou. O vocalista demonstrou uma grande energia e presença em palco do inicio ao fim, tendo sido capaz de fazer a festa sozinho. Musicalmente são um grupo com potencial, porém necessitam de mais oportunidades como esta. 

Os Blame Zeus foram a banda que se seguiu. Com um som relativamente mais calmo, e uma bela voz feminina, infelizmente não foram muito bem conseguidos em cativar o público. A presença em palco da banda poderia ser mais forte, sendo que também eles tocaram para uma sala muito pouco composta. Os Blame Zeus possuem um som interessante, banda a acompanhar certamente.

Os Equaleft foram o outro grupo especialmente convidado para esta data, tendo sido a grande surpresa da noite. Apesar de desfalcados - um dos guitarristas não pode marcar presença no concerto - a performance destes foi irrepreensível. Estes foram também responsaveis pelos primeiros movimentos na plateia, que até então esteve muito parada e relativamente apática. Foi a estreia da banda portuense em Coimbra, que lançou recentemente um álbum, “Adapt and Survive”, e demonstrou aquilo que de melhor se faz no metal nacional. Foi um excelente espectáculo, que pecou por ter sido demasiado curto, e soube a muito pouco.

Skinning veio a seguir. Apesar da indubitavel qualidade e brutalidade da sua sonoridade, estes falharam em cativar os presentes. O grupo veio apresentar o seu álbum de estreia, “Cerebral Mutilation”, tendo sido uma bujarda de brutalidade ao vivo, tal como o Death Metal deve ser, mas infelizmente, o público não correspondeu como seria esperado, talvez por isso, pareceram um tanto "desenquadrados" relativamente às outras bandas. 

O momento mais aguardado da noite chegou aquando da subida ao palco de RAMP. Estes veteranos do metal nacional regressaram a Coimbra para uma grande descarga de energia, e uma setlist repleta de clássicos. Foram quase duas horas de pura intensidade, com muito movimento no público. A banda por sua vez, cumpriu as altas expectativas da noite e foi incansável do inicio até ao fim. Resta acrescentar que a animação entre concertos ficou a cargo do DJ DemonCrow, uma figura sempre presente nas noites de metal em Coimbra. Que venham mais noites assim!



Texto por Rita Limede
Fotografias por Filipe Gomes
Agradecimentos: Organização


O primeiro capítulo do Mosher Fest teve lugar no passado dia 6 de Dezembro em Coimbra no States Club.  Foi um festival diferente, que primou não só musicalmente, mas também pela originalidade e conceito. A mosher começou há cerca de um ano como marca de roupa, e atingiu um enorme sucesso, e a realização deste primeiro capítulo de um festival, foi o culminar desse trabalho e espelho de sucesso dessa mesma marca.

O inicio das hostilidades no Mosher Fest ficou a cargo dos Analepsy, naquela que foi a estreia do grupo em Coimbra. Ainda perante uma casa meio vazia e ânimos mornos, a banda subiu ao palco para mostrar que a fama que tem tido nos últimos meses não é uma mera coincidência. Um pequeno problema técnico com uma das guitarras atrasou um pouco o espectáculo logo na primeira música, mas com o problema resolvido a banda partiu para uma boa prestação. Devido ao seu estilo musical ser um pouco mais extremo, pareceram um pouco desenquadrados no cartaz, mas foram bem recebidos e mostraram que continuam a evoluir bastante, desde os primeiros concertos de há apenas uns meses.

Em seguida foi a vez dos Primal Attack subirem ao palco. Já com uma casa quase cheia, a banda entrou em palco pronta para dar o seu melhor. Demonstraram uma grande presença em palco, o que provocou o público, que inicialmente se demonstrou um pouco mais calmo, mas depois foi aquecendo, culminando num estado de festa com muito movimento e mosh pelo meio. Destaque para a música “Despise You All”, que contou mais uma vez, com a participação do vocalista de Switchtense. 

Os WAKO aproveitaram o excelente ambiente que se estava a viver. Houve do início ao fim muita movimentação do público, stage diving, crowd surfing e muito mosh, que tornaram o espaço à frente do palco numa autêntica batalha campal. Quanto à prestação da banda, as expectativas não saíram defraudadas com certeza.

Por fim, o momento mais esperado da noite, o regresso de Switchtense a Coimbra. Com os ânimos já em altas, o concerto de Switchtense foi a cereja no topo do bolo. Tal como em todas as outras visitas do grupo à cidade de Coimbra, o caos foi a palavra da ordem. Foi uma hora de pura destruição, na qual tanto a banda como o público deram o tudo por tudo. Foi o final perfeito para uma grande noite de concertos. Foi um excelente capitulo inicial do Mosher Fest, que venham muitos mais. São noites como estas repletas de boa música, casa cheia  e um bom espírito de amizade, que mostram que o underground em Portugal está vivo e de boa saúde. Arrisco-me até a dizer que foi uma autêntica chapada de luva branca a todos os críticos de sofá e das redes sociais que só sabem desfazer sem argumentos, tudo aquilo que se faz de melhor no metal nacional.







Texto por Rita Limede 

Fotografia por Júlio Martins 
Agradecimentos: Mosher


No próximo dia 31 de Janeiro de 2015, os For The Glory, juntamente com os Shape e os Shivan irão dar um concerto no Art Rock Café, em Loures.

O objectivo é "descentralizar". "Novas cidades, novas pessoas e novas culturas. Junta um grupo de amigos e vem até Loures. Um concerto com feeling underground, num espaço intimista e que promete ser uma verdadeira bomba no panorama local", como a própria organização afirma.

A abertura de portas será às 15h e a entrada custa 5 euros.

Aqui podem ser vistas mais informações sobre acessos ou transportes para o local desta matinee.

Por: Carlos Ribeiro - 18 Dezembro 14


A Rebellion Tour, que conta com a participação das bandas Madball, Strife, Rise of the Northstar e Backtrack, irá passar por Portugal para uma data em Lisboa, dia 26 de Fevereiro, na República da Música. Mais informações deverão ser reveladas em breve.

Por: Rita Limede - 18 Dezembro 14