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Segundo álbum dos austríacos Amestigon, após um silêncio de cinco anos. Passou tanto tempo que para muitos é como se estivessem a ouvir falar desta banda pela primeira vez. E para muitos é mesmo a primeira vez. Em quatro temas longos, muito longos, temos quase uma hora de música que é mais dinâmica do que o rótulo black metal poderia supor à primeira. E ainda bem bem porque com todas as músicas cima dos dez minutos, se não houve dinâmica, não haveria café que aguentasse acordado o pobre ouvinte. O black metal épico surge-nos bastante diversificado, de mão dada com death e com o doom metal, alguns pormenores ambientais e atmosféricos e até solos de guitarra bem inspirados.

Não é fácil fazer um álbum assim, nem tão pouco fazer um álbum assim que não seja difícil de ouvir. Não quer isto dizer que se trata de algo easy listening. Pelo contrário, será necessária alguma coragem e vontade para digerir “Thier” por completo (tanto o álbum como o tema título que passa dos vinte minutos) mas é exactamente esse factor que o torna tão interessante e desafiante. É um álbum que aborrecerá todos aqueles que procuram sensações imediatas e que não conseguem de evitar de olhar para o relógio quando estão a ouvir a música. Ou seja, não é um álbum para ouvir em festas, para mostrar aos amigos e sim para ouvir na escuridão do quarto e deixar-se mergulhar na viagem que captura o ouvinte.

Se numa era de música descartável é cada vez mais raro que nos surja música que obrigue a múltiplas audições para que se consiga digerir por completo (e isto também é válido para o meio em que nos movemos) um álbum assim é precioso pelo desafio que impõe e pela forma como eleva a um nível considerável o conceito de épico. Não se trata de fazer músicas longas apenas com o intuito de fazer músicas longas. Tudo soa de forma natural, tudo soa como deve de soar e é esse factor que faz a diferença entre um bom e um mau disco. Neste caso, “Thier”, é um excelente disco.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Àlbum de estreia da banda suiça Darius, após seis anos desde que o projecto nasceu. Não é preciso ouvir muito de "Grain" para se dizer "já veio tarde!", tal não é o impacto que o trabalho tem no ouvinte. Trata-se de rock/metal instrumental mas não daquele que se espera, ou seja, nem é matéria para apreciadores de shredders se deliciarem (embora a técnica não falte), nem é pós-rock convencional onde temos toneladas de delay em cima de riffs atmosféricos, embora aqui se encontrem alguns desses elementos. "Grain" é simplesmente música instrumental rock.

E é essa simplicidade que faz com que este trabalho seja obrigatório, seja pelos momentos em que o peso e a distorção é mais evidente, como a "Apache Assault", "Panzer Am Gesicht" e "Sparm"; seja pelos mentos em que é a melodia e a melancolia que imperam, como na "Samantha", "Quasar" e "Sane"; ou ainda nos momentos em que no mesmo tempo temos as duas vertentes, como nas épicas "Okkatemasu" (com mais de dez minutos) e "Used" (com quase doze).

Para quem gosta de música instrumental rock, este é um álbum obrigatório. Dinâmico, com uma vasta palete de emoções à disposição e com muita alma - algo que não é muito comum encontrar na música rock actualmente. Ao primeiro trabalho, a banda vinca a sua personalidade e deixa um testemunho a reter, um álbum para a posteridade e de grande qualidade. Como disse antes, é simplesmente rock instrumental e ainda bem. É excelente!


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Ainda há pouco tempo falámos do papel da Helldprod no underground e passados poucos dias eis que nos surge a estreia dos bracarences Atomik Destruktor nos álbuns. Para quem conhece a banda da demo lançada no já longínquo ano de 2009, o negócio aqui é thrash metal como mandam as regras old school, sem grandes contemplações mas nem por isso tosco. Para quem ouve o primeiro tema, baptizado com o nome da banda, a ideia que fica é que estamos de volta aos primórdios do thrash metal no nosso país. Não é propriamente retro mas é um feeling nostálgico que resulta destas músicas.

O grande factor que ajuda a isso é sem dúvida a produção bastante vintage fruto do trabalho de Pedro Alves nos Grave Studios. Pode-se estranhar a mesma principalmente para quem está habituado a ouvir o seu thrash metal (mesmo o retro) com produções ultra poderosas, modernas e cristalinas. Aqui o som é algo baço, o baixo está mal definido (o que por vezes causa a sensação de que as paredes vão estremecer) mas são estes defeitos que acabam por dar aquele toque de qualidade raçudo a estes temas que tresandam a clássico.

Já vimos muita coisa a tentar ser retro, a tentar recapturar o que não capturável e a espalharem-se ao comprido, mas os Atomik Destruktor conseguem, sem soar descaradamente retros, ter um disco com oito músicas que tresandam ao som que se fazia na década de oitenta e isso só se consegue com verdadeiro amor à música que tocam. Quando há esse amor, essa paixão, tudo soa natural e perfeito, mesmo com as suas imperfeições. Do início ao fim, este trabalho é um retrato daquilo que muitos de nós cresceram a ouvir, agressivo mas com melodias e harmonia próprias da NWOBHM. Ou seja, sabe a clássico.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira


"St. Anger" é um dos álbuns lançados pelos Metallica que mais controvérsia causou, entre fãs e críticos do género. Porém, o seu produtor Bob Rock afirmou recentemente, em conversa com Chris Jericho, no "Talk Is Jericho", que os famosos nomes do rock  Jimmy Page (Led Zeppelin) e Jack White (White Stripes)" adoraram" o álbum em questão.

Como conta o produtor, Jimmy Page expressou a sua opinião sobre "St. Anger" quando ambos se encontraram num hotel, onde estavam a tomar o pequeno-almoço: "Eu amo o St. Anger", disse-lhe a lenda dos Led Zeppelin.

Já Jack White, expressou o seu contentamento pelo álbum em questão no momento da estreia de um documentário, onde o antigo membro dos White Stripes lhe disse "que esse era o seu álbum favorito dos Metallica".

Por: Carlos Ribeiro - 27 Abril 15


Ozzy Osbourne revelou, em entrevista na sexta-feira, 24 de Abril: "No ano que vem começo a minha última tournée com Black Sabbath, mas depois disso continuarei a carreira a solo". 

O músico referiu ainda que existem diferenças entre tocar com a banda e a solo, "Tocar com o Black Sabbath é muito diferente da carreira solo. O som é diferente. Com eles é mais lento e dark, solo é mais rápido e pesado. E o Tony Iommi é incomparável. O que ele faz ninguém consegue fazer. E agora ele está a lutar contra o cancro. Mas eu acabei de trocar mensagens com ele e ele diz que está óptimo".

Por: Patrícia Garrido - 27 Abril 15


A segunda edição do LX KAOS, um festival que junta 10 bandas nacionais de rock, metal e punk, vai ter lugar no próximo dia 2 de Maio, na República da Música em Lisboa. Os grupos confirmados são os Balazium, From Heroes to Zeros, Nostragamus, KSF, Inkilina Sazabra, Diabolical Mental State, Templários do Rock, Gatos Pingados, Osso Ruido e Artigo 21. O espectáculo terá início por volta das 16h e os ingressos têm o preço de 5 euros.

Por: Rita Limede - 27 Abril 15


Os Motorhead deviam actuar, este último sábado, no Monsters of Rock, no Arena Anhembi, em São Paulo, mas cancelaram o concerto, porque o vocalista/baixista Lemmy Kilmister teve um sério distúrbio gástrico, seguido de uma forte desidratação. 

O guitarrista Phil Campbell e o baterista Mikkey Dee preencheram o tempo de atuação da banda com um improviso que contou com convidados de peso, como é o caso de Andreas Kisser e Derrick Green, dos Sepultura.

Lemmy já está em franca recuperação, por isso, as restantes datas sul-americanas não estão comprometidas e a banda segue já para Curitiba, onde irão atuar a 28 de Abril e a 30 de Abril em Porto Alegre.

A saúde de Lemmy tem, de facto, deixado bastante a desejar: em 2013, passou semanas no hospital por causa de uma hemorragia interna, depois de ter experienciado o desfibrilador, devido a problemas cardíacos.

Em Outubro do ano passado, Lemmy reconheceu o quanto esteve perto da morte após a sua última cirurgia e foi obrigado a reconsiderar o seu estilo de vida. Ainda assim, os contratempos permanecem.

Por: Ângela Fontão Teixeira - 27 Abril 15


A banda brasileira que dispensa apresentações, Sepultura, encontra-se a celebrar 30 anos de carreira e, para celebrar a data, irá lançar um single comemorativo, chamado “Under My Skin”, a 5 de Junho. O single chegará em vinil e na sua capa irá ter imagens de tatuagens feitas pelos fãs, conforme pode ser verificado em baixo.


Por: João Alves - 27 Abril 15


De Florência, Itália, surgem-nos os Macerie ("ruínas" em português) apostados em deitar tudo abaixo e a avaliar logo pela faixa de abertura "Agonia" são bem capazes de conseguir fazê-lo. Em apenas dezasseis minutos e quatro faixas, a banda apresenta um som bastante caótico, violento mas mesmo assim cativante. O que é refrescante é a forma como fazem lembrar uma série de bandas, mas não se colando a nenhuma em particular. Temos o som tipicamente sujo do death metal sueco dos inícios da década de noventa, assim como a letargia do funeral doom e a negritude do black metal mais primitivo.

Apesar da disparidade de influências e géneros, a banda consegue com que isto soe tudo bastante coeso. Depois deste EP auto-intitulado, fica-se a aguar por mais e esperemos que não demorem muito a lançar algo. Este trabalho vai ter lançamento pela Sentient Ruin em formato digital e em cassete numa edição em conjunto com a Yamabushi Recordings. Para quem gosta da sua música suja, feia e pesada como tudo, os Macerie são um nome a reter.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira


Os Shining são uma das bandas que se adora detestar mas que mesmo assim muitos amam. Talvez seja forte responsável a personalidade controversa e algo arrogante de Niklas Kvarforth, o homem por trás da banda, o seu principal mentor. Nos últimos trabalhos o consenso não tem sido alargado e para muitos, não existiam grandes expectativas para este nono trabalho. E é capaz de se essa ausência que faz com que este álbum acabe por soar muito bem. Com uma surpreendente faixa instrumental a servir de intro – surpreendente pelos pormenores quase neo-clássicos de guitarra e com um forte feeling de power metal sinfónico – o ouvinte é transportado até aos primeiros trabalhos da banda com “Vilja & Dröm”, o que agradará aos fãs mais antigos.

No entanto, apenas por esta música, será precipitado dizer que a banda deu um passo atrás, até porque a estrutura dos últimos trabalhos mantem-se a mesma basicamente. Uma música instrumental, uma música acústica. Apesar da piscadela ao black metal depressivo na já citada faixa “Vilja & Dröm”, também temos a piscadela a terrenos mais progressivos e melódicos como na “Framtidsutsikter” e uma passagem da “Människotankens Vägglösa Rum” que chegam a lembrar Opeth (e que grande solos de guitarras nos trazem). Tudo soa bem, tudo está poderoso, tanto a nível de entrega vocal por parte de Kvarforth, como do restante trabalho instrumental, mas no final, fica uma certa sensação de vazio.

A banda ou Kvarforth não apresenta nada de realmente novo, e embora seja um bom álbum da banda, fica-se com a sensação de que é demasiado curto para a aura de excelência que rodeia a banda (ou já rodeou pelo menos). É como um baralhar e voltar a dar, juntando novos elementos a mais antigos e apresentando um novo produto que é válido todavia mas que poderá não impressionar os mais exigentes. Para os fãs, não existem grandes razões de queixa, já que a banda não se desvirtua, pelo menos não mais do que os últimos trabalhos. Emotivo, pesado, visceral q.b. e curto. Demasiado curto. Talvez sirva para baixar as expectativas para o próximo trabalho.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira



O começo de “The End Is Nigh” é o suficiente para deixar qualquer fã de coisas mais tradicionais completamente em pânico. Em menos de trinta segundos são apresentados uma série de lugares comuns das modernices metal/deathcore que de certeza provocarão alguns vómitos para quem já está cansado de ouvir sempre a mesma coisa e até poderá ser uma reacção algo normal, até porque como todas as modas, independentemente da qualidade, têm tendência a atingir um ponto de saturação e este trabalho acaba por não ser excepção.

No entanto, algo de estranho acontece, quando temos temas que se tornam altamente contagiantes. É quase um fenómeno do Entroncamento, como é possível termos temas que nos irritam pelos consecutivos breakdowns e passagens melódicas do mais manhoso que possa ouvir e antes de um refrão acabar o mesmo já está gravado na cabeça. Em músicas como “Horizon” (um refrão tão cativante que poderia passar a toda a hora na Rádio Comercial, que a carneirada nem suspeitava o que estava realmente a ouvir) e “Cold” (que tem um feeling bem apocaliotico) é por demais. No entanto, é mesmo essa capacidade sobrenatural que acaba por salvar este trabalho que consegue cativar ao longo dos quarenta e quatro minutos que dura. Apesar de todos os defeitos apontados – e mais alguns que foram omitidos.

Por outro lado também temos porrada sonora como na “Nothing Remains”, em que o ouvinte é castigado com requintes, numa grande faixa. Ou seja, é um álbum que sofre por ser moderno mas que mesmo assim consegue dar a volta por cima. Não fossem o raio dos malditos breakdowns e este seria um grande álbum de metal moderno. Assim, ocasionalmente deita um certo odor a ranso que já enjoa mas mesmo assim, no geral, é surpreendentemente bom. Para um álbum de estreia, não está nada mau. E há esperança que ao longo do tempo ganhem juízo.

 
Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira


Na passada noite de 11 de Abril, fez-se a festa em Coimbra, no States Club. Uma noite que contou com nomes de peso e de qualidade do underground nacional, que se reuniram para celebrar o lançamento do segundo álbum de originais dos conimbricenses Tales For The Unspoken.

Aos Claim Your Throne coube a responsabilidade de abrirem as hostilidades da noite. Ainda perante uma casa a meio gás, o grupo vindo do Porto deu o seu melhor para aquecer a sala. Com muita energia do início ao fim, o vocalista foi imparável e fez da zona em frente ao palco o seu território. O grupo apresentou alguns temas que vão fazer parte do seu primeiro álbum de originais, “Dawn of The New Era”, a sair ainda este ano.
O regresso dos Equaleft a Coimbra encantou e deixou o público a desejar por mais. Depois de terem elevado a fasquia aquando da sua passagem pela cidade dos estudantes, em Dezembro, este regresso rebentou com todas as expectativas. Desta vez, com a formação completa, o grupo entrou em palco a matar, e o público respondeu instaurando o caos na plateia, no qual mosh e crowd surfing eram uma constante. A setlist andou maioritariamente à volta do último lançamento de originais do grupo, “Adapt and Survive”, não havendo grandes surpresas nesse departamento. Para a memória fica com certeza um excelente concerto de uma banda que não só possui muito a dar em palco, mas que também exalta simpatia e boas energias por onde passa.

Shadowsphere foi o acto que se seguiu. A banda lisboeta, já veterana nestas andanças, trouxe consigo muita vontade de espalhar o terror e o seu mais recente trabalho, “Darklands 2014”. O ambiente de festa e destruição começado em Equaleft manteve-se em alta, o que proporcionou um grande ambiente durante o concerto inteiro, que culminou com a destruição total quando a banda tocou uma cover de Slayer. Foi uma actuação que cumpriu, com certeza, as altas expectativas de festa e de qualidade musical exigidas pelos presentes.

E por fim chegou o momento principal da noite, quando os Tales For The Unspoken subiram ao palco, para apresentar o seu novo álbum, “CO2”. Foi um concerto recheado de surpresas e convidados especiais que tornaram a noite ainda mais especial. A setlist andou à volta de muitos dos temas do novo álbum, com especial destaque para “Crossroads” que teve a participação de Ricardo Martins (Terror Empire) na voz, “I, Claudius” com Miguel Inglês (Equaleft), “Resilient Winter” com um toque feminino especial da voz de Joana Vieira (raising Legends), e o primeiro single deste novo álbum “Burned Alive”. No entanto, a banda não esqueceu os seus primórdios, tendo havido lugar para algumas das músicas mais antigas do grupo, como “Possessed”, que contou com a participação especial de Guilherme Bustato (Destroyers of All) no baixo, “N’Takuba Wena” e a já icónica “Say My Name”. A excelente reacção do público e a casa praticamente cheia, falam por si só, relativamente ao sucesso  que foi este regresso especial aos palcos da cidade, que viu a banda crescer.


Mais uma grande noite repleta de música e concertos ao mais alto nível e um excelente ambiente de convívio de festa. Para todos aqueles que ainda têm dúvidas relativamente ao estado do underground nacional, em especial na zona centro, esta noite de certeza que provou a muitos que está a ser um ano em grande para a cidade de Coimbra no que toca às sonoridades mais pesadas. Que venham muitas mais noites assim!

Texto e fotografias por Rita Limede
Agradecimentos: Raising Legends


A marcar concertos desde 2012, a Suburban Bookings tem feito um excelente trabalho na organização de espectáculos no panorama hardcore nacional. Entre lançamentos de bandas como os Above The Hate, contam também no seu reportório datas marcadas de bandas como os Your Demise (UK), Warhound (USA) ou os Billy The Kid (CAN). Na primeira edição do Suburban Fest, apesar de uma sala a meio gás, parecendo não ter chegado a uma centena de presentes ao longo da noite, tivemos direito a várias bandas europeias e do melhor que se faz em Portugal, no palco do RCA em Alvalade.

Com um ligeiro atraso, os Push! deram o arranque, com uma sala ainda bastante despida. O potencial desta jovem banda é já notório há bastante tempo, e a rodagem adquirida nos inúmeros palcos partilhados com bandas nacionais e internacionais também. No entanto, talvez por pouca correspondência por parte da plateia, o concerto soube a pouco, apesar da coesão da banda e do poder das malhas novas que preparam para o próximo álbum de estúdio. 

De seguida, vindos directamente das Caldas da Rainha, os Challenge também já são conhecidos no panorama hardcore do nosso país, devendo-se isso também em grande parte ao esforço que fazem por dinamizar o género, na sua localidade. Com vários temas do novo disco editado pela Hell Xis e outros tantos dos lançamentos anteriores, houve ainda tempo para a já mítica cover de Floorpunch, que acabou por arrancar as primeiras movimentações sérias da noite.

A primeira internacionalização da noite ficou a cargo dos britânicos Insist, de Manchester, com uma sonoridade à antiga, influenciada pelo movimento Youth Crew. A dar início ao curto alinhamento de pouco mais de 10 minutos com uma cover dos míticos Youth of Today, apresentaram o seu único lançamento até então, mas não impressionaram os presentes.

Sem grandes mudanças em palco, deram entrada os Survival, que partilham a maioria dos seus membros com os Insist. Na mesma onda, mas com um cunho um pouco mais próprio, também não se alongaram muito e não ultrapassaram os vinte minutos de concerto. Entre malhas do mais recente Forged In Iron e do anterior Spirit Unchained, houve ainda tempo para uma malha da primeira demo. Apesar de mais energia por parte do pouco público presente, os Survival terminaram o concerto abruptamente, deixando vontade por um regresso ao nosso país.

Antes dos cabeças-de-cartaz, tivemos direito a mais uma prestação de uma das mais promissoras bandas do nosso país, os Above the Hate, da Margem Sul. Outra banda que tem adquirido uma enorme rodagem devido à presença contínua nos mais variados cartazes nacionais, continuam no processo de divulgação do mais recente Living Under the Sludge. Entre temas dos 3 lançamentos, arrancaram algumas movimentações por parte do público, mas começa-se a sentir alguma repetição nos alinhamentos, de concerto para concerto.

Para fechar a noite, e directamente de Paris, carregados de ódio, os Providence vieram despejar o seu beatdown hardcore a Portugal, com dois concertos (Lisboa e Porto), depois de vários anos sem visitar o nosso país. Com cerca de 10 anos de existência, contam com alguns lançamentos entre splits, demos e MCDs, e mantêm o estatuto de uma das mais violentas bandas da Europa. O fosso em frente ao palco alargou e foi um desfile de pontapés e chapada durante cerca de meia hora. Com direito a cover de Shattered Realm e a uma homenagem a Slayer, foi um concerto coeso, competente e violento. 


Texto por Afonso Veiga
Fotografia por Ana Júlia Sanches
Agradecimentos: Suburban Bookings


O guitarrista/vocalista dos Megadeth, Dave Mustaine, fez um post na sua conta de Twitter onde elogia o baixista, David Ellefson, com o destaque de o fazer em português do Brasil, provavelmente pela integração na formação da banda do guitarrista brasileiro Kiko Loureiro, expandido assim o universo para o qual se dirige.

"David Ellefson foi mais do que brilhante no estúdio! Muuuito entusiasmado por ele ser parte do Megadeth!! Melhor performance em anos!!!", foi a mensagem que se leu, também depois escrita em inglês e espanhol.

O post oficial pode ser visto aqui



Por: Carlos Ribeiro - 26 Abril 15


Os norte-americanos Between The Buried And Me presentearam os fãs, presentes no New England Metal & Hardcore Festival, com uma inesperada versão do clássico "Bohemian Rhapsody", dos Queen. O vídeo da actuação foi entretanto disponibilizado pela editora Metal Blade através do seu canal oficial de Youtube, e pode ser visualizado em cima.

Por: Bruno Correia - 26 Abril 15


Os Venom Inc. e os Vader vão passar pela capital para uma actuação. No dia 26 de Setembro,  Lisboa vai receber estes dois poderosos nomes do Metal, num local a confirmar nos próximos dias. O concerto contará ainda com a actuação de Divine Chaos, de Londres, e  Witches, de França.

Mais informações disponíveis brevemente.

Por: Patrícia Garrido - 26 Abril 15


A propósito de "Montage of Heck", primeiro documentário autorizado sobre a vida de Kurt Cobain, foi lançada esta semana uma cover da música "And I Love Her" dos Beatles. A versão de Cobain, apesar de ser uma gravação amadora, foi disponibilizada para a Internet e pode ser ouvida em baixo.


Por: Miguel Lourenço - 26 Abril 15


Os dois primeiros álbuns de Faith No More com Mike Patton, "The Real Thing" e "Angel Dust", vão ser reeditados em Junho deste ano. Contando desta vez com Mike Patton na voz (o vocalista apenas entrou na banda em 1989, substituindo Chuck Mosley), esta nova edição contém ainda temas bónus, lados B e raridades, sendo as remisturas de "Epic", "Falling to Pieces" e "Midlife Crisis" as novidades, bem como o cover ao vivo de "War Pigs" dos Black Sabbath. As novas versões dos ditos discos contém também covers dos Dead Kennedys e dos Commodores.

Por: Miguel Lourenço - 26 Abril 15


Segundo Kerry King, em entrevista para a Loudwire, “’God Hates [Us All]’ era o ‘Reign In Blood’ de Paul Bostaph”, baterista dos Slayer nesse álbum e no próximo. No entanto, corrige dizendo que o trabalho que vão lançar é que é o “Reign In Blood”, a obra-prima, do baterista nos Slayer.

Quando questionado sobre mudanças no som da banda no novo álbum, Kerry responde que “ a cada trabalho a banda adiciona algo à essência a que chamam de Slayer. E sabes que como que evoluiu contigo e segue em frente. Esta é só a próxima página, a meu ver. Não à curvas à esquerda, é apenas pesado, rápido, com carácter, assustador…”

King falou também de seis ideias para um potencial sucessor do álbum que, ainda sem nome, sairá possivelmente em Agosto.


Por: João Pedro Freitas - 26 Abril 15


Não desesperem os fãs dos Behemoth, que julgam que a banda vai fazer uma longa pausa ou até mesmo entrar num hiato, após a digressão do álbum "The Satanist". Os polacos precisam apenas de recarregar energias e de se inspirarem, como esclarece Nergal numa recente entrevista:

"Bem, tem tudo que ver com a concentração e equilibrares apenas a tua mente. Quero dizer, recordo-me de alturas, e recordo-me bem, porque não ocorreram há muito tempo, onde simplesmente saltava de um ciclo para outro ciclo louco. Sabes como é: digressão-álbum-digressão-álbum. Fomos uma dessas bandas e nunca paramos.

"O que arriscas por nunca desceres do autocarro de digressão e ires directamente para o estúdio, é o facto de não aproveitares a tua vida, e não aproveitares a tua vida é não aproveitares as oportunidades de viveres realmente a tua vida e, eventualmente, de te inspirares com o que tu vês, tocas, comes, conheces, e assim por diante.

"É por isso que sou bastante crítico em relação a bandas que ouço, e percebo que não revelam muita variedade. Eu sou a favor da diversidade e quando lançamos um disco novo, eu tenho de me certificar que se trata de um novo capítulo, algo realmente refrescante, algo novo, em comparação com o que fizemos antes.

"Portanto, para mim é natural que um ciclo, no qual foste o mais longe possível com o "The Satanist", tenha atingido o seu pleno potencial. E faremos uma pausa, o tempo que for necessário, para recuperarmos, para termos a perspectiva certa, para voltarmos a estar ávidos, e depois, eventualmente, regressarmos e gravarmos outro álbum espectacular."

Por: Bruno Porta Nova - 25 Abril 15


Os alemães Dew Scented terminaram as gravações do seu novo álbum de originais, intitulado "Intermination". A data de lançamento oficial ainda não é conhecida, mas a banda planeia que tal aconteça algures durante o mês de Junho, sendo que o lançamento deste na Europa irá ficar a cargo da editora Metal Blade. 

Por: Rita Limede - 25 Abril 15


Os Lamb of God deram a entender que se encontram a trabalhar no seu novo álbum, através de uma publicação, na sua recentemente criada conta oficial de Instagram, que pode ser acedida aqui.

Na publicação feita na sua conta de Instagram, a banda colocou uma foto de equipamento com a hashtag #lambofgodVII. Esta parece apontar para uma referência àquele que será o 7º álbum dos Lamb of God, o qual a banda teria supostamente começado a preparar entre o final de 2014 e o início de 2015.

Estes indícios vão ao encontro das declarações do baterista Chris Adler que deu a entender no princípio do ano que a banda já estaria a trabalhar no próximo álbum. Na altura, Chris Adler disse que os guitarristas Willie Adler e Mark Morton já tinham cerca de 50 ideias para novas músicas, acrescentando: "O nosso objectivo é fazer músicas com que as pessoas se identifiquem e de que gostem a longo prazo. Estou verdadeiramente impressionado e entusiasmado com o material que está a ser criado." 


Por: Mariana Crespo - 25 Abril 15


Como é sabido, depois de uma disputa interna pela marca "Immortal", Olve “Abbath” Eikemo decidiu partir para um projecto independente, seu homónimo - Abbath.

A sua nova banda integra o baixista Tom Vato Visnes, conhecido como King Ov Hell e principal compositor de vários álbuns de Gorgoroth, bem como das suas próprias bandas: Ov Hell e God Seed. A ele junta-se o seu companheiro nos God Seed, o baterista Baard Kolstad, que também tocou com os compatriotas Borknagar.

O álbum de estreia deverá sair já no início do próximo ano, pela editora francesa Season Of Mist. Michael Berberian, fundador da editora, comentou: "O meu primeiro concerto de black metal foi com os Immortal, Rotting Christ e Blasphemy, em Paris, em 1993. O black metal estava nessa altura, e ainda está, a definir o meu gosto musical. Esse concerto mudou a minha vida e foi um dos eventos que, eventualmente, provocou o nascimento da Season of Mist." 

Abbath e a sua banda farão a sua estreia mundial no Tuska Metal Festival 2015, já no próximo dia 27 de junho, ao lado de Alice Cooper, In Flames e Opeth, entre muitos outros.

Por: Ângela Fontão Teixeira, 25 Abril 15


Os finlandeses Korpiklaani gravram um novo vídeo para a música “Pilli On Pajusta Tehty”.

A banda está prestes a lançar um novo álbum, “Noita”, no dia 1 de Maio, na Europa, através da Nuclear Blast.

De referir que este álbum já  conta com a participação do novo acordeonista Sami Perttula.

Por: Ana Costa - 25 Abril 15


Os Satyricon gravaram já há quase dois anos este concerto que podemos apreciar apenas este ano. Registado no conceituado Den Norske Opera & Ballet em Oslo na Noruega, é um concerto que vai um pouco além da típica proposta de banda de metal que toca com orquestra sinfónica. Os Satyricon tocaram em palco com um coro de cinquenta e cinco elementos, O Coro de Ópera Norueguês, e o resultado é surpreendentemente de topo. Se a música da banda norueguesa nem sempre ofereceu consensualidade, nem mesmo nos tempos em que tocavam algo mais próximo do black metal tipicamente escandinavo, conforme o tempo passa solidificam a sua posição como uma banda que não voltando as costas à sua costela extrema, continua a querer inovar. Esta foi mais uma forma. E bastante inteligente.

Para Satyr, esta colaboração não é tem nada de incoerente já que é a continuação lógica daquilo que o músico tem feito nos últimos vinte anos. Em termos sonoros, e é essa parte que fascina, não há aqui nada de extraordinariamente diferente. Isto é, a música dos Satyricon surge aqui intacta e reforçada, graças à participação do coro que reforça os ambientes sinistros próprios da música. Temas como "Voice Of The Shadows" e "The Infinity Of Time And Space" (apenas dois rápidos exemplos), ficam com uma beleza indiscritível ainda que mantenham uma aura ameaçadora ou sinistra. Basicamente é como se tivessemos quase cem minutos de uma aventura épica do Conan a defrontar o chifrudo. Haverá algo mais épico que isso?

Nota para a Napalm Records que disponibilizou a parte vídeo assim como a parte áudio. Assim, sim, consegue-se fazer uma crítica completa do produto. Em termos visuais, este "Live At The OPera é um mimo, com grandes planos, onde obviamente o destaque vai para Satyr e para Frost, mas que dá uma excelente visão do que foi o concerto. Também é engraçado reparar nas expressões de gozo (no bom sentido, isto é, de estarem realmente apreciar o momento) de alguns membros do coro. Só é pena que nas vezes que Satyr se dirige ao público seja em norueguês, mas tal é perfeitamente compreensível. Talvez o DVD nos traga legendas.

Poderá olhar-se para este tipo de lançamentos como mais um DVD ao vivo, de uma banda que atravessa um bom momento mas na verdade é bem mais que isso. Este é um daqueles trabalhos que não sendo propriamente um álbum de originais poderá capturar o ouvinte de tal forma que caso não seja fã, tornar-se-á automaticamente. Ou pelo menos de certeza que fará com que tenha o impulso em querer conhecer os trabalhos de estúdio da banda. É um trabalho essencial para quem gosta de metal (não só metal) e tudo o que isso representa. Ambiente, peso, a comunhão perfeita com a música clássica e a prova em como os dois andam sempre de mãos dadas, mesmo que um dos dois pareça ausente. Absolutamente essencial.


Nota: 9.8/10

Review por Fernando Ferreira