• Facebook
  • Myspace
  • Twitter
  • Google+

Candidata-te

A Metal Imperium encontra-se a recrutar colaboradores para redação de notícias, reviews de álbuns ou entrevistas a bandas.

Quem quiser fazer parte desta equipa poderá candidatar-se contactando-nos por email: metalimperium@gmail.com



Reviews Mais Recentes

Uada - Cult of the Dying Sun


Occultum - In Nomine Rex Inferni


Monolithe - Nebula Septem


Morag Tong - Last Knell of Om


Haunted - Dayburner


Djevel - Blant Svarte Graner


Raw Decimating Brutality - Era Matarruana


Czort - Czarna Ewangelia


Kinetik - Critical Fallout


Dopethrone - Transcanadian Anger


Abhor - Occulta ReligiO


Refuge - Solitary Men


Sevendust - All I See Is War


Black Fast - Spectre of Ruin


Sleep - The Sciences


Tomb Mold - Manor of Infinite Forms


Taphos - Come Ethereal Somberness


Wrath Sins - The Awakening


Judas Priest - Firepower


Bleeding Through - Love Will Kill All


Ihsahn - Àmr


Alkaloid - Liquid Anatomy


Filii Nigrantium Infernalium - "Fellatrix


Amorphis - Queen of Time


Ghost - Prequelle


Angelus Apatrida - Cabaret de la Guillotine


Bleed From Within - Era


Painted Black - Raging Light


Necrobode - Metal Negro da Morte


Pestilence - Hadeon


Tortharry - Sinister Species


Inframonolithium - Mysterium


Somali Yacht Club - The Sea


Dallian - Automata


Total Pageviews

Concertos em Destaque

Tradutor

Entrevistas Mais Recentes



































The Sword vão entrar num hiato

Corte quase fatal no futuro dos The Sword, uma vez que a banda texana anunciou há dias que fará uma pausa, embora tenha lançado ainda em março (...)

Hate Eternal lançam áudio de "Nothingness of Being"

A banda de death metal irá lançar o novo álbum, Upon Desolate Sands, a 26 de outubro através da Season Of Mist. Depois de desvendar (...)

Alterações no alinhamento do Festival Bardoada e Ajcoi

O Festival Bardoada e Ajcoi anunciou a substituição de duas das bandas previamente confirmadas. (...)

Marky Ramone em Portugal no próximo mês

O veterano Marky Ramone tem dois espectáculos marcados para o nosso país, que serão nada mais, nada menos, do que o warm up para o Lisbon Tattoo Rock Fest 2018. (...)

Behemoth lançam nova música "Wolves Ov Siberia"

"Wolves Ov Siberia", o novo vídeo de Behemoth, pode ser visto acima. A música faz parte do próximo álbum da banda, "I Loved You At Your Darkest", (...)


O Bardoada Fest é uma experiência única no panorama musical em Portugal. Dificilmente temos um outro evento que reúne tantas bandas de qualidade inquestionável do underground, sejam elas de rock, punk, hardcore ou metal, juntas durante dois dias, partilhando um palco com exactamente a mesma duração atribuída a cada uma. Há cabeças de cartaz, claro, mas cada banda tem exactamente uma hora (já contando com soundcheck) para mostrar o que vale.

Para 2018, Igor Azougado e a sua equipa do AJCoi criou um cartaz com 22 bandas espalhadas pelos dias 5 e 6 de outubro.

O primeiro dia arrancou pontualmente às 15 horas com os paulistas Desalmado e um calor brutal dentro do pavilhão. A única banda estrangeira do cartaz está em Portugal para uma tournée pelo país com os Besta, que retribuem assim o favor que a banda de grindcore brasileira teve para com os portugueses no verão deste ano. Incidindo a sua actuação no mais recente “Save Us From Ourselves”, o primeiro disco onde a banda canta as suas letras em inglês, arrancaram com “Privilege Walls”, a faixa que abre o disco. 
Mesmo perante uma reduzida plateia, nem por isso se deixou de sentir a força dos nossos irmãos do Hemisfério Sul, mostrando em temas como “Black Blood” ou “Blessed By Money” umas pitadas de death metal e mesmo hardcore neste novo registo, mas o puro grindcore não podia faltar, como por exemplo em “Preço da Liberdade”, faixa do disco de 2014 “Estado Escravo”.

Mudança rápida de palco e ouvem-se os primeiros acordes do punk rock dos Decreto 77. Longe dos palcos há algum tempo, a banda de João Punker brindou os presentes com bom humor e grandes malhas, numa actuação baseada no disco de estreia mas que não esqueceu o passado da banda de Almada. “No Trendy Winds”, do velhinho split CD de 2007 com os Flippin Beans “Anthems from the Cities”, arrancou 30 e poucos minutos de performance, com João constantemente a comunicar com o público e a pedir que este se chegasse mais para a frente. “Our Own Way”, editado no split CD de 2006 “Piss on Decreto” com os Piss, e “Passivity”, faixa do último disco da banda, “Getting Older, Wasting Time” de 2013, antecederam regresso ao split de 2006, com um excelente “Punk Rock Elite, a mostrar que íamos percorrer toda a discografia da banda. “My Own Thoughts and Ideals” volta a entrar por terrenos do disco de 2013, seguido por “És Uma Merda", “Yeah Right”, “Not Alone” e “Freedom”, a anteceder o final com “Getting Older, Wasting Time” colado a “Big Bucks”, o hino gravado no split “Anthems from the Cities”.

De Odemira chegou o hardcore dos Since Today, um coletivo de músicos da localidade alentejana, que conta com alguns Suspeitos do Costume, com Rui “Manilha” à cabeça. “No More Values” iniciou a prestação dos alentejanos, faixa que faz parte do único registo discográfico da banda, o EP “Don’t Give Away All Your Roots” do final de 2014. A festa continuou com “Knight Rider”, “Resist and Multiply” e “World’s Falling Apart”, outra das faixas do EP, antes de “Destruction”. Mais uma das faixas do disco de 2014, “Judgement”, antecedeu a tripla final, com os potentes “Give Life A Chance”, “Broken Hell” e “Wake Up” a mostrar um excelente futuro que merece nova edição discográfica.

Nowhere To Be Found são a nova incarnação dos Insch, que se apresentam agora como quarteto, com a inclusão do guitarrista João Quintais, e uma sonoridade mais emocore com pitadas de metal alternativo. 
“Catchfire” e “Kamorebi” anteciparam o single de apresentação da nova formação, “Closer”, uma versão da música dos The Chainsmokers. As faixas do reportório da banda ainda fazem parte do único disco dos Insch, “Safe Heaven” de 2016, como “Home” ou “It’s Yours”, assim como o hino da banda, “Whenever You Call My Name” que encerrou o concerto, mas é de ficar atento a este novo som da banda, já visível em “The Prey” ou “Traverse”.

Os The Year apresentavam no Pinhal Novo o EP “Beasts”, editado pela Hell Xis Records. 
Oriundos de Pombal mas sediados em Lisboa, a banda arrancou logo com “Bastion”, “Red Lights” e “Ghost Town”, tripla do novo EP e que imediatamente levou para a frente do palco a comunidade hardcore presente no recinto. “Sylvester’s Not Alone” e “Suck My Teeth” recordaram o auto-intitulado disco de 2013, e anteceder nova dupla do novo EP, “Evade” e “Slaves’R’Us”. “Full Damage” e “Jason Never Dies” voltaram a relembrar 2013, e levaram a velocidade estonteante o concerto até ao seu clímax final, “Sweaty Palms”.

O metal não podia deixar de estar presente no Bardoada deste ano, e os Tales For The Unspoken representaram o estilo ao mais alto nível. 
A banda de metalcore de Coimbra arrancou com “Possessed”, e foi percorrendo toda a discografia da banda, com temas como “I, Claudius”, “Burned My Name” ou “Crossroads”. Marco Fresco esteve muito interventivo, aproveitando para deixar agradecimentos vários e alertar para outra banda de Coimbra que iria encerrar este primeiro dia, os The Parkinsons. 
Final apoteótico com o clássico “N’Takuba Wena”, que apareceu no disco de 2011 “Alchemy”.



Altura para assistir ao ritual da Besta, frase com que Paulo Rui inicia cada apresentação do expoente máximo do grindcore, em Portugal. 
Em pouco menos de 40 minutos, a banda percorreu dezenas de temas da sua já extensa carreira, que conta com seis álbuns de estúdio e diversos splits. No total, 28 temas divididos em mini-blocos do mais puro grind, servidos pela guitarra aguda de Rick Chain e uma secção rítmica composta pelo Lafayette nas peles e o Gaza no baixo. 
Difícil seria destacar algum tema no meio de tal prolifera atuação, onde até Paulo Rui brincou ao anunciar que estavam quase a terminar o concerto pois faltavam apenas 25 faixas até ao fim.

De Santa Maria da Feira vieram os Revolution Within e o seu thrash metal. 
Com uma sala que entretanto ia ficando mais composta mas ainda longe do ideal para um cartaz com qualidade, a banda de Rui Alves iniciou a prestação com “Suicide Inheritance” e não mais deu sossego à plateia. “From Madness to Sanity” ou “Until I See the Devil Dies” são grandes malhas para movimentar o público, mas foi o final com “Pure Hate” e ”Stand Tall”, incluindo uns acordes de “Domination” dos Pantera e uma wall of death de homenagem aos irmãos Dimebag Darrell e Vinnie Paul, que vão ficar na memória de todos os presentes.

O relógio marcava 23 horas certas quando ecoou pela sala o stoner rock dos Dapunksportif. 
Com novo disco este ano, o aclamado “Soundz of Squeeze’o’Phrenia”, a banda de Paulo Franco deu um concerto impecável, com um convidado especial na bateria, nada mais nada menos que Paulinho dos Ramp. 
Destaque para “Rollercoaster” e uma versão alargada de “Summer Boys” a encerrar.

Quase a jogar em casa, face à pouca distância entre Pinhal Novo e a Baixa da Banheira, os Ibéria são uma das grandes bandas de heavy metal e João Sérgio é uma instituição na guitarra baixo. Encaixar em pouco mais de 40 minutos, os clássicos da banda com as novidades de “Much Higher Than A Hope”, de 2017, era tarefa difícil, mas a entrega e o profissionalismo do quinteto deu a volta por cima e apresentou “Heroes Of Wasteland” lado a lado com “Sanctuary Of Dreams” ou “God’s Euphoria”, terminando uma enérgica actuação com os incontornáveis “Unfaithful Guitars” e “Hollywood”. Mais uma grande prestação de Hugo Soares, sempre um espectáculo à parte pela teatralidade que empresta à actuação.

Altura de fechar o primeiro dia do Bardoada, edição de 2018. E nada melhor que fechar com chave de ouro, convidando uma das melhores bandas ao vivo de Portugal, os The Parkinsons. Um concerto fabuloso da banda punk de Coimbra, que não deixou um milímetro do palco por percorrer, tal a fogosidade e o empenho demonstrados. O vocalista Afonso Pinto e o guitarrista Vitor Torpedo estavam completamente possuídos pelo espírito do verdadeiro rock’n’roll, percorrendo a discografia da banda como um comboio desgovernado que, a qualquer momento, pode sair dos seus trilhos e arrastar consigo quem lhe fizer frente. “The Shape of Nothing to Come”, disco deste ano editado pela Rastilho, foi naturalmente o destaque, com temas como “See No Evil” ou “Sexy Jesus” a espalhar o caos do palco para a plateia, mas concerto dos The Parkinsons sem clássicos não é concerto, pelo que não podiam faltar “New Wave”, “Nothing to Lose” ou “So Lonely”, entre outros.

Fim do primeiro dia, venha o seguinte!!!

Texto e fotos por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Festival Bardoada e Ajcoi


O segundo dia do Bardoada Fest começou pontualmente às 15 horas, com a entrada em palco dos Cigarette Vagina, a jogar em casa, pois são oriundos do Pinhal Novo. Após um período sem dar notícias, a banda decidiu regressar este ano, mas o concerto do Bardoada acabou por ser bastante atípico para a banda de stoner rock. Com problemas na voz, Ramiro Domingues não conseguiu dar o seu contributo, pelo que a banda apresentou um set exclusivamente instrumental, o que para o género de música que executam, acabou por ser bastante interessante.

E se uma banda regressa aos palcos, outra anuncia o seu término. Foi o caso dos caldenses Challenge, um dos expoentes máximos do hardcore da cidade de Rafael Bordalo Pinheiro. Em pouco mais de 30 minutos de energia extrema, notou-se a necessidade de encerrar este capítulo com chave de ouro, com Edgar bastante interventivo e a passar em revista a história e as amizades, uma delas FAC dos Grankapo, convidado para em palco ajudar na versão de “Young til I Die” dos 7 Seconds. Destaque para a entrega em “Love/Hate” e o clássico “Clobberin’ Time”. Independentemente da decisão para encerrar actividade, este foi um enorme concerto por parte dos Challenge, e que fica já a deixar saudades!

Os Diabolical Mental State substituíram no cartaz do Bardoada os Steal Your Crown, cujo vocalista Diogo atravessa um período menos feliz da sua saúde, mas o facto não foi esquecido por Apache Neto e companhia, que fizeram questão de lhe dedicar "Home Invasion". Para o concerto no Pinhal Novo, os Diabolical trouxeram na mala algumas novidades, como foi o caso de “The Town” e “Children Of The Tides”, que serão incluídas num próximo registo fonográfico. Com uma actuação sempre interessante e muito mexida, “Diabolical Crew” foi dedicada aos seus fãs, perante uma plateia que registava muito melhores números que no dia anterior.

Os Pântano substituíam também eles uma banda que teve de ser retirada do alinhamento do festival, os Dalai Lume, que atravessam um período de reformulação na posição de guitarrista. 
A banda que reúne elementos dos WAKO, Subversive e Low Torque atacou assim que pisou o palco, com “Afinal era o Fim”, mas foi com “Inferno” e “Semi-Alma” que a banda conseguiu cativar as boas dezenas de espectadores que começavam a colocar uma boa moldura humana ao evento. 
Sempre interventivo, o vocalista Nuno Rodrigues mostrou toda a vertente southern rock com um excelente “Cabrão Nefasto”, a deixar muita expectativa na direcção que a banda irá tomar num futuro mais próximo. 
A ver atentamente...

Vindos de uma excelente prestação no Back to Skull da semana passada, os alentejanos Ho-Chi-Minh trouxeram o seu metal contemporâneo até Pinhal Novo, apoiados no novo EP “Ashes”, prestes a ser editado “mas que está a ser tipicamente alentejano e ainda não chegou”, palavras do sempre divertido Skatro, vocalista da banda. Mas com ou sem EP, a banda demonstra que podemos confiar nas bandas fora da rota Lisboa-Porto, dando um enorme show frente a uma frente de palco finalmente “invadida” de gente. Apesar das novas músicas serem excelentes, foi bom ouvir “Liar” e ver algumas centenas de pessoas a saltar perante a versão habitual de “Enjoy The Silence”, dos “mega ultra death metal” Depeche Mode.

No Bardoada, a organização liderada por Igor Azougado faz questão em manter os horários rigorosos de início de concertos, e isso implica que o soundcheck seja feito o mais rapidamente possível, sob pena da banda ter de encurtar o seu set para permitir à banda seguinte começar à hora. Até ao momento isso ainda não se tinha verificado, mas problemas na ligação dos instrumentos à munição de palco fez com que a prestação dos Kandia começasse com largos minutos de atraso. Após alguns anos de ausência do Bardoada, a banda da cidade da Maia regressou com vontade de melhorar a sua prestação no festival, uma das melhores atuações de sempre, segundo a vocalista Nya Cruz. O som estava perfeito e “Alone”, editado no verão do ano passado, fez perceber que estávamos com saudades do goth rock da banda nortenha. Percorrendo a década de carreira, começando com “Grown Up”, o seu primeiro tema de sempre, foi com alguma pena que vimos a banda ter de abandonar o palco sem terminar o alinhamento previsto.

Com o público a aproveitar os minutos entre bandas para se alimentar na zona de restauração do evento, começa a ecoar na instalação sonora a música “Playback” de Carlos Paião. Em palco, os lisboetas Grankapo representavam o hardcore com o entusiasmo que os caracteriza. Rui “Fuck” Correia esteve imparável em palco, incitando a uma frente de palco mais interventiva, enquanto João Lima e Sérgio B faziam a festa com saltos enormes. Para quem conhece Grankapo, falta aqui falar do Miguel Santos, mas infelizmente não foi possível a sua presença nesta edição do Bardoada, pelo que foi em versão quarteto que a banda atacou “Man Killing Man”, logo seguido de uma excelente rendição de “Private Hell”. “Left For Dead” continuou a demonstrar a qualidade do disco de estreia “The Truth”, editado no já longínquo ano de 2011, e é urgente meter cá fora o seu sucessor. “My Son”, “Feel My Hate” e especialmente a nova “Won’t Fall Down” foram já tocadas com bastantes problemas na munição e pedal de distorção de Miguel, que ia impedindo a guitarra do Sérgio de se mostrar. Nunca desanimando face às contrariedades, a banda teve ainda ganas de tocar mais um punhado de faixas, terminando como é costume com “Grankapo”.

No alinhamento era tempo de entrar no “bailarico grindcore”, a cargo dos Serrabulho. Carlos Guerra é um frontman como não há em Portugal. Poucos são os que passam mais tempo no circle pit a vociferar letras cheias de ironia do que em palco, mas é exactamente isso que a banda faz, com intros de techno e italo pop a anteceder pedradas com nomes tão interessantes como “Pentilhoni Nu Culhoni”, “B.O.O.B.S” (que contou com a ajuda de Sérgio Afonso dos Bleeding Display), “Public Hair In The Glasses”, “Quero Cagar E Não Posso” e “Caguei Na Betoneira”. Um comboio iniciado pelo vocalista e que contou com a quase totalidade do público do recinto, uma versão impecavelmente grind de “Sweet Child’o Mine” dos Guns’N’Roses e um desafio para mergulhar do alto do PA foram apenas alguns dos momentos de uma grande actuação, que deixou o palco e plateia cheia de espuma de almofada.

O hardcore regressou ao palco pela mão dos Reality Slap, e rapidamente os amantes desta sonoridade encheram o mosh pit. Dez anos de carreira celebrados este ano fazem dos lisboetas um quinteto bastante experiente, apesar de ainda bastante jovens. Na mala trouxeram temas do seu mais recente trabalho, “Limitless”, com “Blaze” a dar início à festa. 
A banda mostra sempre toda a sua agressividade em palco, com o Johnny a apelar ao movimento na frente de palco. 
Destaque para “Escapist”, “Lone Wolf” e “The Animals”.

Meia noite e um enorme pano negro com o desenho que celebra os 25 anos dos Simbiose voa sobre a bateria. Banda líder do grind/crust português, Johnny e companhia cantam o nosso “Total Descontrolo” perante governo, empresas e estado geral das coisas, numa prestação impecável e que, infelizmente, ficará marcada na mente de quem assistiu por ter sido a última actuação de Sérgio “Bifes” Curto, que viria a falecer num acidente de viação quando regressava a casa depois do festival. “Modo Regressivo”, “Acabou A Crise, Começou A Miséria”, “Zoo Não Lógico”, “Pointless Tests” ou “Terrorismo De Estado” percorreram a carreira da banda, que terminou com “Betrayel” cerca de 40 minutos de sangue e suor, ficando as lágrimas reservadas para a madrugada de domingo. Entretanto, e enquanto escrevemos esta reportagem, a produção do Bardoada Fest anunciou já que a partir da próxima edição, será sempre feita uma homenagem ao Bifes. Bem hajam!

O encerramento da edição de 2018 do Bardoada coube aos Bizarra Locomotiva e a plateia encheu para ver a banda de Miguel Fonseca. Aliás, pelo número de t-shirts da banda presentes, algo até então imperceptível, é seguro dizer que a grande maioria dos presentes esteve apenas para ver o espectáculo da banda de rock industrial de Lisboa. Com um Rui Sidónio sem o habitual “casulo” de plástico negro, que vai despindo durante a sua atuação, mas a manter a sua capacidade física de correr quilómetros em cima do palco, os clássicos foram desfilando, de “Growth” a “Mortuário”, de “Cavalo Alado” a “Os Grifos De Deus”, e o encerramento da festa com os habituais “Anjo Exilado” (com invasão pacífica do palco) e “Escaravelho”, com Sidónio bem no meio da plateia.

Fim de festa, dois dias com vinte e duas bandas, que só pecou pela fraca afluência de público no primeiro dia, talvez sendo a edição do festival com pior registo de espectadores, algo que em nada belisca a organização, que se mostrou perfeitamente à altura de um evento deste calibre. Fica o desejo de continuidade e que o público se capacite que é com a presença em festas destas que se honra o underground e o movimenta.

Texto e fotos por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Festival Bardoada e Ajcoi


Depois de terem anunciado o concerto dos Dead Daisies em Portugal, mais concretamente no Lisboa Ao Vivo, dia 4 de dezembro, foi agora divulgada aquela que será a banda de abertura deste espectáculo: os Iberia.

Os bilhetes custam 22 euros e já estão disponíveis nos locais habituais.

Por: Carlos Ribeiro - 16 Outubro 18


O Laurus Nobilis Music Famalicão anunciou mais uma banda das que vão marcar presença na edição deste ano: os W.A.K.O.

Os portugueses juntam-se aos já anunciados Entombed A.D, Wrath Sins e Sinistro.

Os bilhetes podem ser adquiridos nos locais habituais. De realçar que existe uma promoção limitada a 300 bilhetes, onde os mesmos custam apenas 25 euros.


Por: Carlos Ribeiro - 16 Outubro 18


Os britânicos Bury Tomorrow estão de regresso ao nosso país para dois concertos. Os eventos vão ter lugar nos dias 24 e 25 de Fevereiro, no RCA Club (Lisboa) e no Hard Club (Porto), respectivamente. 

50 bilhetes vão ser disponibilizados a um preço especial de 10 euros em www.unkind.pt. Mais novidades serão conhecidas em breve.

Por: Rita Limede - 15 Outubro 18


Os Gorod anunciaram o próximo álbum "Aethra", com lançamento marcado para o próximo dia 19 de outubro, através da Overpowered Records. Está disponível acima para audição o "lyric video" de "Aethra".

Por: Sabena Santos Costa - 15 Outubro 18


Estarão os System Of A Down a passar por uma fase mais "down"? Precisarão os System Of A Down de ajuda psiquiátrica? São essas as questões que se colocam quando sabemos que, embora a banda norte-americana tenha retomado funções em 2010, depois de um hiato de quatro anos, continua a reunir-se apenas para atuações ao vivo, já para não falar no conflito interno entre o guitarrista Daron Malakian e o vocalista Serj Tankian em relação à divulgação ou não de material inédito. Foram essas as questões que também se colocaram mais recentemente na rádio KROQ, surgindo até mesmo a sugestão, em tom de brincadeira, dos System Of A Down recorrerem a Phil Towle, o "psiquiatra/coach de melhoria de performance" dos Metallica, ao qual o baixista Shavo Odadjian respondeu o seguinte:

"Eu já tive essa conversa. Seria bom. Talvez alguém precise de se colocar no meio da situação e dizer 'é isso que significa' e 'é isso que ele quer dizer'. Mas não é como se alguém tivesse feito algo. Não há como dizer algo do tipo: 'ah, ele fez isso por esse motivo'.

"Tudo o que viste nos últimos dois anos existe há 10 anos. Só 'vazou', porque as redes sociais andam aí.

"Não guardo rancor. Não posso fazer isso. Porém, é doloroso, porque quero tocar, fazer música, gravar um disco. Não entrei numa banda e fiquei famoso para, depois disso, parar de fazer música. Quero tocar mais. Mas é isso, vamos superar isso."

Por: Bruno Porta Nova - 15 Outubro 18


Os All That Remains vão lançar um novo álbum, intitulado "Victim Of The New Disease", que sairá a 9 de novembro pela Fearless.

Depois de ter disponibilizado os temas "Fuck Love" e "Everything´s Wrong", a banda dá a conhecer agora o terceiro tema deste álbum "Wasteland", que pode ser ouvido em baixo.

O vocalista Philip Labonte diz sobre o novo trabalho, o seguinte: "Este disco é tudo o que All That Remains é. Quando é pesado, é mesmo pesado. Quando não é, é delicado e emotivo."



Por: Paulo Vaz - 15 Outubro 18


A banda de Londres prepara-se para lançar o seu 5º álbum de estúdio, "Vector", a 26 de outubro pela Inside Out Music. Depois da divulgação de "The Good Doctor", a banda revelou agora o vídeo do tema "Puzzle Box", sendo possível visualizar o mesmo acima.

A banda comentou o seguinte sobre a faixa: "'Puzzle Box' nasceu de algumas das jam sessions que tivemos no princípio do processo de composição. A música tem uma natureza crua e levemente psicótica; Para conseguir consequências favoráveis, sugerimos tomar esta dose de "Vector" em intervalos regulares ao longo do dia".

Este álbum foi produzido pela própria banda, tendo a sua gravação e mistura sido realizadas por Adam 'Nolly' Getgood (Periphery, Devin Townsend). O desenho de capa foi criado, uma vez mais, por Blacklake  

Track list do álbum "Vector"

01. Clear
02. The Good Doctor
03. Puzzle Box
04. Veil
05. Nil By Mouth
06. Host
07. A Cell Divides


Por: Ana Antunes - 15 Outubro 18


Agora que os Kiss têm os dias contados, Paul Stanley acha que a banda não lançará mais música nova até ao seu término. O guitarrista foi entrevistado no Rock 'N' Roll Fantasy Camp e falou sobre o futuro dos Kiss, prevendo que não haverá um sucessor para "Monster":

"Repara, agora é uma altura diferente. Eu poderia escrever 'Let It Be', e as pessoas ainda diriam: 'Muito bom. Agora toca a ' Detroit Rock City'. E eu percebo isso, porque quando as músicas têm uma história contigo, são como uma foto de um momento da tua vida, e isso não é algo que seja substituível da noite para o dia.

"É interessante achar que 'Modern Day Delilah' ou 'Hell Or Hallelujah' são tão boas como qualquer coisa que fizemos nos álbuns anteriores, mas percebo que as pessoas estejam mais ligadas àqueles temas clássicos. Eu compreendo isso.

"Repara, se visualizares um vídeo de um concerto de qualquer banda - se visualizares um vídeo do [Paul] McCartney, se visualizares um vídeo dos [Rolling] Stones - e desligares o volume, eu consigo dizer-te quando é que eles tocam uma música nova, porque o público senta-se.

"É sempre interessante que as pessoas perguntem: 'Quando é que produzem material novo?' Mas quando esses atos, ou qualquer ato clássico, acabam por produzir material novo, as pessoas toleram isso. Elas estão a pedir para fazeres isso e estão a pedir para o produzires, mas ao mesmo tempo não o querem. Por isso, a dada altura, eu digo: 'Realmente, qual é o objetivo?' A menos que seja algo gratificante para mim, voltar ao estúdio apenas para gravar material novo dos Kiss leva-me a achar que tudo o que fizemos até agora diz muito de nós e chega como legado."

Por: Bruno Porta Nova - 15 Outubro 18


Os fãs do icónico grupo de death metal melódico, Soilwork, já podem ouvir uma música com o novo baterista Bastian Thusgaard. 

"Arrival" encontra-se disponível para audição no video acima.

Este tema fará parte do 11º primeiro álbum da banda sueca, "Verkligheten", que tem data de lançamento prevista para 11 de janeiro de 2019, através da Nuclear Blast.

Track List de "Verkligheten", capa do álbum e capa alternativa:

01. Verkligheten
02. Arrival
03. Bleeder Despoiler
04. Full Moon Shoals
05. The Nurturing Glance
06. When The Universe Spoke
07. Stålfågel (com Alissa White-Gluz)
08. The Wolves Are Back In Town
09. Witan
10. The Ageless Whisper
11. Needles And Kin (com Tomi Joutsen)
12. You Aquiver (com Dave Sheldon)



Por: David Ferreira - 15 Outubro 18


O líder da banda Edguy, Tobias Sammet, acaba de revelar a capa e tracklist do seu projeto paralelo, Avantasia, que será composto por 11 novas faixas e terá o nome "Moonglow".

Como já é habitual no supergrupo alemão, este novo trabalho contará com convidados muito especiais, entre os quais: Jørn Lande (Masterplan), Eric Martin (Mr. Big), Geoff Tate (Queensrÿche), Michael Kiske (Helloween), Hansi Kürsch (Blind Guardian), Mille Petrozza (Kreator), entre outros.

"Moonglow" chegará às lojas a 1 de fevereiro de 2019, através da Nuclear Blast.

Confira aqui o comunicado no Facebook oficial dos Avantasia.

Track List e capa de "Moonglow":

01. Ghost In The Moon
02. Book Of Shallows
03. Moonglow
04. The Raven Child
05. Starlight
06. Invincible
07. Alchemy
08. The Piper At The Gates Of Dawn
09. Lavender
10. Requiem For A Dream
11. Maniac
12. Heart (Faixa Bónus )


Por: David Ferreira - 15 Outubro 18


"Symptom Of The Universe", cover dos Black Sabbath, faz parte do último álbum de Impellitteri,  intitulado "The Nature Of The Beast", lançado no passado dia 12 de outubro.

Track list:

01. Hypocrisy 
02. Masquerade 
03. Run For Your Life 
04. Phantom Of The Opera 
05. Gates Of Hell 
06. Wonder World 
07. Man Of War 
08. Symptom Of The Universe (cover de Black Sabbath) 
09. Do You Think I'm Mad 
10. Fire It Up 
11. Kill The Beast 
12. Shine On


A cover supracitada e a faixa "Run For Your Life" podem ser escutadas, clicando nos vídeos abaixo.



                                                                                                                                                                                                        Por: Matilde Sanches - 15 Outubro 18


A Bertelsmann Music Group continuará a trabalhar nas reedições de 'The Studio Collection - Remastered' , cobrindo os 16 álbuns de estúdio dos Iron Maiden, em toda a sua carreira até ao momento.

Na sequência dos lançamentos de vinil preto de 2014/2017 e do projeto 'Mastered for iTunes' de 2015, o 'The Studio Collection - Remastered' será lançado no formato de CD digipak, com a tracklist correspondente aos lançamentos originais do Reino Unido. As gravações são tiradas dos mesmos lançamentos digitais de alta resolução de 2015.

Os álbuns serão lançados cronologicamente em lotes de quatro, durante nove meses, e serão também disponibilizados em streaming.

Para os colecionadores,  um CD de cada lote de lançamentos também estará opcionalmente disponível numa caixa especial com uma estátua de escala 1:24 e um patch exclusivo. 

Steve Harris, membro fundador e baixista dos Iron Maiden, disse: “Nós queríamos fazer isto há muito tempo e eu fiquei encantado com a remasterização que fizemos em 2015. Acho que os nossos álbuns soaram tão bem que o certo era disponibilizarmos agora também em CD. ”

Por: Marta Pinheiro - 15 Outubro 18


Corey Taylor disse à Resurrection Fest TV, de Espanha, que o álbum de 2014, ".5: The Grey Chapter", chegará no próximo verão. 

O músico disse que o ano de 2019 será "um grande ano para a banda", e acrescentou que os planos dos Slipknot para os próximos meses incluem o lançamento de "uma grande tour mundial". Mas, também alertou que, "tudo depende de quando chegarmos ao estúdio. No momento, o plano é que estejamos no estúdio no começo do ano que vem - como no primeiro par de meses do ano que vem", explicou. "Serão alguns meses para isso, alguns meses para começar a produção, novas máscaras, novas roupas, tudo novo. E espero poder vir e começar a tour no verão quando o álbum for lançado."

Corey Taylor adiantou que os Slipknot já começaram o processo de composição do álbum e que já têm, neste momento, 20 músicas.

Por: Marta Pinheiro - 15 Outubro 18


Altitudes & Attitude, projeto dos músicos Frank Bello (Anthrax) e David Ellefson (Megadeth), terá o seu primeiro álbum disponível, a partir do dia 18 de janeiro de 2019, via Megaforce. A novo trabalho, intitulado "Get It Out", foi produzido por Jay Ruston (Anthrax, Steel Panther, Stone Sour), sendo que o grupo com Jeff Friedl (A Perfect Circle, Ashes Divide), na bateria.

O vídeo com letra para o primeiro single do álbum, intitulado "Out Here", já está disponível e pode ser visualizado abaixo.

"Uma grande parte das letras são acerca das minhas lutas interiores e da raiva que tem vindo a aumentar, das minhas experiências de vida - o assassinato do meu irmão, o meu pai, que abandonou a minha família, quando ainda éramos novos, deixando-nos sem maneira de pagar as contas", conta Frank Bello.

O novo álbum representa a concretização das ambições dos dois músicos e conta com a participação de diversos artistas, entre eles, Ace Frehley (ex-KISS; faixa "Late"), Gus G. (Ozzy Osbourne, Firewind), Nita Strauss (Alice Cooper), Christian Martucci (Stone Sour) e Satchel (Steel Panther). 

Ellefson revelou o seguinte: "Altitudes & Attitude apenas poderia ter acontecido nesta altura - quando os Big Four já estão mais velhos, maduros, amigáveis e abertos a serem mais criativos."



Por: Miguel Matinho - 15 Outubro 18


"Damned If You Do" é o tema do novo vídeo (disponível acima) dos veteranos do Metal, da Costa Oeste dos EUA, Metal Church.

Trata-se da faixa-título do 12º trabalho de estúdio do grupo, que tem lançamento marcado para 7 de dezembro, através da Rat Pak Records.

Por: Patrícia Garrido - 15 Outubro 18



A banda de black metal Adverso vai lançar o EP, "Ex Inanis", em cassete (limitado a 80 cópias), hoje pela Purodium Rekords. O EP do grupo português encontra-se para escuta integral abaixo.

 
Por: Sabena Santos Costa  - 15 Outubro 18


“Terrorivision” é o novo álbum dos belgas Aborted... a banda tem andado muito ocupada mas consegue sempre surpreender! O baixista Stefano esteve à conversa com a Metal Imperium e fez algumas revelações deveras interessantes. Continue a ler...


M.I. - 23 anos é uma longa vida para uma banda de metal... os Aborted alcançaram os objectivos que estabeleceram quando formaram a banda?

Até agora, diria que sim, mas queremos sempre avançar e estabelecer metas maiores.


M.I. - O novo álbum acabou de ser lançado. Como te sentes? Como estão as vendas? As críticas são impressionantes!

Eu acho que este é o álbum mais criativo até hoje, e a reacção tem sido óptima! As vendas também parecem realmente boas, e conseguimos entrar em várias tabelas oficiais (como Billboard e Heatseekers, ou as tabelas oficiais alemãs), e isso é muito fixe!


M.I. - O título “TerrorVision” tem um significado mais profundo do que aparenta… podes falar sobre isso?

Vivemos num mundo onde a capacidade de pensar correctamente, devido à nossa independência, parece não ter importância, a menos que te ajustes ao padrão geralmente aceite de "conhecimento" ou aparência física. Factos científicos já não interessam, e as pessoas que se pronunciam são "queimadas" na fogueira como aconteceu na Idade Média, onde homens ou mulheres eram mortos como hereges por afirmarem que a Terra era um globo que girava em torno do Sol e não o contrário, ou porque eram vistos como bruxas (soa familiar hoje em dia, não é?). "Terrorvision" é um jogo de palavras (eu adoro jogos de palavras) com as palavras televisão (o meio de comunicação principal, pelo menos há alguns anos atrás) e terror, pretendido como terror geral espalhado pelas notícias e pelos média em geral.


M.I. - O processo de gravação desta vez foi feito de forma diferente... como o fizeram? Por que mudaram a maneira como costumavam trabalhar? Não ficaram feliz com os álbuns anteriores?

Se por diferente te referes às guitarras e baixo serem gravados num estúdio separado (o estúdio de gravação caseiro de Mendel) e as vozes e bateria serem feitos no estúdio de gravação de Kohle, então sim. Fizemos isso para economizar tempo e poder trabalhar com mais rapidez e eficiência - na verdade, nós podíamos trocar músicas de um lado para o outro e assim que o Ken tocava bateria, os outros tipos tocavam guitarra e baixo, depois as vozes. Foi um ciclo muito mais produtivo.


M.I. - Quem é responsável pela arte da capa? Achas que realmente ilustra a mensagem / sentimento do álbum?

Sim, criaturas horripilantes que controlam pessoas que se transformam em hospedeiros? Sim, realmente transmite a mensagem. O artista por trás disso é Par Oloffson.


M.I. - Vocês estarão muito activos ao vivo nas próximas semanas... gostam de andar em tournée? Fazem-no por prazer ou apenas para promover o nome / álbum da banda?

Todos nós gostamos de andar em tournée, senão não o faríamos! Haha! Às vezes uma tournée pode ser stressante – sente-se falta da família, de casa e fazê-lo com um line-up estável de pessoas trabalhadoras e com quem te dás bem, tal como na nossa formação actual, torna o trabalho muito mais divertido e agradável. Principalmente, nós fazemo-lo pelo prazer de viajar e tocar para os nossos fãs, mas obviamente a promoção é sempre um elemento chave.


M.I. - A banda andou em tournée pela Austrália recentemente… já tinham tocado lá em 2014… alguma diferença marcante entre as duas tournées? Como foi a experiência geral? Quão diferente é o público do europeu?

Os fãs australianos são sempre incríveis e fazem com que as 108129741394734 horas de voo valham a pena. Foram duas tournées divertidas, mas esta correu muito melhor em termos de logística - basicamente voávamos todos os dias e passávamos algum tempo no hotel antes do soundcheck e do concerto, enquanto que nossa última tournée australiana andávamos numa carrinha (passámos muitas horas sentados em assentos de metal, não de novo, obrigado). Obrigado mais uma vez a toda a equipa envolvida e a Dave Haley por organizar a tournée com TBDM!


M.I. - A banda já tocou em Portugal muitas vezes, mas não há nenhuma data aqui para a tournée europeia. Por quê? A maioria das bandas diz que Portugal é muitas vezes deixado de fora devido a problemas logísticos… é mesmo assim? Quão complicado é chegar aqui quando tocam em Espanha, que é mesmo aqui ao lado? Não há muitos promotores interessados?

Última pergunta, sim, provavelmente deves perguntar aos promotores, porque amamos Portugal, adoramos o clima, a comida e os fãs. Mas uma coisa posso dizer, pelo que tenho visto, também estamos apenas a tocar na parte "central / norte" de Espanha, o que torna muito mais fácil para nós "voltar" para o resto da Europa, passando por França, Alemanha etc. Mas não se preocupem, poderemos regressar em breve...


M.I. - Vocês já tocaram no SWR. Gostam de tocar cá? Muitos amigos? Grande audiência?

Esse concerto foi incrível (menos a areia que nos cobriu a todos haha), nós realmente gostamos do festival!


M.I. – Sentem-se diferentes em relação a tournées agora, comparando com quando começaram? Há alguma tournée em particular que tenha tido um impacto maior em ti por algum motivo? Em caso afirmativo, qual e por quê?

Eu diria que as últimas tournées foram absolutamente surpreendentes - nós fizemos tournées em locais com capacidade para 10 mil pessoas com os Kreator, Sepultura e Soilwork; também tocamos nos EUA como cabeças de cartaz este ano e a reacção foi incrível!! Mas a maioria das tournées que fizemos no passado, de alguma forma, eu relembro-as com prazer (o nosso primeiro Hell Over Europe com Origin em 2014 ou a que fizemos com TBDM há alguns anos atrás).


M.I. - Qual é a lição mais valiosa que aprendeste ao tocar pelo mundo?

Levar sempre muitas meias limpas e toalhitas.


M.I. – A vossa música é tão intensa e agressiva... como te sentes depois de um concerto?

Realmente exausto (risos) mas satisfeito. É porreiro sair do palco com a sensação que dei o meu melhor!


M.I. - Em relação à arte (em qualquer estilo ou forma)... quais os artistas que te inspiram e por quê?

Música e cinema são os estilos que mais influenciam a minha própria actividade, juntamente com bons autores literários como HP Lovecraft, Edgar Allan Poe ou o "Hellbound Heart" de Clive Barker. Eu gosto, particularmente, deste movimento retro inspirado nos anos 80, como Carpenter Brut na música ou Jason Edmiston na arte gráfica.


M.I. - Listado sob os interesses da banda está o "extermínio global". Não achas que a raça humana está a fazer um bom trabalho nesse sentido?

Sim, de facto, e eu endosso totalmente essa tendência!


M.I. - Se estivesses prestes a formar uma banda agora pela 1 ª vez, mas com todo o conhecimento que ganhaste nestes 23 anos... quão diferente ou semelhante seria a Aborted? 

Eu escolheria alguns membros de forma diferente mas, de resto, não tenho quase nenhum arrependimento!


M.I. – Lamentas algo relacionado com a banda? Quando pensas nos tempos difíceis e dificuldades que a banda passou nestas décadas, achas que valeu a pena? Alguma vez te passou pela cabeça a ideia de desistir?

Houve alguns momentos em que achei que era extremamente difícil, mas o pensamento de desistir nunca me passou pela cabeça. Os Aborted são a criatura de que mais me orgulho... como é que eu poderia desistir de gritar na cara das pessoas e vê-las a gostar disso?!


M.I. - Se pudesses refazer um álbum Aborted de novo... qual seria e por quê?

Todos sabem a resposta para isso… #osuspenseintensifica.


M.I. - Quantos anos tinhas quando te interessaste por horror, gore e música extrema? Tornaste-te músico por acaso ou sempre tiveste essa intenção?

Eu cresci nos anos 80, e era um adolescente quando me tornei fã das imagens de terror. O death metal dos anos 80 ou início dos anos 90 sempre foi uma grande influência para mim, portanto posso dizer que a ideia de fazer música cresceu em mim rapidamente.


M.I. - A banda é pressionada para lançar material novo a cada dois anos ou mais? Achas que ter um prazo para apresentar material novo pode estar a matar a criatividade de algumas bandas?

Prazos às vezes podem matar a criatividade mas, às vezes, se trabalhas com os músicos e pessoas certas, também pode fazer com que faças algo de bom. Felizmente, nós não temos esse tipo de pressão para escrever um álbum a cada ano, fazemo-lo porque gostamos.


M.I. - Como te sentes por saber que agora também estás a inspirar outros a seguirem os seus sonhos e tocarem a música que adoram? É uma responsabilidade pesada? Já conheceste algum verdadeiro die-hard fã?

Oh, nós encontramos muitos desses, também coleccionadores, que compram todas as diferentes edições do mesmo álbum e eu penso, 'caramba, gostas realmente de Aborted, não é?', e esse pensamento enche-me de orgulho. Se sinto que sou uma inspiração para os outros? Cabe-lhes a eles dizer isso, mas, nesse caso, isso é fixe, não é um fardo.


M.I. - No caso de teres que aconselhar alguém que nunca ouviu falar de Aborted... qual álbum é que a pessoa deveria ouvir primeiro e por quê?

Deve começar com "Terrorvision", pois é a combinação perfeita do que a banda se tornou em 20 anos de actividade!


M.I. - Do que mais te orgulhas como membro de Aborted?

Gritar loucuras enquanto ando em tournée e tocar a música que gosto para os nossos fãs!


M.I. - Por favor, deixa uma mensagem para os fãs e leitores portugueses da Metal Imperium Webzine!

Obrigado! E queridos portugueses não se preocupem, voltaremos mais cedo do que pensam!

For english version, click here

Entrevista por Sónia Fonseca


Os Hipérion, banda de heavy metal portuguesa, nasceram em 2010, apenas com três elementos. Actualmente são um quinteto (Paulo Bandão – voz;  Agostinho – guitarra; Hélder Soares – guitarra; João Costa – Baixo e Filipe Costa – bateria) e lançaram o seu último trabalho, Witchery, em Fevereiro deste ano. 

M.I. - Hipérion – oitava maior lua de Saturno; Titã, filho de Urano e Gaia, a sua união com Teia gerou Selene (a lua), Hélios (o sol) e Eas (a aurora). Porquê a escolha deste nome tão associado à mitologia e cosmologia? 

O Heavy Metal sempre teve alguma ligação à mitologia, e nós tentamos procurar por aí... Encontrámos alguns nomes que poderiam servir e tiramos um à sorte... Ficou Hipérion... 


M.I. - Qual a inspiração para “Witchery”, o vosso último trabalho?

As músicas foram aparecendo naturalmente, as inspirações foram várias, pois temos várias temáticas nas 8 músicas do álbum.  Vamos desde o misticismo da "The Mighty Excalibur", até à triste realidade do terrorismo em "My Revenge", passando pelo valor da união e força do Heavy Metal em "Die for Metal"... 


M.I. - Falando ainda de “Witchery”, que foi “edição de autor”. Porquê esta opção que, cada vez mais, tem sido a opção de muitas bandas nacionais?

O mundo da música está em constante transformação, e o Metal não foge ao problema... Com o aparecimento das plataformas de distribuição de música pela Internet a necessidade de comprar um álbum físico foi diminuindo, levando à perda de influência sobretudo das editoras mais pequenas, que deixaram de apresentar soluções "apetecíveis" para as bandas...  No nosso caso nenhuma das propostas que tivemos era apelativa... 


M.I. - E se uma editora se mostrasse interessada no vosso trabalho?

Estamos sempre abertos a todas as sugestões... 


M.I. - Fazer Heavy Metal nos dias de hoje, em Portugal, é conquistar novo público, ou uma reinvenção permanente para manter o público que já existe?

Talvez seja mais difícil conquistar novo público do que manter a "velha guarda"...  Quem ouve Heavy Metal há mais anos e vem sobretudo dos "gloriosos 80" é mais fiel e segue mais de perto...  O público mais novo é mais variado nos gostos musicais e não fica tão "agarrado" ao Heavy Metal... 


M.I. - E quem é o vosso público?

São sobretudo os fãs da NWOBHM... 


M.I. - Como está a ser o ano de 2018 para os Hipérion, em termos de actuações ao vivo?

Está um pouco fraco... estivemos no Tondela Rocks e no Cambra Metal Fest e pouco mais...  Fica um pouco a ideia que os promotores apostam cada vez menos no Heavy Metal... 


M.I. - Como é que definem a vossa sonoridade?

Heavy metal puro e duro...  Uma mistura entre Judas, Maiden, Accept e um pouco de OVERKILL... 


M.I. - Com oito anos de existência, o que é que mudou nos Hipérion? Qual o balanço que fazem?

Mudámos todos... Hoje estamos mais unidos e mais assertivos...  Somos mais banda... 


M.I. - Projectos para o futuro…

Estamos a trabalhar num EP que contamos apresentar no próximo ano e que contará com 5 músicas cantadas em português...  Vamos variar um pouco... Obrigado pela oportunidade que nos deram para podermos mostrar um pouco mais do nosso trabalho.  Que o Metal fique convosco! 


Entrevista por Rosa Soares


Os 11th Dimension são uma banda com um som muito próprio. Sendo, predominantemente, associados ao som da nova vaga de bandas de metal progressivo,  ao longo das suas diversas músicas encontramos sonoridades que nos remetem para influências tão diversas como o rock ou o death metal. No passado mês de Maio, lançaram o seu primeiro LP, "Paramnesia", um álbum conceptual, sobre o qual conversámos com a banda. 


M.I. - Os 11th Dimension surgem oficialmente em 2013, mas a verdade é que vocês já vêm juntos de outros projectos. Querem falar um pouco dessa experiência que vos trouxe até aqui?

CC - Tentando resumir um pouco, eu e a Filipa conhecemos-nos na faculdade, e a determinada altura estávamos num projecto juntos onde foi necessário procurar um guitarrista. Por uma pessoa em comum contactámos o Pedro que aceitou o convite e começou a tocar connosco. Pouco tempo depois procurávamos uma pessoa para fazer voz limpa em conjunto com outro vocalista que faria growl e a mesma pessoa sugeriu a Diana que também aceitou o convite e integrou a banda por algum tempo. Honestamente que não sei a razão mas fui convidado a sair desse projecto por um dos membros e a Filipa, Pedro e Diana decidiram que não iriam permanecer tendo eu saído e então propus que ficássemos os 4 juntos na mesma, num novo projecto, que iria começar por se dedicar a covers, para ganhar experiência como banda, mas sempre com o olho num projectos de originais. 


M.I. – Durante algum tempo moveram-se no circuito das bandas de covers. Uma questão que hoje é muito falada diz respeito às oportunidades que são dadas às bandas de covers e as que são dadas às bandas de originais. As bandas de originais referem estar, muitas vezes, em segundo plano e até de serem rejeitadas em alguns espaços. É algo que os 11th Dimension também sentem?  

FS - Este tema geralmente gera uma enorme controvérsia, que no meu entender é completamente desnecessária. A música é uma forma de arte, seja ela através de projectos de originais ou de covers. Existe normalmente um público alvo diferente para cada uma das situações e acima de tudo, espaço para todos. Não considero que os 11th Dimension já tenham sentido qualquer tipo de rejeição, até porque sinceramente, não é uma questão que nos preocupe. Tal como referi, existe espaço para todos, a música é algo demasiado belo para que se perca tempo com este tipo de “rivalidades”. O que importa realmente é que as pessoas se sintam bem e felizes com o tipo de música que tocam.  


M.I. - Qual a origem do vosso nome, o que significa 11th Dimension? 

CC - O nome demorou muito tempo a definir porque queríamos algo que deliberadamente nos associasse com o movimento prog/post metal actual, que é o estilo de música onde nos queríamos enquadrar. Nesse sentido procurámos entre várias referências científicas, matemáticas, etc. Uma das ideias que surgiu foi referenciar a Teoria de Cordas que, muito resumidamente, diz que todas as partículas do universo surgem de vibrações em algo que chamam cordas. Não resistimos ao paralelo de cordas e vibrações com a música e, sendo uma das características da teoria o facto de existirem 11 dimensões no total (além das 3 ou 4 que conhecemos habitualmente), acabámos por decidir que o nome seria 11th Dimension. 


M.I. – “Paramnesia”, o vosso mais recente trabalho, é uma metáfora entre a realidade e um mundo “mental” alternativo. Qual a inspiração para este álbum? 

DR - A inspiração para os conceitos explorados nas músicas vem do próprio dia-a-dia, de experiências na própria pele e também da perceção que tenho do que se passa com uma grande parte das pessoas da minha geração. Trata-se de explorar um pouco as situações de desespero e de sufoco, mas também a capacidade de dar a volta e seguir em frente, quer isso implique uma mudança física ou uma mudança mental. 


M.I. – Nos dias de hoje, esse mundo “mental” alternativo é necessário para mantermos o equilíbrio ou é, ele próprio, fruto do desequilíbrio e insatisfação com o mundo real? 

DR - Eu considero que é bastante salutar para a nossa sanidade mental termos a capacidade de criar esse escape, o nosso próprio “safe space” onde não há impossíveis podemos projetar tudo aquilo que queremos atingir. Definitivamente que ele é moldado por aquilo que se passa no mundo real, mas no fundo é algo que já é intrínseco ao ser humano, sobretudo enquanto somos crianças. Infelizmente, com o passar dos anos, tendemos a renegar esse lado e a concentrar as nossas forças em manter os pés sempre assentes na terra, como se essa fosse a nossa única opção, e tornamo-nos demasiado maquinais. Como em tudo na vida, a chave está no equilíbrio; e se é com ações concretas no mundo real que vamos conquistando os nossos objetivos, não nos podemos esquecer que o sonho é o primeiro passo na cadeia, e é ele que motiva essas ações. 


M.I – Quatro anos separam “Odyssey”, o vosso primeiro EP, e “Paramnesia”. O que mudou nos 11th Dimension e na sua forma de fazer música? 

CC - Numa palavra: crescemos. O EP foi muito importante porque nos obrigou a perceber tudo o que implica passar uma música da cabeça para um mp3 numa plataforma de streaming porque decidimos que seríamos nós a fazer todos esses passos. Começámos a compor tirando mais partido do que a tecnologia nos permite fazer, o trabalho em si a ser feito com uma visão mais de longo prazo, tentando poupar trabalho mais à frente, gravar passou a ser parte integrante do processo de composição para mais facilmente nos colocarmos do lado do público (ninguém tem a total percepção de como algo soa enquanto está a tocar no ensaio) e encontrámos a forma de compor que permite debitar ideias mais rapidamente sem alienar nenhum dos membros. O próprio processo de gravar o Paramnesia ensinou-nos quase tanto como o Odyssey e tudo o que disse está muito mais refinado e afinado agora. Musicalmente, é inegável que 4 anos fazem muita diferença na música que nos influencia e penso que isso é audível quando comparamos as músicas que já vêm do Odyssey com as que apareceram apenas no Paramnesia, se por um lado fomos buscar ambientes que não surgiam 4 anos antes, por outro também perdemos o medo de ter riffs de metal básicos focados só em ser pesados e agressivos. 
Finalmente, o orgulho não me permite deixar de dizer que, quando se está num grupo onde todos os elementos estão sempre a puxar para ser melhores, 4 anos fazem toda a diferença no que toca à nossa habilidade técnica, o que por sua vez permite executar outro tipo de coisas. 


M.I. – Quais são as vossas principais influências musicais? Para além do Metal, que outros estilos vos interessam? 

FS - Sendo o Metal o estilo transversal a todos os elementos da banda, diria que cada um de nós tem várias influências musicais diferentes, que acabam por colidir de uma forma interessante na composição das músicas de 11th Dimension, não nos restringindo assim a um único estilo de música. Falo por exemplo de estilos musicais como Rock, Pop, Jazz e até mesmo Música Clássica.  


M.I. – Como é que estão a promover o vosso álbum? Quais as reacções da crítica? 

DR - Apostámos em algumas plataformas de promoção online, que fizeram com que a notícia do lançamento do álbum chegasse a uma infinidade de páginas, zines, rádios e etc a nível internacional, o que definitivamente foi uma boa ajuda. As reviews que fomos encontrando, tanto por cá como lá fora, foram todas extremamente positivas, o que naturalmente nos deixa orgulhosos. Sabemos que não é possível agradar a toda a gente, sabemos que não somos perfeitos, mas o feedback que nos tem chegado tem mostrado que isto valeu bastante a pena. 


M.I. - O mercado internacional é algo que ponderam? 

PM - Impossível em 2018 não pensar no mercado como um todo, vemos um mercado global, não fazemos distinção entre nacional e internacional, a nossa música está exposta ao mundo, pronta para ser consumida e apreciada por quem assim o desejar, estamos em todas as maiores plataformas digitais e vendemos merchandise para todo o mundo, podemos “gabar-nos” de o Paramnesia já ter chegado a quase todos os continentes. A única limitação neste momento é a deslocação física para outros países, mas esperamos crescer o suficiente para abrir essas portas, no fundo nos dias de hoje não é assim tão diferente fazer uma viagem de 3h para tocar no Porto ou um voo dessa mesma duração e estar em Londres, Paris ou Berlim, é tudo uma questão de oportunidade e disponibilidade. 


M.I. – Numa palavra, como se definem? 

Audazes. 

CC - Carlos Costa; FS - Filipa Simões; DR - Diana Rosa; PM - Pedro Marques 

Entrevista por Rosa Soares