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Entrevista aos Venom Inc

Os Venom Inc nasceram em meados de 2015 como uma nova banda que reúne toda a força e poder dos seus membros: Tony “Demolition Man” Dolan (baixo/voz) com os membros originais de Venom – Jeff “Mantas” Dunn (guitarra) and Anthony “Abaddon” Bray (bateria). A banda tem estado em tournée(...)

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Os norte-americanos Sextile estreiam-se em Portugal no próximo ano. A banda de post-punk atua no dia 25 de Fevereiro, no Hard Club (Porto) e, no dia seguinte, no Sabotage Club (Lisboa). Vêm promover o seu mais recente álbum, "Albeit Living", lançado em Julho do presente ano. 

Ficaremos a aguardar por mais detalhes. 

Por: Sara Delgado - 23 Outubro 17



Twiggy Ramirez é o atual baixista dos Marilyn Manson, ex-A Perfect Circle e antigo baixista de tour dos Nine Inch Nails. Recentemente, foi acusado de violação pela sua ex-namorada Jessicka Addams, vocalista da banda Jack Off Jill.

Abaixo pode ser lido o testemunho completo de Jessicka, que explica só agora dar a conhecer a situação devido a pressões anteriores que foram feitas pela editora da sua banda.

Manson comentou só ter tido conhecimento desta acusação há pouco tempo, estando "triste pelo óbvio distress de Jessicka".



Por: Sara Delgado - 23 Outubro 17


Os britânicos While She Sleeps confirmaram uma nova tour para o início de 2018 e Portugal foi contemplado com três datas. A banda de metalcore atua no Hard Club (Porto) no dia 14 de Janeiro; a 15, pisará o palco do RCA Club (Lisboa); por último, no dia 16, estará no Bafo de Baco (Loulé).

Ficaremos a aguardar por mais detalhes. 

Por: Sara Delgado - 23 Outubro 17



O guitarrista original e co-fundador de Marilyn Manson, Scott Putesky, conhecido como Daisy Berkowitz, faleceu depois de uma longa batalha contra o cancro do cólon.

O músico de 49 anos soube da doença em Agosto de 2013, depois de seis anos de dores misteriosas no abdómen.

Putesky tocou em "Portrait of An American Family" e em "Smells Like Children", antes de deixar Marilyn Manson por diferenças criativas nas sessões do que iria tornar-se no LP "Antichrist Superstar". Putesky juntou-se a Jack Of Jill, aos Godhead e depois formou a própria banda Three Ton Gate.

Por: Paulo Vaz - 23 Outubro 17


A banda Diablo Swing Orchestra  está a preparar-se para lançar “Pacifisticuffs” já a 8 de Dezembro pelas editoras Candlelight e Spinefarm.

Cinco anos depois de “Pandora’s Piñata”, os suecos voltam a incorporar elementos de jazz, prog e musica clássica aos habituais rock e metal. A banda agora com uma nova vocalista, Kristin Evegård, cujas composições foram adicionadas a "Pacifisticuffs".

A banda comentou sobre o álbum: “”Pacifisticuffs” oferece uma expressão sobre os altos e baixos da vida, e tudo o que está inserido nela, tudo entregue com o toque multicolor reconhecível de Diablo Swing Orchestra”.

Track list do álbum"Pacifisticuffs" :

01. Knucklehugs (Arm Yourself With Love)
02. The Age Of Vulture Culture
03. Superhero Jagganath
04. Vision Of The Purblind
05. Lady Clandestine Chainbreaker
06. Jigsaw Hustle
07. Pulse Of The Incipient
08. Ode To The Innocent
09. Interruption
10. Cul-De-Sac Semantics
11. Karma Bonfire
12. Climbing The Eyeball
13. Porch Of Perception


Por: Ana Antunes - 23 Outubro 17


Os Venom Inc nasceram em meados de 2015 como uma nova banda que reúne toda a força e poder dos seus membros: Tony “Demolition Man” Dolan (baixo/voz) com os membros originais de Venom – Jeff “Mantas” Dunn (guitarra) and Anthony “Abaddon” Bray (bateria). A banda tem estado em tournée pelo mundo para trazer aos seus fãs os clássicos dos Venom, bem como canções novas. Lançado a 11 de agosto, o novo álbum “monstruoso” “Avé” acabou de chegar. Vamos descobrir mais com o Demolition Man...


M.I. - Podes falar-nos acerca desta reunião como Venom Inc? Sentem-se, como banda, mais poderosos que nunca?

Sim, eu penso que sim. Foi uma espécie de incidente, nós não o planeamos. Eu e o Mantas estávamos a trabalhar na cena de M-Pire e apenas uma oportunidade para mostrar, onde alguém estava, eles viram o Abaddon na audiência e questionaram-se em como seria se nós tocássemos num concerto juntos, depois de todos estes anos e eu nunca pensei que fosse acontecer. Eu perguntei ao Mantas que  não estava interessado. Eu perguntei ao Abaddon, ele disse que estava. Então, eu voltei ao Mantas e expliquei que era apenas para um concerto, apenas algumas canções, apenas para dois mil fãs que se queriam, sabes, talvez divertir e nós poderíamos apenas ir e divertirmo-nos e seria isso, na verdade. Nós apenas adaptámos as nossas ferramentas e voltámos a algo como o que estávamos a fazer antes, fizemo-lo e foi a loucura.  Daí em diante, temos sido levados ao mundo todo e finalmente a um álbum e o mais surpreendente é que, a cada passo do caminho, nós não o planeámos, nós não tínhamos um motivo de fundo, nós não o fizemos por dinheiro, obviamente, nós não estamos a fazer tanto dinheiro assim, mas nós não precisamos; de modo que nós éramos como que livres para o fazer, porque não tínhamos gestores, nem promotores, nem agentes, nem editoras, todos a fazer pressão para tentar e ganhar dinheiro com  isso, então nós poderíamos...; se os nossos fãs nos pedissem para irmos a algum lado e eles conseguissem angariar dinheiro suficiente para nos levar lá, nós podemos dizer “sim” e vamos e tocamos. E isso era a forma mais pura de o fazer e eu penso que tu não compras, fazendo o álbum; até o título do mesmo, é para os fãs, é para toda a gente, é para dizer obrigado por nos darem esta oportunidade de desfrutar da música, dos fãs, do mundo em que vivemos e da comunidade que nós temos através da nossa música e apenas desfrutar disso. (...) É como se, ao fim do dia, os fãs não quisessem que nós fossemos e tocássemos, nós não estaríamos a tocar; se os fãs não quisessem que fizéssemos um álbum, nós não teríamos feito um álbum. Isto é tudo devido aos fãs. Então, é maravilhoso e se nos sentimos empoderados por isso? Bem, sim, porque, pela primeira vez nas nossas vidas, nós não estamos a ser ignorantes ou egoístas o suficiente para pensar que o que estamos a fazer é importante para nós e nós percebemos que o que nós estamos a fazer é o que os fãs querem que façamos e isso é empoderamento por si só, porque nós somos movidos por essas pessoas e nós estamos a dar-nos a essas pessoas e isso dá-te um grande sentido de ser e é maravilhoso.


M.I. - O que pensas acerca da cena metal nos anos 80 e agora?

Sabes, é muito engraçado porque eu falei com uma rapariga bastante jovem em França, há alguns meses atrás, durante uma entrevista e ela disse “É óptimo poder falar convosco e com pessoas como vocês, porque vocês são lendários, porque são daquela era e e tudo o que eu faço é: eu leio-o em livros, eu perdi essa parte da História.” e eu disse “Tu estás na História.”. Naquela altura, não existia “negritude” extrema quando nós começámos, chegou extremamente mais tarde e depois “os Metallicas”, “os Slayers”, o death metal, o black metal e o grindcore e todas estas coisas cresceram. (...) Os Napalm Death, provavelmente, devem tanto aos Ramones quanto aos Venom e a cena do black metal, como género, deve muito mais “aos Bathorys” que entraram nele. Tudo se integrou em si mesmo. Eu penso que, nessa altura, existiam algumas pessoas que pareciam tentar empurrar os limites para a frente e agora, em comparação com agora, é como que onde quer que vás no mundo de Lima, no Peru, a Tóquio e ao Japão, a Leninegrado ou ao Kazan, na Rússia ou à Austrália, Nova Zelândia, Índia, ao Médio Oriente... Onde quer que vás, existem pessoas jovens a criar todos os tipos de géneros de metal que possas pensar e grande musicalidade, música fantástica com referências culturais, especificamente. É maravilhoso, absolutamente maravilhoso. Isto é história viva. Esta é a altura para estar nela. Quando tu podes ir e ver... tu poderias ir e ver os Black Sabbath até há pouco tempo, tu podes ir e ver, ainda ver o Ritchie Blackmore, ainda podes ver Accept ou o Tom Warrior ou Slayer ou Metallica. Mas também podes ver “os Mayhems”, tu também podes ver tudo o resto que está a acontecer e (...) Quero dizer, é apenas uma cornucópia com música e tudo o que possas querer está aqui: old school, new school e agora... tudo! E o que eu lhe disse foi tipo “Quando tu dizes que apenas o podes ler no teu livro e é Historia. Não, tu estás na História!”. Este é o melhor momento para estar nela. Tu tens tudo e então eu sinto que é ótimo, é como se passasses o tempo todo a semear as sementes no campo e esperar que tenhas uma boa colheita e é quase como que se os campos estejam a transbordar agora e é maravilhoso.


M.I. - O vosso novo álbum “Avé” é verdadeiramente monstruoso e energético. Quais são as vossas expectativas relativamente ao seu feedback?

Muito obrigado. Fico contente por achares que é monstruoso.


M.I. – Eu creio que é. É poderoso, mesmo!

Obrigado. Fico contente. Sabes, eu penso que não temos expectativas, nós não tínhamos expectativas. Na verdade, em escrevê-lo havia um sentido porque o Mantas estava a sacar riffs e a enviar-mos e ele queria que eu contribuísse, mas eu disse “Continua apenas a enviar-me o que me estás a enviar, eu centrar-me-ei em todos.”, porque estava tudo a funcionar para mim e tudo batia certo e quando ele questionou a direção em que estavamos a ir, eu disse “Não existe direcção.”. Nós não temos nada a provar a ninguém. Nós não temos de ser outras pessoas. Nós não temos de tentar e copiar algo que fizemos no passado. Tudo o que temos de ser é nós mesmos. Temos de ser nós. É uma lição para a vida. Tu não tens de ser outra pessoa. (...) (Porque) é o mais honesto. Se tu és muito “isto é o que eu sou” e “isto é o que eu faço”, existirão pessoas que gostam disso, existirão pessoas que não gostam, mas depois é tipo como chá e café, não é?! Tu gostas de chá, eu gosto de café. É como: é a escolha da vida, mas como eu disse para lembrar, nós não estamos a tocar para as pessoas que não gostam, nós estamos a tocar para as pessoas que gostam. Os Iron Maiden e os Metallica, eles não saem e dão concertos para todas as pessoas que acham que eles são uma merda, eles apenas dão os concertos para os seus fãs que adoram ouvir (o som). E então eu penso que não tínhamos nenhumas expectativas, nós apenas tentámos fazer um álbum honesto juntos, da forma que nós somos, quem nós somos, como o tocámos, como o escrevemos, como atuamos e foi isso e depois foi o nosso presente para todas essas pessoas que nos apoiaram ao longo dos anos e que o queriam ouvir. Aí sim, se toda a gente o adorar, ótimo, se as pessoas não gostarem dele, bem, então não existe nada que possamos fazer, não está nas nossas mãos. Mas a única expectativa ou a missão que temos agora é que nós queremos tocar estas canções ao vivo. Nós queremos estar entre o set definido e os três festivais que fizemos que conduziram a turné americana - a turné “US North America” - que foi em setembro. Nós inserimos “Ave Satanas”, fizemo-lo quatro vezes entre o nosso set de clássicos antigos com a banda, nos três festivais e as pessoas estavam a cantar connosco e a saltar para cima e para baixo e nós estavamos a pensar “Aquilo é mesmo estranho. Como – nós acabamos de o fazer?! Como é que eles todos o sabem?”. Mas pareceu encaixar no set. Nós encaixámos “In Nomine Satanas” mesmo antes de “Bloodlust” e sentiu-se que sempre esteve lá e eu penso que, para nós, é um bom sentido da nossa identidade saber que fizemos um álbum que é parte de nós e se enquadra perfeitamente.  


M.I. - Os Venom Inc têm estado em turné pelo mundo inteiro desde 2015. Como estão a correr os concertos? Como está a reagir a audiência?

É inacreditável. É mesmo, Dora. Inacreditável porque nós não sabíamos... nós não esperávamos nada. Quando tu juntas uma banda, tu esforças-te para tentar e conseguir reconhecimento e queres ter um contrato e anunciar um disco e depois fazer uma turné com toda a gente e estás sempre à espera de respostas e eu penso que, talvez por termos estado nisso tanto tempo, ou talvez seja o período que estamos nas nossas vidas, que apenas pensámos que não estamos a decidir fazer uma turné porque nós queremos uma turné e nós não queremos saber se as pessoas querem que a façamos ou não. Nós não estamos a decidir fazer um álbum porque queremos fazer um álbum e não queremos saber o que as pessoas pensam. Fomos levados a fazer um álbum e não considerávamos fazer um, pelos fãs que iam dizendo “Por favor, façam alguma música. Por favor, façam alguma música.” E também o mesmo para a turné “Por favor, venham cá. Por favor, venham lá. Venham ao México. Venham à Costa Rica. Venham ao Taipé. Venham a...” Então apenas fomos onde nos foi pedido para ir. Para ir para algures dessa forma e sentir tal reação maravilhosa dos fãs que estão apenas a adorar o facto de teres ido lá – seja o Chile, São Paulo, Osaka ou Eslovénia... é realmente incrível. É como que, a qualquer lado que a gente vá, é como que se nós fossemos a família deles há muito perdida. As pessoas vêm até nós calorosamente e nós cumprimentamos toda a gente e depois eles vão embora e, muitas vezes, ouvi pessoas dizer “Oh, é maravilhoso!”. Eles tratam-te como se te conhecessem desde sempre e de uma maneira, eu suponho que é devido a nós termos..., sabes, nós ligamo-nos com talvez um tipo em 1985, mas uma rapariga talvez em 1981, outro tipo em 1989 ou 1995, mas quando nós nos ligamos com a música, mesmo que não estivessemos presentes quando essa pessoa descobriu e sentiu essa ligação. Então, de certa forma, nós já nos tínhamos ligado. É como encontrar velhos amigos, então, claro, nós somos calorosos e acolhedores, porque aqui está uma pessoa que tem uma colecção de discos que são a nossa música, eles estão a usar uma t-shirt ou remendos que são da nossa banda; então, estas pessoas são parte de nós e é o que estamos a gostar mais agora. A reacção é tão incrível que nos está a tirar o fôlego. Nós sentimo-nos muito honrados, mas também bastante entusiasmados por isso, porque mostra que a música é uma cena maravilhosa, porque transcende a política, cultura, religião, língua... Junta as pessoas e leva-te a uma família verdadeira, um verdadeiro sentido de comunidade e de todo o planeta e logo, sim, a reacção tem sido de tirar o fôlego.


M.I. - É cansativo estar em tournée ou realmente apreciam isso?

Bem, cansativo, sabes, nós dissemos anteriormente, eu e o Mantas, em particular, nós lemos material onde pessoas diziam “fazer tournées é mesmo difícil e tu ficas tão cansado”. Eu penso que se estás a dar concertos todas as noites, como nós damos, e não tens dias livres, pode ser cansativo, quando chegas a meio ou para o fim, porque está perto do fim, estou certo que começas a ficar um pouco cansado. Mas, uma vez que estás no palco, a cada noite, porque a audiência nunca é a mesma, nós reagimos à audiência. Nós poderíamos estar a tocar o último concerto de 36 concertos, mas aquela audiência é completamente nova e então as músicas deverão ser sentidas completamente novas para eles e tu encontras um outro tipo de energia. A audiência impulsiona-te. Eu penso que cansativo é começar a tournée quando tens de viajar de aeroporto em aeroporto, irem-te buscar e levar todo o teu material e tudo isso e, no fim da tournée, tens de fazer tudo de novo, porque depois tens uma longa viagem com todo o teu material e está tudo acabado. Mas a verdadeira viagem é maravilhosa. Tens a tua casa e refeições ou estás a voar e tens um hotel ou tens a tua cama no autocarro e, todos os dias, tu acordas e estarás noutra parte do mundo, com mais pessoas maravilhosas com as quais eu falei, que partilharam as suas histórias contigo. Portanto, eu não consigo pensar num emprego que seja assim; que eu não possa certamente dizer que é aborrecido, mas cansativo?! Não, é revigorante! Dá-te uma nova paixão pela vida, porque tu conheces pessoas todos os dias que estão entusiasmadas por te estarem a conhecer e ouvir e por te estarem a ver, então isso mantém-te entusiasmado.


M.I. - Consideras que a tensão existente entre Venom e Venom Inc poderá ser prejudicial ao vosso trabalho?

Não, acho que não. Quero dizer, eu acho que a cena é que o Conrad tem um grande problema connosco. Ele sempre teve. Quando ele deixou a banda no início dos anos 80, ele queria que a banda apenas parasse, então ele podia fazer a cena solo dele e ele não parou e quando não parou, ele atacou e depois ter um álbum que foi bem sucedido sem ele, ele atacou ainda mais, então sempre teve um amargo na boca. Para nós, as tensões entre os dois, eu penso que estamos a ignorá-las. A melhor coisa... sabes, eu não gosto de política e música, eu só quero que as pessoas tenham boa música e que a apreciem. Para mim, eu não me quero focar naquilo que ele pensa ou no que diz em palco. Ele deu um concerto, em Portugal, no sul de Portugal. Nós demos um no norte há alguns meses atrás.


M.I. - Em Barroselas...

Sim, exatamente. E a reacção foi incrível e nós tivemos uma experiência maravilhosa. Ele deu um concerto no sul de Portugal e os relatos que eu obtive foram que passou a maior parte do seu tempo no palco a dizer que ele era o verdadeiro, que eram os verdadeiros. Ele teve a sessão de autógrafos (...) e disse às pessoas para se irem fod*r, quando eles pediram fotografias. Algumas pessoas estavam a mostrar as nossas t-shirts e o novo álbum apenas para o chatear e é tudo um pouco desafiante com coisas que eu não posso estar aborrecido. Eu penso que o que ele precisa de fazer é focar-se em criar excelente música para os fãs e digressões tanto quanto possível e não se focar no que nós fazemos. É o mais importante, sabes. As pessoas querem vê-lo e querem ouvir música nova, então tu deves fazer isso. E se o fãs querem ouvir os clássicos, ele não deveria queixar-se acerca disso, deveria apenas tocá-los. Tal como nós fazemos. Nós somos guiados pelos nossos fãs baseando-nos no que eles querem e se uma pessoa quer que faças algo ou não, não significa que o deverias estar a fazer. Deves fazer o que sentes e eu acho que é desrespeitoso para ele não querer que demos concertos, se os fãs querem ver. E é também desrespeitoso para nós, ele não querer que o façamos, para que o possa fazer. Para ele, é tudo sobre fazer dinheiro. Para nós, não é sobre isso, é acerca de apenas fazer música. Então, sim, eu penso que o nosso foco está longe de tudo isso e deixemo-lo fazer tudo o que queira fazer. É lamentável que tenhamos que continuar a ouvir isto. Se um fã não quer vir e ver-nos, então que não venha. Se um fã não quer ouvir a nossa música, (...) não a ouça. Quero dizer, eu oiço todos os tipos de música. É lamentável que tenhamos de continuar a ouvir isto. Se um fã não quer vir e ver-nos, então que não venha. Se um fã não quer ouvir a nossa música, (...) não a oiça. Eu oiço todos os tipos de música. As pessoas enviam-me música a toda a hora, alguma é excelente, alguma é boa, alguma não é tão boa como qualquer outra, mas eu aprecio o facto de as pessoas me quererem mandar música e sentir que elas podem ser criativas. Então, eu sou sempre encorajador como posso, mas, lamentavelmente, nunca sairia do meu caminho para dizer a alguém que eles não deveriam ouvir algo ou eles não deveriam comprar algo ou que não deveriam seguir alguma coisa. Eu não compreendo. Eu não tenho esse tipo de poder. Eu nunca presumiria ser tão desrespeitoso para dizer a outra pessoa o que eles deveriam ou não gostar e então, sabes, eu penso que é sobre ser individual, se tu gostas disso, tu gostas disso, se não gostas, não gostas. Mas dá-te a ti próprio a oportunidade de o ouvir ou não o oiças. É como nunca ter comido gelado e dizer “Eu odeio gelado.” porque alguém te disse que não irias gostar. Como é que tu sabes? Como é que tu sabes que não vais gostar? Tu podes, em algum momento, comer algum e pensar “Oh, meu Deus! Isto é como a melhor coisa no mundo!” Então, experimenta! Experimenta!


M.I. - Os Venom são conhecidos como o avô do black metal. Os Venom Inc são fiéis às suas raízes, considerando as primeiras influências de Venom?

Sim, penso que para mim, sim. Penso, Dora, que nós não podemos ser tão chocantes como os Venom eram nessa altura, porque tu vês pentagramas em todo o lado agora e toda a gente e o seu tio a cantar sobre Satanás e todo o demónio sobre o qual já se escreveu. Nessa altura, na sociedade católica, de onde nós viemos, mostrar um pentagrama e depois dizer que estás ilegal, dizê-lo e depois vais cuspir na Virgem Maria e que se fod* a tua trindade, sabes, é tipo “O quê?!”, é como queimar uma igreja “Holy f*ck! O que é que se passa aqui?”. As pessoas também ficam assustadas, excitadas e assustadas ao mesmo tempo. Mas, como agora, em 2017, toda a gente já fez tudo, disse tudo, queimou tudo. Então lá está... tu não consegues mesmo chocar mas eu penso, para mim, a razão pela qual nós começamos a fazer a turné – eu queria fazer uma turné no 1.º single, não apenas desde a era Dolan, voltando ao início, porque eu senti que três tipos originais tinham uma espécie de química que era especial e eu descobri que nós, os três, temos um tipo especial de química, poder, ligeiramente diferente, mas nós temo-lo e eu pensei se temos que tocar estas canções antigas, então eu não as quero tocar como num cabaré. Não as quero tocar como “Aqui estão, bang bang bang, aí estão, eis algumas canções antigas interessantes!”. Elas têm de ser tocadas como se fossem originalmente tocadas com o intuito, com a agressividade, com o poder, com a sensação que é a primeira vez, como se tivesses vindo ver uma história. Podes ter ouvido black metal um milhão de vezes, podes ter visto no youtube, mas o que quero que experiencies é que é a primeira vez que tenhas ouvido esta canção, como se fosse a primeira vez que a tocamos para toda a gente. Essa é a beleza de grandes canções como essa. Soam frescas e reais e só podes fazer isso acontecer, certamente com uma canção que tem 30 anos de idade, se a sentires, se a representares, se a intenção está lá e se a tocares com a paixão com que foi escrita e eu quero provar às pessoas, numa atuação ao vivo, que essas canções antigas ainda são relevantes, agressivas, cheias de paixão e, depois, se nós podemos criar um álbum novo da mesma forma, com a mesma paixão, então nós estaremos lá e essa é a minha intenção... Sim, é bastante parecido com o que fazemos em palco. Quando nós tocamos em palco, nós prosseguimos – nós temos 16/17 anos de idade em palco. Quando saímos, podemos ter 60 anos ou 50 e tal anos, porque estamos cansados, mas no palco, nós deixamos cada parte de nós. Nós damos cada parte de nós à audiência, porque é o que eles merecem. Eu quero que as pessoas deixem o concerto tão exaustas, mas tão felizes e eu quero sentir o concerto, exactamente da mesma forma. Eu sinto-me absolutamente exausto, mas absolutamente feliz por termos partilhado aquele momento incrível juntos, com uma audiência e isso significa que também podemos desfrutar tocando excelente música. Eu considero que é importante ligar ao motivo pelo qual toda a gente adorava Venom naquela altura: era aquele fogo, aquela paixão, aquela agressividade e queria que elas o vivenciassem agora aquilo que um tipo de 50 anos vivenciou aí. Eu quero um rapaz ou rapariga de 16 ou 17 anos agora, a sentir o que eles sentiram, para então poderem ser a próxima geração a ser inspirada, a adorar ainda mais a música e então é importante manter esse mesmo tipo de paixão, penso eu.


M.I. - Por favor, deixa os nossos leitores saber acerca da origem da tua alcunha “Demolition Man”.

Basicamente, eu estava a dar um concerto com a minha banda Atomkraft. Nós éramos um trio. Nós eramos uma espécie de os Dickies extremo encontram os Motorhead. Eramos rápidos e barulhentos, para a altura. Quero dizer, agora, não soa extremo mas, naquela altura, era bastante selvagem e, na audiência, toda a gente costumava fazer solos como solo de bateria, depois tinhas um solo de guitarra, um solo de baixo... Todas as grandes bandas, “os Rainbows” e “os Kisses” mas, claro, todos nós – bandas mais jovens – que estavam a tocar em pubs e clubes e coisas, todos pensamos que o deveríamos fazer, porque este era o nosso momento “Madison Square Garden”. Nós estávamos a dar um concerto e chegou à minha vez de fazer um solo de baixo e estiveram lá dois tipos sentados à mesa e eu podia ouvi-los falar durante um set inteiro e isso estava mesmo a irritar-me, então, decidi quando chegasse ao meu solo, eu fá-lo-ia mesmo na mesa deles em frente a eles. Assim, eu corri e saltei para uma mesa e conforme saltei, a electricidade deixou de funcionar e eu virei-me e, na realidade, encostei todo o meu material e houve chamas e faíscas e pessoas a correr por todo o lado, com extintores, e eu era tipo “Merda! Merda!”. A questão era que o material era emprestado, não era meu sequer. Então, eu estava a pensar “Oh, fod*-se!”. Então eu voltei a correr para tentar e o levantar. Enquanto isto, os Mayhem estavam a atuar e o guitarrista foi ao microfone, o meu guitarrista, por essa altura, o Steve White, e apenas disse “Senhoras e senhores, o “Demolition Man” e foi isso. Todos me chamam isso desde então, porque suponho que sou uma espécie de... Eu trabalhei como engenheiro e carpinteiro, portanto, consegui muito boas mãos, mãos muito ágeis e mãos bastante fortes. Mas, quando estou no palco a tocar (...), eu tipo destruo os meus instrumentos, eu não me importo muito, portanto, eu acho que é esse tipo de caos que me dá a alcunha, é essa a razão pela qual me chamam “The Demolition Man”. Eu parto coisas – pessoas, coisas, tanto faz... Eu apenas faço isso, então...


M.I. - Mas também representas... Como é a tua experiência como actor?

Bem, sabes o que é estranho, Dora, como eu disse Venom Inc foi uma espécie de incidente, um feliz incidente; foi a mesma coisa com a representação. Eu trabalhei com a... Eu era um carpinteiro de palco a trabalhar para uma companhia chamada “Royal Shakespeare Company” e trabalhei durante muitos anos, quando não estava a fazer música, no teatro - apenas como técnico nos bastidores - e nós estávamos na Índia e alguém ficou muito doente e estávamos a fazer “The Comedy of Errors” e não tinham outro ator para preencher o lugar e eu apareci ao trabalho e basicamente ele disse-me “Prosseguirias e farias o papel?”. Eu nunca tinha representado antes. Eu fiz fragmentos, mas não representação mesmo. Eu apenas pensei, quando na tua vida tu tens uma oportunidade, deves sempre agarrá-la, porque tu nunca sabes e tens de te testar a ti mesmo e se disseres “não” a alguma coisa, e se mudares de ideias mais tarde, poderás não poder voltar a dizer “sim”; mas, se disseres “sim”, podes sempre dizer “não” mais tarde, se achares que não consegues fazê-lo. Então, eu apenas disse “sim” e eu fi-lo para os ajudar e depois meses mais tarde, eles levaram o espectáculo para Londres e eu recebi uma chamada telefónica do diretor a pedir se eu faria o mesmo outra vez, porque eles tinham alguém doente e ele foi ao elenco e disse “Quem podemos conseguir? Quem sabe o papel? Nós podemos consegui-los rapidamente.” E depois ele ligou ao Tony Dolan. Eles ligaram-me e eu disse “Está bem.”, mas eu disse que o faria se ele me ensinasse como representar. Então eu fui e fiz o papel, depois ele fez alguns workshops comigo e depois disso, (bang) eu pensei que eu gostaria de fazer um filme. Eu estava interessado. Eu pensei que gostaria de fazer alguma televisão. Eu estava numa série televisiva e foi tipo... aconteceu assim. Quero dizer, de novo, apenas acidentalmente. Eu decidindo que gostaria de o fazer e depois, de repente, eu estou a fazê-lo. Eu não sei qual é o truque e não sei se existe uma fortuitidade acerca disso, eu não sei se eu fui apenas sortudo ou eu não sei se eu na verdade estava focado, sabes. Mas, o que eu diria às pessoas é tipo se queres fazer algo, apenas fá-lo porque, tudo, aqui eu digo com a saída do novo álbum, um dos muitos que eu fiz, através da história das coisas de que estou mesmo orgulhoso de fazer, sendo eles massivamente bem-sucedidos ou não, estou orgulhoso de tudo o que fiz porque tencionava fazê-lo. (...) Absolutamente, tu tens de tentar. Tu nunca sabes e é isso. Nunca sejas a pessoa que se senta no alpendre, a pensar ‘gostaria de ter tentado fazer isto ou gostaria de ter feito aquilo’. Eu sempre prometi não ser essa pessoa. Tenta sempre. Desafia-te a ti próprio e surpreender-te-ás a ti mesmo. A coisa toda durante este período começou com um rapaz de 13 anos de idade sentado na sua cama, a ouvir um disco a perguntar-se como seria ter o seu próprio disco nas suas mãos, sabes. E ontem, eu fui a uma loja, na baixa da cidade, em Windsor, Ontario e eles tinham o álbum em vinil e eu comprei-o. Custou-me 40 dólares, mas tipo eu tinha de o fazer, porque é tipo “uau”. Tem sido uma viagem global mas tudo tem sido aquela atitude positiva para te desafiares a ti próprio. Às vezes é mais fácil, a maioria das vezes é mesmo difícil, mas não desistas. Não desistas! Acredita em ti e celebra-te a ti próprio. Define os teus objetivos que podes alcançar; não deixes os outros julgar-te; se eles disserem ‘Bem, tu fizeste isso, mas não foi assim tão bom’, tu achas que foi bom?! É o mais importante. Se tu defines o teu alvo e se o atinges, então foste bem sucedido.


M.I. - Planos para o futuro para os Venom Inc....

Planos para o futuro? Bem, obviamente, dominar o mundo, ser dominante, ser o rei em todo o lado e... Não, estou a brincar... Planos para o futuro ou tão simples como isto: temos o novo álbum cá fora, começamos a tournée em Setembro pela América do Norte e depois temos algumas datas agendadas quando voltarmos depois, em Novembro, no Reino Unido. Isso é um pouco até onde vamos. Se alguém aparecer e disser mesmo em Dezembro façam isto, nós vamos, ok? E depois, em Janeiro, façam isto, nós vamos, ok? Porque nós aprendemos a...


M. I. – Portugal, outra vez...

Sim, claro, claro. Devemos, devemos, sabes. É tipo isso, é tipo vamos apenas fazer o que queremos fazer e o que pedem, em vez de tentar fazer um grande plano, um plano-mestre. Quero dizer, eu lido com um novo álbum agora, provavelmente existirá talvez um de 12 polegadas algum dia, durante o período do Natal, e depois um novo álbum para o próximo ano. Mas quem sabe, podemos chegar ao Natal e podemos escrever outro álbum e poderá sair em janeiro ou talvez não. É tipo estamos a tentar não planear, estamos apenas a tentar vivenciar. Desta forma, nós podemos apenas fazê-lo à medida que vai evoluindo. Estou desesperado por nos levar a todo o lado e levar-nos a fazer quanta música quanto pudermos. Eu andaria constantemente em turné para sempre se eu pudesse e por toda a parte. Estamos abertos ao que quer que seja... O futuro é onde quer que os fãs queiram estar, se os fãs querem continuar, os fãs querem mais música, os fãs querem que a gente vá e toquemos e esse é o nosso plano. Simples como isso.


M.I. - Obrigada pelo teu tempo. Por favor, deixa uma mensagem aos vossos fãs portugueses.

Absolutamente. Eu diria “Obrigado” a todos! “A sério.” (...) Obrigado aos fãs portugueses. Eu não quero que eles sintam que têm de fazer uma escolha entre as duas bandas, podem gostar de tudo. (...) Nós gostamos tanto de Portugal. Eu espero que toda a gente goste do álbum tanto como tu. Muito obrigado mais uma vez.

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Entrevista por Dora Coelho


À quinta edição, o Silveira Rock Fest cimenta a sua posição no panorama dos festivais independentes de um dia. Casa cheia, boas bandas, entrada grátis... um excelente trabalho da equipa liderada pelo Ricardo Matos, e que vem sendo recompensado com cada vez mais público, que já sabe de olhos fechados o caminho até ao Casal da Silveira, em Famões (Odivelas). A edição de 2017 voltou a primar pela excelente qualidade das bandas presentes, mas também pela versatilidade dos estilos musicais escolhidos.

A sede do CDR “Os Silveirenses” ia já mostrando uma interessante moldura humana, espalhada pelo bar e pelo mercado (cada vez maior e mais interessante) quando, pelas 17h30 em ponto, soam os primeiros acordes dos Okkultist. Vindos de Cascais, a banda de death metal liderada pela carismática Beatriz Mariano apresentava na Silveira o fresquíssimo EP auto-intitulado e, numa nuvem de fumo espesso colorido pelo vermelho das luzes arrancou com “BYOC – Bring Your Own Crucifix”, logo seguido por “Ich Bin Die Schwarzeste Seele” (Eu Sou a Alma Mais Negra, para quem não entende alemão). Sem comunicar com o público, bem ao estilo de bandas old school de death metal, a jovem banda quer é debitar o seu som brutal apoiado na secção rítmica do baixo de Rui Luís e do enorme trabalho do Ivo Salgado na bateria, que criam o cenário ideal para os riffs do Moisés Filho e do Leander Sandmeier, que prendem o público numa muralha sonora na qual somos depois socados pela pujança vocal da Beatriz.


Após breve pausa para respirar, e um intro onde vozes gritam num apelo lancinante, segue-se “Sacred Brutality” e “Doomed Solitude” a uma velocidade vertiginosa, com a banda envolta numa enorme névoa cor de sangue, guardando o final para uns apoteóticos “Killing” e “I Spit On Your Grave”. A cada concerto que passa nota-se uma enorme evolução na prestação da banda, que vai passar o resto de 2017 a mostrar de norte a sul o EP. 

Vamos com certeza ainda ouvir falar muito deles!!

Mudança de banda e mudança radical de estilo! Aos primeiros acordes dos Stone Cold Lips somos levados imediatamente ao Rancho De La Luna, os famosos estúdios no meio do deserto que cerca Palm Springs na Califórnia, onde o stoner rock é tratado nas palminhas por David Catching, e onde passaram bandas como Kyuss, QOTSA e até os Arctic Monkeys.

“Great Vengeance and Furious Anger” mostra uma banda de puro rock’n’roll musculado agora renovada com a inclusão do Marco Resende (ex-Low Torque), que veio substituir a Susana Ayash, e do baterista Pedro Gonçalves. “Vicious” e “Stay Down” mostram uma banda bastante coesa, com um perfeito entendimento entre os membros originais da banda, o baixista Samuel Rebelo e o guitarrista Manuel Portugal. “Eat Dust” e “Drowning” fizeram muita gente na plateia bater o pé e ficou a sensação de que a banda deixou a Silveira com muitos mais adeptos dos que já tinha. “Feel The Highway” encerrou o set da banda, imediatamente antes de uma excente cover de “Hell On Wheels” dos Fu Manchu, integrante do álbum “King of the Road”, disco curiosamente gravado nos antigos Monkey Studios de Palm Springs, de onde saiu também o primeiro de QOTSA.

Da margem sul do Rio Douro chegaram os Blame Zeus, liderados pela Sandra Oliveira, uma banda que já dispensa apresentações no panorama alt-metal, face aos 7 anos de carreira e de críticas muito favoráveis em relação à sua sonoridade.

O colectivo de Vila Nova de Gaia tem andado ocupado na promoção do mais recente álbum, “Theory of Perception”, o segundo da banda, e a paragem na Silveira foi mais uma hipótese de ver ao vivo esta excelente banda. Da mesma forma que abre o disco, “Slaughter House” iniciou também a prestação dos Blame Zeus e mostra imediatamente aquilo que vêm mostrar: poderosos riffs, um baixo omnipresente e uma bateria crua aliada à voz melódica da Sandra. “Clocks” faz uma primeira incursão ao material gravado em “Identity”, o disco de estreia dos Blame Zeus, editado em 2014 depois de uma frutuosa campanha de crowdfunding, seguido das novas “Speachless” e “The Moth”. Com a banda visivelmente agradada pela resposta de um público que já enchia por completo a sala de “Os Silveirenses”, segue-se o primeiro single de sempre da banda, a faixa “Accept”, seguido por “Incarnate” e o excelente “The Devil”, antes da velhinha “Shoot Them Down”. “ID” e “Miles” mostram uma banda amadurecida neste novo material, segura de si em palco, encerrando a sua prestação em Famões com o clássico “The Apprentice”, o segundo single retirado de “Identity”, e talvez a música mais emblemática da banda. Uma prestação balançada entre os dois discos de originais, sem falhas e com a segurança de quem sabe bem o que faz. E isso ficou bem patente quando o apelo do público presente faz a banda apresentar “Undercover”, faixa inédita em disco.

A noite já tinha caído há algumas horas quando os Sacred Sin tomaram o seu lugar em palco. O power trio composto por José Costa, Marcelo Costa e “Andrecadente” foi recebido em êxtase por uma plateia sedenta do habitual mosh-pit e a banda lisboeta não se fez rogada. A actuação de uma das instituições do death metal nacional percorreu a carreira discográfica da banda, de “Darkside” de 1992 ao novo “Grotesque Destructo Art”, num desfilar de clássicos como “A Monastery in Darkness”, “The Shades Behind”, um fabuloso “Eye M God” com enorme solo de bateria pelo meio, “In The Veins of Rotting Flesh” e a presença em palco do guitarrista fundador Tó Pica - “um membro efectivo da banda mesmo quando não está na banda”, como disse José Costa -, para os mega-clássicos “The Chapel of the Lost Souls” e o inevitável hino “Darkside”. 

Do novo material destaque para “Hatred Inside” e “Morbid”, a mostrar que podem ainda contar com os Sacred Sin para o que der e vier!!

O black metal não podia deixar de marcar presença em mais um Silveira Rock Fest, e nada melhor que os lendários Decayed para encerrar em beleza a quinta edição do evento. “Son of Satan” abre imediatamente as hostilidades, gerando um corropio na sala que não mais parou durante a hora e picos de concerto da banda que leva já uns extraordinários 27 anos de carreira, com mais de uma dezena de discos editados. Com tamanha discografia é tarefa árdua para Vulturius, J.A. e G.R. – o line-up da banda da linha de Cascais para 2017 – escolher as melhores faixas para representar adequadamente a banda. “From Beyond The Grave”, “Hellwitch”, “Cravado na Cruz” e “Martelo do Inferno” desfilaram com a força de animais possessos, a anteceder o clássico “Spikes, Leather, Bullets”. Ainda houve tempo para a apresentação de uma novidade, a faixa “Ritos de Iniciação”, que foi dedicada à vila de Sintra, e que sairá num split-single com os Desaster. “Darkness Falls” antecedeu dois clássicos habituais para quem vê Decayed ao vivo: “Drums Of Valhalla” e “Fuck Your God”, antes de um encore bastante pedido pelo público, que a banda presenteou com “Onslaught The Holy Flock”, faixa que abre o album “The Black Metal Flame” de 2008.
Para o ano há mais!!!!

Texto e fotografias por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Silveira Rock Fest


O antigo baixista e membro fundador de Celtic Frost e de Hellhamer Martin Eric Ain, faleceu no passado sábado dia 21 de Outubro, aos 50 anos de idade. A causa da morte foi ataque cardíaco. A notícia foi inicialmente avançada por Jan Graber, amigo de longa data de Martin, tendo sido posteriormente confirmada e lamentada pelos antigos elementos de Celtic Frost.

Por: Rita Limede - 23 Outubro 17 


Os Linkin Park vão dar o seu primeiro concerto sem a presença de Chester Bennington. Contudo, este espetáculo, intitulado "Linkin Park & Friends Celebrate Life In Honor of Chester Bennington", será precisamente um tributo a Chester. Para além da presença dos Linkin Park, o evento vai contar com nomes como Blink-182, System Of A Down, Yellowcard, Avenged Sevenfold, Jonathan Davis (Korn), Machine Gun Kelly, Kiiara, Zedd, membros dos No Doubt, entre outros.


O evento vai ocorrer no dia 27 de Outubro, no Hollywood Bowl, em Los Angeles, Califórnia, pelas 19h45 (hora local). Uma vez já se encontrar com lotação esgotada, os Linkin Park vão transmitir o concerto em direto na sua página de Youtube. O valor dos bilhetes irá reverter para o One More Light Fund da organização Music For Relief, organização fundada pelos Linkin Park.


Em Portugal, a transmissão irá ocorrer na madrugada do dia 28 de Outubro, às 03:45. 


Mike Shinoda referiu que, desde o falecimento de Chester, a banda não tem estado junta em público nem tem tocado."Será uma montanha-russa de emoções", disse Shinoda. 


Por: Sara Delgado - 22 Outubro 17

SATYRICON Releases Video For 'To Your Brethren In The Dark'

Os Satyricon lançaram o vídeo oficial para a faixa "To Your Brethren In The Dark", retirada do seu último álbum  "Deep Calleth Upon Deep", lançado no passado dia 22 de Setembro através da Napalm Records. 

Sigurd "Satyr" Wongraven, comentou acerca do vídeo: "Queria que o vídeo para To Your Brethren In The Dark fosse uma interpretação do realizador acerca da música, em vez de ser uma performance da banda. É sempre interessante para mim ver o que fazemos através dos olhos de outro artista e, tal como a música, o vídeo tornou-se uma viagem por conta própria."

Acrescentou ainda: "'To Your Brethren In The Dark' é sem dúvida uma das principais músicas do álbum. É sobre emoção, a nossa natureza, os espíritos, o outono, os dias sombrios e chuvosos, aqueles que perdemos e aqueles que ainda não conhecemos. Poderíamos dizer que é um tributo à tristeza humana e ao drama da natureza com que nos rodeamos. Uma música para as torres escuras do passado e as que se elevarão no futuro. Passa a tocha para os teus irmãos no escuro."

O vídeo de "To Your Brethren In The Dark" pode ser visualizado abaixo:


Por: Mariana Crespo - 22 Outubro 17


Os Pestilence irão lançar o seu novo álbum "Hadeon", em Março, pela Hammerheart Records. Este trabalho terá treze faixas que combinam as raízes de Pestilence, com a sua marca progressiva e uma produção aniquiladora.

A capa do disco, que pode ser vista em baixo, foi criada por Santiago Jaramillo da Triple Seis Design. O conceito é baseado numa realidade com várias camadas, presença alienígena e frequências negativas.


Por: Paulo Vaz - 22 Outubro 17



Os Black Sabbath lançaram um vídeo com a sua performance ao vivo do êxito "Paranoid", naquele que foi o espectáculo que marcou o fim dos Black Sabbath, o seu último espectáculo ao vivo. Pode ser visto acima.

"The End", um espectáculo gravado a 4 de Fevereiro na Birmingham's Genting Arena, estará disponível em DVD/Blu-Ray a 17 de Novembro, através da Eagle Rock.

Tracklist:

01. Black Sabbath
02. Fairies Wear Boots
03. Under The Sun / Every Day Comes And Goes
04. After Forever
05. Into The Void
06. Snowblind
07. Band Intros
08. War Pigs
09. Behind The Wall Of Sleep
10. Bassically / N.I.B.
11. Hand Of Doom
12. Supernaut / Sabbath Bloody Sabbath / Megalomania
13. Rat Salad / Drum Solo
14. Iron Man
15. Dirty Women
16. Children Of The Grave
17. Paranoid

Por: Carlos Ribeiro - 21 Outubro 17


The Chris Slade Timeline, projecto a solo do baterista galês dos AC/DC, irá passar pelo espaço Lisboa ao Vivo, para um concerto já no próximo dia 11 de Novembro.

O baterista, que se voltou a juntar aos AC/DC em 2015 para substituir Phil Rudd, faz uma visita a 50 anos de carreira neste espectáculos, onde se faz acompanhar de cinco outros músicos. Depois de Chris, será a vez do DJ Nuno Santos entrar em palco.

Os bilhetes já estão à venda nos locais habituais.

Por: Carlos Ribeiro - 21 Outubro 17


Os Septicflesh são a primeira confirmação para a edição de 2018 do festival Laurus Nobilis Music Famalicão. O festival irá ocorrer entre os dias 26 e 29 de Julho. 

A organização informa que esta edição vai contar com cerca de 20 bandas, espalhadas pelos dias do festival. Atualmente decorre uma campanha promocional através da qual é possível adquirir o passe geral por um valor de 18€. O passe pode ser adquirido nos locais habituais, bem como em http://laurusnobilis.pt/ e em http://www.bol.pt/

Bilhete diário: 20€
Passe geral: 30€

Por: Sara Delgado - 20 Outubro 17

Video Premiere: ARCH ENEMY's 'The Race'

Os Arch Enemy acabam de lançar mais um vídeo do seu novo álbum, "Will To Power", que foi lançado no dia 8 de setembro através da Century Media.

Michael Amott, guitarrista da banda, comentou: "Esta foi a última música escrita para o álbum 'Will To Power'. Ao revermos todo o material até aí produzido, concordámos que precisávamos de uma música rápida que servisse de contraponto para as nossas composições mais épicas. Enviámos a música à Alissa e ela criou um arranjo vocal intenso que complementava a música na perfeição."

Acrescentou ainda, em relação ao vídeo: "Temo-nos divertido imenso a tocar esta música em digressão e fizemos o nosso realizador, Patric Ullaeus, vir captar o nosso concerto em Helsínquia, Finlândia ... Aproveitem 'The Race'!"


Por: Mariana Crespo - 20 Outubro 17


Depois do videoclip de "Code of the Slashers", os Cannibal Corpse lançam agora o tema que dá nome ao novo álbum, "Red Before Black". Este trabalho estará disponível a 3 de Novembro, pela Metal Blade Records.

O áudio está disponível em cima.


Por: Paulo Vaz - 20 Outubro 17


A banda alemã informou através da sua página de Facebook que está de volta e já em estúdio a gravar o seu próximo trabalho. Depois de se terem separado em 2011, já não gravaram o prometido sucessor de “Of Human Bondage”, editado em 2002. A banda prepara-se agora para lançar o seu 7º álbum de estúdio. 


Por: Ana Antunes - 20 Outubro 17


Os Omnium Gatherum acabam de lançar um novo single. A banda finlandesa lança “Blade Reflections”, um single autónomo, com direito a vídeo lírico, disponível acima. 

A música já pode ser ouvida em todas as plataformas e é possível fazer o seu download. Também será apresentada numa edição limitada “Omnium Gatherum / Skálmöld split 7”, que poderá ser encontrada na próxima tour europeia da banda, “Arctic Circle Alliance”.

Por: Ana Costa - 20 Outubro 17


Os australianos Ne Obliviscaris revelaram uma música do seu próximo trabalho. Com lançamento a 27 de Outubro, “Urn” será editado através da Season Of Mist. 
 
Urn (Pt. ll) – As Embers Dance In Our Eyes” é a música mais sombria do álbum, segundo a banda, e pode ser ouvida acima.

Por: Ana Costa - 20 Outubro 17


Os Papa Roach regressaram a Portugal após 15 anos desde o seu último concerto por cá, também no Coliseu de Lisboa. Vieram sob pretexto de apresentação do novo álbum, “Crooked Teeth”, mas a noite foi muito para além disso. A primeira parte do evento esteve a cargo dos também norte-americanos Ho99o9.

Os Ho99o9 estrearam-se no nosso país no passado mês de Agosto, no festival Paredes de Coura, e trouxeram consigo o seu primeiro longa-duração, “United States Of Ho99o9”. Se tivermos de resumir a sua sonoridade numa única palavra, horrorcore será, muito possivelmente, a mais acertada. Juntam hip-hop, punk, hardcore e um pouco de industrial - a mistura é explosiva. Os músicos theOGM e Eaddy quase que competiam para ver quem se contorcia mais em palco. Destaque para o jogo de luzes em alguns momentos, que ajudou a compor um ambiente aterrador, complementado por um som comum a quase toda a atuação que se assemelhava ao de uma serra elétrica. Resumindo: a seguir a esta atuação, estávamos prontos para visitar o MOTELx. A julgar pela reação do público, o grupo norte-americano era desconhecido da grande maioria. A receção não foi propriamente calorosa – mas não é que os norte-americanos o tenham sido também…por razões óbvias!

Contrariamente à primeira atuação, mal os Papa Roach entram em palco, ao som de “Crooked Teeth”, tema-título do novo álbum, podemos dizer que o público ficou eufórico. Um público bastante heterogéneo, variando entre os adolescentes que descobriram a banda há pouco até aos mais velhos, que vieram ver ou rever a banda norte-americana e, talvez, recordar os seus próprios tempos de adolescência. Nesse sentido, seguiram-se “Getting Away With Murder” e “Between Angels and Insects”. Nesta última, a banda conseguiu arrancar o primeiro circle pit ao público e o vocalista Jacoby Shaddix já suava em bica. É de referir a excelente performance do músico, cuja voz parece não ter sofrido com o passar dos anos e mostrando-se bastante potente ao vivo, independentemente do registo em que cantava. Depois de “Face Everything and Rise”, bastante aplaudida pelo público, Shaddix referiu ser bom estarem de volta a Portugal, depois de tanto tempo desde o último concerto.  “Born For Greatness” foi, muito possivelmente, o tema mais aplaudido do novo registo: foram muitas palmas, bouncing (como Shaddix pediu algumas vezes), crowdsurf…uma verdadeira festa. Terminado este tema, o público gritou pelo nome da banda vezes sem conta até que regressassem ao palco, com a contagiante “She Loves Me Not”.

Chegou o “momento das baladas”: em “Scars”, o público acompanhou Shaddix nas letras e foi aprovado com distinção; “Periscope”, faixa do novo álbum e que conta com a participação de Skylar Grey, mostrou-se mais pesado ao vivo do que na versão de estúdio; por último, “Gravity”, onde muitos fãs criaram um ambiente envolvente com as luzes do telemóvel ou isqueiros a mover-se no ar. E de que forma íamos regressar à agitação do início do concerto? “Wooohooooo!”. Sim, com “Song 2”, cover dos Blur e que não deixou ninguém indiferente. Em “Traumatic” pareceu que, por momentos, estávamos num concerto de Slipknot, não só pelo instrumental do tema mas porque Shaddix pediu ao público para se baixar no recinto e, posteriormente, levantar-se em grande estilo, provocando um circle pit respeitoso. Em “Forever”, a banda mencionou o quão sentiam a falta de Chester Bennington, vocalista dos Linkin Park e “um bom homem”, referiu Shaddix, prestando homenagem com um excerto do tema “In The End”. Seguiram-se “Blood Brothers” e “American Dreams”, na qual Shaddix disse “Nós somos os Papa Roach e acreditamos na paz, na Humanidade e em vocês”. “Lifeline” fez regressar a parceria entre o público e Shaddix no que ao ecoar as letras diz respeito,  e “Help” surgiu mesmo antes do encore.

Os Papa Roach regressaram momentos depois com “None of The Above”, a poderosa “Dead Cell” (e mais um, também poderoso, circle pit – sim, houve muitos ao longo da noite), a mais que emblemática “Last Resort” (aqui o Coliseu já destilava, mas sem nunca perder a energia) e, por último, “…To Be Loved”, que veio encerrar uma atuação que passou sem que déssemos conta, e na qual ainda pudemos contemplar Shaddix com orelhas de coelho, mesmo na reta final.

Podemos concluir que os Papa Roach dão um espetáculo e tanto e que, certamente, os portugueses não querem esperar mais uma década e meia por um regresso.

(ver mais fotos de Ho99o9 e Papa Roach)

Texto por Sara Delgado
Fotografias por Hugo Rebelo

Agradecimentos: Everything Is New

Os Witherfall acabaram de lançar, a nível mundial, o seu álbum de estreia, “Nocturnes and Requiems”. Ainda não ouviste o álbum e não sabes muito sobre a banda? Aqui está tudo o que precisas de saber, em primeira mão, pelos membros Jake Dreyer and Joseph Michael:


M.I.: Olá, rapaziada! Antes de mais, muito obrigada por nos concederem esta entrevista. Quero muito que os nossos leitores fiquem a conhecer os Witherfall, portanto, apesar de vocês já por cá andarem desde Outubro de 2013, gostaria de perguntar-vos, precisamente: quem são os Witherfall?

 Jake- Obrigado nós, pela entrevista! Os Witherfall são uma banda de metal progressivo de Los Angeles – Califórnia. Sou eu na guitarra e o Joseph Michael na voz e nos teclados. O Adam Sagan tocou bateria/percussão no nosso último álbum “Nocturnes and Requiems”. Tragicamente, ele perdeu a sua batalha com o cancro, no final do ano passado. Quanto a quem eu sou…? Nem tenho resposta para isso.
Joseph- Somos uma legião. Não, a sério, somos uma banda de dark metal melódico. Vivemos e respiramos música.


 M.I.:  Como reagem os fãs a este novo projecto, uma vez que vocês já são conhecidos por tocarem em bandas de renome? Todos sabemos que os fãs de metal são muito leais às bandas de que gostam e é nesse sentido que eu pergunto se consideram que é difícil a ascensão dos Witherfall (talvez devido ao facto de os fãs vos encararem como alguma espécie de “concorrência” face aos vossos outros projectos) ou se sentem que os Witherfall são acarinhados pelos fãs, precisamente porque já vos conhecem e gostam das vossas outras bandas?

 Joseph- Bom, para ser franco, a maioria dos fãs de Witherfall detestam as últimas bandas em que o Jake e eu trabalhamos juntos…[risos] Mas, sim, temos imensos fãs que já vêm dos nossos projectos antecedentes e isso porque nós não fazemos nada que não seja autêntico!


M.I.: Quais as maiores influências deste novo projecto, quais os artistas e bandas que mais vos inspiram e contribuem para a música que vocês fazem enquanto Witherfall?

 Jake- Temos influências de todos os géneros, eu, na verdade, nem oiço muito metal. Gosto mais de bandas dos anos 70, como Queen e Pink Floyd. Em termos de metal, assim de cabeça, diria King Diamond, Nevermore, Death, Dream Theater, Type O Negative. A nível de guitarra, Yngwie J Malmsteen, Jason Becker, Marty Friedman, Al Di Meola, Paco De Lucia. Também oiço diferentes compositores de música clássica, como Chopin, Mozart, Liszt, etc.
Joseph- Mozart, vinho, as curvas da cintura de uma mulher… Quer dizer, Type O Negative, Nevermore, King Diamond and Savatage, no que ao metal diz respeito.


M.I.: Contem-nos tudo sobre o vosso álbum de estreia, “Nocturnes And Requiems”, que está a ser re-lançado, desta vez a nível mundial, neste mês de Outubro.

Jake- “Nocturnes and Requiems” é o álbum que o Joseph, o nosso falecido baterista Adam e eu, queríamos compor. Foi a nossa ideia de uma banda de metal sem fronteiras. Usando, como modelo, os Led Zeppelin... Queríamos contrastar secções, sejam passagens complexas, em interlúdios muito básicos, um rol de emoções. 
Joseph- “Nocturnes and Requiems” é o nosso primeiro álbum. Julgo que é um álbum que se suporta a ele mesmo, ao contrário de muitos lançamentos da actualidade, onde, se não és realmente fã da banda, não irás gostar do álbum.


M.I.: Agora, quanto a um assunto mais delicado, gostava de saber: qual é o significado do título do álbum e como é que o mesmo se relaciona com o vosso falecido baterista, Adam Sagan, que, lamentavelmente, faleceu no dia 7 de Dezembro do ano passado, na fase final da produção do álbum?

 Jake- Ironicamente, foi o próprio Adam quem deu o nome ao álbum, nove meses antes de ter descoberto que tinha cancro. Honestamente, é uma coincidência muito sinistra. Talvez o Adam viu a figura da morte atrás de mim, quando estávamos naquele restaurante tailandês, a comer e a falar sobre o artwork do álbum e ele, simplesmente, soube…
Joseph- Foi a última gravação do álbum, a sua despedida. Para o próximo álbum, tivemos mesmo que explorar o nosso sentimento de perda do Adam… Será o seu verdadeiro tributo.


M.I.:  Como é que conseguiram conciliar a vida na estrada, a promoção dos Witherfall e, ainda, a gravação de um álbum? Como é que combinaram todas estas tarefas?

 Jake- Com muita ansiedade, com muitas noites sem dormir, repletos de pesadelos de agendamentos. Até levou à morte de um membro da banda. Honestamente, não conseguir o que queríamos, não era uma opção, portanto fizemos o que era necessário.
Joseph- Eu voltei ao meu estúdio enquanto aguardávamos os mixes. Digamos que tivemos que despedir mais do que apenas “algumas” pessoas durante a criação deste álbum.


M.I.: “Nocturnes And Requiems” tem oito faixas: porque escolheram a “End of Time” como single promocional?

 Jake- “End of Time” é uma boa apresentação dos Witherfall, mostra o que é que nós somos. Passagens calmas, refrões que ficam no ouvido, solos de guitarra eléctrica e acústica. Tem uma estrutura muito comum, comparada com uma música como a “Sacrifice”.
Joseph- “End of Time” é o tema mais cativador, à primeira vez que se ouve. Ademais, tal como o Jake disse, mostra muito do que é o território dos Witherfall.


M.I.: Com quem/com que bandas gostariam de ir em digressão e porquê?

  Jake- O meu top 3: King Diamond, Dream Theater, Metallica. King Diamond, para que eu pudesse ver e ouvir o King Diamond e o Andy La Rouqe a tocarem ao vivo todas as noites. De preferência, temas dos álbuns “Them”, “The Eye” ou “Conspiracy”.  Dream Theater, porque temos muitas semelhanças com eles, a nível de som; bons temas, suportados por passagens instrumentais muito interessantes. Metallica, porque qualquer banda que abra para Metallica torna-se bem-sucedida.
Joseph- King Diamond, porque nunca seria enfadonho vê-los tocar. Savatage, porque eu quero que o Zachary Stevens volte a tocar com eles. Avenged Sevenfold, porque considero que o público mais jovem iria apreciar a concisão dos nossos temas.


 M.I.:  Por fim: agora que assinaram com a Century Media, quais os vossos principais planos para o futuro, a curto e longo prazo?

 Jake- Preparar o nosso concerto para irmos em digressão. Nós não nos conformamos com qualquer coisa, por isso temos feito alguns ensaios bem intensos, para fazer destacar o nosso álbum e darmos um bom espectáculo. O Joseph e eu já começamos a compor o álbum seguinte. Parte desse trabalho, já tem o título provisório de “The Sagan Suite” e, como se imagina, não tem um tom muito alegre.  
Joseph- O Jake e eu vamos concluir o segundo álbum. Temos estado a trabalhar diligentemente, para “limarmos as arestas” do que ficou por acabar e preparar-nos para deixar que a Century Media tome as rédeas por um pouco.

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Entrevista por Evie


Foi recentemente anunciado que Philip H. Anselmo & The Illegals se preparam para lançar um novo álbum. 

O seu novo trabalho deverá ser lançado em Dezembro de 2017, tendo já sido revelado o título: "Choosing Mental Illness As A Virtue".

Anselmo declarou: "...podemos expressar diferentes influências musicais a partir de várias gerações de música. Posso fazer o que quiser com os The Illegals. É a minha banda."

Por: Mariana Crespo - 18 Outubro 17