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Os suecos Isole anunciaram que o baterista Jonas Lindström está de saída da banda, esperando poder anunciar um substituto brevemente. A banda também está prestes a lançar um novo álbum chamado "The Calm Hunter" no próximo dia 28 de Novembro. Entretanto, Jonas Lindström deixou um comunicado:

"No próximo ano, completam-se 10 anos desde que me tornei no baterista oficial dos Isole. Durante estes anos, viajámos várias vezes por toda a Europa, gravámos cinco álbuns, colaborámos com uma mão cheia de editoras, e assim por diante. Passámos juntos um bom bocado! 

"Ultimamente, tenho pensado muito. Sobre a nossa música, sobre os outros projectos em que estou envolvido, sobre o que gosto de tocar e com quem gosto de trabalhar... e também sobre como quero gastar o meu tempo e esforço. Cheguei à conclusão de que está na altura de seguir em frente. O sexto álbum, "The Calm Hunter", está prestes a ser lançado. Parece-me a altura certa para me afastar e dar a alguém a oportunidade de tocar bateria e fazer evoluir a música dos Isole ao lado do Crister, Daniel e Jimmy. 

"Desejo aos meus amigos o maior sucesso com o futuro da banda, e estou ansioso por ver novamente, espero que muito em breve, um alinhamento completo. O meu último espectáculo como baterista oficial dos Isole será na festa de lançamento em Gävle, no dia 28 de Novembro de 2014. 

"Portanto, o que vou fazer no futuro próximo? Bem, há sempre alguma coisa a acontecer no nosso Studio Apocalypse. Ainda será criado outro álbum neste Outono e Inverno. Mais tarde, serão lançadas mais informações. Saudemos todos Quorthon! / Jonas."

Por: Bruno Porta Nova - 29 Outubro 14


Os Opeth, juntamente com Mastodon, serão, porventura, dos poucos nomes da última década e meia que, oriundos de um underground mais extremo, conseguiram atingir uma dimensão significativa, ao ponto de terem uma exposição mediática de valor e encherem salas. A atestar a popularidade do grupo por cá, está a noite “Sold Out” em Vagos, na última edição do festival.

Músicos exímios – algo que os primeiros 3 minutos de “Pale Comunnion” não deixam esquecer – conseguiram, de forma genial, passar do território do death, para o progressivo, perdendo poucos fãs no processo. Atestada a admiração do escriba pelo grupo, pode-se, porventura, passar à análise de “Pale Comunnion”, o tal dos 3 minutos iniciais de boa música. É da faixa “Eternal Rains Will Come” que se trata. A isso pode-se juntar a orelhuda “Cusp of Eternity” e temos um par de faixas que muitos grupos dariam um ou dois membros para as poder escrever. Com “Moon Above, Sun Below” temos ainda uma boa peça de música, mas começa-se a pensar estar perante Opeth ou um grupo de bons músicos a fazer de Opeth? É que entre malabarismos musicais – por vezes a lembrar o mau de Dream Theatre – e coros a capella - para impressionar os fãs mais recentes – sente-se a falta da chama e ousadia que marcaram a carreira inicial do grupo, em nos deram, “Still Life”, ou, em menos de um ano, “Deliverance” e “Damnation”.

Chegados a “Goblin”, já só resta aguardar pelo final do disco – ainda faltam mais três faixas – e perdidos entre malabarismos musicais, olha-se para o tempo a ver se falta muito para terminar. É isto que são os Opeth aos vinte anos de carreira: uma banda com bons temas, excelentes músicos e… chatos. Muito chatos. Dirão os fãs, e com razão, que raros são os grupos com esta longevidade capazes de lançar um disco acima da média. De acordo nesse ponto, mas mesmo usando temas cada vez mais curtos, os Opeth em “The  River” estão a anos luz de entusiasmar como no início da carreira onde, a cada novo disco, se tentava perceber qual o golpe de rins que Akerfeldt iria dar, para surpreender tudo e todos.

Chegados a “Faith in Others” resta a dúvida: Agradecer a Opeth por ainda fazerem álbuns, mesmo que entediantes e sem a chama dos anteriores ou esquecer que editam e procurar apenas as datas de concertos? Se em “Pale Comunnion” temos um bom disco na vertente prog, mas este revela-se um disco menor na carreira dos Opeth.

Nota: 7/10

Review por Emanuel Ferreira


Um lançamento de Blut Aus Nord não costuma ser nenhuma ocasião rara, uma vez que costumam sair múltiplos EPs no espaço de um ano e, por norma, um longa-duração entre eles. A fartura pode ser muita, mas também o é a qualidade já muito bem reconhecida destes mestres franceses e o 3º álbum da saga Memoria Vetusta não é excepção à regra, mas conseguirá estar ao nível dos outros dois clássicos desta linha?

Para os que acompanham o projecto de Vindsval, certamente que já sabem que este é um álbum de black metal atmosférico que se irá aproximar às raízes escandinavas do género e não um registo da onda mais experimental onde figuram álbuns como “The Work Which Transforms God” e a recente trilogia “777”. É também o álbum que marca uma mudança de line-up na banda: Ghöst e W.D. Feld já não perfazem os seus serviços de baixista e baterista de Blut Aus Nord, dando lugar ao italiano Thorns (Frostmoon Eclipse e ex-Glorior Beli) na bateria e Vindsval ocupando-se dos restantes instrumentos e, como sempre, de toda a composição do disco.
Quando se põe “Saturnian Poetry” a rodar e se ouve os primeiros dois minutos de “Paien”, tem-se a confortável sensação de se encostar na cadeira e dizer para nós mesmos:”isto vai ser bom.” E é bom, sim, muito bom! Numa onda flamejante de imparáveis blastbeats e riffs vorazes que se recusam a abrandar até que o último segundo do álbum toque, o ouvinte é raptado de onde quer que esteja para uma dimensão bela e estranha, cheia de harmonias etéreas e intensas como uma erupção solar; é só ouvir qualquer um dos temas, desde o poder inegável de “Henosis” às mais contemplativas “Metaphor Of The Moon” e “Tellus Matter”.

Em comparação com os seus antecessores, “Saturnian Poetry” revela-se um disco bastante linear, não se diversificando como “Dialogue With The Stars” nem procurando a grandiosidade de “Fathers Of An Icy Age”, se bem que partilha da mesma intensidade e mestria de hipnotizar o ouvinte. Um álbum que não deve ser posto de lado e que se revela mais uma das grandes propostas musicais do ano.


Nota: 9.2/10

Review por Tiago Neves


"Pandemonium" é o terceiro álbum deste projecto dos míticos irmãos Cavalera, sucedendo a "Blunt Force Trauma", editado em 2011. Max Cavalera disse, numa entrevista recente, que para este álbum, quis deixar o groove de lado. O resultado dessas intenções por parte do músico, é um álbum rápido e poderoso. Poderá mesmo afirmar-se que este é o álbum pós Sepultura, que mais se aproxima com as raízes thrash/death da famosa banda brasileira que, como é sabido, nem Max nem Iggor já não fazem parte da mesma. Em "Enslaved" dos Soulfly, Max já se tinha aproximado desta abordagem, mas foi desta que ele teve coragem de fazer um álbum quase com a ausência do famoso groove, elemento presente em todos os trabalhos de Max a partir do "Chaos A.D." dos Sepultura.

"Pandemonium" é composto por um conjunto de temas forte, entre os quais são dignos de menção "Babylonian Pandemonium", "Banzai Kamakazi", "Scum", três músicas que iniciam o disco de forma fortíssima e "Apex Predator" que se destaca no meio da tracklist. De qualquer modo não há músicas para encher neste trabalho, todas são boas, o que nem sempre acontece nos álbuns das bandas de Max Cavalera. Assim sendo, pode-se considerar este um dos registos mais sólidos que o músico brasileiro colocou cá para fora desde que saíu dos Sepultura. É injusto os louros deste trabalho serem todos entregues a Max, porque Iggor aparece aqui a tocar com o vigor dos primeiros tempos da sua carreira e o virtuosismo e criatividade de Marc Rizzo foram, mais uma vez, uma mais-valia para o resultado final do trabalho de Max. Nate Newton dos Converge foi o baixista de serviço neste álbum e terminou com a tradição de haver a presença de músicos convidados nos álbuns de Cavalera Conspiracy, sendo ele próprio a assumir a voz na faixa "The Crucible", com resultados interessantes.

"Pandemonium" dá a ideia que Max Cavalera deixou de vez as experimentações sonoras e decidiu tocar aquilo que lhe está no sangue. Apesar deste ser um álbum muito bom, fica sempre a ideia que Max Cavalera podia fazer ainda melhor e lançar um disco bastante forte, mais equiparável aos álbuns de Sepultura. Max é, sem sombra de dúvida, um prolífero compositor, e o seu estatuto lendário dá-lhe a possibilidade de fazer o que quiser da sua carreira, mas se ele se concentrasse apenas num dos seus projectos e juntasse material, sem pressas de lançar novos álbuns, até juntar um grande conjunto de temas, podia ainda fazer um dos melhores trabalhos da sua carreira. Fazendo as contas, desde que saiu o primeiro álbum dos Soulfly em 1998, até aos recém-editados novos álbuns de Cavalera Conspiracy e Killer Be Killed (o seu novo superprojecto) foram lançados 13 álbuns... Em 16 anos! Talvez sejam demasiados álbuns para esse período de tempo, mas o que importa neste momento é desfrutar deste novo conjunto de músicas que é, sem dúvida, um dos melhores desde a sua saída de Max Cavalera dos Sepultura.

Nota: 8.3/10

Review por Mário Santos Rodrigues


Muitos hão de dizer que o metal está para a Índia como o samba está para a Suécia. Por um lado, se pensarmos bem na coisa, sendo a Índia um dos países mais densamente povoados e se pensarmos na alucinante ritmo da sua ocidentalização, até nem é de admirar que existam bandas de diversos estilos de metal a proliferarem no país dos marajás e das especiarias. Os Demonic Resurrection são capazes de ser uma das, senão até mesmo a banda de música extrema mais relevante que conseguiu sobressair do remoto underground indiano e alcançado fama internacional graças ao seu death metal progressivo sinfónico.

Engane-se quem está à espera de ouvir um álbum cheio de instrumentais étnicos do médio oriente. A cultura da banda de Mumbai está bem presente nas letras sobre a mitologia hindu, mas o que nos apresentam é um death metal progressivo rápido que consegue equilibrar perfeitamente brutalidade e melodia com temas orelhudos. Aqui há um pouco de tudo: melodias poderosas e viciantes em “Facing the Faceless”, a aura épica e bélica de “Architect Of Destruction” ou de  “Death, Desolation And Despair” ou a rodopiante “Even Gods Do Fall”,enfim,  todos os temas deste “The Demon King” conseguem ser bastante coesos onde o equilíbrio entre veloz agressividade e harmonias de guitarra e, por vezes, vocais, nunca é perturbado, sendo um trabalho de death metal muito bem executado sobre um fundo sonoro recheado de teclados. 

Já com 14 anos de existência e 4 álbuns onde se vai notando um aumento progressivo de qualidade de disco para disco, “The Demon King” é um lançamento de prog death que não desilude e que irá fazer com que ainda mais curiosos descubram esta jóia das Índias.

Nota: 8/10

Review por Tiago Neves


O início de "Doom Philosophy" com a intro "First Beam Of Darkness Into Light" é assombroso mas fica a ideia de que poderia ter sido aproveitada a sua intensidade de uma forma mais eficaz. De qualquer forma, serve o propósito de dar boas vindas ao terceiro álbum da banda grega e de dar andamento ao seu doom que lembra tanto Candlemass como tem assim uns repentes de Fates Warning no que diz respeito às melodias vocais (mais melodias do que propriamente no timbre do seu vocalista, Angelos Ionnidis. A primeira coisa a salientar é o facto de ter um bom elenco de convidados musicais destacando-se Snowy Shaw (Therion) e Edgar Rivera (ex-Solitude Aeternus).

Apesar de não terem nenhum teclista nas suas fileiras, há um grande recurso a arranjos orquestrais e há uma clara ligação a sonoridades mais power metal, que até não ficam desajustadas, principalmente porque dá um tom operático e/ou teatral que ainda reforçam mais a intensidade das músicas. E tudo isto estaria bem não fosse que o registo de Angelos acaba por cansar um pouco, não fossem haver de vez em quando uns guturaizitos para animar a festa. Não se trata de incompetência do vocalista, trata-se apenas uma questão de gosto pessoal. Instrumentalmente a banda brilha como poucas, mas a voz acaba por causar cansaço. E ele começa a surgir logo na terceira faixa (segunda com voz), o que não é de todo bom sinal.

Obviamente que são necessárias algumas audições para que o timbre entre, mas também existem essas subconsequentes audições porque faz parte da nossa missão, da Metal Imperium, que tal seja feito. A questão que fica é que, uma pessoa que não tenha essa missão, será que vai ter a mesma vontade de ouvir outra vez este trabalho? Talvez. A verdade é que instrumentalmente "Doom Philosophy" é brilhante, desde composição, interpretação até à produção. A voz exige algum trabalho interior por parte do ouvinte, mas esse facto não retira em nada a qualidade deste trabalho. Sendo original na sua abordagem sinfónica, Sorrows Path é uma banda a ter em conta para todos os amantes da mescla de doom com heavy/power metal.


Nota: 7.7/10

Review por Fernando Ferreira


Se os Jackie D não são a salvação do rock nacional (uma afirmação que é sempre mais dramática que verdadeira) devem andar lá próximos e é tudo uma questão de atitude do que outra coisa qualquer. A energia que este conjunto de músicas tem é impressionante mas não é novidade para quem já os viu ao vivo e esse é o ponto mais importante que “Symphonies From The City” deixa bem claro. Na tão temida transição dos palcos para o estúdio, em que normalmente perde-se sempre algo pelo caminho, no caso dos Jackie D, não se perde nada, antes pelo contrário. Não deverá ser alheio o trabalho de Hugo Andrade e Nuno Pardal (dos Switchtense) no estúdios Ultrasound.

“Middle Finger” inicia o trabalho da melhor forma, não deixando de parte as influências punk e hardcore, mas nunca desviando muito o seu caminho conforme as faixas vão avançando. “Rat Race” é o single que já conhecíamos e surge aqui como um velho amigo, embora não fosse necessária a sua presença para que houvesse energia a rodos. Tal fica a cargo de malhões como “Hello Death” (que tem um riff clássico que mete impressão como é que ninguém se lembrou dele, uma espécie de Xutos fundido com Peste & Sida), “Nameless Solution” e “Jackie”, embora também consiga apresentar um outro feeling, mais introspectivo e profundo com a faixa “Saudade”.

O único grande problema deste álbum de estreia é de saber a pouco. Não é uma sensação tão trágica como a do single de “Rat Race” mas mesmo assim, fica-se com água na boca para mais. Antes assim do que se ficar enjoado, embora fique-se quase com a certeza de que será difícil de enjoar com um som tão puro e honesto como este. Cheio de dinâmicas, capaz de apresentar uma palete variada de cores e sensações, “Symphonies From The City” tem tudo para ficar no leitor de CD/MP3 durante muito tempo. Grande estreia, grande banda.


Nota: 8.3/10

Review por Fernando Ferreira


Foram necessários oito anos para que o mundo visse (ou ouvisse) um novo trabalho dos espanhóis Autumnal e assim que as primeiras notas de “A Tear From A Beast” começa a soar, fica-se com a sensação de como é que se pôde esperar tanto tempo assim sem estranhar. A resposta é capaz de ser simples – “por não serem suficientemente conhecidos”. Pois bem, este segundo álbum tem as condições necessárias para que isso deixe de ser verdade. Lembrando as razões que nos fazem gostar de bandas como Katatonia, Saturnus e até Before The Rain, este trabalho é composto oito longas faixas que tentam colmatar essa longa ausência durante mais de setenta minutos.

Os níveis emotivos que a banda atinge são deliciosos, conseguindo caminhar na perfeição o fino equilíbrio entre explorar o sentimento da tristeza, conseguindo criar belas peças sem cair na lamechice pegada. Obviamente que isto vai sempre depender dos ouvidos de quem ouve e da tolerância ou não que possa ter para o estilo, mas para quem gosta de bandas como atrás mencionadas, mais outras como My Dying Bride, os primeiros tempos dos Celestial Season, esta será uma obra impar. Impossível não ouvir o crescendo de temas como “The Head Of The Worm” e o mesmo não afectar emocionalmente.

A bem da dinâmica, da fluidez com o álbum tem, surgem umas malhas mais atípicas, umas com uma toada mais heavy metal, mais que não seja por momentos, como na “Man’s Life Is The Wolf’s Dream”, ou como usar os guturais que dão um caracter mais agressivo, como nas “Resigned To Be Lived” e na “The Storm Remains The Same”. No final do álbum, talvez não exista a necessidade de ouvir tudo outra vez logo de seguida, tendo em consideração a duração do mesmo e a carga emocional que o trabalho no seu conjunto tem, mas este não é um ponto negativo. Não se fica com a sensação de que se esteve a desperdiçar setenta minutos da nossa vida ou que se está esgotado demais para fazer o quer que seja. Em vez disso, fica a certeza de que se esteve a ouvir uma obra-de-arte, raras, que transmite vida e sentimentos. Só isso, por si só, é suficiente.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Os Shining, Ahab, Incinerate, Internal Suffering, Killimanjaro e Neuroma foram as mais recentes adições ao cartaz, daquela que será a 18º edição do SWR Barroselas Metalfest. Esta nova edição irá decorrer entre os dias 30 de Abril e 2 de Maio de 2015 e conta já com nomes como Equaleft, Endtombed A.D., Impaled Nazarene, Midnight Prist, Minsk e Zatokrev.

Bilhetes brevemente disponíveis em http://naam.pt/store/

Por: Diana Fernandes - 29 Outubro 14



Os Sleeping Pulse - projecto de Michael Moss e Luis Fazendeiro - revelaram hoje o seu novíssimo vídeo. O mesmo foi gravado para o single "War", retirado de "Under The Same Sky" a ser editado no já próximo dia 31 de Outubro através da Prophecy Records.

Por: Diana Fernandes - 29 Outubro 14


Os suecos Unleashed anunciaram hoje a sua entrada em estúdio, para gravar aquele que será o seu 12º álbum de originais. Segundo o grupo o sucessor de "Odalheim" de 2012 será editado na Primavera de 2015 pela Nuclear Blast. Mais detalhes serão avançados pela banda, muito em breve.

Por: Diana Fernandes - 29 Outubro 14



Passaram cerca de sete anos desde que os polacos Vesania lançaram Distractive Killusions. Mas a banda, com mais de 15 anos de história, está de volta com um novo trabalho, Deus Ex Machina, lançado recentemente via Metal Blade Records. A Metal Imperium teve o prazer de conversar com o Orion (Behemoth) que nos elucidou mais sobre este trabalho.


M.I. - É incontornável perguntar a razão pela qual estiveram tanto tempo até lançar um novo trabalho. Deve-se ao facto de trabalharem noutras bandas ou existe outro motivo de força maior? 

São várias as razões. Depois de lançarmos o terceiro álbum de Vesania, Distractive Killusions, fizemos três digressões e, infelizmente, todas elas, num determinado momento, revelaram-se muito desafortunadas. Tivemos de cancelar metade da nossa última digressão europeia, o que foi bastante desagradável, o suficiente para deixar a banda de lado por uns tempos. Mas sabes, Vesania foi a banda com que começamos, e por isso é como se fosse a nossa criança, e tu nunca podes abandonar o teu filho, até o podes ignorar ou deixar de lhe falar por algum tempo, mas no final tudo volta como estava antes, e foi este o caso. Passados três ou quatro anos, juntámos algumas ideias e fomos para o estúdio. No entanto, levou-nos muito tempo para terminar o álbum, Vesania é uma banda muito complexa, e a música leva muito tempo a ser concluída. Mas também é claro que tínhamos outros compromissos com outras bandas com quem trabalhamos, o que também nos deixa muito ocupados. Para trabalhar no novo álbum de Vesania tivemos de aproveitar os intervalos que as outras bandas nos proporcionavam, o que nem sempre é fácil, mas estamos a fazer com que isso aconteça. 

M.I - Vesania é sem dúvida o teu bebé. Quando é que decidiram que estava na altura de trabalhar num novo registo? 

(risos) É mesmo! Eu sei que pode parecer assustador mas três de nós: eu, o baterista e o baixista, conhecemo-nos há quase 30 anos, o que é mesmo muito muito tempo. E como somos amigos tão chegados e vivemos perto uns dos outros, já tínhamos comentado em trazer a banda de volta e fazer algumas gravações. Mais tarde, começamos a ensaiar e a trabalhar nas estruturas de algumas músicas, isto foi à cerca de três anos. Foi assim que a ideia voltou, e assim que começamos a trabalhar.    


M.I - Deus Ex Machina está prestes a sair através da Metal Blade Records. Quais as tuas espectativas em relação ao mesmo frente ao teu público?

Eu não espero que este álbum seja uma importante revelação no mundo do metal em geral, ou que nos torne numa banda como os Metallica, ou qualquer coisa do género, até porque isso não vai acontecer. Mas espero que seja bem recebido, pois coloquei muito de mim neste projecto, assim como os meus colegas. Realmente espero que o facto de termos assinado com a Metal Blade nos abra algumas portas. Mas no geral as minhas expectativas são satisfatórias, agora é esperar para ver o que irá acontece, vamos aproveitar todas as oportunidades que nos surjam. 


M.I. - Neste novo registo a tua voz parece mais confiante e versátil, achas que amadureceram musicalmente? Como diferencias o novo álbum do anterior? 

Bem eu estou muito mais maduro e claro também mais velho, é isso que queres dizer não é? (risos). Mas é mesmo isso. Sinto que cresci musicalmente depois de inúmeros álbuns lançados. Também tive imensas experiências dentro da música, são mais de 15 anos a trabalhar neste mundo. Toda esta experiência faz com que não tenha mais medo de experimentar coisas novas, nem de me inserir num certo tipo de convenção ou ideal de algumas pessoas. E sim, sem dúvida que estou muito mais confiante do que aquilo que costumava ser. Eu lembro-me de gravar os vocais para o primeiro álbum de Vesania (isto foi em 2000 e qualquer coisa), fiz uma ou duas músicas, e quando ouvi o que tinha gravado achei que estavam uma autêntica porcaria e disse ao engenheiro de som para apagar tudo e decidi parar a gravação. Quando cheguei a casa comecei a procurar um novo vocalista para Vesania, porque achei que a minha voz era demasiado “merdosa” para estar ali. Mas passado um mês eu comecei a pensar: “Que raio é que tu estás a fazer?! Isto é a tua banda, tens de fazer alguma coisa!” Então fechei-me em casa a ensaiar durante algumas semanas, tentando exercitar a minha voz com o objectivo de a melhorar, foi então que finalmente gravei todos os vocais do álbum. É claro que já passou muito tempo desde essa altura, e a minha voz está a evoluir a mudar conforme a idade. Se tu dizes que está mais confiante eu vou considerar isso um elogio, e agradeço-te por isso. Sem dúvida que está definitivamente diferente do que quando era adolescente, isso é óbvio. 


M.I. - O novo álbum espelha caos, loucura e insanidade, particularidades tão características da banda. Como surgiu e qual a razão destes temas?

As coisas que mencionaste têm tudo a ver com a palavra Vesania (que significa caos), foi sempre este o seu significado desde o início. No que diz respeito a este álbum, é difícil dizer como é que surgiu esta ideia, pois é complicado incorporar, no processo de escrita, toda a informação que recebemos nos dias de hoje. Eu posso dizer que quando estava a fazer o primeiro álbum fui muito influenciado por toda a cena do metal, e isso também fez de mim aquilo que sou hoje. Mas estamos a viver numa época onde somos atacados por todos os tipos de motivos que vêm dos mais variados lugares, como a internet ou os meios de comunicação, para não falar dos milhares de bandas que todos os dias vejo e oiço. Pegar em particular numa inspiração que nos tenha influenciado é impossível para mim. Sabes, as pessoas nos dias de hoje são como uma esponja, incorporam tudo o que está à sua volta, se alguém for criativo o suficiente, eventualmente, poderá criar as suas próprias ideias, mas isso, actualmente, é bastante difícil. Por isso se me estás a perguntar o que me influenciou e de onde todos estes temas surgiram, bem, da maneira como eu o vejo, vieram de tudo o que me faz pensar e agir, ou seja, basicamente pode ser qualquer coisa. 


M.I. - Disseste que Deus Ex Machina é uma chamada para qualquer tipo de ajuda e intervenção. O que vos incentivou a escolher este tema e como ele foi estruturado ao longo do álbum? 

Fundamentalmente, este termo está ligado à arte no geral, eu mesmo conheço pelo menos três álbuns com este nome, e várias músicas também com o título de Deus Ex Machina. Não me importo muito com isso. Quando estávamos a escrever as letras procurávamos um tema unificador, foi então que surgiu a ideia deste “Deus vindo da máquina”, porque no nosso caso é como tu dizes: uma chamada para qualquer tipo de intervenção feita por o que for ou algum tipo de ajuda. Porque é que eu escolhi isso? Bem, Vesania sempre foi muito versátil e teatral, e eu estava à procura de motivos em que este tipo de arte pudesse ser incorporado, esperando dirigir o tema para um outro nível. O título veio directamente de uma tragédia grega, que na verdade é mesmo a sua origem, o teatro. Mesmo o artwork do álbum incorpora o significado das letras e do título. Até os concertos que fazemos actualmente são muito mais teatrais se os compararmos com um concerto normal de metal. Por isso existem tantas coisas que nos fazem produzir o que fazemos, mas é difícil nomear detalhadamente o que nos fez fazê-lo desta determinada maneira. Dentro do contexto da banda tivemos esta espécie de “brainstorming”, que eu adorei. 


M.I. - O título lembra-me a obra de William Golding, O Deus das Moscas. Poderá, eventualmente ter alguma ligação com o tema? 

Eu já li o livro há alguns anos atrás, e também vi o filme. Mas porque é que te lembra o livro?


M.I. - Devido a todo o caos e desespero e, no fim, simplesmente aparece uma salvação tão inesperada. 

Sim, se o puseres dessa maneira estás completamente certa. Mencionaste um grande livro, que hoje é um clássico mas, no geral, se estivermos a falar de Deus Ex Machina, actualmente, é entendido como algo muito mau. Ou seja, se leres um livro em que tudo está a ir da pior maneira possível e não existe nenhuma solução, mas que do nada aparece algum americano com milhões de dólares que soluciona todos os problemas, é isso o significado de Deus Ex Machina. E por isso deste um exemplo excelente, e eu aprecio muito isso. Mas a realidade em que vivemos nos dias de hoje, infelizmente não é tão bonita. 


M.I. - Como decorreu todo o processo de concepção do álbum? Qual o tema que deu mais trabalho a compor? 

Não é assim que vejo as coisas, não acho que algumas faixas tenham sido mais difíceis que outras. No geral estão a passar-se inúmeras coisas que levam muito esforço e tempo pela nossa parte. Acho que chegámos a um período nas gravações em que atingimos um determinado número de faixas para este álbum, cerca de 60 e qualquer coisa. Todo este processo durou um ano, mistura incluída. É claro que durante este tempo tivemos algumas pausas no trabalho, até porque tínhamos outros compromissos. Mas adorámos trabalhar em estúdio com Vesania, embora seja um trabalho duro, apareceram inúmeros obstáculos e fizemos a maioria do trabalho sozinhos, até mesmo a engenharia do som foi feita pelo nosso baixista, ou seja, foi um trabalho a tempo inteiro. Foi também um processo muito longo e é claro que fizemos muitos erros pelo caminho, mas depois de tudo estou muito satisfeito com o resultado pois fizemos tudo exactamente da maneira que queríamos, e não houve outras pessoas envolvidas neste processo, apenas a masterização foi feita por outra pessoa, tudo resto fizemos sozinhos. 


M.I. - A faixa Scars tem a participação da vocalista de Obscure Sphinx. Como surgiu a ideia de juntar uma voz feminina à música? 

Puseste a questão da maneira correcta. Nós queríamos uma voz feminina de um tipo muito específico na música, devido à letra da faixa. Existiam algumas frases que precisavam de ser ditas por uma mulher e a Zosia Wielebna Fraś, tem uma voz que se adequa. Não queríamos que o final do álbum passasse despercebido, e apenas sabíamos que faltava qualquer coisa. A Zosia concordou ser, de certa maneira, a nossa “ferramenta” para exprimir a letra desta música, e a voz dela inseriu-se perfeitamente naquilo que queríamos. Levou-nos muito tempo a gravá-la (e são apenas algumas linhas cantadas por ela), mas teve tudo a ver com o seu estado psicológico e o humor certo para a fazer soar como nós queríamos, ela fê-lo perfeitamente. Estamos muito contentes com o resultado final, não é como se ela estivesse a cantar para fazer a canção mais atractiva, mas sim mais profunda de forma a encaixar melhor na letra.


M.I. - O símbolo de “Penthavesania” é tão icónico, já reparei que até o tens tatuado no pescoço. Doeu muito (risos)? Como surgiu a ideia?

(risos) Não doeu, nem dói ter algo que tu achas que é uma grande parte da tua vida, mesmo que te cause um bocadinho de dor ao fazê-la, mas não é algo insuportável. O símbolo é muito antigo, eu acho que o nosso primeiro guitarrista fê-lo, eu nem sei se em 1998 ou 1999, ou alguma do género. Simplesmente desenhou-o num livro de rascunho. E sim, está connosco até hoje.  


M.I. - Vai haver alguma digressão conjunta com Behemoth? 

Não sei, talvez. Não é algo que seja impossível se houver alguma oportunidade. Nós costumávamos falar de uma digressão assim há algum tempo atrás, mas nunca tornámos essa ideia numa realidade. Mas sim talvez, porque não? 


M.I. - Existem vários rumores em fóruns ligados ao metal de que fizeste parte Sunwheel/Swastika, pelo nome de AnubiSS. O rumor é verdadeiro, ou não passa unicamente de uma teoria? 

(risos) Eu nunca fiz parte de uma banda assim, são apenas rumores.


M.I. - Tens alguma ideia de como este boato possa ter começado? 

Sim, eu costumava conhecer alguns membros dessa banda, há 20 anos atrás. 


M.I. - Conciliar várias bandas deve ser algo difícil, qual o teu segredo para gerir o tempo? 

Não existe nenhum segredo, de facto, sou terrível a gerir o meu tempo, aliás sou a pior pessoa a gerir o tempo! Se tu tiveres algum segredo por favor partilha-o comigo (risos). Eu apenas sinto que se realmente quiseres que alguma coisa aconteça, encontrarás o caminho para a tornar realidade. As pessoas podem fazer o que quiserem da vida e podem ser boas em praticamente tudo, a única coisa que elas precisam de compreender é que se querem ser realmente boas, têm de abdicar de muitas outras coisas, e isso é a parte mais difícil. Qualquer pessoa pode dizer que podes fazer o que tu quiseres, mas de modo a conquistares esse objectivo, tens de desistir de outros, isto é o mais complicado, ter de tomar decisões.  


M.I. - Que gostas de fazer quando não estás em digressão ou em estúdio?

Normalmente ou estou em digressão ou estou no estúdio, mas tenho um bocadinho de vida privada. De qualquer das maneiras quando estou em casa e durante poucos dias entre as digressões tenho sempre algumas entrevistas, como podes ver esta é a décima que faço. Se perguntas o que faço no meu tempo livre, não tenho quase tempo livre! (risos) Mas o que gosto de fazer é mesmo o meu trabalho, estou a viver o meu sonho e gosto muito da minha vida, isto foi o que eu sempre quis fazer, estar numa banda e trabalhar dentro do ramo da música, e sinto que tudo o que conquistei foi merecido, pois custou-me uma vida até chegar onde estou hoje. Mas ao mesmo tempo dou valor a todas as pessoas que me ajudaram a chegar até aqui e todos os esforços que envolveram outros, senão fosse elas eu não estaria aqui. Mas tenho algum tempo livre de vez em quando, a última vez que estive de férias fui fazer snowboard. Vocês têm muita neve em Portugal? 


M.I. - Não muita, mas é mais frequente num local chamado Serra da Estrela.

Serra da como? Como é que vocês dizem isso? (risos) Estrela como stellar? É parecido com o latim, muito interessante. 


M.I. - Por último, tens alguma mensagem que queiras transmitir aos leitores da Metal Imperium?

Eu estou muito feliz por temos o nosso quarto álbum a sair dentro de dias, e espero que as pessoas o oiçam e lhe dêem uma oportunidade e quando acabarem de o ouvir, dêem a vossa opinião.   


Entrevista por Patrícia Torres


Acima pode ser ouvida a mais recente música do lendário grupo, novamente reunido, Soundgarden. Esta faixa, disponibilizada online, chama-se "Storm" e foi gravada em Maio juntamente com o produtor Jack Endino.

Por: Carlos Ribeiro - 29 Outubro 14


Os Cancer Bats irão lançar o seu 5º álbum, “Searching For Zero”, a 9 de Março de 2015, gravado e produzido pelo multifacetado Ross Robinson (The Cure, Slipknot, Sepultura).

No vídeo em cima podem já ouvir o novo tema da banda, intitulado “In The Year Of The Snake".
Sobre o novo registo, o vocalista Liam Cormier comentou: “Nada de tretas… esta é a nossa declaração para o álbum completo.”

Tracklist e capa de “Searching For Zero”:

01. Satellites
02. True Zero
03. Arsenic In The Year Of The Snake
04. Beelzebub
05. Devil's Blood
06. Cursed With A Conscience
07. All Hail
08. Buds
09. Dusted
10. No More Bull Shit





Por: Mónica Sofia Branco - 29 Outubro 14


Os espanhóis Angelus Apatrida anunciaram o lançamento de um novo álbum de originais, intitulado "Hidden Evolution". Este foi gravado em Portugal, no Ultrasound Studio, na Moita, e irá ser lançado a 19 de Janeiro de 2015. Em baixo podemos ver a tracklist do mesmo.

01. Immortal 
02. First World Of Terror 
03. Architects 
04. Tug Of War 
05. Serpents On Parade 
06. Wanderers Forever 
07. End Man 
08. Speed Of Light 
09. I Owe You Nothing 
10. Hidden Evolution

Por: Rita Limede - 29 Outubro 14



Como é sabido, os Devildriver, banda liderada pelo vocalista Dez Fafara (Coal Chamber), encontram-se num hiato. Entretanto, o baterista John Boecklin e o guitarrista Jeff Kendrick decidiram sair da banda. 

Dez Fafara indica que não aconteceu nada de dramático nem houve quaisquer brigas, e que todos os restantes membros dos Devildriver desejam o melhor para os dois músicos. Refere, também, que os Devildriver estarão de volta em 2016, tanto para um novo lançamento, que já está a ser composto, como para uma tour. 

Por enquanto, Dez Fafara está concentrado no projecto Coal Chamber, que se encontra em fase de composição de um novo álbum e que também terá uma tour posteriormente. 

Por: Sara Delgado - 29 Outubro 14


No próximo dia 29 de Novembro, os nacionais Corpus Christii e Scum Liquor actuam no Angels Place, em Cacilhas. A After Party estará a cargo de Ricky e Ronny Slain. 

Entrada: 7€ com direito a duas cervejas ou águas 
Início: 21h00

Por: Sara Delgado - 29 Outubro 14


Os finlandeses Ghost Brigade vão lançar o seu novo álbum, "IV: One with the Storm", no próximo dia 7 de Novembro, pela Season of Mist. Embora anteriormente já tenham dado a conhecer alguns dos seus temas, agora é possível ouvir o álbum na íntegra, através da aplicação que disponibilizamos abaixo. 


Por: Sara Delgado - 29 Outubro 14


"Citadel", o novo álbum dos Ne Obliviscaris, será lançado no próximo dia 7 de Novembro, pela Season of Mist. No entanto, os fãs já podem ouvir este novo trabalho, que está disponível na aplicação abaixo. 



Por: Sara Delgado - 29 Outubro 14


Gary Holt, guitarrista dos Exodus, expressou recentemente a sua opinião sobre o caso de James Evans, um fã da banda que foi detido em Agosto por dirigir "ameaças terroristas", depois de ter postado a letra da música "Class Dismissed (A Hate Primer). Fiquem com a opinião do músico:

"Isto mostra que vivemos numa sociedade muito paranóica, e muitas das vezes com razão, devido a tantas tragédias - tiroteios a toda a hora e coisas assim. Mas o meu problema com o facto do James Evans ter sido preso, reside principalmente na questão de que bastaria, tipo, 20 minutos de pesquisa para perceber que este tipo não era uma ameaça. Ele não era um adolescente deprimido de 17 anos que postava polémicas atrás de polémicas no Facebook sobre o quanto odeia a sua escola e os seus colegas. Ele é um homem de 30 anos, e aposto que se pesquisasses a sua página no Facebook, encontrarias nada mais do que outras referências ao metal e coisas típicas do Facebook. Isto revela que a palavra escrita pode ser assustadora para alguns."

Por: Bruno Porta Nova - 29 Outubro 14


Os Raven, auto-intitulados padrinhos do thrash, lançaram, recentemente, uma campanha para recolha de fundos no Kickstarter, com vista a financiar a gravação do seu próximo álbum, "ExtermiNation". Para recompensar os fãs que decidam contribuir, a banda gravou um CD de covers, intitulado "Party Killers", que é oferecido exclusivamente aos financiadores da campanha, até ao dia 28 de Novembro deste ano.

Disponível também em vinil, o álbum incluí as seguintes faixas:

* "Too Bad Too Sad" (Nazareth)
* "Bad Reputation" (Thin Lizzy)
* "Cockroach" (Sweet)
* "Fireball" (Deep Purple)
* "Hang On To Yourself" (David Bowie)
* "He's A Whore" (Cheap Trick)
* "In For The Kill" (Budgie
* "Is There A Better Way" (Status Quo)
* "Ogre Battle" (Queen)
* "Queen Of My Dreams" (Edgar Winter)
* "Tak Me Bak 'Ome" (Slade)

O vocalista e baixista da banda, John Gallagher, comentou: "Estávamos a escrever para o novo álbum num estúdio fixe em Richmond, Virginia, e no meio da sessão de jamming decidimos perguntar ao engenheiro de som se poderíamos gravar algumas covers, só por divertimento. A sonoridade saiu tão bem que decidimos fazer algo pelo que já há muito ansiávamos, "Party Killers" - uma colecção de covers que irão garantidamente ensurdecer os vossos vizinhos! É basicamente uma porta directa para a pequena jukebox vermelha de 45 rotações por minuto que tínhamos em casa... Faixas e banda que nos influenciaram muito em miúdos, mas com o toque pessoal dos Raven! Para mim, é uma boa forma de dar a conhecer aos fãs as nossas raízes, e creio que será um óptimo companheiro para o novo álbum."

Por: Vanessa Henriques Ribeiro - 28 Outubro 14


A banda formada pelos irmãos Cavalera lançou recentemente um novo vídeo, "Babylonian Pandemonium", retirado do próximo disco de originais, "Pandemonium", a ser lançado no dia 4 de Novembro via Napalm Records.

Por: João Braga - 28 Outubro 14


Os Kadavar, acompanhados pelos The Picturebooks e Juseph actuarão amanhã, dia 29 de Outubro, na cidade do Porto. Esta que será mais uma edição do Post-Amplifest Sessions será realizada no Hard Club
pelas 21:30h, sendo que as portas abrir-se-ão uma hora antes. Os preços das entradas irão variar entre os 10€ para que apresente o passe do Amplifest de 2014 e os 16€. 

Locais de venda: Amplistore, Matéria Prima, Hard Club, Louie Louie e Piranha.

Por: Diana Fernandes - 28 Outubro 14



A intro "Medusa" inicia muito bem as hostilidades deste "Rejected Gods", dando um saudável feeling cinematográfico à coisa, pecando apenas por ter um espaço demasiado grande para a primeira faixa a sério "My Own Master", perdendo um pouco o seu impacto. Antes de aprofundarmos mais na análise, tem que ser referido que Enemies Of Reality tocam power metal sinfónico e operático como os Nightwish faziam, mas com ainda mais energia, como se fosse um cruzamento entre o grupo finlandês e os Epica, principalmente pela abordagem de Iliana Tsakiraki, que impressiona e cativa.

Não há aqui nada propriamente de novo, mas o sentimento de que se tinha saudades do poder que os Nightwish tinham antes de enveredarem por caminhos mais rock é saudável, já que se consegue entrar de cabeça em cada uma das faixas que vão surgindo. Os clichês estão cá todos, mas a potência e a forma como os mesmos são usados apenas faz com que esse factor seja uma mais valia e não um problema. "Lifeless Eyes", por exemplo parece ir por uma toada que todos já vimos demasiadas vezes, mas quando surge o refrão, o pensamento é imediato: "Who the fuck cares?!"

Sendo o primeiro álbum da banda grega, tudo ainda ganha mais força já que a qualidade e o resultado final parece evidenciar anos de experiência - a banda foi fundada o ano passado e apenas um ano depois apresenta uma bomba destas. Obviamente, que a consistência da sua carreira irá provar se terá sido uma lucky shot ou não, mas até ver, este trabalho indica o início de uma carreira que facilmente transcenderá as fronteiras do seu país. Iliana tem uma voz assombrosa e o resto da banda constroi toda junta, uma base instrumental de luxo, onde tudo soa perfeito - onde a produção também tem um peso fundamental.

Para completar o ramalhete, temos as participações de Mike LePond (baixista dos Symphony X na faixa "My Own Master" onde faz lá um brilharete), de Ailyn Giménez (vocalista dos Sirenia que faz um dueto com Iliana na "Needle Bites", o primeiro single retirado deste trabalho), de Androniki Skoula (vocalista dos Chaostar, também gregos, que participa na "The Bargaining") e de Maxi Nil (também ela grega, vocalista dos Jaded Star e dos On Thorns I Lay, que participa na faixa final, "Step Into The Light"). Um álbum perfeito para iniciar uma discografia que se avizinha grandiosa.


Nota: 9/10


Review por Fernando Ferreira


O início de “Aeon Unveils The Thrones Of Decay” é perturbador. Quer dizer, para o pessoal que manja metal extremo desde tenra idade, não é nada de extraordinariamente original, mas o ambiente criado com o início da sua primeira faixa, “Darkness Inflames These Sapphire Eyes”, é intenso e perfeito para uma banda sonora de filme de terror, assim como que o que vem de seguida parece indicado para, primeiramente, um álbum de black metal, como de seguida, para um álbum de doom metal, arrastado e pesadão. Isto tudo antes de atingir os quatro minutos dos seus nove e meio de duração. Na verdade, nenhum destes estilos lhe veste a pele de forma justa, mas a haver um mais próximo, será sem dúvida o black metal.

A intensidade do sludge confere-lhe aquele nível de brutidão e sujidade adicional que o black metal recebe de braços abertos, atingindo níveis tais que ao final das duas primeiras músicas – portanto, praticamente vinte minutos depois de começar a ouvir o trabalho – já se começa a pedir por piedade. Os Downfall Of Gaia, tendo noção das dinâmicas necessárias para fazer um grande álbum, decidem intervalar com uma singela faixa acústica, “Ascending The Throne”, que apesar de não ser particularmente brilhante, cumpre o efeito, ficando-se pronto para levar mais porrada sonora, que é basicamente do que se trata ao ouvir a “Of Stillness And Solitude”.

Este terceiro trabalho dos alemães Downfall Of Gaia traz um novo significado para a palavra intensidade e depois de o ouvir na totalidade, não se fica com vontade de repetir a audição, mesmo acabando em nota alta, com o melhor a ser deixado para o fim na faixa instrumental “Excavated” . Pode parecer um defeito mas neste caso é apenas fruto da sua intensidade. Se este álbum fosse um filme de terror sangrento, seria um filme em que os espectadores saem completamente encharcados em sangue. É também um dos raros casos em que os pós-qualquer-coisa que supostamente marcam o seu som, não seguem o caminho de se esforçarem para cumprirem certos pressupostos estilísticos, dando mais importância ao resultado final, que tem artilharia suficiente para destruir um pequeno país. Épico, violento, hipnótico, sufocante, excessivo. Portanto, bom.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira