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No passado dia 11 de Outubro, o carismático vocalista dos Opeth, Mikael Åkerfeldt, deu uma entrevista à Metal Hammer, que pode ser vista e ouvida acima. O destaque desta conversa vai para o facto de Mikael ter referido que foi "um erro" tocar uma grande quantidade de músicas novas na última Heritage Tour, digressão de suporte ao álbum com o mesmo nome, lançado em 2011.

"Pode ser difícil escolher setlists. Sentámo-nos para discutir que músicas entrariam nesta nova tour, enquanto bebíamos muito vinho, (...) até que sem nos apercebermos muito bem já estavam escolhidas 40 músicas, o que é impossível de concretizar num concerto ao vivo. Então, tivemos que encurtar a lista. 

(...) Basicamente, quando tocamos ao vivo, o que queremos é deixar o público satisfeito e quando fizemos a digressão em suporte do [álbum] Heritage, tocámos muitas músicas novas, deixando de parte algum material mais pesado, que os fãs gostam, o que os deixou descontentes. Penso que foi um erro da minha parte", referiu.

Por: Carlos Ribeiro - 21 Outubro 14


Numa recente entrevista à rádio argentina Rock & Pop 95.9 FM, o vocalista Steve "Zetro" Souza dos Exodus foi questionado sobre o facto da sua banda ser raramente mencionada juntamente com a "Big Four" do thrash metal dos anos 80, ou seja, Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax. Fiquem com a resposta do músico:

"Pessoalmente, não presto atenção a isso. Estive na Bay Area no início, antes mesmo de ser um membro dos Exodus, por isso lembro-me quem eram os antepassados ​​do thrash. Quero dizer, o Tom [Hunting, baterista dos Exodus] inventou aquela batida. Aquela maneira de pegar na guitarra era do Gary [Holt, guitarrista dos Exodus] - foi daí que veio a génese."

"Eu acho que o que a comunicação social fez, quando surgiram com os "Big Four", foi pegarem nas quatro bandas que foram, provavelmente, mais bem sucedidas no período inicial do thrash metal - de, digamos, 85 ou 84 a 90. Se estamos a falar de popularidade, se estamos a falar de vendas de discos, temos de mencionar os Anthrax, Megadeth, Slayer e Metallica. "

"Agora, quando me fazes essa pergunta, é isto que eu respondo: é o "The Big One E Os Outros Três". Desculpa. Nenhuma daquelas bandas - e adoro todas elas... Mas os Metallica estão por conta própria. Portanto, dizer "Big Four"? Não sei se podes dizer isso. Tens de dizer "The Big One E Os Outros Três"."

Por: Bruno Porta Nova - 21 Outubro 14


Os finlandeses Ghost Brigade lançaram recentemente o tema “Aurora”, que pertence ao seu novo álbum, “IV - One With The Storm”, disponível nas lojas a partir do dia 7 de Novembro, que pode ser ouvido abaixo.

Além de “Aurora”, também disponibilizamos dois novos temas, “The Knife” e “Electra Complex”.








Por: Mónica Sofia Branco - 21 Outubro 14


Em cima podemos ver o novo vídeo de Crowbar, para a música "Symmetry In White". Esta faz parte do último álbum da banda, "Symmetry In Black", lançado em Maio deste ano. 

Por: Rita Limede - 21 Outubro 14


Os britânicos Esben and the Witch e os espanhóis Obsidian Kingdom são as bandas de abertura dos concertos de Sólstafir em Portugal. Recorde-se que os concertos terão lugar nos dias 27 e 28 de Novembro, em Lisboa e no Porto, respectivamente. A primeira data ocorre no RCA Club e a segunda no Hard Club. 

Por: Sara Delgado - 21 Outubro 14


Os Virgin Steele preparam o lançamento de novo disco de estúdio para Fevereiro ou Março do próximo ano. É o primeiro álbum desde "The Black Light Bacchanalia", lançado em 2010. Mais detalhes serão anunciados brevemente.

Por: João Braga - 21 Outubro 14


Terceiro álbum da banda que reúne membros dos Dragonland, Dreamland, Dreamstate e ainda ex-membros dos Nightrage, Mercenary entre muitos outros. Os Amaranthe surgiram na ressaca do fenómeno metalcore, juntando no entanto muitos mais elementos tais como power metal (aquele próximo do gótico) e música electrónica, e em quatro anos já lançaram três trabalhos, conseguindo consolidar um pouco a sua posição entre aquilo que se convenciona chamar de metal moderno. Com isto dito, é altura daqueles que gostam do seu metal tradicional pararem de ler e procurarem outra coisa e nem vale a pena procurar “Massive Addictive” por curiosidade porque será exclusivamente uma atitude masoquista.

O que salta mais à vista, ou ao ouvido, logo no início do álbum, no tema “Dynamite”, é que a banda ainda está mais pop e dançante – se os membros da velha guarda não tiverem desistido de ler no parágrafo anterior, agora será uma boa altura. E são precisas algumas audições para determinar se isto é um defeito ou qualidade. E mesmo assim a resposta poderá não ser conclusiva. Uma coisa é certa, há por aqui uma enxurrada de lugares comuns de uma porrada de estilos, sejam os riffs modernos à la metalcore, que já começam a irritar; seja a dicotomia vocal entre Elize e Jake no truque típico de “Bela e o Monstro”; sejam os refrões estupidamente catchy ou até os tiques de música de dança que deixa qualquer é estupefacto pela forma como se instala dentro do cérebro sem pedir permissão a quem quer que seja.

Irritante em certos momentos, viciante noutros e principalmente, irritante por ser tão viciante na maior parte deles. O problema com “Massive Addictive” é que tem tudo para ser consumido num repente até que enjoe, seja posto a um canto para se consumir outra coisa qualquer. Na sua senda para encontrar o topo da música catchy, os Amaranthe tiveram que abandonar de vez a profundidade que uma música precisa para suportar o teste do tempo. Talvez esse mesmo teste do tempo tenha um resultado inesperado, mas será de esperar que daqui a uns anos que este álbum seja visto tal como o primeiro álbum da Britney Spears é visto hoje em dia.

Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira


Projecto alemão de black ambient doom metal e quando se diz isto, claro que estamos a falar de uma one man band. M. Krall é o mastermind dos Black Autumn e este é já o eu quinto álbum, o regresso depois do anterior trabalho ter sido lançado três anos atrás. Apesar desse período entre os dois álbuns, o projecto não esteve propriamente parado, lançando um split e um EP em 2012 e 2013, respectivamente. “Losing The Sun” começa o tema título e deixa logo no ar um ar etéreo que é abruptamente interrompido por guitarras lentas a martelar num riff com o baixo e a bateria a ajudar a intensificar esta acção. Assim que a voz surge, revela-se como um dos pontos fracos de todo o trabalho.

É dos típicos casos em que o trabalho todo ganharia muitos mais pontos se fosse instrumental. No entanto, o instrumental também tem um pequeno problema. Quando falamos de ambiente black doom, a efectividade do género escolhido só é aproveitada ao máximo, e passando por cima da questão de gostos pessoais, se a produção for o mais orgânica possível. E daí que surge o seu poder. Quando a bateria é demasiado digital, ou o som das guitarras algo primitivo mas de um ponto de vista digital também, o resultado final também ficará algo aquém do expectável. Tendo esta barreira logo de início, é complicado conseguir apreciar ao máximo todas as melodias e ambiências que “Losing The Sun” oferece.

Não é portanto um problema do conteúdo e sim da forma como as ideias são exploradas, nomeadamente a nível de produção. Existe um pouco de repetição é certo, associado também ao lado mais minimalista do black metal e até com uns certos elementos de shoegaze – como na “For Whence We Came” – mas essa repetição minimalista nunca é explorada em demasia ou pelo menos os temas não se prolongam para além daquilo que é saudável. Tivesse este trabalho uma outra produção e estaria aqui uma pérola do género. Desta forma, é um trabalho que não atinge nem metade das suas potencialidades, infelizmente.


Nota: 7/10


Review por Fernando Ferreira


Os Epitome nasceram em 2012 e dois anos depois já têm um álbum de estreia na calha. Ou são muito bons ou então este salto foi algo precipitado. É certo que o circuito normal do underground nem sempre é respeitado e já começa a estar um pouco desactualizado, principalmente para estes novos grupos que não têm nada de underground. O início do tema "The Last Of Us" parece que poderia estar num qualquer álbum da Lady Gaga ou Rihanna ou coisa que o valha. Dançante e electrónico, demora um pouco até que as guitarras explodam e mesmo quando acontece, fica claro que a orientação do grupo é puro metalcore e por puro entendam-se todos os clichês possíveis e imaginários. E isto é algo que se repente ao logo de todas as músicas.

Até aqui, existe muito pouco (para não dizer nada) para aqueles que apreciam algo mais orgânico e tradicional, mas a verdade é que também temos um trabalho de guitarra solo extraordinário. Segundo o press release, a banda toca "o chamado estilo metal sueco em combinação com elementos de hardcore e com solos típicos da década de oitenta, cheios de groove". Normalmente os press releases são algo exagerados e muitas vezes levam longe demais o seu propósito de promover a música, mas aqui tem que se dar a mão à palmatória. Não fossem os ritmos exageradamente marcados por breakdowns e os pormenores electrónicos, estava aqui um grande lançamento de metal extremo.

Não querendo entrar em discussões sobre géneros músicais e a sua validade, o que é certo é que aqui estão grande parte dos clichês que caracterizam uma era, uma era que entretanto já chegou ao final (apesar de existirem muitas bandas que ainda não se aperceberam de tal) o que faz causar alguma estranheza, termos uma banda que chegou agora ao primeiro álbum, tem apenas dois anos e o seu som parece que cheira a mofo. Felizmente, existem os arranjos da guitarra solo que impede que a desgraça seja completa. Assim, "The Origin Error" tem uma certa dicotomia. Por um lado temos o lado moderno que poderia ser mais bem aproveitado e ajudar a afastar a aura "qualquer-coisa-core", por outro, tem o lado tradicional a nível de guitarras que também poderia dar frutos muito maiores. Resta saber para que lado vão pender. Até lá, ficamos curiosos para saber quem sairá vitorioso ou então se as duas ainda vão convergir de forma mais harmoniosa.


Nota: 6.5/10

Review por Fernando Ferreira


Na última edição do seu programa de rádio "Rock 50", Bill Ward, lendário ex-baterista dos Black Sabbath, homenageou o baterista dos Metallica, Lars Ulrich, com a exibição de algumas músicas da banda, como "Enter Sandman", "Master Of Puppets", "Until It Sleeps" e "All Nightmare Long", dizendo inclusive que Lars Ulrich é um baterista excepcional. Aqui ficam alguns comentários do músico, percursor do heavy metal:

"Eu próprio percorri muitos dos caminhos que o Lars percorreu. E acabei por conseguir assumir sejam quais forem as minhas habilidades, e acabei por utilizar isso em qualquer música que fizemos com os Sabbath ou que estamos a fazer com as minhas próprias bandas neste momento, ou se tocar com alguém, toco aquilo que surgir. Portanto é, tipo, 'Isto é o que eu tenho'. Mas consigo lembrar-me de passar por um período de há mais de 20 anos, provavelmente 28, 25 ou 26, em que parei de competir, por isso tinha de descobrir o que poderia fazer e fazer bom uso disso. E parece que o Lars também chegou a esse ponto. E acho que ele faz um bom trabalho."

"As suas criações na bateria trouxeram o som dos Metallica para a linha da frente do metal, e ele é digno de muitos elogios. Ele é inspirador e um exemplo para os aprendizes. Por isso, vão em frente, aprendizes. Se estão a aprender a tocar bateria ou precisam de aprender as novas técnicas e coisas assim, ouçam o Lars. Ele tem coisas muito boas que podem aprender."

"Eu suspirei profundamente de alívio quando ouvi o "Black Album". Tudo parecia musicalmente distorcido, até que ouvi o Lars e os Metallica a afirmarem-se com uma declaração que dizia, 'Desta forma'. E foi isso que se sentiu."

Por: Bruno Porta Nova - 21 Outubro 14


No próximo dia 29 de Novembro, o Side B irá receber o Suspiria Records Fest. Do cartaz fazem parte 4 bandas espanholas, sendo estas Blast Off, Bloodhunter, Fallen Sentinel e Lethal Vice. Os bilhetes estarão disponÍveis à entrada pelo preço de 7 euros, e a abertura de portas do evento está marcada para as 21h15.

Por: Rita Limede - 21 Outubro 14


Martin "Sathonys" Wickler, guitarrista e vocalista, membro fundador dos Agathodaimon, emitiu um comunicado onde anuncia a separação da banda, 6 álbuns de estúdio e quase 20 anos depois da sua fundação, em 1995, por motivos familiares, como o próprio explica:

"As notícias mais importantes e com as que vou começar o comunicado são as seguintes - iremos separar a banda. É difícil colocar isto em palavras, os Agathodaimon têm sido a minha companhia nos últimos anos, mas olhando para trás, muitas coisas mudaram, mas nós mantemos sempre a filosofia musical da banda como o nosso focus principal.

Um das principais objectivos, foi sempre tentar mostrar o melhor resultado possível, mas para isso, é preciso uma grande dedicação e disponibilidade de tempo, algo que neste momento não posso providenciar", disse.

Adiantou ainda que ter uma família, com dois filhos, fez com que tivesse de optar entre eles e a música e apesar de ter esgotado todas as possibilidades e opções disponíveis, o melhor para banda seria que chegassem ao fim.

No fim, deixou ainda a ideia de que este pode não ser um fim definitivo: "Ainda assim, isto pode não querer dizer que a banda chegou ao fim para sempre. As circunstâncias mudam... Não sabemos se continuaremos numa data futura, mas lá está, vamos desejar para que sim", concluí Sathonys.

Por: Carlos Ribeiro - 21 Outubro 14


No próximo dia 25 de Outubro, no Side B (Benavente), vão actuar os franceses LD.Kharst e UNS, e os nacionais Agonia. A entrada tem o custo de 4€. 

Abertura de portas: 21h30
Início do espectáculo: 22h30 

Por: Sara Delgado - 20 Outubro 14


Esta é que é uma banda à antiga. Um ano após de lançarem um segundo absolutamente demolidor, os norte-americanos lançam um EP com duração superior a álbuns de muito boa gente, composto por uma única faixa. E que faixa. “The Cavern” é um tema cujos adjectivos falham em ser justos. A língua portuguesa não tem matéria suficiente para qualificar o que se pode ouvir aqui. Sejam os primeiros doze minutos que se desenvolvem num mantra demolidor que embala e hipnotiza ao mesmo tempo, indo do silencia a um crescendo fortíssimo, até ao momento em que entra a voz, com um riff viciante que se instala até ser substituído por uma sequência de acordes que ainda se torna mais viciante. E ainda nem chegámos a metade.

“The Cavern” é uma viagem como apenas os Inter Arma parecem ser capazes de nos brindar. Uma viagem mais além de ser uma única faixa de quarenta e cinco minutos. É uma viagem ao interior de cada um, aquilo que temos guardado dentro de nós, ao que está à vista, ao que está escondido. É uma viagem através das nossas emoções, através do inconsciente, com peso, com emoção, com harmonias, com melodias, com raiva, com alegria, com esperança, com medo. É uma viagem para além das fronteiras do que a simples música consegue fazer. É a prova de como a música não deve ser descartável porque as pessoas que a ouvem também não são descartáveis. Não são superficiais. OU pelo menos não deveria ser.

Um EP melhor que muitos álbuns, um EP com quarenta e cinco minutos e que mesmo assim sabe a pouco depois quando chega ao final. Que deixa um vazio como temos algum ente querido que nos deixa. Mas isso acaba por não ser um problema, apenas mais uma prova do seu valor. E o grande problema nem é o facto de as expectativas estarem em alta depois de “Sky Burial”. É que depois de “The Cavern”, as coisas estão a um nível estratosférico. Sem dúvida, um dos melhores trabalhos de 2014.


Nota: 9.7/10

Review por Fernando Ferreira


Ninguém diria que este "Cerberus Millenia" é apenas o segundo álbum da banda russa Back Door Asylum dado o calibre das composições aqui contidas. Embora a sua maturidade musical não tenha chegado para que tivessem um nome de jeito, o seu death metal técnico e brutal impressiona pela sua potência. A Amputated Vein é amplamente conhecida pela sua aposta nas vertentes mais extremas ligadas ao death metal - a pender mais para o grindcore ou goregrind - mas com os Back Door Asylum acertaram em cheio no que à qualidade diz respeito.

Quando o álbum é iniciado com uma pequena malha (malhão!) instrumental, "Manifestations", vê-se que se está logo no bom caminho. Para quê usar samples ou teclados manhosos quando a melhor forma de introduzir o quer que seja ainda é com bateria, baixo e obviamente, guitarras. A fórmula, essa, não é nova e aqui também não varia. Ritmos frenéticos, à velocidade da luz, com as guitarras irrequietas a desafiar os limites técnicos dos seus executantes a cada nota que é tocada. No entanto, o que faz diferença são as músicas em si e a forma como equilibram a técnica com o escrever músicas memoráveis de death metal.

Embora o álbum tenha menos de meia hora, a banda sentiu a necessidade de colocar a meio algo para trazer alguma dinâmica. Falamos do tema "Gravity Inverse" que é uma faixa experimental, meio ambiental, com alguns pads de teclados, samples, vocalizações e feedback de guitarras. Realmente traz mais dinâmica ao álbum mas é apenas um pouco mais eficaz do que um minuto de silência. Não que estas experimentações não sejam valorosas, apenas não resultou muito bem neste contexto. De qualquer forma, as restantes faixas mostram-nos mais de death metal de qualidade. Sem dúvida que os Back Door Asylum têm aqui um grande trabalho.


Nota: 7.7/10

Review por Fernando Ferreira


Desde 2008 que os Pathology decidiram lançar todos os anos um registo de longa-duração. Ora, quando temos uma situação destas pode-se dar um destes plausíveis cenários: a banda é altamente criativa e consegue fabricar material fresco com uma fascinante facilidade; ou vão gravando discos que diferem uns dos outros como do dia para a noite, ou, repetem a fórmula dos álbuns anteriores e dão um novo nome ao clone. Com os Pathology acaba por ser este último cenário. 

Este norte-americanos praticam brutal death metal e nisso não há dedos a apontar, a brutalidade é entregue num ataque feroz e rápido onde a percussão de Dave Astor e as vocalizações guturais de Matti Way são os principais elementos a conferirem a destruição sonora necessária de se ouvir neste sub-género, mostrando-se uma banda à vontade com o estilo que pratica.

Mas, pegando em “Throne Of Reign” e escutando-o do princípio ao fim acaba-se por cair no aborrecimento. Nenhum tema aqui é mau, mas também não há nenhum com uma qualidade acima da média e, o grande, grande problema aqui, é que soam todos ao mesmo, sendo bastante previsíveis e a meia hora de duração (algo típico nos discos de Pathology) acaba por parecer uma hora inteira. Poucas serão as vezes em que o ouvinte é acordado da apatia – uma delas será o brilhante solo de guitarra tocado por Tim Tizsczenko em “Relics Past”.

No disco do ano passado, “Lords Of Rephaim” o trio de San Diego ainda apresentou alguma variedade nas suas composições como era o caso de partes mais lentas e riffs que não pareciam todos iguais, mas “Throne Of Reign” não seguiu esse lado mais diverso, mantendo o núcleo sonoro dos Pathology puro e estático. Separados, os temas aguentam-se bem como impiedosas descargas de agressão que são, realçando “Bavarian Illuminati”, “Relics Past” e “Members”, mas talvez seja altura de dar um intervalo maior do que 12 meses entre a gravação de álbuns para que os Pathology possam escrever música devastadora de qualidade e aí sim apresentar um disco que sobressaia de entre os restantes.

Nota: 6.3/10

Review por Tiago Neves


Marginais no Heavy Metal, alternativos ao estilo, os KMFDM – ou Kein Mehrheit Für Die Mitleid, sem piedade pela maioria – inscrevem-se numa linha electrónica industrial que proliferou na Alemanha e Holanda, mas apenas revelada quando do sucesso do Industrial americano. Talvez por isso, algumas referências a Nine Inch Nails ou Ministry sejam incorrectas pois fica a dúvida de quem influenciou quem.

Talvez pelas raízes europeias – a génese do grupo está em Hamburgo, embora por muito se tenham radicado nos EUA e regressado à terra natal em 2007 – a banda de Sascha Konietzko, não hesita em ingressar em terrenos mais próximos da música de dança, como em “Salvation”, com a voz de Lucia Cifarelli a ingressar em terrenos da soul. É este crossover que faz o grupo estar afastado dos meios mais tradicionalistas, mas que pode continuar a agradar aos adeptos do Industrial vertente Metal.

Com “Our Time Will Come” o grupo celebra 30 anos de carreira e lança o décimo nono trabalho de duração, algo que, só por si, merece a curiosidade de uma escuta ao disco, mas para os menos tolerantes e que apenas procuram as guitarras, o melhor é apenas ficarem por temas como “Genau” – primeiro single - “Shake the Cage” ou “Respekt” em que se escutam os riffs mais metálicos, e que fizeram o grupo ganhar popularidade deste lado da música, pois a segunda metade do disco aproxima-se em demasia das pistas de dança. No fundo é esta mistura que resume bem uma carreira longa de um (agora) quinteto, que sempre foi desalinhado de estilos e preferiu criar o seu.

Apesar de tudo, este novo trabalho resulta algo fraco, perdendo muita da agressividade punk que se viu, por exemplo, em “WWIII”, de 2003 e talvez o mais popular entre fãs de Metal. As guitarras permanecem em alguns temas mas a energia perde-se a meio do trabalho e o lado artístico vence, resultando num trabalho polido e mais audível para o público mainstream, algo que não se deseja num grupo como KMFDM.

Nota: 6/10

Review por Emanuel Ferreira


Nos tempos que correm não é hábito cruzar-nos com uma banda que se possa afirmar que têm um som realmente genuíno. Felizmente ainda vai acontecendo e, três anos depois do muito bem recebido “An Ache For The Distance”, os The Atlas Moth regressam com uma nova e refrescante entrega de hipnótico e atmosférico stoner metal que, tal como o disco de 2011, traz o selo de qualidade da Profound Lore.

Comparativamente aos seus registos anteriores, “The Old Believer” reduz bastante no sludge – o qual também nunca foi um dos elementos principais na música dos Atlas Moth – mas, ao contrário do disco mais recente de Tombs, não o faz desaparecer completamente, sendo raras as ocasiões em que se nota um pouco de sludge, como no final de “Wynona”, mas não inexistentes. As melodias de guitarra estão também muito mais presentes, combinando igualmente bem com a maior harmonia entre as vocalizações limpas de Andrew Ragin e os grunhidos viscerais e aflitivos de Stavros Giannopolous, sendo que a voz cantada está mais presente do que em “An Ache For The Distance”. Mas o melhor e mais interessante é a fórmula ecléctica e nada conformista com que o grupo de Illinois mistura todos estes factores.

Do princípio ao fim, “The Old Believer” é uma maravilhosa sessão de hipnose onde o ouvinte é mergulhado em temas não muito longos que surpreendem pela sua imprevisibilidade e forte carga emotiva. Seja no charme imediato de “Jet Black Passenger”, na frágil beleza de “The Sea Beyond”, na melancolia de “Sacred Vine” ou “Wynona”, ou na força de “Blood Will Tell”. Um disco muito mais complexo do que parece ser à primeira audição, de uma beleza subtil e que promete ser um dos grandes lançamentos do ano.

Nota: 9.1/10

Review por Tiago Neves


Quem não conhece os Gorgasm, pode facilmente adivinhar a música que praticam ao ler o peculiar jogo de palavras que é o nome da banda e ao ler também o nome deste disco (ou outro qualquer que já tenham lançado). Brutal Death Metal. Ponto.

Ao 4º álbum de originais, o grupo de Indiana continua inspirado em dar nomes repugnantes aos temas que escreve – “Mouthful of Menstruation” e “Lubricated In Vomit” são alguns exemplos – e mantêm a sua fórmula padrão de death metal brutal de alta pedalada. Como se fosse um assassino psicótico, “Destined To Violate” é um daqueles registos que saltam de um canto escuro para desfazer a cabeça do ouvinte à martelada, pois, salvo quando entra um excerto áudio de algum filme de terror de série B, a descarga de violência é contínua: a selvajaria é tocada em up-tempo sem sequer abrandar, onde o tremolo picking é irmão de armas de um baixo asfixiante e dos gorgolejantes guturais típicos do estilo no massacre que “Destined To Violate” pretende fazer.

A execução cirúrgica da música retira um bom bocado do gozo que se pode retirar ao ouvir “Destined To Violate”. Outra faceta deste lançamento, que tanto pode ser considerada boa para uns ou não tão boa para outros, é que os Gorgasm continuam a ser uma banda que se mantém estritamente dentro dos cânones do género, nunca tendo saído para fora da sua área de conforto desde a sua purulenta incubação em 1994.

Um álbum decente, mas que só poderá realmente satisfazer os grandes aficionados do género, porém com álbuns como “Skeletal Domain” dos Cannibal Corpse acabadinho de sair e com o novo de Bloodbath quase a sair, “Destined To Violate” parece destinado a permanecer na sala de tortura subterrânea de onde saiu.

Nota: 7/10

Review por Tiago Neves


O recente final dos Nachtmystium foi uma perda relevante para o black metal americano. Fala-se muito disso ultimamente e o término da banda já tinha sido anunciado no início do ano. Até parece que a consagrada banda de Blake Judd é o centro de toda a cena americana e que não se passa mais nada nesse recanto do underground quando há grupos como este quinteto do Minneapolis a produzir música de alto calibre.

Apesar de ter começado esta crítica com uma referência a Nachtmystium, a sonoridade dos Wolvhammer é bastante díspare, sendo um black/ sludge negro como bréu e com um trabalho de guitarra bastante musculado. Os temas deste “Clawing Into Black Sun” podem ser repartidos por pulverizantes composições como é o caso dos autênticos malhões que são o tema-título, “The Silver Key” ou “Death Division”, em que até se pode ouvir bem uma certa influência punk; ou então em peças mais lentas, onde o lado sludge fala mais alto e há sempre lugar para um pouco de experimentalismo como em “The Desanctification”.

Lançado com o selo de qualidade da Profound Lore, que já este ano nos trouxe discos exemplares como é o caso dos mais recentes de Pallbearer, The Atlas Moth e Agalloch, “Clawing Into Black Sun” já é o 4º longa duração da banda e uma afirmação da sua maturidade e solidez da música que produzem. Bem merecedor de alguma atenção.

Nota: 8.4/10

Review por Tiago Neves


É já no próximo dia 1 de Novembro que tem lugar no Feijó, em Almada, o Breakdown Metal Fest. O festival é organizado pela Breakdown Records e tem no cartaz várias bandas nacionais. O início das atuações está previsto para as 16h00, tendo a entrada um custo de 3€. Em cima, no cartaz, podem ver as bandas que irão marcar presença no evento.

Por: Bruno Correia - 20 Outubro 14


O icónico grupo de thrash metal alemão, Sodom, anunciou recentemente o lançamento de um novo EP, intitulado "Sacred Warpath". No 1º de Dezembro será feito o lançamento oficial deste EP via SPV/Steamhammer. A lista das quatro faixas e a capa podem ser vistas abaixo.

Lista de faixas para "Sacred Warpath":

01. Sacred Warpath
02. The Saw Is The Law (live)
03. City Of God (live)
04. Stigmatized (live)









Por: João Braga - 19 Outubro 14


Segundo o jornal The St. Petersburg Times, 18 fãs dos norte-americanos Cannibal Corpse foram detidos em São Petersburgo na Rússia, no passado domingo, depois de terem protestado contra o cancelamento de última hora de um concerto da banda. 

O organizador do evento afirmou que o espectáculo foi cancelado devido a "razões técnicas", mas os fãs acreditam que o cancelamento está relacionado com Dmitry Tsorionov, o líder do movimento social ortodoxo russo "Vontade de Deus", que contestou as letras da banda, reivindicando que violam a lei anti-blasfémia da Rússia. 

A propósito, os Cannibal Corpse lançaram a seguinte declaração na sua página no Facebook: 

"Como certamente já estarão todos cientes, os nossos concertos em Ufa, Moscovo e São Petersburgo foram cancelados. Estivemos presentes nessas cidades e prontos para realizar cada um desses espectáculos, mas não fomos autorizados a tal. Em Ufa, o poder foi-nos retirado pouco antes do espectáculo (disseram-nos que o espaço tinha a renda em atraso), e em Moscovo e São Petersburgo disseram-nos que não tínhamos os vistos correctos, e que se tentássemos realizar o concerto, seriamos impedidos pela polícia e seríamos detidos e deportados (disseram-nos, antes da digressão, que tínhamos os vistos correctos e que toda a nossa papelada estava em ordem). 

"O nosso espectáculo em Nizhny Novgorod também teve problemas. Nessa cidade, tocámos metade do nosso alinhamento, antes de sermos interrompidos pela polícia. Fomos informados de que a polícia precisava de fazer buscas por drogas no local e que o espectáculo teria de terminar. 

"Tanto quanto nos foi dito, estas são as razões para os cancelamentos. 

"Pelo lado mais positivo, divertimo-nos muito nas actuações em Krasnodar, Samara, Chelyabinsk, e Yekaterinburg. Conseguimos tocar o nosso alinhamento completo nessas quatro cidades. 

"Viemos para a Rússia entusiasmados e preparados para realizar todos os concertos agendados, e pedimos desculpas por não termos sido capazes de os realizar. Esteve fora do nosso controlo. Estamos extremamente desapontados. Tocámos na Rússia muitas vezes e amamos os nossos fãs russos. Esperemos que algum dia a situação na Rússia seja diferente para nós e que sejamos capazes de voltar."

Por: Bruno Porta Nova - 18 Outubro 14


Na noite dos amplificadores “Orange”, o Side B foi a casa de um evento que começou torto. A Notredame, sem culpa no cartório, viu-se numa situação aborrecida com o voo dos The Skull, proveniente de Barcelona, a chegar com um largo atraso a Lisboa. As más condições climatéricas em Espanha, causaram impacto no que se passaria em Benavente, atrasando em cerca de hora e meia o ínicio do evento. Nada que um pouco de compreensão não tenha resolvido. Quando o Doom chegasse, chegava. E chegou!

A abertura das hostes esteve então a cargo dos Asimov, uma dupla cuja energia acabou por encher o palco do Side B e fazer aproximar do mesmo, algum público inicialmente envergonhado. Com uma guitarra e uma bateria, e praticantes de um rock n’roll psicadélico setentista, como o próprio “look” patrocinava, a banda fez mais do que aquecer a meia centena de pagantes que se deslocaram a Benavente, por via de malhas bem metidas e uma atitude bem meritória. Durante a actuação, uma situação bem disposta e engraçada, mas que não foi caso único nesta noite, já que Eric Wagner faria o mesmo; Carlos (a voz e guitarra da dupla) sentiu sede e tratou de ir ao bar buscar uma bela imperial, talvez para servir de combustível para a parte final da actuação. Um início de noite muito digno, cortesia de uma banda que justificou inteiramente o convite da organização.

Com outra rodagem, apesar das alterações recentes na formação, os Dawnrider não deixaram o crédito que têm feito por ganhar, por mãos alheias. Dificilmente a banda dá concertos fracos ou de pouca intensidade. Tudo é sempre muito bem tocado e, na voz, Chico nunca fica abaixo das exigências de uma banda que vai cimentando um lugar de destaque no panorama nacional. Foi ao som de Doom/Heavy Metal tradicional, potenciado pelo excelente trabalho no som (justo reconhecimento da banda ao técnico de som da sala), que muitas cabeças rolaram e a sala acordou definitivamente. Por entre recados enviados aos The Skull e enquanto esperávamos pelo «Psalm 9», temas como “Cry of the Vampire”, “Esperança” ou a enorme e mais antiga “Keep on Riding” a fechar, colocaram na caderneta dos Dawnrider mais uma nota altamente positiva! Não há dúvidas que é banda que vale sempre a pena espreitar. Tivessem nascido noutro sítio e outro galo cantaria, certamente. Ugh!

Completavam-se as três e meia da manhã quando os The Skull (para não lhes chamar Trouble) subiram, finalmente, ao palco. A noite estava a ser bem mais longa que o esperado, mas muito bem passada…e só melhorou com a presença do ícone Eric Wagner e seus parceiros, a oferecerem-nos o «Psalm 9» na íntegra, primeiro álbum dos Trouble. Arrancando sem mais demoras para “The Tempter”, por entre cigarros e a difícil abertura de uma mini, a banda garantiu que não havia melhor início depois do que nos fez esperar. Agora, já só interessava o Doom. E Doom pela noite dentro é sempre uma proposta sedutora! A sala, talvez com 60/70 pessoas, entusiasmou-se com o desenrolar de clássicos e o headbang só conheceu pausas, nas pausas entre temas. A banda, ainda que não muito comunicativa, fez aquilo para que tinha sido convidada e, apesar do adiantar da hora pareciam uns jovens a tocar temas que têm 30 anos, e que durarão pelo menos outros 30! 

Patrocinado pela Notredame, o Doom prevaleceu!

Texto por Carlos Fonte
Agradecimentos: Notredame Productions


Os Switchtense, Web e Albert Fish são as novas confirmações para a próxima edição do Moita Metal Fest, a ocorrer nos dias 27 e 28 de Março, na Sociedade Filarmónica Estrela Moitense. Juntam-se aos nomes anteriormente confirmados: Onslaught, Grog, Iberia, Miss Lava, W.A.K.O., Terror Empire, Karnak Seti, Crossed Fire e Analepsy. Mais bandas serão anunciadas em breve. 

Por: Sara Delgado - 18 Outubro 14