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A música dos Arreat Summit (que raio de nome) até poderia ser uma feze (que não é) mas só pela capa, uma espécie de pintura que faz lembrar o Skeletor dos desenhos-animados He-Man, reúne a nossa simpatia. A banda ainda não entrou no domínio dos álbuns de originais e este "Frostburn" é o terceiro EP da banda, cumprindo a tradição de lançar um por ano (2013, 2014 e 2015). Insere-se na vertente do death metal moderno e entrando nalgumas vezes no domínio do deathcore. Curiosamente, não enjoa. Talvez seja por ter apenas duas faixas, mas a verdade é que estes oito minutos ouvem-se muito bem, apesar de acontecer aquilo que o nosso preconceito dita - haver lugares comuns em abundância.

Interessante EP embora não nos chega para convencer de que a banda esteja pronta para um álbum de originais. Quer dizer, a banda já deverá estar, em termos técnicos pelo menos. Resta saber é se o mundo está pronto para ter mais uma banda de deathcore igual a tantas outras. Pelo o que apresentam aqui, dá para cativar a nossa atenção. Veremos no futuro.


Nota: 6/10
Review por Fernando Ferreira



Nem só gás natural nos chega da Ucrânia, também temos black metal com nomes esquisitos, bruto e ritualista mas isso também não deve ser propriamente novidade, afinal os Drudkh já têm uma porrada de álbuns. No que diz respeito aos KZOHH, este "Rye. Fleas. Chrismon." é apenas o segundo álbum, mas já demonstram ter capacidade para chegar a uma carreira com tanta longevidade como os seus compatriotas atrás mencionados (embora verdade seja dita, este seja um colectivo que também a sua costela russa). O foco é o black metal mas a forma como exploram o estilo é tudo menos convencional, transpirando uma atmosfera e ambiência (quase) única.

O seu grande trunfo são as dinâmicas, que fazem com que faixas com mais de sete minutos (que são cinco das sete que o trabalho tem) soem frescas e intensas, também, muito graças às investidas doom como evidenciado em épicos como "Alousia et Pestilentia Ignearia" e "Massebegravelser", onde o experimentalismo também tem uma palavra a dizer, principalmente neste última faica, onde temos alguns toques de industrial. No entanto, é mesmo nos momentos mais compassados (e atrevemos-nos a dizer, com mais groove) que as músicas dos KZOHH triunfam.

Black metal contemplativo, experimental, atmosférico e porque não, melódico, que poderá não ser aquilo que nos faça puxar para ouvir diariamente, mas que quando nos apanha, é uma viagem sem paralelo. É uma banda a descobrir urgentemente porque se ao segundo álbum, o impacto já é este, então imaginem aquilo que já terão dado ao mundo quando tiverem tantos álbuns como os Drudlh.


Nota: 8/10

Review por Fernando Fereira



Funeral Marmoori é um nome tão estranho como enigmático e "The Deer Woman" não lhe fica atrás. A música apresenta todas estas caracteriísticas, tudo graças a um proto doom metal que com a ajuda de uns teclados bem vintage fazem com que o que poderia parecer banal se torne bem interessante. Imaginemos uma espécie de Hawkwind menos espaciais e extravagantes mas com igual capacidade para o hipnotismo psicadélico e podemos chegar mais ou menos perto daquilo que podemos ouvir ao longo destes sete temas. Mas afinal quem são estes Funeral Marmoori?

Oriundos de Itália, mais concretamente de Florença , a banda já se tinha estreado em 2011 com "Volume 1" e para quem o ouviu, é possível apreciar a evolução que a banda teve desde aí. Há muito por onde pegar, mas o factor abundante - normalmente associado ao groove - é mesmo o hipnótico. Músicas como "Spaccamani" e "Campane" têm ambas quase sete minutos de duração mas poderiam ter facilmente o dobro do tempo que não nos enjoaríamos. E é nesse ponto que a banda italiana triunfa por completo. Se é difícil fazer doom, mais difícil é fazer retro doom hipnótico e psicadélico que consiga manter e prender o interesse.

A voz, a sonoridade da guitarra (ou guitarras) e os teclados acabam por preencher por completo o som e também aquilo que os distingue dos demais. Sabemos que a cena de proto-heavy/doom metal está mais que preenchida e muitos dirão que estará sobrepovoada e esgotada mas enquanto tivermos álbuns como este, sem dúvida que ela continuará de excelente saúde. Surpreendente e acima de tudo cativante, está aqui mais um bom nome doom da Itália, este a remontar a outros tempos mas a continuar válido (muito válido) nos dias de hoje porque a boa música não envelhece, apenas fica melhor.


Nota: 8.5/10

Review por Fernando Ferreira


Chamar a este EP o regresso do black metal parece-me algo forçado e muitos até poderão chamá-lo de ofensivo, porque nem é preciso muito conhecimento da cena para saber que o black metal nunca se ausentou desde que surgiu e que hoje, dentro dos seus vários sub-géneros, está mais forte que nunca. Não seria preciso que viessem os Matubes salvar a coisa até porque a proposta que apresentam é bastante banal, apesar de competente. São três temas com uma média de duração de quase quatro minutos que pegam no black metal mais cru, no entanto, conseguem injectar-lhe algumas variações que o tornam minimamente interessante.

Apesar da arrogância do título, a música consegue viver à altura do estilo que diz tocar: black metal cru e primitivo na produção, sem ser propriamente básico. Também consegue conciliar bem as dinâmicas, com diferenças de tempo a fazer a diferença para tornar a coisa mais interessante. Para quem se queixava das bandas que não davam informação nenhuma sobre elas, em alternativa ao pretensionismo dos búlgaros Matubes, talvez fosse melhor não sabermos mesmo nada sobre eles. Há uma enorme necessidade de maturação, mas em termos sónicos, as coisas estão no bom caminho.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira


Phill Rocker é um músico português  e que tem com este álbum uma estreia hard rock de luxo, não só pelos nomes envolvidos mas pela qualidade das músicas em si. Apesar de ter sido lançado no início do ano passado, agora surge novamente com uma nova música e com músicas bónus. Nos convidados temos nomes como Doug Aldritch (guitarrista de bandas clássicas como Dio e Whitesnake entre muitas outras); Brian Tichy (baterista de Billy Idol, Slash's Snakepit e Ozzy Osbourne entre muitas outras); James Lomenzo (baixista que já passou por bandas como Black Label Society, David Lee Roth e Megadethm, entre outras); Richard Fortus e Dizzy Reed (guitarrista e teclista dos Guns N' Roses); Tim "Ripper" Owens (ex-vocalista dos Judas Priest e Iced Earth); Dusty Watson (baterista de Lita Ford, Legs Diamond e The Sonics); e alguns nomes nacionais tais como Ricardo Fernandes, Rui Rocha, Nuno Correia, Mario Percudani, Miguel Aguiar, João Paulo Aça e destacando Gonçalo Pereira.

Com tantos convidados assim até nos perdemos mas de uma coisa temos a certeza, é um trabalho para lá de ambicioso, ainda por cima tendo em conta que parte tudo do talento de uma só pessoa. Para quem gosta de hard rock, fica logo bem ambientado com o primeiro tema "Wasted Generation (In Me)", um tema de hard'n'heavy em grande estilo, que embora tenha o seu travo clássico, não está propriamente a olhar para trás. O tom da voz de Phill é quente e rouca mas poderosa, a fazer lembrar um misto entre Don Dokken e Jeff Keith dos Tesla, um pouquinho mais grave.

É a sua voz que comanda este álbum que é das coisas mais ricas que o hard rock nos mostrou nos últimos anos. Os mais exigentes poderão dizer que se trata de um álbum vítima da sua própria ambição, com demasiados convidados e com demasiadas músicas, no entanto, a forma como "Hard To Bleed" deve ser encarado é olhar para ele como aquilo que é: um álbum de luxo. Se por vezes podemos sentir na música moderna que se é roubado ao comprar-se um CD por 15 euros, com uma ou duas músicas boas e com o resto com fillers, pelo menos aqui temos a garantia que o saldo final é bem positivo. Existem efectivamente músicas menos efectivas ("How Does It Feel" e "Incomplete", por exemplo, acabam por não ter a mesma força que o resto das composições e não é por serem baladas) mas o saldo final é sem dúvida positivo. Resta saber o futuro de Phill Rocker, porque o que temos aqui é ouro.


Nota: 8.3/10

Review por Fernando Ferreira


A ideia do split é bastante antiga mas teve uma grande aceitação no underground do metal extremo principalmente na década de noventa e no início do novo milénio, no entanto e talvez com o intuito de aproveitar o formato CD ao máximo, temos o fenómeno dos split cd que juntam mais que duas bandas, podendo ser vendido ao preço de um cd normal - teoricamente, porque a prática já é outra coisa. Assim sendo, temos este split em quatro que reune quatro bandas de death metal, sendo eles os Cemetery Filth, Ectovoid, Sabbatory e Trenchrot. Todas bandas norte-americanas excepto pelos Sabbatory que são canadianos. Cada banda tem o seu próprio título e artwork, como se fosse uma compilação de quatro EPs distintos - o que acaba por ser o que é na prática

Como diz o talhante, vamos então por partes. Comecemos pelos Cemetery Filth e o seu death metal algo corriqueiro. A banda é relativamente nova e isso nota-se no death metal banal que espalham ao longo de três temas que não impressionam. Denota um pouco a falta de maturidade da banda e o primeiro tiro deste split em quatro vias foi ao lado. Passamos aos Ectovoid que nos apresentam dois temas, mas que já evidenciam um poderio diferente, tendo também já uma experiência que se nota. Com um som mais forte e até clássico, os dois temas dos Ectovoid não terão dificuldades em agradar os fãs do death metal mais tradicional e compassado.

Os canadianos Sabbatory também apresentam dois temas de death metal interessante e tradicional que nos remetem para as origens do género, colocando o saldo final deste split positivo, no entanto ainda faltavam os Trenchrot, nossos conhecidos deste que analisámos a sua estreia "Necronomic Warfare", álbum bastante apreciado, principalmente pela sua proximidade a Hail Of Bullets / Bolt Thrower. Essa influência continua presente e os Trenchrot são, podemos afirmar com toda a segurança, a banda deste split com três temas dinâmicos e potentes, sendo que um deles é uma versão do clássico death metal "Evil Dead" dos Death.

Perante isto, o resultado é aquele que normalmente costumamos ter em splits ou compilações: temos faixas que não impressionam e temos outras que não conseguimos parar de ouvir. Lendo o que está para trás, não é difícil perceber quais são quais. O resultado final é positivo.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira



Que grande confusão em que andam metidos os Rage. Membros antigos voltam, criam os Refuge que vão tocar músicas antigas do Rage, sai Victor Smolski e André Hilgers que continuam com o projecto da Lingua Mortis Orchestra mas que entretanto fica a cargo de Peavy, que ficou sozinho nos Rage. Entretanto, Peavy é que fica com os Lingua Mortis Orchestra enquanto a restante banda continua com outra designação, ainda desconhecida. Entretanto, Peavy arranjou um alinhamento sólido com a entrada de Vassilios "Lucky" Maniatopoulos (baterista oriundo da Grécia) e Marcos Rodríguez (guitarrista venezuelano que curiosamente também está numa banda belga chamada Soundchaser, o nome da mascote dos Rage). Confusos?

É natural, mas que se lixe, vamos à música.

Para já, o que é que temos a dizer? Victor Smolski é um músico de outro mundo, não só guitarrista, mas teclista, baixista e compositor. Não é que Marcos Rodríguez seja um mau guitarrista, nem estamos a dizer que é pior. Apenas é... diferente. São sapatos muito difíceis de calçar e embora estes quatro temas em questão não desiludam, também não convencem. Temos um tema novo, o tema título, duas regravações de duas das músicas mais conhecidas do álbum "Black In Mind" - o tema título e a "Sent By The Devil" - e uma versão do tema título em castelhano, com o título "Apuesto A Ganar".

Serve para sossegar as hordas embora a pressão esteja efectivamente no próximo álbum, "My Way" cria a ilusão de que temos um aperitivo do próximo trabalho mas não chega a ter tanto. É um bom EP, isso não está em causa, no entanto, se estavamos de pé atrás em relação ao futuro dos Rage, não é este EP que altera esse facto.


Nota: 6.5/10


Review por Fernando Ferreira



Os Sarcofago já acabaram há muito tempo e apesar de terem marcado o underground da música extrema, principalmente com o seu primeiro álbum "I.N.R.I.". Os seus últimos álbuns não foram de todo marcantes. "Hate" é arruinado pela bateria programada e "The Worst" é simplesmente mau. Ainda assim, o nome nunca ficou tremido no que diz respeito à influência primordial na música extrema e é dessa perspectiva que se justifica esta compilação. E o que é que compila propriamente? Basicamente tudo o que são demos e ensaios e coisas do género.

Sendo assim temos as duas primeiras demos, ou melhor, as duas versões da primeira demo, depois a "Satanic Lust" e a "Black Vomit" de 1986, uma versão demo do tema "I.N.R.I.", a demo de 1989 "Christ's Death", uma versão demo da "Alcholic Coma" retirada do ensaio de 1989 chamado "Rehearsals 89", uma versão demo da "Secrets Of A Window" e acaba com uma versão da "Satanic Lust", num total de vinte músicas. Parece ser o sonho molhado de qualquer coleccionador que se preze e até poderá ser, no entanto há só um pequeno problema, além da previsível má qualidade sonora.

É mau. Tudo bem que os Sarcofago tiveram uma influência inegável no metal extremo não só no Brasil como principalmente ao nível europeu, no entanto investir em oitenta minutos de música amadora não será propriamente a forma de preencher alguma lacuna no que à história da música extrema diz respeito. Então, posto isto, para quem se destinam estas mil cópias disponibilizadas pela Cogumelo Records (que parece que continua a viver mais nos anos oitenta do que propriamente no presente)? Realmente para quem é fanático dos Sarcofago e que não se importe de ouvir músicas repetidas de má qualidade. Todos os outros deverão evitar.


Nota: 2/10

Review por Fernando Ferreira


Já tínhamos saudades de um belo disco de sludge com o selo de garantia de qualidade da Relapse Records. Desta vez temos a estreia na editora por parte dos norte-americanos Seven Sisters Of Sleep, banda que chega ao terceiro álbum de originais com este “Ezequiel’s Hags”. E começa em grande força, com “Jones” a abanar os alicerces, tema que em conjunto com o seguinte, “Denounce”, mostra que a dinâmica é algo que faz parte da constituição genética dos Seven Sisters Of Sleep.

Sludge é por si só um género que mescla uma série de estilos musicais mas a banda ainda vai mais longe – e quando não se tem muito bem a certeza daquilo que se está a ouvir, o melhor é continuar mesmo pelo sludge, é mais simples – com elementos tanto de doom, como a violência do hardcore e até a selvageria do grindcore. Aquela “Gutter”, por exemplo, parece conciliar coisas como grindcore e até black metal – aqueles riffs em tremolo picking não ficariam desfasados de qualquer coisa escandinava. Junta-se uma dose saudável de groove, e temos a coisa arrumada para um grande tema.

Mesmo não sendo uma colecção de temas óbvios ou de fácil audição – se assim fosse, teríamos que achar um outro termo como designação – é um álbum que se assume como fundamental para quem aprecia o peso aliado a uma atmosfera densa, que tendo a capacidade de crescer audição após audição, vai fazer com que em pouco tempo músicas como “Prey” e “Third Season” se tornem facilmente como malhas de referência deste álbum, embora façam de um conjunto que se assume cada vez mais como uniforme a cada nova audição. É daqueles que trabalhos que pode até não impressionar ao início mas no final converte qualquer um em fã.

Nota: 8.5/10


Review por Fernando Ferreira


Heavy metal. Bem ou mal, temos hoje em dia a perfeita noção que nunca irá desaparecer. Mesmo contando com as evoluções, aquele clássico (que identificamos sempre à viragem da década de setenta para a década de oitenta) estará sempre presente. Sofreu um pouco com a passagem do mainstream para o underground, mas foi aí onde, mais uma vez, se fortificou, estando agora completamente seguro. E para isso contamos com a bandas como os Blackslash, que têm um nome estranho mas que soa bem.

Oriundos da Alemanha (where else?), a jovem banda chega ao segundo álbum demonstrando todo o seu amor e paixão pelo género, justificando-a com um talento razoável para escrever músicas de qualidade que conseguem capturar o imaginário dos novatos como trazer um saudável espírito de nostalgia ao pessoal da velha guarda. Há muito de Iron Maiden por aqui, principalmente a nível instrumental, sem que exista propriamente uma colagem ou rip-off de qualquer tipo.

Ainda assim, riffs como o de “Rock’n’Roll”, “Lucifer’s Reign” e “Wild Free” remetem imediatamente para aqueles lugares comuns que todos identificam pertencentes ao som sagrado – mesmo quem não gosta – e esse poderá ser o calcanhar de Aquiles da banda, ser um pouco genérico que não consegue surpreender os que são mais sensíveis ao preconceito e possam logo pôr de parte. Por outro lado, assumem sem pudores a sua paixão e se há quem chame isso de falta de originalidade, nós chamamos de coragem. Para fãs de verdadeiro heavy metal.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira


O que é bom no momento actual em que vivemos é que podemos ser sempre visitados pelo passado que noutra altura no passado seria complicado. Neste caso específico temos os Fatal Embrace, banda de thrash metal teutónico que apesar de existir desde 1993, não é o que se pode chamar de uma entidade muito profícua. No entanto, graças a todo o revivalismo thrash metal, ei-los de volta, cinco anos após o lançamento do quarto álbum de originais, “The Empires Of Inhumanity”.

No que ao thrash metal diz respeito, “Slaughter To Survive” é um tratado e uma respeitosa homenagem do estilo, mantendo aquela aura clássica muito própria do que se podia ouvir na viragem da década de oitenta para a noventa. Para alguns será chover no molhado, mais do mesmo, mas para quem gosta desta fase da música pesada, é como uma lufada de ar fresco quando temos malhas que respiram puro divertimento thrash como as “Revelation” e “Order To Kill”.

Basicamente são doze músicas de thrash metal tradicional mas que consegue soar relevante – se tivesse sido lançado em 1989 ainda hoje se ouviria bem, sem sentir o peso dos anos em cima. Para uma cena que já está sobrepovoada e que continua a receber tanto bandas novas como bandas que o tempo se encarregou de esquecer, são trabalhos com a qualidade deste “Slaughter To Survive” que garantem que a mesma se mantenha saudável e acima de tudo relevante. Ah e antes que me esqueça… THRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASH!


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira


Os Ragnarok conseguem o feito de serem uma das bandas mais clássicas da cena norueguesa sem que sejam propriamente reconhecidos por isso. Com uma carreira com mais de vinte anos, a banda chega à simpática marca de oito álbuns com este “Psychopathology”, que é uma excelente representação de todo o poderio sónico dos noruegueses. Com os pés bem vincados na sua identidade black metal, mesmo assim este trabalho consegue representar uma clara evolução em relação ao passado.

Do início ao fim, este é um álbum uptempo que debita black metal sem piedade, mas sempre com uma pitada de melodia que o torna atractivo até mesmo para aqueles que não apreciam este estilo de metal extremo. Tecnicamente superior e com composições cativantes, até pode não ter nenhum momento que seja imediatamente viciante, mas a força de “Psychopathology” está no seu conjunto. É um trabalho que funciona e resulta pelo seu todo, quase uma hora de black metal.

Para destacar uma faixa, teríamos que destacar as restantes dez. É um trabalho extremamente equilibrado, forte e até com dinâmicas apreciáveis – aquela “Lies” e a  Blood” conseguem ter um groove ameaçador que obriga a um headbang impiedoso. Um conjunto de canções que consegue tanto ter um caracter clássico como também evidenciar um factor mais progressivo em relação à sua evolução, mesmo que não se consiga identificar muito bem quais os elementos em causa dessa evolução. Seja como for, é um grande álbum de black metal.


Nota: 8.6/10

Review por Fernando Ferreira


Os Jameson Raid estreiam com “Uninvited Guests” mas que se desenganem aqueles que julgam que se trata de uma banda novata. Pelo contrário, já são veteranos com uma carreira de quarenta anos. Parece estranho uma banda com quarenta anos lançar o álbum de estreia quando chegam precisamente a essa marca histórica. É, no entanto, e logo à partida, uma indicação da sua persistência. Obviamente que os quarenta anos de carreira não foram seguidos, já que a banda cessou funções em 1982 e apenas voltaram em 2008, demonstrando que nunca é tarde quando a paixão é real.

Sendo assim e tendo em conta que a banda é britânica, o que é que temos aqui? NWOBHM, claro. E os velhotes, apesar de novatos na coisa, não se safam mal, nada mal mesmo, apresentando peso e melodia em igual e equilibrada medida. São onze faixas ao longo de quase uma hora de duração que anda pelo midtempo e mais próximo do heavy metal mais musculado – muitas vezes quase americano como o tema título e “Red Moon” (uma espécie de power ballad que faz subir os níveis emocionais até à estratosfera) tão bem demonstram.

Esta toada mid tempo poderá tornar-se algo aborrecida, no entanto, a qualidade, essa, é bem acima da média, pelo que para os que gostam de emoções mais fortes só lhes será exigido um pouco de paciência. “Uninvinted Guests” poderá realmente ter uma falta de sangue na guelra, mas a experiência fala mais forte e a capacidade de compor músicas interessantes está presente, não exista dúvida nenhuma em relação a esse ponto. Indicado para quem gosta de heavy metal como mandam as regras mais tradicionais do género.


Nota: 7/10
Review por Fernando Ferreira



Não há volta a dar, por vezes, temos algo que nos obriga a gritar… THRAAAAAAAAAAAAAAAAASH!! E o começo de “Legal Emptiness” é sem dúvida um desses momentos. Como tal, é uma decisão extremamente inteligente colocar este tema a abrir o seu segundo álbum de originais já que estabelece o mood para o resto do disco e não desilude. Outro aspecto que não desilude e que também está patente nessa primeira faixa como também na própria capa é o seu carácter de protesto social.

No metal há uma liberdade para se falar de tudo um pouco e cada hipótese será igualmente válida, no entanto, é sempre apreciável termos uma revolta palpável e real como aquela que transpira ao longo destes dez temas que se esgotam em pouco mais de trinta e sete minutos. Em termos musicais poderá não haver uma grande dinâmica, tirando as excepções feitas à curta instrumental “Breakdown” e com a “OBDC” que tem um colorido diferente por ser cantada em castelhano – a origem dos Conflicted é chilena – no entanto a banda consegue compensar essa lacuna com potência e garra a rodos.

Não há uma grande ciência a desvendar por trás de “Under Bio-lence” e por vezes são as coisas mais simples que nos conquistam quando anda tudo a tentar inventar uma roda dentro da roda já inventada. Não há necessidade de aproveitar a roda – principalmente quando não se tem criatividade para tal – pelo que o melhor é mesmo aproveitá-la. Esta roda está muito bem aproveitadinha e estes dez temas cumprem a sua missão. Convidam ao abano do capacete e entretém durante a totalidade da sua duração. O que é preciso mais?


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira



Um dos grandes nomes do metal progressivo que ainda não conseguiu chegar aos níveis de popularidade de uns Dream Theater, Symphony X ou até mesmo Fates Warning (a outra banda do vocalista Ray Alder), embora a qualidade evidenciada na sua carreira até ao momento seja inquestionável. Já passaram cinco anos desde "This Mortal Coil" e logo à partida, sem grande análise, o que podemos reparar é a ausência de Bernie Versailles, um dos guitarristas da banda que sofreu um aneurisma em 2014 e ainda se encontra a recuperar. No entanto, para compensar, a banda norte-americana convocou uma série de cromos difíceis do mais alto gabarito.

Estão preparados?

Então temos Simone Mularoni (dos DGM e Empyrios) e a armada dos Megadeth, composta por Chris Poland (o primeiro vocalista da banda de Mustaine), Marty Friedman (para muitos, representativo da melhor fase da banda) e Chris Broderick (o último guitarrista que abandonou o barco). Com um elenco de luxo destes, o lugar de Bernie está bem preenchido. Também existe a salientar a presença de John Bush com uma participação emocionante na "Love Reign O'er Me". No entanto, todos estes nomes não servem de nada se as músicas não tiverem a qualidade que já nos habituámos. E têm. Aliás, até podemos dizer que ultrapassa em qualidade o anterior, o já mencionado "This Mortal Coil".

Para quem chegou aqui agora - como já dissemos, a banda ainda não alcançou os níveis de popularidade merecidos, pelo que não será estranho isso acontecer - poderá estranhar a voz de Ray Alder, principalmente para quem está habituado a ouvi-lo nos Fates Warning, já que a música puxa bem mais ao metal e é nesse departamento (do metal) que "The Art Of Loss" triunfa, com grandes momentos para os apreciadores de guitarra, não só pelo talento dos músicos mencionados atrás mas como também pelo talento de Nick Van Dyk, o eterno mastermind por trás da banda.

Poderá não entrar à primeira - provavelmente não entrará à primeira - mas definitivamente é um daqueles álbuns que dará um gozo desgraçado ouvir e apreciar a forma como evolui dentro do ouvinte a cada uma dessas audições. No entanto, se há algum tema que poderá imediatamente causar um excelente impressão, será o mega-épico "At Day's End" com mais de vinte minutos de duração. Se para quem precisa de alguma definição para tentar perceber o que é metal progressivo, poderá muito bem começar por aqui.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Os britânicos Sad Lovers and Giants completaram, no ano passado, 35 anos de carreira. O facto de nunca terem atuado em Portugal era uma grande lacuna, que acaba de ser preenchida. Os músicos pisaram o palco do Hard Club, no Porto, no dia 5 de Fevereiro e, no dia seguinte, da Caixa Económica Operária, em Lisboa. E é da sua vinda à capital que vimos falar. 

O arranque da noite foi dado pelos nacionais Alma Mater Society, um novo projeto de post-punk revival a cargo de Pedro Lourenço, João Miguel Carita e Nuno Francisco, e que certamente irá dar que falar. 

Começaram discretamente com "Del Rey" e “Forniphilia”, mas rapidamente alcançaram uma força que, muito possivelmente, só ao vivo se pode atingir. As temáticas das letras são carregadas de emoção (fala-se de depressão, de suicídio, de decepções…), e os vocais conseguiram transmiti-las de forma clara, mais até do que nos temas em estúdio. As músicas também ganharam uma outra força com a bateria de Nuno, que esteve irrepreensível e que também se evidenciou mais ao vivo. Destacaram-se as faixas “Hallucinations”, “The Mistake” e a cover “Skeletons”, dos The Sound, onde o público reagiu com particular entusiasmo. Também houve lugar para os temas “Only your knife knows” e “Slow Motion”. 

No fim, o público pediu por mais e o grupo voltou a tocar “Forniphilia”. O ambiente já estava de tal forma criado que, comparativamente ao início da atuação, parecia outro tema. Atualmente, os Alma Mater Society contam com um EP (demo), mas já existe indicação de que possivelmente, no presente ano, será lançado o seu primeiro álbum, uma vez que foram contactados pela 4AD Records. Aguardamos com ansiedade este lançamento, bem como uma nova data em nome próprio.

Seguiram-se os esperados Sad Lovers and Giants, que entraram em palco da forma mais descontraída possível. À primeira vista, o semblante dos músicos fazia recordar um grupo de humoristas tipicamente britânico. E não é que, de certa forma, o são? Ao longo da atuação, o grupo foi interagindo com o público de um modo divertido. 

A atuação teve uma duração de quase duas horas e foi possível recordar perto de duas dezenas de temas. Os portugueses não têm termo de comparação relativamente à dinâmica do grupo, ao vivo, no seu início de carreira: foi a primeira vez que temas como “Alaska”, “Man of Straw”, “Sleep (Is For Everyone)” e “Seven Kinds Of Sin” foram tocados no nosso país. Contudo, a voz de Garçe (Simon) Allard certamente terá permanecido intocável. Não apresentou sinais de cansaço (nem mesmo ao fim da noite, quando referia, entre risos, que os presentes deviam considerar deixar de fumar), o que foi uma agradável surpresa. 

Um concerto de Sad Lovers and Giants também não seria completo sem a presença do saxofone em alguns dos seus temas; felizmente, Garçe trouxe o instrumento ao palco. A certa altura, voltam a presenciar-nos com o seu humor: Garçe refere que a banda vai dar a possibilidade ao público de interagir na atuação, oferecendo uma cerveja ao grupo. 

Já no encore, o vocalista questiona “que temas é que ainda estarão por tocar?”. Na verdade, muitos. No dia seguinte, podiam continuar com o seu reportório! Mas, na realidade, certamente que os fãs ainda tinham em mente “Imagination” e o emblemático “Things We Never Did”, que fechou a atuação. 

Fica um apelo à banda: não queremos esperar décadas por uma nova visita. Que regressem em breve!


Texto por Sara Delgado
Agradecimentos:  A Comissão


O festival SWR Barroselas Metalfest anunciou o fecho das confirmações para os dois palcos principais desta sua décima-nona edição. Os nomes confirmados Taake, Severe Torture, Incantation, Nadra, Possession e Desalmado juntam-se assim ao cartaz. Foram também revelados os nomes das quatro bandas finalistas da Wacken Metal Battle deste ano, sendo estas os Kapitalistas Podridão, Mindtaker, Monolyth e Speedemon. 

Recordamos que a edição deste ano do festival terá lugar nos dias 22 a 24 de Abril, no local habitual. Mais informações deverão ser reveladas em breve.

Por: Rita Limede - 12 Fevereiro 16


Afinal, nem tudo o que é exploração do legado holandês da música extrema é obrigatoriamente explorado pela Vic Records. A reedição deste “Necromantic Love Songs” chega-nos por parte da influente Metal Blade Records. Os Antropomorphia ainda estão activos, apesar de uma paragem de alguns anos. O último álbum de originais, “Rites Of Perversion”, data de 2014, mas a Metal Blade decidiu recuar mais no tempo e foi parar aos primórdios da carreira da banda holandesa de death metal, reeditando o EP “Necromantic Love Songs”, originalmente editado em 1993 e completando com a primeira demo da banda, “Bowel Mutilation”.

A primeira coisa a temer com este tipo de coisas de remexer no baú é o som e neste caso podemos afirmar com segurança que o som é de qualidade, tanto do EP como da demo. Mais que qualidade, é de luxo mesmo – para se ser sincero, o som da demo até é ligeiramente superior ao do EP, que é algo mais baço e sem grande brilho. De qualquer forma, são quase cinquenta minutos de death metal old school, que os saudosistas sem dúvida que estarão interessados (já nem falar os que gostam da parte histórica do género) em possuir, mesmo que não tenhamos nenhuma música propriamente clássica ou que fique imediatamente gravada.

Temos portanto death metal underground, como manda a regra clássica do género, que justifica em pleno a reedição, mesmo que não se tenha uma noção daquilo que a banda faz actualmente e se estes primórdios são muito diferentes daquilo que podemos encontrar na actualidade. Sustenta-se por si só e a única coisa necessária é ter amor ao death metal clássico, vertente europeia. E chega.


Nota: 7.5/10

Review por Fernando Ferreira


Chamar uma banda de “cama de uma freira” é algo que poderá demorar algum tempo a perceber, não havendo qualquer garantia que se consiga efectivamente perceber o sentido de tal nome tão estranho. Seria uma dúvida mais inquietante se a música fosse ou muito boa ou muito má. E aí reside o problema deste “Waiting For A Visit”, não nos causa reacções suficientemente fortes para que nos faça ferver o sangue e se torne, de alguma forma, memorável.

Tal deve-se em grande parte à voz de Lem Enziger, que é algo monocórdica já que as músicas, algumas delas pelo menos, conseguem causar algum impacto como a “Jesus On A Bicycle” (mais uma prova da brilhante capacidade lírica da banda austríaca). É um trabalho que se revela longo demais para a atenção que consegue reter por parte do ouvinte. Só não podemos dizer que se destina ao mercado interno (ou no máximo ao mercado alemão) por cantarem em alemão mas o efeito é quase o mesmo, apesar de cantarem em inglês.

Se calhar estaremos a ser muito rigorosos ou até mesmo injustos com os Bed Of Nun (este nome… não fica melhor após várias repetições), mesmo que a música seja inconsequente, a escolha de títulos estranha e a capa simplesmente aterradora. Existe uma sensibilidade óbvia (que mesmo que corra o risco de falhar por completo qualquer tipo de alvo, ela está lá), capacidade instrumental bem acima da média e uma voz que apesar de ter o defeito da falta de dinâmica, também tem um timbre que nos remete para os momentos clássicos do rock progressivo da década de setenta e oitenta. O balanço, apesar de tudo, é positivo.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira


Segunda dose de thrash metal oriundo de Malta, um país sem grande expressão tanto no metal em geral como no thrash metal em particular. No entanto, a banda surge aqui como uma verdadeira veterana conseguindo conciliar tanto a vertente mais tradicional como a mais moderna, o que ajuda a que a dinâmica de "Drive My Demons Away" seja muito boa, sem falar das variações de tempo entre as malhas mais uptempo e as mais midempo (como a "At The Gates"), sendo este último o mais utilizado. No entanto, não é dizer que este trabalho se torna aborrecido, porque a agressividade está sempre presente.

Entre as duas vertentes citadas atrás (a mais tradicional e a mais moderna), terá mais possibilidades de agradar aos fãs da velha guarda, já que as estruturas das músicas são clássicas, tirando a voz arranhada (e mais própria de algo mais estranho) de Steve Muscat, que apesar de tudo, não soa muito deslocada. Instrumentalmente, é um trabalho sólido ficando apenas a ideia de que por vezes certos temas funcionavam melhor se tivessem menos tempo de duração, como o tema título e a "Turn Water To Blood. Ainda assim, esta vontade de fazer algo mais além da estrutura simples do "verso / refrão / solo / refrão" é de fomentar.

Espera-se então um futuro brilhante para a os Ascendor, que apresentam argumentos para serem um dos grandes do thrash europeu, mesmo que esses argumentos não sejam propriamente explícitos agora, o que "Drive My Demons Away" evidencia é que o serão futuramente. Bom álbum de thrash metal.

Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira


Para quem pensava que o stoner instrumental era exclusivo aos norte-americanos Karma To Burn, temos aqui os suiços Dog Days a provar precisamente o contrário. Álbum de estreia com oito músicas que rockam como tudo e que não terão muita dificuldade em cativar os aficionados. Desde a abertura "Saluki" até ao épico "Komondor", temos um pouco mais de quartenta minutos de música rock como manda a lei. Aquilo que o difere dos já mencionados Karma To Burn é o uso mais descarado da guitarra solo, quando os Karma To Burn optam por usar mais a força e o groove dos riffs.

Ainda assim, os riffs também têm uma palavra dizer com "Malamute", "Broholmer" e "Lancashire Heeler", tendo uma preponderância defintiva no resultado final, ficando, no entanto, uma pequena sensação de algo falta. A grande causa desta falta é sobretudo ao som da guitarra que poderia soar bem mais forte do que aquilo que soa. Caso pudessemos encontrar aqui mais força nas guitarras, tal como encontramos nos Karma To Burn, então este trabalho seria bem mais forte do que aquilo que é realmente. De qualquer forma, é um álbum que flui muito bem, sem qualquer dificuldade e sem a sensação de que temos enchidos.

É uma boa banda que se revela assim e da qual esperamos desenvolvimentos em relação ao futuro próximo.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira


Já tinhamos saudades de uma boa proposta de ambient/drone aqui nas vossas páginas favoritas de internet no que dz respeito à música pesada. Innerwoud é um projecto que tem por trás Pieter-Jan Van Assche, que se inspirou na música tradicional islandesa e canadiana para fazer estas quatro peças que compõem este EP. Até aqui nada de novo... o que é realmente novo é que todas são exclusivamente tocadas com um contrabaixo. Só isto. Contrabaixo. E o que é engraçado é que o contrabaixo é um instrumento dos diabos para criar um efeito drone, capaz de criar as melodias mas também aquele efeito de graves no qual o drone subsiste.

Dificilmente se conseguirá fixar qualquer uma destas músicas e não se ganha nada em separá-las uma das outras, já que estes trinta e quatro minutos devem ser ouvidos de uma vez só. Será música para criar um ambiente, para ajudar à inspiração, à meditação ou até a adormecer. Pode parecer mau, mas a música que ajuda a relaxar e a sair do corpo para entrar no reino de Morfeu é tão importante como a música que nos faz querer fazer headbang e partir coisas. Dito isto, este "Mirre" é um EP recomendado aos apreciadores de ambient~/drone com a vantagem de conseguir os mesmos efeitos apenas com um instrumento orgânico.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira


Pelo nome da banda, pelo nome do álbum, pelo nome das músicas mas principalmente pelo início da primeira faixa "Malleus Maleficarum (The Secret Cult)", poderíamos jurar que estavamos perante uma banda de black metal, no entanto, é as aparências iludirem que faz com que gostemos tanto do que fazemos. O que temos aqui até pode inserir-se no espectro do black metal, pelo menos do carácter oculto ninguém os livra, no entanto, este álbum de estreia dos gregos Caelestia assenta num espectro bem mais largo do que esse.

A já mencionada faixa título apresenta-nos a tal ambiência black metal (na sua vertente mais melódica), no entanto contém solos de guitarra, uma forte ambiência gótica - principalmente devido às vozes femininas e um sentido de melodia que não é muito comum nas bandas de metal extremo. Um pouco por todo o lado se pode ler que a banda toca death metal melódico e apesar de compreendermos o porquê da designação, não podemos concordar com a mesma, já que é bastante limitadora e pode levar ao engano. Por vezes é melhor não ir ao pormenor, o que neste caso significa de chamar os Caelestia apenas de metal extremo com bastante melodia.

Bastante diverso e dinâmico, com um bom equilíbrio entre o tradicional e o moderno, "Beneath Abyss" não tem um momento morto, onde até os interlúdios são bons e fundamentais para o fluir do álbum. Uma comparação bastante simplista mas algo eficaz seria dizer que os Caelestia soam como se fossem uma fusão das ambiências negras dos Rotting Christ, com o requinte orquestral dos Septicflesh e com a capacidade melódica dos Firewind. Uma excelente surpresa e uma nova banda para acompanhar de perto, os Caelestia provam que a crise grega não é (nem nunca foi) de criatividade.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


É oficial: os norte-americanos Otep já têm data marcada para o lançamento do seu sétimo álbum. "Generation Doom" verá a luz do dia a 15 de Abril, através da Napalm Records. Além disso, a banda revelou o artwork e a tracklist, que podem ser vistos abaixo. Já a líder Otep Shamaya fala sobre aquilo que os fãs podem esperar:

"A revolução é o ópio do artista. Na dor. Permanecemos. Mas curados na doce dependência da arte. Estamos. Para este álbum, libertei a minha alma e permiti que ela se elevasse livremente. Falei intimamente com a lua no cromo da sua luz. Beijei o sol no auge do seu fogo. Travei guerras com os Reis do Pesadelo, pequei com as mulheres opalescentes nos mares rugidores da poesia. A galope de uma égua ciclóptica, com cascos de ferro e ar, investi no coração escuro da arte e rugi aos velhos deuses nas cinzas da sua ruína, 'Não podem desviar o olhar, nós somos o vosso erro. Nós... somos... Generation Doom!'"

Tracklist:

01. Zero
02. Feeding Frenzy
03. Lords Of War
04. Royals (versão dos Lorde)
05. In Cold Blood
06. Down
07. God Is A Gun
08. Equal Rights, Equal Lefts
09. No Color
10. Lie
11. Generation Doom
12. On The Shore

Por: Bruno Porta Nova - 09 Fevereiro 16


Os irmãos Igor e Max Cavalera têm planos para a celebração do 20º aniversário do álbum, “Roots”, dos Sepultura. Neste momento, os irmãos estão juntos noutra banda, Cavalera Conspiracy, mas planeiam uma reunião, com o regresso de Max à guitarra e voz, e Igor à bateria, para uma tour norte-americana em que vão tocar “Roots” na íntegra para os fãs.

Estes comentários de Max surgiram em conversa com a PlanetMosh, em que ele disse: “O ‘Roots’ faz 20 anos e eu e o Igor queremos tocá-lo na íntegra. Vamos fazê-lo nos Estados Unidos e, se tudo correr bem, na Europa também. Vamos também tentar reunir algum material para um novo álbum dos Cavalera”. A entrevista da PlanetMosh pode ser vista no vídeo abaixo.

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Por: Andreia Teixeira - 09 Fevereiro 16