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Portugal foi desta vez, e com toda a certeza, triplamente contemplado com a vinda dos norte-americanos Emmure que fizeram questão de dar a conhecer a sua sonoridade pesada um pouco por todo o país, com datas em Lisboa, no Porto e em Loulé. 
A Metal Imperium não podia faltar à primeira data da banda de deathcore, tendo ainda como excelente bónus as atuações das bandas nacionais The Year e Borderlands.

De Pombal vieram a voar os The Year para estarem à hora certa do primeiro aquecimento que teve como mote o mais recente EP "Beasts", lançado no princípio deste ano. 
Mas não só deste último trabalho se fez a bestial atuação desta banda de metalcore, já que pudemos escutar malhas mais conhecidas - e notoriamente conhecidas do público - como "Suck My Teeth" ou "Death By Media". 
Os The Year provaram com o seu desempenho e acima de tudo com o seu trabalho até à data que o metalcore português não foi uma moda dos meados dos anos 2000, estabelecendo-se como uma vertente musical bem alicerçada e que continua a dar cartas bem pesadas.

Num registo mais pesado, mais aproximado do cabeça de cartaz e com alguns laivos do que atualmente é denominado de djent, seguiram-se os Borderlands para darem continuidade a um aquecimento que não tardou em aumentar. Poderosos temas como "Release Yourself" ou "Children Of The Sun" fizeram parte de um concerto bem conseguido, onde uma considerável falange de seguidores engrandeceu a performance da banda de metal progressivo. A par dos The Year, os Borderlands provaram que são um excelente bastião daquilo que é a nova vaga de metal alternativo em Portugal, onde parece prevalecer um certo objetivo de fazer mais e melhor, sem olhar aos limites.

Uma das bandas mais importantes no atual panorama internacional do deathcore subiu ao palco do RCA Club para, mais uma vez, fazer jus ao nome da sua digressão. 
Os Emmure revelaram-se uns verdadeiros Natural Born Killers num concerto com muita agressividade e muito "bouncing" por parte dos fãs da banda, cuja liderança de Frankie Palmeri nunca ficou aquém das expectativas. Comunicativo quando baste, nunca deixou de revelar o apreço pelo público que esteve presente e que se mostrou bastante recetivo ao repertório da banda, onde não faltaram temas pujantes como "Children of Cybertron" e "Solar Flare Homicide", ou os mais recentes "Ice Man Confessions" ou "Flag of the Beast". Depois de um excelente concerto e de Lisboa ter sido arrasada pelos Emmure, as próximas vítimas foram Porto e Loulé que tiveram a oportunidade de testemunharem o culto dos Emmure.


Texto por Bruno Porta Nova
Fotografias por Ana Júlia Sanches
Agradecimentos: Ample Talent & Out Of Sight Booking


Os Scorpions continuam a ser um dos nomes que mais gerações faz mover. E muito embora já tenham mencionado algumas vezes que se iam despedir dos palcos, a verdade é que acabaram por não resistir e voltaram à estrada. E por cada vez que voltam à estrada, têm um recinto bem composto à sua espera. Esta vez não foi exceção. 


A primeira parte do evento esteve a cargo dos The Dead Daisies, acabados de lançar o seu quarto álbum, “Burn It Down”. Apesar de ser um grupo relativamente recente (foi formado em 2013, por David Lowy), conta com músicos experientes e reconhecidos de nomes como Thin Lizzy, Mötley Crüe, Journey, entre outros. Donos de um rock bastante orelhudo, a banda conseguiu motivar o público desde o início da atuação, pedindo várias vezes que cantassem consigo ou que batessem palmas. 


“Boa noite! Lisbon, how are you tonight? Are you ready to party? Are you ready to scream? Are you ready to…make some noise?”. Por exemplo, foi desta forma que o vocalista John Corabi apresentou o tema “Make Some Noise”, sendo que o público fez jus ao nome da faixa. Em “With You And I”, Corabi menciona que é um tema com uma letra muito especial, terminando a performance dizendo, em português, “Paz e Amor!”. Ainda houve lugar para ouvir uma cover dos The Rolling Stones, referente ao tema “Bitch”. Corabi referiu, orgulhoso, que é uma das bandas e temas preferidos do grupo. 

No fim da atuação, Corabi diz “muito obrigado” e o baixista Marco Mendoza conclui com um “até à próxima”, ambos falando na língua portuguesa. O grupo tinha toda a lição bem estudada e o público passou-os com distinção. 


Assim que os germânicos entram em palco, ao som de “Going Out With A Bang”, o público saúda-os com muitos aplausos. Em “Make It Real”, vemos a bandeira portuguesa nos ecrãs gigantes, por detrás da figura dos músicos. Neste tema, a voz de Klaus Meine (que, recorde-se, acabou de completar 70 anos) surgiu bastante estremecida e existia o receio de não aguentar nos temas que se avizinhavam. Felizmente, percebemos mais tarde que aqueles primeiros temas foram uma espécie de aquecimento e que Meine ainda consegue levar os temas a bom porto, provocando arrepios e sorrisos por toda a plateia. “Boa noite Lisboa, como estás?”, diz Meine. Parece que, nesta noite, a língua portuguesa é que estava a dar! 


Em “Is There Anybody There?”, o público vai entoando a melodia do tema e “The Zoo” culmina com baquetas a serem oferecidas à plateia. É de mencionar que, com tantos álbuns lançados ao longo de mais de 50 anos de carreira, a banda não deve ter a vida facilitada ao escolher quais as faixas a apresentar em cada atuação, optando por apresentar alguns medleys (e, mesmo assim, tanto fica por tocar!). Porém, ao fazer um apanhado geral de toda a plateia ali presente, fica a sensação de que muitas pessoas apenas conhecem os temas mais emblemáticos da banda. Basta dizer que mais de metade do público “acordou” assim que se ouviram os primeiros acordes de “Send Me An Angel” (e, ainda assim, houve quem gritasse “é a Wind Of Change” nesse momento – não fizeram o trabalho de casa!). Claro que “Send Me An Angel”, “Wind Of Change” (com a lágrimazita ao canto do olho), “Big City Nights”, “Still Loving You” e “Rock You Like A Hurricane” teriam de ser temas muito aplaudidos, e foi isso mesmo que aconteceu. Contudo, todos os restantes temas foram interpretados com muita emoção, continuando a provar que os Scorpions não são uma banda de meia dúzia de baladas (ainda que estas tenham sempre o seu encanto). Ainda para mais, não desfazendo do anterior baterista James Kottak, atualmente contam com o excelente Mikkey Dee, que fez parte da última formação dos Motörhead. Inclusivamente, a banda decidiu prestar um tributo à banda e, especialmente, a Lemmy Kilmister (cuja imagem apareceu nos grandes ecrãs), apresentando a sua versão do tema “Overkill”. Não podemos deixar de dizer que havia quem se questionasse quem era Lemmy, apostando que seria o ex-baterista dos Scorpions. Novamente questionamos: então, esse trabalho de casa? Bem, na realidade, os Scorpions movem massas até aos seus concertos e facilmente se percebe que o seu público é completamente heterogéneo, variando desde o fiel seguidor de rock e metal (que, obviamente, saberá quem era Lemmy) até ao fã que é mais eclético e que não segue propriamente todas as pisadas do rock. A boa notícia é que há sempre espaço para todos (desde que não gritem "Wind Of Change" quando começa a "Send Me An Angel", por favor!).

Nesta atuação, ainda pudemos contar com um solo de Mikkey Dee (que, divertido, parou a meio para perguntar ao público se estava a ser bom, voltando a pegar nas baquetas depois de a resposta ter sido positiva). No fim, vemos Meine a envergar carinhosamente a bandeira portuguesa. Foi uma atuação não só competente, como encantadora. Metaforicamente falando, sentimo-nos abraçados por todos os membros da banda, por toda a forma como interagiram ao longo da noite. Não queremos, de forma alguma, que esta tenha sido a última vez. 



Texto por Sara Delgado
Fotografias por João Moura
Agradecimentos: Everything Is New



Tradicionalmente, o mês de julho marca a trajectória descendente de público presente em salas pequenas, preferindo os amantes da música mais pesada canalizar os seus “trocos” para festivais de Verão afectos ao estilo ou a mega-concertos de grandes nomes do panorama hard’n’heavy.

Serve esta introdução para mostrar a agradável surpresa que foi verificar a boa casa que registava o Stairway Club no passado sábado 7 de julho. Numa noite com diversos outros pontos de distração para a comunidade, a sala de Cascais vestiu-se de gala para receber os Rasgo, em concerto de apresentação do seu disco de estreia, “Ecos da Selva Urbana”, com primeira parte dos thrashers locais Toxikull, eles também a querer rodar os temas do recente EP “The Nightraiser”.

O relógio marcava 23 horas quando começou a ecoar na sala o intro dos Toxikull. De costas voltadas para a plateia, notava-se alguma ansiedade na banda de Lex Thunder, fruto não só de uma plateia composta mas também pela falta na bateria do habitual The Lorke, substituído nesta noite por Garras dos ThrashWall. Ansiedade que rapidamente foi dissipada, pois os bombos, tarola, pratos e timbalões esteviram muito bem entregue.

“Vicious Life” arrancou a prestação dos Toxikull, rapidamente entrando na apresentação dos novos temas, com “Freedom to Kill” e “Hellmaster”. Ao vivo, as músicas ganham uma velocidade extra, como se de um comboio desgovernado mas plenamente sob controle tivesse a passar pela cave do Stairway. O novo EP mostra uns Toxikull mais agressivos (no bom sentido) e com a vertente speed metal mais vincada do que o peso hard’n’heavy patente no disco de estreia “Black Sheep”. Se dúvidas houvessem, bastou ouvir como “Manipulator” foi tocada no sábado! A já habitual cover version de “Rocker” dos Hollywood Rose (banda de Axl Rose pré-Guns) antecedeu um solo de Michael Thunder ao melhor estilo speed-thrash dos inícios dos anos 90. Na recta final do concerto, tempo para revistar os clássicos “Shepherd” e “Black Sheep”, com o baixista Antim a tomar conta do microfone como habitualmente. “Nightraiser” tem um riff inicial demoníaco, com Lex a gritar a plenos pulmões, bem ao estilo de bandas como Overkill, e explodiu na sala como uma bomba, prelúdio do fim com o tradicional “Surrender or Die”. Uma prestação musculada dos Toxikull num terreno familiar mas perante um público que não era maioritariamente o seu, mas que deixou muitos a abrir a pestana em relação a esta nova geração do metal nacional.

Rápida troca de instrumentos e temos Rasgo em palco. A banda formada por nomes consagrados da cena metal/punk nacional chega a Cascais com o disco de estreia “Ecos da Selva Urbana” bem oleado com diversas apresentações de norte a sul, de onde se destaca a primeira parte de Slayer no Coliseu de Lisboa. E se Paulo Gonçalves é um dos melhores vocalistas do burgo e Ruka Tara dispensa apresentações, a experiência de Filipe Sousa, Pedro Ataíde e Ricardo Rações fazem destes lisboetas um super-grupo thrash metal. A escolha dos temas recaiu, obviamente, em tocar o disco na sua íntegra, começando logo sem fazer prisioneiros com “Propaganda Suicida” a 200 à hora. Seguiu-se “Ergue A Foice” e “O Líder”, antes de um momento para a banda refrescar as gargantas. “Faca Romba” permite mostrar a influência de Ataíde e Rações na banda, ambos antigos membros do expoente máximo do hardcore nacional Trinta E Um. “Ecos da Selva Urbana” arrancou com o seu riff acelerado e a sala mexeu-se finalmente. À medida em que o público se chegava à frente do palco, a banda foi reagindo com alegria e extra agressividade na sua prestação. “Homens ao Mar” é um dos temas mais interessantes do disco, com um riff mais melódico antes de entrar no refrão hipnótico, com a palavra “PUXA” gritada em plenos pulmões por uma sala quase repleta de metalheads. “A Besta” antecedeu aquela que foi a maior surpresa do disco de estreia dos Rasgo, a versão do tema dos Mão Morta “Cão da Morte”. Peso e mais peso nos riffs desgarrados, Paulo Gonçalves a urrou o refrão como que possuído, a plateia  ficou rendida a uma música que presta homenagem a Adolfo Luxúria Canibal mas com toneladas mais do que a banda de Braga nos habituou. “Existe” mereceu dedicatória especial aos Toxikull, com Ruka a alertar para manterem a banda debaixo de olho, antes do final do concerto com “Vulgo Vulto”.

Aos apelos da plateia para mais uma, e visto que todo o disco foi passado em revista e não é normal a banda repetir faixas, Ruka pegou no microfone e prestou homenagem a uma das suas maiores influências, os norte-americanos Pantera, visivelmente emocionado ao falar do recente desaparecimento de Vinnie Paul. Com Luís Salgado, proprietário do Stairway, em palco com a banda, arrancou uma versão brutal de “Fucking Hostile”, provocando invasão de palco por uma plateia suada mas que deu por bem empregue a decisão de ter rumado a Cascais nessa noite.


Texto por Vasco Rodrigues
Fotografias por Daniela Jácome
Agradecimentos: Amazing Events


No passado dia 10 de julho, Lisboa recebeu a visita de dois dos expoentes máximos do rock e metal internacional: Kiss e Megadeth. O Estádio Municipal de Oeiras, rebatizado Mário Wilson, foi o local escolhido e talvez por não ser um local tradicionalmente recetivo a eventos do género, quando os Megadeth subiram ao palco, pelas oito e meia, a plateia estava bastante despida de público.

Dave Mustaine continua com uma presença imponente, apesar da sua voz já não ser a de outrora. Mesmo assim, Oeiras recebeu um desfile de clássicos, a começar logo com "Hangar 18", iniciando da melhor forma este concerto. Seguiu-se "The Conjuring" e "The Threat is Real", com elevada nota para a formação que acompanha Mustaine, com destaque para o brasileiro Kiko Loureiro na guitarra e o baterista Dirk Verbeuren. Arriscaria mesmo dizer que, juntamente com o baixista original, David Ellefson, esta é a formação mais forte dos Megadeth de há muito tempo!
"Sweating Bullets", "Take No Prisoners" e "Trust" mostraram uma banda coesa, se bem que era notório algum cansaço na voz do eterno líder da banda. "Tornado of Souls" mereceu um enorme aplauso do público mal os primeiros acordes soaram, facto que foi ajudado pelo enorme fluxo de público no recinto, que depois de enormes atrasos nos procedimentos de entrada, estavam finalmente perto dos seus heróis. A banda percebeu isso mesmo e atacou os três últimos temas como se disso dependesse a própria vida, gastando o resto de energia que ainda tinha em "Dystopia", "Symphony of Destruction" e o grande final com "Peace Sells...", cantado em uníssono por um estádio já perto da lotação esgotada e com a mascote da banda em palco. Regressariam poucos minutos depois para um encore de apenas um tema, "Holly Wars".

Pela plateia era possível encontrar vários "Kiss", alguns deles que viajaram de diversos pontos da Europa, para testemunhar o regresso a Portugal, 35 anos depois! Leram bem, pois foi no dia 11 de outubro de 1983 que a banda de Paul Stanley e Gene Simmons tocou no velhinho Dramático de Cascais. A entrada da banda acabou por demorar mais do que o previsto, com sucessivas tentativas falhadas para erguer um pano gigante com o logótipo da banda na frente de palco, cujos cabos acabariam por dar de si e inviabilizar o processo. Assim, foi pelo seu próprio pé, e sem o cair do pano habitual que a banda entrou em palco, passavam cinco minutos das dez da noite. Problemas de som marcaram o início do concerto, com a famosa introdução “Alright, Lisbon... You wanted the best, you got the best! The hottest band in the world – KISS!” a demorar a entrar no sistema de som, perante visível embaraço da banda. "Deuce" arranca entre explosões e fumo, com a sensação clara que na régie estavam a ser resolvidos os problemas de equalização, não totalmente solucionados em "Shout It Out Loud', com pouca guitarra na monição. Excelente mestre de cerimónias, Stanley ganhou alguns minutos ao interagir com o público e à terceira arranca finalmente "War Machine" com excelente som e enormes chamas nos ecrãs. "Firehouse", do disco de estreia do coletivo, antecedeu o momento em que Gene cuspiu fogo de uma espada feita archote. Ao mesmo tempo, Stanley certificou-se que Oeiras está feliz: “Are you having a good time?”, repetindo várias vezes a um público que respondeu em plenos pulmões. Tommy Thayer toma o lugar do seu líder para vocalizar "Shock Me", seguindo depois para um solo com foguetes vindos da guitarra à mistura. Puro entertainment! "Say Yeah", "I Love It Loud" e "Flaming Youth" antecederam o grande momento para Gene Simmons, com o clássico "Calling Dr. Love", recebido em êxtase, esse que se prolongou em "Lick It Up", cantada em uníssono. Vestido com o tradicional fato de morcego, Gene protagonizou em seguida um dos momentos mais aplaudidos da noite quando, onde durante o seu solo de baixo, cuspiu 'sangue' da boca. Agarrado com um arnês às suas costas, voou vários metros acima do palco, pousando numa plataforma, interpretando aí "God Of Thunder".

A euforia voltou a atingir o seu pico com "I Was Made For Loving You", iniciando desse modo a parte final do concerto, com Paul Stanley a indicar que queria estar junto do seu público, pedindo que para tal os mesmos gritassem o seu nome. Nesse instante, voou então por cima da plateia até à regie, onde atacou com "Love Gun", regressando da mesma forma ao palco para terminar a atuação com "Black Diamond". O encore era esperado mas começou com o velhinho "Cold Gin", continuou em grande com uma enérgica "Detroit Rock City", seguida de um final apoteótico com "Rock And Roll All Nite", que culminou com uma forte chuva de confettis, explosões, fumo e fogo de artifício.

Texto por Vasco Rodrigues
Fotografias por Nuno Conceição / Everything Is New
Agradecimentos: Everything Is New


Após lançar o álbum "Paranormal", em 2017, Alice Cooper iniciou uma tour mundial que terminou no dia 7 de dezembro do mesmo ano no famoso teatro Olympia, em Paris.

Agora, o músico americano apresenta 'A Paranormal Evening At The Olympia Paris', um álbum com 90 minutos de concertos ao vivo gravados durante a tour, que traz músicas como "Poison", "No More Mr. Nice Guy" e "School's Out".

O álbum conta com a participação dos guitarristas Nita Strauss, Tommy Henriksen e Ryan Roxie, o baixista Chuck Garric e o baterista Glen Sobel.

'A Paranormal Evening At The Olympia Paris' chega a 31 de agosto pelo earMUSIC com 2CD digipak, 2LP gatefold (LP branco e vermelho) e versão digital.

'A Paranormal Evening At The Olympia Paris' tracklist:

CD1:
01. “Brutal Planet”
02. “No More Mr. Nice Guy”
03. “Under My Wheels”
04. “Department Of Youth”
05. “Pain”
06. “Billion Dollar Babies”
07. “The World Needs Guts”
08. “Woman Of Mass Distraction”
09. “Poison”
10. “Halo Of Flies”

CD2:
01. “Feed My Frankenstein”
02. “Cold Ethyl”
03. “Only Women Bleed”
04. “Paranoiac Personality”
05. “Ballad Of Dwight Fry”
06. “Killer/I Love The Dead Themes”
07. “I’m Eighteen”
08. “School’s Out”


Por: Marta Pinheiro - 10 Julho 18


"Ordinary Corrupt Human Love" é o nome do novo álbum dos americanos e foi disponibilizado online. Após 3 anos, os fãs poderão ouvir o novo trabalho da banda, que sucede a "New Bermuda".

O álbum apenas sairá nas lojas no próximo dia 13 de Julho, porém poderá ser ouvido, na integra, aqui.

Capa do novo álbum:


Por: David Ferreira - 10 Julho 18


A edição do Rock In Amadora de 2018 já tem reveladas as bandas que irão actuar no palco em Alfragide. São as seguintes:

- Corvos
- Hourswill
- Dogma
- Contrasenso

Este festival irá realizar-se no próximo dia 8 de Setembro, no Parque Urbano do Zambujal, em Alfragide. A entrada é gratuita.

Por: Carlos Ribeiro - 10 Julho 18


Os britânicos Marillion vão trazer pela primeira vez ao nosso país o "Marillion Weekend", que irá ocorrer entre os dias 31 de Maio e 2 de Junho de 2019, na Aula Magna, em Lisboa. 

Para além dos concertos consistirem num espectáculo diferente em cada noite, também serão divulgadas bandas de suporte para os três dias. 

Contudo, ao contrário do que ocorre noutros países, não será disponibilizado alojamento. 

Apenas está disponível a compra do bilhete para os 3 dias, de forma a garantir que se tenha a experiência na íntegra. De momento, os bilhetes para os doutorais já estão esgotados. Os bilhetes para os anfiteatros superior e inferior têm ambos o valor de 110 euros. 

Por: Sara Delgado - 09 Julho 18


É uma invasão de australianos! Os progressivos Caligula's Horse vão embarcar num tour europeia e o nosso país foi contemplado com uma data. A banda atua no RCA Club, em Lisboa, a 15 de Outubro. Os Circles e os I Built The Sky são os nomes convidados para este evento. 

Bilhetes:
17€ - venda antecipada
20€ - no próprio dia

Por: Sara Delgado - 08 Julho 18



Como é sabido, a tour europeia dos islandeses Sólstafir vai passar pelo nosso país. Já era sabido que a banda ia atuar no dia 8 de Dezembro, no festival Under The Doom, em Lisboa. Agora, confirma-se uma data no Porto, a 9 de Dezembro, que vai ocorrer no Hard Club.

Abertura de portas: 20h00 
Bilhetes: 22€, disponíveis a partir de amanhã, 9 de Julho

Por: Sara Delgado - 08 Julho 18 


O ex-vocalista da lendária banda de Death Metal, Malevolent Creation, perdeu este sábado a luta contra o cancro.

O cancro intestinal foi diagnosticado em abril deste ano, tendo sido criada uma página para angariação de fundos, na plataforma GoFundMe, com o objetivo de ajudar o músico com despesas e tratamentos médicos. 

Bret fico conhecido pelo seu trabalho nos primeiros três álbuns da banda Malevolent Creation assim como pelo seu regresso à banda com os álbuns "The Fine Art Of Murder" e "Envenomed" antes de uma nova saída do grupo.

Abaixo a mensagem oficial da mulher do músico, Kimberly Karan Hoffmann, divulgada através da sua página do Facebook:


Por: David Ferreira - 08 julho 18


Os finlandeses Omnium Gatherum divulgaram o primeiro single do novo álbum "The Burning Cold", que estará disponível a partir do dia 31 de agosto. O videoclip para a música "Gods Go First" pode ser visualizado acima.

O grupo comentou: " A música "Gods Go First" é acerca de força de vontade e o poder dela. Esta será uma daquelas faixas que irá lançar os moshpits, ao vivo! Optámos por um videoclip mais old-school, onde apenas aparece a banda e mais nada."

Por: Miguel Matinho - 08 Julho 18

Listen To New OBSCURA Song 'Ethereal Skies'

Os alemães Obscura revelaram mais uma faixa do seu novo álbum "Diluvium", que será lançado no próximo dia 13 de Julho através da Relapse Records. "Diluvium"será o capítulo final de um conjunto de quatro álbuns conceptuais. 

A faixa escolhida foi "Ethereal Skies" que pode ser ouvida abaixo.


Por: Mariana Crespo - 07 Julho 18

O nome Ministry não precisa de apresentação! A banda de Al Jourgensen continua em grande forma e o novo álbum “AmeriKKKant” é a prova disso. Cesar, um dos membros mais recentes, esteve à conversa com a Metal Imperium sobre o novo álbum e a experiência de tocar numa das bandas mais originais de sempre...

M.I. – Os Ministry farão uma segunda tournée nos EUA em Novembro / Dezembro com os Carpenter Brut e Igorrr. Quais são as tuas expectativas?

Eu, sinceramente, não gosto de ter expectativas, e isso vale para qualquer coisa na minha vida. Eu gosto de ser surpreendido e manter essa emoção viva quando a surpresa me atinge. Sinceramente, não sei o que esperar. Isso é emocionante!!!!


M.I. - O anúncio declara “Novas músicas! Novos convidados! Novas galinhas! ”… O que os fãs podem esperar dos próximos concertos?

Eu diria para esperarem o inesperado. Nunca se sabe o que pode acontecer num concerto dos Ministry.


M.I. - Como surgiu a ideia de ter galinhas insufláveis em palco? As galinhas representam as ideias que a banda não pode falar “livremente”?

O Al teve a ideia de ter essas galinhas Trump no palco. Todo o concerto é sobre a liberdade de expressão e falar contra os problemas que estão a afectar as nossas vidas diárias !!!!! O Al não hesita em falar contra as coisas que o incomodam em tudo!!!! Ele não é medricas e eu respeito-o muito por dizer as coisas como elas são!!!!!!


M.I. - A banda vai começar a tournée europeia daqui a alguns dias... qual a principal diferença entre as audiências na Europa e na América?

Ambos os públicos têm uma dinâmica muito diferente. A Europa parece estar um pouco mais sintonizada com uma variedade maior de géneros e muitos outros festivais do que os Estados Unidos.


M.I. – A vossa tournée de Verão na Europa terá os Converge, Grave Pleasures e Chelsea Wolfe como convidados especiais. Foram-vos sugeridos ou são escolhas pessoais?

Acabámos de terminar a primeira parte dos EUA com os Chelsea Wolfe e não consigo expressar o quanto nos divertimos. Eu sei que eles foram definitivamente uma escolha pessoal do Al. Eu acredito que ele ouviu a música deles num anúncio e gostou muito.


M.I. - A banda estará muito ocupada em tournée até o final do ano... como te mantens são durante esse tempo?

Honestamente, eu divirto-me mais quando estou em tournée. É a única coisa que me mantém são. O facto de que a nossa dinâmica é tão divertida facilita as coisas. Nós damo-nos todos bem e divertimo-nos juntos. Eu ou passo o tempo em palco ou a passear e a visitar o máximo possível.


M.I. - Como é que as pessoas estão a reagir a “AmeriKKKant”? Comparando-o com os outros álbuns da banda, na tua opinião, quais são as principais diferenças?

As pessoas estão muito ligadas a Amerikkkant!!! Acredito que a principal diferença é que foi lançado no momento adequado, quando o nosso governo está de pernas para o ar e contra a humanidade. Este álbum é a voz necessária para projectar os problemas actuais através da música!!!!! Por isso é que “Amerikkkant” é importante!!


M.I. - "AmeriKKKant" está cheio de mensagens políticas... acreditas que o povo americano está apenas entorpecido e passivamente a assistir à queda do seu país?

Nunca vi as pessoas tão chateadas em toda a minha vida!!!! Especialmente o povo americano de qualquer descendência latina, incluindo-me a mim!!!!! As pessoas estão, finalmente, a tomar medidas, seja através da música, da fala ou do protesto!!!


M.I. - Isto não é novidade para os Ministry pois a banda já lançou uma trilogia anti-Bush no início dos anos 2000. Como é que a política ainda consegue ser um tema interessante para um álbum depois de tantos anos?

Quando os homens no poder estão a aprovar leis e a fazer coisas para f*der o seu próprio pessoal e criar uma grande divisão racial, podes ter a certeza que se vai fazer um álbum sobre isso!!!!!


M.I. - Qual é o impacto do KKK nos EUA neste momento?

Eu não lhes daria crédito nenhum para dizer a verdade. A única diferença é que, muitos deles, estão a afirmar-se agora porque está a ser-lhes feita uma lavagem cerebral para pensarem que está tudo bem em ser racista!!!!! Encorajo todos esses tipos a fazerem um teste de ADN ancestral e perceberem que não há um único ser humano nesta terra que seja tão puro quanto eles pensam que são!!!!


M.I. - Nos concertos da banda, é usada a voz de Trump a dizer "Vamos tornar a América grande outra vez" e algumas imagens animadas de Trump a ser espancado... desta vez é o Trump, mas outros presidentes americanos também estragaram as coisas. Qual é a coisa que ele fez que mais odiaste? O mundo ficou abalado quando ele foi eleito... como é que o povo americano foi capaz de escolher uma pessoa tão egocêntrica e insana para liderar o seu país?

A única coisa que mais me chateou foi ele continuar a f*der com pessoas de ascendência latina!!!! Eu sou um americano de ascendência mexicana, 2ª geração da minha família a nascer e crescer numa cidade de fronteira: El Paso, Texas!!!! Os meus avós, do lado da minha mãe e do meu pai, imigraram do México e tornaram-se cidadãos americanos. Eles trabalharam no duro para perseguir o sonho americano de dar aos seus filhos uma vida melhor. Quando ele lixa os mexicanos, é um pouco pessoal para mim!!!


M.I. – Já há muito tempo que o Al não estava em estúdio com uma banda. Como foi a experiência de estar em estúdio com ele? Sentiste-te intimidado?

É claro que foi muito emocionante para mim, por ser a primeira vez que contribui para um álbum dos Ministry, mas nunca me senti intimidado. O Al sempre foi gentil comigo e sempre me fez sentir bem-vindo.


M.I. - O estado do mundo é extremamente complicado e a humanidade e as suas escolhas são culpadas por isso. É tarde demais para mudar a direcção das coisas agora?

Nunca é tarde demais para a mudança. As pessoas precisam unir as forças e fazer as mudanças acontecerem. Protesta, escreve uma música, faz o que for preciso para mostrar o teu ponto de vista e faz uma mudança.


M.I. - Entraste para a banda em 2015. Como é que isso aconteceu?

Eu conheço o Sin desde 2000. Fizemos uma tournée juntos mas em bandas diferentes. Quando chegou a hora de os Ministry se reunirem novamente, ele mandou-me uma mensagem e perguntou se eu estava interessado em fazer o teste e eu disse que sim. Ensaiei com a banda e, duas semanas depois, fiz o meu primeiro concerto com os Ministry em frente a 50.000 pessoas em Adelaide na Austrália.


M.I. - Quão complicado / fácil é trabalhar com o Al Jourgensen?

Foi espectacular trabalhar com o Al. Nunca foi complicado. Desde que faças o teu trabalho e conheça as tuas partes, está tudo bem. Ele tem sido incrível para mim.


M.I. - Este é o primeiro álbum de Ministry em que estiveste envolvido. Como é o processo de gravação nesta banda?

Em “Amerikkkant” o Al deu-nos uma ideia da direcção ele tinha imaginado e nós apenas juntamos as nossas ideias. O Al tem um processo de fazer as coisas, uma fórmula que nunca deve ser mudada na minha opinião. Ele cria as ideias e o que ele sente que representa os Ministry!!! Ele é um génio!! 


M.I. - Qual das novas músicas é a tua favorita? Quais preferes tocar ao vivo?

Devo dizer que a minha música favorita, do novo álbum, para tocar ao vivo é “Twilight Zone”.


M.I. - Como novo membro, tens liberdade para criar e apresentar as tuas ideias? Fizeste-o?

Eu pude fazer isso em “Amerikkkant”. Sinceramente não esperava poder fazê-lo e tive a honra de ter contribuído com algumas ideias.


M.I. - Por favor, deixa uma mensagem aos fãs portugueses dos Ministry. Espero que toquem cá em breve! Muito sucesso!

Keep Kicking Ass!!!

For English version, click here

Entrevista por Sónia Fonseca


Após o muito bom "Contempt Over The Stormfall", o quarteto portuense aventurou-se num disco conceptual em que investiu claramente na versatilidade sonora e aumentou a parada técnica, algo que não é de estranhar, pois quem viu os concertos do disco de estreia, percebeu como este jovem colectivo estava a evoluir tecnicamente.

Em "The Awakening" o colectivo singra por um caminho algures entre Metallica e Dream Theater, sem deixar o thrash de lado, numa opção que não é muito vulgar para estes lados. Com uma produção média e uma composição que ainda pode evoluir, o disco está recheado de bons solos de guitarra, uma bateria intensa e vocais harmónicos que permitem ao grupo abranger um público para lá do thrash.

Temas como “Shadows Kingdom” ou a rápida “Strepitant Mist”, certamente ficarão no catálogo futuro do grupo, como obrigatórias ao vivo. Wrath Sins, afirmam-se assim como um daqueles nomes que poderão dar cartas no Metal nacional.

Nota: 8/10

Review por Rita Afonso

Wrath Sins é um dos novos nomes fortes do Metal nortenho. «The Awakening» foi editado em finais de 17 e marcou o início de uma digressão nacional que ainda perdura. A Metal Imperium foi descobrir mais sobre este colectivo e o seu novo trabalho.

M.I. - Segundo longa-duração e uma mudança de formação. Como se passou a mudança de baterista?

Um duro golpe, foi aquilo que sentimos no momento da mudança. Cinco anos, os mesmos quatro “miúdos” que cresceram, evoluíram e se moldaram mutuamente como músicos. A saída do Márlon, para lá de todas essas implicâncias tinha surgido na pior/melhor fase possível, num desfecho de sucesso da tour promocional ao nosso «Contempt Over The Stormfall» no RCA CLUB em Lisboa e a quando da entrada para as gravações do «The Awakening». Foi um revés nas nossas intenções, que nos colocou um travão momentâneo, mas que em nada nos poderia fazer abrandar. Infelizmente razões profissionais ditaram a sua saída, mas de um momento muito complicado, conseguimos torná-lo em algo de que nos orgulhamos imenso, num sentido de superação e aprendizagem. Tivemos a oportunidade de trabalhar com um dos melhores bateristas nacionais, como é o caso do Eduardo Sinatra, que fez um trabalho incrível durante todo o processo de gravação do novo álbum, para lá de termos tido a experiência de tocar com vários e distintos bateristas, quando das respectivas audições, que ajudou a tornar-nos melhores e mais versáteis. Acabamos por ter a sorte de encontrar alguém como o Diego Mascarenhas, que prima pela dedicação e foco, indo ao encontro dos nossos objectivos e visão, e com ele sentimos que a banda caminhava na direção certa e se sente mais firme que nunca.


M.I. - Como descreverias a evolução entre os dois discos?

Como referi anteriormente, sentimos que evoluímos imenso durante a tour promocional ao «Contempt…» e que essa evolução está espelhada no «The Awakening». Um álbum mais maduro, mais progressivo, muito mais técnico e mais obscuro. Sabíamos e tínhamos consciência que «Contempt…» demonstrava uma identidade que não se encontra no underground, e essa mesma identidade a cada passo que damos, procuramos tornar cada vez mais singular. «The Awakening» afasta-se mais da veia “thrash” de “«Contempt…» escalando por meios mais progressivos, ambientais, orquestrados. Sendo ele um trabalho conceptual, a interligação faz com que o álbum se torne mais único e mais completo. Mais conhecedores de todo o processo de gravação, captação e composição, “«The Awakening» é um álbum de detalhes, de que me orgulho imenso, que prima pela identidade que procurávamos e roça na pretensão a que nos propúnhamos. Sentimos que a sua recepção, valeu a pena todo o esforço e dedicação, do qual obtivemos um feedback nacional, e principalmente internacional, avassalador.


M.I. - «The Awakening» é um trabalho conceptual, fala-nos disso.

Ao longo de todo o processo de composição deste trabalho, senti-me sugado e transportado para algo acentuadamente obscuro, pesado, sentindo a necessidade de neste segundo álbum tomar controlo de todo o processo criativo e aplicar a minha visão ao longo da composição.  

Musicalmente penso que consegui fazer com que o álbum falasse por si, liricamente, vindo de um gosto pessoal, onde a vertente conceptual se acentua, tornou-se quase inevitável esse caminho. Para lá de ser realmente algo arriscado a nível geral de realizar, a nível nacional acredito que seja um passo a dobrar, o que tornou as coisas mais desafiantes, num meio ultra saturado por canções soltas ao criar algo mais emotivo, complexo e distinto, sabia que mesmo que as coisas fossem amenamente aceites, o registo tornar-se-ia de certa forma mais intemporal do que qualquer outra nuance. O conceito de «The Awakening» passa pela deambulação entre o bem e o mal, centrada numa personagem perdida em si próprio, centrada na busca pela verdade dogmatizada, num mundo por si criado, em que sobre os próprios devaneios, acaba por criar um tipo de vida, divindo-se em dois, que por linhas intrínsecas o levam para diferentes caminhos, diferentes realidades e resoluções em que nada é o que parece.


M.I. - A par do disco iniciaram uma digressão nacional que já conta com algumas datas. Como tem corrido? Quais são as próximas datas?

Os últimos 4 meses tem sido fantásticos, iniciamos a «The Awakening Tour» em Março e desde aí, tivemos a oportunidade de percorrer várias cidades, tocando quase todos os fins de semana, Paços de Ferreira, Cascais, Viseu, Aveiro, Viana do Castelo, Marinha Grande etc., o que não é tao usual assim no nosso meio. Mediante todas as dificuldades a nível laboral, etc. estamos imensamente satisfeitos com o que conseguimos até ao momento. O feedback relativo ao nosso «The Awakening» tem sido fantástico, a adesão extremamente positiva, e cada noite que passamos a tocá-lo é uma nova e enriquecedora experiência. Duplamente satisfatório, é sentir que com esta tour, para lá de partilharmos o palco com os nossos grandes amigos Sotz’ em várias datas, e assumirmos as mesmas como tour conjunta, conseguimos dar oportunidades a diversas bandas, numa altura em que cada vez é mais difícil haver oportunidades no underground, onde cada vez se fecham mais os grupos, em núcleos fechados, aliado a casas a fechar e outras com menos condições. Tinha o objectivo de que em cada data, houvesse bandas convidadas distintas e conseguirmos ajudar e levar connosco, novas bandas sem tanta exposição, o agradecimento dos mesmos é incalculável.

Próxima data será em Leiria no Texas Bar, seguindo-se a presença na nova edição do Lord Metal Fest em Agosto. Temos ainda algumas datas não divulgadas e outras em equação, onde procuramos aventurar-nos em algo completamente diferente do expectável, onde acredito que iremos surpreender, mas isso é um assunto para daqui a uns meses.


M.I. - Houve todo um conjunto de boas críticas vindas de fora, como sentiram o vosso ego? Isso abriu portas?

Sentimo-nos surpresos de certa forma, porque embora soubéssemos o trabalho que temos em mãos e a qualidade do mesmo, não contávamos conseguir atingir já um público tão vasto a nível internacional, de onde nos chegaram convites de reviews, entrevistas, radio talks, concertos etc. e que nos encheu de orgulho. Se inflamou o nosso ego ? Não. Se nos deu uma confiança extra, sobre o que vínhamos a fazer ? Sim. Assumidamente abriu portas, portas essas que estão abertas e contamos passá-las em breve. Queremos manter os pés bem assentes no chão, dar um passo de cada vez, fazer aquilo a que nos propusemos e colocar o nome de Wrath Sins no mapa nacional. Nunca quisemos ser mais uma, e com o que temos vindo a fazer acredito que já não o sejamos.

Entrevista por Emanuel Ferreira


A rainha do metal prepara-se para lançar o seu novo álbum "Forever Warriors, Forever United", a 17 de Agosto pela Nuclear Blast.

Depois de “All For Metal”, a vocalista disponibiliza agora o vídeo com letra do tema “Lift Me Up”, sendo possível visualizar o mesmo acima.

Pesch comentou sobre a faixa: “‘Lift Me Up’ é uma das minhas favoritas. Esta música tem muita energia positiva e também adoro a melodia e a letra”. 

"Forever Warriors, Forever United" terá 24 temas e será um álbum duplo que contará com temas mais sentimentais, com abordagens à amizade, ao amor e ao companheirismo. Contendo ainda um tema de tributo a Lemmy Kilmister.

Por: Ana Antunes - 06 Julho 18



Os Korpiklaani continuam a promover o seu próximo álbum, "Kulkija". Para o efeito, foi hoje lançada mais uma das novas músicas presentes neste trabalho, inclusivamente, com um novo videoclip. "Harmaja" pode ser ouvida acima.

"Kulkija" será lançado a 7 de Setembro, através da Nuclear Blast Records.


Por: Carlos Ribeiro - 06 Julho 18


Os nacionais Impera são os vencedores do concurso de bandas Stairway to Vagos, tendo ganho a oportunidade de irem tocar à edição deste ano do festival. A estes juntam-se os suecos InSammer, que também se vão estrear no festival.

Recordamos que os bilhetes para o festival já se encontram à venda nos locais habituais.

Por: Rita Limede - 06 Julho 18 


Enquanto ouvinte, a primeira sensação que surge ao ouvir “Firepower”, que começa com o tema-título, é de que os Judas Priest, como uma banda de 48 anos de atividade, conseguiram preservar a energia que sempre caraterizou o seu som ao longo das décadas, sendo que este tema relembra “Rapid Fire” que abre o álbum “British Steel” de 1980, no qual já contavam com dez anos de carreira.

“Evil Never Dies” faz lembrar Metallica em “One”, com a ferocidade da voz de Rob Halford a demonstrar que o vocalista não perdeu fôlego, e a própria secção rítmica mantém a força e pulsação que dá um peso extra a este tema como a “Traitors Gate” mais adiante.

A sonoridade que os Judas Priest ajudaram a propagar ao longo das várias décadas de atividade não demonstra sinal de abrandar, notando-se uma clara vontade de manter a energia ao longo dos temas iniciais, encontrando-se em “Necromancer” um bom exemplo com os solos alternados de guitarra. 

Chegando ao oitavo tema “Rising From Ruins”, o peso e velocidade já reduziram, dando espaço para o ouvinte respirar e experimentar um lado mais introspectivo do ponto de vista sonoro dos Judas Priest. Com “Flame Thrower”, a jovialidade sonora que remete para “Living After Midnight” de “British Steel”, ao passo que a emotividade característica da voz de Rob Halford se perde (sendo a teatralidade da mesma evidente em “Spectre”, recordando Bruce Dickinson dos Iron Maiden e David Bower dos Hell).

Outro aspecto a destacar é que “Firepower” é um disco que apresenta letras que expressam sentimentos mais negros, “Never the Heroes” e “Evil Never Dies”, a par de um sentimento de esperança, em “Sea of Red”. Com efeito, a clareza na enunciação das letras torna mais eficaz a sua mensagem.

Em jeito de conclusão, apesar de “Firepower” ser um disco que soa muito semelhante a outros discos do género NWOBHM, temas como “Children of the Sun” ou “Guardians”, apresentam ambientes diversificados que relembram álbuns anteriores da carreira dos Judas Priest, como “Angel of Retribution” ou até “Nostradamus”, resultando num equilíbrio sonoro e coesão musical. Desta forma, o disco pode ser ouvido várias vezes sem perder o impacto da primeira audição, sendo o aspeto mais negativo a apontar a extensão do mesmo.

Nota: 8/10

Review por Raúl Avelar


A mistura de samples de cinema com um peso típico do metalcore nas primeiras faixas de “Love will kill all” parece uma abertura de um álbum ecléctico, a chegarmos a “End Us” nota-se uma formatação dentro dos moldes do metalcore com relegação de outras sonoridades para segundo plano. Nesse aspecto relembra a abertura de “Ascendacy” dos Trivium, banda cuja pegada sonora se faz sentir ao longo do álbum de regresso dos Bleeding Through.

Ao quarto tema “Cold War”, mantém-se o peso na bateria e riffs de guitarra com apontamentos de teclado a lembrar Soilwork. O equilíbrio entre vozes ásperas e vozes limpas, nomeadamente em “Dead Eyes”, lembra o estilo de Howard Jones, actualmente nos Light the Torch com o baixista Ryan Wombacher (membro de ambos grupos). Ao mesmo tempo parece haver um gradual desvio da declaração de intenções do início do álbum ao nível de ambiências cinemáticas, apesar de regressarem esporadicamente ao longo do disco em pequenas doses.

Em “End of Us”, esta mudança de registos vocais é evidente, sendo que começa de uma forma que relembra Apocalyptica na utilização de sons a relembrar instrumentos clássicos e o próprio peso e groove na bateria (a própria voz limpa até parece recordar a voz de Franky Perez).

Com “Buried”, surge uma sonoridade instrumental a recordar Carach Angren na sua teatralidade, ainda que a voz se mantenha mais próxima do registo metalcore. O mesmo surge no tema “Set me free”, que se trata de uma boa escolha enquanto single/vídeo pois resume o ambiente e sonoridade deste álbum.

No seu todo, o álbum de regresso dos Bleeding Through é um bom disco de metal agressivo, com groove e intensidade (para a qual contribui a reduzida duração dos temas em si). No entanto, parece perder a possibilidade de ser um álbum que traga novidades com diversas audições, pois não varia o suficiente em termos sonoros. Por outro lado, a energia da banda presente nestes temas poderá ser promissor para futuros lançamentos nesta nova fase do seu percurso.

Nota: 6/10

Review por Raúl Avelar


Após ter ouvido diversas vezes o single/vídeo que precedeu a edição deste álbum, “Arcana Imperii”, foi com surpresa que ouvi o tema que abre o mais recente disco de Ihsahn. Ora, “Lend me the eyes of the Millenia” é um tema dissonante cujo desconforto, causado pelos sintetizadores, se torna quase gritante, mas que me apanhou desprevenido dada a forma como “Arcana Imperii” se apresenta como um tema de metal extremo pouco óbvio na sua sonoridade, sim, mas linear e de fácil percepção.

Por outras palavras, “Àmr” é um disco que oferece diversidade, lembrando-me, por exemplo, “Atoma” dos Dark Tranquility em “Sámr”, mas que oscila para uma sonoridade mais imersiva de bateria, piano e guitarra com efeitos que recordam a sonoridade dos Massive Attack. 

Estando a maior parte da instrumentação nas mãos do vocalista, há que sublinhar que a bateria de Tobias Andersen é um dos pontos altos do disco, dada a forma como consegue emitir nuance e peso, consoante o que cada tema parece pedir. Há ainda que destacar o solo de guitarra de Fredrick Akesson em “Arcana Imperii”, como uma intervenção que eleva a secção instrumental a outro nível de sonoridade e intensidade.

A voz de Ihsan entoa letras contemplativas, tanto em registo limpo, como em registo ríspido mais perto da voz típica do black metal, o género para o qual contribuiu ao longo dos anos noventa como vocalista dos seminais, Emperor. Afirmo isto para sublinhar a dicção do vocalista que permite compreender o contexto no qual criou as letras para estes temas.

Na verdade, parece que cada um dos temas deste álbum ocupa um espaço sonoro distinto, como se estivéssemos perante uma compilação de contos literários com um tema em comum, é esta a forma como as composições de Ihsan fluem entre si. Como exemplo, note-se a transição natural entre temas tão distintos como são “Where You Are Lost and I Belong”  (num registo doom metal) e “In Rites of Passage” (que mistura groove metal com elementos de black metal e música electrónica).

Nota: 8/10

Review por Raúl Avelar


Os norte-americanos Death Angel anunciaram, através da sua conta oficial no Facebook, que irão voltar a entrar em estúdio e começar a gravar o seu novo álbum, assim que esteja terminada a composição do mesmo. "Está na altura de voltarmos a casa, fecharmo-nos em estúdio e acabar de compor o novo álbum", escreveram.

Este será o nono álbum dos norte-americanos e sucessor de "The Evil Divide", lançado em 2016. O novo trabalho deverá ser lançado ainda este ano.

Por: Carlos Ribeiro - 06 Julho 18


O álbum “Liquid Anatomy” é segundo do super-grupo Alkaloid, formado por Hannes Grossman após a sua saída dos Obscura e contando com Morean dos Dark Fortress na voz e guitarra, Christian Munzer, ex-Necrophagist, na guitarra, Linus Klaunitzer dos Obscura no baixo e Danny Tunker dos Abhorrent na guitarra. 

Devo sublinhar desde já que estes músicos integram ou já integraram diversas bandas, sendo que foram, na sua maioria, membros da mesma banda a dada altura. Esta diversidade de experiência não só se reflecte nos temas, como na forma como os temas soam, mas na própria natureza por vezes esquizofrénica do disco como um todo. Característica que pode tanto se tornar num chamariz para alguns ouvintes, como pode levar a que outros o considerem demasiado diverso, e pouco estruturado como um todo. Neste aspecto, um bom exemplo é a passagem de um tema de doom metal como “Interstellar Boredom”, para um tema mais death metal tradicional como “Chaos in Theory and Practice”, que se lhe segue.

Com o tema de abertura “Kernel Panic”, com secções que relembram Yes, devido às mudanças de compasso e voz limpa, seguido por secções que relembram Obscura (atente-se no som da guitarra ritmo), dois polares opostos da música progressiva, em termos de peso, mas não sem propósito: quebrar barreiras ao nível musical (ao longo do tema podem ouvir-se solos que recordam Bret Hinds de Mastodon).

No tema seguinte, “As Decreed by Laws Unwritten”, temos um tema de metal extremo mais evidente, com solos de guitarra e precisão na bateria que relembram Slayer na formação clássica e que depois leva de novo a banda para um registo mais death metal.

Com efeito, a precisão e ataque dos instrumentistas é algo que se nota ao longo do álbum, sendo que se podem ouvir inluências distintas em cada um dos temas, desde Cynic em “Azagthoth”e Opeth no tema-título, a Mastodon e Megadeth em “In Turmoil’s Swirling Reaches”.Nunca se ouve, no entanto, uma situação em que a capacidade técnica dos membros se sobrepunha à musicalidade dos temas (dado que muitos integram ou integraram bandas designadas de death metal técnico).

Influências ou referências à parte, “Liquid Anatomy”, enquanto álbum, não é imediato, sendo que as variações de tempo e sonoridade levam a que o ouvinte possa descobrir algo de novo a cada nova audição. E demonstra a diversidade que pode ser alcançada dentro de géneros como o death metal, black metal e thrash metal.

Considero tratar-se de um desafio recompensador, este álbum, sendo que a maior falha a apontar seja exactamente a própria diversidade sonora, que pode servir como uma faca de dois gumes, podendo atrair os ouvintes, como repeli-los, dada a sua densidade. Um bom exemplo é o tema que encerra o disco, “March of the Cephalopods” com perto de vinte minutos de duração, mas com muitas variações de dinâmica.

Nota: 9/10

Review por Raúl Avelar


A banda de death metal Immolation divulgou um novo vídeo para a música "When The Jackals Come", que pode ser visualizado acima. A faixa pertence ao mais recente álbum "Atonement", que foi lançado no início deste ano, via Nuclear Blast.

Acerca do videoclip, o grupo comentou: "Estamos bastante entusiasmados para mostrar este vídeo aos fãs! Esta é uma das nossas faixas preferidas do último álbum. A música em si tem uma onda muito obscura, portanto, tentamos tornar este vídeo a melhor representação possível disso."

Por: Miguel Matinho - 06 Julho 18