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Ao ouvir “Deadly Wind” o ouvinte pode ser levado ao engano sobre a data em que este registo, “Roots Of Fate”, foi gravado. Parece mais uma reedição de um trabalho de meados dos anos noventa, inícios do milénio do que propriamente um álbum lançado agora. Parece oriundo duma altura em que apareciam álbuns e bandas apostadas em misturar metal com sonoridades mais folk mas que tinham um toque digital que acabava por estragar por completo, sofrendo do mal, nem carne nem peixe – volta à memória o álbum dos russos Rakoth, “Planeshift”. Infelizmente  os primeiros temas deste álbum de estreia dos franceses Unrest Fatalist sofrem um pouco deste mal.

A produção é demasiado digital para permitir que o feeling pagão ou folk sobreviva, mas pior que ter a produção digital é a mesma ter um sabor caseiro que acaba por dar uma má apresentação ao trabalho de originais. Sendo uma banda que está agora a iniciar o seu percurso discográfico, no que diz respeito aos lançamentos de longa-duração, tal até é facilmente perdoado, até porque o que se pode ouvir aqui até não é mau de todo. Pelo contrário, não fossem alguns detalhes fruto da falta de experiência e o já referido problema sonoro da produção, poderia estar-se aqui na presença num grande álbum de death metal de cariz pagão. A alternância da voz gutural com a voz rasgada ajuda em muito à dinâmica das músicas e garantem que certas faixas sobressaiam no meio das outras, no caso da “Loki’s Control”

A questão principal no entanto é que no final do álbum, fica-se com a sensação de que ainda há um caminho longo a percorrer por parte da banda. Ideias interessantes, entusiasmo a rodos mas no final, a conclusão que se chega é que faltam músicas poderosas e marcantes, apesar de alguns bons momentos aqui e ali. Será uma banda que poderá ter um futuro brilhante daqui a uns anos/álbuns mas que por enquanto, ainda não convence. É preciso algo mais, um certo... elemento desconhecido que está aqui a faltar e que nem aparece com repetidas audições.


Nota:
6/10


Review por Fernando Ferreira


Martelo Negro. Martelo Negro, antes de mais nada, é um grande nome para uma banda. O facto de cantarem quase exclusivamente em português também lhes dá o toque exótico necessário para se distinguirem dos demais blasfemadores por esse mundo a fora e ao segundo álbum, a fórmula ainda está mais refinada do que na estreia que já data de 2011, “Sortilégio dos Mortos”, que apesar de ter servido para apresentar a banda ao mundo, não pode ser considerada como uma verdadeira representação da entidade Martelo Negro como banda.

É isso que salta logo ao ouvido com os primeiros temas do álbum, onde depois de uma curta intro, começam logo a desancar no ouvinte como se não houvesse amanhã – “Culto Hermético”, “Inferno Abysmal” e o tema título demonstram ser malhas a terem alta rotação em cima dos palcos, sem esquecer a “Anjos Captivos”, com o seu saudável espírito punk. O caldeirão de influências que este trabalho mistura resulta num saudável espírito underground, a fazer lembrar alguns momentos de Decayed (muitas das influências são as mesmas como Celtic Frost e Venom), mas mantendo uma identidade muito própria que cedo se torna bem estabelecida.

Essa identidade não é traída nas faixas em inglês nem na cover dos Paralisis Permanente, “Um Dia Em Texas”, que surge totalmente integrada no espírito deste álbum. Espírito clássico de metal obscuro, sem grandes complicações e bastante peso. Com alguns dos temas já testados ao vivo, este trabalho serve para marcar a evolução da banda desde o álbum de estreia e também para mostrar a sua capacidade de evolução, embora não se devam esperar violinos sob batidas electrónicas no terceiro trabalho. Limitadíssimo a uma edição de trezentas duzentas em vinil preto, mais setenta em vinil vermelho e um pack de cassete e vinil preto limitado a trinta cassetes, “Equinócio Espectral” cheira a raridade daqui a uns anos e merece sem dúvida, uma edição em CD com mais unidades. Poderá não impressionar os mais cépticos mas os amantes do underground reconhecerão as suas qualidades, principalmente se os virem ao vivo.

 
Nota: 7.7/10

Review por Fernando Ferreira


Os norte americanos Inquisition irão actuar no nosso país no dia de hoje e amanhã. Para ambas as datas irão existir bandas suporte: Irae (ambas as datas); Humanart (dia 25 apenas) e O Cerco (dia 26 apenas). 

Hoje, as actuações irão realizar-se no Hard Club, no Porto. A abertura de portas ocorrerá pelas 21 horas e o início dos espectáculos será meia hora depois. Amanhã, Sábado, o grupo actuará em Lisboa no RCA Club. Quer os horários, quer o valor das entradas serão os mesmos para ambas as datas.

Bilhetes:

Bilhetes:
Pré-venda - 16€
Próprio dia - 18€

Bilhetes à venda em:

- Carbono - LIsboa e Amadora
- Glam-O Rama - Lisboa
- RCA Club
- Hard Club
- Piranha CD, Porto

Por: Diana Fernandes - 25 Julho 14


A 30 Years 30 Gigs Tour dos D-A-D, irá passar ainda este ano por Portugal. Os dinamarqueses irão visitar Lisboa, mais propriamente o Paradise Garage, no dia 6 de Dezembro.

A partir do dia 25 de Julho, já poderão ser adquiridos os bilhetes para o evento, sendo que cada entrada custará 25€. O início do espectáculo dar-se-à pelas 21 horas.

Por: Diana Fernandes - 21 Julho 14


O líder dos Machine Head falou recentemente com a Metal Hammer sobre o progresso da gravação do novo álbum e a forma como o processo está a decorrer. "É um disco bastante pesado e sombrio, mas também acho que tem uma onda mais rock (...)" afirma Robb Flynn.

"Existe um sentido de urgência das demos que compusemos, que foram feitas muito rapidamente e de forma muito espontânea. Tentamos manter essa espontaneidade no álbum.

Sobre o estilo do disco, Flynn: "Eu quero reiterar que não sinto que este disco se assemelhe ao "The Blackening". Parece que estamos a avançar. Se o tivesse que comparar com outro álbum, estaria mais perto de "Trough The Ashes Of Empires" num único aspecto, os arranjos instrumentais mais simples (...)"

O próximo álbum de originais dos Machine Head será o seu oitavo, e será lançado via Nuclear Blast Entertainment com data prevista de lançamento para antes do final do ano.

Por: João Braga - 19 Julho 14


Alkaloid. É este o nome do novo projecto do qual os membros que recentemente saíram dos Obscura, o baterista Hanes Grossmann e o guitarrista Christian Muenzner fazem parte, juntamente com outro guitarrista, Danny Tunker (Aborted; ex-God Dethroned) e o baixista Linus Klausenitzer (Obscura; Noneuclid). O vocalista/guitarrista será o compositor de música clássica Florian Magnus Maier, ou como é conhecido, "Morean".

Sobre esta nova banda, Grossmann comentou: "Por mais tristes que tenham acabado as coisas com os Obscura, estou muito contente que as músicas que eu e o Christian Muenzner tinhamos escrito para o novo álbum, tenham encontrado uma nova casa nos Alkaloid.
Não vejo os Alkaloid como uma banda de «technical death» porque simplesmente não o são. A música é definitivamente progressiva, mas em termos de dinâmica, estruturas, harmonias e ritmos é muito diversa para ser metida num pequeno sub-género", finalizou.

Por: Carlos Ribeiro - 19 Julho 14


King Diamond anunciou o despedimento do seu baixista Hal Patino, por "razões similares às quais foi despedido em 1990". No entanto, King Diamond garante que esta decisão não terá qualquer impacto negativo nos próximos concertos que se avizinham, "pelo contrário". Entretanto, o músico encontra-se a trabalhar num novo álbum, com lançamento previsto para o próximo ano. 

Por: Sara Delgado - 19 Julho 14 


Depois de 15 anos, o vocalista dos Darkestrah, Kreigtalith, decidiu sair da banda. O músico participou nos cinco álbuns que a banda lançou. Entretanto, os restantes membros da banda decidiram continuar com o projecto e já anunciaram o vocalista substituto: Merkith. Revelam estar desejosos de apresentar a nova composição da banda ao vivo. 

Por: Sara Delgado - 19 Julho 14 


Os norte-americanos Sleep acabam de revelar um novo tema, "The Clarity", que pode ser conhecido no player abaixo. Este single faz parte de uma série de singles do canal Adult Swim e será disponibilizado para download gratuito a partir do dia 21 de Julho. Entretanto, como já haviam referido anteriormente, este single inspirou a criação de um novo álbum. Mais detalhes serão aguardados.



Por: Sara Delgado - 19 Julho 14


Armageddon, o projecto de Christopher Amott, anunciou o lançamento de um novo álbum, "Captivity & Devourment". Este, ainda sem data de lançamento oficial anunciada, espera-se que saia no final do presente ano. Em cima podemos ver o vídeo para a faixa "Thanatron", que irá fazer parte do novo lançamento do grupo.
Por: Rita Limede - 19 Julho 14


Adam Jones (guitarrista) e Danny Carey (baterista) revelaram que a banda possui ideias mais do que suficientes para um novo álbum de estúdio, inclusive uma faixa que está quase completa e q0ue possui, no mínimo, 10 minutos de duração. De acordo com Carey, o tema “passa por uma série de mudanças e é composta por elementos pesados”.

A razão pela qual Tool não lançaram nenhum álbum desde "10,000 Days" (2006) é o facto de a banda estar envolvida num processo judicial com um ex-associado, que afirma ter criado o artwork para a banda sem lhe ter sido atribuído crédito por isso. A questão complicou-se ainda mais quando a seguradora que os Tool contrataram para os proteger contra processos judiciais processou a banda por tecnicismos relativos ao caso. A banda apresentou então um contra-processo, e o caso está agendado para ir a julgamento em Janeiro. 

Carey comenta: "Espero que tenhamos algo sólido gravado até ao final do ano, mas veremos como corre. Eu também pensei o mesmo o ano passado. Mas estamos a fazer bons progressos. Conseguimos conquistar bastantes coisas boas, especialmente no decorrer do mês passado. Estamos entusiasmados com isso!"

Jones também comentou: “Por vezes sinto que nos tornamos um pouco progressivos ou exploramos o tempo das assinaturas, mas não é pesado o suficiente para o meu gosto. Temos alguns bons riffs barulhentos a surgir e estou muito satisfeito com isso. Não é a loucura em peso, mas são estas pequenas jornadas com bons fins que acabam por se tornar bem pesadas”.

Por: Catarina Rodrigue e Mónica Sofia Branco - 19 Julho 14


Os Dragonforce acabam de revelar o tema "Defenders", que fará parte do seu novo álbum, "Maximum Overload". O vídeo pode ser visualizado acima. 

O lançamento do novo álbum irá ocorrer no dia 18 de Agosto. Para recordar o primeiro tema conhecido deste novo trabalho, intitulado "The Game", basta seguir este link.

Por: Sara Delgado - 18 Julho 14


Phil Rudd, o baterista dos AC/DC, vai lançar o seu primeiro álbum a solo. Intitulado "Head Job", este trabalho será lançado no dia 29 de Agosto. O primeiro single, "Repo Man", está prestes a ser divulgado através de uma estação de rádio australiana, a Triple M. 

Rudd espera que toda a gente adore o álbum "do início ao fim", é esse o seu objectivo. "Head Job" é descrito como um álbum bastante pessoal, sobre aquilo que se passa no dia-a-dia. 

Por: Sara Delgado - 18 Julho 14


O próximo álbum dos Decapitated, intitulado "Blood Mantra", será lançado no dia 26 de Setembro pela Nuclear Blast. Recorde-se que este é o primeiro trabalho da banda com o seu novo baterista, Michal Lysejko. Abaixo pode ser conhecida a track list e respectivo artwork de "Blood Montra".


Track list:

01. Exiled In Flesh
02. The Blasphemous Psalm To The Dummy God Creation
03. Veins
04. Blood Mantra
05. Nest
06. Instinct
07. Blindness
08. Red Sun
09. Moth Defect (digipack bonus track)






Por: Sara Delgado - 18 Julho 14


Acima pode ser visualizado o segundo trailer de (r)Evolution, o novo álbum dos HammerFall. O seu lançamento irá ocorrer no dia 29 de Agosto, pela Nuclear Blast. Para recordar o primeiro trailer e os detalhes de (r)Evolution, basta seguir este link

Por: Sara Delgado - 18 Julho 14


Os Trivium acabam de lançar um novo vídeo para o tema "Through Dirt And Dirt And Bone", que pode ser visualizado acima. Esta música faz parte do último álbum da banda, "Vengeance Falls", lançado em 2013. 

Por: Sara Delgado - 18 Julho 14


O mundo já viu muita coisa estranha e o mundo da música extrema já ouviu muita coisa estranha. Vá, vamos generalizar, nem é preciso ser música extrema, vamos chamar-lhe música – embora hoje em dia, quer se goste ou não, tem que se admitir que a música mais desafiante, mais avant garde aparece no seio da chamada música extrema. Lazer/Wulf não reserva a sua estranheza para o nome, nem para as fotos promocionais onde o trio aparece amordaçado com fita-cola ou algo parecido. A imagem é secundária e o que conta é a música e aqui ela não é estranha por ser estranha. Ela é… como tudo o que tem uma certa finesse… peculiar.

A música tem o espírito frenético e rítmico de coisas como mathcore (rótulo parvo, mas que serve o seu propósito aqui), thrash metal, jazz, metal/rock progressivo, é praticamente instrumental, lembrando nomes tão díspares como Atheist, The Dillinger Escape Plan, John Zorn, Rush e mesmo assim, a parte genial da coisa, tendo uma identidade estabelecida tão própria que quem ouvir “The Beast Of Left And Right”, vai reconhecê-los (isto partindo do principio que já os conhece) ou então vai ficar de boca aberta e perguntar “o que raio foi isto que estamos a ouvir?” (partindo do princípio que ainda não os conhece). É impossível destacar uma música propriamente dita deste trabalho porque o mesmo funciona como um todo, ainda para mais com o conceito revolucionário que tem.

Esse conceito é… “The Beast Of Left And Right” funciona como um palíndromo, ou seja, algo que tem a propriedade de se ler de trás para a frente. Segundo o press release da banda, o álbum dividido em duas metades, esquerda e direita. Por exemplo, a primeira música do álbum, “Choose Again”, tem os mesmos acordes, riffs e batida de bateria que a última faixa, “Mutual End”, sendo que uma é em escala maior e outra é menor – embora este pormenor desafie o conceito de palíndromo já que o que se lê da direita para a esquerda e da esquerda para a direita não é exactamente a mesma coisa. De qualquer forma, a ideia da banda é que independentemente da esquerda ou da direita, os caminhos são os mesmos assim como o resultado.

Profundo, não é?

Um excelente e entusiasmante conceito que não serve de nada se a música em si for descartável e a música é tudo menos descartável. Se o conceito é entusiasmante no papel, posto em prática, o resultado é fantástico. Quase todo instrumental, apenas com uma espécie coros muito ao fundo, que surgem de vez em quando, este álbum é uma viagem daquelas, principalmente para quem não os conhece. Haveria espaço para mais experimentação e para mais maluquice, já que por vezes parece que certas malhas, principalmente as mais longas, parecem repetir-se um pouco. De qualquer forma, esta é uma viagem de se lhe tirar o chapéu e os Lazer/Wulf são os condutores mais alucinados que poderiam haver. This is one hell of a ride!


Nota:  8.7/10

Review por Fernando Ferreira


Mais uma banda que chega ao terceiro álbum com os seus dois primeiros a passarem praticamente despercebidos. Isso já começa a ser normal hoje em dia. O que não é tão normal é ter uma banda francesa  a tocar metal arraçado de sludge como se viesse de Nova Orleãs. Exacto, são exactamente esses nomes que pensaram que ocorre aqui: Phil Anselmo e/ou Down. Não é para dizer que os Red Mourning são uma mera cópia dos Down ou que há uma colagem excessiva ao trabalho de Phil Anselmo… quer dizer, poderá não ser uma colagem excessiva, mas definitivamente que há uma colagem, algo mais do que a simples influência.

Não será isso que faz deste trabalho mau. A forma como “Gun-blue” e “Rabid Dogs & Twisted Bitches” conjugam o poder e melodia é apreciável e o groove que arrancam no processo, igualmente bom, havendo muitos momentos de igual interesse ao longo deste “Where Stone And Water Meet” mas o fantasma mencionado no primeiro parágrafo volta sempre para assombrar o ouvinte. E o que se mostrava uma influência ou um ponto de atração pode funcionar exactamente da maneira oposta. Os momentos mais blues são uma lufada de ar fresco (como na curta “Touched By Grace”) mas pecam por ser poucos e por não conseguir a tal sensação desagradável.

É, portanto, um trabalho que obriga aquela questão da qualidade versus originalidade estar presente mesmo que seja uma questão que não se queira encarar, é impossível de não o fazer. No final do dia, o que é que interessa mais? Ouvir algo que nunca se ouviu antes ou ouvir algo que queríamos ouvir, que sabemos que é bom principalmente por nos lembrar algo que é óptimo. Já vimos muitos trabalhos assim, com mais ou menos incidência no factor de falta de originalidade, mas como sempre, o que conta mesmo são as músicas e a qualidade das mesmas. E aqui, a qualidade não é superior à sensação desagradável de se estar a ouvir lados b dos Down.

 
Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira


Demo de estreia de um projecto de Doom metal emocional norueguês que surge com uma qualidade esmagadora. Composto apenas por dois longos temas, esta demo auto-intitulada tem níveis de qualidade surpreendentes. Esta one man band acaba por ir um pouco além do doom, tendo fortes elementos de metal ambiental e atmosférico – o início da “The Perfection Of Wisdom” não poderia ser mais perfeito – o que faz com que a dinâmica seja um dos grandes pontos fortes deste trabalho.

Lançado em cassete na segunda metade do ano passado e agora reeditado também em cassete pela Shadow Kingdom, este trabalho mostra que Sadhak está mais que pronto para voos mais altos. Se a seguir viesse um álbum de originais, não seria escândalo nenhum. Pelo contrário, depois da demo, o álbum é mesmo obrigatório. Enquanto isso, é ouvir até derreter a fita.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira


Misery Index tornaram-se uma banda de death metal clássico em pouco tempo, tendo como segredo uma pequena coisa: álbuns demolidores. Misturando death metal com a brutalidade do grindcore mas principalmente a sua consciência política e social exposta nas suas letras, a banda norte-americano tem vindo a crescer a olhos vistos. Depois de uma estadia bem sucedida na Relapse, mudou-se de armas e bagagens para a Season Of Mist, através de quem lançaram o álbum ao vivo no ano passado, “Live In Munich”, revisto aqui nestas páginas também, e “The Killing Gods” marca o primeiro álbum de originais a ser lançado pela independente europeia.

A curta intro instrumental, “Urfaust”, cai como uma bomba, numa toada épica, parecendo até um hino, tal como é costume no jogos norte-americanos, sendo a diferença que aqui não há jogo nenhum e é tudo muito sério, como a “The Calling” bem ilustra. A potência surge aliada a um sentido de melodia viciante. O riff inicial da referida música é daqueles que se colam imediatamente à cabeça e recusam-se a sair. A palavra melodia poderá assustar todos os fãs fanáticos dos Misery Index, mas a verdade é que a banda está mais forte que nunca. Com os primeiros cinco temas a surgirem em bloco, fazendo uma só música chamada de “Faust”, é ainda mais notório essa crescente aposta na melodia – principalmente no interlúdio instrumental “The Oath” e no tema que se lhe segue e que se apoia nessas mesmas melodias, “Conjuring The Cull”.

A banda surge unida e sólida, estando a mudança de guitarrista (Darin Morris substituiu em 2010 John Voyles, um lugar nada fácil de substituir) já bem diluída, não se notando nada a nível técnico, pelo contrário, aliás. Tecnicamente, o álbum não deixa o talento por mãos alheias e a musicalidade não fica a perder, sendo que o tal sentido melódico faz com que as músicas surjam como verdadeiras músicas, que audição após audição, crescem dentro do ouvinte. É, de longe – e não são necessárias muitas audições para se conseguir chegar a esta conclusão – o álbum mais imediato entre a discografia da banda e ao mesmo tempo, o que mais tem potencial para expandir-se após cada vez que é apreciado. Um dos grandes trabalhos de deathgrind deste ano – malhas como “Gallows Humor” são provas disso mesmo.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Há muita música estranha, há muitas pessoas estranhas e não é muito raro os dois juntarem-se para soltar para o mundo música agradável. Claro que por agradável se entende por agressiva, suja, pesada, distorção, feedback e, não muito raramente, gritaria. É o que se pode esperar deste EP de estreia dos Ultramantis Black, que não é mais do que o escape musical para o lutador de wrestling com o mesmo nome – apesar de ninguém saber quem ele é realmente. Recrutando uma série de músicos, onde se incluem membros dos Pissed Jeans, o resultado musical é uma amalgama entre punk, hardcore e em parte, o espírito grindcore, sempre com temáticas políticas ou sociais.

Passada a surpresa inicial, que será sempre maior para quem mora nos Estados Unidos e se interessa por luta livre – ou então qualquer fanático de luta livre de outra qualquer parte do globo – o que se tem é mais um projecto de grindpunkhardcore, não muito diferente ao que anda por aí e que não apresenta argumentos de peso para se destacar daquilo que já foi feito. Vale pela mensagem e pela estranheza da mensagem, mas se reduzirmos ao essencial, que é a música, não há nada de extraordinário nestas nove descargas, se bem que a última, “Gloom Of Prosperity” tem no final um grande riff, bem apocalíptico, raçudo.


Nota: 5.5/10

Review por Fernando Ferreira
 



Segundo um jornal nova-iorquino, a banda americana Unlocking The Truth, cujos integrantes são adolescentes afro-americanos com idades compreendidas entre os 12 e os 13 anos, acaba de assinar um acordo que lhes garante a gravação de dois álbuns sob a chancela da Sony. Foi reportado que a banda irá receber cerca de 60.000 dólares para gravar o primeiro disco, mas só se o se o mesmo vender mais de 250,000 cópias, o que parece pouco provável na era dos downloads ilegais pela internet.

Os Unlocking The Truth citam como principais influências musicais os Metallica, Slipknot, Disturbed, Chelsea Grin (entre outras bandas), sendo que no seu reportório contam já com uma presença no conceituado festival americano Coachella, bem como a honra adicional de terem sido banda de abertura dos Guns N’Roses. Está programado que a Penguin edite um livro sobre a escalada da banda até ao sucesso, que deverá sair na época do Natal, sendo que também está a ser filmado um documentário acerca da banda.

As reacções de outras personalidades fortes do mundo do metal têm sido variadas. O baixista dos Trivium, Paolo Gregoletto, criticou no seu facebook o acordo que a Sony assinou com a banda: “Estes miúdos novos assinaram um contrato com um orçamento 60.000 dólares pelo seu primeiro álbum, mas têm de vender 250.000 cópias para conseguirem receber as regalias financeiras que advém dos seus direitos de autor. (…) Espero que eles tenham um bom advogado, e alguém que olhe por eles.”. Já Derrick Green, dos Sepultura, tem uma perspectiva diferente acerca do assunto: “Enquanto cresci, não havia muitos miúdos negros a ouvir metal ou hardcore, e por isso costumava ser discriminado por outras pessoas negras, que me questionavam acerca do porquê de gostar deste estilo de música, e do porquê de querer a tentar ser branco. (…) Isso só me empurrou para estar onde estou hoje.”. Acrescentou ainda que se pensa que se os Unlocking The Truth acreditarem em algo suficientemente forte, e tiverem a paixão e o empenhamento necessários, têm potencial para se tornar um grande sucesso mainstream.
Por: Vanessa Henriques Ribeiro - 16 Julho 14


Os norte-americanos Symphony X lançaram recentemente novas actualizações que dão conta do processo de gravação do próximo álbum. A banda explica:

"O novo CD está para breve; as músicas estão basicamente prontas e estão a receber, neste momento, alguns ajustes finais. Michael Romeo diz que o material tem um pouco de tudo, e informa que a banda vai começar a gravar a bateria no próximo mês, após a sua aparição no Heavy Montreal a 10 de Agosto.

"O há muito aguardado segundo CD do clube de fãs da banda também vai ganhar forma na mesma altura, com um lançamento antecipado a tempo da época festiva. Como mencionado anteriormente, será uma outra colecção de demos e raridades, que poderá também incluir um pouco de conteúdo criado apenas para este CD (seguindo a linha da música do Star Wars de MJR no primeiro Raridades e Demos, que tinha sido vendida logo na sua primeira prensagem). O SXW, clube de fãs renovado da banda, será relançado em Setembro."

Por: Bruno Porta Nova - 16 Julho 14


Anteriormente, foi revelado que Steve Harris iria actuar em Faro, mais propriamente na XXXIII Concentração Internacional de Motos. Agora, os portugueses Moonspell orgulham-se de revelar que também farão parte deste evento, actuando no dia 19 de Julho, na mesma data que Steve Harris.

Acima podem ser conhecidos os restantes nomes que farão parte do evento. Para mais informações, basta seguir este link

Por: Sara Delgado - 15 Julho 14


O formato do split é algo que veio a substituir, praticamente, o single que imperou principalmente na década de setenta e oitenta. A questão é que os splits não têm a procura comercial que tiveram os ditos singles nas mencionadas décadas mas a nível underground serviu para juntar bandas ou projectos que tinham alguns pontos em comum e é exactamente o que se tem aqui com duas bandas de stoner hard’n’heavy a fazer as maravilhas para todos os sedentos por groove, som sujo e aquele feeling contagiante que faz bater o pé e abanar o pescoço que invade quem tenha o gosto pelo rock a percorrer as veias.

Os Borracho (grande nome, já agora) surgem com o tema “Know My Name”, uma grande malha, meio mid-tempo mas muito viciante. Eles acabam por surgir como espécie de padrinhos dos Cortez já que são a banda mais experiente, com uma série de lançamentos de originais, inclusive dois álbuns de originais. Os Cortez, por sua vez, estreiam-se nas lides discográficas e de forma exemplar, com “Vanishing Point”, um grande tema de stoner, bem movimentado e entusiasmante. É um split bastante interessante que só peca por ser curto, mas esse é o problema do formato e não das bandas em si.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira