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Sabem aquele heavy metal que não é o pesado o suficiente para que se chame thrash metal, então resolveu-se chamar power ou speed metal? É precisamente o que temos aqui. O que também temos aqui é uma banda holandesa que teve os seus dias de glória na década de oitenta e que voltou na presente década para um segundo round, sendo que este "You Are Next" é o quarto álbum, o segundo da segunda vinda dos Martyr - apenas para fazer um pouco de humor com a referência ao messias cristão, pedimos desculpa por isso mesmo e a crítica continua a decorrer já de seguida.

"You Are Next" começa em grande forma com "Into The Darkest Of All Realms", um tema cativante e que faz antever um bom álbum de heavy metal que é isso que acabamos por ter. Claro que o que o caro ouvinte quer saber é se em comparação com os dois álbuns da década de oitenta ("For The Universe" e "Darkness At Time's Edge" de 1985 e 1986 respectivamente) este "You Are Next" anda lá perto. É uma questão difícil de responder e algo injusta porque trinta anos de separação entre as duas eras é muito tempo e nem seria saudável que a banda tentasse repetir a fórmula do passado.

Não é efectivamente o que faz. A banda holandesa aproxima-se mais da fórmula norte-americana do que propriamente europeia de fazer as coisas e tem temas cheios de groove, intensos  e ambas como a "Unborn Evil" para o primeiro grupo e a "Souls Breathe" para o segundo e "Monster" para o terceiro. Não será o trabalho esmagador que o culto à banda fazia prever mas não é, de todo, um mau trabalho. Para quem gosta de sonoridade tradicionais do heavy metal, vai encontrar aqui algumas rodagens de diversão. Mesmo que posteriormente fique algum tempo sem pegar nele. Bom trabalho.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira


Imaginem o que daria uns Morbid Angel misturados com as orquestrações dos Dimmu Borgir? Já imaginaram? Não anda longe daquilo que "The Exile", o segundo álbum dos norte-americanos Rapheumet's Well nos traz. Ou de uma espécie de Behemoth (muito) mais sinfónicos. Seja como for, apesar de não nos surpreender pela forma, fascina-nos pelo conteúdo. Do início ao fim temos potência sonora ajudada por ocasionais bons solos, uma secção rítmica de luxo e orquestrações dignas de filme de Hollywood. Fica muito pouco a apontar a este trabalho.

Então podemos ir já embora, certo?

Calma, já que aqui estamos, vamos enaltecer mais este trabalho dos Rapheumet's Well, cujo seu grande problema é mesmo o próprio nome da banda que não lembra o diabo. Um dos seus grandes triunfos é mesmo a dinâmica. Peguemos num tema como "The Epic Of Darmak" que começa com uma pianada mesmo melódica e que depois irrompe com um solo de guitarra bem esgalhado acompanhado a bateria tocada por polvo sob o efeito de anfetaminas. Está tudo nas dinâmicas. Está tudo nos detalhes. O groove de um tema como "Crucible Of Titans", altamente cinematográfico e capaz de criar inúmeras imagens na cabeça do ouvinte.

Mais melódico do que à partida se iria supor, este é um trabalho que conjuga na perfeição o peso do metal extremo com a beleza do metal sinfónico e resulta na perfeição. Confessamos que não conhecemos o trabalho de estreia da banda mas depois de ouvir este álbum algumas vezes (e ainda não nos conseguimos fartar) ficamos com vontade de andar um pouco para trás no tempo. Independentemente disso, "The Exile" é excelente trabalho a ter em conta.


Nota: 8.7/10

Review por Fernando Ferreira


O começo da "Sword Of The Deathless (Intro)" é completamente hipnótico. Um mantra num dialecto que parece ser hindu embala o ouvinte numa dança astral que faz com que o mesmo se liberte lentamente das amarras do seu corpo e comece a flutuar por essa maionese fora. Já sabemos como é que estas coisas do metal funcionam. Na maior parte das vezes temos uma intro toda catita e depois temos o resto do álbum a puxar noutra direcção totalmente diferente. Felizmente não é o que acontece aqui. A toada hipnótica e meio psicadélica mantem-se assim como a voz a puxar monge do Tibete tímido.

Então... de onde raio saíram estes Ethereal Riffian e o seu metal Tibete saído dos infernos? A resposta poderá surpreender. Os Ethereal Riffian surgem da Ucrânia e já têm dois álbuns de estúdio que são urgentes descobrir. Já este "Youniversal Voice" é um trabalho registado ao vivo mas que pela qualidade sonora, nem de tal suspeitariamos - o reverb é muito realmente, mas já ouvimos bandas com tanto reverb em estúdio que parece que foram gravadas numa casa de banho sem telhado dentro de uma catedral. Ainda assim, o som ajuda ao tal efeito hipnótico que se mantém ao longo de todas as sete faixas (não contando com a intro já mencionada atrás).

Para quem aprecia world music, principalmente na tal vertente do som do Tibete, vai adorar o feeling geral deste trabalho e faixas como "Wakan Tanka", um mega épico de doze minutos vão cair que nem gingas. Aliás, todo o trabalho, como um todo é um festim para todos os que gostam de sonoridades psicadélicas, principalmente quando misturadas com o peso das guitarras. Teremos que acrescentar que a embalagem do próprio CD, pelas fotos que vimos (porque só tivemos acesso ao mp3), também promete, pelo que este assume-se como uma aquisição obrigatória.


Nota: 8.6/10

Review por Fernando Ferreira

 

Os Suidakra já divulgaram a pimeira música, intitulada "The Hunter's Horde", do novo trabalho (disponível abaixo).

"Realms Of Odoric", que contém 13 temas, é o primeiro novo álbum em três anos e será lançado no dia 20 deste mês, através da AFM Records.



Por: Patrícia Garrido - 02 Maio 16


Surgiram nos últimos dias na Internet, vídeos onde alegadamente, parece dar para distinguir o vocalista dos Guns N' Roses, Axl Rose, a ensaiar com os AC/DC em Lisboa, para o início da sua digressão europeia, ele que irá substituir por razões de saúde Brian Johnson. Os vídeos, gravados por fãs, podem ser vistos abaixo.

Relembrar que o concerto dos AC/DC no Passeio Marítimo de Algés, em Lisboa, é já no dia 7 de Maio, sábado.

As músicas que estarão representadas nos vídeos serão a "Shoot To Thrill" e a "Thunderstruck".





Por: Carlos Ribeiro - 02 Maio 16


"Prenatal" intriga. Sabemos que pela sua duração não passa da uma intro, mas o ambiente cinematográfico, intenso e próprio de uma peça de música ambiente deixa-nos a pensar sobre o que virá a seguir. Se pensarmos em metal progressivo, não nos enganamos ao ouvir "Eclosion", o primeiro tema a sério deste "Amaryllis", ao que tudo indica o primeiro álbum da banda francesa de metal progressivo Catchlight. Ainda a dita música "Eclosion" não chegou a meio e já estamos agarrados, mas também isso já tinha acontecido na já mencionado "Prenatal". Há um nome que nos surge automaticamente... Riverside.

Não é dizer que os franceses são um rip off da banda polaca mas muitas das suas ambiências principalmente na forma como usam as guitarras, fazem-nos lembrar inevitavelmente os Riverside. Por outro lado, a voz é bastante diferente, mais grave e mais terra-a-terra. Ainda assim, somos embalados entre a melancolia e emoção que temas como "Long Night", "The Awakening" e as duas partes de "Amaryllis' Fall" nos provocam. E apesar dessa sensibilidade ser omnipresente, não deixa de haver peso que também nos impede que entremos em coma.

É o melhor de dois mundos que permite que tenhamos aqui uma grande estreia de metal/rock progressivo de um nome que demonstra ter um talento descomunal para vir a ser um dos grandes do estilo. Parece-nos que a banda francesa ainda não tem editora, o que também será algo que não se manterá certamente durante muito mais tempo, isto se existir justiça no mundo - e antes que os mais pessimistas e cínicos digam que não existe, hoje em dia perante mesmo as injustiças há sempre algo que consegue furar tudo e todos. Cremos absolutamente que o talento demonstrado pelos Catchlight tem essa força.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Este EP marca a quebra do silêncio por parte da banda aveirense Godvlad que lançaram o segundo álbum de originais já em 2014 e que regressa agora com mais seis temas com o seu metal gótico fundido com death metal. Potente, a nível de produção, mesmo que não se goste muito de metal gótico, fica-se aos poucos hipnotizado seja pela dinâmica dos temas entre si que tanto nos transmitem agressividade como as melodias mais próprias dos sons góticos. Assim do lado do grupo dos primeiros temos "Broken", mais directo, enquanto uma "Game Of Shades" já se assume como metal gótico mais clássico, com alguns detalhes electrónicos que até resultam.

O EP serve para calar o silêncio e fazem desejar com que o terceiro álbum não demore muito. Não é porque tenham um som extremamente original - o que é que é isso nos dias de hoje se não mais que uma utopia? - até porque os guturais por parte de Sérgio Carrinho fazem lembrar os de Felix dos Crematory, quando conseguiam ter um impacto bem mais considerável que aquele que têm hoje em dia. A sua grande vantagem é conseguirem criar músicas que cativam ainda que nem sempre entrem à primeira como a "Sadistiction", mas que acabam por cativar com alguma insistência. No final não é preciso muita para ouvir este trabalho umas quantas vezes de seguida. Recomendado.

Nota: 8/10


Review por Fernando Ferreira


Para muitos, um dos álbuns definitivos de death metal, o que não é de estranhar que fosse um dos últimos a levar tratamento de reedição de luxo por parte da Relapse Records. Muitos dirão que o melhor ficou para o final, já que “Scream Bloody Gore” é um dos trabalhos de referência para a génese do género death metal. Os Death sempre foram uma banda que nunca se repetiram, havendo no entanto algumas semelhanças de álbum para álbum, mas aqui temo-la n sua essência mais primitiva e clássica.

Esta reedição tem várias formas. Formato digital, de dois CD, de três CDs e vinil. Só tivemos acesso à versão de dois CD, pelo que só nos podemos referir a essa. No primeiro cd temos o álbum completamente remasterizado das tapes originais, um processo que não desvirtuou em nada o som original, pelo contrário, enquanto no segundo CD temos uma série de ensaios, que já se tornaram lendários – os Death antes do seu primeiro álbum de originais, editaram uma catrefada de demos e ensaios – e sete temas das sessões originais de gravação.

A qualidade sonora não é grande coisa – e até é um pouco misterioso o motivo de incluir duas versões de uma versão para lá de podre e algo desafinada da “Do You Love Me? dos Kiss. Uma já chegava – ou seria demais. Ainda assim, é uma reedição e um pacote obrigatório para quem não tem (pecado) ou não sabe sequer do que se trata (blasfémia! Já para a fogueira!!). Um dos momentos fundamentais da música extrema que tem aqui o tratamento que merece e a prolongação do seu legado para futuras gerações.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Se fossemos pessimistas poderíamos dizer que o facto de uma banda que copia a fase específica de uma outra de forma assumida e descarada era sintomático com a falta de criatividade na música, neste caso, extrema. No entanto é mesmo o oposto. “Savage Land”, a estreia dos norte-americanos Gruesome, foi uma das grandes bombas death metal, não porque é mais Death que os próprios Death em 1987, mas principalmente por ser um trabalho com músicas intemporais e uma homenagem digna a uma das maiores bandas do género. É essa diferença ténue que faz toda a diferença. E se quem pensa o contrário acha é fácil fazer algo do género, porque é que não o fizeram antes?!

Este EP de seis músicas surge pouco tempo depois da estreia e é um continuar no mesmo caminho antes trilhado, o que quererá dizer que é vício autêntico non-stop, transformando pouco menos de vinte minutos em horas de prazer e deleito auditivo. O factor de surpresa poderá já não existir mas mesmo assim, para quem aprecia death metal clássico, é impossível não ficar extasiado com temas como “Forces Of Death”, “Raped By Darkness” ou ainda o tema título, de longe o melhor tema. Venha mas é o segundo álbum que daqui a pouco o mp3 gasta-se de se ouvir tantas vezes num tão curto espaço de tempo.


Nota: 8.8/10

Review por Fernando Ferreira


A máquina debulhadora belga está de volta. Foram apenas dois anos desde “The Necrotic Manifesto”, mas a sede por sangue é difícil de aplacar, a não ser que tenhamos, claro, outro álbum dos Aborted. “Retrogore” é o título provocativo do nono álbum da banda belga que conta já com uma respeitável carreira (não só em termos de quantidade mas principalmente em termos de qualidade) e não é aqui que a coisa descamba. O início é demolidor com uma sequência de temas (se ignorarmos a intro “Dellamorte Dellamore”) que nos deixa logo arrepiados, no bom sentido.

O tema título, “Cadaverous Collection” e “Whoremageddon” são um festim de riffs, ora mais brutos, ora mais técnicos e de solos fantásticos. Simplificando a coisa demasiado, é como se tivéssemos o “Heartwork” e o “Necroticism – Descanting The Insalubrious” no mesmo pacote, mas sem a suecadas de Michael Amott. Variado, cheio de dinâmica mas sem desprezar a potência – “Termination Redux” e a sua pianada que surge a meio é um bom exemplo oua forma como “Divine Impediment” nos aponta na direcção do black metal também.

Além da dinâmica, é a intensidade que nos prende. Não é fácil surpreender no death metal (hoje em dia, não é fácil surpreender no quer que seja) mas os Aborted apresentam-nos doze temas que se sustentam sozinhos e que juntos fazem de “Retrogore” um excelente álbum de death metal. Para os fãs, é precisamente aquilo que queriam e precisavam. Para os que não os conhecem provavelmente é o que precisam e não sabiam. Seja como for, é mais um álbum de qualidade acima da média mas que só o tempo dirá se é um dos seus melhores momentos. Por agora estamos muito satisfeitos, mas desconfiamos que se calhar não chega para dois anos.


Nota: 8.6/10

Review por Fernando Ferreira


Não só a Frontiers pega nos nomes clássicos do hard rock que nos são conhecidos como naqueles que não são imediatos. É o caso dos Treat, banda sueca de hard rock que teve algum sucesso na segunda metade da década de oitenta e que sucumbiu no início da década de seguinte, tal como muitas bandas do género, vítimas da mudança de moda. Entretanto a banda já teve três regressos, sendo o primeiro em 2006, que durou até 2011, onde editaram um dos seus melhores trabalhos, “Coup De Grace”; o segundo foi em 2013/2014 apenas para alguns concertos e no ano passado, a terceira vinda, cujo resultado é precisamente este “Ghost Of Graceland”, já o sétimo álbum de originais.

E é um bom resultado. Excelente mesmo. Com um som bem poderoso e grave, a banda não nos apresenta um hard rock requentado e próprio de outrora. O temo título que abre o álbum é um bom exemplo de como se consegue juntar melodia e um bom (e pesado) groove roqueiro, e não é caso isolado. “Better The Devil You Knoe” e “Non Stop Madness” e “Too Late To Die Young” são outras grandes malhas, num conjunto de temas onde malhas efectivamente não é coisa que falte e, claro, as belas das baladas de fazer encher alguidares de lágrimas e algum azeite.

Já vimos muitos exemplos de bandas que a Frontiers foi repescar e algumas, independentemente da qualidade que tenham, acabam sempre por tentar ir buscar aquele espírito da década de oitenta que nem sempre faz sentido nos dias de hoje. Aquilo que há que louvar neste “Ghost Of Graceland” é que a banda lança um conjunto de temas que é fiel ao hard rock e mesmo assim insere-se bem nos dias de hoje – para ser moderno não é preciso usar scratchs, batidas ou arraçados de rap e hip-hop, por muito difícil que possa parecer fazer crer. Um excelente álbum de hard rock.

Nota: 8.4/10

Review por Fernando Ferreira


Os Five Finger Death Punch foram processados pela sua editora, Prospect Park, por não cumprirem um acordo de entregar um álbum novo e uma colecção de êxitos. Além disso, a banda é acusada de tentar ganhar dinheiro de forma vergonhosa, aproveitando-se do vício de um dos membros. 

Em resposta ao processo, o grupo publicou a seguinte declaração: "Pessoas desesperadas fazem coisas desesperadas. Estamos tristes mas não surpreendidos pelo processo. É a última de uma longa lista de tácticas abusivas por parte do nosso ex-manager e actual presidente da editora, Jeff Kwatinetz, para extorquir dinheiro".

O grupo vai realizar uma tournée, tendo como convidados os Shinedown e como bandas de suporte Sixx:A.M. e As Lions. Uma parte do valor do bilhete será revertido para várias instituições de caridade.

Por: Patrícia Garrido - 30 Abril 16


Preparados para um festim de Virgin Steele com mais de três horas? É precisamente o que temos aqui, neste triplo CD onde vemos reunidas as duas partes do já clássico “The House Of Atreus”, originalmente editados em 1999 e 2000 e ainda temos direito a muitos extras de encher o olho e ouvido. Então além dos dois CDs, ainda temos o MCD lançado no meio dos dois que traz alguns temas com misturas diferentes – na altura o MCD serviu como antecipação e ponte à segunda parte.

Para aqueles que ainda não têm os dois álbuns em questão (e o MCD “Magick Fire-Music”) esta é uma excelente oportunidade de ficar com tudo num pacote bem atractivo – senão mesmo obrigatório. Tendo em conta os últimos trabalhos da banda terem sido recebidos de forma menos entusiástica, esta poderá ser uma forma de tentar capturar o interesse a novos fãs com a re-apresentação de um dos melhores momentos criativos da banda de heavy/power metal norte-americana.

Os álbuns em si beiram a perfeição, tendo apenas a problemática dos teclados soarem demasiado artificiais e a não terem tanto impacto como seria o desejado. Por outras palavras, se este trabalho (principalmente o Act II) fosse apresentado com um outro tipo de som, nem que fosse samples de orquestra – e hoje em dia as soluções a este nível são imensas e de qualidade inquestionável – o impacto sem dúvida que seria muito maior. Ainda assim, e tendo em conta que já lá vão quase vinte anos, envelheceu muito bem e continuam (os dois actos) a ser obras de referência do estilo.


Nota: 9/10

Review por Fernando Ferreira


Nós, os portugueses, sempre tivemos a apetência para o som gótico. Quando o metal começou a florescer na década de noventa, muitas bandas que começaram em géneros mais extremos, acabaram por ir desaguar ao metal gótico e na maioria dos casos, até muito bem. Os Inner Blast não são um desses casos mas uma banda que demonstra ter um bom potencial para se estabelecer como uma das propostas mais competentes dentro deste género específico.

“Prophecy” é o álbum de estreia da banda lisboeta que já tem dez anos de carreira, tendo apenas na bagagem um EP lançado 4 anos atrás. Esta estreia começa com um “Private Nation” que consegue nos puxar e cativar com a sua toada mais sinfónica e com a voz de Liliana a oferecer uma dupla abordagem vocal, tanto melódica como mais rasgada, à semelhança do que as Black Widows faziam no início de carreira. Esta abordagem nem sempre resulta mas a média final é positiva.

Há algumas músicas que se destacam, como a “Darkest Hour” (excelente trabalho de guitarras) e “Tears”, mas no geral este é um trabalho bastante equilibrado que puxa para o lado mais místico e hipnótico do género. Já ouvimos propostas mais sólidas, mas tendo em atenção de que se trata da estreia e de que o potencial evidenciado é realmente muito, temos aqui um boa indicação de que a tradição portuguesa de fazer metal gótico continua cheia de qualidade. Uma banda a seguir de perto.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira



Poderão pensar logo “que raio de nome é este, afinal?” que não vos ficámos a olhar de lado. Foi exactamente o que pensámos também. A banda norueguesa parece uma reciclado de Celtic Frost do novo milénio, mais javardo e com menos cuidado nos arranjos, havendo aqui o inevitável “OUGH!” a surgir volta e meio no início das músicas. Antes de mergulhar nesta reedição dos dois últimos álbuns e na profunda questão se a reedição se justifica ou não, vamos lá mergulhar nas águas turvas desta banda norueguesa.

A banda tem toda uma aura punk tingida a black metal e sludge (incrível as coisas que chamamos de sludge hoje em dia e que antes era simplesmente Celtic Frost) que não corresponde à sua imagem – o que por um lado é refrescante – e essa aura, traz-nos dois álbuns particularmente diferentes. “Snakereigns” é um monstro de punk metalizado a lembrar um cruzamento como se tivéssemos os Celtic Frost a procriar que nem uns animais com os Misfits, com direito a arrastamento ameaçador e tudo na “We So Heavy”.

Já “Night Jerks” é um bicharoco diferente principalmente por se tratar do primeiro álbum após a lesão de BlackRace que foi o guitarrista da banda e passou para os teclados por estar incapacitado para tocar guitarra. Apesar da aura negra e podre continuar bem presente, temos algo mais que quase que transforma em algo new wave e industrial – como “Rose Crux” e o épico exagerado “Cosmic Wynter” comprovam. Ouvir estes dois álbuns seguidos é surreal porque chega a uma certa parte de “Night Jerks” que pensamos estar a ouvir uma qualquer compilação de som da vanguarda obscuro e não a mesma banda.

O melhor será mesmo ouvir os trabalhos em separado, é o caso típico em que menos é mais. A nota terá de reflectir obrigatoriamente a soma dos dois. Pelo texto acima não difícil perceber onde está o desequilíbrio.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira


Al Jourgensen é um nome que estará para sempre associado aos Ministry mesmo quando se aventura por outros projectos. É certo que os Ministry ressuscitaram depois de mais uma morte certa, mas que mesmo assim pareciam que estavam mortos e não tinham dado conta, com os últimos álbuns a parecer que andam a arrastar a carcaça, no entanto, aquilo que os projectos de Jourgensen nos dizem é que por muito que os Ministry arrastem a carcaça, as aventuras fora da mítica banda industrial normalmente são para esquecer – como os Gravity Kills bem provaram na década de noventa.

Neste caso específico, o mérito maior de Surgical Meth Machine é fazer-nos querer desejar o regresso dos Ministry, mesmo a cheirar mal e cheio de insectos e lesmas. Pode parecer algo bastante duro de se dizer mas o que é certo é que é essa a impressão que fica após ouvirmos várias (muitas) vezes esta estreia deste novo projecto. Nesse aspecto estamos de consciência tranquila, já que tentámos. Tentámos muitas, muitas vezes, até ao ponto de achar que foi perda de tempo.

O metal industrial é sempre um género algo complicado de conseguir cativar sem parecer demasiado banal ou demasiado dançante e esta estreia é simplesmente demasiado… instável. Temos momentos alucinados como as “Tragic Alert” e “I Want More” e outros quase dançantes como “Just Go Home” enquanto outras coisas que não fazem o menos sentido como “Unlistenable”. Irrita por não ser claro qual a intenção, ser extremo apenas para ser extremo, ser esquisito apenas por ser esquisito ou simplesmente andar à procura de algo que parece ainda não saber muito bem o quê. Se foi uma experiência, ela não correu bem. Agora para todos os que se queixam dos Ministry… não é melhor que isto?


Nota: 4/10

Review por Fernando Ferreira


O que temos aqui é uma espécie de banda sonora de um documentário realizado por Olivia Wyatt cujo principal objectivo é explorar a cultura do povo Moken que reside tanto na Birmânia como na Tailândia. O resultado sonoro é algo digno de nota ou não estivessem os Bitchin Bajas no leme do barco de som que navega por estas águas apenas antes navegadas em propostas de world music. A parte onde os Bitchin Bajas imperam são facilmente reconhecíveis nas faixas “Poh Lao / Island”, “Ekan Duyung / Sea Cow” e “Apui Koh Mai / Firefly” apenas para citar alguns exemplos mais óbvios. Isto tudo misturado com a cultura do povo Moken.

Não se trata de um álbum difícil de ouvir, apesar da sua natureza algo experimental. O problema acaba por ser um pouco esse mesmo: é fácil demais ouvir. Ouve-se tão bem que acaba por não ficar presente a não ser a vaga noção de que foi um trabalho agradável. Esta música faz muito mais sentido no contexto das imagens, isso fica logo óbvio, no entanto será possível que se sustentem por si só desde que não se tenha uma expectativa muito grande acerca das mesmas.

Para os fãs dos Bitchin Bajas, temos o interesse da forma como os músicos fundem tanto a parte electrónica que lhe conhecemos bem com a parte acústica que facilmente atribuímos à cultura do povo Moken. É uma obra que tem os seus pontos altos – “Poong Kaan / School Fish” é tão intenso quanto hipnótica e poderia servir como banda sonora noutros contexto completamente diferentes – e o único ponto baixo é mesmo o facto de não ser tão memorável quanto seria desejável.


Nota: 7/10

Review por Fernando Ferreira


É incrível como os escandinavos conseguem capturar o stoner arraçado de hard rock tão bem no meio de todo o seu gelo. Os Stonewall Noise Orchestra chegam ao quarto álbum sem dar muito nas vistas mas isso é algo que poderá mudar aqui, com este "The Machine, The Devil & The Dope" que nos apresenta nove temas de hard rock cheio de groove sulista aos quais somos obrigado visitar várias vezes. Tudo pela simplicidade com que o mesmo nos brinda, uma simplicidade alarmante e que foi o próprio objectivo da banda para este trabalho.

E lá pelo rock ser simples não quer dizer que não seja interessante - na maior parte das vezes é quando é mesmo simples que as coisas se tornam realmente interessantes. O foco da banda são os riffs, os refrões apelativos - aquele refrão da "Welcome Home" parece que está connosco desde sempre ou pelo menos que vai ficar connosco por sempre - e principalmente muita energia genuína. Nos tempos que correm, é muito fácil termos bandas que colapsam porque simplesmente não sentem aquilo que estão a fazer, mas esse risco não existe por aqui já que temos a verdadeira paixão pelo rock.

Não se trata de coleccionar elementos para cumprir uma fórmula que actualmente é bastante actual. É apenas termos temas que nos agarram pelos ouvidos e não querem mais largar, além de termos uma dinâmica muito boa que nos permite ouvir o álbum todo sem cairmos no aborrecimento como o rockão da "Into The Fire", o proto doom da "Don't Blame The Demons" ou ainda a bem hard rock clássico "Superior" e o seu refrão fantástico bem comprovam. Para quem for fã das sonoridades mais clássicas, têm aqui mais uma obra a descobrir a fundo.


Nota: 7.6/10

Review por Fernando Ferreira


Álbum de estreia dos Egokills que têm um som refrescante apesar de longe de original. E que nos prova que não devemos julgar um livro pela sua capa, neste caso, pela sua primeira música. "Reckoning" parece-nos uma mistura entre hard rock sleazy e o metal mais moderno, mas conforme nos chega "Lifestruck" e as suas vozes guturais agressivas com umas melodias de guitarra que poderiam estar a servir de banda sonora para um livro de crianças, teremos que atirar a toalha para o chão e desistir, já que é difícil tentar definir o que quer que seja. O facto da própria banda chamar o seu som de hippie metal também não ajuda nada.

Conforme os temas se vão sucedendo, acabamos por não ficar muito longe da primeira impressão e acaba por ser a que melhor se enquadra com aquilo que podemos ouvir aqui, principalmente pela voz que sugere mesmo aquele hard rock típico de L.A. da década de oitenta. O problema é que as músicas, na sua grande maioria, não ficam. Não colam, por muito que tentemos mandá-las à parede. Quando parece que estão a colar, elas escorregam e caem no chão - "Metamorphosis" é um desses casos, em que começa a entusiasmar mas depois depressa começa a aborrecer.

Se for apreciado sem qualquer tipo de expectativa, é um álbum agradável de se ouvir. As músicas não ficam à primeira mas são melódicas e (quase) orelhudas, mas simplesmente não chega. No final do trabalho, pouco fica e o que fica é inconsequente. Sabemos que está tudo criado e inventado e é de louvar tentativas de inovação como aquelas que foram tentadas (misturar metal mais pesado ao hard rock sleazy), no entanto é uma tentativa gorada. Havendo um caminho para o futuro da inovação da música, ele não passa por aqui.


Nota: 5/10

Review por Fernando Ferreira


Quem é que daqui não conhece os verdadeiros amigos? Teremos que ser honestos, nós não conheciamos. E conforme "Stay In One Place" nos surge nos ouvidos, ficamos a pensar se será o álbum correcto? Se aquilo que estamos a ouvir é mesmo lançado pela Relapse Records. O seu som que tem tanto de pop como de punk (ou chamado punkeka), deixa-nos mesmo na dúvida. Sabemos que a editora norte-americana é bem eclética e normalmente gosta de apostar em coisas que não lembram ao diabo, no entanto essas apostas são sempre na vertente do extremo e do esquisito.

"The Home Inside My Head" não é extremo nem esquisito. Quer-se dizer... poderá ser esquisito pela forma como soa tão banal. Não estamos a falar da qualidade, que essa está presente e é evidente. Estamos a falar que esta sonoridade seria mais própria de encontrar num filme qualquer norte-americano para adolescentes e esse sentimento percorre o álbum todo e acaba por ser uma das principais barreiras para que se consiga apreciar verdadeiramente o que aqui se passa. A melodia é uma constante, assim como os refrões apelativos mas fica-se com a sensação de que já ouvimos isto vezes sem conta nos últimos tempos.

"Stay In One Place", "Scared To Be Alone", "Mess" (tão genérico que parece que mistura na mesma música os Blink 182, Jimmy Eat World e Lit) e "Isolating Everything" são bons exemplos da contradição que é "The Home Inside My Head". Por um lado, sem falhas no que diz respeito a produção, execução e até nas músicas em si, mas por outro, acaba por soar tudo igual a outras coisas que já foram ouvidas antes. Teremos que reconhecer a qualidade do trabalho, sabendo que o mesmo cumpre quase na perfeição os requisitos para um disco deste género, mas teremos que referir obrigatoriamente que não nos preenche e que se fizesse parte da nossa colecção pessoal, não iriamos pegar nele mais vezes.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira



Os Devildriver foram a reabilitação de Dez Fafara, depois de três álbuns com os Coal Chamber que os apreciadores de metal não têm grandes recordações - os fãs de nu-metal hoje em dia gostam de outra coisa qualquer. Quando os Coal Chamber regressaram, pensou-se que talvez os Devildriver tivessem sido mandados às urtigas, mas tendo em conta o resultado final desse regresso dos Coal Chamber, tal decisão teria sido totalmente errada - opiniões pessoais à parte. Os Devildriver sempre tiveram uma raiva e uma genuidade que os Coal Chamber nunca tiveram e aliado ao elemento de surpresa, acabou por conquistar alguns, ainda que esse impacto inicial se tivesse dissipado um pouco.

Entre lançamentos mais inspirados que outros, eis que a banda está de volta com este "Trust No One", o sétimo álbum de originais da carreira. E logo à partida impressiona. Indo buscar muito mais ao death metal melódico do que antes, "Testimony Of Truth" é uma grande malha de porrada sonora à qual nos submetemos com prazer.E embora o trabalho seja dinâmico o suficiente para não nos aborrecer (atentar no groove ameaçador e quase hipnótico da "My Night Sky" - se tivessemos chegado agora à banda, poderíamos jurar que tocavam death/thrash metal moderno, o que também não está longe da verdade de qualquer forma), consegue manter uma linha condutora no que à agressividade diz respeito.

Existem alguns momentos onde as coisas não são tão efectivas ou mais prevesíveis - "This Deception" é um deles - mas a qualidade geral é muito boa, tão boa ou melhor até que aquilo que a banda fez até agora) - mas no geral este é um trabalho sólido ao qual conseguimos dedicar várias audições. Não sendo própriamente original, principalmente por se aproximar às tendências da (ainda) moda, sendo que o elemento hardcore (ou metalcore) acaba por estar presente, mais que não seja na forma como o amigo Dez cospe as letras e na própria estrutura das músicas. No entanto também temos muitos bons solos e forte feeling metálico. Agora digam lá, com uma banda e álbum assim... quem é que precisa de Coal Chamber?


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira


EP dos alemães Six Reasons To Kill que serve para matar as saudades já que a malta não dizia nada desde 2013. Os três anos de ausência não provocaram muitas diferenças no som da rapaziada: continuamos a ter o death metal misturado com metalcore - não é fácil de perceber mas explicamos. Temos o death metal aliado aos tiques mais modernos, próprios do metalcore - em duas faixas que passam num repente mas que são altamente apreciáveis, mesmo que à partida soem como aquilo que já estamos (mesmo) cansados de ouvir. Não sabendo porquê, resulta.

Talvez seja da energia, talvez seja da produção, não sabemos. Energia encontramos a rodos em obras que não nos dizem nada e qualquer banda de metalcore goza de uma produção impecável, pelo que a única coisa que sobra, é mesmo o facto de termos músicas que acabam por encontrar o ponto de equilíbrio entre dois mundos que por vezes julgamos que seria melhor nunca se ter cruzado. Por momentos, porque aqui, "Rote Erde" e a surpreendente cover dos Dismember "Of Fire", são altamente eficazes. Deu-nos vontade de andar a passear pela sua discografia. Já é um impacto considerável.


Nota: 8.5/10

Review por Fernando Ferreira


Pela introdução da "End Of Time", até nos parece que estamos perante algum colectivo de death/black metal blasfemo mas sabendo de antemão que se trata de um álbum lançado pela Iron Shield Records, ficamos confiantes de que será uma proposta mais tradicional. E assim é. Os Thunder Lord são chilenos, e para quem não sabe, este é já o seu terceiro álbum de originais da banda que se move nos terrenos do heavy metal vitaminado (embora o heavy metal vitaminado seja por excelência o power metal, há por aqui alguma crueza underground que nos impede de lhe chamar isso. Pancadas, admitimos).

A abertura com o já mencionado "End Of Time" dá-se em grande, apesar do tema em questão perder um pouco de tempo no seu início com uma espécie de intro (assim é batota, o facto de se colocar uma intro e uma música numa mesma faixa, ou seja, disfarçada, não faz com que ela se torne mais relevante) mas no final o que fica é a sua paixão, pura, parece-nos, pelo heavy metal e pelos solos de guitarra algo ingénuos mas que por ese motivo se toram bem entusiasmantes. Na realidade, são os solos que safam alguns temas mais fracos que parece que não nos levam a lado nenhum, como a "Leave Their Corpses To The Wolves" que demora a entrar.

E isso deixa-nos divididos. Por um lado temos realmente um trabalho de guitarra que é realmente acima da média, mas por outro temos algumas músicas que não estão bem ao nível daquilo que inicialmente estaríamos a antecipar, assim como existem outras que acabam por parecer muito semelhantes entre si. No entanto, se deixarmos as exigências por uns momentos, não demorará muito tempo até que fiquemos rendidos, mais que não seja pela energia de malhões como a "The Darkness's Breath", que tem um ritmo fantástico e solo a condizer. Para quem não conhece e é fanático por heavy metal, está aqui uma banda que está a fazer falta no reportório.


Nota: 6.7/10

Review por Fernando Ferreira


Nem só nos chega metal neo-clássico nos chega da Itália, também temos hard rock como aquele que os Seventh Veil tocam. Hard rock e do bom, a chegar por vezes ao metal. No entanto, ao falarmos de hard rock, não se pense que estamos a falar de algo próximo de Aerosmith, Guns'N'Roses ou Mötley Crüe. O som aqui é bem moderno e bem enquadrado nos tempos presentes como o primeiro single, "Devil In Your Soul", tão bem demonstra logo no início do disco (a seguir a uma breve introdução na forma de "Vox Animae/rEvolution").

E qual a importância de referir esta distância entre o som de hard rock mais clássico (e até sleazy) e aquilo que a banda nos apresenta agora? Toda, já que é precisamente desse estilo de sonoridade de onde os Seventh Veil vêm. Optaram por uma abordagem bem mais moderna e esta é uma aposta ganha já que o som da banda não está descaracterizado - não é como se tivessem passado a tocar new age ou kuduro - e as músicas surgem de forma mais intensa, com grandes riffs (atentem no início da "Together Again" para se ter uma ideia rápida da coisa) e, igualmente importante, grandes solos.

A voz também continua perfeita para género, ainda que mais directas, não perdendo todavia o seu potencial melódico. Mas nada disto interessa se não tivermos boas músicas e efectivamente boas músicas é o que temos em malhas como "Living Dead", "Broken Promises" e "No Way Train". Esta nova abordagem também não significa que não temos as belas das baladinhas ("Dad", "Begging For Mercy", "Nothing Lasts Forever") que podemos sempre discutir se seriam necessárias ou não - no que nos diz respeito, até as suportamos, agora a intro para a "Dad", "Song For M", é que seria algo dispensável. No final é uma questão de gosto, mas isso não altera a forma como encaramos "Voc Animae", um excelente álbum de hard rock moderno".


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira


Os alemães Destruction anunciaram hoje uma nova digressão europeia que os próprios irão encabeçar, a ser realizada este ano com os norte-americanos Floatsam & Jetsam, os suecos Enforcer e ainda as brasileiras Nervosa. Portugal está no caminho desta digressão de Thrash Metal, com uma data em Lisboa, no RCA Club e no Porto, no Hard Club, dias 28 e 29 de Setembro, respectivamente.

A banda alemã estará a actuar com o seu mais recente álbum, "Under Attack", que será lançado no próximo dia 13 de Maio através da Nuclear Blast Records. 

Mais informações sobre a venda de bilhetes e hora dos espectáculos para breve.


Por: Carlos Ribeiro - 29 Abril 16