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Numa esquisita noite quente de Outubro (como ainda se faz sentir e já vamos praticamente a meio do mês), o calor das pedras da escadaria do Mercado Ferreira Borges e a cerveja do bar exterior foram os anfitriões daqueles que estavam a chegar para aquela que se esperava ser mais uma grande noite de Metal. Six Reasons To Kill, Noctem, Keep Of Kalessin, Melechesh e Samael foram as atracções de mais um evento levado a cabo pela SWR-inc, que já (desde há muito tempo) se instalaram como a entidade promotora mais proeminente e activa no norte de Portugal.


Apesar do movimento que se fazia sentir nas fronteiras do Hard Club, os Six Reasons To Kill foram, claramente, a banda mais sacrificada da noite no que toca a audiência. Mesmo assim, a juventude e genica desta primeira actuação não foi de todo abalada. Uma mistura entre Death Metal, Hardcore e uma pitada de Grind aqui e ali não foram motivos suficientes para chamar a atenção do público que se manteve algo apático. Sem querer denegrir a imagem dos Six Reasons To Kill, transmitem uma sonoridade já muito gasta.


As hostilidades mais negras surgiram com os espanhóis Noctem. Simpáticos e com o cuidado de perceber se o público preferia castelhano ou inglês, os Noctem deram um concerto mediano, mas apesar de tudo coerente - tão coerente que a sonoridade pouco se diversificava. Contudo, já se viam, sem dificuldade, fãs da banda que nunca os deixaram sós. A banda aposta, indubitavelmente, no impacto visual que vai desde uma espécie de feiticeiro (vocalista) às armaduras do passado Romano (guitarrista) ou até a vestimentas cyber, como se viu com a máscara do baterista. Esta mistura vai também ao encontro da confusão sonora que se fez sentir em momentos mais rápidos e violentos em que só se voltava a ouvir algo mais claro nas passagens melódicas.


Com Keep Of Kalessin, a sala 1 do Hard Club já estava bem composta. Não sei se as expectativas no geral seriam grandes, talvez porque fosse apenas mais uma banda até chegar a vez de Melechesh e Samael. Estes noruegues estão, evidentemente, focados no seu presente onde mergulharam no seu mais recente disco, "Reptillian". Contudo, neste quarteto encontra-se um baterista de excelência que quando mete o pé no acelerador é certo e veloz e um guitarrista, visivelmente, experiente que perdeu apenas nos seus solos devido à falta de uma segunda guitarra. No intervalo das músicas ouviram-se muitas pessoas a comentar o tema da Eurovisão, assim como o pedido para que essa música não fosse tocada. Sem, praticamente, regressarem ao passado, a actuação acabou com o single "Ascendant", do álbum "Kolossus".


Numa noite pautada pela rapidez entre bandas, o que é excelente quando estão cinco grupos a trabalhar, os Melechesh subiram ao palco. Estava bastante interessado em ver a actuação destes israelitas - não só eu, mas também a maioria dos presentes, algo que, com evidência, se observou nas caras de felicidade da audiência. Os Melechesh apresentaram-se serenos e, creio eu, positivamente certos de um grande concerto. Foi clarividente que a massa de fãs mais fervorosa estava no centro e em frente ao vocalista/guitarrista Ashmedi, mas o guitarrista Moloch não ficou atrás nas atenções, visto que, na cabeça, envergava uma t-shirt num misto de ninja e terrorista (cobertura facial facilmente aprendida em clips do YouTube). Com um exotismo único combinado entre Metal e sons orientais, os Melechesh fizeram-me avançar uns metros e ver de perto esta humilde e enérgica prestação. Foram executados temas como "Deluge Of Delusional Dreams", "Grand Gathas Of Baal Sin" ou "Rebirth Of The Nemesis". Os Melechesh têm, sem a menor dúvida, excelentes razões para voltar ao nosso país.


O concerto de Melechesh acabou (rápido demais para tristeza de muitos) e a vez dos senhores mais aguardados tinha chegado. Samael entraram de uma forma bem pensada, numa combinação entre o presente, o intermédio e o passado, isto é, "Luxferre", "Rain" e "Baphomet's Throne". Seguiu-se um pequeno deslize de Vorph que, sem problema, se deve à falta de conhecimento da Língua Portuguesa onde o «boa noite» foi trocado pelo «boa tarde». A prestação dos suíços Samael foi marcada pela inigualável elegância de Vorph, assim como pela já habitual maneira de estar do baixista Mas em que é proibido parar - constantes saltos, sorriso sempre estampado na cara e, por vezes, perda do baixo no ar são os motes deste músico veterano. Contudo, esta actuação perdeu na falta de presença das orquestrações e sons electrónicos, artefactos estes que pouco se ouviram quando mais eram necessários. Durante o vasto reportório caminhou-se por todos os álbuns, sem esquecer o velhinho "Worship Him" em que "Into The Pentagram" foi tocada, e consequentemente, uma surpresa. Mesmo que todos os álbuns tenham sido relembrados, não posso deixar de dizer que "Lux Mundi" foi o disco mais requisitado pela banda e assim se ouviram diversos temas, focando-me apenas em "In The Deep", "The Truth Is Marching On" e "Antigod". Este último acompanhou "Ceremony Of Opposites" e "My Saviour" num encore que finalizou mais um concerto de uma (grande) banda que ainda sinto ser pouco e mal amada pelos Portugueses.


Texto: Diogo Ferreira
Fotografias gentilmente cedidas por António Aguirre do website Craneo Metal


Agradecimentos: SWR-Inc