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Desde que nos anos 60 o Alto Minho recebeu Vilar de Mouros, que esta região incorporou a capacidade para bons e bonitos festivais, no seu ADN. o Sonic Blast Moledo é mais um desses exemplos, desde a sua fundação em 2011.

Na edição deste ano, a novidade estava no Warm-up, na véspera do primeiro dia oficial, e dividido por dois espaços: Paredão476, com The Dead Academy e Ana Paris, e Ruivo’s Bar, com Milhomes, Big Red Panda e The Black Wizards. O aquecimento funcionou, logo com mais gente que o previsto, antecipando a enorme afluência de público, nos dois dias seguintes, em que quase se atingiu as três mil pessoas.
Dia I

Como noutras edições, o festival dividiu-se entre o Pool Stage e Main Stage, com o primeiro a funcionar de tarde e o principal a partir do pôr-do-Sol. Logo no primeiro dia, os viseenses Maize abriram hostilidades, debaixo de um Sol escaldante, mas com água fresca bem ao lado. Seguiram-se os Asimov, duo lisboeta apenas com guitarra e bateria. Convém por esta altura explicar que no Sonic Blast se serve Stoner, seja qual for a sua vertente. Se lerem Rock, traduzam por Stoner Rock, se for psicadélico, Psych Stoner… seja qual for o sabor, será sempre Stoner!  No caso dos Asimov, pode-se afirmar que se inscreviam no psicadélico, enquanto os britânicos Possessor, que lhes sucederam, estavam mais próximos do Metal, por vezes algo monótonos, com um alinhamento baseado em “Dead By Dawn”, trabalho de Julho deste ano, do qual tocaram, entre outros, “Without Warning”. Para terminar a tarde, os irmãos Correia, com a banda do mesmo nome. Para quem ainda não sabe, Mike (Meneater, More Than A Thousand) e Poli (Sam Alone, Devil In Me), são os Correia e “Act One” o seu disco de estreia, natural base para o concerto que encerrou a tarde na piscina. Com ambos os músicos a partilharem vocais, “Deceiver Of The Sun” foi um dos melhores temas de um concerto bom, que merecia o palco principal.

O Main Stage começou com os franceses Brain Pyramid, que trouxeram um blues rock, em que os solos de guitarra tiveram particular protagonismo. O concerto acabou a soar um pouco como o seu recente “Magnetosphere”, em que o improviso predomina. Interessante para início de noite. Seguiram-se os asturianos Acid Mess, que começaram bem suaves e evoluíram para um turbilhão de notas, ao longo da sua actuação, num psych rock que em determinados momentos lembrava King Crimson misturado com Led Zeppelin, com letras em espanhol.

Stoners, antes do estilo ser hype, os portugueses Miss Lava estiveram em grande, frente a um público que os conhecia bem e recebeu ainda melhor. Arrancando com “Another Beast Is Born”, passaram pelos primeiros três temas do novo “Sonic Debris”, ao qual voltariam para encerrar com muito groove, através da faixa “Planet Darkness”. Os norte-americanos Sacri Monti eram esperados por muitos e não desiludiram, embora também não tivessem deslumbrado. O alinhamento do quinteto de San Diego, sofreu deles apenas terem um disco, o qual foi executado na íntegra e pela mesma ordem de aparição das faixas, com a inclusão do tema “Over The Hill”, entre “Slipping From The Day” e “Sitting Around In A Restless Dream”, além de um pequeno solo de bateria que ficou bonito lá quase para o fim.

Mas o grande concerto da noite ficou a cargo dos All Them Witches, com o grupo de Michael Parks Jr. a mostrar o porquê de tão rapidamente se ter tornado popular. Num concerto em que a capa de “Dying Surfer Meets His Maker” era projectada sobre o palco, o público deve ter surpreendido a banda pela forma como os recebeu, talvez por isso a música se tivesse tornado ainda mais intimista, por vezes quase entrando em terrenos pop, mas sempre deambulando por paisagens sonoras de blues rock.

Após a banda de Nashville, veio o furacão também conhecido por Valient Thorr e liderado por Valient, um verdadeiro pregador em palco, sempre pronto a dar o seu sermão, fazer o seu número e contar a sua piada. Isto, sem menorizar os restantes “Thorr”, que debitaram notas, deram espectáculo e mais uma vez não desiludiram os fãs portugueses, já habituados a vê-los nos nossos palcos. Um fim de noite perfeito, com dois grandes concertos.


Dia II

Ao segundo dia, voltava-se ao palco da piscina, mas não ao Sol.  Os nomes foram-se sucedendo e sempre vindos de Espanha: Jay, Bala, Cachemira… e foram estes últimos a merecerem toda a atenção, com um excelente psych rock, quase instrumental, em que o guitarrista Gaston Lainé, parecia um segundo Uli Roth, a emular Hendrix. Os barcelonenses souberam brilhar sobre uma piscina enevoada, algo que os vianenses Vircator não souberam fazer, com um post-Rock instrumental, incaracterístico, como que deslocado no espaço. Mas esse problema de espaço, repetiu-se com os germânicos Spelljammer que, apesar do bom concerto, nunca conseguiram afastar a ideia de que tudo seria bem diferente, para melhor, se num espaço mais escuro, de noite, e não num palco junto de uma piscina.

Mudança para o palco principal onde portugueses voltavam a dar cartas, logo começando com os The Black Wizards, presentes na edição anterior, presentes na noite de abertura e que em palco o justificaram plenamente, numa actuação repleta de energia, com um tema novo, “No Worries”, que não destoou dos habituais “Pain”, “I Don’t Mind”, “Lake Of Fire” e “Wicked Brain”. O habitual solo de bateria ficou marcado por um efeito de luz, que resultou interessante e mostra o cuidado que o grupo está a ter nas suas actuações. Seguiram-se os Killimanjaro que arrancaram com “New Tricks Old Dogs” e logo passaram ao novo Ep com “Hurry, Bury” e “Hook”, num festival que o vocalista descreveu como lhe dando “arrepios”. Tudo funcionou muito bem e ambos deixaram os portugueses orgulhosos das suas bandas, mas logo vieram os Stoned Jesus, com um rock orelhudo, recordando QOTSA, que foram surpreendidos por um público que conhecia bem os seus temas ao ponto do guitarrista Igor Sidorenko ironizar sobre isso e sobre a popularidade dos ucranianos por cá.

Cabeças de cartaz, os Uncle Acid And The Deadbeats, revelaram-se mais densos que no passado, mas nem por a sua qualidade decaiu, mesmo com o concerto a parar após o segundo tema, por questões técnicas. Rapidamente as trevas voltaram ao palco e os ingleses mostraram porque foram escolhidos para uma digressão de Black Sabbath. Ficou com eles a melhor actuação do festival. De seguida, o espaço no palco era preparado para Truckfighters, ou melhor Niklas "Dango“ Källgren, o guitarrista endiabrado que não se cansou de correr pelo palco e que no fim quase destruía a guitarra, ao mesmo tempo que arrasava o palco. 

Numa actuação longa, em que todos estavam rendidos à energia destes suecos, houve mesmo tempo para ser o público a cantar um dos temas e para que a passagem de Truckfighters pelo Sonic Blast ser daquelas que deixará todos a falarem por muito tempo. No final, em jeito de fim de festa, os italianos Salem’s Pot, trouxeram algum burlesco a acompanhar o seu space rock. Pena que o efeito das máscaras caísse ainda antes da actuação, pois os músicos vieram ultimar coisas em palco, já com elas postas. De qualquer forma, serviram de banda sonora para o público, já cansado, abandonar um festival que foi grande. Até 2017!


Texto e fotografias por Emanuel Ferreira
Agradecimentos: Sonic Blast