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Por vezes é difícil perceber porque certas bandas optam por nunca mudar de registo e outras vezes temos casos como o dos americanos, Incantation, que lançaram o primeiro álbum há 25 anos atrás. Incantation usa a mesma fórmula de Death Metal que tem vindo a usar desde o primeiro EP, em 1990 e, de todas as vezes, o propósito é deixar uma impressão destruidora.

"Profane Nexus", o seguidor do óptimo "Dirges of Elysium", de 2014, é mais um álbum digno de registo, numa carreira em que nenhum álbum foi uma desilusão. Certamente que os anos 2000 foram complicados para a banda, tendo em conta que se notava, em álbuns como "Blasphemy", que Incantation tentava manter o espírito do Death Metal sujo “do fundo do poço” vivo sem realmente conseguir competir com algumas das bandas mais novas como os Funebrarum  (que por si só devem vassalagem aos próprios Incantation), pois faltava inovação.

Com os anos 2010 vieram obras mais refinadas, conseguindo sempre manter a energia e agressividade pelo que são conhecidos, numa série de álbuns em que o anterior se destacou. Mais demoníaco que o seu predecessor, mais rápido, e com melhor produção, "Dirges of Elysium", mostrou que os Incantation, quase 30 anos depois da formação, ainda sabem o que estão a fazer e com um objetivo focado.

Neste álbum, novamente produzido pelo mais que experiente, Dan Swanö, a banda oferece-nos um ritual de faixas agressivas, à excepção da quinta faixa, “Incorporeal Despair”. Juntas criam como que um labirinto decadente, rodeado de fogo e com almas a gritar. Não é claramente algo que um ouvinte de Incantation nunca tenha ouvido, mas "Profane Nexus" representa-se a si mesmo como um muito bom disco de Death Metal. Sem rodeios, sombrio, excruciante e sobretudo agressivo, pecando apenas por ser demasiado previsível por vezes, o décimo disco numa carreira cheia de bons discos é um novo marco da nova era de Incantation.

Nota: 8/10

Review por Sérgio Rosado