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A banda norte-americana Skeletal Remains está de volta com toda a força com o seu terceiro álbum “Devouring mentality” lançado pela Century Media no 13 de Abril de 2018. O Johnny e o Chris conversaram com a Metal Imperium...


M.I. - Como descreverias o som dos Skeletal Remains a alguém que nunca ouviu falar da banda?

Johnny: Nós sempre nos consideramos uma banda old school de death metal. Nós, definitivamente, inspiramo-nos em todas as formas de metal e música em geral, mas sempre seremos uma banda old school de death metal. Foi o primeiro estilo de death metal que ouvimos, e acho que é uma daquelas coisas que causam uma impressão duradoura e fica contigo para sempre. Eu recomendo a nossa banda a quem é fã de Death, Pestilence, Gorguts, Obituary, Morbid Angel, Malevolent Creation, Solstace, etc.


M.I. - Como se juntaram?

Chris: Éramos amigos de escola que queriam tocar a mesma música e ter a mesma visão, nada mais do que isso.


M.I. - Depois de lançar o primeiro álbum, a banda fez uma pausa… por quê? As coisas não estavam a acontecer como queriam?

Chris: Não, a banda nunca fez uma pausa. Haha! Pelo menos não achamos isso, pois estivemos sempre a trabalhar o máximo que podemos!


M.I. - O novo álbum “Devouring mortality” inclui 11 faixas com títulos complicados. Supostamente esta é a vossa obra mais diversa e esmagadora. Porquê?

Johnny: Sinto que é hora de aumentar um pouco a intensidade. Entrei na banda na altura em que o processo de escrita de “Devouring Mortality” estava a um quarto do caminho. Eu poderia dizer que os membros da banda realmente queriam levar as coisas para o próximo nível neste álbum e sinto que fizemos exactamente isso. É um pouco mais directo que os outros álbuns, embora ainda tenha muitas reviravoltas como “Condemned to Misery”. Há um uso proeminente de blast beats e riffs muito mais intensos que trazem uma dinâmica realmente nova e especial. Os vocais do Chris estão muito mais agressivos também, o que combina com o novo som muito bem.


M.I. - O que nos podes dizer sobre as faixas? Quais são os tópicos abordados nas letras?

Johnny: Como disse anteriormente, todos trazemos influência de vários lugares diferentes. O nosso baixista Adrian escreveu a maioria das letras neste novo álbum e acho que fez um trabalho absolutamente arrasador em tudo o que escreveu. Eu acho que o "conceito" versátil ou o tema geral é sobre o fim catastrófico do mundo em si. Nós gostamos de pegar nas nossas letras e pensar: "Seria realmente fodido se isto realmente acontecesse" e então apenas partimos de lá. Todos assistimos a muitos filmes e estamos constantemente a lançar novos conceitos para as letras uns dos outro.


M.I. - Este é o vosso terceiro álbum ... quais são as principais diferenças entre este e os trabalhos anteriores?

Johnny: Como referi, gostamos de ver este álbum como um passo importante em relação aos dois anteriores. O primeiro disco foi muito cortado e seco com um tipo de som mais Death / Gorguts. O segundo foi mais Death num estilo técnico. E com este novo parece que estamos a entrar no nosso próprio som. É versátil, mas permanece fiel ao que esta banda se propôs a fazer... ou seja, tocar old school Death Metal.


M.I. - "Seismic Abyss" é o primeiro vídeo do novo álbum. Como foi gravar um vídeo? Diversão? Cansativo?

Chris: Foi algo a que não fomos habituados e, claro, também foi cansativo. Permanecer no mesmo lugar durante longas horas pode tornar-se cansativo. Haha! Mas foi definitivamente divertido e o resultado disso valeu a pena, esperamos poder fazer outro.


M.I. - Como é que as pessoas estão a reagir às novas músicas?

Johnny: O feedback que recebemos até agora foi incrível. Não houve muito feedback negativo até agora, o que é sempre uma coisa boa. Haha! As pessoas parecem pensar que é o nosso melhor lançamento até agora e muitas pessoas disseram que é o lançamento de Death Metal favorito do ano, o que obviamente nos deixa muito felizes. Houve muito que foi feito para fazer este álbum e todos nós passamos muito para o gravar, e sinto que muita da nossa determinação está definitivamente presente nele.


M.I. - A data de lançamento foi 13 de abril, sexta-feira. Acredita que este é um número ou dia de sorte e foi especificamente ou aconteceu de ser definido para aquele dia sem nenhuma razão?

Johnny: Foi completamente uma coincidência. Haha! Eu estava preocupado que a data nos pudesse azarar e ninguém iria ouvir o álbum, mas felizmente esse não foi o caso. Haha!


M.I. - Qual o significado da capa do novo álbum?

Johnny: Quando falamos pela primeira vez com o Dan sobre trabalhar juntos, ele queria algumas ideias sobre o que pretendíamos fazer. Enviamos-lhe algumas das letras que o Adrian tinha escrito e, passadas algumas semanas, ele começou a enviar-nos algumas amostras e ficamos completamente surpresos. Sinto que ele capturou na perfeição a vibração geral do álbum com a sua arte e não poderíamos estar mais felizes com isso. Eu pessoalmente adoro que ele tenha tirado partes das letras e colocado manifestações físicas delas na capa do álbum.


M.I. - O álbum foi misturado e masterizado pelo Dan Swanö e o trabalho artístico foi feito pelo Dan Seagrave. Como foi trabalhar com estas lendas da cena underground? Nos teus sonhos mais loucos, alguma vez imaginaste trabalhar com eles?

Johnny: Crescendo como nerds do death metal, todos sonhamos em poder trabalhar com um ou outro. Mas, finalmente, ter o orçamento para trabalhar com ambos era algo que nunca poderíamos ter previsto. Somos grandes fãs de tudo o que eles fizeram, então foi uma enorme honra e um sonho tornado realidade para poder ter o trabalho deles misturado com o nosso. Ambos são incrivelmente profissionais e trabalharam no duro para garantir que estávamos a obter o resultado final desejado. Eles mantinham contacto constante connosco enviando-nos amostras do seu progresso e basicamente perguntando-nos em que direcção queríamos que eles fossem. Nós não poderíamos ter tido uma melhor experiência a trabalhar com eles e eu só posso esperar que possamos trabalhar com eles novamente no futuro.


M.I. – O vosso amigo Carlos Cruz gravou a bateria para "Condemned to Misery" porque não tinham baterista na altura. O Johnny Vales tocou bateria no novo álbum, mas o Carlos Cruz toca ao vivo com a banda. Quão complicado é encontrar o baterista certo para os Skeletal Remains?

Chris: Sim, o Carlos Cruz é um bom amigo nosso e de longa data e, geralmente, ajuda-nos com o que pode. Então, ele tocou no segundo álbum porque o nosso primeiro baterista se separou da banda, ligamos para o Carlos e ele fez esse favor! Ele também fez com que o álbum soasse muito melhor e exactamente como queríamos que soasse ... nós realmente queríamos que a bateria fosse muito mais técnica nesse álbum. Neste momento o Johnny é o nosso baterista a tempo inteiro, só tinha algumas cenas pessoais a tratar depois do álbum ser gravado e teve que sair por um tempo e é por isso que Carlos estava no vídeo e fez alguns concertos connosco.


M.I. - “Beyond The Flesh” (2012) e “Condemned To Misery” (2015) foram lançados pela editora alemã FDA Rekotz e o novo álbum foi lançado pela Century Media e Dark Descent. Porquê a mudança de editora? Porquê lançar o novo álbum através de duas editoras?

Chris: O nosso contrato com a FDA terminou após o lançamento dos dois álbuns e estivemos em contacto com a Century Media desde o nosso primeiro álbum e sempre falamos sobre possivelmente trabalhar juntos um dia, mas fez todo o sentido mudar para uma editora que será capaz de nos dar apoio em tournée e mais orçamento. Quando se trata de gravar, nós queremos tentar tocar o máximo que pudermos e acho que temos mais oportunidade de fazer isso agora com a Century Media e a Dark Descent a apoiar-nos.


M.I. – O segundo álbum vendeu mais cópias do que o primeiro. Quais são as vossas expectativas em relação a “Devouring mortality”?

Chris: Espero conseguir chegar ao maior número de pessoas possível, seja por compra física, download ou qualquer outra maneira, desde que as pessoas o comprem. Haha! 


M.I. – A voz de Chris Monroy é frequentemente comparada à de Martin Van Drunen e à de Chuck. Aceitas isso como um elogio?

Chris: Claro! É inacreditável e uma honra poder ser comparado a algumas das minhas maiores influências.


M.I. - Fizeram uma tournée europeia com os Angelus Apatrida. Quais eram as suas expectativas?

Johnny: Na verdade, acabamos de voltar dessa tournée há uma semana e foi espectacular! Foi a nossa primeira tournée num bom autocarro, e foi a mais confortável que qualquer um de nós já fez. Haha! As duas bandas com quem fizemos a tournée eram um grupo de pessoas realmente incríveis e divertimo-nos muito a brincar e a festejar com eles. Os concertos foram muito divertidos e eu diria que os principais destaques da foram Hamburgo na Alemanha, Budapeste na Hungria e Barcelona em Espanha. Ganhamos muitos novos fãs na tournée e mal podemos esperar para voltar. Foi uma excelente experiência.


M.I. – Apesar de serem uma banda americana, a vossa principal base de fãs é na Europa. Qual é a principal diferença entre os fãs americanos e os europeus?

Johnny: A Europa é um pouco diferente em termos de cena de metal. As pessoas aí são verdadeiros fãs e participam activamente nos concertos. Alguns dos melhores concertos foram em dias de semana e isso é quase inédito nos Estados Unidos. Na Europa, as pessoas estão sempre muito interessadas em conhecer as bandas que tocam, compram produtos e ficam loucas enquanto as bandas tocam. Eles também são muito antifascistas, o que é extremamente refrescante, considerando que a multidão de metal nos Estados Unidos, geralmente, tem uma mente muito fechada e ignorante. Na Europa tudo se resume ao amor pelo metal e essa é a razão pela qual estamos todos aqui.


M.I. – Os dois primeiros álbuns vão ser reeditados pela FDA Records. Foi vossa a ideia? Quão importante é para vós?

Chris: É óptimo, isso significa que as pessoas estão a comprar, e estamos felizes com isso. Como eu disse antes, ficamos felizes se a nossa música está a chegar ao maior número possível de pessoas.


M.I. - O que estás a ouvir hoje em dia? Ouves o vosso novo álbum repetidamente ou precisas de fazer uma pausa?

Johnny: Todos nós ouvimos muitas coisas diferentes. Algumas coisas que deixaria a maioria dos nossos fãs muito surpreendidos. Haha! Quando recebemos o álbum, tenho certeza que nenhum de nós foi capaz de parar de o ouvir. Haha! Ainda o ouço de vez em quando. Mas ultimamente tenho ouvido muito os Tomb Mold do Canadá. Eles têm uma visão totalmente diferente de death metal da maioria das pessoas. Se ainda não os ouviste, recomendo que o faças.


M.I. Sendo uma banda americana, o que achas das ideias e leis controversas do presidente Trump?

Johnny: Esse tipo é uma piada e deixa-me com vergonha de ser cidadão americano. Isso leva a muitas coisas realmente estranhas no nosso país. Muitas pessoas recentemente sentiram-se com direito para serem abertas sobre as suas visões muito ignorantes e repugnantes sobre minorias e pessoas de uma cor de pele diferente. Tem havido um grande movimento de pessoas dentro da comunidade metal que são abertamente racistas e cometem crimes de ódio apenas porque sim. Eu, normalmente, tento evitar a política, mas esta nova presidência trouxe muita coisa realmente má para as pessoas e isso enoja-me.


M.I. - Por favor, deixa uma mensagem  aos leitores da Metal Imperium!

Ouçam o nosso novo álbum “Devouring Mortality” lançado pela Century Media e Dark Descent! Obrigado pelo apoio! Espero ver-vos na estrada em breve!

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Entrevista por Sónia Fonseca