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Faltavam poucos minutos para as 22h quando cheguei a um Hard Club ainda despido de gente. Chegado à bilheteira para levantar a respectiva entrada, deparei-me com um anúncio de última hora: os Sacred Sin não iriam actuar nessa noite. Não investiguei a situação, mas segundo o anúncio, o cancelamento do espectáculo devia-se a forças maiores. Sendo assim, o início da noite ficou adiado para as 22:40, o que, na realidade, aconteceu.

Do lado de fora, já se viam quatro vultos em palco, envoltos em luz e fumo. Eram os Nefastu. Entrei na Sala 1 do Hard Club ao som dos primeiros guinchos de feedback da guitarra. Penso que os Nefastu se portaram bem e estiveram à altura de uma sala como o Hard Club, mesmo que ainda não estivesse muita gente presente. Mostraram as suas músicas de composição relativamente simples que culminam com a rapidez de pulso do guitarrista e com a veia trabalhadora do baterista. Para aqueles que não suportam vozes agudas e agonizantes, então, esta não é a banda indicada para essas pessoas. Os Nefastu são com certeza uma banda do Underground a ter em conta, mesmo que para alguns, a sua sonoridade comece a fartar passado uns 20-30 minutos.

De seguida, foi a vez dos Scarificare. Uma noite de concerto duplo para Crusher, uma vez que é baixista em Nefastu e vocalista em Scarificare. Confesso que estava expectante em ver esta banda portuense por duas razões: seria o segundo concerto de Pestilens (como baixista) e queria ver a banda actuar num palco maior. Não me desiludiram, sobretudo após a entrada fulgurante do tema “On Cold Reflections”. Por outro lado, a presença em palco continua a ser, para mim, algo desconcertante. Antes de mais, quero também deixar claro que foi na actuação de Scarificare que os problemas técnicos começaram a aparecer, problemas esses que viriam depois a explodir em Inquisition. Contudo, foi durante esta actuação que se começaram a ver os primeiros headbangings, especialmente, executados pelo sexo feminino. A parte mais cintilante terá sido a cover do tema “Freezing Moon”, um original dos Mayhem. Creio que é uma música difícil de executar e os Scarificare deram o seu melhor para que o resultado fosse bom; nota mais neste momento da noite, apesar de algumas pequenas falhas terem sido percepcionadas pelos mais apurados de ouvido.

Perto da uma da manhã, se a memória não me falha, os Inquisition subiram ao palco! A sala já não estava despida como anteriormente e o público estava bem mais junto e perto do palco para ver Dagon. "Astral Path to Supreme Majesties" foi o tema que abriu as hostes a um dos concertos de Black Metal mais intensos e verdadeiros a que assisti. Está desfeita a ideia de que uma banda precisa de ter quatro ou cinco elementos. Apenas duas pessoas (Dagon e Incubus) dão conta do serviço, apesar de alguns auxílios serem bem perceptíveis, como por exemplo, o noise que acompanhava Dagon e a sua guitarra.

Sem vedetismos, a banda encarou os problemas técnicos que surgiram e o próprio vocalista confessou que esses problemas vinham do trigger que geralmente nunca usam. Os Inquisition têm o poder de serem hipnotizantes, não só quanto à sua sonoridade, mas também quanto aos movimentos rápidos e eficazes de acorde para acorde. Apesar de se terem centrado no último trabalho, “Ominous Doctrines of the Perpetual Mystical Macrocosm”, os Inquisition ainda conseguiram ir buscar outros temas de outros álbuns, como por exemplo: “Embraced By The Unholy Powers Of Death And Destruction”, “Crush The Jewish Prophet”, “Ancient Monumental War Hymn” ou “Under The Inverted Black Pentagram”.

Finalizo com nota negativa para os problemas técnicos que, na minha óptica, foram alheios às bandas. Positivamente, realço a irmandade que ainda se faz sentir no meio do público metaleiro, os concertos – como é óbvio! – e a, já evidente, presença feminina num meio tão negro e pesado.


Texto por DiogoFerreira

Fotografias por Ricardo Lopes

Agradecimentos: SWR Inc.