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É inevitável concordar quando se afirma que dentro do espectro do Metal, o Metalcore não será de certeza visto com bons olhos por maior parte dos ouvintes. Mas, como em tudo, há bandas que são uma verdadeira excepção à regra e apresentam uma qualidade fora do normal. Esse é o caso dos Unearth que vinham a Lisboa pela primeira vez, prontos para conquistar o público luso, que respondeu à chamada e se apresentou em força na República da Música, em Alvalade.


Mas ainda antes disso muito boa música havia para ouvir e eram 21 horas quando os Nuklear Infektion se apresentaram em palco para 25 minutos de bom thrash. Este era o último concerto da banda antes de entrar em estúdio para gravar o seu álbum de estreia e o grupo fez questão de aproveitar o tempo que lhe foi concedido. Ainda com a casa meio despida, apresentaram um bom concerto onde foi visível que cada vez estão mais habituados aos palcos. Uma boa performance do quinteto Lisboeta com direito aos hinos "Weapons Of Massive Genocide" e "We're On Command".


Breves instantes e os Borderlands estavam prontos a entrar em palco. Numa sonoridade mais hardcore eram visíveis alguns fãs da banda na frente. Com o som da sala ainda longe de perfeito a banda deu uma actuação capaz de fazer esquecer esse pormenor naquele que foi um festival de breakdowns e slam dances em palco que o público aos poucos ia acompanhando. Tempo para o guitarrista e o baixista virem tocar para junto da audiência como que a pedir maior movimentação, pedido ao qual muitos responderam apenas no último tema e depois de muita insistência do vocalista naquele que foi um concerto que, sem qualquer dúvida, aqueceu o ambiente da sala para as 2 bandas que se seguiam.



O público presenta na sala, que aos poucos ia aumentando de número, estava sedento de hardcore e a tarefa dos Shadowsphere em voltar a pôr um toque Metal no evento não era fácil mas o grupo respondeu ao desafio com profissionalismo e apresentando-se como uma banda coesa e capaz de ultrapassar o obstáculo proposto. O som estava claramente melhor (o título de melhor qualidade de som da noite terá mesmo de ser dado aos Shadowsphere) mas a adesão do público, tal como era de esperar, foi visivelmente menor e nem temas como "Into The Lungs Of Hell" foram capazes de melhorar a situação. Ainda assim, ponto positivo para a banda visivelmente experiente em palco que não desistiu de dar o melhor concerto possível. O fim da actuação ficou marcado pelo tributo ao ícone do Metal, Ronnie James Dio, com uma cover interpretada na perfeição de "Holy Diver" que estará presente no próximo EP do grupo, a ser lançado em breve.



Eram já 23:30 quando os Unearth entraram em palco prontos a conquistar a audiência presente com um ataque directo a "Watch it Burn", do último álbum que conta já com 2 anos. Pela primeira vez em Portugal, o grupo norte-americano tocou os seus mais conhecidos temas que grande parte do público parecia conhecer e fazer questão de cantar junto a Trevor Phipps que ia de vez em quando partilhando o microfone com as filas da frente. "Shadows Of The Light" acompanhou o primeiro tema no que dizia respeito ao foco no mais recente álbum e arrancou o circle pit mais rápido da noite a pedido do próprio vocalista, mas numa setlist muito equilibrada não foram esquecidos temas como "This Lying World", "Endless" ou "Giles" que levaram o público à loucura e que fizeram até Trevor dizer "You Guys Are Fucking Crazy". E pelo que se podia presenciar, era bem verdade. Rapidamente o concerto ia-se aproximando do fim e era altura de "Black hearts Now Reign", com direito a solo de bateria que fez o público parar e concentrar-se nos ritmos frenéticos que soavam do kit de Nick Pierce. Seguia-se "My Will Be Done", sem dúvida o tema mais aguardado da noite. Nada que não fosse de esperar, sendo esta talvez a música mais conhecida do quinteto de Massachusetts que fez questão de a guardar para o fim. Explosão de alegria naqueles que infelizmente eram os últimos acordes dos 50 minutos dos Unearth que vieram a Lisboa dar uma lição de humildade e dedicação que muitas bandas deveriam ver. Concerto terminado, era altura do cumprimento ao público e de alguma troca de palavras onde a audiência fazia questão de dizer ao grupo o quanto tinha gostado da actuação.

Texto por Bruno Correia
Fotografias por Carlos Ramalhete
Agradecimentos: Xuxa Jusássica