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Um cartaz estranho, principalmente pela inclusão da banda de Évora, os Bicho do Mato, à última da hora, mas mais estranho por ter banda a liderar o evento os Spectral Haze, uma jovem banda da Noruega (formada em 2011) apostada em expandir consciências e a provocar viagens com a sua música, que não tem qualquer álbum editado entretanto, apenas uma demo lançada em edição de autor. Como é que uma banda norueguesa, sem álbum de originais e sem contrato com uma editora, vem ao nosso país tocar depois dos A Tree Of Signs? Pequenas questões, se tivermos em conta a qualidade da música, por parte de todas as bandas, da noite em questão.



Começando pelos Bicho do Mato, a banda surpresa, que foi confirmada à última da hora, consequência do cancelamento do concerto que iam dar no Stairway Club no mesmo dia. Um quarteto composto por Daniel na voz e na viola clássica, Tó-Zé Bexiga na viola campaniça, Zé Peps na guitarra folk, slide, bandolim e Ukele e Daniel Meliço na bateria, formado a propósito da iniciativa "Música Portuguesa A Gostar Dela Própria" em 2011 e que anda a preparar a edição do álbum de estreia, andando a percorrer o país nos entretantos. Com um à vontade muito acima da média em cima do palco, num público que não era bem o seu, mas que acabou por conquistar graças a uma boa disposição contagiante e a músicas que incitavam a esse estado de espírito, a banda começou de forma bem experimental, com uma "Vaca Sagrada De Tetas Espremidas" em forma de épico que misturou desde folk até a rock sulista, fruto de slide, pedal wah e muita distorção. Com títulos do calibre de "Pato Psicopata", "Escorpião Amável", "Ossos do Portão da Cova do Cão" foram sete músicas surpreendentes e que deram um valor emergente da música nacional.





Valor confirmado já são os A Tree Of Signs, com EP "Salt" às costas e com o lançamento recente do single "Saturn" que marcou a estreia de Diana Piedade na posição de vocalista. Num registo completamente diferente, mais próximo da soturnidade do doom rock típico dos anos setenta, com muito feeling oculto, a actuação começou com a instrumental "Red III", contando com, além de N.H. no baixo e Pedro Tosher na bateria, com a colaboração de João Galrito nas teclas, passando para a "Red II", a primeira música com Diana na voz que ao vivo ainda consegue causar mais impacto do que em estúdio, vivendo a música e transmitindo essa energia para o público. Passando em revista todo o reportório, o momento alto foi mesmo a novidade "Saturn", que foi aquela escolhida para o encore que não foi bem encore. A única coisa a apontar foi mesmo a comunicação com o público que foi algo estranha, mas provavelmente fruto da inevitável comparação com a banda anterior e do ambiente algo intimista que se respirava dentro do Sabotage Club. De qualquer forma, venham daí mais músicas para concertos mais longos.




Após a mudança de palco, chegaria a vez dos noruegueses Spectral Haze, banda que além de nova na sua existência, parece ser composta por jovens músicos. Vestidos a rigor - ou seja, saídos de uma loja de roupa dos anos setenta, com direito a capa com capuz por parte do vocalista e guitarrista solo Spacewülff. Inseridos numa tour agressiva pelo nosso país - Lisboa (06/03), Barcelos (07/03), Braga (08/03) e voltando a Cascais (09/03), indo para Espanha e depois voltando depois ao nosso país a Viseu (14/03) e Montijo (15/03) - a banda demonstra já ter alguma segurança em cima do palco e argumentos a nível músical suficientemente válidos para estarem em palco mais de uma hora. A fazer o uso inteligente da repetição que permite que se consiga sair do corpo - de certeza que aconteceu durante a versão alargada da "Kashf (Gaining Familiarity With Things Unseen Behind The Veils)", um instrumental que deve ter o mesmo efeito no organismo que LSD em doses cavalares - os noruegueses de certeza que arranjaram mais uma série de fãs que estão muitíssimo curiosos pelo álbum de originais. O único menos positivo foi mesmo a voz, carregada de efeitos, que não causou grande impressão, mas instrumentalmente a banda exibe confiança e material de uma banda veterana.



Uma noite de duas surpresas e uma confirmação, três propostas distintas mas que acabaram por conviver bem entre si, mostrando o quão heterogéneo é o público português que alinhou em bom número, apesar das horas tardias - começou depois das dez e meia da noite - e de ser um dia de semana, sempre uma boa desculpa para não se sair de casa principalmente para bandas sem sequer um álbum de originais. Felizmente o gosto pela boa música prevaleceu e houve uma plateia razoavelmente bem composta para apreciar desde o folk/rock cantado em portuguuês dos Bicho do Mato, o doom/rock dos A Tree Of Signs e space rock/metal psicadélico dos Spectral Haze.


Texto por Fernando Ferreira
Fotografias por Ana Carvalho
Agradecimentos: Carc Produções