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Deslocámo-nos ao Paradise Garage, numa noite em que o frio decidiu reaparecer sem ser convidado, para mais um Garage Sessions, evento que desta vez contou com um trio de peso, a saber Diabolical Mental State, SIStema, e Mass Disorder. Metal e punk. A combinação perfeita.

Os primeiros a tomarem de assalto o palco, foram os Diabolical Mental State. A banda que reúne membros da Grande Lisboa entrou, debaixo de uma atmosfera sombria, já passavam das 23 horas. A banda começa forte com um intro, e durante esse mesmo intro, surge por último, da  penumbra, o vocalista Fernando que convida imediatamente o público - maioritariamente composto por uma crew vestida a rigor - a chegar-se à frente. Para primeira música da noite, a banda escolheu "Long Way Down", que é também a primeira do seu EP "Basic Social Control", lançado no ano passado. Agarrada a atenção do público, segue-se a poderosa "The Village", que levou o mesmo a cantar em uníssono. Antes de passarmos à malha seguinte, Fernando refere, em tom nostálgico, que é um orgulho para a banda estar a tocar naquele palco, uma vez que já passou muitas e boas noites no Paradise Garage, mas do outro lado. Seguiu-se então o tema "Breaking The Meaning", que originou o primeiro circle pit da noite e alguns headbangings, o que mereceu os agradecimentos por parte do vocalista. Depois da cadente "Everytime", os Diabolical Mental State escolheram para tema seguinte uma cover dos Sepultura, nomedamente "Slave New World", que contou com a participação especial do João Paulo Saraiva, vocalista dos AngerLord. Quanto à cover, de destacar o bom desempenho da banda e o forte aplauso no final. "Se estivéssemos em guerra, quem é que estaria preparado?" Foi este o mote para, claro está, "Warfare", uma malha bastante poderosa que combina, na perfeição, groove, ritmos rápidos e solos desenfreados. Para o final da actuação, a banda reservou o tema que homenageia os fãs, que é também o último tema do seu EP, isto é, "DMS Crew" e, como não podia deixar de ser, terminou com o grito de guerra "Shame On You, DMS Crew!" vociferado em conjunto pelo vocalista Fernando aka Fanan e a respectiva crew, que retribuiu com uma grande ovação, naquilo que acabou por ser um desempenho coeso de uma banda que tem vindo a fortalecer-se gradualmente, mostrando já um grande à vontade em palco, dominando-o por completo.

Feita uma pausa no metal, passámos ao punk rock cantado em português dos SIStema. Antes da banda dar início à sua actuação, um "viva ao álcool!" por parte do vocalista Raffa, fazendo jus ao seu lema “Copo na Mão”. Os paredenses começaram com "Perdido no Mundo", um tema que faz parte do seu único registo, "Caos", lançado em 2013, registo esse que foi quase tocado na integra, ficando apenas por tocar o tema "Agora". Seguiram-se os temas "A Vida Tem Sentido" e "Não Te Podes Esquecer" que, devido à sua velocidade galopante, puseram a sala a mexer. Entre "Outra Estrada", "Que Vou Fazer" e "Herói Fardado", os membros da banda usavam à vez um capacete que ostentava uma GoPro, possivelmente para futuros compromissos videográficos, e brincavam com isso, revelando a boa disposição característica da banda. Raffa, sempre muito comunicativo, pediu ao público para se chegar à frente, talvez para escutar com atenção os acordes que provinham do seu baixo, e que anunciavam "Trabalho Escravatura", provavelmente um dos temas mais sociais da banda, não fossem os SIStema uma banda punk. De seguida, tivemos "Sobre Duas Rodas", música que homenageia o espírito motard e que faz parte do repertório da banda, mas não do álbum, e a música "Aqui No Mar", versão hardcore de um tema do filme de animação A Pequena Sereia, que arrancou fortes aplausos e muitas gargalhadas. Até final, seguiram-se mais quatro malhas. "Caos", tema explosivo e homónimo do álbum, "Querer Viver" do repertório da banda, "Lucifer", primeiro tema do álbum, e, como não podia deixar de ser, o tema "Copo Na Mão", hino dos SIStema e convite para todos levantarem os seus copos! A decisão dos SIStema de regressarem em 2012, após um inesperado interregno, foi a mais certada, uma vez que revelaram, nesta noite, uma actuação bastante coesa. Além disso, são uma banda que misturam com mestria algumas variantes, mesmo dentro do universo punk, como é o caso do punk rock, o género oi!, ou até o crust. Exemplo disso é o seu bem conseguido álbum. Uma banda, sem dúvida, a ter em conta.

De volta ao metal, contámos com os Mass Disorder para findarmos o Garage Sessions em beleza. A banda oriunda de Almada e Corroios trouxe-nos o seu thrash metal grooviado e, com o seu EP "The Way To Our End" na calha, estava pronta para destruir o que restava do Paradise Garage. A banda entrou ao som de um intro, enquanto o vocalista Bruno Evangelista chamava o público para a frente, tentando incentivá-lo. E como incentivo, nada melhor do que "Dead Man Walking" para começar a todo o gás. Seguiu-se "Powerdrill" com a premissa de "Isto é para andar à porrada!", algo que os presentes tentaram seguir, ainda que com pouco fulgor, mas que, mesmo assim, aplaudiram  fortemente no final. Numa noite que parecia homenagear, de certa forma, os Sepultura, talvez por se tratar de uma  rande influência para as bandas de metal que se apresentaram neste evento, os Mass Disorder tocaram o tema "Propaganda", o que arrancou um tímido circle pit, mas fortes aplausos no término da música. Ainda na senda dos perigos da propaganda, a banda escolheu para tema seguinte um registo do seu repertório, desta feita "A Chronic Lie", que fala da falsidade que nos é transmitida através da televisão. Depois dos agradecimentos à organização e ao público, seguiu-se o tema "Modus Operandi" que teve direito a um mini wall of death, já que foram poucos aqueles que se atreveram a fazer parte desta brincadeira. Já com o ambiente quente, uma vez que o vocalista Bruno Evangelista se queixava do calor, não deixando de ser uma boa desculpa para lhe trazerem uma cerveja, a banda avançou com "Kingdom of Submission", um tema forte que contou com a participação especial de João Prim, membro de bandas como Wall Of Vipers, The Autist, ou Burned Blood. Para finalizar a potente actuação, os Mass Disorder tocaram mais dois temas, nomeadamente "Illegal Purposes", e o single que dá também nome ao seu EP lançado em Junho do ano passado, "The Way To Our End", que fala sobre as mudanças climatéricas influenciadas pelo ser humano. Com os agradecimentos finais, a banda deu por findada a sua actuação debaixo de uma merecida ovação, e demonstrou que, apesar de ser uma formação recente, já revela muita maturidade no seu desempenho,  talvez por os seus membros terem feito parte de outros projectos de metal. É caso para dizer que esta união faz a força!


Texto por Bruno Porta Nova
Fotografia por Igor Ferreira
Agradecimentos:  Garage Sessions