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Terminei mais um dia de trabalho, cheguei a casa e liguei o portátil. À minha espera estava o novo álbum dos Pallbearer, uma (não tão) nova sensação no mundo do Doom Metal. Devo confessar que poucos são os trabalhos que me conseguem fazer sentir feliz, revoltado, melancólico e deprimido de uma só vez. Mais raros ainda são aqueles que me prendem à cadeira durante uma hora sem que me apeteça fazer uma pausa, quanto mais não seja para um relaxante café.

Heartless transporta-nos para uma grandiosa viagem, agarrando-nos ao assento desde o primeiro fade in de I Saw The End até à última nota de A Plea for Understanding. As vocalizacões em tenor de Brett Campbell demoram uns momentos a apreciar, mas depressa nos apercebemos que estamos perante uma voz que perdeu toda a esperança. Como não há bela sem senão, acho que é imperativo notar que as letras deixam um pouco a desejar. Aceito que encaixem no tema e que bebam alguma inspiração dos grandiosos Woods of Ypres, mas requerem mais algum trabalho para me deixarem completamente satisfeito. De qualquer forma, uma pequena mosca em tão boa colheita. 

Se há coisa que me deixou perplexo com este trabalho foi a complexidade que as faixas apresentam, com especial enfase em Dancing in Madness. Se há algo que me agrada ouvir em Doom são Riffs pesados intercalados com momentos de pura tristeza, algum virtuosismo e guitarras acústicas. Estes senhores fazem-no muito bem, não deixando momento algum ao acaso. Gostaria, também, de deixar umas palavras de apreço para o último tema do álbum, uma música que, em partes, me fez lembrar um jam mas que nunca me perdeu. Por outras palavras, nunca sabia o que esperar mas o que veio a seguir fez todo o sentido. Para mim, o melhor andamento desta sinfonia.
Poucas são as bandas que conseguem lançar um clássico, especialmente bandas num género tão saturado como este. Estes senhores conseguiram-no pegando num pouco do que todos os outros inventaram e criando algo seu. Não há aqui nada que se possa considerar de verdadeiramente novo, mas a frescura de ouvir uma pincelada de Katatonia mesclada com bocadinhos de Candlemass e até mesmo early Anathema, sem descurar os ensinamentos dos modernos Ahab, deixaram-me com um grande sorriso nos lábios e uma vontade inusitada de visitar toda a discografia destes senhores de uma só assentada.

Nota: 9.3 /10

Review por Tiago Antunes