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O RCA Club em Lisboa teve o privilégio de receber os Touché Amoré e os Code Orange naquela que foi uma dupla estreia em solo português, sendo que as honras prestadas à comitiva norte-americana foram conferidas pelos nossos Somber Rites e pelos britânicos Carbine.

A busca antecipada dos últimos bilhetes traduziu-se numa simpática assistência aquando da atuação da primeira banda da noite, os Somber Rites. Motivado por apresentar o seu novo trabalho intitulado "II", uma espécie de segundo capítulo do seu primeiro EP, este supergrupo consituído por membros dos For The Glory e Reality Slap concedeu uma super performance onde sobressaíram temas com uma certa matriz screamo - a fazer lembrar uns saudosos Twentyinchburial - como "Bystanders", "Left With Nothing" ou "Restless". Em suma, uma noite especial para o quarteto lisboeta que esperamos que se repita por inúmeras vezes, pois isto é o que eles conhecem e amam. E nós também.


Em jeito de preparação para a destruição que se avizinhava, contámos seguidamente com mais uma estreia em solo português, desta vez com os Carbine que a sangue frio nos presentearam com o seu primeiro trabalho "Cold Blooded" e consequentemente com muita confusão. Já a miudagem, notoriamente seguidora do recente trabalho da banda de Sheffield, mostrou-se sempre bastante empolgada com temas como "Violation" ou "Lead Those Who Follow" para a despedida, concluíndo-se que em cerca de meia hora, a banda britânica fez jus ao seu rótulo beatdown hardcore, principalmente à parte do beat. 

Alerta vermelho para uma das bandas mais aguardadas da noite! Os Code Orange subiram ao palco com cara de poucos amigos e prontos para sangrar os ouvidos dos vários presentes que já compunham o RCA Club. E para que o concerto ficasse guardado para sempre nas nossas mentes, nada como começar com "Forever", o bem conseguido tema que dá nome ao último trabalho da banda de Pittsburgh e que antecipou um alinhamento agressivamente contagiante, que se dividiu nos dois últimos álbuns dos Code Orange, onde malhas como "Kill The Creator" ou "I Am King" acalentaram a dor. Para o final, quando já todos pareciam ter sido consumidos pelo suor, os miúdos dos Code Orange reservaram a sombria "The Mud", dando depois lugar a uma merecida ovação. Com isto, constatámos que o laranja é sem dúvida o novo preto.

O último cabeça de cartaz da noite subiu pela primeira vez a um palco português dez anos depois da sua fundação e não quis defraudar os seus seguidores que se aglomeraram à frente com o intuito de partilharem de um momento único. Com um registo emotivo, mas ainda assim agressivos quanto baste, os Touché Amoré adornaram a sua atuação maioritariamente com temas retirados do seu mais recente álbum intitulado "Stage Four" e iniciaram o seu concerto exatamente com o primeiro tema bastante orelhudo desse álbum: "Flowers and You". Mas é óbvio que o alinhamento não se cingiu apenas pelo derradeiro álbum, já que a banda californiana também nos deu a escutar "And Now It's Happening in Mine", "~" ou "Just Exist", temas que fazem parte do seu repertório e que provaram inclusive que os fãs tinham a lição bem estudada, pois quando o microfone pairava sobre os stage dives, nunca pairava em vão. Toda esta reciprocidade teve direito a um encore ao som de "Honest Sleep", pois talvez os Touché Amoré desejassem que todos tivessem uma noite descansada, depois da mesma já ter sido musicalmente apaixonante, dando origem a uma estreia memorável. 


Texto por Bruno Porta Nova
Fotografias por Ana Júlia Sanches
Agradecimentos: Ample Talent