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Ihsahn, a lenda do black metal, está a trabalhar na sua carreira a solo há mais de uma década. O seu álbum mais recente ,“Àmr”, foi lançado no dia 4 de Maio. A Metal Imperium Magazine teve o privilégio de entrevistar esta força criativa do mundo do metal.


M.I. - Conta-nos sobre o processo de produção do 7.º álbum a solo.

Bem, isto é um tipo de pergunta aberta...


M.I. - Sim... Em relação ao som, obra de arte, letras e assim por diante.

Bem, quero dizer, eu tenho este tipo de método de trabalho agora que é como que escrevo, a recolha inclui imagens ou imagens de filmes, ideias do tipo lírico ou apenas palavras e sons que eu posso juntar à pilha, como que faço uma resenha do tipo de álbum que quero fazer para dar aquela espécie de base atmosférica para trabalhar, simplesmente como uma estrutura. Assim, quando escrevo as músicas novas ou tenho algumas ideias, eu poderia quase mantê-las nesta estrutura e ver se as partes encaixam, porque venho daquele background de meados dos anos 80, no qual os álbuns realmente soavam a álbuns e não a apenas uma colecção de músicas e esse é o meu ideal.  Eu quero ter uma diversidade de músicas no álbum em que as mesmas, pelo menos, a determinado nível, se liguem, juntas como um todo. Esse era o ideal e tendo feito álbuns diferentes desde o início, tenho estas ideias de produção. Tive algumas ideias, ao longo do tempo, que nunca tive a coragem de usar mas, desta vez, tive uma visão realmente clara, sobretudo da produção. Então, apostei tudo, gravei a bateria, quase como o estilo do Abbath nos primórdios, som de bateria (...). Eu queria mesmo um kit de bateria mono, tendo a ênfase principal nos sintetizadores analógicos. Tenho isso na minha cabeça, o álbum todo lá dentro. Esta espécie de lugar escuro e sintetizadores analógicos e tudo, como que se prestou a evocar mais essa atmosfera. É mais intimista e claustrofóbico. Gosto de música “grande” em termos sonoros. Penso que, no fundo, estas guitarras e vocais, continuam bastante reconhecíveis como música minha e, as estruturas das músicas, julgo que terão sempre semelhanças à forma como faço as coisas. Mas considero muito interessante mudar os sons que uso para ter algumas novas perspectivas e, ter feito tantos álbuns como eu fiz ao longo da minha carreira, o grande desafio é, provavelmente, encontrar um novo ângulo de abordagem do álbum, que me mantenha empolgado e entusiasmado, apaixonado acerca do processo, porque eu gosto de pensar que, se eu não estou apaixonado, empolgado em fazê-lo, não posso esperar que as pessoas estejam empolgadas e apaixonadas ao ouvi-lo. Simples assim.


M.I. - Este álbum é realmente único, eclético e cativante. Achas que as tuas raízes de black metal estão sempre presentes?

(Obrigado.) Muito mesmo. Eu diria, pelo menos na minha experiência em fazer este tipo de música, é muito da minha essência. É muito  como era no início, porque isto é...


M.I. - O começo foi há muito tempo ...

Sim, foi como... Eu julgo que toquei a minha primeira música, tanto quanto me lembro, comecei a escrever o meu próprio modesto material provavelmente aos 11, e era... era uma porcaria mas, ainda assim, quando me juntei à minha primeira banda com o Samoth, tinha 13 anos. É um tanto quanto como quando formámos os Emperor que criando aquela atmosfera, me senti bastante em casa e, em muitos aspectos, porque é diferente. De muitas formas, eu sinto que, tendo uma nova música e tendo um novo álbum, é outra perspectiva, outro ângulo, para explorar o mesmo tipo de essência do ambiente.


M.I. - Qual é a tua principal preocupação ao produzir um álbum? É para alcançar as tuas ambições como músico e para te agradar acima de tudo (ou não)?

A minha ambição é divertir-me, mas não diria isso porque sei que cada álbum é uma luta de altos e baixos, dúvida de ti próprio e auto-elogio. É uma espécie de montanha russa por todo o processo e...


M.I. - Com óptimos resultados, eu acho...

Oh, obrigado. Sabes, penso que ao longo dos anos, pelo menos, tentei confiar no processo, apesar de fazer algo de uma forma inteiramente diferente, ainda terminará por soar como eu, numa vida diferente ou num som diferente ou como queiras... E, sim, gosto de pensar que a única razão pela qual eu realmente tenha conseguido ter uma carreira estende-se, não sobre este longo período de tempo, mas também sobre vários projetos; é que é tipo contra todas as expectativas. Quero dizer, com os primeiros dias de Emperor, nós não assumíamos quaisquer compromissos, porque não havia, na verdade, qualquer compromisso para assumir, porque não existia sucesso para ter do ponto de vista comercial. Assim, basicamente, os primeiros álbuns de Emperor e tudo o que nós fizemos foi por ambições puramente artísticas. Não existia cena, não havia número de fãs, não havia dinheiro, eram apenas ambições puramente artísticas e, como resultado, eu penso que isso se tornou algo em vez de tentar competir com algo mais, criando a mesma coisa para a cena black metal norueguesa, algo único. Eu acho que as pessoas atraídas por este tipo de música, quer consciente ou inconscientemente, no fundo, querem algo em que acreditem, algo que tenha a integridade e isto é criado com esse pensamento, não é criado para agradar a fãs adolescentes, como a música pop e muito mais. Eles procuram esta música porque querem algo que não é comercial. Não é polido para se encaixar e é isso que eu espero comunicar às pessoas que seguem o meu trabalho a solo também, que sim, eu faço coisas diferentes... "Das Seelenbrechen" foi feito como uma experiência e talvez não seja do agrado de todas as pessoas mas, ao mesmo tempo, eu espero que elas o apreciem por ser algo genuíno; isto é, não está lá para agradar, e talvez o próximo álbum seja ainda mais diferente e talvez seja isso que vai fazer a diferença em ti, como ouvinte. Esta é a oportunidade que tenho para conseguir esse tipo de comunicação... É um negócio muito justo.


M.I. - Ser tão criativo depois de tantos anos não é uma tarefa fácil, com certeza. Onde/Como renovas a inspiração?

Em todos os lugares, na verdade. Diferentes coisas acontecem que te acontecem em diferentes fases da vida, o que naturalmente inspira novas perspectivas, desde a leitura que poderia inspirar novas perspectivas e filmes ou séries de TV; toda a música, novos sons... Quero dizer, eu faço de tudo um pouco... escrevo as letras, canto, oh, mas não toco bateria. Então, vejo a música de formas diferentes, algumas são mais do tipo de perspectiva da produção, algumas são quase como uma perspectiva técnica, outras são uma perspectiva emocional mais profunda e, à medida que eu encontro a minha inspiração, talvez eu tenha lido algo num livro que me toca, me inspira muito a nível emocional. Então, posso ouvir uma certa combinação de instrumentos e sons de uma forma diferente de música, e tento implementá-lo. Se eu formo isso nos meus núcleos e na minha perspectiva, posso criar uma certa atmosfera sonora. Eu acho que criar esses frameworks e cenas para cada álbum, me ajuda a manter o foco criativo em vez de apenas escrever músicas e escolher dez músicas para inserir no álbum. Eu tenho a atmosfera no centro disso, algumas dessas ideias centrais. Acho que posso esticar a minha imaginação um pouco mais, e esse formato, espero, torna o álbum mais contrastante, mais interessante de modo a que ainda pareça coeso... sem parecer que fiz apenas dez músicas durante um certo período de tempo, e as coloquei juntas.


M.I. - Quais são as tuas expectativas em relação à tournée australiana?

Eu estou muito animado. Realmente não sabia o que esperar, porque é um mercado novo para mim. Nunca estive na Austrália e estou super feliz. Já fiz muita coisa para a imprensa australiana e eles disseram-me que o primeiro concerto que anunciamos esgotou em dois dias. Pelo que entendi, é muito raro na Austrália porque as pessoas vêem os australianos como muito relaxados, então quase não há concertos que esgotem e a maior parte das pessoas apenas compra bilhetes à porta. Se isso é verdade, não sei, mas faz-me sentir muito bem-vindo.


M.I. - A propósito, preferes tocar em clubes / bares (algo mais intimista) ou festivais com outras bandas?

Tudo depende. Acho muito difícil saber quando a magia acontece. Eu tive experiências tanto com as minhas cenas a solo e a tocar com os Emperor. Quer dizer, fomos cabeças de cartaz no Wacken três vezes. Algumas vezes, isso é mágico, quase 80000 pessoas e às vezes é mais como "Ah ..." Tudo bem. Mas temos tocado em clubes. Tocamos em Tóquio em 2014 num clube para mais de dois mil e quinhentas pessoas... o que, em perspectiva, é muito menor do que o Wacken Open Air. Mas a intensidade de ter os japoneses a acompanhar-nos em "I am the Black Wizards", também fortalece o PA. Portanto, é difícil de saber. Toquei no Sweden Rock com Ihsahn e obviamente as pessoas estavam lá para se divertir e beber umas cervejas ao sol. Bem cedo me apercebi que tocar temas como 'The Grave' ao meio-dia não iria resultar muito bem. Acho que, na maioria das vezes, não importa se é festival ou um concerto... acho que, provavelmente, o bar, os locais muito pequenos, a atmosfera da minha música é mais sobre a imaginação... acho que a música country é um tipo de música muito próxima das relações humanas, fica bem num bar, sabes? Numa perspectiva musical e atmosférica, dantes costumava haver uma certa distância, e tocar em espaços fechados é bom para as luzes e a atmosfera escura e, ao ar livre, a luz do sol nem sempre fica bem com a minha música. Haha!


M.I. - Por que é que as guitarras de 7 e 8 cordas são tão especiais para o teu trabalho?

Na maioria das vezes, faz-me perder a memória muscular e esse é o maior desafio ao escrever tanta música baseada em guitarra. Se tocares um instrumento há tanto tempo como eu toco guitarra, tocar uma viola de 6 cordas nessa afinação, vai parecer que te estás a repetir, porque a memória dos músculos dos meus dedos, apenas faz o que costumavam fazer. Então, lembro-me de ter conseguido esta guitarra de 7 cordas para me grande inspiração para fazer o último álbum dos Emperor e quando consegui a minha primeira guitarra de 8 cordas, acho que a inspiração foi ainda maior porque nesse registo... Com uma guitarra de 7 cordas, ainda consegues fazer o mesmo tipo de coisa que estavas a fazer na de 6. É um som mais baixo. O 8 cordas, se o  ajustares regularmente, vais acabar com um F #, uma corda mais baixa e, de repente, começas a escrever músicas em todas essas chaves diferentes, que tinhas feito antes. Então, podes experimentar com cordas abertas. Tens de tratar as partes graves de maneira diferente porque não podes realmente dobrar as coisas uma oitava abaixo. Então, pulei a memória muscular e comecei a ouvir a música e é assim que abordo as coisas agora. Quer dizer, se conheces os meus álbuns depois de "Eremita", acho que ambos são muito similares, em muitos aspectos. porque ambos têm muita viola de 8 cordas e saxofone e tudo isso. Mas depois de conseguir a minha primeira guitarra de 8 cordas, escrevi o álbum inteiro com o som do piano e depois gravei tudo. O meu baterista teve que gravar todo o álbum apenas com uma faixa de clique e o som do piano, tocando os riffs. Hoje em dia, eu crio muita música quando estou a escrever, mas teclas em vez de viola. Tenho recebido recentemente novos instrumentos que são muito inspiradores e muito fáceis de tocar e, de repente, são partes de guitarra que se juntam, portanto...


M.I. - Os solos dos teus convidados são uma adição relevante à sua música, certo? Podes falar-nos mais sobre a contribuição de Fredrik neste álbum?

Sim, o resultado fala por si. Ele é um dos meus guitarristas favoritos. Podes assistir no YouTube a muitos guitarristas técnicos, mas o Fredrik parece ter tudo isso, parece cinco décadas de tom e alma para o que ele está a tocar. Há tanta paixão no modo como ele toca. Ele é um tipo tão adorável. Acho que o conheci pela primeira vez no meu primeiro concerto a solo. Abri para os Opeth em Oslo, e essa foi a primeira vez que nos encontramos e desde então, encontramo-nos em festivais por todo o mundo e conversamos sobre guitarras e música e a última vez foi no Loud Park no Japão, em Outubro. Eu disse-lhe "Um dia, vou ligar-te! Seria óptimo ter-te a fazer um solo ou algo assim." Ele queria e, basicamente, disse que estava disponível. A partir daí, foi muito simples, enviei-lhe este disco, queria que ele tocasse e ele fez esse óptimo solo insano e mandou-o de volta para mim.


M.I. - Como vês a cena black metal agora em comparação com os anos 90? É menos agressivo (geralmente falando)?

É difícil dizer, porque nem tenho a certeza se sei onde começa e acaba a fronteira da cena black metal... No metal em geral, acho que perdi muita coisa, dando prioridade aos estilos mais antigos de música, talvez como ouvinte, para encontrar novas influências e eu tento ouvir muitas bandas que já conheço ou extensões dela, mas parece-me que há uma atitude politicamente correcta no metal hoje em dia. Acho que com a música como um todo, com o Facebook e tudo o mais, é difícil construir um mistério mítico e dar um toque de magia, porque até é fácil saber o que os artistas comeram ao pequeno-almoço. São momentos diferentes. Como fã de música enquanto crescia, tenho pensado que no início deste ano foi o 30º aniversário do álbum "Seventh Son" dos Iron Maiden e lembro-me de assistir a um concerto dessa tournée. Imagina, o puto de 12 anos, a respirar o mesmo ar que o pessoal dos Iron Maiden. Para mim, eles eram como deuses, e eu acho que disse “Olá!” ao Nicko McBrain uma vez.  Pessoas como o Rob Halford, que é absolutamente uma pessoa tão terra-a-terra, adorável, mas ainda é o tipo de deus do metal. Eu acho que a dimensão artística de Prince, por exemplo, um artista tão louco e insano... Eu não acho que o Prince, o Michael Jackson ou qualquer um deles, realmente tenha entendido o mundo. Eles viviam no seu próprio mundo em que era muito, muito difícil conviver ou trabalhar, mas criaram esse tipo de distância mágica; hoje em dia, acho que é muito difícil conseguir isso, porque tudo é tão pessoal e tão prático e com música que faz parte da ilusão. Não há, claro, nenhum valor prático em ter luzes mais frias no concerto, se não for para criar atmosfera. Se fosse apenas para ver os músicos, poderia usar-se uma luz regular e brilhante em palco. Parte da experiência é, naturalmente, uma ilusão consensual. É como a banda Ghost. Todos sabemos quem é, por exemplo, o vocalista dos Ghost actualmente, mas é apenas um consenso, dos fãs e da banda, para manter a ilusão, porque é isso que cria essa atmosfera.


M.I. - No dia 18 de agosto, estarás no 'Prog in the Park II 2018' na Polónia com os Anathema e outras bandas. Podes contar-nos um pouco mais sobre isso?

Estou muito ansioso. É um festival. Tenho vários amigos e colegas que vão tocar lá e estou ansioso para os ver e ouvir. Alguns dos festivais em que eu toco agora, com os Emperor... é sempre interessante tocar em festivais que têm um foco musical diferente de outros festivais. Eu acho que tocar com Anathema e Leprous faz-me sentir em casa musicalmente. Vamos ver como corre, mas estou ansioso.


M.I. - Existe algum tipo de segredo para conciliar a música com uma vida familiar (esposa e filhos)?

Realmente demora tempo. Acho que é uma jornada muito interessante. A Heidi, minha esposa, também é música, e já percorremos o mundo juntos. Nós gerimos a Mnemosyne Productions juntos, e percebemos que tudo o que fazemos, coisas a solo que eu faço com os Emperor que têm muita exposição, e as coisas do Ihsahn, são apenas coisas superficiais. No centro disso, somos apenas nós os dois a gerir a Mnemosyne Productions e a fazer todas essas músicas que amamos. Algumas são mais visíveis que outras. Mas acho que ter alguém como ela... quero dizer, ela é a minha parceira criativa mais importante. Ela é a minha esposa, mas também é minha melhor amiga...


M.I. - Eu acho que esse é o segredo...

Eu acho que em todos os casamentos ou relacionamentos, temos de mostrar generosidade um ao outro... vejo muitos relacionamentos que são mais como "o meu tempo" e "o teu tempo". Ela realmente entende-me muito bem. É muito importante receber todo esse tipo de atenção pessoal e tudo, por isso é fácil lembrar as coisas importantes que são a família e tudo mais. O mundo não se desmorona se não cumprires o prazo final para um álbum. Eu não sei se tenho um segredo, mas acho que, de alguma forma, o devo ter encontrado porque não poderia estar mais feliz.


M.I. - Muito obrigado pelo teu tempo. Por favor, deixa uma mensagem aos fãs portugueses. Gostaríamos de te ver em Portugal!

(Muito obrigado pelo apoio.) Eu também. Eu realmente prefiro estar com a minha família, os meus filhos e os nossos cães. Tento limitar o tempo de viagem tanto quanto possível, mas, ao mesmo tempo, quero chegar o mais longe possível. Quero dizer, apenas tento encontrar esse equilíbrio, mas obviamente, neste momento, estamos a planear uma tournée europeia mais pequena no final deste ano. Espero que isso me leve a Portugal. Mas ainda não sei.

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Entrevista por Dora Coelho
Tradução de Dora Coelho e Sónia Fonseca