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Øystein Garnes Brun é um nome incontornável da cena underground mundial por ser o fundador e mentor dos inimitáveis Borknagar... com o 11.º álbum "True North" prestes a ser lançado, a Metal Imperium conversou com o guitarrista.

M.I. - Como tens lidado com a emoção do novo álbum e tudo mais?

Bem, estamos muito animados. Ao mesmo tempo, tenho trabalhado muito para isso... juntando peças, trabalhos promocionais, possíveis tournées, tantas coisas que ainda não tive tempo para pensar muito sobre o assunto. Mas estamos muito empolgados e sentimos que este é o melhor álbum que fizemos… e fizemos alguns álbuns nos últimos 25 anos. (risos) Parece o primeiro álbum porque nos sentimos muito felizes e satisfeitos. É divertido lançá-lo.


M.I. - Andreas, Jens e Baard deixaram a banda. Que impacto é que estas mudanças tiveram em "True North"?

Eu preferiria dar a volta e dizer quanto impacto é que os novos músicos tiveram na banda. Os novos tipos são incríveis, combinam perfeitamente com a música. Isto pode parecer um pouco duro, mas eu sempre tive uma ideia muito clara do caminho que queria que a minha música seguisse e isto fazia parte do plano. Sabíamos que o baterista não estaria na banda por muito tempo por causa do seu trabalho com os Leprous e o seu próprio projecto e outras coisas. O mesmo com o Andreas, já que ele não faz mais tournées. Portanto, chegamos a um ponto em que simplesmente nos separamos. Eu ainda o considero como um dos meus melhores amigos, mas tivemos que seguir em frente.


M.I. - Quão estranho é ver membros de longa data partirem permanentemente? Não tiveste receio?

Sim, eu entendo o teu ponto de vista e, para mim, é principalmente a nível pessoal, porque eu adoro-os e vou continuar a trabalhar com eles, mas de outra forma. Não me sinto assustado em termos de música porque sei o que estou a fazer. Posso parecer um pouco arrogante, mas temos que seguir em frente. É muito triste ver bons amigos deixarem a banda, isso é sempre doloroso e eu sou um ser humano, mas sempre tentei fazer com que a banda fosse algo mais do que um sentimento, não dependendo apenas de um ou dois músicos. Não tenho estado muito preocupado, para ser honesto. Eu sei que os fãs vão sentir falta do Andreas nas vozes, mas esse é sempre o caso. Sempre haverá quem prefira os primeiros álbuns e não gosta dos novos. Sim e não, não é uma coisa divertida separar-me de amigos de longa data, mas a vida tem que continuar. Para eu continuar a banda, tive que tomar algumas decisões. Sim, foi difícil, mas tínhamos que fazer isto ou não haveria um novo álbum.


M.I. - Ter sangue novo na banda contribuiu de alguma forma para a intensidade, grandeza e frescura do novo álbum? Eles foram muito activos?

Sim, eu diria que sim. Todas as músicas foram escritas antes de começarmos a ensaiar com eles em Setembro do ano passado ou no final de versão e o álbum já estava escrito e praticamente pronto para ser gravado. Mas sempre tive a filosofia de utilizar a melhor qualidade de cada músico. Com o novo baterista, passamos algum tempo a ensaiar, a conversar... queria dar-lhe a liberdade de deixar a sua marca na música. Quando gravamos bateria com o novo baterista, tínhamos algumas ideias e planos gerais sobre o álbum, mas demos-lhe muito espaço para deixar a sua marca. O guitarrista e eu sentamo-nos no meu estúdio, trancamos a porta e tivemos alguns dias muito criativos a gravar, conversar, tentar encontrar a sua qualidade como guitarrista no contexto da minha música. Eu adoro o que os novos tipos fizeram no álbum. Nós utilizamos o melhor do seu potencial. Essa era a missão!


M.I. - Há uma diferença significativa na produção / escrita de "True North" quando comparado a "Winter Thrice" e trabalharam mais em conjunto do que antes. Preferes trabalhar desta maneira ou individualmente? 

Bem, depende. Nós trabalhamos individualmente nos nossos estúdios às vezes. Mas para fazer as vozes, a bateria, as coisas importantes do álbum, nós sentamo-nos juntos, a gravar, a produzir, algo que já não fazíamos há algum tempo. Desta vez, gastamos algum tempo e dinheiro a viajar para Oslo, onde fizemos a bateria e, no meu estúdio, fizemos as vozes. Parecia tão natural fazer assim. A formação antiga não conseguiu fazer isso porque não havia dinheiro, tempo, isso não acontecia mesmo quando queríamos que acontecesse. Desta vez todos se queriam sentar e tratar do álbum em conjunto. Há muito tempo que fazia tudo sozinho… mas para este álbum, juntamo-nos todos, bebemos, divertimo-nos e fizemos música no meu estúdio, no campo, durante 3/4 dias a gravar vozes, a fazer churrascos... foi incrível voltar ao modo antigo de gravar álbuns.


M.I. - "Winter Thrice" foi um álbum de sucesso. Tens as mesmas expectativas para o novo álbum, "True North"? 

(Risos) Nunca se sabe neste negócio. Não sei o que esperar. Pode ser ou pode não ser. Acredito que pode ser bom porque não há motivo para que os fãs antigos não gostem. Pessoalmente, penso que este é o melhor álbum que já fizemos. Em termos de qualidade musical, deveria ser… (risos) Mas este mundo é um lugar estranho.


M.I. - Este álbum tem mais vozes limpas e as letras são mais perceptíveis, o que pode ser um bónus para vos ajudar a entrar nos tops de vendas…

Percebo o que queres dizer. Essa foi uma das intenções. Esta foi a primeira vez que trabalhamos juntos, o Lars e eu, porque sentimos que deveríamos trabalhar juntos como uma unidade. Em todos os álbuns anteriores, as letras eram bastante filosóficas, não eram fáceis de entender e não queríamos letras que fossem óbvias, queríamos que o ouvinte descobrisse o que isso significava para si. Mas, para este álbum, tínhamos algumas ideias mais precisas, coisas que eu gostaria de dizer. Queríamos ser mais directos e ter letras claras, contra a religião e todo o tipo de besteiras, seja o cristianismo, outra religião ou outra coisa qualquer. Estamos em 2019, vamos cortar a porcaria, vamos deixar esta mentalidade norueguesa e seguir em frente. Apenas senti que tinha que fazer isto assim.


M.I. - Disseste que a banda foi aos limites da sua exploração musical e as raízes musicais se aprofundaram. O que queres dizer exactamente?

Sim, definitivamente. Essa sempre foi a minha filosofia. Para progredir, temos que saber de onde viemos, não de uma maneira arrogante. Mas no sentido musical estou a ir em frente e isso também significa, de uma certa forma, voltar atrás, para formar um elo de conexão de onde viemos como banda. Para fazer música, eu preciso de ser muito honesto. Para ser o mais autêntico e real possível como músico, é preciso fazer uma busca à nossa alma, saber quais são os nossos valores, qual é o nosso entendimento da vida e temos que ser pessoais e, quanto mais pessoal for, mais profundo eu consigo chegar na minha alma, nos meus antepassados, na minha história, mais real eu posso ser para os meus fãs e essa é minha filosofia.


M.I. - É assim é que deve ser porque lançar 11 álbuns não deve ser fácil, precisas de manter a criatividade a fluir...

Não é difícil porque eu fiz isso toda a minha vida mas, em termos do lado artístico das coisas, precisas de pesquisar um pouco dentro de ti mesmo. Tenho de tentar encontrar o espírito da juventude em mim mesmo. Encontrar uma razão básica para fazer isto em primeiro lugar, pensar no que me incentivou quando eu tinha 15 ou 16 anos. E preciso procurar dentro de mim mesmo e é uma coisa natural. Necessito de ter uma boa ideia do que sou porque adoro fazer isto.


M.I. - Eu adoro a voz do Vortex porque ele tem a melhor voz de todos os tempos mas achas que Black Metal ainda é a melhor descrição para os Borknagar nos dias de hoje?

Ah... realmente não sei o que responder a isso... Sempre tentei fazer as minhas próprias coisas, tentando estabelecer o meu próprio universo musical. Realmente não me importo, mas temos alguns elementos de tudo e essa é a assinatura da banda. Temos uma variedade de estilos musicais, há elementos de black metal nas vozes, mas, por outro lado, temos basicamente uma balada… abrangemos uma grande variedade de estilos. Se isso é BM ou não, não me importo. A editora pergunta-nos isso porque as pessoas precisam de saber. Para mim, como músico, isso não me importa. Tentei evitar as regras. Fui um espírito livre toda a minha vida. Nós gostamos muito deste álbum, não queríamos estar “presos” a nada. A verdadeira essência da banda é fazer algumas buscas espirituais nas nossas raízes mentais. Esse foi um dos meus principais objectivos. Sempre senti a necessidade de fazer as minhas próprias coisas, ser independente, ser livre. Odeio autoridades, odeio legislação, respeito e sigo-as, mas odeio, odeio que minha vida seja governada por qualquer outra coisa além de mim mesmo. A ideia de ser controlado por regras é algo que sempre me aborreceu, pois sou um espírito livre e basicamente adoro fazer o que quero, desde que não magoe ninguém. Essa é a ideia básica por trás da banda... nós queremos libertarmo-nos disso tudo.


M.I. - No dia 2 de Agosto aconteceu a publicação do vídeo do primeiro single“The Fire that burns”.

Sim. Não é um vídeo adequado ainda, mas é o ponto de partida para o lançamento do novo álbum, para as pessoas terem um vislumbre do que estamos a fazer.


M.I. - Por que escolheram este tema? Por reflectir a essência dos Borknagar actualmente?

Sim. Nós já cá andámos há muitos anos, já fizemos 11 álbuns, estamos numa posição em que nem precisamos de perguntar “por que estou a fazer isto?”. Poderíamos apenas sentarmo-nos e relaxar, mas ainda perguntamos a nós próprios porque fazemos isto? De certo modo, esse é o fogo que queima. Esta coisa muito básica na vida que torna a vida mais provável que a morte. Por que lutamos, porque há vontade de sobreviver? Vontade de viver? Este é um fogo sempre ardente. Então, simbolicamente, essa foi a música certa, não tenho certeza se é a melhor música do álbum, mas é uma música muito tradicional e é crucial em termos da banda que somos agora. Para mim, é como uma fenda musical entre "Winter Thrice" e "True North".


M.I. - Vocês cercaram-se de novo com os mesmos artistas que já usaram anteriormente, como o Marcelo Vasco e o Jens Bogren... acreditam que “em equipa vencedora não se mexe”?

Mais ou menos. Podemos considerar isto como uma equipa vencedora... ou então, posso dizer que trabalho com pessoas com as quais me sinto confortável e isso faz com que eu dê e faça o meu melhor. Eu sei que o Marcelo me entende e alcançamos os nossos objectivos juntos, ele entende as letras e os elementos do álbum. Com o Jens acontece o mesmo. Ele é um homem em quem confio, conheço o seu trabalho, sei que vai ser óptimo! No passado, gastávamos muito dinheiro em estúdios e produtores famosos, mas não sabíamos o que esperar deles. Eles entenderiam a música que estávamos a fazer?! Eles teriam a mentalidade certa?! Nós não sabíamos. Mas o facto de saber que há um monte de pessoas que são profissionais e que vão entregar na hora certa... isso torna a minha vida mais confortável e relaxada. É uma equipa vencedora nesse sentido. É mais sobre estar confortável e trabalhar com pessoas em quem confio. A mesma coisa se passa com a Century Media... nós assinamos com eles, porque confio nas pessoas que lá estão. Eu sei o que eles estão a fazer, eles sabem o que esperar de mim e vice-versa.


M.I. - Então, pode supor-se que és um tipo que prefere relações de longa duração...

Até certo ponto sim, mas as pessoas sabem que posso ser muito difícil quando se trata de alcançar os meus objectivos. Esta mudança toda com a banda... eu tenho objectivos claros e, às vezes, para alcançá-los, as coisas têm que mudar e eu não tenho medo de fazer isso se for necessário, mesmo que seja difícil.


M.I. - Num post engraçado no Facebook sobre o novo álbum, agradeceste a Jorn Veberg por fazer os velhos rabugentos brilharem. Costumas referir-te a ti mesmo como velho. Achas realmente que és velho?

(risos) É uma coisa divertida. Tenho 44 anos e não me sinto velho nesse sentido. Acho que ainda tenho muitos anos de vida. Mas já estou neste “negócio” há quase 30 anos. Comecei a fazer tape trading em 88/89. Digo isso na brincadeira, mas tenho visto muitas pessoas a entrar e a sair de cena. Quando vou a Bergen, há uma nova geração e eu não conheço ninguém! Eles parecem conhecer-me, mas eu não os conheço. O mundo era um lugar diferente antes do 11 de Setembro, não havia smartphones. As coisas mudaram bastante. É assustador às vezes, mas temos que lidar com isso.


M.I. - Mencionaste que provavelmente haverá uma tournée... já há planos em concreto? Com quem? Portugal será incluído?

Isso pode acontecer sim, estou a lutar para que se concretize. Estamos actualmente a preparar uma tournée europeia, provavelmente em Dezembro, e será com uma grande banda norueguesa que ainda não posso revelar. Acho que vamos tocar num festival em Espanha, por isso andaremos por essa zona. Mas não posso dizer mais, pois ainda estamos a tratar de tudo, já que há muitas tournées no final do ano. Mas espero que muita coisa aconteça no próximo ano.


M.I. - Bem, muito obrigado por todo o talento e pela óptima música! Será que podias partilhar uma mensagem com os leitores do Metal Imperium e fãs de Borknagar? 

Felicidades para todos! Tenho a dizer que adoraria começar esta tournée em Dezembro e espero que seja possível ver-vos. Há muita energia e paixão no novo álbum e espero que vocês gostem! Vamos ver o que acontece! Obrigado!

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Entrevista por Sónia Fonseca