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Entrevista aos Comandos


E se vos dissessem que existem temas originais dos V12 que nunca foram gravados de forma oficial? E se, para além disso, soubessem que Rafael Maia, vocalista original da banda, se prepara para o fazer juntamente com um leque de músicos de qualidade, escolhidos a dedo para este projeto? Pois é, acreditem, isto vai mesmo acontecer. A Metal Imperium foi convidada a assistir a um ensaio dos Comandos e esteve à conversa com o baterista Paulo Bucho para saber mais.

M.I. - Quando surgiu a ideia de iniciar este projeto? 

Mais ou menos há uns 8 ou 9 anos, quando o Rafa me perguntou se eu queria participar com ele, numa banda de covers e eu disse “Melhor, bora tocar V12 da tua era”. 


M.I. - O nome, Comandos, surgiu naturalmente? 

Veio de um tema de V12 


M.I. - Quem são os Comandos? 

Eu (Paulo Bucho) na bateria, Rafa, Pedro Pinto dos Shivan e Rui Dias (ambos ex. Sacred Sin) nas guitarras e Ze Nuno dos Salada Lusa e ex-NZZN no baixo. 


M.I. - Houve alguma vez uma ideia semelhante, ao longo destes 30 anos? 

Eu já andava a pensar nisto há algum tempo, pois para mim, aqueles temas da era do Rafa, foram que meio abandonados e muita gente ainda tinha saudades de os voltar a ouvir “live”. E sempre pensei que estes temas gravados, poderia ficar bem porreiros de se ouvir.  


M.I. - Algum anterior elemento foi convidado a participar? 

Penso que não. 


M.I. - Como avaliam o estado da música neste momento? Comparando com o que se fazia na altura?

Está um pouco saturado, não só por haver tantas bandas, mas também por muitas gravarem da mesma forma, o que torna o som muito semelhante. Eu, quando nos anos 80 e 90 ouvia os primeiros segundos de um disco de uma banda, sabia logo de qual se tratava, especialmente pelo som da bateria. Hoje, na era digital, tudo soa ao mesmo. Há demasiadas apostas em tributos. As bandas novas têm maior dificuldade em “rebentar”. Eu envio tanta coisa para editoras “tugas” e quase nunca recebo resposta. É triste.


M.I. - Quando decidiram que deveriam gravar um álbum? 

Eu acho que é o passo lógico a dar, mas primeiro contamos por alguns singles cá fora no bandcamp e talvez fazer um vídeo. 


M.I. - Podem falar um pouco sobre ele? (O álbum)

Eu acho que faz parte do chamado “next step”, ou seja, no fim de gravares mais de uma dúzia de temas, faz todo o sentido compilá-los todos num suporte e apresentar cá para fora. 


M.I. - Os temas de V12 foram mantidos o mais originais possível, ou sofreram alterações? 

Tencionamos manter isso inalterável, mas com alguns arranjos novos, inevitáveis, devido ao efeito “tempo” e “evolução”.

 
M.I. - Conseguirá captar novos ouvintes ou dirige-se mais ao público que já conhecia V12? 

A ambos.


M.I. - Já tem nome? (o álbum). 

Possivelmente Comandos, mas ainda não falámos nisso. 


M.I. - Convidaram alguém para participar? 

Para já numa cover, o Erich dos Heretic, já gravou os vocals, mas também tencionamos convidar antigos membros de V12. 


M.I. - Editora? 

Ainda nada, mas próximos meses, vamos enviar material promocional. 


M.I. - Surpresas? 

Temos algumas covers gravadas para extras em cada formato editado. 


M.I. - Originais novos? 

Para já não, já se falou nisso, eu pessoalmente não estou muito virado. 


M.I. - Já deram alguns concertos? 

Para já participámos no meio de um concerto caridade de Salada Lusa, com 2 tema e tocámos na festa de aniversário da mesma banda, cerca de meia hora. Há a possibilidade de tocarmos num festival no ano que vem, mas ainda não posso confirmar. 


M.I. - Qual tem sido a reação do público nestes concertos que já deram? 

Os die-hard fans estão a adorar a ideia e uma dúzia deles marcou presença e o feedback foi excelente. 


M.I. - Vai ser para continuar? 

Óbvio que sim. 


M.I. - Algo que queiram dizer aos nossos leitores? 

Apoiem o underground, o metal nacional, não só, marcando presença nos concertos, como também comprando o merchandise das bandas. 


Entrevista por António Rodrigues
Fotografia por Sabena Costa