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1 de Maio - 3º Dia

(Nota: Desde já, desculpamo-nos perante o leitor, as bandas e organização, por nem todas terem registo fotográfico. Por vezes o material prega partidas e vai desta para melhor sem avisar. Certamente compreenderão. Gratos.)

Os excessos e emoções da jornada anterior iriam trazer consequências ao terceiro e último dia, que pareceu menos concorrido e mais calmo, em geral. O palco secundário marcou o começo de mais um dia de regozijo, com os nacionais Cryptor Morbious Family a emprestarem um pouco do seu metal industrial ao festival - uma agulha num palheiro. Mostraram-se competentes e cumpriram a árdua missão que lhes foi destinada.


Em seguida, os W.A.K.O apresentaram-se no palco principal com um novo álbum bastante bom, e com alguns temas anteriores que os deram a conhecer. Pode-se dizer que estão em excelente forma, com particular destaque para a poderosa e dinâmica voz de Nuno Rodrigues. Deixaram «Abyss» para o fim, como que colocando a cereja no topo de um bolo que agradou a todos os presentes.

Os alentejanos Seven Stitches, outro dos nomes em boa forma no panorama nacional, mostraram a sua técnica, poderio e afirmação, um pouco à imagem da banda anterior. Tem sido notória a sua evolução ao longo dos tempos e são cada vez mais apreciados e respeitados, como prova este convite do SWR.

Mais um concerto que pouco ou nada teve que ver com tudo o resto, foi o dos Ava Inferi. É discutível se funcionou ou não, as reacções não foram unânimes. Pudemos observar uma decoração de palco na linha do som que praticam, e das emoções que procuram suscitar. A figura que lhes dá voz, Carmen Simões, soube estar muito bem no palco, como é normal, dando também ela um espectáculo à parte, ajudada pela mestria de Blasphemer cuja voz não era perceptível.


Os Grimness 69 surpreenderam pela positiva. Falar deles é falar tão simplesmente de Death Metal. Harmonioso, com um conjunto de riffs bem conseguidos e boa atitude do seu frontman, assim foi o concerto. Ao invés, destacar o ar sério do baixista e de um dos guitarristas que decidiram não tirar os olhos das suas cordas, e o «fã» diabólico que subiu ao palco incontáveis vezes.

O Sludge e death metal dos Soilent Green resultou em 40 minutos de algum anuir com a cabeça. Foi um concerto competente, empreendedor e de qualidade. O tema «Antioxidant» ficou na memória. O público, esse, reagiu bem e mostrou-se agradado com o concerto dos norte-americanos.

Os Disgorge são mexicanos e um dos mais reputados nomes do Death Metal/Grindcore. Criaram, na parte do recinto mais pequena, uma parede de som extremamente espessa, na qual a plateia não se negou a embater. Multiplicaram a palavra peso por muitas vezes e o resultado foi violento.

Foi também com peso que fomos brindados pelos Today Is The Day, ainda que o caminho escolhido seja outro. Experimental, desorganizado, com Groove e gritaria saturante. Foi intenso, mas pouco mais do que um cumprir de calendário.


De volta aos actos nacionais, os Grog estiveram iguais a si próprios. Tocaram temas do álbum que andará por aí brevemente e outros clássicos, e estiveram a bom nível como sempre. São uma banda incontornável e muito apreciada pelo público que, mais uma vez, disse «presente» e deu o corpo ao manifesto.


E de repente, o travão foi pressionado a fundo e a matança foi substituída por uma viagem pelo esperançoso mundo de Neige e dos Alcest. Um concerto extraordinário, que pecou pela voz estar um pouco baixa, haver algum feedback e não ter tido mais 15 minutos. A relação entre as passagens calmas e o Black Metal, dinamizando todo um som envolvente, maravilharam a «casa». Os temas dos 2 álbuns de estúdio levaram a frente do palco aos mais diversos locais. Via-se gente a «sofrer». Pouco falador, Neige chegou, tocou, maravilhou e despediu-se satisfeito pela grande salva de palmas. Só faltou a «Elévation»…


Os também franceses Hell Militia reuniam alguma expectativa e curiosidade. Mais do que a música, chamou a atenção desde logo as rastas do vocalista – não se pode dizer que se veja disto todos os dias nas bandas de Black Metal. Bons momentos, entrelaçados com outros «assim assim», ligados naturalmente a temas melhores do que outros, e mais um concerto que, não estando no top dos tops, foi conseguido e extraiu algum sentimento do público.


Atheist, os terceiros e últimos headliners da XIV edição do SWR. Das três bandas que mais tempo tocaram, foi aquela que menos marcas deixou. Pareceram-me algo «estrelas» sobre o palco, tiveram alguns problemas técnicos, um som muito alto mais uma vez, mas foram profissionais e conseguiram interagir bem com os fãs. Tocaram os temas que quem os acompanha há mais de vinte anos queria ouvir há muito, e valeu por isso. Várias outras bandas podiam ter tocado o tempo que estes americanos da Florida dispuseram.


Após uma pausa de três bandas, a brutalidade voltou a ser sentida no segundo palco, desta feita por intermédio dos Wormed. Death Metal duro e guturais de respeito, colocaram a nu as energias que ainda restavam. O vocalista mal falou, guardou a voz (e bem!) para os temas, dando um concerto imponente. Que vozeirão!


Duas questões vinham à tona: havia ainda disposição para Satanic Warmaster? As suas produções cavernosas perderiam algo ao vivo? A resposta à primeira foi “assim-assim” e à segunda “sim, naturalmente”, mas sem colocar em causa, no entanto, o belíssimo concerto que os finlandeses deram, apesar da guitarra apresentar-se pouco definida por vezes, e embrulhar-se ligeiramente naquele ritual. O low-profile Werewolf esteve muito bem a liderar o colectivo, sem espalhafatos ou teatros desnecessários, limitando-se a mostrar a sua apaixonante obra. «The Vampiric Tyrant» soube pela vida e podia ser tocada a noite toda; «Warmaster Returns» é exepcional, e «Carelian Satanist Forest» não o é menos. Esta última foi interrompida a meio, mas a protagonista de tão insólita situação, foi reduzida a uma gargalhada geral e o ritual pôde continuar. No final, a surpresa «Fighting The World» de Manowar. Estranho, discutível, mas apreciado pelo público que a cantou de princípio a fim. Público que aos poucos abandonava o recinto.

Na última actuação do festival, a única alteração neste dia. Os Frontal saíram do cartaz e coube aos Goatfukk encerrarem esta edição. Sorte de uma organização que no seu acampamento tenha gente que empreste o seu talento a várias bandas, para poder metê-los no palco a qualquer altura. Bom, chamar a isto concerto é falacioso, foi sim uma festa de despedida, em trajes menores, com dezenas a invadirem o palco enquanto a banda tocava lá pelo meio, como a imagem traduz. Ninguém estava preocupado, Barroselas só voltaria para o ano e havia que deixar a última grama de forças naquele recinto.
Sobre os palcos foi assim. Tudo o resto, é história.


Texto por Carlos Fonte
Fotografia por Inês Fonte



Agradecimentos: SWR Inc