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30 de Abril - 2º dia

(Nota: Desde já, desculpamo-nos perante o leitor, as bandas e organização, por nem todas terem registo fotográfico. Por vezes o material prega partidas e vai desta para melhor sem avisar. Certamente compreenderão. Gratos.)

O segundo dia trouxe cancelamentos e alterações de última hora, tendo entrado na lista os Pestilência, para assim comporem um pouco melhor o alinhamento. A maratona de concertos deveria ter começado com os Dead Meat, mas foi com os Exquisite Plus que o pano subiu no palco principal. Os espanhóis tiveram cerca de 30 minutos para debitar o seu death metal de grande destreza técnica perante uma plateia que desde início, a exemplo da véspera, fez questão de marcar presença, apesar do pouco descanso. Boa atitude, bem oleados, um som poderoso e papel cumprido.
Então sim, no palco secundário, os minhotos Dead Meat deram sequência ao som que havia dado as boas vidas ao novo dia. Um concerto competente e como sempre bastante animado, deste que é um dos grupos mais reconhecidos a nível nacional, particularmente nos meandros do género.


A destruição continuou em ritmo de bailarico, ou não fossem os Raw Decimating Brutality, vulgos R.D.B, uma das bandas mais aguardadas pelos fãs do Grind e não só. Sabe-se sempre o que esperar, e os nomes cómicos das músicas ajudam à boa disposição da plateia, que não pede licença para fazer uso dela ao longo dos curtos mas cativantes temas.



A partir daqui, o cartaz seria mais eclético e começou com os Equaleft a trazerem, finalmente, algo de diferente, mantendo mesmo assim o peso sonoro a um nível digno. A sua técnica surpreendeu pela positiva e a relação death/thrash com toques progressivos, foram um descanso após tanta brutalidade de enfiada.

Os Devil In Me tomaram de assalto o palco principal, logo depois. Um dos principais nomes da cena Hardcore nacional, não deixou os seus créditos por mãos alheias e tratou de dar um intenso concerto, com aquela atitude típica, para os muitos fãs ou apenas curiosos que preencheram muito bem o amplo espaço.
Como referi na introdução, Pestilência (os membros de Alchemist) juntaram-se à festa em cima do joelho. E era a sua vez de actuar. Concerto curto com bons momentos, mas o verdadeiro highlight foi definitivamente a clássica «Under a Funeral Moon» de Darkthrone, exemplarmente executada.

O irreverente Belathauzer e companhia construíram um óptimo concerto, baseado como é normal num constante ataque à religião e a quem a propaga, os Filii Nigrantium Infernalium dedicaram esta aparição pública a Karol Wojtyla, o papa João Paulo II. «Morte Geométrica» abriu a missa, e «Calypso» encerrou-a com mestria. «Ecuménica Matança» e a música de amor «Puta Infernal» foram grandes momentos.


Após a sessão blasfema, os Web estiveram iguais a si próprios. Goste-se muito ou pouco, a bitola desta instituição do thrash nacional é sempre a mesma, e os concertos são bastante competentes e intensos. Ao vivo fazem-se notar muito mais do que em estúdio.

Os noruegueses Taake deram sem margem para discussão um dos melhores concertos do festival, e dentro do Black Metal foi sem dúvida o melhor, surpreendendo muita gente para quem Satanic Warmaster seria o expoente máximo. Não foi. O possuído Hoest, que parecia saído do filme «Exorcista», mostrou-se como um dos mais espectaculares frontmen da actualidade. Excelente entrega de todos os membros e aqueles momentos - uhg! - rockeiros fizeram o público cerrar o punho e entregar-se à banda. Mesmo quem não aprecia tanto o género ia dizendo “isto sim!”. Deixaram o seu cunho e despediram-se com a bandeira do seu país na vertical. Referir também a sua simpatia, não se escusando a interagir com o público até ao final do evento.



Da Noruega descemos até à Holanda, onde o duo que compõe Jesus Crost estabeleceu uma pesada barreira sonora. Organizado na desorganização, o caos protagonizado por este dois humanos modestos, foi evidente. Engraçada a sua apresentação e postura informal (se é que há código de vestuário); revelaram-se apenas interessados em mostrar a Barroselas, as suas composições vertiginosas e violentas.


O início da última década do último milénio viu nascer muitas bandas de Death Metal, aquele a que hoje se chama de ‘velha guarda’. Nos Estados Unidos nasceu uma das mais conceituadas, os Malevolent Creation, e Barroselas assistiu a um portentoso concerto dos veteranos. Uma metralhadora sempre a descarregar e com direito a encore, fez elevar muito pó em frente ao palco. Mais um nome icónico a ficar na história do SWR.

Necros Christos geravam alguma expectativa e a avaliar pelas reacções, esta não terá sido defraudada. Tecnicamente muito bons, um som que enchia cada canto do tenda, uma cadência nas suas músicas muito bem recebida pelo ouvido, a voz grutesca e o ambiente ritualesco, provocado pela baixa luz que, na maioria do tempo, não deixava ver mais do que vultos, resultaram numa nota bem positiva para os alemães. Angariou novos fãs.

Finalmente os headliners do dia do meio – Venom! Aquele que poderia ter sido um concerto memorável, pela dimensão de uma banda que não se tem a oportunidade de ver todos os dias, não o foi e chegou a roçar o sofrível. O culpado não demorou um segundo a mostrar-se: o som esteve péssimo, à responsabilidade do “engenheiro” da banda. Durante cerca de uma hora, pouco mais, os tímpanos foram sendo atacados por agulhas, causando dor e desconforto. Em termos de palco, a banda abriu com a incontornável «Black Metal» (discutível a sua posição no set), sem conseguirmos ouvir o Cronos. O problema foi resolvido e até ao final foi um desfilar de clássicos, com espaço para dois bons temas novos. O líder do conjunto inglês é um senhor em palco, pelo qual os anos passam devagar. «Antechrist», «In League With Satan» e «Witching Hour » na despedida, fizeram aparecer muitas “guitarras” na plateia. Os efeitos secundários do volume fizeram-se sentir, foi pena.



Notoriamente o cansaço fazia-se sentir, mas para ninguém adormecer saiu da cartola mais um concerto de Grind/hardcore para o chamado bailarico. Os Magrudergrind não trouxeram nada de substancialmente diferente, apesar de uns quantos momentos bem interessantes patrocinando violência q.b. no meio do pó. Constituiu um daqueles concertos apelidados de “giro, mas venha o próximo”.

E os próximos eram os Evile. De volta a Barroselas, dois anos depois, os ingleses injectaram boa disposição e Thrash à maneira neste final de dia. A atitude esteve toda lá, e foi óbvia a sua satisfação por voltar aquele palco, mas o público já não reagia como há umas horas atrás. Ainda assim, alguns bravos gastaram os últimos cartuxos incluindo a galinha do GSM, que foi motivo de gargalhadas no seio da banda. Apesar de tudo, soube bem terminar com algo que não grindcore.


Texto por Carlos Fonte
Fotografia por Inês Fonte