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Os Riverside voltaram a Portugal depois de terem aberto para Dream Theater em 2007, e desta feita, em nome próprio, dispensando banda de abertura. O Santiago Alquimista esteve razoavelmente bem composto para os receber embora não tenha esgotado, o que foi pena porque o concerto que o quarteto polaco deu merecia uma lotação esgotada. Entrando em palco com um forte aplauso, o espectáculo começou com a intensa (de uma forma introspectiva, se tal for possível) “After” que assegurou a todos os presentes que o som, luz e a voz de Mariusz Duda estavam nas perfeitas condições. Aliás, o que poderá ter surpreendido alguns dos que foram na sexta-feira ao Santiago Alquimista, aqueles que não tiveram oportunidade para os ver em 2007, foi o facto do som irrepreensível e dotado de uma sensibilidade cinematográfica do seu trabalho de estúdio pudesse ser representado na perfeição ao vivo. “Artificial Smile” provou que o público estava mesmo com os Riverside e iniciou-se aqui a interacção entre os dois, principalmente com o frontman, que conduziu o público como um maestro – principalmente nas faixas “Conceiving You” e na “Left Out” onde a prestação da assistência parecia fazer mais impacto do que a de muitos estádios cheios. Entre as músicas, Duda revelou-se comunicativo, dizendo que finalmente estavam a tocar em Lisboa e que estavam cá para comemorar os seus dez anos de carreira e o seu último lançamento, o EP “Memories In My Head” – composto por três temas, dois dos quais tocaram, “Living In The Past” e “Forgotten Land”. Referiu também que sabiam que não eram uma banda de Death Metal mas que tinham sentido de humor (apontando para a sua t-shirt dos Angry Birds) e perguntou ao público se eles gostavam de rock progressivo, ao que o público respondeu em uníssono com um inequívoco “Sim”, ao que ele retorquiu com um “então, somos uma banda de rock progressivo” O ambiente descontraído ajudou a que a entrega de parte a parte tenha sido enorme, como o início da já mencionada “Left Out” em que o teclista Michal Lapaj se senta numa pequena mesa ao lado palco a beber um cafezinho, enquanto o início calmo ficou encarregue a Duda no baixo e voz e a Piotr Grudzinski na guitarra. Após à longa “Second Life Syndrome” a banda retirou-se para depois voltar para o primeiro encore, pouco tempo e muitos aplausos depois, a banda volta para o segundo momento do EP “Memories In My Head” da noite e para a instrumental “Reality Dream III”. No final, a banda juntou-se toda para agradecer ao público, que estava completamente rendido, fazendo diversas vénias antes de abandonar mais uma vez. O público continuou a chamar por eles e não demorou muito que voltassem para aquele que foi o último encore e a última música da noite. Duda perguntou ao público se sabiam como é que estava o resultado de Portugal – ao que ninguém soube responder – e agradeceu a todos terem estado ali, apesar do jogo da selecção e que esperava estar de volta ao nosso país no ano seguinte, já com o novo álbum, convidando todos os presentes a voltarem. “The Curtain Falls” foi a música que encerrou o espectáculo (com os músicos a abandonar progressivamente o palco, começando por Grudzinski a pousar a guitarra, sendo seguido por Duda, a pousar o baixo e a despedir-se do público, depois por Piotr Kozieradzki na bateria por último, Lapaj a sair do seu canto feito com cinco teclados e a fazer a vénia de despedida do público lisboeta) a maneira ideal de acabar uma grande noite de rock/metal progressivo no Santiago Alquimista, que se revelou ideal para este tipo de concertos e um espaço onde bandas como os Riverside estão, verdadeiramente em casa. Foi a primeira vez que a banda polaca esteve em Lisboa mas a ideia que ficou é que eles sempre cá estiveram e que sempre vão cá ficar (mesmo esquecendo o pequeno incidente de troca de nome da cidade, até porque Lisboa é fácil de confundir com … Sevilha).

Texto: Fernando Ferreira
Fotografias: João Cavaco


Agradecimentos: Prime Artists