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Existe um ditado na cultura portuguesa que diz: “Não há fome que não dê fartura”. Se há uns anos era difícil as bandas passarem pelo nosso país (em tour própria), o que se passou nos últimos dois meses são um sonho molhado de qualquer apreciador de música pesada. Tivemos Anathema, Voivod, Dragonforce, Fear Factory, Devin Townsend, Trivium e, a finalizar, os Meshuggah, que trazia consigo para a sua Obsidian Trek Tour os polacos Decapitated e os também suecos C.B Murdoc.


Falar dos Meshuggah é falar de uma instituição. Aquela que é uma das bandas mais apreciadas e respeitadas dentro do metal mais extremo já leva mais de vinte anos de uma carreira sempre em ascensão e cada lançamento é sempre visto como superior ao anterior. É inegável o impacto que discos como “Destroy Erase Improve”, “Nothing” ou “ObZen” tiveram dentro do espectro do metal mais técnico e pesado. 


Foi um Paradise Garage já bem composto que recebeu os C.B Murdoc, sexteto sueco que teve a missão de abrir esta noite de peso. Relativamente desconhecidos por grande parte do público, deram um concerto morno, mas ao mesmo tempo interessante. A forma como a banda mistura ritmos a meio-gás, muito peso e ocasionais teclados funciona bem, embora não seja totalmente original. A promover o seu ultimo disco, “The Green”, a banda de Estocolmo deram um concerto interessante, conseguindo aos poucos cativar a atenção de um público ainda a preparar-se para as duas bandas seguintes. No geral, foram trinta minutos de boa música e boa disposição. - (ver mais fotos de C.B. Murdoc)


Os Decapitated são, sem qualquer dúvida, uma das grandes bandas de death metal saídas da Polónia. A par dos Vader e Behemoth, não têm nada a provar a ninguém e os seus cinco discos de originais falam por si mesmos. Uma banda que, a dada altura da carreira, foi ao inferno, num acidente que vitimou o baterista Vitek e mantem até hoje num estado vegetativo o vocalista Covan. Ainda assim, o guitarrista e mentor da banda Vogg ergueu das cinzas os Decapitated que, com uma nova formação, assinou em 2011 um dos melhores álbuns do género, “Carnival is Forever”. Dessa formação resta apenas o vocalista Rafal Piotrowski, dado que a bateria é agora comandada por Pawel Jaroszewicz (em substituição do anterior "Krimh" Lechner) e o baixo a cargo de Konrad Rossa.  A abertura com “The Knife” e “Pest” mostram uns Decapitated no máximo da sua forma, muito concentrados e consistentes, com um Rafal sempre a incitar um público que esteve sempre do seu lado desde o primeiro minuto. Num setlist muito apoiado no seu último disco, houve ainda tempo para revisitar temas de discos anteriores como “Mother War” e “Post(?) Organic”. Uma prestação muito competente, pese embora o som não tenha estado nas melhores condições. No entanto, isso não tira a força de uma banda que morreu e renasceu e que quer provar que consegue competir com os maiores. A fechar, as brutais “Spheres of Madness” e “Day 69”, culminando num concerto cheio de força e entrega. - (ver mais fotos de Decapitated)



Tudo se cala e o palco é preparado para os cabeças de cartaz. O público procura os melhores lugares, numa casa que não encheu, mas andava lá perto. De antemão, já se sabia que os Meshuggah traziam consigo um jogo de luzes interessante, o que combinada com a música intensa e matemática do quinteto, se revelaria algo de muito interessante. As luzes apagam-se e vislumbramos, atrás do seu gigantesco kit de bateria, Tomas Haake. Os restantes Jens Kidman, Fredrik Thordendal, Mårten Hagström e Dick Lövgren ocupam as suas posições e logo após a introdução “Obsidian”, arrancam com um “Demiurge” do novo disco “Koloss” que fez explodir o Paradise Garage. Com um som capaz de arrancar tinta das paredes e a iluminação ideal, os Meshuggah mostram o porquê de serem uma banda tão idolatrada. Os riffs hipnóticos e intensos, um baterista de eleição e um Jens Kidman que olhava directamente nos olhos do público e que cuspia as letras como se a sua vida dependesse disso. Um Kidman que apenas se dirigiu ao público uma vez durante todo o concerto. Mais vale assim, deixar a música falar por si e deixar a conversa fiada. E a música era mesmo esse o motivo pelo qual todos ali estavam. Desde “Pravus” e “Combustion” do anterior “ObZen”, a uma brutal “Glints Collide” de “Nothing”. O meio do concerto esteve preenchido por temas de “Catch 33” do novo “Koloss” (“Do Not Look Down” e “The Hurt That Finds You First”, sem dúvida, dos melhores momentos do disco), mas foi já na recta final e encore que o Garage se rendeu por completo a uns Meshuggah imparáveis. “Bleed”, “New Millenium Cyanide Christ”, “I Am Colossus” e “Rational Gaze” fecharam o set normal da banda. O publico exigiu mais e os Meshuggah deram mais. Com “Future Breed Machine” e “Dancers To A Discordant System” destruíram o que restava do Garage. - (ver mais fotos de Meshuggah)

Não vale a pena estar aqui a explicar a prestação em palco dos Meshuggah. Quem os conhece em disco sabe do que a banda é capaz. Multipliquem essa intensidade por cem e encontram o resultado. Uma noite intensa, para recordar. 


Esperemos apenas que os Maias estejam errados e que o mundo não acabe no final deste mês, porque para o ano o público quer mais bandas e mais concertos.

Texto por João Nascimento
Fotografia por João Cavaco
Agradecimentos: Prime Artists