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Festa foi a palavra de ordem naquela que era a primeira edição do Tumulto Fest que se realizou no Cine-Teatro de Corroios no passado dia 29 de Junho.


E foi aos Challenge que coube dar o pontapé de saída, tendo o quarteto das Caldas conseguido as primeiras movimentações ninja na plateia com um set onde entrou até uma cover dos míticos Sick Of It All. Orgulhoso da sua terra natal, o vocalista focou várias vezes a dedicação do pessoal das Caldas da Rainha que viajou até Corroios em apoio à primeira banda da tarde de concertos. O público era ainda pouco numeroso mas era já o suficiente para os primeiros stage dives. A banda não cedeu à pressão e deu um bom concerto dando assim início à festa naquele espaço da Margem Sul.




De Lisboa chegavam os Utopium com um estilo bastante diferente mas igualmente capaz de causar racção no público, ainda que de outra forma. Pouco comunicativos (de facto, a única palavra que proferiram foi um agradecimento no final do concerto), fizeram questão de aproveitar ao máximo a meia-hora de concerto a que tinham direito e só um problema técnico, que foi resolvido rapidamente sob aplausos do público, os fez parar por breves instantes, regressando logo de seguida à destruição que tinham a cargo com o seu grindcore.




Era tempo dos For The Glory voltarem a colocar uma sonoridade harcore no festival. O público que tinha dados nas vistas em Challenge voltou para a frente e parecia agradado com o que aí vinha. E o que aí vinha eram 30 minutos de (muito) bom hardcore nacional a cargo de Congas e c&a. Era, de resto, impossível ficar indiferente a temas como "Survival of the Fittest", "Some Kids Have no Face" ou "Armor of Steel", que toda a banda fez questão de interpretar com muita intensidade, estando o vocalista irrequieto em palco. Tempo ainda para o habitual agradecimento à organização e para partilhar o microfone com Hugo Andrade, dos Switchtense, para um dos últimos temas da sua actuação.




E eram mesmo os Switchtense que se seguiam. Não sendo já desconhecidos de ninguém, foi com isso em mente que se atiraram a "Face Off", a música com que o quinteto da Moita iniciou os seus minutos de concerto em que não foram esquecidos outros temas como "State Of Resignation" ou "Unbreakable". E como se "Into The Words Of Chaos", talvez um dos maiores passaportes dos Switchtense, não fosse já poderosa o suficiente, tornou-se altamente destrutiva quando seguida por "Infected Blood", o tema escolhido para acabar a actuação.




Estava a cargo dos Simbiose o término do lote de bandas Portuguesas do festival, tendo com isso mais 15 minutos de tempo de actuação do que os seus antecessores. A sala estava bem mais composta e a banda tratou de dar um concerto sem espinhas que maior parte do público pareceu gostar bastante. O vocalista fez questão de dar liberdade ao pessoal para que subisse ao palco para o habitual stage dive e, apesar de tímidos ao início, os mais corajosos não se fizeram esperar e depressa aproveitaram a liberdade que lhes tinha sido concedida em temas como "Parados, Humilhados e Calados", um dos pontos altos da sua actuação que foi antecedido por algumas palavras de crítica ao poder político. Tempo houve ainda para algumas malhas antigas como "Agora Ou Nunca", da sua primeira demo "Até Quando?". Foi num ápice que a banda de crust deu por terminado o concerto, começando então as mudanças em palco para a banda mais esperada do festival.


E se há momentos em que as palavras dificilmente descrevem o que quer que se possa ter visto, este é, sem dúvida alguma, um deles. São poucas as palavras no dicionário que permitam descrever com exactidão a quantidade de energia que os Ratos de Porão trouxeram ao espaço que por aquela altura estava já a uma temperatura bastante elevada, transformando o público, que já estava animado, num exemplo perfeito de insanidade e de amor à música. A movimentação foi uma constante com mosh pit e stage dives ao longo daquele que se tem de considerar, sem margem para dúvidas, o concerto do festival, sendo o exemplo perfeito de todo o mote que movimentavam público e as bandas: a festa. A banda brasileira apresentou um concerto demolidor e não deu tréguas ao longo de toda a actuação, tendo sido sempre a partir com temas como "Paradoxo da Soberba", "Caos", "Morrer", "FMI", "Beber Até Morrer" ou a também mítica "Crucificados Pelo Sistema". O público, que por esta altura praticamente enchia a sala, parecia conhecer todos os temas e acompanhava João Gordo nas letras, sendo que o vocalista estava visivelmente feliz com o que via e fez questão de pegar no seu telemóvel para filmar o que estava a acontecer no Cine-Teatro de Corroios. Nem o ambiente abafado já característico da sala impediu a diversão quer do público quer da banda. Com direito a 2 encores, foi ao fim de hora e vinte de concerto que a banda deu por terminada a sua actuação com "Periferia", outro dos temas que grande parte da plateia parecia conhecer.

A organização está de parabéns e pode considerar-se a primeira edição do Tumulto Fest um verdadeiro sucesso que conseguiu a perfeita comunhão entre público e bandas, num nível de energia e insanidade capaz de ultrapassar qualquer escala ou limite de uma forma bastante positiva. Venha a próxima edição!

Texto por Bruno Correia
Fotografia por Tiago Barbas
Agradecimentos: Tumulto Fest