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Os dias 9 e 10 de Agosto de 2013 ficarão marcados na memória de muitos fãs de metal portugueses, por mais uma excelente edição do Vagos Open Air que, contra as expectativas dos mais cépticos, revelou-se mais uma vez um sucesso, em dois dias de óptimas actuações e excelente ambiente entre os festivaleiros. Como é sabido, os cartazes do Vagos Open Air são extremamente eclécticos - e ainda bem para os espectadores – embora, por vezes, possa fazer com que algumas pessoas não gostem dos mesmos na sua totalidade. É impossível agradar a todos e este ano não foi excepção. No entanto, e gostos à parte, é inegável o nível qualitativo elevado, por parte das bandas que tocaram nesta edição.


Aos Secret Lie coube a tarefa de iniciar o evento. Talvez fossem o nome mais polémico do cartaz, no entanto, souberam dar a volta, com uma actuação positiva por parte de um colectivo formado por alguns músicos de créditos mais que firmados no panorama musical nacional: Tó Pica (Ramp, Sacred Sin e Anti-Clockwise), Pedro Teixeira Silva (Corvos) e Nuno Correia (Forgotten Suns). Foi uma boa performance em palco - tanto por parte dos instrumentistas, como de Sara Madeira, sem falhas - e conseguiram uma reacção muito razoável do público, mais do que seria, à partida, expectável. De realçar, a interessante interpretação de um excerto de "As quatro estações" de Vivaldi. 



Seguiram-se os líderes da música pesada industrial em Portugal - Bizarra Locomotiva - com um concerto intenso e teatral. Rui Sidónio esteve imparável e, logo na primeira música, deslocou-se para o meio do público, acompanhado o mesmo no headbanging. A banda conquistou uma boa parcela dos espectadores a partir de "Egodescenctralizado" e assim se manteve até ao final. Uma nota para a presença do guitarrista Tó Pica como convidado no tema "Anjo Exilado", trajado a rigor como se de um membro de Bizarra se tratasse.



Os Moonsorrow foram os representantes do Black/folk/viking nesta edição do Vagos Open Air. Podem não ser a banda mais festiva do género, a que não propicia reacções mais efusivas ou dançáveis por parte do público, no entanto, têm outra profundidade e densidade comparativamente a outros colectivos do mesmo tipo. Foi uma das bandas em destaque no primeiro dia, com os seus longos e excelentes temas a cativarem uma boa parcela dos presentes. Talvez o facto de o colectivo finlandês ser um dos nomes mais extremos do cartaz do VOA, tivesse tido impacto a nível de público apoiante da sua sonoridade. Ainda assim, "Köyliönjärven Jäällä" e "Sankaritarina" foram os temas que mais impacto causaram nos espectadores.  



Os Evergrey, liderados por Tom Englund - o único membro original a permanecer no colectivo - deram um concerto irrepreensível tecnicamente, tendo sido o único problema as falhas no microfone do vocalista/guitarrista. Temas clássicos da banda como "Recreation Day", "Monday Morning Apocalypse", "As I Lie Here Bleeding", "The Masterplan" e "A Touch of Blessing" não faltaram, como já era de esperar, bem como alguns dos temas em destaque dos dois últimos registos de Evergrey, como "Wrong" e "Broken Wings". Além do equilibrado alinhamento, há que realçar a quase brilhante prestação vocal de Tom Englund, que sem contar com os problemas técnicos, esteve em alto nível durante todo o concerto. O público - incompreensivelmente - reagiu pouco à qualidade da música e prestação do grupo sueco, o que se deve muito provavelmente à banda ter poucos fãs em Portugal.




O power metal melódico dos Sonata Arctica foi o ponto alto do primeiro dia do festival, devido a uma grande performance da banda finlandesa - a roçar a perfeição - com um Tonny Kakko em grande forma e que puxou incansavelmente pelo público, o qual aderiu bastante a este concerto. Muitas músicas do mais recente álbum do grupo foram tocadas e soaram, de um modo geral, melhor ao vivo do que em estúdio. Mas os maiores destaques foram para clássicos como "Black Sheep", "Broken", "FullMoon", "Replica" e "Don't Say a Word", tocados por uma banda que se divertiu realmente em palco e contagiou os espectadores com a sua atitude. Não será unânime dizer que foi o melhor concerto do dia 9, porque há quem não goste da sonoridade da banda, mas gostos à parte foi uma excelente actuação e que agradou de sobremaneira aos fãs.




Aos italianos Lacuna Coil coube a tarefa de fechar a primeira noite de concertos do Vagos Open Air. Eram talvez os headliners menos unânimes de todas as cinco edições do Vagos Open Air, no entanto, deram a volta à questão com um concerto enérgico e sem momentos aborrecidos. A setlist foi baseada nos seus últimos quatro álbuns, não havendo espaço para qualquer tema dos primeiros dois registos dos Lacuna Coil, o que poderá ter desiludido alguns seguidores mais antigos. À força dos riffs modernos juntou-se uma Cristina Scabbia muito segura vocalmente, o que não se poderá dizer de um, por vezes desastrado, Andrea Ferro. "Swamped", "Heaven's a Lie" e a cover de "Enjoy the Silence" foram os momentos mais aplaudidos, mas os quatro últimos temas, "Our Truth", "Upsidedown", "Trip the Darkness" e "Spellbound" também foram dignos de destaque e fizeram com que o concerto terminasse em óptimo plano.


Texto por Mário Rodrigues
Fotografias por Diana Fernandes
Agracedimentos: Prime Artists e Ophiusa Eventos