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Uma noite chuvosa deu as boas vindas ao regresso dos Hypocrisy ao nosso país, começando em Lisboa no Paradise Garage no passado domingo e seguindo para o Porto no dia seguinte, actuando na sala 1 do Hard Club. 


Apesar do mau tempo e apesar de ser um domingo, tal não impediu que a sala de Alcantâra estivesse razoavelmente bem composta assim que os "nossos" Theriomorphic subiram ao palco para dar início às hostilidades, não muito depois das oito e meia da noite. Para uma banda que esteve parada durante dois anos, não se notou nada essa pausa na actuação embora a mesma tenha sido prejudicada e muito pelo péssimo som de guitarras e pela mistura - a bateria abafou por completo tudo o resto, menos a voz de Jó, com os guturais a todo o gás e o seu baixo também a sobrepor-se às guitarras embora nem sempre definido. Foi pena que este regresso aos palcos tenha sido um pouco amargo por questões técnicas, no entanto, todo o público aderiu, apesar das dificuldades de som. Temas emblemáticos dos dois álbuns da banda foram tocados e ainda um tema novo chamado "Marching Towards The Sun", num total de seis músicas em meia-hora. Saldo positivo e o desejo de os ver mais vezes em cima de um palco, com melhor som à disposição.



Algum tempo depois, foi a vez dos dinamarqueses Hatesphere subir ao palco, eles também de regresso aos palcos nacionais, apenas dois dias depois de ter sido lançado o seu novo álbum, "Murderlust", o seu oitavo já. Sendo uma banda estilisticamente bastante diferente dos suecos, foi uma agradável surpresa a forma como foi recebido pelo público presente no Paradise Garage, demonstrando mais que nunca que a história das tribos e das guerrinhas entre apreciadores de estilos não prejudica aquilo que realmente interessa e o que realmente interessa é mesmo a música, essa que falou mais alto. O vocalista Esben "Esse" Hansen esteve em topo de forma, sendo afável e comunicativo como apenas ele sabe ser e comprovando para todos os descrentes que esta banda ao vivo assume toda uma vida que nunca conseguiu ter até hoje em estúdio. Boa disposição (aquelas intros dominam, até Roxette entraram ao barulho antes da "Hate"), grandes malhas de hardcore metalíco onde não faltaram clássicos da banda como "Drinking With The King Of The Dead" e a inevitável "Sickness Within" e a sensação de missão cumprida.



Com algum tempo de demora para montar o palco (embora o mesmo já tivesse parcialmente montado com a bateria elevada de Horgh, factor com um surpreendente impacto visual positivo na actuação da banda), o público foi ouvindo e apreciando da melhor forma uma sucessão de músicas de AC-DC que fez com que a espera fosse menos dolorosa. Tudo isso perde a importância assim que a intro de teclados começa a soar, intro essa que depois dá lugar ao início do tema título do último álbum, "End Of Disclosure" que trouxe a sala lisboeta ao rubro. Com um som irreprensível e uma actuação no mesmo sentido, a banda despejou literalmente quatro temas antes de Peter Tägtgren se dirigir ao público. Verdade seja dita, ele até podia ter tocado apenas que o público continuaria rendido, tal o grau de intensidade com que as músicas eram debitadas pela banda e recebidas pelos fãs presentes - a "Fractured Millenium" será sempre um crowd pleaser. Depois de apresentar uma das grandes malhas do último álbum, "The Eye", a banda foi buscar o clássico "The Abyss" (originalmente gravado como faixa bónus do álbum "The Fourth Dimension" e regregado no álbum "The Arrival" dez anos depois), uma música melódica, com um certo feeling doom, contrastando com os ritmos frenéticos da "Valley Of The Damned", do penúltimo álbum "A Taste Of Extreme Divinity".


Foi entre estes dois mundos que a banda baseou a sua actuação, agradando assim tanto às facções adeptas das sonoridades mais extremas (não sendo por acaso a inclusão dos clássicos "Left To Rot" e "Necronomicon", dos dois primeiros álbuns, respectivamente) como as sonoridades mais melódicas, típicas da segunda era da banda (onde não poderia faltar a antémica "Fire In the Sky" e a clássica "Roswell 47"). A actuação manteve-se também dinâmica assim como o som esteve quase sempre perfeito, não fosse uma falha nas guitarras na segunda metade da "Warpath", mas nada que chegue para beliscar a bela noite de metal que nem a chuva conseguiu estragar. Talvez a última música pudesse ser outra que a "The Final Chapter" mas acaba por ser o final adequado para um grande concerto dos suecos no nosso solo. A banda estava visivelmente satisfeita com a recepção e o público, esse, completamente rendido.


Texto por Fernando Ferreira
Fotografia por Tiago Barbas

Agradecimentos: Prime Artists