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Foi uma noite de contrastes a de dia 5 no Hard Club, onde na sala 2 imperou o cosmos proporcionado pelos Wooden Shjips, Monkey 3 e 10000 Russos, e na sala 1 reinou o caos pela mão dos Holocausto Canibal, Exhumed e Toxic Holocaust.  E é de caos que se vai falar nesta reportagem, com destaque para os cabeças de cartaz, os Toxic Holocaust, estreia absoluta em território nacional e com o novo portento que é “Chemistry Of Consciouness” na bagagem. Comandados pela mão de ferro de Joel Grind que conta já com 15 anos de carreira à frente da banda, passando por editoras desde a infame Nuclear War Now! até à “gigante” Relapse Records,  é inegável o crescimento e estatuto de culto que atingiu, algo que se veio a confirmar dada a forte afluência de “battle jackets” e da presença de “nuestros hermanos” no público. 

Os seus compatriotas e companheiros de editora Exhumed regressavam pela terceira vez a Portugal, tendo actuado no Hard Club em 2012 na sala 2 e na segunda edição do Areeiro Open Air no ano passado. Dado isto, verificou-se que a banda já tem uma boa base de fãs por cá, espalhando a sua selvajaria gore com convicção, e impulsionados pelo bom momento que atravessam adicionando o facto de trazerem também “Necrocracy” para apresentar, não deixaram os créditos por mãos alheias.


A abertura dos concertos ficou a cabo dos Holocausto Canibal que dispensam qualquer tipo de apresentação, pois já bem conhecidos do público e sendo dos nomes e das bandas nacionais mais bem-sucedidas tanto lá fora como cá dentro no espectro do goregrind, nada mais têm a provar.  Após quase um ano sem tocarem na invicta, coube aos Holocausto Canibal a abertura das hostilidades, tendo o seu set se focado maioritariamente no último trabalho “Gorefilia”, editado em 2012. No entanto, foram os clássicos como “Empalamento” que provocaram os primeiros movimentos numa plateia ainda algo morna, que a pedido do vocalista Ricardo Silva por “bailarico” lá se foi arrebitando. A banda terminou a sua actuação ao som de “Vulva Rasgada” dando um concerto mais que competente, iniciando o mote para o festim visceral que viria a seguir.




Poucos minutos depois da hora marcada, os Exhumed sobem pela segunda vez ao palco do Hard Club (terceira em território nacional), por onde passaram com a tour “Grind over Europe” ao lado dos Rotten Sound e Magrudergrind em 2012. Matt Harvey e companhia trucidaram os presentes com um concerto bruto, intenso e interactivo, ao contrário do que foi a sua prestação em 2012 onde ainda algo desconhecidos do público português, actuaram para uma fraca e pouco entusiasta moldura humana. Munidos do excelente novo álbum “Necrocracy” que mostra uma faceta mais melódica da banda e um lineup renovado desde a última vez que se apresentaram no Porto, foi com o tema título seguido de “Coins Upon The Eyes” que o grupo deu início à sua prestação para uma sala já bem composta, que os recebeu com as primeiras grandes agitações da noite. Apesar de terem um novo álbum, foram os clássicos que fizeram mossa: “Necromaniac”, “Forged in Fire (Formed in Flame)” e “Limb From Limb” com direito a introdução teatral do “Dr.Gore” acompanhado da sua motosserra (de plástico!), que foi aparecendo para interagir com o público durante a actuação da banda junto com os seus adereços mórbidos e poção rejuvenescedora - Cergal... Os Exhumed mostraram que se encontram no pico da sua forma e atravessam um bom momento da sua carreira, dilacerando membro a membro o público sem piedade, mantendo uma atitude descomprometida e com um Matt Harvey sempre muito comunicativo e bem-disposto ao longo do set, fecharam com chave de ouro a sua performance regurgitando “The Matter of Splatter”.



Enquanto se esperava que os Wooden Shjips terminassem a sua actuação na sala 2, os presentes aguardavam com expectativa a estreia dos Toxic Holocaust. Foi com alguns minutos de atraso que finalmente a trupe de Joel Grind tomou de assalto a sala 1 do Hard Club, onde a partir daí foi sempre a “descascar”. Debitando o seu thrash cáustico envenenado de punk sem dar tréguas, os motins começaram logo que ecoaram os primeiros riffs de “Metal Attack” do seu split com os germânicos Nocturnal intitulado “Thrashbeast from Hell”, seguindo-se malha atrás de malha com “Wild Dogs”, “Endless Armageddon” de “An Overdose of Death...” que foi o álbum que mais rodado no set, passando por “Conjure and Comand” com I’am Disease” onde as movimentações abrandaram um pouco, retornando o caos com “War Is Hell” do prezado álbum de estreia “Evil Never Dies”, seguindo-se o EP “Reaper’s Grave” tocado na íntegra. Os temas de “Chemistry of Consciousness” foram deixados para a parte final do concerto tendo sido tocados “Awaken the Serpent”, “MkUltra” e “Acid Fuzz”. O terror nuclear de “Nuke the Cross” seguindo-se do encore com “666” e “Bitch”, partiram os últimos ossos que restavam, encerrando assim uma prestação onde apesar de terem deixado de fora do set os temas de “Hell on Earth”, de a banda revelar uma atitude do género “bora lá despachar isto” talvez motivada pelo facto do horário que tinham de cumprir dado o atraso aquando do inicio do concerto, e de o baterista Nick Bellmore não ter estado nos seus melhores dias, mostraram o porquê do estatuto que gozam actualmente com um concerto potente e incendiário.  



Texto por Rúben Pinho
Fotografias por Miguel Oliveira
Agradecimentos: SWR Inc.