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Freddie Mercury faleceu em 1991, já lá vão mais de vinte anos e mesmo assim, o seu trabalho e o trabalho da banda a que pertenceu, é capaz de encher (não esgotar) o campo pequeno, tal como já o tinham feito em 2011, provando a imortalidade das músicas e da figura emblemática que o músico foi e continua ainda a ser no coração dos seus fãs, muitos deles que nunca tiveram a hipótese de o ver a actuar. E é nesse espírito que surge esta proposta dos God Save The Queen, dar às pessoas a hipótese de ver um espectáculo que apenas viram e ouviram em casa e que sonharam um dia fazer a parte. Aliás, é essa a intenção de qualquer banda de tributo que nos últimos anos tem proliferado pelo mundo da música. Para o público português, os Queen sempre estiveram atravessados na garganta já que a banda, enquanto Freddie Mercury esteve vivo, nunca visitou o nosso país. 


Tratando-se de uma banda que teve o seu auge criativo na década de setenta e o seu auge comercial na de oitenta, seria de esperar que o público presente fosse todo de uma faixa etária mais elevada mas tal não se verificou, sendo que todas as idades estavam representadas numa audiência bem variada, provando de mais esta forma como a música dos Queen vive eternamente e continua a chegar às gerações mais novas. O tributo argentino à banda começou com a versão da "We Will Rock You" rápida que a banda apenas registou ao vivo e a inevitável "Tie Your Mother Down", o rockão da ordem que fica sempre bem no início de qualquer coisa relacionada com os Queen.


Seria de esperar que fosse um desfilar de clássicos atrás de clássicos mas havia a curiosidade se a banda iria apostar nas músicas mais recentes - aquelas que nunca foram tocadas ao vivo por Mercury - ou se escolheria as que já deram provas de funcionar ao vivo e nesse aspecto, existiram algumas surpresas. Se "Another On Bites The Dust", "Under Pressure", "A Kind Of Magic","Who Wants To Live Forever?" se esperavam obrigatoriamente, uma "Killer Queen", "Bicycle Race" ou "Somebody To Love", sem falar no inesperado medley da "Fat Bottomed Girls", "White Man" (excelente surpresa) e "Headlong" e na arrepiante "Save Me".


Também inesperada foi a "Melancholy Blues", nitidamente para "Brian May" descansar, uma música cheia de sentimento que até resultou bem no contexto, apesar de desconhecida para maior parte das pessoas. Mais conhecidas eram as "Love Of My Life" (cantada do início ao fim pelo público), "The Show Must Go On" (sempre arrepiante esta música), "I Want It All" (o momento mais pesado da noite, com o solo mais longo), "Crazy Little Thing Called Love" (que meteu a plateia aos saltos) e claro, a incontornável "Bohemian Rhapsody" que se tornou um dos pontos mais altos da noite - também impressionante pela forma como a banda tocou a parte do meio, da ópera, sem recurso a samples e não fez má figura. A banda saiu do palco e voltaria a entrar para mais uma dúzia de músicas, sendo que a primeira surge "Freddie Mercury" vestido com uma camisola justa, uns implantes mamários, e uma peruca tal como o videoclip da "I Want To Break Free". "Big Spender" a anteceder a "Radio Ga Ga" a relembrar "Live At Wembley '86", assim como a rendição de "We Will Rock You" com direito a desfilar da bandeira portuguesa e "We Are The Champions" com a devida apresentação da coroa da Rainha ao público na "God Save The Queen". 


Normalmente é assim que acabavam os concertos dos Queen, mas a demanda popular foi tanta que a banda apresentou-se em palco para mais uma música, que anda na boca do povo devido a um anúncio que a usa, a "Don't Stop Me Now". A meio gás, com um Brian May praticamente apagado e a surgir praticamente no solo mas a deixar o público satisfeito pelas quase duas horas de música que deu para sonhar e cantar músicas que fazem parte da sua vida e que de outra forma não teriam forma de as ver. Não foi uma noite perfeita por existirem algumas falhas nomeadamente a nível do som, por vezes baço e pouco definido mas mesmo assim, a deixar o nível de qualidade bem alto. 


Ezequiel Tibaldo / "John Deacon", talvez fosse o "boneco" menos conseguido mas mesmo assim, muitos dos seus gestos estavam imitados na perfeição, assim como a figura de "Roger Taylor" / Matias Albornoz que conseguiu ficar próximo fisicamente, graças ao cabelo oxigenado mas que não transmitiu o carisma do original. Os mais próximos foram sem dúvida Francisco Calgaro / "Brian May" e Pablo Padin / "Freddie Mercury", que além de dominarem na perfeição todos os gestos (por vezes demasiado, ficando a ideia de que eram mais May e Mercury do que os próprios May e Mercury alguma vez foram) e mostrando-se também músicos completos tal como os originais, trocando e tocando viola, guitarra e piano, teclados sem qualquer dificuldade. Por vezes Padin lembrava-nos de que não estávamos diante Mercury devido à sua voz, mas na maior parte da noite a ilusão manteve-se viva. Freddie Mercury morrem em 1991, mas dia 27 de Junho de 2014, viveu uma vez mais no Campo Pequeno.



Texto por Fernando Ferreira
Fotografia por Tiago Barbas
Agradecimentos: Remember Minds