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Ao final da calorosa tarde lisboeta do dia 16 de Agosto de 2014, fomos presenteados pelo poderoso cartaz de mais uma edição do festival Degredo Metal Fest, desta vez realizado na sala de concertos Fantasma.


Ainda que à hora prevista não se tenha realizado com o começo do festival, por volta das seis horas da tarde, as hostes foram iniciadas pela banda O Cerco , projecto de Torres Vedras que conta com um ano de existência. Este trio ao longo de 30 a 40 minutos marcou a actuação pela percussão dinâmica, ritmos compassados entre breaks, blast beats e riffs gélidos e demolidores. “O homem esmorece, a natureza prevalece” . E a natureza deste trio fidelizará os fãs de black e retro black metal. Destaque especial para os temas “Parasitas”, “A Queda” e “A Devastação”. Se os riffs debitados nestes temas fossem incendiários, ninguém sairia dali vivo. A não perder de vista esta promessa no panorama no underground nacional, que requer um pouco mais que uma experiência auditiva.


A continuidade do festival foi assegurada pelos Scum Liquor, projecto este constituído por elementos de outros conhecidos nos meandros do metal português, sendo que o cariz de Scum Liquor é crust cru, sem polidez como convém. O grupo iniciou a actuação com o já conhecido “Booze and Sluts”, seria o percurso para a destruição à qual o público aderiu sem reservas. Sem esquecer a cover de GG Allin “I kill everything I fuck”, que satisfaz todo o prezado ouvinte da vertente crust /punk .A prestação foi rematada pelo tema Scum Life Time, um verdadeiro bulldozer sonoro. Como os próprios disseram: was a blast!




Seguiram-se os Gorgásmico Pornoblastoma vindos da zona de Guimarães/ Barcelos,presentes pela primeira vez em Lisboa. O veneno mais concentrado figura-se em pequenos frascos e assim foram os temas apresentados pelo duo da bateria e guitarra/voz. Temas curtos mas absolutamente avassaladores: Grindcore em estado puro. O dinamismo da bateria carregada de blast beats a marcar riffs acutilantes e mutiladores provam que o duo é mais que suficiente para recriar uma explosão nos mais grotescos tímpanos. E se alguma dúvida fosse possível ter, os 14 temas apresentados dissiparam qualquer inibição de satisfação plena. A sodomia não foi acidental.


Os Göatfukk  foram os mentores seguintes em palco. Já sobejamente conhecidos nestes meandros mostram-nos como se faz d-beat no black metal. Com a notável energia em palco, a mesma foi instantaneamente sentida no público, como já é hábito. Ao longo dos temas que se ouviram aos “quatro cantos” da sala, muitos se aproximavam do microfone e contribuíam na cantoria das suas letras. O som pesado e o poder da voz abafavam o calor que se sentia, passando este despercebido enquanto o pessoal “saltava” entre o curto espaço do palco e no meio do mosh, “Drunk Slut 666”, a “Outbreak of Evil” e uma cover de Sodom, foram dos momentos mais altos destes senhores lisboetas que actuaram sempre a “rasgar”.


Já bem familiarizados com a presença agressiva da sonoridade de Alcoholocaust, o “bailarico” continua ainda de forma mais massiva logo na primeira música do concerto. Sem deixar que o ambiente se torne ameno, os punhos erguidos, os cabelos a voar, os empurrões e as subidas ao palco (algumas delas desastrosas) continuaram. Por algumas vezes o microfone foi "roubado" por vozes gritantes que se encontravam na frente do palco parar as letras dos temas. Entre o "descanso" Entre o "descanso" das músicas a palavra "Degredo", era ouvida em alto e bom som, seguida do cântico que contagiava todos naquela pequena sala escura e encalorada. “Degredo, isto é um filha da puta, dum degredo!”, tal como o famoso o título da tape a servir de “slogan”, “Bêbados de merda!”. Já a meio do tempo do concerto, Tiago Sousa (vocalista/ guitarrista de Inquisitor, baterista de Disthrone e guitarrista de Midnight Priest) é convidado a subir ao palco para interpretar em conjunto o tema “Thrash Metal Ataque” que acabou também por ser cantado com o público conforme uma mão ou outra agarrava um microfone. No fim do concerto, com o suor a escorrer, fazem-se os agradecimentos e a despedida. No entanto, o público faz o pedido de ouvir mais uma malha, aquela malha para dar o “último litro”, Alcoholocaust cede e Blasphemator grita mais uma vez “Brigada Anti-Poser”. Contentes com a escolha, o último mosh do concerto de Alcoholocaust dita assim o seu final, estrondoso, como sempre.


Em último lugar e antes de acabar oficialmente a noite no Fantasma, eis que os mais aguardados cabeças-de-cartaz, Martelo Negro, sobem ao palco. A banda de New Wave of Portuguese Proudly Obsolete Black Speed Thrash Metal, como se auto-intitulam , tocaram temas do novo álbum  “Equinócio Espectral”, com a sonoridade tipicamente crua e com riffs rápidos. Temas como “Servos da Cúspide”,” Culto Hermético” “Hierofante em Chamas" bem fizeram valer pena a espera para serem ouvidos e apreciados com o tradicional mosh a acompanhar as mesmos. O som das profundezas de um blackened speed thrash continuou a suar por toda a sala. Na setlist estava também incluída a cover dos madrilenos Parálisis Permanente, “Un Día En Texas” interpretada na língua original castelhana. Com tudo isto que estes portugueses da Margem Sul têm para oferecer, escusado será dizer que o acompanhamento do público face à presença fantástica e brutal da banda em palco e a sua interacção fez com este fosse um dos pontos altos do Degredo Metalfest. Na despedida, ouviu-se Equinócio Espectral, deixando o público visivelmente de “barriga cheia” e feliz.



Em suma, o dia e a noite foram passados com muita música brutal e sempre com boa disposição, entre entradas e saídas do Fantasma para recuperar o fôlego, não faltando as danças típicas do mosh, as conversas entre amigos, as cervejas (mortas ou não), alguns jantares de bifana no pão e o convívio nos banquinhos e à sua volta na Travessa do Cotovelo entre pessoal nortenho e lisboeta. Um festival definitivamente excelente e do qual todos aguardamos ansiosamente pela próxima edição.


Texto por Susiana Pinto e Ana Carvalho
Fotografia por Ana Carvalho
Agradecimentos: Hell Productions