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A banda que foi convidada para aquecer o palco foram os lusos Mindfeeder e estes não precisaram de muito tempo para cumprir a tarefa que lhes tinha sido atribuída. Com uma descarga tremenda de energia levada em primeira mão pelo vocalista Leo que se provou um autêntico monstro de performance e boa disposição encaminhando o resto do grupo por temas como “Mind Revolution”, “Colours In the Sky”, “The Call” ou “New Land” numa comunhão que se vê em muito poucas bandas hoje em dia. Todos os elementos confraternizavam em palco com uma familiaridade tremenda, brincavam uns com os outros, corriam de lado para lado para ir ter com o próximo e tudo com uma descontração incrível, como se tratasse de apenas mais um encontro na sala de ensaio. Até tivemos direito à popular fusão da série animada Dragon Ball Z entre Leo e o teclista Ricardo Martins. Perante este divertido espetáculo, o público ainda escasso foi cada vez mais entrando no espirito do que se passava à sua frente e mais uma vez muito por culpa de Leo que se demonstrou sempre incansável e bastante comunicativo com quem espreitava para aquela comoção, isto tudo sem comprometer a competência da actuação do sexteto português. Foi com uma toada mais sentimental e intimista que os Mindfeeder acabaram a sua hora de autêntico show com os temas “Memories” e “Together” para uma tremenda ovação da audiência cada vez mais composta, correspondida com uma vénia pelo conjunto.

Era tempo para os protagonistas da noite entrarem em palco, para um público já nada modesto, numericamente falando. “The Road to Nowhere – Part I” abriu as hostes, mas de uma forma um pouco tímida da parte dos cabeças de cartaz, algo compreensível já que era material fresco e estreado pela primeira vez em palco. À excepção do baterista J.C. Samora, esta timidez persistiu nos primeiros temas da noite, com cada instrumentista focado no seu papel e com Nio Nunes (vocalista da banda) a intervir frequentemente com os presentes, mas ainda pouco expansivo. O novo álbum “When Words Collide” foi apresentado na íntegra e à medida que os temas se iam despindo da novidade perante a plateia, o quinteto lisboeta foi cada vez se tornando mais solto e ganhando cada vez mais confiança em relação às novas composições que provaram funcionar bastante bem ao vivo. Depois de uma "Rise and Fall” que contou com a ajuda vocal do público, seguiu-se uma surpresa para “The Light Behind Your Eyes”, a participação especial de Tânia Tavares que emprestou a sua voz para um dueto que enriqueceu bastante o final do concerto, que acabou com o prolongamento de “The Road to Nowhere – Part2”: “The Secret”. E foi assim que um novo capítulo do colosso progressivo foi apresentado, no entanto, após a insistência do público para o regresso do conjunto a palco, os Forgotten Suns voltaram a pisar o palco do Paradise Garage e o melhor estava mesmo para vir. A plenos pulmões, Nio Nunes cantou e pediu a ajuda do público que aderiu aos dois temas que serviram de visita a “Innergy” de 2009, “Racing the Hours” e “Doppelganger” lançaram um headbanging desenfreado nalgumas cabeças das pessoas que pisavam o solo do Garage, para não falar da energia que se sentiu em cima do palco, com todos os elementos a descarregarem a energia do passado para concluir da melhor maneira uma noite muito bem passada, que marca mais um passo na carreira desta grande banda nacional.


Texto por Bruno Farinha
Fotografia por Liliana Quadrado
Agradecimentos: Premiere Music