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Edge Of Paradise - "Immortal Waltz" Review



A primeira coisa que apetece dizer com a entrada de "Perfect Shade Of Black" é "jazus, que poderio que por aqui vai!". Não, não se trata de grindcore ou death metal, nem nada que se pareça. É heavy metal, não muito tradicional, com recurso aos talentos vocais da senhora menina Margarita Monet. A força e teatralidade com que imprime a temas como o já citado de abertura ou "It's My Show", faz com que estes sejam viciantes, mesmo que no fundo não apresentem nada de novo.

Ainda assim, existem aqui elementos suficientes para deixar o habitual fã de heavy metal meio confuso. Primeiro, pelo nome (e logo), parece que se está perante um qualquer colectivo de power metal sinfónico. Embora até seja uma sonoridade que faz sentido falar aqui, é sem dúvida redutor afirmar que a banda toca power metal sinfónico, sobretudo quando se tem um feeling tão forte de hard rock, principalmente pela voz de Margarita que faz pensar, nem que seja ao leve, em outras vozes clássicas do hard rock como Lita Ford e Doro.

Não quer isto dizer que tudo resulta na perfeição. Infelizmente não é o caso. O tema título tem aquele cariz irritante de música para um músical de Tim Burton, o que nem sempre é positivo. Por outro lado, temos o talento de Dave Bates que se faz sentir por todo o trabalho, mesmo até nos já mencionados momentos mais fracos. "In A Dream" é empolgante no seu crescendo e "Break Away" tem um certo feeling clássico. Já "Rise For The Fallen", " Goodbye" e "Ghost" já são mais banais na sua forma de power metal sinfónico. Resumindo, quando a banda se concentra mais no hard rock, as coisas até correm bem, mas quando tentam os terrenos mais sinfónicos, não corre bem. Assim como a cover de "Children Of Sea", que soa estranha, principalmente aqueles arranjos de teclado.


Nota: 6.5/10

Review por Fernando Ferreira