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Numa noite que prometia ser intensa, até com a ajuda do calor que se fazia sentir, a República da Música recebeu o regresso dos The Exploited e a estreia dos The Adicts, veteranos britânicos que contribuíram com afinco para essa mesma intensidade, aos quais também se juntaram à festa os portugueses Atentado, perfazendo uma excelente amostra da vertente punk.

Talvez respeitando a maioria/pontualidade britânica, os lisboetas Atentado subiram ao palco exactamente às 20:30, prontos para descarregarem o seu bom punk encrustado. A banda deu especial atenção ao seu último trabalho, intitulado "Antagonist", com potentes malhas como "Trapped" ou "Death Blow", mas não esqueceu o "Paradox", primeiro trabalho dos Atentado, datado de 2011, com malhas mais rápidas como "Sea Of Confusion" ou "Victimized", o que levou notoriamente ao entusiasmo do público que, a pouco e pouco, compunha a sala da República da Música. Apesar do pouco tempo que teve para o fazer, a banda conseguiu revelar toda a sua força, até mesmo com versões dos ingleses Discharge, como foi o caso de "A Hell On Earth", antes de se despedirem  ironicamente com a premissa "Enough is enough!" através do tema "Transmutation", finalizando assim a sua actuação com uma merecida ovação. Já com dois trabalhos sólidos, os Atentado conseguiram trazer essa mesma solidez para o palco, presenteando o público com o que de melhor se faz no underground português.

Para a primeira invasão britânica da noite, tínhamos o punk carnavalesco dos The Adicts, banda que se estreava, após tantos anos, em solo nacional. Os membros subiram ao palco, um a um, e como não podia deixar de ser, ao som do intro do filme "A Laranja Mecânica". Apesar de alguns problemas iniciais com o pedal da bateria de Kid Dee, depois completamente  ultrapassados, a banda prosseguiu a todo o gás com "Let's Go" e nunca mais parou. Quem também nunca mais parou foi o público, que se manifestava com muitos circle-pits e crowdsurfs, no meio de confetti e serpentinas. Resumindo, uma autêntica festa! De clássico em clássico, como "Easy Way Out", "Bad Boy", ou "Who Spilt My Beer?" - com direito a cerveja entregue pelo próprio vocalista Monkey - a banda aumentava a sua toada, transformando a sala num caldeirão de boa disposição.  A festa continuava agora com mais serpentinas, bolas de praia e peluches, e "Life Goes On", tema dedicado ao vocalista dos The Exploited, que teve um pequeno incidente naquele mesmo palco no princípio do ano passado. Seguiu-se mais uma série de temas conhecidos como "Steamroller", que pôs toda a gente aos saltos e a entoar o refrão, ou o mais recente "Horrorshow", do álbum "All The Young Droogs", de 2012. A banda reservou para o final o tema provavelmente mais ovacionado da noite, que já tinha sido pedido anteriormente pelo público, através de um coro bem afinado. Falo do hino "Viva La Revolution", o que levou claramente a plateia ao rubro. Num ambiente já bastante enfeitado, os The Adicts despediram-se simbolicamente com o tema "You'll Never Walk Alone", revelando que os presentes tinham a lição bem estudada, já que entoaram o refrão na perfeição, de braços no ar, retribuindo com uma grande ovação final. Numa estreia que acabou por ser histórica, os The Adicts realizaram uma excelente actuação em todas as suas vertentes, compensando a espera de tantos anos. Concluindo, estivemos talvez perante um dos  melhores concertos dos últimos tempos na República da Música. Pelo menos, um dos mais coloridos.

Para última actuação da noite, ficámos então com a "segunda parte" do concerto dos The Exploited, uma  vez que tivemos uma "primeira parte", no ano passado, que não correu muito bem. A banda entrou de mansinho, mas foi sol de pouca dura, pois o primeiro tema com que iniciaram o  concerto foi nada mais nada menos que o clássico "Let´s Start A War". Não começaram uma guerra, mas instalaram seguramente o caos. Os escoceses alargaram-se por todo o seu repertório, com temas conhecidos como "U.K. 82", "Beat The Bastards", "Troops Of Tomorrow", ou "U.S.A." - este dedicado em particular ao vocalista Jello Biafra  dos Dead Kennedys - mas deram especial ênfase ao seu último trabalho, que já data de 2003, com temas como o homónimo "Fuck the System", "Why Are You Doing This to Me", ou "Chaos Is My Life". Para o final, e como já é da praxe, a banda convidou os fãs para subirem ao palco, de forma a  participarem no tema "Sex And Violence", o que deu motivo a muita loucura. A banda despediu-se com mais alguns temas, entre eles o famoso "Punks Not Dead", e nem uma República da Música transformada numa sauna e alguns desacatos, tiraram o brilho a uma actuação coesa, que acabou por se tornar memorável, a qual recebeu meritoriamente uma grande ovação final por parte dos fãs que não quiseram perder este regresso.É sempre bom ter os The Exploited de volta ao nosso país, porque todos sabem que é garantia de um bom concerto, ainda para mais quando todos se encontram de boa saúde, principalmente o Wattie Buchan, que nos pregou um grande susto na última vez que esteve em Portugal. Acima de tudo, os The Exploited provaram mais uma vez, com a sua atitude em palco, força e perseverança, que o punk não está morto.

Texto por Bruno Porta Nova
Agradecimentos: HellXis