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Berço de bandas como os Aspid, os Kauan ou os Arkona, a Rússia é um país que não dá muito ao heavy metal, mas quando dá, fá-lo à séria. Os Evoke Thy Lords são mais um exemplo do “dar pouco, mas bom”. A banda russa tem um som muito característico, carregado de elementos distintivos e este terceiro álbum tem algumas das melhores músicas que a banda já produziu. 

O começo do álbum é auspicioso. “Damn These Deserts” é uma malha que podia jurar a pés juntos já ter ouvido um milhão de vezes noutro álbum, noutra banda ou noutra vida. Os elementos psicadélicos dos russos estão sempre presentes em todas as canções, colocando o ouvinte numa espécie de estado de trance, muito por culpa da flauta de Irina Drebushchak e do baixo de Alexey Kozlov. O resto dos instrumentos são como cobras indianas que dançam hipnotizadas pela flauta que, neste caso, é de Irina. Há uma acalmia e um relaxo quase submissos ao som dos Evoke Thy Lords, algo que torna este álbum em algo bastante transcendente e espacial, mas ao mesmo tempo indelével. 

Este é um daqueles álbuns onde, sem tudo ser perfeito, nada está realmente fora do lugar. A voz áspera de Kozlov está em habitat natural e o feminismo de Irina coabita aqui naturalmente e sem destoar. O ritmo é baixo, o som das guitarras vem de um poço bem fundo e a flauta é dona e senhora durante todo o álbum. Há aqui também um espectro algo celta (flautas?) e até um pouco de mitologia germânica (?), entre cargas e descargas, acelerações e travagens e um destino sempre igual: o psicadelismo. Outras faixas como “Sky is Falling” ou “Time is a Murderer” possuem mais elementos stoner e doom, algo que retira alguma peculiaridade do som dos Evoke Thy Lords. Isto é o mais próximo que a banda se chega do chamado “genérico”, o que acaba por ser bom. 

“Boys! Raise Giant Mushrooms in Your Cellar!” podia ser uma espécie de “Crimson” dos Edge of Sanity, na medida em que o álbum é uma longa música dividida em fatias disformes. Com as suas imperfeições, este é um trabalho que, à primeira vista, passa por simples música ambiente (resulta para descontrair), mas que depressa se torna mais que isso pela sua fusão de elementos e géneros. Nunca é demais referir Irina Debrushchak, qual flautista de Hamelin, que é o maior elemento distintivo da banda. Surpresa ou não, estes russos mostram que com uma ervinha, uma flauta e umas quantas garrafas de vodka se consegue criar algo verdadeiramente novo. Bravo!

Nota: 8.5

Review por Pedro Bento