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Já não vale a pena dizer nada sobre a Frontiers, certo? Billy Sherwood é um nome que começou a ser falado bastante ultimamente principalmente por ter substituído o desaparecido Chris Squire no posto de baixista dos Yes na mais recente digressão da clássica banda de rock progressivo (e já tinha feito parte da banda no final da década de noventa), por isso quando se soube deste trabalho a solo, não ficaram muitas dúvidas acerca da orientação deste trabalho. E como estamos a falar de rock progressivo, claro que teríamos que ter um álbum conceptual. "Citizen" conta a história de uma alma penada que reencarnou em diversos períodos da história e cada música conta a história de uma dessas histórias.

Se o conceito é interessante, a música não se fica atrás - e não é difícil apresentar uma história ambiciosa sem música que consiga acompanhá-la. E se a música é um luxo o que dizer do elenco por trás da mesma? Além dos dotes de Sherwood que trata da voz, guitarras, bateria, teclas, baixo, harmónica em muitas das faixas, ainda se tem a participação do próprio Chris Squire em "The Citizen", Steve Hackett (ex-Genesis), Steve Morse (Deep Purple), Rick Wakeman (ex-Yes), Alan Parsons (de Alan Parsons Project) e Jordan Ruddess (Dream Theater) entre muitos outros grandes nomes do rock progressivo.

Não será propriamente um álbum imediato - nenhum verdadeiramente bom álbum de rock progressivo poderá ser imediato - tanto pela sua duração (mais de setenta e dois minutos) tanto pelas músicas em si que apesar de serem melodias relativamente simples, exigem algumas audições até que fiquem bem cimentadas no interior do ouvinte. Se houve a intenção de tentar seguir a história, esse esforço tem que ser redobrado. A parte boa é que a cada nova audição finalizada, volta-se a ouvir com um prazer renovado. É um verdadeiro álbum de rock progressivo apoiado nas regras clássicas (ou pelo menos britânicas) do género mas que soa fresco, mesmo após várias audições. Excelente projecto.


Nota: 8/10

Review por Fernando Ferreira