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Quase que o título do álbum engana mas não, este não será um álbum que se conseguirá acompanhar ou pelo menos perceber as letras, isto partindo-se do príncipio que o caro leitor pertence a uma grande maioria de portugueses que não percebem nada de alemão. "Strophe Bridge Refrain" é o terceiro álbum dos Grüßaugust, que desta vez resolveu arriscar e cantar inteiramente em alemão - excepto por uma apenas uma música, cantada em russo. Segundo a Carry Coal, a empresa de promoção que está a trabalhar com a banda, o seu som é uma mistura entre punk, psicadélico, neofolk e uma energia elevada para meter tudo a mexer. Ou seja, traduzido por nomes, compara com os The Swans (mas com mais humor), Motorpsycho (mas mais melancólico), Melvins (mas menos inflalíveis), Violent Femmes (mas menos sarcásticos) e Sonic Youth (mas mais cru).

Já aqui falámos dos malefícios dos press release que se empolgam e se metem a fazer comparações a torto e direito, comparações que a música depois não consegue acompanhar. Há realmente um certo cheirinho de todos os nomes atrás citados, mas nada que se faça aproximar a algo feito pelas bandas em questão. A costela pós-punk, neo folk e new wave sem dúvida que está presente, mas também um certo toque a alternativo. O problema é mesmo o raio do alemão. A banda pode estar a declarar os poemàs mais interessantes, que quem está a ouvir não irá perceber, mas mais que a língua, é a forma como a voz é utilizada.

A música deverá sempre falar mais alto e em alguma da grande parte deste trabalho, a música é aborrecida. Temas como "Nothing" - um de três temas que tem título em inglês mas os poemas são todos cantados e declamados em alemão. Os outros são "My Love" e ´"Smells Like" - podem provocar um coma profundo a quem não problemas de saúde, apesar de quase no final começar a ganhar um pouco de mais interesse. É o problema deste álbum, anda sempre no quase e nunca efectivamente consegue chegar com sucesso onde quer que seja. Ficando pelo caminho, é um trabalho que anda pela mediania, infelizmente, excepção seja feita para a épica "Prikas" que finaliza o álbum e que quase que o redime.


Nota: 6/10


Review por Fernando Ferreira