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É um trabalho arrojado, que mesmo sem negar as suas raízes extremas e mantendo uma produção suja (que na nossa humilde opinião é uma faca de dois legumes, como diria o mítico Jaime Pacheco, mas já lá vamos) apresenta soluções em termos de composição que não são muito habituais no género. Se pegarmos num tema como “Black Magic”, até podemos sentir uma certa aproximação a estruturas mais complexas e porque não dizer, progressivas – se por progressivas tivermos em mente o álbum “…And Justice For All” dos Metallica.

Proficiência técnica, em conjugação com o lado extremo é algo que não é fácil de atingir e muito menos manter, mas a banda norte-americana consegue fazê-lo na perfeição, com um álbum que apesar de não ser essencial, consegue manter o interesse durante toda a sua duração, tendo no final um pequeno e inesperado brinde – uma cover bastante alucinada dos Men At Work, “Land Down Under”. Um segundo álbum que os fará subir os degraus no reconhecimento e coloca-os a jeito de saírem do underground. Talvez não no próximo álbum mas possivelmente no seguinte.


Nota: 8/10


Review por Fernando Ferreira