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Isto porquê? A seguir à tal intro tão díspar, temos logo "Ready/Set '94" que traz bem mais barulho, distorção e sujidade, mas não esquecendo a condição de fazer soar como se estivessemos na década de sessenta. Esta característica é aquela que mais podemos encontrar ao longo deste trabalho, apesar de todas as (muitas dinâmicas) que encontramos aqui. Isto é mais visível numas faixas (como a "General Jack" que poderia muito bem ter sido escrita por uns The Beatles, se tivessem começado uns anos mais tarde e a usar já no início de carreira as drogas que começaram a usar mais no final), que outras ("Cold Residence", uma espécie de Frank Zappa ainda mais alucinado e muito mais monocórdico.

Já estão a ver o caminho para onde esta análise vai dar não estão? Para lado nenhum, porque os Herms trocam-nos as voltas, pelo que se não é possível analisá-los ao pormenor (isto para chegar a alguma conclusão) teremos que nos afastar um pouco e ser um pouco mais genéricos. Podemos encontrar aqui uma mistura de eras. Como se a década de sessenta e todo o seu psicadelismo se fundissem com o a esquisitice que o new wave, ou pós-punk produziu, sem esquer mesmo uma costela aqui e ali punk, um experimentalismo de garage rock em forma de surf music - principalmente pelos tiques da guitarra.

Resumindo, passa-se aqui muita coisa estranha que o pessoal do metal simplesmente não terá paciência ("Sounds Below" e "Veloxer" são apenas mais dois exemplos) e que mesmo que tenha paciência para ouvir, não terá a energia para o ouvir frequentemente. Interessante como são conjugadas uma série de estilos diferentes, mais interessante que as músicas em si, e quando assim é... está tudo dito.


Nota: 5/10

Review por Fernando Ferreira