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Se há país que tem uma forma muito pouco ortodoxa de fazer black metal, esse país é sem dúvida a Grécia. Não que esta estreia tenha algo a ver com propostas como Rotting Christ (automaticamente o primeiro nome que se pensa quando se fala de black metal grego, embora seja uma banda que não consiga se colocar sentada no cantinho restrito do que o género obriga), Necromantia ou Varathron. Na realidade, havendo uma semelhança, teremos que ir buscar a paisagens bem mais frias, mais concretamente à Noruega para um estilo de fazer black metal que, imprevisivelmente, também não é muito ortadoxo, o estilo dos Mayhem.

Sendo assim, há uma especíe de familiaridade que nos assalta longo e que nos acompanha ao longo de toda a sua duração. Familiaridade que ora é boa, ora é má. Boa porque o facto de termos riffs angulares e dissonantes e músicas que no seu geral não são imediatas, ajuda a que, inconscientemente, o gajo que está lá dentro do ouvinte diga "Epá, isto parece esquisito mas é tipo Mayhem, por isso não te preocupes, daqui a uns tempos já estás viciado". Mau porque retira o desafio da coisa. Para ouvir Mayhem, ouve-se Mayhem e não os Goetic Equivalent, que diga-se de passagem, tem um nome para lá de esquisito.

Esta estreia, editada originalmente de forma digital em 2014 e agora reeditada em cassete, é interessante mas também não passa disso. Temos boas músicas, produção apropriada e alguma falta de originalidade compensada pela qualidade geral do trabalho. Uma reedição em cassete é a desculpa ideal para se voltar a falar de "Goetic Equivalent", e poderá chegar a algumas pessoas que não tenha chegado anteriormente, mas mais que isso talvez seja inesperado.


Nota: 6/10

Review por Fernando Ferreira