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Segundo álbum dos suecos Mindshift que nos apresentam um death metal melódico bem modernaço - que é como quem diz metalcore, poderá logo pensar o ouvinte menos paciente para rodeios. É verdade, a confusão entre os dois estilos é lendária e o ódio a um deles também, mas neste caso podemos dizer com segurança que temos um pouco dos dois, embora o que interesse mesmo - e este já é um chavão nosso - é a qualidade da música. Temos portanto riffs brutos, alguns breakdowns, versos com voz agressiva e refrões com voz limpa e bem grudenta para os ouvidos.

Temos boas músicas, boas capacidades técnicas e tudo para que se tenha uma experiência auditiva agradável - "Arise", "The Art" e "Single Session Therapy" são excelentes exemplos. Até aqui tudo bem, certo? Então, o que tem de errado? Bem, para já temos quinze músicas. São demasiadas e porquê? Do que adianta termos quinze músicas se soam quase todas ao mesmo? Não é que sejam rigorosamente iguais (algumas são mais previsíveis que outras) mas acabam por não ter grande dinâmica uma entre outras, o que resulta num álbum demasiado previsível

Demasiado.

Agora, sendo previsível, é mau? Não, apenas não é tudo o que poderia ser, porque existem aqui boas músicas, além das já citadas. Apenas já ouvimos isto antes, vezes demais, anteriormente. É como se os Mindshift tivessem chegado à festa tarde demais, quando já estão todos a despejar o lixo. Resta-nos a energia de malhas como "My Revenge" e "Absolution" para nos assegurar que a banda até tem aqui material para fugir a tudo aquilo que já nos apresentaram. Para já, temos talento, apenas é uma questão de trabalhar a forma como o mesmo é apresentado.

Nota: 6.5/10
Review por Fernando Ferreira