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Rapheumet's Well - "The Exile" Review


Imaginem o que daria uns Morbid Angel misturados com as orquestrações dos Dimmu Borgir? Já imaginaram? Não anda longe daquilo que "The Exile", o segundo álbum dos norte-americanos Rapheumet's Well nos traz. Ou de uma espécie de Behemoth (muito) mais sinfónicos. Seja como for, apesar de não nos surpreender pela forma, fascina-nos pelo conteúdo. Do início ao fim temos potência sonora ajudada por ocasionais bons solos, uma secção rítmica de luxo e orquestrações dignas de filme de Hollywood. Fica muito pouco a apontar a este trabalho.

Então podemos ir já embora, certo?

Calma, já que aqui estamos, vamos enaltecer mais este trabalho dos Rapheumet's Well, cujo seu grande problema é mesmo o próprio nome da banda que não lembra o diabo. Um dos seus grandes triunfos é mesmo a dinâmica. Peguemos num tema como "The Epic Of Darmak" que começa com uma pianada mesmo melódica e que depois irrompe com um solo de guitarra bem esgalhado acompanhado a bateria tocada por polvo sob o efeito de anfetaminas. Está tudo nas dinâmicas. Está tudo nos detalhes. O groove de um tema como "Crucible Of Titans", altamente cinematográfico e capaz de criar inúmeras imagens na cabeça do ouvinte.

Mais melódico do que à partida se iria supor, este é um trabalho que conjuga na perfeição o peso do metal extremo com a beleza do metal sinfónico e resulta na perfeição. Confessamos que não conhecemos o trabalho de estreia da banda mas depois de ouvir este álbum algumas vezes (e ainda não nos conseguimos fartar) ficamos com vontade de andar um pouco para trás no tempo. Independentemente disso, "The Exile" é excelente trabalho a ter em conta.


Nota: 8.7/10

Review por Fernando Ferreira