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Dias 0 e 1 (Fotos aqui)

O dia 0 do festival SWR Barroselas Metalfest é uma espécie de aquecimento para os fortes e resistentes que não aguentavam as saudades do festival, e este ano foi, como há dois anos atrás, a final nacional da W:O:A Metal Battle, cujos finalistas eram os Kapitalistas Podridão, Speedemon, Monolyth e Mindtaker. As bandas deram o seu melhor, perante uma quantidade respeitável de público que acabou mostrar alguma adesão aos concertos. No final, e a decisão não deve ter sido fácil, os Mindtaker saíram vencedores, e como tal irão este ano representar o nosso país no mítico festival alemão Wacken Open Air. Ainda houve tempo para a actuação dos nacionais Plus Ultra e do seu rock mais alternativo. A fechar a noite, os islândeses Nornahetta foram uma espécie de surprise act, uma bojarda musical a roçar o black metal, com direito a um espectáculo “à lá” wrestling a colorir a performance. Um bom aquecimento para o que estava por chegar a seguir.
Com o dia 1 começou tudo em pleno. A multidão mais que duplicou e o espírito de misticidade com um toque de degredo característico do festival sentia-se no ar, a décima-nona edição do Barroselas estava oficialmente aqui!

Os nacionais Lux Ferre abriram oficialmente as hostilidades. Estes senhores que trouxeram consigo “Excaecatio Lux Veritatis”, o seu mais recente álbum,  são especialistas em  debitarem black metal do mais puro, sem grandes floreados ou conversa desnecessária, envolto numa aura de negritude capaz de converter qualquer um.  Um concerto que primou pela qualidade musical e com a envolvência hipnotizante causada pela mesma, sem grandes delongas. “Salvé Lucifér” para vós também!


Os WEB do alto dos seus 30 anos, e humildes como sempre, foram o acto que se seguiu. Ter esta longevidade de carreira não é para todos, especialmente quando a boa disposição e uma grande dose de energia estão sempre presentes nas suas actuações, tal como aconteceu nesta. Já com uma plateia bem composta, clássicos como “Mortal Soul” tiveram uma excelente recepção e não foram esquecidos alguns temas de “Everything Ends”, lançado o ano passado, tal como “Take No Shit”, que deu origem a um lyric video, e que contou com a participação especial de Miguel Inglês (Equaleft) na voz. 


Os islandeses Nadra foram responsáveis por uma enorme parede sonora que se abateu na Loud!Dungeon e que nos desorientou os sentidos por completo. Com um novo EP e álbum de estreia lançados recentemente a banda demonstrou estar em grande forma, e deu um concerto fenomenal, que atraiu muitos curiosos, embora as opiniões tenham divergido. A presença em palco foi expressiva e com um toque teatral, o que fez com que o concerto tenha sabido a muito pouco. Definitivamente uma banda a ter em atenção.


Dado o cancelamento inesperado e a menos de 3 semanas do festival por parte de Aborted, um dos supostos headlinners desta edição, alterações foram feitas à running order original, e Sinistro foram apresentados de surpresa como substitutos. A escolha pode não ter reunido opiniões consensuais, mas à actuação destes pouco ou nada se pode apontar. Com “Semente” ainda fresco cá fora, a banda deu o seu melhor, e o resultado foi uma actuação mesmerizante e intensa. Não foi a actuação bruta e destrutiva que se esperaria de uns Aborted, mas tal como estes provaram, a música extrema é bem mais que isso, e o feeling sinistro enquadra-se no ponto do festival.


Com os Dementia 13 chegaram os primeiros momentos de mosh do dia. Com o palco 2 (Loud!Dungeon) completamente a abarrotar para os receber, estes  entraram a matar e depressa a plateia se transformou numa autêntica batalha campal. Tendo sido este o segundo concerto do seu novo vocalista, notaram-se claras melhorias no seu à vontade e presença em palco. A setlist não desiludiu e incluiu alguns temas do seu álbum de estreia “Ways Of Enclouser” sem esquecer algumas músicas mais antigos, e conhecidas, como “Brotherhood Of The Flesh”.


Taake tiveram o seu regresso triunfal ao festival que os acolheu na última passagem pelo nosso país. Com a habitual atitude “fuck you all” e sem serem propriamente dados a grandes cordialidades e simpatias, a banda tocou para uma sala cheia, ou não fossem eles o grande headliner da noite. A vibe mais black n’roll ainda deu para abanar as ancas enquanto se faia headbang ao som de temas como “Fra Vadested til Vaandesmed”, “Nattestid Ser Porten Vid (PartI)” ou “Myr”. Uma prestação sem floreados , directa, com irreverência q.b. e bom black metal à mistura. Que haja mais concertos assim!


Ainda com o concerto anterior a pairar nas nossas mentes, chegou a vez dos Hark subirem ao palco. Com uma sonoridade na onda do stoner deram um concerto agradável, que cumpriu as expectativas perante uma sala respeitavelmente composta. Ainda com uma curta discografia, das quais se contam o EP “Mythopeia” e o álbum “Crystaline”, estes britânicos ainda vão dar que falar.


Doom, veteranos ingleses do crust punk, incendiaram os ânimos e voltaram a dar mote a mosh e a invasões de palco. As músicas eram rápidas e violentas, e o feeling depressa se instaurou na plateia. Ao som de alguns dos temas mais afamados da sua já extensa carreira, não houve um minuto de sossego e poucos eram os espaços abertos para nos abrigarmos da confusão lá no meio.


Depois do caos, veio a negritude ritualista de Misthyrming. Estes islandeses de poucas palavras trouxeram consigo “Söngvar elds og óreiðu”, o aclamado álbum de estreia que apanhou muito fã de black metal de surpresa aquando do seu lançamento, o ano passado. Para contrastar com a actuação anterior, o ambiente estava intenso, e convidava a um headbang sincronizado aliado à introspecção, no lugar da extravasão,  ao som de riffs hipnotizantes e brutos que nos levavam por recantos obscuros do nosso ser, ao mesmo tempo que nos prendiam ao momento. Uma aposta mais que ganha por parte de uma banda que demonstrou que todo o hype em volta do álbum foi mais que merecido!


Para terminar as andanças dos palcos principais neste dia 1, os suecos Fredag Den 13:E entraram a matar, decididos em acabar com o resto das nossas energias. Numa onda mais punk/hardcore o concerto destes foi uma agradável surpresa. A setlist era composta por temas curtos, rápidos e directos, tendo alternado entre os dois álbuns de originais destes, “Under iskalla fanor” e “Domedagar”.


Como vem sendo habitual nas edições anteriores, o palco SWR Arena de acesso grátis serviu de montra a projectos musicais bastante interessantes, tanto ao ínicio da tarde como ao final da noite. A curadoria deste no primeiro dia ficou a cargo da editora nacional Signal Rex, e os nomes escolhidos foram M.I.L.F., que conta com uma forte presença feminina em palco (e voz ainda melhor), Repressão Caótica que serviu de aquecimento para toda a brutalidade que viria a ter lugar nos palcos principais. A noite ia alta quando alguns dos resistentes se reuniram para serem encantados pelos Vaee Solis, que não desiludiram. A fechar, um toque de degredo puro e duro patrocinado pelos Scum Liquor. 

Dia 2 (Fotos aqui)

Grunt deu início ao segundo dia com uma actuação repleta de elementos que eram dignos de orgulhar o imaginário do Marquês de Sade, cujo conteúdo não era para os mais fracos. Uma dose de choque e BDSM serviram como pano de fundo para um concerto que atraiu mais interessados na teatralidade do que na música propriamente dita. Musicalmente falando, a banda deu tudo de si, e apresentou-nos “Codex Bizarre” o seu mais recente trabalho.


Decayed, os reis do black metal decadente e do degredo puro lusitano deram o ar de sua graça num concerto que cumpriu por completo as altas expectativas. Embora a voz não estivesse totalmente no ponto, a habitual energia e à vontade do frontman José Afonso ajudaram a compensar, embora nenhum dos presentes se pareceu importar muito com isso, tendo recebido a banda com honras da casa. “Into The Depts Of Hell” lançado o ano passado, foi o principal foco da setlist.


Os riffs lentos e arrastados  sob uma Cortina de fumo e luzes baixas, criaram o ambiente perfeito para se apreciar o concerto de Usnea. Vindos dos EUA, esta banda ainda relativamente desconhecida do público português foi mais uma daquelas pérolas que se encontram perdidas em festivais como o SWR Barroselas Metalfest. Autores de uma sonoridade na onda do funeral doom com um toque ainda mais negro que o habitual, trouxeram “Usnea” e “Random Cosmic Violence”, os únicos álbuns da sua ainda curta carreira, que convenceram com toda a certeza os amantes do género.


Monolord foi o acto que se seguiu. A banda começou bem, mas uns pequenos problemas com o som do baixo cortaram a dinâmica inicial à actuação, fazendo com que tivesse havido algumas desistências no meio do público. Donos de um stoner/doom encorpado e cheios de energia, deram um concerto interessante que resultou em headbang sincronizado. Uma actuação boa e cumpridora de expectativas, sem grandes coisas mais a apontar.


Os espanhóis Bodybag vieram agitar as hostes e saciar a vontade de descarregar as energias num mosh bruto e duro, que durou quase a totalidade do concerto. Musicalmente estão ainda um pouco verdes, mas demonstram um claro potencial, como podemos verificar pela expressividade em palco com que nos apresentaram “Predominance Of Insanity”, o seu EP de estreia. Estes não pararam do inicio ao fim, tendo partilhado o palco com um público irrequieto que o usou com rampa de saltos. Um bom aquecimento para o que viria a seguir.


Finalmente, o momento mais esperado da noite, quiçá do festival inteiro, chegou aquando da entrada dos legendários Marduk em palco. Um concerto grandioso no qual a banda se demonstrou um pouco mais comunicativa daquilo que seria de se esperar, embora no final tivesse ficado a sensação de que faltava algo. O publico recebeu bem a banda, tal como seria de imaginar, especialmente tendo em conta que estes estiveram anos sem passar pelo nosso país. A setlist essa deu especial atenção aos temas de “Frontschwein” lançado recentemente, mas sem esquecer, e até mesmo surpreender, com alguns temas mais antigos como “The Black”. No final ficou somente a faltar dois dos maiores e mais reconhecíveis clássicos como “Panzer Division Marduk” e “Baptism By Fire”, uma falha quase imperdoável, especialmente tendo em conta que estavam na setlist programada para este concerto.  Foi um concerto muito bom que deu para matar desejos, embora tenha ficado um pouco aquém do estatuto de memorável.


O rescaldo do concerto anterior deixou que os Inverloch tocassem para um número significativamente mais reduzido de pessoas. Estes australianos dotados de uma sonoridade death/doom cumpriram calendário apenas, visto que o som das guitarras não era dos mais perceptíveis. Embora o vocalista tivesse dado o seu melhor,  não foi capaz de salvar as honras da casa. Concerto relativamente fraco e até um pouco aborrecido. Nem todos podem ser os melhores.



No entanto, a grande surpresa da noite foi Grave. Os mestres suecos do old school death metal provaram (não é que tenha alguma vez havido dúvidas) que são um rol de músicos de extrema competência e em forma, tendo sido recebidos euforicamente debaixo de uma onda de caos. A agitação foi uma constante, desde headbang sincronizado, mosh e algumas invasões de palco. Ninguém ficou indiferente a uma actuação que fica na memória do festival na certa, tendo sido inclusive para alguns o melhor concerto da edição deste ano. A set list, essa focou-se em “Out of Respect For the Dead”, o album lançado o ano passado, alternados com clássicos como “Eroted” e “Into the Grave”.



A adrenalina ainda estava em altas, quando os Possession entraram em palco e começaram a arrefecer os ânimos. Banda ainda relativamente recente, mas com provas de qualidade já dadas com dois EPs no currículo, estes senhores donos de um black/death à boa maneira da escola belga, primaram musicalmente e proporcionaram a criação de um ambiente intenso, propício ao estilo. A plateia estava relativamente composta, e os presentes responderam bem ao chamamento.



A fechar os palcos principais, os checos Spasm vieram dar outra tonalidade à festa. Com um toque de loucura e uma vestimenta a rigor, com mascarilha de forma fálica a combinar, a animação atingiu o ponto máximo. A postura de à vontade em palco foi algo a destacar, e a sonoridade goregrind com o lado humorístico resultou num mosh com adereços como bolas de praia insufláveis e outros objectos que tal.



Tal como na noite anterior, a SWR Arena (palco grátis cá fora) serviu de montra, desta vez com a curadoria do mesmo sob o cunho da editora Helldprod. A tarde teve início com os espanhóis Bokluk a distribuírem peso, seguidos pelos seus compatriotas Balmog donos de um black/death digno de respeito. A noite fechou, para os mais resistentes, com os nacionais Gorgásmico Pornoblastoma a apresentarem “Delírios de um Defunto” o seu trabalho de estreia, e com a irreverência punk de Clockwork Boys.



Dia 3 (Fotos aqui)

A abertura oficial deste terceiro e último dia deu-se ao som da missa negra envolta em misticismo vermelho de Infra. O tom ritualista e o ambiente intenso prendeu-nos do inicio ao fim, e a banda não teve um único contacto extra musical com o público, tendo inclusive terminado abruptamente a sua actuação uns minutos antes do que seria suposto.



Os Valkyrja tiveram a sua estreia oficial em território nacional, após mais de 10 anos de carreira e 3 álbuns sob o seu nome, podemos afirmar que a espera valeu muito bem a pena. Cheios de garra, conseguiram-nos convencer com a sua atitude em palco e riffs orelhudos com um toque de negritude escandinava, tendo percorrido a sua discografia no geral, não faltando alguns dos seus temas mais conhecidos como “Oceans to Dust”, “Laments Of The Destroyed” ou “Eulogy”.



Para mudar os tons da tarde para algo mais alegre, os nacionais Serrabulho, sempre com o sentido de humor em altas e aquela intro com o toque de azeite techno deram o mote para a festa. Sob “neve” falsa, a plateia festejou, queimando pequenos foguetes e vestidos com fatiotas a rigor, sendo fácil de perceber a crescente popularidade do grupo na cena underground europeia. Com “Star Whores” lançado recentemente, a banda deu corpo e alma a alguns destes temas, não tendo sido esquecidos alguns clássicos vindos do trabalho anterior “Ass Troubles”. A terminar, uma das maiores invasões de palco alguma vez vistas neste festival, com a banda a partilhar todos estes seus momentos de glória em bom tom com aqueles que os apoiam.



Para quem gosta de um bom concerto de death metal à antiga, a actuação de Severe Torture foi um bom espectáculo de ser presenciado e apreciado, acabando por se tornarem numa das grandes surpresas deste dia. Entraram a rasgar e depressa convenceram os presentes, que responderam com um circle pit, mosh e headbang quase sincronizado do início ao fim. Uma boa prestação, na qual a banda mostrou a sua competência e entrega total, em que a setlist, por sua vez, andou a volta das suas musicas mais reconhecidas, como “Mutilation Of The Flesh” ou “End Of Christ”.



Continuando em ondas de descargas de brutalidade, os grinders brasileiros Desalmado tornaram o palco Loud! Dungeon pequeno de mais. Com uma atitude de irreverência e “feios, porcos e maus”, estes distribuíram pancadaria sonora, bem acompanhada pelos movimentos na plateia, do inicio ao fim. Na bagagem veio o seu mais recente split com Homicide “In Grind We Trust” (com um nome deveras original, ou não) e “Desalmado” o seu único, e aclamado álbum de estreia.



Em seguida foi vez de mais um ritual negro, desta feita sob a batuta dos finlandeses Archgoat. O álbum “The Apocalyptic Triumphator”, datado do ano passado,  serviu como motivo principal para regresso destes ao nosso país. Com uma técnica e uma musicalidade a roçarem quase a perfeição, estes deram mais que provas da sua qualidade enquanto músicos e compositores, embora tivesse faltado ali um pouco mais de emoção crua e menos mecânica na forma como interpretaram as músicas, o que levou a que não tivessem sido capazes de conquistar por completo todos os presentes.



Jucifer é uma dupla de poder, infelizmente, a qualidade do som nesse concerto não esteve no seu melhor, e o concerto pecou por isso. A banda mostrou que dois elementos são mais que suficientes para encher um palco, embora a casa estivesse longe de estar cheia. Uma voz potente e batidas que ecoam livremente com a capacidade de criar uma parede sonora que nos envolve, é a melhor forma de descrever o grupo norte-americano que esteve de regresso com “District Of Dystopia” lançado recentemente.



O segundo momento épico de death metal do dia pertenceu aos veteranos norte-americanos Incantation. Com mais de 25 anos de carreira em cima, estes senhores estão no topo da sua forma e mostraram-se exemplares em todos os níveis. Presença, energia, atitude e primor técnico, algo que não são muitos os que possuem capacidade de atingir. A resposta foi o que seria de esperar, uma recepção calorosa e com headbang em uníssono a acompanhar algumas das suas músicas mais famosas como “Shadows of the Ancient Empire”, “Unholy Massacre” ou “Impending Diabolical Conquest”. Uma hora de música que soube a pouco, mas para recordar por muitos mais anos futuros.



Conan é daqueles concertos que se sente. Mais uma banda proveniente da recente onda de doom/stoner, os britânicos provaram porque é que têm sido motivo de destaque entre os apreciadores do género. Debaixo de um mar de fumo espesso e com a luminosidade reduzida, estes britânicos debitaram riffs de uma lentidão e peso dignos de registo, em tom de apresentação de “Revengeance”, o aclamado trabalho que viu a luz do dia no inicio deste ano.



Aos mestres do thrash brasileiro Violator coube a tarefa de fecharem os palcos principais desta 19ª edição do festival. Apesar das horas tardias e de ser o final de três (ou até mesmo 4 para os que estiveram presentes no dia 0) de brutalidade e muitos concertos, a batalha campal que depressa se instalou, bem como a constante de stage divers, provaram que quando a música é boa e o espírito convidativo não há cansaço que nos atinja. Com uma postura extremamente humilde e discursos ligeiramente políticos, à boa maneira do thrash, os Violator deram tudo de si e despediram-se com honras da casa. Um final de ouro para aquele que se afirma cada vez mais como o melhor festival de música extrema no nosso país. 


A sonoridade garage-rock dos 800 Gondomar deu o grito de abertura das hostilidades neste último dia no palco SWR Arena, que funcionou como montra de talentos. Com a curadoria do festival Milhões de Festa, parceiro já habitual, tivemos também a presença de Hey Colossus e a sua vibe psicadélica. A fechar, e só mesmo para os mais resistentes, tivemos os grande Miss Lava a dar o ar de sua graça e os Simbiose a demolir tudo e todos.
Foi mais uma edição que passou, e que tal como as anteriores deixa saudades e a vontade de regressar no ano a seguir. Um festival cujo ambiente único lhe tem garantido uma mística especial e uma legião de seguidores acérrimos todos os anos. 



Reportagem por: Rita Limede
Fotografias por: Rita Limede e Filipe Gomes

Agradecimentos: SWR