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Não só a Frontiers pega nos nomes clássicos do hard rock que nos são conhecidos como naqueles que não são imediatos. É o caso dos Treat, banda sueca de hard rock que teve algum sucesso na segunda metade da década de oitenta e que sucumbiu no início da década de seguinte, tal como muitas bandas do género, vítimas da mudança de moda. Entretanto a banda já teve três regressos, sendo o primeiro em 2006, que durou até 2011, onde editaram um dos seus melhores trabalhos, “Coup De Grace”; o segundo foi em 2013/2014 apenas para alguns concertos e no ano passado, a terceira vinda, cujo resultado é precisamente este “Ghost Of Graceland”, já o sétimo álbum de originais.

E é um bom resultado. Excelente mesmo. Com um som bem poderoso e grave, a banda não nos apresenta um hard rock requentado e próprio de outrora. O temo título que abre o álbum é um bom exemplo de como se consegue juntar melodia e um bom (e pesado) groove roqueiro, e não é caso isolado. “Better The Devil You Knoe” e “Non Stop Madness” e “Too Late To Die Young” são outras grandes malhas, num conjunto de temas onde malhas efectivamente não é coisa que falte e, claro, as belas das baladas de fazer encher alguidares de lágrimas e algum azeite.

Já vimos muitos exemplos de bandas que a Frontiers foi repescar e algumas, independentemente da qualidade que tenham, acabam sempre por tentar ir buscar aquele espírito da década de oitenta que nem sempre faz sentido nos dias de hoje. Aquilo que há que louvar neste “Ghost Of Graceland” é que a banda lança um conjunto de temas que é fiel ao hard rock e mesmo assim insere-se bem nos dias de hoje – para ser moderno não é preciso usar scratchs, batidas ou arraçados de rap e hip-hop, por muito difícil que possa parecer fazer crer. Um excelente álbum de hard rock.

Nota: 8.4/10

Review por Fernando Ferreira