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Os incríveis Gotthard celebram o seu vigésimo quinto aniversário este ano e já lançaram um novo álbum, portanto tivemos uma pequena conversa sobre esta nova aventura com o Nic Maeder.


M.I. - Antes de mais, muito obrigado pela oportunidade: as pessoas estão bastante curiosas relativamente ao vosso novo álbum e eu tenho algumas perguntas para vocês, precisamente sobre o “Silver”. Portanto, antes de mais nada, porque é que não optaram por um “Best Of”, de modo a celebrarem o vosso vigésimo quinto aniversário, mas, antes, decidiram lançar um novo álbum? Deve ter sido um grande desafio!

Sem problemas, obrigado! Na verdade, nós nem pensámos em fazer um “Best Of”. Foi um desafio lançar outro álbum depois do anterior, “Bang”, mas acho que nós todos gostamos, efectivamente, de desafios! Normalmente, fazemos um álbum a cada dois anos e desta vez falhou-nos um ano, portanto estávamos mesmo ansiosos por compor um novo álbum e tínhamos a energia certa para o fazermos.


M.I. - Já agora, porquê o título “Silver”, qual é a história? É alguma espécie de metáfora para, sei lá, vinte e cinco anos a “rockar”?

A ideia veio do nosso baixista, Marc; ele sugeriu "Silver Wedding" para o vigésimo quinto aniversário e nós decidimos encurtá-lo para, apenas, “Silver”. Achámos que seria uma boa abordagem.


M.I. - Em suma, como descreveriam o processo criativo deste álbum, a composição e todo o demais? E, claro, o que é que nos podem dizer acerca das gravações nos “Yellow House Studios”?

O Leo, o Freddy e eu juntámo-nos e limitamo-nos a escrever o maior número de músicas que conseguíamos num período entre oito a dez meses, como tínhamos delineado. Não tínhamos nenhuma direcção em específico, apenas permitimos que o processo criativo surgisse sem demasiadas regras. Os Gotthard são uma banda excelente para se compor, porque um número extenso de diferentes estilos resulta sempre bem, é óptimo para um letrista. Quanto aos “Yellow House Studios”, na verdade e de certo modo, é “o mesmo processo de sempre”. Tantos álbuns de Gotthard foram lá gravados, que já é algo de normal.


M.I. - Bem, Nic, sendo este o teu terceiro álbum com os Gotthard, o que é que consideras serem os “pontos altos” do álbum “Silver”; o que distingue este álbum, pelo menos dos dois antecedentes? Quais as maiores influências?

Acho que nos deixámos levar ainda mais no “Silver”, do que nos álbuns antecedentes e experimentámos um pouco mais ainda do que é normal. Quanto aos pontos altos, é-me difícil dizer… O álbum, enquanto um todo, é óptimo, no meu entender.


M.I. - Porque é que "Stay With Me" foi o primeiro single a ser lançado deste novo álbum? Considerando este álbum em particular, sentes que “Stay With Me” é a música que melhor representa quem os Gotthard são, ou o vosso propósito era o oposto, ou seja, para enfatizar uma nova sonoridade/abordagem? Basicamente, porquê “Stay With Me” e não qualquer outro tema; porquê esta escolha?

Não acho que este álbum tenha, realmente, alguma música que o represente melhor, porque há imensa variedade… Nós escolhemos o tema “Stay With Me” porque votámos entre nós e foi essa a mais votada. Achámos que não seria uma música tão adequada para a rádio, mas mais depressa uma representação de onde a banda se encontra neste momento.


M.I. - A tournée do álbum “Silver” já está a decorrer há alguns meses. Como tem sido, até agora? O que me podes dizer acerca da digressão?

Tem sido muito divertido, os fãs têm sido fantásticos! É sempre engraçado testar as novas músicas com o público… Temos tido muitos concertos esgotados e o ambiente entre a banda e os fãs tem sido incrível. Agora, vamos entrar na época dos festivais… Portanto, a diversão continua!


M.I. - Ainda relativamente à digressão: até agora, qual o momento mais marcante na estrada (seja um momento marcante por ter sido hilariante, ou emotivo, ou mesmo por ter sido um tanto assustador)?

Têm existido tantas experiências incríveis para mim, é difícil escolher uma! A melhor parte, na generalidade, é poder viajar pelo mundo e conhecer tantos dos nossos fãs que, efectivamente, estão lá, mantendo a banda viva!


M.I. - Não é fácil – e, por vezes, deve ser uma tarefa inglória – assumir o papel de um vocalista de uma banda de tão grande renome a nível internacional. Acreditamos que é um autêntico desafio e deve ser absolutamente exaustivo. De qualquer dos modos, Nic Maeder, este é o terceiro álbum que gravas como membro dos Gotthard. Além do óbvio, quais são as maiores dificuldades/os maiores obstáculos que enfrentas enquanto “frontman” de uma banda tão icónica?

No início, eu sentia imensa pressão, especialmente porque eu não queria desapontar a equipa e os fãs, mas tantos dos nossos fãs apoiavam-nos e encorajavam-nos, tive sorte… Não teria conseguido sem eles! Acho que um dos maiores desafios é estar sempre “activo”, mesmo quando estás a ter um dia mau…


M.I. - Os Gotthard têm estado a arrasar o mundo há já vinte e cinco anos. Qual é o “ingrediente secreto” para continuarem a criar música, ano após ano após ano, especialmente fazendo cada álbum soar diferente do anterior?

Ingrediente secreto? Não tenho a certeza, mas se conseguirem ficar juntos tanto tempo assim e tratarem-se uns anos outros como família e com respeito, então, acho que é “meio caminho andado”!


M.I. - Por fim, tenho que perguntar: os fãs portugueses podem contar com uma “visita” vossa em breve?

Isso seria óptimo, eu nunca fui a Portugal, mas tenho imensos amigos portugueses que me dizem que eu deveria ir! 

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Entrevista  por Evie