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O VOA Heavy Rock Fest é, sem dúvida, um dos eventos mais aguardados no ano pelos fãs de metal. A 2ª edição ocorrida na Quinta da Marialva, em Corroios, contou desta vez com três dias (o sol abrasador…esse esteve igual à edição do ano passado!), e com o acrescento do palco Loud!, apoiando o bom que se faz no nosso país.  

O arranque da edição de 2017 esteve a cargo dos Process Of Guilt. Uma tarefa algo ingrata, tratando-se de uma sexta-feira e estando ainda o recinto a meio-gás. Contudo, os portugueses superaram a prova e, pouco a pouco, foram conquistando o público que ia chegando. Cada tema tocado pelos eborenses representou uma descarga emocional intensa, própria da sonoridade que nos apresentam; aliada ao sol que se fazia sentir, pode-se dizer que grande parte da plateia chegou ao fim da atuação a escorrer suor. É de referir que a banda está prestes a lançar um novo álbum, “Black Earth”, no próximo mês de Setembro. 

Tendo existido uma alteração ao alinhamento previamente definido pela organização, seguiram-se os The Charm The Fury. Esta atuação marcou a estreia dos holandeses em solo nacional, e a vocalista Caroline Westendorp mencionou que foram bastante bem-recebidos. Pouco depois do início, em “Colorblind”, Caroline pediu ao público que mostrasse aquilo de que é capaz. Apesar de se ter apresentado sempre com uma grande energia em palco, é verdade que a banda não foi, de imediato, acolhida pelos portugueses; a vocalista insistiu e questionou, entre risos, se o público estava intimidado por uma mulher, comentário que fez surgir o primeiro circle pit da atuação, embora algo tímido, de facto. Seguiu-se “Echoes” e um novo pedido de circle pit, acedido pelo público. Após uns breves riffs de “Seek And Destroy”, dos Metallica, surgiu “The Future Needs Us Not” e à terceira foi de vez -  o público proativamente juntou-se num circle pit mais composto, para agrado da banda. Os holandeses terminaram com “Carte Blanche”; Caroline referiu que era a última oportunidade que o público tinha para brilhar, e assim aconteceu. Custou, mas foi. 

O palco Loud! foi estreado pelos Névoa e regressámos a uma sonoridade mais pesada. O duo portuense fez-se acompanhar de mais três músicos, garantindo que a apresentação ao vivo superava a gravação em estúdio. Foram bastante bem-sucedidos, com especial ênfase para a bateria. Conseguiram envolver o público mesmo sem qualquer comunicação (verbal; a restante esteve lá). Uma banda promissora que ficou a pedir por um regresso em sala fechada. 

Os Insomnium, um dos nomes mais sonantes deste primeiro dia, entraram em palco pelas 19h15. Embora ainda com alguns rasgos de sol, os finlandeses cativaram o público português desde o início com o seu death metal melódico. “Winter’s Gate”, álbum conceptual lançado em 2016, foi tocado – e bem – na íntegra. Uma vez que este trabalho vem contar-nos uma história, rica em diferentes melodias e capaz de despertar várias emoções, não faria sentido deixar parte dela para trás. O público reagiu bastante bem, o que só prova que um álbum conceptual, quando bem conseguido, funciona (e recomenda-se) até ao vivo, mostrando toda a sua força. Já no final da atuação, e do registo anterior, destacaram-se “The Promethean Song” e “While We Sleep”.

Os Earth Drive deram um salto do Montijo até ao palco Loud! – a banda apresenta uma energia tão “juvenil” (num claro bom sentido), que é difícil pensar que já contam com uma década de existência. Alternando entre o groove, stoner e psicadélico (quando tantos elementos se juntam, torna-se árduo colocar em palavras aquilo que nos é transmitido), proporcionaram um ambiente bastante cativante. É impossível deixar de referir a imparável Sara Antunes, vocalista do grupo. Comparativamente à edição do ano anterior, o VOA 2017 deixou aberta a possibilidade dos espectadores poderem desfrutar do espaço verde, que é excelente para poder repousar entre atuações. A atuação dos Earth Drive foi recebida, por muitos, neste mesmo espaço. Na verdade, e já que estávamos a apreciar rock psicadélico fora de quatro paredes, olhar para o céu estrelado teve um certo encanto.

De regresso ao grande palco, eis que os Epica voltam a apresentar-se em solo nacional. Desde a sua última vinda a Portugal, lançaram um novo álbum, “The Holographic Principle”, de 2016, e foi com ele que iniciaram a atuação, ao som de “Eidola”, “Edge Of The Blade” e “A Phantasmatic Parade”, com grande entusiasmo por parte do público. Aliás, todos os temas apresentados do novo registo (destaque também para “Beyond The Matrix”), foram bastante aplaudidos, o que prova que os holandeses continuam a dar cartas após década e meia de existência. A vocalista Simone Simons mostrou-se bastante comunicativa e mencionou adorar Portugal, tendo aproveitado para descansar nas nossas praias (e referindo, entre risos, que ainda tinha areia por todo o lado). Por entre os vários temas, o palco foi-se enchendo de labaredas que vieram aquecer uma noite fria, contrastante com o início do dia. Porém, não só de labaredas o público se aqueceu. Quando falamos de “Sensorium”, “The Essence Of Silence”, “Unchain Utopia”, “Cry For The Moon”, “Sancta Terra”…a terra move-se perante tamanhos aplausos. Mas não foram só os fãs a mexer-se. O teclista Coen Janssen mostrou-se bastante dinâmico com o seu “keyboard in motion” – um teclado curvado que permite maior liberdade de expressão – que o músico aproveitou na perfeição. Antes de terminarem a atuação, a vocalista deu-nos boas notícias: a banda irá regressar a Portugal no próximo mês de Novembro, em Lisboa e no Porto (pouco tempo depois, a organização veio confirmar as datas, noticiadas aqui). Terminaram com a emblemática “Consign To Oblivion”. Até Novembro!

A última atuação do palco Loud! nesta noite esteve a cargo dos The Black Wizards. Uma banda “fuzzadélica” (recordando o nome do primeiro EP da banda, “Fuzzadelic”, de 2015, e antecipando o próximo álbum “What The Fuzz!”, a lançar no início de Setembro). Palavras-chave desta atuação: groove, blues, energia. Muita, muita energia. Raras foram as vezes que vimos a cara da vocalista e guitarrista Joana Brito, pois o seu cabelo acompanhava o ritmo fervoroso com que atuava. Mais que competentes, são cativantes, e a prova disso é que não mexem apenas com os portugueses – no próximo mês, atuam na Áustria e na Alemanha. 

A noite fechou com os Carcass e um pano de fundo com o artwork do seu último álbum, “Surgical Steel”. A banda esteve em palco apenas uma hora, não tendo satisfeito totalmente o apetite para os fãs mais ávidos. Mas podemos dizer que foi uma hora arrebatadora e bem aproveitada pelos apreciadores. Crowd surf? Logo nos primeiros instantes. Circle pits? Do primeiro ao último acorde. A banda apresentou temas das várias fases da carreira, destacando-se “Reek Of Putrefaction”, “Exhume To Consume”, “Incarnated Solvent Abuse”, “Buried Dreams”, “Heartwork” e “Corporal Jigsore Quandary”. Ao longo da atuação, o vocalista e baixista Jeffrey Walker foi distribuindo água pelo público (certamente como compensação por muitos dos fãs circularem religiosamente, do início ao fim, por entre a poeira dos circle pits). A atuação dos Carcass foi sentida essencialmente com o corpo, como que materializando as temáticas apresentadas nas suas músicas. Sim, a atuação terminou inesperadamente. Mas enquanto existiu, foi claramente sentida. 

Concluído o primeiro dia do festival, o saldo foi, sem dúvida, positivo. Mas os próximos dias certamente não ficariam atrás. 



Texto por Sara Delgado
Fotografias por Hugo Rebelo
Agradecimentos: Prime Artists & PEV Entertainment