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O death metal técnico viu, no passado Verão, uma onda de lançamentos de qualidade por parte de alguns dos seus principais representantes. Belos exemplos disso são os mais recentes trabalhos dos Decrepit Birth e Rings of Saturn, obras que os apreciadores do género já terão devorado várias vezes, e o terceiro álbum dos Archspire faz parte desse role de alta qualidade de tech death que apareceu este verão para satisfazer os ouvidos dos seus seguidores.

Ao terceiro registo, os canadianos, mostram tudo aquilo que os caracteriza: riffs ultra elaborados tocados a alta velocidade, assim como os seus solos alucinantes e guturais de uma gama variada (contrariando o registo vocal estático que muitas vezes penaliza álbuns deste estilo), igualmente regurgitados a alta velocidade. Sim, aqui a velocidade é a chave: é o grande trunfo dos Archspire, ao despejarem derrocadas altamente complexas e, simultaneamente orelhudas e brutais, em up tempo. Pegue-se em “Involuntary Doppelganger”, um tema em que é impossível simplesmente pôr na pausa, ou no tema-título que insere várias secções acústicas interpostas com a insanidade dos restantes riffs, para que se tenha a confirmação de que, apesar de ser uma sonoridade de nicho dentro deste tão multifacetado universo musical, a qualidade é inegável.

Após dois muito bons discos, os Archspire aperfeiçoaram a sua fórmula em “Relentless Mutation” com sete perfeitos temas que representam este género tocado na perfeição em que o único problema também acaba por ser a velocidade. O álbum acaba por ser muito curto e deixa qualquer fã de tech death a babar-se por mais.


Nota: 9.4/10

Review por Tiago Neves