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Sendo a primeira vez que tenho contacto com os Sevendust, fico surpreendido pelo facto de esta banda evocar muito do som do início dos anos 2000, patente em conterrêneos como os P.O.D., mas fora do som nu-metal. Com efeito, ao chegar ao quinto tema “Sickness” torna-se evidente que a música deste grupo é cativante, indo mais além do registo metal entrando por vezes no hard rock que relembra Godsmack.

O tema “Dirty”, que não só abre o disco como é o primeiro single do mesmo, é cativante desde que entra o primeiro riff e mantém essa qualidade ao longo dos seus quase três minutos e meio de duração. Em “God Bites His Tongue”, o som mantém-se cativante, recordando P.O.D. na forma como parece elevar sentimentos negativos de uma forma positiva. Por sua vez, “Sickness” relembra Linkin Park, na fase “Minutes to Midnight” na forma como a bateria e a guitarra ritmo embala a voz, assim como a emotividade da mesma.

“Medicated” surge como uma quase power balad, com uma instrumentação variada e evidente entrega emocional por parte do vocalista Lajon Witherspoon. A utilização de cordas mantém-se em “Unforgiven”, mas de forma menos eficaz, nomeadamente no contraste com a agressividade das vozes e guitarras. “Moments” surge como uma lufada de ar fresco após uma certa repetição de dinâmica, pelo uso do piano como uma terceira guitarra, em vez de apenas um instrumento que pretende exaltar o sentimento melancólico presente na letra.

Concluindo, “All I See Is War” é um disco que se estende além do peso com que se inicia, mantendo uma sonoridade moderna, muitas vezes melancólica e repetitiva, ainda que não desprovida de sentimento e que pode levar a novas audições. No entanto, é um disco que ganha claramente com o impacto da audição inicial, salvo alguns temas que se destacam do todo, nomeadamente o tema que o abre.

Nota: 6/10

Review por Raúl Avelar