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Ramones é sinónimo de punk rock, sendo muitas vezes citada como a primeira banda a definir o som que agora reconhecemos, pese embora o limitado sucesso comercial obtido durante as décadas de 70 e 80. O que é inegável é que a banda de Joey, Johnny, Dee Dee e Tommy, os quatro membros originais, deixaram um legado para gerações futuras, quer na quantidade estratosférica de bandas que influenciaram, quer pela discografia editada. O interesse pela banda de Forest Hills, no bairro nova-iorquino de Queens, nunca esmoreceu, e esse facto pôde ser constatado na passada quarta-feira, 10 de outubro: uma sala do RCA, em Lisboa, perto de esgotar para celebrar a música dos Ramones com um dos seus únicos sobreviventes, o baterista Marky Ramone, ele que substituiu Tommy em maio de 1978, logo após a edição de “Loco Live”.

Tal facto não passou despercebido a João “Punker”, o vocalista dos Decreto 77, banda de Almada que foi convidada pela Hell Xis Agency para abrir as datas de Lisboa e Porto. “Este concerto vem mostrar que não é impossível ter casa cheia a meio da semana”, disse João, visivelmente emocionado por uma plateia a acotovelar-se desde os primeiros acordes do intro que antecedeu “No Trendy Winds”, faixa editada em 2007 no split Ep com os Flippin’ Beans.

Ausentes dos palcos durante largo período, os Decreto 77 ressurgem agora na cena underground com várias datas marcadas, e pelo que temos visto, parece que nunca abandonaram as apresentações ao vivo. “Our Own Way”, do split CD com os Piss (2006) antecedeu “Passivity”, a primeira incursão no disco de estreia “Getting Older Wasting Time”, editado no já longínquo 2013. Num concerto dedicado à memória de Sérgio “Bifes”, tragicamente falecido após o concerto dos Simbiose no Bardoada Fest da semana passada, seguiu-se uma versão muito melhorada de “Punk Rock Elite”, faixa da primeira demo tape, e que com a dupla de guitarras de Paulo Vieira e Victor Castro ganha toda uma nova dinâmica.

“My Own Thoughts” e o clássico “És Uma Merda” leva-nos vertiginosamente perto do fim da actuação, com “Yeah Right” a anteceder a boa nova: há música nova!! “Not Alone” mostra um punk rock clássico, sem floreados e com a secção rítmica composta pelo baixista Ricardo Vieira e o baterista Gonçalo Silva (este “escondido” do lado esquerdo do palco para não ocupar o lugar da “estrela” dessa noite) a dar excelente recado, pese o enorme calor que se começava a sentir na sala do bairro de Alvalade. “Freedom” antecipa a tradicional dobradinha final dos concertos dos Decreto 77, “Getting Older Wasting Time” (com o público a ajudar no refrão) e “Big Bucks”. Muitos sorrisos em cima de palco e aplausos na plateia, num concerto memorável a abrir para seguramente um dos ídolos da banda.

Habitualmente, face à proibição de fumar dentro da sala do RCA, o intervalo entre bandas é usado para ir até à rua ou refrescar as goelas com uma bebida qualquer. Porém, mal os Decreto abandonaram o palco, o que se notou foi cada vez mais gente a encaminhar-se para a frente deste, mostrando estarmos mesmo perante uma verdadeira celebração do culto aos Ramones. Raras eram as pessoas sem t-shirts da banda, e mal o alinhamento foi colado junto aos tripés, um burburinho percorreu a sala. 35 músicas!! Leram bem, trinta e cinco das mais emblemáticas faixas gravadas e/ou tocadas ao vivo pelos Ramones!!

E aqui permitam-me uma analogia com o concerto de um outro Ramone o ano passado. CJ Ramone esteve em Portugal, para abrir o concerto dos Suicidal Tendencies, em Corroios, a 25 de junho do ano passado, e enquanto Marky permanece fiel ao legado da banda que o celebrizou, CJ actuou em nome próprio e apenas tocou um punhado de músicas da banda que serviu como baixista entre 89 e 96.

A intro da série televisiva “Perry Mason” antecedeu a entrada de Marky e os seus Blitzkrieg, Iñaki Urbizu Azaceta na voz, Martin Blitz no baixo e Greg Hetson na guitarra, ele que também pode ser considerado uma estrela do punk rock, fundador dos Circle Jerks e membro dos Bad Religion entre 1984 e 2013. Marky veio à frente agradecer com um aceno de mão a sala cheia do RCA, para se sentar atrás da sua bateria, de onde só sairia 75 minutos depois, antecedendo o encore de uma noite mítica. Visíveis estão as fragilidades de um homem com 66 anos, tendo necessitado de ajuda para subir e descer o palco onde a bateria dominava o cenário, diante de um pano gigante com o seu nome dentro de uma enorme estrela.

Os Ramones pouco dialogavam com o seu público e Marky faz questão de continuar com a tradição, com Martin Blitz a ter a seu cargo o mítico “1, 2, 3, 4” entre músicas. E que músicas!! Do inicial “Rockaway Beach” até ao final “normal” do concerto, com “R.A.M.O.N.E.S.”, foi um desfilar dos maiores êxitos, ficando difícil dizer se algum esteve fora do alinhamento. “Sheena Is A Punk Rocker”, “Commando”, “Beat on the Brat”, “Rock’n’Roll High School”, “The KKK Took My Baby Away”, “Pet Cemetary”, “I Wanna Be Sedated”, todas e mais algumas como “Surfin Bird” e “SpiderMan”, acompanhadas em delírio por um público completamente fã, que foi acompanhando com muito mosh, algum stage diving e muita garganta afinada para ajudar Iñaki, até porque para final, talvez fruto do enorme calor e condensação na sala, aconteceram alguns problemas com o microfone. O enorme espanhol tem inúmeras parecenças físicas com Joey Ramone, e joga nesse facto para animar a plateia, mas foi impossível esquecer a anterior visita de Marky a Lisboa, para um mítico concerto no Santiago Alquimista, com Michael Graves, o ex-Misfits, a fazer um show à parte.

Claro que não foi por isso que tivemos uma noite de quarta feira memorável, ainda para mais com um encore que se iniciou com um “Muito obrigado Lisboa” na voz de Iñaki, e acelerou com “Palisades Park”, “Something To Do”, “Rock’n’Roll Radio”, “Needles and Pins”, a habitual versão de “Wonderful World”, gravada pela primeira vez por Louis Armstrong, e o encerramento com o clássico dos clássicos “Blitzkrieg Bop”.

Final de festa com banda e plateia completamente suados, exaustos e felizes, naquela que foi mais uma oportunidade de ver ao vivo a história da música a desfilar perante nós. A caravana segue para o Hard Club no Porto.
Gabba gabba hey!!

Texto por Vasco Rodrigues
Agradecimentos: Hellxis