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«(Further) Into the Depths» é o novo álbum de Humanart. O colectivo junta-se aos gregos Lucifer`s Child, que integram antigos elementos de Rotting Christ e Nightfall, para fazerem a apresentação do disco, no Hard Club, no próximo dia 14 de Setembro, junto com os conterrâneos Anifernyen e os galegos Akouphenom. Sobre isso e muito mais JJ, guitarrista e fundador do grupo, esteve à conversa com a Metal Imperium.

M.I. - Demoraram um bocado a estabilizar a vossa formação. Quem está hoje em Humanart?

Com o passar dos anos aprendi que uma banda de Black Metal, ou outro qualquer estilo de metal extremo, em Portugal, dificilmente terá uma formação estável, cada passo ou até o dia-a-dia de um grupo requer investimento, e como todos sabem não tem retorno.
Hoje estou eu na guitarra solo, Fareal na guitarra ritmo, Sathronus na voz, e temos um baixista e baterista de sessão, Leyak e Njiord respectivamente.


M.I. - Há uma formação live e uma de estúdio?

Não, somos três elementos. O novo baixista está à experiência, possivelmente para breve seremos quatro. Nos últimos anos pela dificuldade em encontrar bateristas temos sido acompanhados pelo Njiord que só não entra para a banda porque não tem a disponibilidade que necessitamos pois, toca numa dezena de projectos, como tal a qualquer momento pode entrar um baterista fixo ou podemos prolongar esta parceria indefinidamente.


M.I. - O vosso percurso tem sido algo irregular, vinte anos de existência, apenas gravando álbuns nos últimos 5 anos. Qual o motivo para tal?

Desde que a banda começou que gravamos CD’s, (a uma regularidade média de) um a cada quatro anos. Os dois primeiros, «Fóssil» e «Hymn Obscura» foram em MCD porque éramos novos e com poucos recursos financeiros. A tape, «X Years of Black Crusade», de celebração dos dez anos, foi com uma editora. Os dois álbuns que referes, nestes últimos cinco anos, «Lightbringer» e «(Further) Into The Depths», são fruto das nossas situações actuais, em que o tempo escasseia, porém outros recursos superam em muito o pouco que fizemos. 


M.I. - «(Further) Into the Depths» reflecte uma variedade musical em que visitam várias vertentes do Black. É intencional ou o culminar dos anos com diferentes formações?

É completamente intencional e, posso garantir que nesta banda será sempre assim. O que mais me agrada é um álbum dinâmico, sempre com algo novo em relação aos predecessores, que se desenvolva como a música clássica, com momentos altos, baixos, rápidos, lentos, etc., riqueza musical. Não suporto bandas que tocam a mesma coisa do início ao fim, álbum após álbum, uma coisa é manter o ADN, outra é ser um disco riscado. 


M.I. - Há uma clara melhoria entre os dois discos e sente-se que este foi mais pensado. O que influenciou isso?

É com agrado que ao longo dos quatro registos em CD, o público e a imprensa tenham constatado essa evolução. Nem sequer é a questão de ser mais ou menos pensado porque sempre que vamos para estúdio é com a certeza de que temos as bases para o que queremos amadurecidas. No «Lightbringer», houve a inclusão de temas mais antigos nunca registados em estúdio de forma profissional e daí possa ser perceptível uma maior mescla de estados de espírito.


M.I. - Onde foi o disco gravado?

O álbum foi gravado e produzido no Hanuman Studio por Bruno Silva (Heavenwood), e, masterizado na Suécia no Necromorbus Studio pelo conhecido Tore Stjerna  (Armagedda, Behexen, Funeral Mist, Merrimack, Watain, etc.)


M.I. - Os vossos temas possuem letras que abordam um lado mais bélico, além das habituais referências black, por isso fiquei surpreendido pela inclusão de um tema como «Underground Slut». Alguma razão em particular?

Como disse antes o dinamismo é uma palavra-chave em todos os nossos trabalhos e dentro do mesmo trabalho podemos encontrar nos nossos interesses referências religiosas, esotéricas, bélicas, contemplativas e, até expurgações nojentas e repugnantes como nesse tema em particular dedicado com muito carinho aos vermes.


M.I. - Já depois do SWR, esta é a apresentação oficial do disco, contando com Lucifer’s Child. Por que razão este nome grego e como chegaram a eles. 

Além das mil e uma coisas em que estou desde sempre metido, criei no último ano uma promotora, que apenas veio dar um nome a um trabalho que já faço há bastante tempo com a organização de eventos. Assim tinha uma série de bandas de renome possíveis e já com contactos feitos mas Lucifer`s Child por acaso não estava nesse rol. O seu surgimento neste contexto prendeu-se apenas com o acaso de, nas minhas pesquisas musicais, ter dado de caras com o videoclip da música «The Order». Colei à primeira audição e mostrei aos meus colaboradores que também não conheciam e  tiveram reacção semelhante. Daí a fazer os contactos e a conseguir um concerto exclusivo em Portugal para o importante lançamento do novo álbum de Humanart no Porto, Hard Club, foi uma questão de dias.


M.I. - Santo Tirso, Paços de Ferreira, Paredes… há todo um conjunto de nomes a surgirem na área, como vês isso e sentes que Humanart foram percursores de algo?

Sem falsas modéstias confesso que para mim já foi um enorme orgulho duas pessoas, já participantes em algumas bandas conhecidas no meio, me virem dizer que começaram a ouvir black metal e a tocar um instrumento, com o intuito de tocar numa banda, a partir do momento que ouviram Humanart. De resto, temos pouco contacto com os novos projectos aqui na zona, porque parece-me que a maioria vive fechado no grupo de amigos tocando uns para os outros, por isso nem sei o que pensam, excepções feitas para Anifernyen e mais uma ou duas.


M.I. - Entretanto como vês a evolução do black metal do norte, nos tempos recentes?

O black metal nortenho está desunido como sempre, algo que se estende ao resto do país pelo que me é dado a entender, por isso não lhe vejo grande futuro como um todo. Vai haver sempre uma ou outra banda a obter algum destaque nacional, e até internacional, mas como um todo não funciona pois existe uma notória e forte auto-segregação em cada entidade que não permite essa ideia de conjunto. 

Entrevista por Emanuel Ferreira