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Por diversos motivos, nenhum de nós pôde comparecer na primeira data de Metallica no Pavilhão Atlântico mas deixamo-vos aqui a critica do 2º dia.

O dia era dos Metallica mas não só, dos também Norte Americanos High On Fire e dos Dinamarqueses Volbeat. Os High On Fire foram a primeira das duas bandas de abertura a actuar e deram um concerto irrepreensível e profissional durante apenas trinta minutos. Com uma actuação baseada em temas dos seus últimos dois álbuns [temas como "Snakes For The Divine" e "Frost Hammer" e "Rumors Of War"] e com a ingrata missão de tocar quando mais de metade do público ainda não tinha chegado, os High On Fire cumpriram muito bem o seu papel. Terão sido prejudicados apenas pelo som que não estava bom. Esta será uma banda a rever numa outra oportunidade pelos seus apreciadores, quando vierem a Portugal em nome próprio, havendo assim tempo para ouvir mais temas por parte do power trio.


Em seguida tivemos os compatriotas de Lars Ulrich, Volbeat, durante cerca de 45 minutos. Os Dinamarqueses podem não ser muito conhecidos no nosso país (o que mudou face à possibilidade que tiveram de tocar num recinto esgotado em duas datas) mas entretiveram o público que aí já estava em maior número, tendo o vocalista Michael Poulsen puxado muito pelo mesmo e com este e os outros elementos do grupo a sentirem-se muito à vontade no palco de 360º que percorreram várias vezes. Não faltaram músicas do álbum "The Strength/The Sound/The Songs" como: "Rebel Monster" e "I Only Wanna Be with You"; também de "Rock The Rebel/Metal The Devil" como: "The Human Instrument", "Radio Girl" e o tema "Sad Man's Tongue" dedicado a mítico Ronnie James Dio, que nos deixou esta semana, tornando assim o mundo do Metal mais pobre. Do último álbum tocaram tema título "Guitar Gangsters & Cadillac Blood". Podem não ter a mesma qualidade musical da banda anterior mas em termos de espectáculo estiveram igualmente bem, apesar de terem tido o mesmo problema, do som não estar bom. A banda que tem como influências nomes tão distintos como os próprios Metallica, Misfits, Jonnie Cash e até Elvis pode não agradar a muita gente, mas transmitiu uma boa imagem e provavelmente terá conseguido ganhar mais alguns fãs e curiosos por saberem mais acerca da banda.
Ambas as bandas de abertura estiveram bem e obtiveram uma boa reacção por parte dos espectadores, apesar de esta ter sido bastante inferior à recebida por outras bandas que actuaram com Metallica em alguns festivais, visto não serem tão conhecidas por parte do grande público.


Os Metallica, que foram a grande razão da presença de praticamente todo o público presente nos dois dias, estrearam-se nestes concertos em recinto fechado em Portugal e com o atractivo de terem actuado num palco montado no meio da plateia. De salientar que foi pelo quarto ano consecutivo que a banda pisou o solo Lusitano e logo para dois concertos esgotados no Pavilhão Atlântico. Tal só veio a demonstrar a fidelidade do público nacional aos Metallica, que não se cansam de os ver e a também a enorme popularidade que a banda tem por cá. Não se terão arrependido de os voltar a ver as cerca de 18.000 pessoas que lotaram o recinto. Pelo menos o 2º dia terá sido um dos melhores concertos que a banda deu no nosso país nos últimos anos. A banda deverá ter sentido uma motivação extra por actuar num palco e recinto diferentes.
Passando a falar mais detalhadamente deste 2º concerto... "That Is Just Your Life" e "Cyanide", ambos temas do mais recente trabalho, abriram o espectáculo e mostraram que as músicas de "Death Magnetic" são cada vez mais bem aceites no seio dos fãs, resultando bem alternadas com as mais antigas. Seguiu-se uma delas: "For Whom The Bell Tolls", um daqueles clássicos que não cansa de se ouvir e a surpresa "The Shortest Straw", para contentamento dos fãs. Depois de uma pequena homenagem a Ronnie James Dio, em que Kirk Hammett tocou o início de "Heaven And Hell", seguiu-se mais um tema do mais recente trabalho: "The Day That Never Comes", com os presentes a cantar em uníssono com Hetfield. James dedicou também "Sad But True" aos High On Fire e Volbeat, sendo tempo de revisitar o "Black Album" ainda com mais uma música em seguida: "Wherever I May Roam". Após esta visita ao álbum de maior sucesso comercial do grupo, foi a vez de voltar aos primórdios com "No Remorse". Os presentes não se cansavam de entoar os temas, de fazer Headbanging e de aplaudir em grande força a banda no final de cada música. Seguiu-se uma faixa não tão esperada mas ainda assim bem recebida: "Turn The Page", cover de Bob Seger. A mais esperada do que a anterior "All Nightmare Long", foi a última das músicas tocadas de "Death Magnetic".
Seguiram-se cinco clássicos incontornáveis da banda, que levaram o público ao delírio: "One", "Master Of Puppets", "Damage Inc.", "Nothing Else Matters" e "Enter Sandman". Para o final foi sempre a abrir com a cover "Helpless", seguida da "Motorbreath" e "Seek And Destroy", temas do já velhinho "Kill Em All" que já tem 27 anos mas que permanece e continuará intemporal para os fãs, como tivemos oportunidade de assistir mais uma vez.

Foi mais um grande concerto dos Metallica no nosso país, para todas as faixas etárias, para fãs antigos e recentes e pelo que tivemos oportunidade de assistir durante mais de duas horas de actuação, a esmagadora maioria dos presentes terá apreciado bastante o espectáculo.



Review por Mário Rodrigues
Fotografia por Diana Fernandes