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Parece que foi ontem que se realizou a primeira edição do Vagos Open Air! O tempo passou rapidamente e este ano já celebramos a sexta edição daquele que é um festival de referência para o público metaleiro português. Festival que, durante os últimos anos, trouxe a solo nacional nomes como Carcass, Testament, Morbid Angel, At the Gates, Meshuggah, Amon Amarth, Opeth, Dark Tranquillity, Katatonia, Devin Townsend Project, Overkill, Anathema, Gamma Ray, Cynic, My Dying Bride, Arch Enemy, Enslaved, Epica, Amorphis, The Gathering, Sonata Arctica, Ihsahn, Lacuna Coil, Rotting Christ, Ensiferum, Arcturus, Coroner, Kamelot, Tiamat, Textures, Eluveitie, entre outros. Pela montra do Vagos passaram também bandas nacionais de créditos firmados, como por exemplo Process of Guilt, The Firstborn, Bizarra Locomotiva, Disaffected, We Are The Damned, Miss Lava, Gwydion, Web, Crushing Sun, Prayers of Sanity, Revolution Within, Malevolence e Mindlock. Portanto, o que se verificou nas primeiras 5 edições do festival, foram cartazes fortes e ecléticos, capazes de atrair milhares de metaleiros exigentes a Vagos. A sexta edição do Vagos Open Air não se ficou nada atrás das outras, trazendo-nos mais um grande cartaz, cheio de grande qualidade e diversidade musical, com a particularidade de ser o primeiro ano em que se repetiram bandas, os Opeth e os Epica, duas bandas que arrastam multidões. Além desses dois nomes bem conhecidos do público português, a edição de 2014 do Vagos trouxe-nos como nomes mais fortes bandas como Kreator, Gojira, Paradise Lost, Behemoth, Annihilator, Soilwork e The Haunted. De referir outro facto muito importante, esta edição teve pela primeira vez três dias de duração, numa aposta clara da organização do festival no crescimento.

Os Gates of Hell tiveram a tarefa de abrir as hostilidades no palco do Vagos Open Air. Esta banda de thrash metal moderno é formada por membros de Echidna e Revolution Within, bandas que já actuaram no Vagos Open Air. Este festival não era terreno novo para a banda que - liderada pelo frontman Raça - mostrou ao público, que já lá se encontrava em bom número, aquilo que valem. A banda mostrou uma grande atitude e satisfação por ali estar e o público correspondeu da melhor forma. O primeiro concerto desta edição teve mosh com fartura e até uma wall of death a pedido de Raça.


O rock pesado e moderno dos Kandia, liderados por Nya Cruz e André Cruz, foi a proposta seguinte do festival. A actuação por parte dos músicos foi muito competente e Nya Cruz mostrou garra e vontade de agarrar o público, mas grande parte dos presentes não corresponderam.  A destacar alguns fãs que, orgulhosamente, estavam equipados com t-shirts da banda. Esses sim, seguramente terão adorado a actuação da banda.

Os ingleses Sylosis trouxeram na bagagem o seu thrash contemporâneo, que soa fresco comparativamente a várias propostas requentadas que aparecem por aí regularmente no género. O quarteto é um dos valores emergentes do metal moderno e encaixou bem no alinhamento do Vagos Open Air. Mostraram ser bons performers e terão ganho fãs neste dia, que certamente responderão à chamada quando a banda voltar ao nosso país para um concerto em nome próprio.

Há largos anos que os suecos Soilwork não actuavam em Portugal e Björn Strid falou disso mesmo, mostrando o seu contentamento por estar de regresso a palcos nacionais. O último concerto por cá foi no antigo Hard Club, na abertura de Children of Bodom, em Maio de 2003. Mais de uma década de ausência é muito tempo e neste momento a formação da banda é bastante diferente daquela que pisou o nosso país, mas o último álbum "The Living Infinite", do qual o colectivo retirou quatro temas para tocar neste concerto, mostra uns Soilwork com vontade de se reafirmarem como um dos nomes fortes do death metal melódico. Músicas velozes como "Bastard Chain" e "Follow the Hollow", e outras repletas de groove como "Overload" e "Stabbing the Drama", não podiam faltar no alinhamento, tendo esta última encerrado uma actuação com nota claramente positiva.


Seguidamente foi a vez do concerto de aquela que foi, seguramente, uma das bandas que mais espectadores levou a esta edição do Vagos Open Air, os muito populares Epica. O colectivo holandês provou estar num excelente momento de forma, presenteando o público português com uma das suas melhores actuações em território nacional. Para isso muito contribuiu uma Simone Simons muito segura vocalmente e que se revelou mais solta do que em anteriores ocasiões. Importa referir que as cinco músicas escolhidas do novo álbum, "The Quantum Enigma", resultaram muito bem ao vivo, contribuindo decisivamente para a força do alinhamento. Um dos momentos que não vai ser esquecido neste concerto foi a secção de discoteca que a banda introduziu no clássico "The Phantom Agony", logo após o refrão dessa mesma música. Foi um momento inesperado e hilariante, mas que não impediu muitos de dançarem ao som dessa parte do tema.

Quem não embarcou em experiências electrónicas foram os Kreator. A máquina de thrash metal germânica pisou o palco do Vagos Open Air para triunfar e assim o fez desde "Phantom Antichrist" a "Tormentor", temas que iniciaram e terminaram o concerto, respectivamente. Pelo meio foi um desfilar de clássicos que está apenas ao alcance dos grandes nomes do Metal, aqueles que ficarão para a história do género quando terminarem a sua carreira. Mas a banda de Mille Petrozza e Ventor não deu sinais de cansaço, antes pelo contrário, demonstrando uma presença em palco e energia de fazer inveja a qualquer banda jovem. Petrozza liderou as tropas e a destruição fez-se sentir na Quinta do Ega. Este foi, sem dúvida, um dos melhores concertos desta edição do Vagos Open Air e, provavelmente, um dos mais memoráveis de todas as edições do festival.



Texto por Mário Santos Rodrigues
Fotografia por Diana Fernandes
Agradecimentos: Prime Artists / Vagos Open Air